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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Japonês elétrico no Brasil

O caderno AUTO testou o elétrico da Nissan que já tem mais de 150 mil unidades vendidas, mas é inacessível no Brasil

É possível aliar conforto, tecnologia e zero consumo de gasolina em um único automóvel? Por meio dos carros elétricos é possível. No entanto, é quase impossível - de tão inviável ao bolso - vê-los circular pelas vias brasileiras. Em plenas comemorações de um ano da fábrica da Nissan, em Resende, o AUTO aproveitou para testar o Leaf, modelo elétrico da marca japonesa.

Lançado nos Estados Unidos e no Japão em dezembro de 2010, e na Europa no ano seguinte, o modelo contabiliza mais de 150 mil unidades vendidas em todo o mundo. Em solo verde e amarelo, ele está longe de ser adquirido nas concessionárias. O preço convertido e somado aos encargos seria em torno de R$ 200 mil.

O design acompanha os traços esportivos presentes nos carros compactos. Em termos de segurança, vem de série com as comuns letras: EBD (Assistência eletrônica de distribuição de força de frenagem), BA (Assistente de frenagem) e freios ABS. Além disso, tem direção com assistência elétrica progressiva, airbags laterais tipo cortina, controles de tração e estabilidade, fora cinto de três pontos aos cinco ocupantes.

Para incrementar, tem como opcionais os faróis de neblina, câmera de ré, painel solar no spoiler traseiro e faróis com acendimento automático.

Quem quiser no mínimo entrar e dar uma voltinha como passageiro, pode tentar encontrar um dos quinze táxis que rodam na capital do Rio de Janeiro, alguns saem do aeroporto. Neste mês já são dois anos desse projeto que, durante esse período, teve toda frota rodando cerca de 900 mil quilômetros sem emissões de poluentes.

Se comparado a um carro de porte médio com motor a gasolina rodando a mesma distância, cada táxi elétrico evitou que fosse despejado na atmosfera, por exemplo, nove toneladas de CO2. Segundo a montadora, somando todas as unidades que atendem a população e turistas na cidade, em apenas um ano, foi evitada a emissão de mais de 135 toneladas de CO2. Quer outra opção? O mesmo projeto está em prática com dez táxis em São Paulo. Infelizmente, não há em Fortaleza.

Ficha técnica

Motor/BATERIA: 80 kW AC motor síncrono / 24 kWh Bateria lítio-Ion / 3.3 kW Onboard Charger / 120 V Portable trickle charging cable / 240 V Home charging dock
Potência: 110cv
Torque: 28,4 kgf.M
Velocidade máxima: aproximadamente 145km/h
Desempenho: 160km (pode ser recarregado em carregadores caseiros em até quatro horas)
Rodas: liga de alumínio 16"
Equipamentos: direção com assistência elétrica progressiva, airbags laterais tipo cortina e controles de tração e estabilidade

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Entre os causos do "Seu Lunga"

Do primeiro contato na adolescência a compra na maturidade. Aos 52 anos, Carvalho circula com a picape "Lunga"

Com uma dose de mau humor e uma pitada de ironia, a frase do desenho foi dita por Joaquim Santos Rodrigues, conhecido como "Seu Lunga". Foi em resposta a uma solicitação do colecionador Antônio Carvalho, que teve direito a receber até uma "batida" do telefone ao final da conversa.

Contextualizando: o veículo do "Seu Lunga", antes de ser vendido, passou um bom tempo parado. A razão, segundo contam, é que foi preciso fazer uma obra pública em que os carros no entorno tinham de ser retirados da garagem ou, então, ficariam presos pois sua saída seria bloqueada. Bem, seguindo o lema "o carro é meu, faço o que quero", ele não tirou o veículo de casa. Resultado: ficou trancado.

Quando vendido, encontrava-se com muita ferrugem e outros problemas. Sobrou ao proprietário Antônio Carvalho fazer a restauração e fazer o Jeep do "Seu Lunga" rodar novamente.

Das mudanças, primeiro trocou o motor, o qual não era original. Então, de seis cilindros passou para quatro. As lanternas de plástico, colocou de vidro, também original, além de outros artigos, como volante.

No entanto, em um item houve dificuldade. Antônio precisava do semieixo do diferencial dianteiro original. Não encontrando no mercado, resolveu ligar para "Seu Lunga" e perguntar se ele não tinha a peça em seu domínio, para tentar resgatar. No final, ele ficou sem a peça e ainda teve de ouvir "eu vendi foi o carro, não foram as peças".

Essa é um dos poucos itens que não é original no veículo. Antônio ainda acredita que deve estar entre as sucatas da loja de "Seu Lunga".

A primeira restauração durou cerca de um ano e seis meses. No entanto, nessa momento foi feita uma militarização. Ano passado, apenas, Antônio resolveu retomar o aspecto original. Essa segunda restauração durou oito meses, terminando há poucas semanas. Está praticamente da forma como era antes.Conseguiu o painel da época, inclusive tem ainda o manual do automóvel.

Vida entrelaçada

A picape está em Fortaleza desde 2000. Sem nenhuma alteração, passou pelas mãos de dois donos antes de estar na posse de Antônio em 2003. "Quando uma coisa tem de ser da pessoa, roda, mexe e vira e acaba chegando na mão dela", pontua o colecionador.

Acontece que a história dos dois é mais antiga. Ainda quando era adolescente, foi até Juazeiro do Norte, acompanhando a mãe que precisava pagar uma promessa. Lá, deparou-se com um Jeep Willys 1951, semelhante com o modelo 1942 de seu pai. Ao procurar, soube que pertencia ao "Seu Lunga" e chegou até a comentar com a mãe: "olha, é da mesma raça da do papai".

Na época, a pouca idade tornou impossível cogitar a compra do carro. Porém, quatorze anos e duas restaurações depois, ele pôde finalmente circular com o "Jeep Lunga".

Algumas propostas foram feitas para vender o seu veículo. Entre alguns "nãos" e de taxar preços acima do mercado, a fim de evitar desfazer-se do carro, eis que um parente do "Seu Lunga" aparece na cidade. "O primo dele veio aqui em Fortaleza para fazer a proposta para compra. Mas, na época eu não queria vender. Aliás, ainda não quero", confessa. Essa afinidade, na verdade, estende-se a toda linha Willys. "Eu praticamente nasci dentro de um Jeep. Eu era louco, sempre fui louco pelo Jeep", completa Antônio.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Carros antigos no Eusébio


O município agora tem o Eusébio Classic Car. O clube tem os encontros abertos ao público no 3º sábado de cada mês

O Eusébio Classic Car começou grande. A fundação foi dia 20 de dezembro do ano passado. Na data, quem estivesse presente, e desejasse, poderia cadastrar-se para ser sócio-fundador. Um total de 112 colocaram o nome na lista de interessados. E esse número continuou a crescer.

Quatro semanas depois, mais precisamente no último sábado (17), houve a primeiro reunião. Nada de uma ocasião particular, fechada aos integrantes do grupo. A reunião foi um verdadeiro encontro, aberto a sócios, seus familiares e público em geral. E, a pretensão, é continuar sempre com esse formato nas próximas edições, em todo terceiro sábado de cada mês.

A partir das 15h já havia carros estacionados na área do shopping ao céu aberto no Eusébio. O esperado era receber somente 40 automóveis. Ao longo do dia, a previsão aumentou para 80 unidades. Ao final do evento, foram contabilizados um total de 106 veículos. "Como primeiro encontro foi um sucesso porque nós conseguimos agregar dos vários grupos de Fortaleza, pelo menos uma parte de cada um. Então, o pessoal do Opala trouxe uns 10 carros, do Volks e do Jeep também. Cada um colaborou e hoje com certeza é um dos maiores encontros de carros antigos do Ceará", pontua Dennis Wolfgang, colecionador e um dos diretores do grupo.

