domingo, 27 de abril de 2008

Um voto de confiança

Há alguns dias, vinha querendo registrar aqui um questionamento e meu estresse de minhas manhãs de aula: Por que os pedestres não utilizam a bendita passarela?

Desço do ônibus e deparo-me com dezenas de estudantes, mães com seus filhos e trabalhadores optarem por atravessar a Av. Washington Soares e desviar dos milhares de carros ao invés de escolherem a passarela para atravessá-la.

Conversando com um amigo, ele tentou justificar essa decisão costumeira dizendo que por acharem estar mais expostos a assaltos na passarela, as pessoas preferem atravessar a perigosa avenida a se arriscarem a uma possível abordagem inesperada. 

Por mais coerente que pareça essa razão ainda resiste algumas dúvidas: As ruas de Fortaleza estão repletas de motoristas inconsequentes e na Av. Washington Soares parece que todos eles se revelam. Há milhares de acidentes, as ultrapassagens são mais perigosas de serem feitas e tanto homens como mulheres de anos de direção tendem a se estressarem ou até mesmo evitar dirigir nela, então diante dessa realidade é viável arriscarmos nossas vidas atravessando essa avenida correndo para não sermos pegue pelos carros a encararmos o nosso receio de caminharmos pela ponte?

Podemos ser assaltados em qualquer esquina, infelizmente, então por que não damos preferência à vida e utilizamos uma obra construída para facilitar o cotidiano dos pedestres que circulam por aquele bairro? Às vezes, eu me pergunto: Será que as pessoas reclamariam do governo se não houvesse essa passarela ou elas simplesmente continuariam a atravessar a avenida, satisfeitas por estarem fazendo o que sempre fazem?

Obs: Leia também estas matérias relacionadas a falta de uso das passarelas : AMC e Diário do Nordeste .

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Mínimos

Do obscuro tornou-se estrela.
não apenas uma página
do volume único de Biologia,
um detalhe na trilha ecológica
e sim, alvo de fotos
de um belo passeio no parque.

Foto por Camiℓa Oℓiveira

terça-feira, 15 de abril de 2008

Na ponta do lápis

Para o ilustrador de carteiras,
Para os cartunistas de história em quadrinhos,
Para as crianças do primário,
Para os artistas de rua,
Para os jogadores de Imagem & Ação,
Para os estilistas,
Para os alunos de belas artes,
Para os caricaturistas,
Para aqueles que só sabem desenhar palitinhos,
Enfim, dos que possuem a alma de desenhista para aqueles que os incorporam perfeitamente, meus parabéns!

Desenho por Camiℓa Oℓiveira

segunda-feira, 14 de abril de 2008

...

“Meus livros me olham
silenciosos.
Há quanto tempo não toco neles?
Neles ficaram o reflexo dos meus olhos,
neles deixei minhas dúvidas,
deles recebi respostas.
Alguns, marcados por meus dedos curiosos;
muitos, lidos e relidos.
Outros, apenas folheados com pressa;
poucos, com páginas virgens.
Meus livros me olham.
Silenciosa, os observo inúteis.
”

( Meu livro - Maria Leda de Moraes )

...tenho um desejo de ler diversos livros, mas noto que, às vezes, os admiro mais do que os usufruo ou imagino mais as suas histórias do que realmente leio suas páginas.

sábado, 12 de abril de 2008

É na sola da bota, é na palma da mão

Contrariando a opinião de alguns dos meus amigos, sertanejo é música, sim e iniciou-se na década de 10.

“O pioneiro desse movimento foi o jornalista e escritor Cornélio Pires que costumava trazer para os grandes centros os costumes dos caipiras. Desde encenações teatrais à cantores de estilos como o Catira, etc.

[...] No início da década de 20 uma instituição liderada por Mario de Andrade promoveu uma semana para divulgação da arte brasileira, onde pela primeira vez foi montado um grupo intitulado de sertanejo, com instrumentos simples como a viola caipira, misturando alguns ritmos como o Catira, Moda de Viola, Lundu, Cururu, etc. Valorizando ainda mais o trabalho de Cornélio Pires.

