sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Encontro com Pedro Mariano [e orquestra]

Enquanto mente e corpo estão enfervecidos, aproveito esse momento para descrever minha primeira experiência com Pedro Mariano. Não conhecia seu rosto, nome, voz ou muito menos suas origens. De um convite inesperado, veio a oportunidade de enfim ter o nosso primeiro encontro.

O Anfiteatro do Dragão do Mar foi o cenário escolhido. Não sabia ao certo se seria o lugar ideal, afinal, não havia como manter o ambiente da plateia em completa escuridão, o que permite um envolvimento maior com o palco - na minha opinião. Engano meu. Não foi preciso nem penumbra, muitas vezes. 

A intimidade rolou, transbordou, durante as duas horas de show. Cada verso cantado e interpretado, cada sentimento demonstrado nas expressões e nos gestos, dava um sentido a mais para a música escolhida. O acústico é o meu estilo favorito, mas agora está empatado com o acompanhamento de orquestra. Esse formato também permite que a letra seja melhor escutada, traduzida, refletida. Faz as canções já conhecidas penetrar mais na mente, na alma. E da lista, minha favorita, sem dúvida: "Você", de Roberto Carlos. Fez o arrepio da pele decorrer da canção e, não do vento que batia no peito e nas costas. 

Para completar, uma conversa e uma piada ou outra entre as faixas do espetáculo fazia parecer que ele estava entre amigos - todos próximos, de longas datas. Desde frases como "vento me possua" a "a próxima música quem tem o meu DVD vai saber qual é", acompanhadas de risadas e ironias. 

Tinha pensado em ficar em casa, dispensar o convite. Graças, pensei duas vezes e escutei minha mãe. Abri minha mente e coração para o novo, afinal mal não iria fazer perder duas horas se o show fosse ruim. Porém, o desconhecido fez da subtração uma adição. Eu ganhei um novo artista em meu som do carro, para acalmar-me nos dias de caos no trânsito, para deleitar-me sempre uma vez mais com a belíssima interpretação de "Você" também nos dias tranquilos nas ruas de Fortaleza.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Bum-Bum-Bum Tim-Tim-Tim

O título Castelo Rá-Tim-Bum em si já faz a infância de muitos retornar à mente. Combinando o nome a vinheta de abertura e aos elementos cênicos, então, é um mergulho profundo na década de 90. A porta, com o Porteiro de lata, é um convite para resgatar as lembrança. Ele não faz charada nenhuma, como de costume nos episódios, porém a sua voz e a tradicional frase "Klift Kloft Still, a porta se abriu!" são ditas em alto bom som, para deixar a experiência o mais perto da realidade.

Quando entramos, uma linha do tempo explica quais foram os programas dedicados à grade infantil da TV Cultura e, diante disso, entramos em uma "máquina do tempo", podendo estar em contato com figurinos e personagens originais utilizados no programa, como o Gato Pintado, a cabeça do Mau, o par de sapatos "gêmeos" Tap e Flap, entre outros. 

Alguns episódios e músicas - como Lavar as mãos - foram ativadas na minha memória, mesmo que eu tivesse apenas quatro anos, quando tudo começou. Todos os detalhes foram vistos com tanto carinho, tanto saudosismo. O engraçado é que, na época, muito era visto com encanto, apesar de ser consciente na época que gatos não falavam. Mas, ver que o Gato Pintado era feito de espuma e o Mau de E.V.A foi incrível. Era feito de forma simples, aparentemente sem grandes mistérios, e mesmo assim, parecia impecável na televisão.

A exposição toda foi dividida em várias seções, entre sala de estar, cozinha, quarto do Nino, Lustre, laboratório do Tíbio e Perônio, quarto da Morgana, entre outras áreas dedicadas aos passarinhos, a Caipora e ao Etevaldo, por exemplo. Mas, confesso, sinceramente não lembrava em nada da oficina do Tio Victor. Tantos detalhes deixei passar, como o nome do Telekid - eu nem sabia que aquele personagem que dizia "por que sim não é resposta" tinha nome, no entanto lembro até hoje desse bordão.



Em resumo, foi maravilhoso ver os bastidores, saber um pouco sobre processo criativo e construção de cada roupa e cenário, curiosidades de como tudo foi elaborado e ver que tudo - em sua base - foi simples, porém que resultou em algo grandioso, que interferiu - de forma positiva - na educação de muitas crianças, inclusive na minha. Às vezes, não elaboramos um projeto ou uma peça de teatro, por exemplo, por falta de verba, mas com ideias e força de vontade, é possível.

Saber que não tiveram retorno financeiro e gravavam muitas vezes no calor de um estúdio fechado, entre outras empecilhos, e ainda assim não faltou vontade de continuarem no projeto, foi muito inspirador e motivador. Amei a oportunidade de entrar mais uma vez - agora pessoalmente - nos encantos do Castelo Rá-Tim-Bum e, mesmo com todo esse tempo, continuar aprendendo com eles. Obrigada! 

domingo, 11 de outubro de 2015

Ao resgate do urso [☑]

Este é um exemplo de quando a publicidade vai muito além da divulgação de um produto e inspira a reflexão da própria vida. De todos os assuntos, esta mostrou que você pode ir muito além para conquistar o que se quer, mesmo que seja só a atenção de uma possível alma gêmea. Muito lindo e criativo, seja na versão completa disponível na internet ou em pouco tempo na televisão. 

sábado, 8 de agosto de 2015

Super-herói disfarçado de pai [☑]

Na sala de embarque, o maior anseio é chegar ao destino, principalmente se este for retornar aos braços da família, ao calor da saudade. A sensibilidade já está a flor da pele, enraizada na alma. Juntando esse cenário com uma dose de emoção, para piorar com um toque de surpresa, então é choro na certa: para quem está nessa situação e para quem assiste tudo de pertinho. Foi assim que senti ao ver essa homenagem linda e, para completar, só penso em perguntar para um conhecido que está no vídeo aquele clichê de programa policial: "qual foi a sensação", apesar de já saber a resposta, mas querer saber do próprio homenageado.

 
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