Já a inscrição para sócios-fundadores, que se mantinha aberta até o encontro, a lista havia aumentado para 140 nomes. A intuição era aumentar ainda 10 naquele dia. Bem, fechou pouco a mais dessa margem. São agora 155 sócio-fundadores. Destes, 21 fazem parte da diretoria.

"Nós já somos hoje o maior clube de carros antigos do Nordeste do Brasil", declara o colecionador e presidente do clube, Arnóbio Tomaz.

Para vincular-se ao clube, a inscrição pode ser feita gratuitamente. Não é obrigado possuir alguma antiguidade na garagem. A exigência é ser um legítimo amante de carro antigo.

Início

Arnóbio há três anos reside no Eusébio e cerca de outros vinte colecionadores, dos que ele conhece, também. Diante disso, e percebendo que não havia nenhum grupo formal voltado aos carros antigos, resolveu encabeçar um.

Primeiro, havia somente a ideia, no entanto não existia um local com a estrutura almejada para receber os futuros sócios.

Por isso, com a chegada ao município do shopping Eusébio Open Mall, era a oportunidade que esperava para colocar o desejo em prática. Assim, engatou a primeira do projeto e acelerou os planos de fundar o Eusébio Classic Car.

"Meu sonho era fundar esse clube e agora foi realizado esse sonho", expõe Arnóbio.

Shopping de Fortaleza abre local para exposição de carros antigos

Logo no primeiro piso, na entrada principal do RioMar, é possível ver um Impala 1963 vermelho estacionado em frente às escadas rolantes. Assim como ele, outros dois carros estão espalhados pelo shopping.

Eles não estão por acaso no local, são apenas um dos quarenta que estão na primeira edição da Mostra RioMar de Automóveis Antigos, sendo uma ótima alternativa para quem perdeu o encontro do Eusébio Classic Car.

Para ir à exposição, basta subir alguns lances de escadas. No terceiro piso, próximo a praça de alimentação, as pessoas sentem-se a vontade para retirar as câmeras e registrar o momento.

Entre os alvos dos flashes está o modelo mais antigo do evento: o Ford 1928, conhecido como Ford bigode, devido ao desenho na tampa do radiador.

Inclusive, é possível levar um exemplar dele para casa. Acontece que no local foi montada uma estrutura para a venda de miniaturas. O estande conta com cerca de 4.800 unidades.

Muitos dos modelos vistos na mostra é encontrado em escala menor, como várias versões do Fusca e o Dodge Dart 1973.

Além disso, o quiosque conta também com algumas miniaturas que são verdadeiras raridades, como dois caminhões Mercedes-Benz de 1965 e 1966, um Ford 1974 e um caminhão da Chevrolet 1974.

Estacionados

Estão ainda em exibição os modelos: Bel Air 1953, Puma Spider 1972, Dodge 1952, MP Lafer 1978, DKW 1962, Variant 1973, Corcel 1974, entre outros.

Da relação, os mais "novos" é a Kombi Hot Rod 1997 em preto fosco e o Fusca 1994 vermelho, o qual foi a última leva produzida do modelo.

A exposição começou no último domingo (18) e continua até 7 de fevereiro. Ela segue aberta ao público gratuitamente, sempre no horário de funcionamento do shopping, de segunda-feira a domingo.

Não esqueça de usar o 4x4

Comprou um carro off road e não usa o 4x4? Então, é possível ligar a tração nas quatro rodas no asfalto, mas antes é preciso seguir orientações

É melhor manter quieto o que não se conhece. Verdade ou mentira? Com relação aos assuntos automotivos, é mentira. Mas, muitos motoristas preferem não mexer no que não sabe, isso é muito frequente com o 4x4.

Não é nada raro casos de proprietários de carros off road que não põem ou nem ao menos tem previsão de pôr as rodas do veículo em uma duna ou trilha. Assim, o 4x4 fica inerte.

Antigamente, relembra Cláudio Holanda, proprietário da Sertões Off Road, quando todo o sistema era mecânico, não havia tanto problema. No entanto, com o sistema tornando-se cada vez mais eletrônico, a probabilidade de falhas é maior.

Para não dar margem ao erro, para não facilitar, é importante seguir um - digamos - ritual mensal, "para que o sistema funcione, os rolamentos se lubrifiquem e os equipamentos não fiquem parados em uma mesma posição", completa.

Primeiro passo

Mas, antes de iniciar o exercício, você sabe em qual símbolo deve engatar para funcionar o 4x4? Pois bem, normalmente, a manopla vem com as seguintes siglas: 2H, 4H e N.

Primeiramente, o H é relativo a "high" (alto). Nesse caso, significa que o 2H é para altas velocidades andando com tração em duas rodas (4x2), sendo indicado para pista normal seca e em autoestrada. No outro caso, refere-se a alta velocidade com as quatro rodas tracionadas (4x4), ideal para condução em terrenos acidentados e com areia ou lama.

O "N" é a posição para usar quando o carro for levado por outro por reboque. "Senão as engrenagem ficam rodando. Isso dificulta o reboque e prejudica as peças da própria redução", explica Hailton Ribeiro, mecânico da Assef Car.

Alguns modelos ainda há o 4L, essa letra simboliza "low", ou seja, baixo. Ela é conhecida como "reduzida", sendo uma opção de muito torque e para baixas velocidades. Ela é indicada para subidas ou descidas íngremes e terrenos com muita lama.

Às vezes, essa letra apresenta-se assim: 4HL ou 4LL. Com essa forma combinada, o "L" a mais significa "bloqueada". Ou seja, a tração fica independente e, em momentos que alguma das rodas patina ou atola, há uma compensação por parte das outras; a força é transmitida para as outras rodas. É o que explica Hailton.

Periodicamente

Sabendo, agora, que deve acionar o 4H, antes de sair veja os quatro pneus. Eles devem ser iguais: mesmo tamanho, modelo e inclusive marca.

Quando for sair de casa, se o caminho a seguir for somente reto, então o 4x4 já pode ser acionado. Siga por 200m, cerca de dois quarteirões, ou até mais, para promover a lubrificação do sistema de tração.

Pode haver subidas e descidas, os buracos também não são empecilhos. Não há restrição quanto ao tipo de terreno e à velocidade, o único alerta é de não fazer curvas. "Se ele entrar numa rua com a tração ligada, o carro vai amarrar, vai prender. O motorista vai sentir uma certa dificuldade em desligar a tração; vai achar até que o carro está com defeito, e não é. Como ele não tem o diferencial central, para fazer a diferença entre os dois eixos, ele trava", ressalta Cláudio.

A ideia é repetir esse processo uma ou duas vezes por mês. O fato de fazer trilha esporadicamente não exime da possibilidade de ter falta de lubrificação nas peças posteriomente.

"O problema é o tempo em que vai ficar parado, não o tempo em que foi usado. A pessoa pode ficar um mês todinho usando direto, se ela passar três, quatro, cinco meses direto sem usar, pode ter problema", pontua.

Lembrete

Alguns modelos vem com sistema 4x4 integral ou permanente, simbolizada pelo 4WD. É o caso da Land Rover com Ranger Rover Evoque e Discovery e a Hilux com a versão top de linha da SW4. "Ou seja, ele já sai de fábrica com a tração nas quatro rodas; não tem a opção de colocar em 4x2, ele já é 4x4 de fábrica. A alavanca (ou botão) é para dar três outras opções: bloqueio, redução e neutro", acrescenta.

Consequências

O 4x2 não é afetado pela falta de uso do 4x4. Sendo assim, o proprietário só detecta, muitas vezes, quando há o problema em duas situações: quando vê-se na necessidade de usar a tração integral ou quando vai vender o carro e o comprador em potencial vai fazer o tes-drive antes da compra e o sistema não funciona.

No mínimo, será necessário desmanchar o sistema e fazer a lubrificação, sem prejudicar no futuro o seu uso nas trilhas. Um serviço desse na Assef Car é, em média, de R$ 320,00.

No máximo, é feita a troca do motor elétrico, o qual custa R$ 1.500,00 a R$ 2.000,00 na Assef Car. Já o meio termo é a substituição de mangueiras ou sensores, o valor na Sertões Off Road varia de R$ 500,00 a R$1 mil. A mão de obra já está inclusa no preço.