O primeiro registro de um grupo de música Sertaneja foi datado de 1924 (A Turma Caipira de Cornélio Pires), formada por violeiros como Caçula e Sorocabinha, e alguns outros tão importantes da época.”¹

As composições tornaram-se versões de músicas norte-americanas, mudando toda a autenticidade das letras melodramáticas e das melodias agradáveis de ouvir, mesmo assim, prevalecem deste estilo musical em meu mp3 apenas as antigas, principalmente das duplas sertanejas do projeto Amigos, pois como resistir e não se encantar com a bela composição de Não aprendi dizer adeus de Leandro e Leonardo ou É o amor de Zezé de Camargo e Luciano?

“Hoje em dia para qualquer lado que se olhe existe um representante da música sertaneja, que deixou de ser um tributo aos sentimentos do homem do campo para se tornar sinônimo de cifras e grande espetáculos, onde a última coisa que se ouve é o dedilhar de uma viola tocada pelas mãos calejadas da enxada e o puro sentimento ingênuo dos homens e mulheres dessas regiões.”¹

Então, por que não desfazemos esse preconceito com a música sertaneja e admitimos, pelo menos com as composições antigas, que elas são ótimas para embalar as tardes em família ou para antes de dormir?



¹http://www.geocities.com/Nashville/3907/cp_s_hist.htm

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Deslize da mídia

Na penúltima aula de Introdução ao Jornalismo, 08 de abril, tivemos um debate sobre a intensa divulgação pela mídia sobre a trágica morte de Isabella de Oliveira Nardoni.

O acidente ocorreu na noite de 29 de março e, desde desse dia, esse fato é narrado em todos os jornais de canal aberto. Se aquele que organiza a pauta jornalística soubesse ministrar melhor a notícia sobre o caso Isabella, colocando apenas novas informações que pudessem solucionar a questão de quem foi o culpado de sua queda do sexto andar, talvez não haveria a repetição de dados já abordados ou a duração da matéria seria reduzida.

Todas as partes do Jornal Hoje apresentaram elementos irrelevantes no caso da menina de cinco anos: mostrou uma conversa com a irmã do Alexandre, Cristiane, os minutos de cada telefonema feito na noite do incidente e o decreto da Justiça a favor da liberdade do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, presos há oito dias. O que poderia perdurar por, no máximo, dois minutos tornou-se ½ do jornal de hoje.

Por que há mais cobertura desse assunto quando já houve piores e o nível de importância dado para estes pela mídia foi mínimo comparado ao caso da menina Isabella? Na primeira quarta-feira desse mês, 02 de abril, aconteceu algo semelhante¹ e o vi sendo abordado no jornal da televisão por apenas um dia e somente como fragmento de uma matéria sobre Isabella, então como justifica-se essa predileção?

Todos os dias surgem novas conseqüências da estrondosa chuva no Nordeste, os hospitais continuam não tendo como suprir o intenso número de pessoas com suspeita de dengue, manifestações durante a passagem da tocha olímpica pelos países europeus, americanos e asiáticos persistem, acidentes ocorrem, infelizmente, diariamente, mas não há tanta divulgação sobre notícias globais, apenas sobre o infortúnio da noite de 29 de março.

Realmente espantou a todos o falecimento dessa linda garota que iria fazer aniversário na semana seguinte do desastre e com certeza é muito importante informar quando houver novas pistas que auxiliem para desvendar o mistério, mas a mídia não pode descuidar-se da sua meta de informar continuamente sobre o mundo e com maior ênfase o Brasil e concentrar-se em apenas um fato.

A finalidade do Jornalismo, segundo Bill Kovach e Tom Rosenstiel no livro Os elementos do Jornalismo, é fornecer aos cidadãos as informações de que necessitam para serem livres e se autogovernar. As pessoas precisão das notícias por causa de um instinto básico do ser humano, que é nomeado de Instinto de Percepção, então é importante manter a sociedade informada dos fatos em andamento, como também de novos temas e acontecimentos do mundo. Então, finalizo perguntando: será que há algo por trás dessa intensa cobertura pela mídia sobre a morte de Isabella ou realmente eles acreditam que esse fato é mais relevante do que todas as tragédias diárias no Brasil, por assalto, enchentes ou imprevistos?



