segunda-feira, 23 de novembro de 2009

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Um vazio me preenche e não vejo ninguém ao meu lado para dividir. Em palavras, há elogios e convites, mas a ajuda e o consolo faltam quando mais preciso. Não percebem as olheiras? O meu sangue em cada página escrita e revisada? Os calos em meus pés de tanto caminhar sozinha? Amigos de orkut, e-mail e msn dividos em categorias, em histórias de vida. O site identifica um número superior a quatrocentos, mas o que me importa? Vejo poucos ao meu lado.

sábado, 14 de novembro de 2009

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As crianças, com os seus berros, violam o silêncio e, sem derramar uma lágrima, esperam a paciência paterna acabar, a indiferença ganhar pelo cansaço infantil ou o grito de autoridade prevalecer.

As jovens meninas têm suas bonecas em prateleiras, ganham maquiagem de dia das crianças e decidem pela cirurgia plástica ao invés da festa de 15 anos.

Os trabalhos em grupo permeiam adolecência e velhice. Aceita-se a vontade dos líderes, opta-se por se escorar nas ações alheias ou faz-se tudo sozinha, por achar que ninguém faz melhor. Mas não se pode valorizar o próprio trabalho, seria falta de humildade, porém não tem um elogio que soe sincero, então a auto-estima desce.

A mentira prevalece. O instinto, o inconsciente, tudo contaminado pelo costume. É sobrevivência aliada ao medo. Para satisfazer vontades, adequar-se a um grupo social, enganar a si mesma e esconder-se da reação de terceiros. O espelho e o olhar humano repreendem, fazem as pessoas omitirem os seus desejos, criarem novas personalidades e guardar, em caixas seladas, os gritos, pensamentos e ousadia.

domingo, 1 de novembro de 2009

Nem acredito!

Uma vontade antiga de ir ao cinema, ser o próximo horário da programação e poucas alternativas me fizeram entrar na bendita sala 6. Matadores de vampiras lésbicas conta a história de dois homens que vão a uma cidade remota e encontram quatro mulheres quase vestidas, que estavam lá para estudar a lenda da vampira rainha Camilla. Como o espectador previa, o mito era verdadeiro e eles tiveram de enfrentar todo o exército de vampiras lésbicas e quebrar a maldição de que toda menina dessa vila, ao completar os seus 18 anos, tornar-se-ia uma vampira lésbica.

O título já tirava a ideia de que assistiria algo bom, a sinopse, então, fez-me ter certeza. Primeira questão: por que alguém faz um filme intitulado assim? Segunda, por que fazer uma história sobre vampiras lésbicas? É muita falta de tema, só pode ser.

Com certeza, a gravação com efeitos especiais estilo filmagem antiga eram propositais, para dar um caráter mais cômico aliado a narração sem futuro, e atores quase desconhecidos completavam a trama. Não nego que os 86 min em frente a tela renderam algumas risadas, mas esse é o tipo de filme indicado para ver em casa, em momentos de ócio. Não vale o preço ou o tempo no cinema.
 
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