Lembrando que mesmo fazendo o ritual de ligar o 4x4, é importante fazer uma revisão do sistema a cada três meses.

- Diário do Nordeste (Auto) -

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Cuidados para evitar banhos de problemas

Além dos acidentes, a chuva pode acarretar problemas mecânicos; confira dicas para dirigir estando nessa situação

Em chuvas breves de cinco minutos ou em temporais de uma manhã inteira. Independente da intensidade, é importante alterar a maneira de conduzir o carro.

Alguns motoristas até subestimam as chuvas rápidas e mantém a mesma velocidade e forma de frenagem. No entanto, o potencial de acidentes é maior com elas. "Nos primeiros quinze a vinte minutos você tem aquela situação do asfalto estar um pouco escorregadio. A pista estava seca e, quando começa a chover, qualquer impureza na via ela fica mais escorregadia", ressalta o gerente de pós-venda da Newsedan, Wagner Calça.

Por isso, a primeira medida é reduzir a velocidade e estabelecer uma distância mínima segura do veículo da frente, além de ligar o farol baixo e, se tiver, as luzes de neblina.

Evite também áreas com alagamentos. Caso não seja possível, lembre-se de manter a aceleração e não trocar as marchas, "para o veículo não absorver água pelo escapamento e dar o calço hidráulico", acrescenta.

Para os modelos automáticos, a dica é a mesma. Segundo Wagner, alguns motoristas têm medo de pisar no acelerador, porém é importante manter a velocidade constante.

E se o carro "morrer"? Bem, não faça absolutamente nada, fique parado. "Se o motorista tentar ligar, a probabilidade do calço hidráulico é maior", completa. Para quem não sabe, esse termo significa quando o motor aspira a água.

Por isso, evite túneis ou áreas com maior volume de água. Outro cuidado é com as "ondas" criadas pelos automóveis vindos no sentido contrário.

"Essa marola, por mais que você esteja com o carro andando, ela pode vir na frente do veículo e ser aspirada pelo filtro de ar", lembra Wagner.

Se resolver estacionar e esperar a chuva passar, evite parar embaixo ou próximo das árvores, devido a possibilidade de relâmpagos ou da sua queda.

Direto para a oficina

Não seguiu as orientações e o resultado foi um calço hidráulico? Então é colocar o carro no reboque e ir direto para o conserto. Geralmente, o mínimo do serviço envolve a troca de pistões, de anéis, juntas do motor, bucha do comando, entre outras peças.

"Dependendo da intensidade do calço hidráulico, é preciso fazer reparação do motor, às vezes até com troca do bloco do motor, depende da forma como o cliente forçou o veículo dentro da água", pontua. Segundo ele, quando chega nesse caso extremo, como a troca do bloco, o custo para um carro nacional é de cerca de R$ 4 mil a R$ 5 mil. Sendo importado, o valor sobe para em torno de R$ 16 mil ou até mais, muito mais. Um serviço desse, se já houver a peça, demora uma semana.

Medidas preventivas

Em período chuvoso, é importante deixar alguns equipamentos em dia com a manutenção. O primeiro é o limpador do para-brisa, muitas vezes lembrado apenas quando vai ser usado. Devido ao pouco uso e ao clima de alta temperatura, a tendência é ressecar a borracha e prejudicar a sua função: a limpeza. É importante verificar a cada seis meses para ver se há necessidade de troca. "Às vezes, ela fica até um pouco 'grudada' no para-brisa, quando vai soltar, usar, ela fica um pouco presa", comenta.

Cheque também se todas as luzes dos faróis dianteiros e das lanternas traseiras estão em ordem. Claro, não esqueça de fazer a vistoria nos pneus, para ver se estão carecas ou perto do seu limite de uso.

"Ele liso já é perigoso e com chuva fica mais ainda, porque ele perde a aderência. Não há escoamento da água pelo pneu, ele fica sem aderência, comprometendo a frenagem e a rodagem do veículo", afirma Wagner Calça.

Dicas
  • Aumente a distância com o veículo da frente e diminua a velocidade
  • Mantenha a aceleração e não troque as marchas ao passar em locais com alagamento
  • Desista e não ligue o carro caso ele "morra" durante o tráfego
  • Evite os túneis e locais com maior volume de água
  • Cuidado com as ondas ou marolas formadas pelos carros vindos no sentido oposto da via
  • Estacione caso a chuva esteja muito forte, mas evite ficar embaixo ou próximo das árvores

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Encontrão de Carros Antigos chega a 6ª edição no sábado

Filiados ou não a clubes; colecionador ou apenas admirador de carros antigos, todos são muito bem-vindos ao local

Prepare-se para tirar a sua raridade sobre rodas da garagem. Neste sábado, dia 6 de dezembro, acontece a sexta edição do Encontrão de Carros Antigos.

Realizado semestralmente, a ideia é promover a reunião de colecionadores e amantes do antigomobilismo em um só lugar, sem ter a necessidade de vínculo com clube algum. Ou então, fazer aqueles que não têm tempo de ir regularmente aos encontros dos seus grupos, reunir-se ao menos essas duas vezes ao ano com os amigos do seu e de outros clubes.

"Eu senti necessidade de organizar um encontrão que reunisse todos as marcas e modelos de carro em um só tempo. Eu comecei a germinar essa semente e a andar nos encontros para avisar que ia realizar o encontrão e que seria para todos os clubes", expõe o organizador e criador do evento, Beto Rocha.

Realizado sempre no mesmo local, desde a primeira edição em 2012 até a última em agosto, a parte externa do estacionamento do Reserva Open Mall foi escolhida para recepcionar o evento. A expectativa deste ano é receber 300 automóveis apenas para exposição. Para aqueles que querem vender a sua antiguidade, uma outra área será reservada para colocar a plaquinha de "à venda".

Inscrição

As vagas estão separadas e os clubes já foram convocados. Por enquanto, está confirmada a presença do Volks Clube do Ceará, Fusca Mania, Jeep Clube de Fortaleza e os clubes do Opala, do Maverick, do Corcel, do Chevette, entre outros. Além, é claro, da participação do Museu do Automóvel.

Seja membro ou não de um clube, a inscrição para expor o carro antigo ocorre da mesma forma, sendo feita somente no dia do evento. Essa decisão foi tomada para evitar que se reserve uma vaga com antecedência e o proprietário acabe faltando ao evento, deixando um espaço vazio com interessados presentes no local querendo preencher.

Por isso, o estacionamento é por ordem de chegada. Sendo assim, a intenção de grande parte dos colecionadores é ir em comboio para ficar um ao lado do outro na exposição.

Outro detalhe: é preciso ainda, para quem vai expor o carro no local, pagar uma taxa de R$ 20,00.

Quem tiver mais de um carro ou quiser garantir a vaga, pode chegar até um dia antes. Segundo Beto, o local é mantido por seguranças para garantir que o automóvel não seja furtado e esteja inteiro na manhã seguinte.

No dia, os veículos começam a chegar 13h30. "Quando dá 16h a 17h não entra mais nenhum carro porque não cabe", acrescenta.

Para além dos carros

Ao lado dos veículos, o público poderá conferir também a exposição de miniaturas, rádios antigos, automodelos e aeromodelos. "O pessoal das motos também comparece", lembra o organizador Beto.

Para quem gosta de levar um souvenir para casa, no local alguns clubes venderão camisas e outros artigos dos seus grupos. Além disso, terá para vender o "relocímetro". Trata-se de um relógio feito de um velocímetro de carro antigo.

Para completar, como trilha sonora, duas bandas - uma sendo cover do The Beatles - estarão presentes fazendo uma apresentação e animando com músicas de rock antigo.

Traga o seu banquinho

A média de pessoas esperadas é de três a quatro mil pessoas das 14h às 22h deste sábado. A entrada é gratuita e tem estacionamento coberto.