¹Charlene Pimenta de Andrade, 10 anos, caiu do quarto andar de um prédio em Cariacica (ES). A suspeita é de que a criança para fugir da agressão do pai, acabou pulando a janela. Ela teve fraturas no tornozelo direito e na bacia, mas está fora de perigo e não corre risco de morrer. O pai da menina vai continuar preso durante a investigação.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Pé-de-moleque

As ruas não eram somente vias de acesso para automóveis, tornavam-se pátios de recreação durante as tardes ensolaradas da semana. Havia crianças descalças correndo na vizinhança, risos incontidos, gritarias e longas horas de brincadeiras.

As praças da cidade não eram meros espaços feitos com intuito de equilibrar o ambiente urbano vivido e sim, locais de lazer público. Provavelmente, amigas trocavam confidencias durante o balouçar do balanço, garotos serelepes jogavam o tradicional futebol, intelectuais debatiam atualidades, noveleiras comentavam os últimos episódios da teledramaturgia e outros, mais tímidos, apenas sentavam à sombra da árvore, finalizando mais um livro de sua coleção.

Ao primeiro raiar de sol, as jovens meninas trocavam-se e iam todas encontrar-se na praia. Um banho de mar entre colegas e depois, com a bela pele morena, retornavam cada uma delas para o aconchego de suas casas.

Restou-me, apenas, fotos antigas, histórias de nossos antepassados, filmes de época e a doce vontade de reviver ou apenas presenciar toda a encantadora juventude que não tive acesso.

A cada dia, trancamo-nos entre quatro paredes aterrorizados pela violência que nos ronda; perdemos nossa infância entre amigos por horas de sedentarismo na frente de computadores e televisões e nossa inocência e esperança pelo mundo por causa de todas as cenas de guerra, corrupção nos setores políticos e a subordinação brasileira passadas como simples programas da sessão da tarde.

- Thursday, July 12, 2007 -

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Cineclube Unifor

A Unifor todo mês seleciona filmes para serem exibidos e debatidos. Esse projeto, Cineclube Unifor, é uma realização da Vice-Reitoria de Extensão em parceria com a Distrivídeo e a TV Unifor.

Quinta-feira passada, 03 de abril, foi a sessão nomeada de neo-realismo, representada pelo filme Ladrões de bicicleta.

Ladri di biciclette, o real título desse longa-metragem, relata a história de Antônio Ricci, um homem de origem humilde que, após dois anos desempregado, consegue um emprego de colador de cartazes na cidade. Para garantir esse serviço, necessitava reaver sua bicicleta penhorada, então penhora seus lençóis para pegá-la de volta.

Em seu primeiro dia de trabalho, estampa um sorriso em sua face, veste a farda e percorre a cidade colando os cartazes de atrizes americanas. A felicidade em ter arranjado uma ocupação que lhe proporcionasse um salário fixo mais benefícios durou pouco, pois, enquanto ajeitava um dos pôsteres na rua, a sua bicicleta foi roubada, destruindo o sonho de manter-se no emprego e melhorar a condição de vida da sua família.

O filme transcorre desse imprevisto, mostrando, ao longo das cenas, a Itália pós-guerra, completa de miséria e crise. Evidencia a questão de sobrevivência dos indivíduos, os quais, sem emprego, oportunidades ou esperanças, são obrigados a ir contra os valores morais e éticos da sociedade, cometendo pequenos furtos ou ganhando dinheiro enganando aqueles mais ingênuos, é o caso da "vidente" que cobra um valor alto para dizer palavras vazias, óbvias.nhando dinheiro enganando aqueles mais ingrtos, ngo das cenas e percorre a cidade colando

Embora haja a utilização de atores amadores, as expressões de angústia e gestos inquietos de Ricci (Lamberto Maggiorani) transmitiram a real sensação de estar em uma situação na qual deve-se escolher se segue as normas da sociedade e espera a ação da polícia quanto ao assalto ou usa-se a lei da selva de "cada um por si" e contraria os princípios de um bom cidadão em virtude da sobrevivência.

Ricci, sem esperanças e desesperado por não conseguir achar o ladrão de sua bicicleta, se vê na necessidade de roubar uma para não perder o emprego que arduamente conseguiu. Ele não conseguiu pegar e não o prenderam por seu filho estar próximo. O filho entrega o chapéu do pai e segura a sua mão, enquanto caminhavam na rua, dando-lhe força para este homem desapontado pelo seu mau exemplo para o seu filho Bruno, por não conseguir sua bicicleta de volta e por saber que no dia seguinte não poderia ir ao trabalho novamente.