"Vem gente do interior também e de outros estados. Vem de Canindé, Mossoró, Crateús, Sobral, Quixadá, Itapajé e Natal", ressalta. O ponto forte do público não são apenas os colecionadores. "Por ser um shopping, um local bem aconchegante, é um encontro de família. Todo mundo leva a mulher, os filhos, a sogra; os parentes todos vão. É sempre bom levar uma cadeirinha para ficar sentado perto dos carro", pontua Beto.

Além de ver raridades reunidas em um só lugar, o encontrão funciona também como ambiente para troca de informações entre colecionares.

Principalmente para quem está restaurando o seu veículo ou acabou de adentrar a esse mundo do antigomobilismo, esse local é ideal para pedir indicações de oficinas e de lojas especializadas para conseguir peças antigas e para saber onde faz os serviços. E com o setor para vendas, também é ótimo para achar a próxima raridade para pôr na garagem.

Outro ponto positivo é conhecer um pouco mais dos clubes que existem no Estado, na Capital, saber quando acontecem os encontros e fazer novos amigos. "Sempre aparece novidades. Têm carros que a gente nem imagina que tem na cidade e chega lá e aparece. Todo mundo fica surpreso. Vão novos carros devido a divulgação nos jornais. Tem muita gente que lê o jornal e vê que não sabia que existe esses clubes, esses encontros. Por isso, no evento aparecem novos participantes", destaca Beto.

45 anos da Hilux com novidades na família

2014 não acabou para a Toyota, que apresentou quatro destaques, entre eles a Limited Edition, restrita a 3 mil unidades

Enquanto uma nova geração não é anunciada, permanecendo ainda na sétima desde 2004, sendo desde 2005 no Brasil, a Hilux vai apresentando outras mudanças para inovar aos poucos. Para este ano, em comemoração aos 45 anos do modelo, o grande destaque é a chegada de uma edição limitada, que tem a versão com esse nome mesmo, sendo que em inglês.

A Limited Edition terá somente três mil unidades. O seu diferencial são os itens de série que normalmente são oferecidos como acessórios. No geral, segundo Felipe Doho, gerente de produto para comerciais leves da Toyota do Brasil, o pacote incorporado a essa versão sairia em médio o dobro se posto a parte.

Os destaques na lista de equipamentos são: jogos de tapetes exclusivos, soleira personalizada, rodas aro 17 polegadas, Santo Antônio Sport cromado com protetores laterais em preto, capa protetora do para-choque e capota marítima de lona.

Em Fortaleza, com diferença de R$ 3.100 da Top SRV diesel, a Limited é oferecida pelo preço de R$ 157 mil. Quanto às especificações técnicas, as duas mantém a mesma ficha. Com motor 3.0 litros de 171cv de potência e 36,7kgf.M de torque, câmbio automático e ainda tração 4x2, 4x4 e 4x4 com reduzida com acionamento por alavanca.

Ainda no segmento de picapes, a Toyota apresenta versão nova na sua linha flex. É a SRV Flexfuel 4x2 com câmbio automático. Antes, havia apenas na opção 4x4. O motor continua o mesmo de 2.7 litros de 163cv a etanol e 158cv a gasolina.

Assim como a irmã com tração integral, dentre os itens de série estão ar condicionado automático digital, banco do motorista com ajuste elétrico de distância, altura e inclinação, sistema de entretenimento de vídeo integrado ao painel com TV Digital e leitor de DVD, câmera de ré, entre outros. Quanto ao valor, ela chega a capital por R$ 102.900. A mesma versão sendo 4x4 é oferecida por R$ 110.900.

Sem caçamba

O modelo com cabine fechada da Hilux tem características e públicos tão específicos que a sua referência virou nome próprio. Tanto que ela é conhecida na maioria dos casos só por SW4, não pelo Hilux.

Desse modelo, 90% das vendas são da versão a diesel. Do mix, a com mais saída também é a de sete lugares. Nesse contexto, e atendendo a solicitações dos clientes, a Toyota colocou mais uma tonalidade no interior do carro. Agora, além da tradicional cor bege, o cliente pode escolher pelo acabamento interno preto. Não haverá custo adicional por isso. O preço é R$ 189.900.

E por que está sendo oferecida apenas para a top de linha? Bem, por questão de logística. Como o estoque não é grande, caso fosse oferecido o preto a todas as versões, poderia haver atraso nos pedidos. E, como a maior saída é da SRV de sete lugares, então resolveram ofertar na mais vendida.

A motorização é um déjà vu da picape: 3.0 litros de 171cv com transmissão automática, mas a tração é diferente, é 4x4 permanente com reduzida. Já os equipamentos de série, seguem os itens da Limited: computador de bordo com sete funções, controle de velocidade de cruzeiro, faróis de neblina, coluna de direção regulável em altura, sistema multimidia com GPS integrado, TV Digital e leitor de DVD, entre outros.

Para a opção bicombustível também tem novidade. Agora, é oferecida a configuração de sete lugares da SR Flexfuel. A ideia é aumentar a quantidade de vendas desse segmento, visto que o público da SW4 gosta de sete lugares. O seu preço é R$ 129.900. Já a SR de cinco lugares é R$ 124.300. Ambas são 4x2, com motor 2.7 litros de 163cv de potência e câmbio automático. Entre os equipamentos, tem base na SR para cinco lugares, como o sensor de estacionamento e rádio com CD/MP3.

História

Em 1968, foi concebida a primeira geração. Mas foi somente no ano seguinte que a Hilux teve seu lançamento mundial, sendo contanto a partir disso os seus 45 anos de existência.

No Brasil, a chegada demorou alguns anos. Na quarta geração, apenas em 1993, veio o modelo, sendo importado do Japão. A partir de 1997, a picape começou a ser produzida na Argentina. Apesar de ter recebido tardiamente, conforme Felipe Doho, o Brasil é o terceiro maior mercado de Hilux do mundo, fica atrás somente da Tailândia e Arábia Saudita, primeiro e segundo respectivamente.

Uma curiosidade: o nome é formado da união de duas palavras e ideias: "High" (alto) e "Luxury" (Luxo).

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Versão da Chevrolet Spin em ritmo de aventura

Para somar às versões LT e LTZ da Spin, chega a opção Activ com a proposta de ser a mais aventureira da família

Um dos queridinhos dos taxistas chega com uma proposta mais esportiva em seu design. A nova aposta da Chevrolet é a Spin Activ. A ideia é captar aquele público que roda na cidade mas às vezes foge para fazer atividades um pouco mais ligadas ao ecoturismo.

A principal diferença dessa nova versão ao modelo tradicional da família é o apelo estético, a priori pela roda sobressalente na tampa do porta-malas. Nessa questão, a segurança é abordada em dois pontos. Para evitar acidentes, a abertura do bagageiro foi pensada para ser feita em duas etapas. Primeiro, precisa destrancar o sistema e, por meio de uma alavanca no suporte, destravar o braço que fixa o pneu sobressalente ou, então, a operação pode ser feita pelo controle da chave. Depois, o suporte deve ser deslocado lateralmente até o final para compartimento de carga ser aberto. Em seguida, a abertura do porta-malas acontece da forma tradicional: por um outro apertar de botão na chave ou por um toque na tampa do bagageiro.

A outra medida de segurança é para evitar o furto do quinto pneu. Para isso, um dos parafusos é montado pelo lado interno do suporte e só pode ser acessado após o destravamento eletrônico do conjunto.

Fora esse detalhe da roda que chama a atenção, o para-choque, tanto dianteiro como traseiro, também foi redesenhados. Outra diferença é que um ar mais "dark" foi tomado em alguns detalhes do carro, como um aplique na parte inferior em tom fosco escuro. Há ainda os faróis de neblina com molduras em preto brilhante, assim como retrovisores da mesma cor.

Outros destaques externos ficam por conta das rodas diamantadas de 16 polegadas, as quais elevaram a altura do carro em relação ao solo em 8 mm, ante as demais versões do Spin. Além disso, molduras de proteção nos para-lamas, soleira das portas e barra longitudinal que se estendem sobre todo o teto.