E lembrando dessa comovente cena, recomendo esse magnífico filme de 1948 que marcou o cinema italiano quando produzido e ao longo desses 60 anos.

domingo, 6 de abril de 2008

Tornando-se real

Ansiedade, talvez, mas acho que foi mais a felicidade o símbolo deste dia.

Criações Literárias, criado pelo meu colégio como forma de expor textos de alunos do ensino fundamental II ( “na minha época” chamava-se assim ) a vestibulandos, e pelo fato de minha mãe ser uma das representantes desse ciclo de organizadores, motivei-me desde cedo a escrever textos e, assim, fazer esse ser tão querido ter orgulho de mim.

Algumas tentativas, mas nenhuma possibilidade aceita, e isso perturbava-me constantemente; não por ainda não ter passado, e sim pelo tempo estar passando e dentre um ano não poder realizar esse sonho infantil.

Inesperadamente envie um dos meus textos,sem esperança da futura resposta, entretanto ela chegou, e acompanhada de um longo sorriso pela minha professora.

Os dias transcorriam e eu já não mais sabia se queria que isso ocorresse para eu poder ficar de férias ou para essa noite chegar.

22 de Novembro, finalmente, de vestido novo,salto baixo, cabelos naturais ao vento e um bem-estar transmitidos em risos incontidos; estava pronta e aflita para chegar no local e encontrar todas as minhas amigas presentes neste.

Capela do colégio, dia de Santa Cecília, encontro de corais e escritores foram o que rodearam e preencheram as minhas longas horas ontem, além disso, aquele tão mencionado em meus textos no canto inferior da igreja estava a minha vista também.

Duas horas passaram-se e enfim o momento de recebermos os livros chegou, não estava tão cheio, mas não mais importava, eu estava presente de corpo e alma para receber o tão desejado sonho,agora abstrato, e de repente aquela noite especial,melhora ao perceber que os tais livros seriam entregues por minha adorável e amada fã.

Percebo sua emoção, a minha também se faz presente, embora estivesse interiorizada. Contive meus sentimentos, embora tenho transpassado alguns em longos abraços e risos nervosos.

Conversas se fizeram presentes em alguns minutos do evento - embora não tenha tido bons resultados, nunca fui tão sincera em minha vida –, fotos com responsáveis pelo meu desempenho ao longo de minha vida e sorrisos, muitos sorrisos.

Depois passamos para comer, afinal agora a ansiedade transformava-se em fome. Horas seguintes a pizza acabou, a carona amiga fez-se presente e depois de despedidas, de volta para casa. A noite acabou, a maquiagem saiu, os cabelos, por causa do vento, estavam com nós, certas náuseas surgiram devido a quantidade de massas comidas, mas uma certeza ainda se mantinha: essa felicidade sentida desde o momento em que eu fui aceita até esses últimos fatos contatos se eternizaram em meu ser, afinal não foi uma simples noite, para mim foi uma comprovação de que sonhos podem torna-se realidades.

- Thursday, November 23, 2006 -

sexta-feira, 4 de abril de 2008

"Quem poderá nos defender?"

Plano de assassinato na escola (02.04.2008)

Nos Estados Unidos, a polícia do estado da Geórgia descobriu um plano de crianças para matar a professora. Três foram detidas.

O plano seria executado em uma escola. Por trás da tentativa de assassinato de uma professora, estavam nove crianças, de 8, 9 e 10 anos. Uma delas teria sido repreendida pela professora por mau comportamento.

O grupo planejou se vingar. De casa, trouxeram faca, algemas, fitas adesivas, um peso de papel e luvas. O plano foi descoberto quando uma aluna viu a faca na bolsa de uma das crianças e contou à professora.

O que mais impressionou a polícia é que cada criança tinha um papel específico no plano. Cobrir as janelas, distrair a professora e limpar a cena do crime para apagar vestígios. Os pais dizem que não sabiam de nada e ajudam nas investigações.