A motorização não mudou, porém para adequar-se mais a proposta aventureira, foi feita uma nova calibração de suspensão, com molas e amortecedores de acertos específicos. Isso também foi feito devido a nova redistribuição de peso do carro.

No interior, a cor dos revestimentos adotou o preto, ao contrário do marrom que predomina nas demais versões.

Equipamentos

De série, o painel central vem com o sistema de multimídia com tela de sete polegadas sensível ao toque e Bluetooth, que permite ao usuário trazer suas músicas, fotos, vídeos e acessar aplicativos, por meio do smartphone. No volante revestido em couro há teclas para o controle do áudio/telefone posicionadas na extremidade do raio, ao alcance dos dedos.

Está também na lista de componentes o assento do motorista com regulagem de altura, ar condicionado e vidros elétricos que são erguidos automaticamente após o travamento das portas pelo controle remoto.

Como acessório há na lista a câmera de ré, o módulo de TV e o módulo para ativação da função Tilt Down do retrovisor externo direito, que faz com que, ao engatar a marcha ré, o espelho incline-se para baixo, facilitando manobras de estacionamento.

Este mês

A previsão é chegar o modelo no fim deste mês nas concessionárias. Ele será de cinco lugares, com os mesmos 710 litros de bagageiro e o motor continuará o mesmo: 1.8 EconoFlex de 108cv de potência e 17,1 kgfm de torque. A transmissão pode ser manual de cinco velocidades, por R$ 62.060, ou automática de seis marchas, por R$ 65.860.

Entre as cores há o branco vintage, que parece perolizado mas é sólido, além dos tons metálicos azul, cinza, prata e preto.

Lei determina despachantes credenciados

Serviços realizados no Detran por intermédio de despachante agora só se ele for credenciado e ligado ao Conselho

Desde o fim de setembro, entrou em vigor a lei estadual nº 15.687 que institui o credenciamento de despachantes documentalistas no Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE). O controle e a fiscalização será por intermédio do Requerimento de Prestação de Serviço, que em poucas letras será conhecido apenas como RPS. O futuro dos verbos está sendo utilizado porque, na prática, esse procedimento ainda não está valendo.

Conforme Sérgio Holanda, presidente do Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Ceará (CRDDCE) e do Sindicato dos Despachantes Documentalistas do Ceará (Sindece), a expectativa é iniciar o ano com essa nova exigência funcionando a pleno vapor, por enquanto o Detran ainda está adequando o seu sistema para recepcionar e fazer o controle por meio do RPS.

Mas, o que essa medida interfere diretamente na vida do motorista? Bem, esse credenciamento visa reforçar a segurança das atividades relacionadas à profissão do despachante. Será uma missão quase impossível alguém fora da área passar-se por despachante na porta do Detran para conseguir clientes e oferecer serviços sem garantias.

"Essas pessoas que abordam ao redor do Detran não são credenciadas, muitas vezes não são filiadas a nada e não tem nenhum vínculo com a profissão", ressalta. Até porque, nem poderiam ser ou estariam infringindo o nono artigo dessa mesma lei estadual citada no início, na qual diz ser "expressamente vedada aos despachantes documentalistas credenciados a captação de clientes nas dependências do DETRAN/CE e nas suas imediações, inclusive regionais e postos".

Para encontrá-lo, você pode pedir referências a conhecidos ou consultar a página virtual do Conselho Regional, no qual há uma relação com o nome daqueles que atuam tanto na capital, como em outros municípios do Estado. Os profissionais fazem o atendimento tanto em seus escritórios, como também podem fazer a consultoria na casa dos clientes.

Força ao setor

Para os despachantes, essa nova medida vem para fortalecer a categoria. A razão está porque, de acordo com Sérgio, tira do mercado aqueles que exercem a função de forma irregular ou de forma privilegiada. Dará mais transparência ao serviço e diminui o risco de procurar alguém que não tem nenhum vínculo com o trabalho do despachante.

Para atuar no Detran, será preciso fazer um credenciamento mediante requerimento. O profissional pode ser pessoa física ou jurídica, mas deve ser registrada no Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Ceará. Os requerimentos são analisados pelo Núcleo de Registro do Detran/CE, quando aceitos é concedido o credenciamento com validade de doze meses. Ele pode ser renovado por mais doze meses, sendo preciso fazer uma nova solicitação trinta dias antes de o prazo expirar. Se não renovar, o despachante automaticamente perde o seu credenciamento.

Um detalhe: não poderá ser credenciado aquele com ascendentes, descendentes, cônjuge ou parente colateral até segundo grau ocupando cargo comissionado, função de confiança no Detran ou, que sendo funcionário da autarquia, esteja lotado no município/CINETRAN onde serão desenvolvidas as atividades de despachante. Esse ponto está expresso no quinto artigo da lei.

A fiscalização das atividades realizadas por intermédio do despachante, como já dito, será feito via RPS. Ele funciona como um formulário, uma procuração especial - como explica Sérgio - elaborada pelo profissional a cada processo, que o autoriza a servir o cliente referente a cada Requerimento. Lembrando que os serviços autorizados a serem feitos por esse profissional são: pedidos de documentação referente a registro, alteração de dados ou mudanças de características de veículos automotores, liberação de carros apreendidos, licenciamento, transferência, vistorias veiculares e regularização de pendências.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Dose de liberdade nas dunas do Ceará

Confira as impressões e os bastidores do Polaris Experience Day, evento para acelerar UTVs e quadriciclos da marca

Fortaleza foi a 11º cidade a receber o Polaris Experience Day. As dunas de Aquiraz serviram de cenário e palco para que 43 veículos e cerca de sessenta pessoas aproveitassem ao máximo, com equipe de apoio para evitar acidentes, do UTV e ATV (quadriciclo) da marca. Ao todo foram oitenta quilômetros de percurso para dar o máximo de tempo e experiência aos donos desses veículos da cidade. Ao todo, quatorze cidades receberam o evento. A última sede será Campo Grande, que fecha no dia 8 de novembro. 

Na prática

Para quem já andou com um carro automático, não tem mistério. E para quem já fez trilha off road, então, a estreia em um UTV fica bem mais fácil. O segredo é descobrir a intensidade certa da pisada no acelerador, depois disso fica bem fácil controlar o veículo. Outra diferença, é a sensação de segurança.

Em um carro, o motorista pode passar perto de um galho de árvore, pode levantar muita poeira e atravessar uma poça de lama com velocidade sem grandes preocupações. Nesse veículo, o contato com a natureza está em nível alto. Não há para-brisa ou janelas, por isso é melhor ficar um pouco longe ou passar devagar nos galhos para não machucar o braço. Se não tiver uma proteção para os olhos, a areia e poeira carregada pelo vento pode atrapalhar a dirigibilidade. Já para quem não quer se sujar tanto, apesar desse ser o menor dos problemas, é melhor passar pelos trechos com lama em baixa velocidade, embora seja impossível terminar com roupas limpas em uma trilha com UTV.

Andar nesse modelo, é um misto de sensações. É como estar em um conforto de um jipe com a sensação de liberdade de um quadriciclo. É como estar em um bugue mais compacto. No entanto, antes de enfrentar as dunas sem nenhuma experiência, não enfrente.

Principalmente quando há paredões de areias, é preciso ter conhecimento do veículo para ver se está nas condições adequadas - como a checagem das libras do pneu -, saber conduzir e subir no embalo e na velocidade adequada e, se tudo isso não der certo, ter a frieza e a experiência para sair da situação de veículo inclinado sem risco do capotamento.

"Se você se dedicar por dois bons meses, andando todo final de semana, uns 650km, evoluindo isso, sendo acompanhada por alguém com nível superior, eu acredito que você consiga fazer algo mais radical", aconselha Nuno Fojo, gerente de produto da Polaris e primeiro campeão brasileiro de UTV. 

Salva pelo Santo Antonio

Dentre todos os testes, tive a oportunidade e a infelicidade de testar a segurança. Em um dos momentos em que estava como passageira, o veículo virou para o lado em uma manobra na duna. Por estar de capacete, cinto de segurança e ainda estar segurando firme em um apoio de braço no interior do UTV, não tive lesão alguma. O Santo Antonio cumpriu seu papel de gaiola e protegeu completamente os dois ocupantes, a única consequência foi ter um choque entre os dois capacetes - dando um pouco de dor de cabeça - e um "roxo" na perna. Nada mais.

Depois de eu ser retirada do interior, como também o motorista, pelo grupo de apoio que acompanhava o comboio, o veículo foi desvirado, o motor ligado e ele já estava pronto para seguir caminho, como se nada tivesse ocorrido. O único porém foi o teto - o qual foi retirado para o salvamento -, que retornou ao local de origem de forma improvisada, com cintas para fixar. Para continuar o percurso, resolvi trocar de veículo e seguir na garupa de um quadriciclo, com direito a encosto nas costas para maior conforto.

Quanto a adrenalina promovida da queda, essa não conseguiu baixar até o fim do passeio. Com um profissional no comando, o medo não era virar nas dunas e, sim, ser acertada por algum galho de árvore no meio da trilha, única parte negativa do contato mais acentuado com a natureza do que em um UTV. Durante um parada e outra, algumas dicas para levar o quadriciclo, algumas muito parecidas com a de motocicleta, como a posição do corpo em um curva acentuada.

Ao final do passeio, chegou a hora da parte social do evento. Dez mudas de árvores foram plantadas no Parque Engenhoca, local de saída e chegada da trilha. Essa mesma quantidade de plantação é repetida em cada cidade visitada. 

Mercado

Ambos os modelos, UTV e quadriciclos, podem ser encontradas na revendedora Trilha Polaris, a qual já tem um ano de existência no mercado de Fortaleza. Atualmente, encontra-se no antigo endereço da concessionária Trilha Troller (R. Pessoa Anta, 26), próximo ao Dragão do Mar. No entanto, a previsão é mudar no próximo ano de localidade.

No quesito preço, o quadriciclo é a partir de 26.990. Já o UTV, é a partir de R$ 49.990, como o dirigido por mim no test-drive (confira a ficha técnica dele no quadro). A média de vendas desses veículos é de seis a oito unidades por mês. A quem desejar, a maioria dos modelos tem para pronta-entrega. A garantia é de 6 meses.

A todo vapor

Amanhã começa a 28ª edição do Salão de São Paulo, confira alguns dos 500 modelos que estarão em exposição nos onze dias no Pavilhão do Anhembi

A contagem regressiva enfim acabou. Amanhã é o primeiro dia da 28ª edição do Salão Internacional de Automóvel de São Paulo e segue aberto ao público até o dia 9 de novembro.

Para este Salão haverá 84 expositores, 41 marcas, 150 lançamentos e 500 modelos de veículos expostos. A grande novidade são os tes-drives, que serão implementados pela primeira vez durante os 11 dias de evento. A expectativa é receber 750 mil visitantes e movimentar R$ 280 milhões em São Paulo este ano. 

Prévias

Entre os destaques está o esportivo WRX e WRX STI da Subaru, os quais trazem mudanças das rodas ao motor. O primeiro, por exemplo, agora é movido por um Boxer 2.0 litros turbo de 268cv a 5600 rpm e 37kgfm na faixa entre 2000 e 5200rpm.

Tem ainda duas novas opções de transmissões: automática de oito velocidades (com opção de trocas manuais) e manual de seis velocidades. Para acrescentar, tem rodas de 17" novas e a entrada de ar no capô foi reposicionada para dar mais visibilidade aos ocupantes.

As dimensões foram modificadas também. O entre-eixos é 22mm maior, o para-brisa é mais inclinado, o espaço para pernas no banco traseiro cresceu 5cm, o teto sola abre uma polegada a mais e o porta-malas aumentou para 340 litros. Na segurança, um airbag para os joelho somou-se aos dianteiros, de cortinas e laterais já existentes.

Para o WRX STI, há um novo chassi, suspensões mais firmes e leves modificações nas dimensões, como a parte inferior da coluna A foi estendida 20cm a frente. As rodas forjadas de 18" também são novidades. O grande aerofólio, marca registrada do modelo, permanece garantindo a sua função aerodinâmica. O motor é um Boxer turbo 2.5 litros de 305cv a 6000rpm e 40kgfm a 4000rpm.

Apesar de revelado agora, a chegada de ambas versões ao mercado será no fim do primeiro semestre de 2015. A expectativa é vender 500 unidades por ano, sendo 400 do WRX e 100 do STI. 

Estande cheio

A Volkswagen revelou seis novidades que estarão no seu espaço, mas deixou algumas surpresas para os visitantes. Uma das principais estrelas é o Jetta, próximo modelo a ser produzido no Brasil. Será na fábrica Anchieta (SP) no primeiro semestre do próximo ano. Ele será apresentado no Salão com visual novo para dianteira e traseira. O motor será 2.0 TSI de 211cv e transmissão automática.

O Novo Fox estará apimentado, sendo exposto como um carro-conceito Pepper. O motor é 1.6 litros de até 10cv, câmbio manual de seis marchas, aceleração de 9,8s e máxima de 189hm/h. Visualmente, ele é vermelho com o teto preto. As rodas são de liga leve 15" pretas nas hastes internas e diamantadas no exterior.

Serão expostos ainda a Amarok na versão Dark Label, Saveiro Surf, Novo Space Cross e SpaceFox, Novo Touareg R-Line, entre outros. 

Interatividade

Em 2.750m² de espaço, a Ford pretende atrair visitantes pelos recursos tecnológicos. Eles poderão dirigir um Novo Ka de forma interativa e conhecer os seus equipamentos de segurança. Haverá também uma estação de conectividade que permitirá conhecer o recurso SYNC AppLink, o qual permite acessar aplicativos do celular por meio de comandos de voz. Totalizando são 29 carros, entre eles novo Mustang, o Novo Ka, o Novo Ka+, o Fusion 2015, um conceito do Edge e carros-show do EcoSport.

Muito mais

Pela Citroën estarão Novo C4 Picasso, Citroën Cactus, DS 6, DS 3 Full Led, DS3 Cabrio Racing e DS5 Faubourg Addict. A Nissan confirmou a presença do esportivo GT-R. Dentre as características, cada propulsor V6 3.8 biturbo recebe uma placa personalizada com o nome do engenheiro que foi responsável por sua produção.

A Chevrolet leva a sétima geração do Corvette Stingray, que chega à linha 2015 com novas tecnologias, como um sistema que grava em áudio e vídeo tudo o que acontece com o veículo. Já a Geely, é sua estreia no Salão. Ela levará onze carros dos modelos EC7, sedã e hatch; o compacto GC2, GX2 (cross do compacto), o SUV EX7 e o conceito, já na versão híbrida, da futura geração de modelos da marca.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

De volta às pistas

Depois de um hiato de quase quatro anos longe do mercado brasileiro, Honda aposta no retorno do Civic Si

A Honda resgata o espírito esportivo para casa e traz de volta o sobrenome "Si" à linha Civic. Esse retorno às raízes mais agressivas faz parte também de outro regresso, o da marca às pistas de Fórmula 1. A partir do próximo ano, a japonesa será a fornecedora de motores da McLaren.

Voltando ao lançamento, do Civic, o Si parece aproveitar apenas o nome. Apesar da plataforma ser igual, da motorização ao design, nada ele lembra ao companheiro de da família. Aliás, a decisão de passar de sedan para coupé também deu-se para fazer uma diferenciação maior entre eles e, ainda, dar um toque a mais de esportividade.

A categoria não foi o único quesito modificado na comparação com o modelo instalado no Brasil em 2007, quando iniciou sua produção no País. O motor também está com mais torque e potência, são 5kgf.M e 14cv a mais, respectivamente. Anteriormente era um 2.0 litros, agora é um 2.4 com 206cv a 7.000rpm e 23,9 kgf.M a 4.400rpm. Ele continua movido apenas a gasolina e com câmbio manual. Na lista de mudanças, adicione também um entre-eixos mais curto e uma suspensão reformulada.