A pequena cidade do estado americano da Geórgia está em choque com o envolvimento de crianças tão pequenas em um plano tão requintado. “Muitos poderiam dizer: eles são tão jovens, como é que isso pode ser sério? Mas quando a segurança dos nossos alunos e dos nossos professores é comprometida, nós temos que tratar com seriedade”, disse a diretora da escola.

Todos os alunos foram suspensos. Duas meninas e um menino estão sendo acusados de conspiração para cometer agressão grave. Eles serão julgados pela Corte Juvenil da Geórgia. Se condenados, podem ser levados para um centro de detenção juvenil ou ficar em casa, sob a guarda da Justiça.

http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1677345-3586,00-PLANO+DE+ASSASSINATO+NA+ESCOLA.html

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Lembranças

Se eu fosse fazer um filme de minha vida, certamente, esta música estaria dentre as que eu escolheria para a trilha sonora.

Desde os tempos de criança
Você usava trança
E eu gostava tanto, tanto de você
Você esqueceu eu lembro ainda
Nossa vida era tão linda
E eu gostava tanto, tanto de você

Menina de trança
Não é mais criança
Não quer me escutar
O tempo passando
E eu só chorando
Menina de trança
Esqueceu de me amar

Refrão
Menina de trança
Matou a esperança
De um pobre rapaz
O tempo tão lindo
Ficou na lembrança
Menina de trança
Que falta me faz

Mas o tempo foi correndo
E você foi me esquecendo
O que era nosso infelizmente terminou
Seu amor ia morrendo
E eu sozinho entristecendo
Felicidade foi um sonho que passou

(Menina de trança - Antônio Marcos)

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Bom dia mundial do livro infantil !

Para relembrar das noites em que minha mãe contava-me histórias antes de dormir e embrulhava-me em meus lençóis.

“Era uma vez uma porca que tinha três porquinhos. Eles ainda eram pequenos quando faltou comida. A mãe, não encontrando jeito de alimentá-los, mandou-os embora atrás de melhor sorte.

O primeiro porquinho andou, andou e encontrou um homem com um feixe de palha.

- Por favor, me dá a palha para fazer uma casa.

O homem deu e o porquinho fez uma bela casa de palha.

Um dia veio um lobo e bateu na porta.

- Porquinho, porquinho, me deixa entrar.

- Não, não, de jeito nenhum.

- Então vou soprar e bufar até derrubar e da sua casa nada sobrar.

Soprou e bufou, conseguiu derrubar e da casa de palha nada sobrou. O pobre porquinho ele carregou.

O segundo porquinho andou, andou e encontrou um homem com um feixe de lenha.

- Por favor, me dá lenha para fazer uma casa.

O homem deu e o porquinho fez uma bela casa de madeira.

Um dia veio um lobo e bateu na porta.

- Porquinho, porquinho, me deixa entrar.

- Não, não, de jeito nenhum.

- Então vou soprar e bufar até derrubar e da sua casa nada sobrar.

Soprou e bufou, conseguiu derrubar e da casa de lenha nada sobrou. O pobre porquinho ele carregou.

O terceiro porquinho andou, andou e encontrou um homem com um monte de tijolo.

- Por favor, me dá tijolo para fazer uma casa.

O homem deu e o porquinho fez uma bela casa de tijolo.

Um dia veio um lobo e bateu na porta.

- Porquinho, porquinho, me deixa entrar.

- Não, não, de jeito nenhum.

- Então vou soprar e bufar até derrubar e da sua casa nada sobrar.

Soprou e bufou, bufou e soprou, soprou e bufou, mas a casa de tijolo ele não derrubou.

Até que ficou sem fôlego para soprar e bufar, desistiu e foi embora.

E o terceiro porquinho vive até hoje na bela casa de tijolo.”

(Os três porquinhos - texto retirado do O livro das virtudes - uma antologia de William J. Bennett )

terça-feira, 1 de abril de 2008

Um pouco de Mafalda

Pelos meus dias de praia...

Pela minha antipatia com o cigarro...

Pela minha vontade de mudar o mundo...

Pela minha eterna curiosidade...

Pelos meus dias de estresse...

Pelos desentendimentos que, infelizmente, acontecem com todos...

Pelos dias que minha irmã tenta me contar piadas...

Pela explicação coerente...
 
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