Especificando suas medidas, o entre-eixos diminuiu 80mm, foi de 2.700mm para 2.620mm. Já o comprimento tem 61mm a mais, agora com 4.550mm. Na altura, ele ficou um pouco mais baixinho, 35mm a menos, assumindo agora 1.415mm. Quanto a largura, ficou praticamente igual, um diferença mínima de 03mm, tendo 1.755mm.

Indo ao quesito design, para acentuar a esportividade, as rodas são aro 18 de liga leve diamantadas, o conjunto óptico possui lentes de policarbonato, faróis auxiliares posicionados nas entradas de ar das laterais e, na traseira, a ponteira do escapamento é cromada.

O aerofólio permanece, mas aparenta estar mais robusto, amplo e destacado. Já no interior, há o teto solar elétrico, a manopla e o volante são revestidas em couro e os pedais são em alumínio.

Agressivo e macio

Ele é feroz na pista, porém seu apelo esportivo nada diminui o conforto proporcionado ao dirigi-lo, a começar elo banco do motorista com regulagem de altura e ainda coluna de direção ajustável em altura e profundidade.

Apesar de nascido para pista e ser um desperdício de potência se usado no trânsito de cada dia, o conforto em sua direção com assistência elétrica progressiva é um plus.

Para dar mais segurança na dirigibilidade, ele conta com o sistema VSA (Vehicle Stability Assist), o qual auxilia no controle de estabilidade. Ele detecta falhas de aderência e possível perda de trajetória, depois corrige freando e liberando na intensidade exata para a roda afetada, para que o carro retorne à direção correta, além de atuar no sistema de injeção/ignição eletrônica se preciso.

Quanto ao espaço, se para o condutor e passageiro dianteiro o conforto é alto, atrás não é tanto assim.Uma distância mínima no limite entre as joelhos dos passageiros traseiros e o banco da frente só é perdoável porque a sua proposta é de ser um esportivo para acelerar nos fins de semana, nada de carro para família.

Chegada

O anúncio antecipado foi somente para gerar expectativas. De fato só chega às concessionárias simultaneamente com o início do Salão de São Paulo, que começa dia 30 deste mês, onde o Civic Si será uma das estrelas do estande.

Para este ano, apenas cem unidades serão importadas do Canadá ao Brasil. Esse número é menor do que o de redes autorizadas, que já contabilizam 214. Por isso, a preferência é disponibilizar os carros àquelas concessionárias com históricos de vendas do modelo anterior. Fortaleza, inclusive, será uma das cidades que irá receber, cogitam até mais de um volume. O início das vendas será trabalhado simultaneamente com o começo do Salão do Automóvel de São Paulo. Para 2015 ainda não há previsão de volume de vendas.

O preço independe da tonalidades da carroceria, mantendo-se R$119.900. As cores são preto, branco, laranja e vermelho. No interior não há variação, permanecendo o tecido dos bancos na combinação de preto e vermelho, além do painel com componentes com aspecto de fibra de carbono e instrumentos com iluminação vermelha. Para incrementar, há nove opções de acessórios internos e sete externos.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

História do Troller: o criador e a criatura

Conheça um pouco da trajetória de Rogério Farias até chegar à criação do genuíno jipe com raízes cearenses

Há carros que ultrapassam a dimensão de ser meio de transporte e viram adjetivo. O Troller, fruto de nossa terra cearense, é um desses veículos que dão nomes a grupos amantes do mundo automotivo.

Tanto aqui no Ceará, como em outras partes do Brasil, há quem expresse com orgulho: sou trolleiro. No entanto, hoje não vim falar das suas mudanças apresentadas este ano ou do seu mercado. Por trás de toda essa bravura da carroceria, há muita história. E por que não começar resgatando algumas lembranças do seu criador, de Nova Russas, Rogério Farias?

Com a simplicidade que carrega na fala e nos gestos, Rogério relembra que seu passado não foi nas quatro rodas. Com menos de vinte anos, o seu primeiro projeto foi com barcos. A ideia foi bem sucedida e rendeu a venda de várias unidades. No entanto, foi pelo acaso que saiu desse ramo para o de veículos.

Rebocando os barcos com o seu bugue, tinha dificuldade em atravessar trechos com água. Da necessidade, resolveu fazer um modelo para uso pessoal: um bugue anfíbio. Motor, caixa de marcha e suspensão eram fixados diretamente na carroceria e, ao se deslocar na água, a propulsão era feita através de uma tomada de força acoplada no próprio motor do carro com acionamento eletromagnético.

Inicialmente, era para ser somente o seu carro particular. Mas, os amigos viram e foram pedindo um igual. E, nessa oportunidade, viu um novo mercado, uma nova área para atuar. Foram fabricadas sete unidades deste veículo em um período de aproximadamente dois anos.

Em seguida, houve o Duna's, totalmente derivado do anfíbio. Ele foi produzido e comercializado em um curto espaço de tempo, cerca de 180 unidades.

Posteriormente, deu continuidade com um outro projeto, algo parecido, mas com estrutura mais leve: o Fyber 2000. Com ele, foram fabricados 12 mil unidades em um intervalo de quatorze anos.

Do bugue ao jipe

Rogério certamente não deve ser sinônimo de estagnação. Mesmo com o sucesso dos bugues, decide levar outro projeto adiante, algo com tração 4x4 para enfrentar as dunas e o alto índice de salinidade das praias do Nordeste. Por isso, em 1994, ele sai de sua antiga fábrica Fyber, na qual trabalhava ao lado de seu irmão, e inicia a concepção do Troller.

Em menos de um ano, o modelo foi concluído e, sob sua supervisão, foi iniciada a fabricação de três a quatro carros por mês.

Da ideia até a finalização, como ele diz, reuniu o melhor de muitos carros e aperfeiçoou com dicas, feedbacks e comentários de seus amigos para montar o que achava o melhor resultado. "Até mesmo do vigia eu recebia orientações", ressalta. Só não mudou o item conforto. "Eu fiz duro porque não podia ser mole, não podia ser muito confortável. Não era para ser urbano, era para andar na lama, para quanto pior o obstáculo, melhor para ele", brinca Rogério.

Enquanto na Troller, contribuiu ainda na criação do próprio eixo diferencial dianteiro e traseiro que fazem parte até hoje da estrutura do carro. Foram quatro meses de dedicação. "Quando você gosta, não há obstáculos", ressalta Rogério. Ao final, montou dois carros: um ficou com ele e outro com o amigo. "Depois chegou a um ponto que todos queriam o Troller já com novo diferencial", lembra.
 
Para adiante

Rogério saiu da empresa Troller em 2002. No momento, está no segmento de elevadores. Mas, como nunca para, a mente já está fervilhando em outros projetos. Aos 64 anos, é formado em administração de empresas: a sua insistência foi de engenharia mecânica, mas o seu dom é inventar.

Independente da área, sempre há uma nova proposta para melhorá-la. Não precisa de papel para registrar a criatividade que transborda nele. "Está tudo aqui", aponta à cabeça. Então, é aguardar e ver o que ele reserva para o futuro.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Chevette ainda conquista novos fãs de carteira

Conheça um pouco da história do Clube de Chevetteiros do Ceará, que se reúne há oito anos por amor ao carro

 A lagoa da Parangaba é cenário de todos os encontros mensais dos Chevetteiros. A tarde do último domingo do mês é sagrado aos mais de sessenta participantes do clube. Bem pertinho, logo ao lado do Ginásio Poliesportivo do bairro, em torno de vinte a trinta carros estacionam a céu aberto para serem vistos e apreciados por quem lá passa. Em cada reunião, o objetivo é fazer e encontrar amizades. Além disso, a boa e velha troca de informação, sempre de costume com quem gosta de antigomobilismo, também acontece.

Quanto à história do Clube de Chevetteiros do Ceará, tudo começou da reunião entre dois amigos em um posto de combustível para falar de Chevette.

Com a frequência dos encontros e com mais amigos agregados, já são oito anos completados de formação de Clube e sessenta e três integrantes.

Desde 2008, quem coordena e toma a frente da presidência do clube é Gilvan Madeira. "Eu gosto muito disso. Chevette é minha história, é minha praia", confessa orgulhoso.

Ano ativo

Além dos encontros, a cada três meses é marcado um evento no calendário do grupo. A primeira ação do ano acontece em março, por ser celebrado o aniversário do Clube. Os integrantes vão a e voltam de Canindé. "A gente faz entrega de mantimentos, água e roupa. Depois a gente faz uma visita ao jardim zoológico. Desse passeio a gente almoça, descansa, conversa, bate um papo, e retorna para Fortaleza no mesmo dia", explica João Roberto Venâncio, organizador do Clube dos eventos.

Outra ação feita é no Dia das Crianças, que será no domingo (12). Este será o quarto ano em que eles irão marcar presença na Comunidade Carrapicho, no município de Caucaia. "A gente compra bolinhas, doces, picolés, chilitos e outras coisas mais e faz esse evento. É uma comunidade carente e a gente leva brinquedos, pula-pula e vários artefatos para as crianças", pontua.

Uma novidade no calendário são os passeios fora do Estado. Este ano fizeram a primeira viagem, o destino foi João Pessoa (PB). Na ocasião, os integrantes dos Chevetteiros do Ceará juntaram-se com os da Paraíba para um grande encontro. Foram dois dias de estrada e dois no local.

A próxima viagem já tem local determinado, será em Natal (RN). O objetivo é fazer uma reunião com os amigos feitos na Paraíba e convidar os do Rio Grande do Norte a participar do evento.

Amor por acaso

João Roberto, além de organizador dos eventos realizados pelo Clube, ainda é músico e amante do Chevette. Há quase quatro anos membro no grupo, o seu Chevette é um L1993, último modelo fabricado pela Chevrolet. Ele foi encontrado e também comprado por acaso. Quando viu, foi amor a primeira vista.

Depois da aquisição, não esperou muito tempo para associar-se ao Clube, dica recebida pelo antigo dono do veículo. A motivação em entrar veio primeiro por querer fazer novas amizades.

"Outra é que eu conhecia pouco de Chevette, o meu outro carro não tinha nada a ver com o meu atual. Eu não sabia sobre sistema de motor, onde eu poderia fazer um conserto no carro. Inclusive para eu me adaptar ao Chevette, eu passei mais de um mês porque para dirigir é diferente de outros carros, porque a tração é traseira. É um veículo mais violento, tem que saber dirigir senão você roda na estrada, você sai patinando, cantando pneu. Por isso que eu digo que é um carro muito jovem", relembra Roberto.

Diferente do que geralmente acontece com os antigomobilistas, os quais cuidam, guardam e andam com seus veículos aos fins de semana, o costume do Chevetteiro é ter seu carro de coleção como automóvel diário. É para cuidar, guardar e andar todo dia, seja para ir ao trabalho ou aos passeios do fim de semana.

Assim é com Roberto, e também é com Valmir Júnior. "Foi minha mãe que comprou e me deu de presente dois dias antes do meu aniversário. É o meu primeiro carro e eu adquiri uma paixão muito grande por ele. Não é a toa que minha mãe já tentou vender e eu não consegui. Já gastei muito dinheiro nele, mais de dez mil, e ainda tem muito para gastar, porque não está ainda do jeito que eu quero. É um veículo todo original, não tem nenhuma mudança. A minha relação com ele, tenho muito paixão, muito carinho", enfatiza.

Seja integrante

Para participar, é preciso apenas ir ao ponto de encontro na Parangaba. As reuniões acontecem a partir das 15h. No local, será feito o cadastro e tirarão foto do novo chevetteiro do grupo acompanhado de seu carro. Outras informações podem ser respondidas por meio do celular do presidente do Clube. Para contribuir com o clube, uma mensalidade de R$ 10,00 é opcional.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Etios 2015: com sede de mercado

Com aumento de 23% na produção de veículos, o Etios chega a fim de conquistar mais espaço na área de compactos

A Toyota continua ouvindo o mercado e fazendo adaptações no seu compacto. O primeiro Etios chegou em setembro de 2012 ainda um pouco desajeitado. Os representantes da própria montadora confessam isso. Aos poucos ele traz mudanças, como o interior em "total black" introduzido no modelo 2014, com expectativa de mais vendas.

Em 2013, por exemplo, produziram a capacidade máxima da fábrica. Foram 70 mil veículos. Destes, 80% destinaram-se ao mercado local e foram vendidos 63 mil unidades. O Etios foi responsável pelo crescimento de 53% das vendas da Toyota em relação a 2012. Para este ano, a produção subiu para 86 mil. Foi um aumento de 23% graças a muitas horas extras aos sábados.

Quanto a expectativa de vendas para o mercado interno, será mantida em 63 mil. O volume é igual ao ano passado, porém o resultado não é visto de forma negativa pela marca.

"No cenário de queda do mercado, a Toyota vai crescer 5%. O mercado cai 9%, a gente cresce 5% e o Etios se mantém. Para a gente conseguir ficar no mesmo lugar, como diz o cearense, para ficar parado, a gente teve que correr um bocado", pontua Fernando Nogueira, gerente regional de vendas.

Segundo ele, um público frequente de compradores de Etios é o taxista. "É um cliente que começou a descobrir o Etios e está adorando. Pegou um carro espaçoso, com baixo consumo de combustível e baixo custo de manutenção. A gente está vendendo uma média de 200 a 300 Etios por mês na Toyota, sedan basicamente", completa.

A família Etios conta com nove integrantes, sendo cinco hatchbacks e quatro sedans. Quanto às novidades, até a Platinum, versão top de linha lançada em junho deste ano, apresenta novos itens de série à linha 2015. O preço será igual em todo o Brasil, a partir de R$38.380.

Mudanças

Começando pelo filho mais novo, a Platinum chega com central multimídia com navegador, câmera de ré, reprodutor de DVD e TV digital, controle do sistema de áudio e conexão Bluetooth. Esse sistema será oferecido como acessório para as outras versões.

Na versão abaixo: a Cross e XLS, como novidade está o acabamento do volante, os bancos e a adoção dos repetidores de seta nos retrovisores externos. Eles já possuiam farol de neblina de série.

Já com o XS, antes apenas o motor e som separava-o da versão de entrada. Agora, ele está com mais elementos para conforto e segurança. Tem um sistema de áudio com nova interface e Bluetooth, comandos de som no volante, abertura elétrica do porta-malas e alarme por controle remoto (chave).

Na opção X, versão de entrada, houve mudança no painel, que agora conta com indicador do nível do combustível com relógio digital. O volante tem o mesmo design do Novo Corolla, há apenas algumas diferenças entre eles, como posições de comandos quando há.

Outro destaque é a regulagem de altura para o banco do motorista. "Muito requisitado pelo público feminino. Agora está disponível em todas as versões", acrescenta. Tem ainda maçaneta com detalhes cromados, função "auto down" para vidro elétrico e alerta sonoro para portas abertas e faróis acesos.

Novidades

Versão X


- Indicador do nível de combustível com relógio digital
- Volante com mesmo design do Corolla 2015
- Assento do motorista com regulagem de altura
- Alerta sonoro de portas abertas e faróis acesos
- Função auto down para vidro elétrico do motorista
-Maçanetas internas cromadas
- Preparação para instalação de som na traseira

Versão XS

- Nova interface no sistema de áudio com conexão Bluetooth
- Alarme por controle remoto
- Comandos de som no volante
- Acabamento dos bancos em tecido e material sintético
- Abertura elétrica do porta-malas

Versão XLS/Cross
- Acabamento do volante revestido no padrão couro e bancos Comfort Drive
- Repetidores de seta nos retrovisores externos

 
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