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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Bum-Bum-Bum Tim-Tim-Tim

O título Castelo Rá-Tim-Bum em si já faz a infância de muitos retornar à mente. Combinando o nome a vinheta de abertura e aos elementos cênicos, então, é um mergulho profundo na década de 90. A porta, com o Porteiro de lata, é um convite para resgatar as lembrança. Ele não faz charada nenhuma, como de costume nos episódios, porém a sua voz e a tradicional frase "Klift Kloft Still, a porta se abriu!" são ditas em alto bom som, para deixar a experiência o mais perto da realidade.

Quando entramos, uma linha do tempo explica quais foram os programas dedicados à grade infantil da TV Cultura e, diante disso, entramos em uma "máquina do tempo", podendo estar em contato com figurinos e personagens originais utilizados no programa, como o Gato Pintado, a cabeça do Mau, o par de sapatos "gêmeos" Tap e Flap, entre outros. 

Alguns episódios e músicas - como Lavar as mãos - foram ativadas na minha memória, mesmo que eu tivesse apenas quatro anos, quando tudo começou. Todos os detalhes foram vistos com tanto carinho, tanto saudosismo. O engraçado é que, na época, muito era visto com encanto, apesar de ser consciente na época que gatos não falavam. Mas, ver que o Gato Pintado era feito de espuma e o Mau de E.V.A foi incrível. Era feito de forma simples, aparentemente sem grandes mistérios, e mesmo assim, parecia impecável na televisão.

A exposição toda foi dividida em várias seções, entre sala de estar, cozinha, quarto do Nino, Lustre, laboratório do Tíbio e Perônio, quarto da Morgana, entre outras áreas dedicadas aos passarinhos, a Caipora e ao Etevaldo, por exemplo. Mas, confesso, sinceramente não lembrava em nada da oficina do Tio Victor. Tantos detalhes deixei passar, como o nome do Telekid - eu nem sabia que aquele personagem que dizia "por que sim não é resposta" tinha nome, no entanto lembro até hoje desse bordão.



Em resumo, foi maravilhoso ver os bastidores, saber um pouco sobre processo criativo e construção de cada roupa e cenário, curiosidades de como tudo foi elaborado e ver que tudo - em sua base - foi simples, porém que resultou em algo grandioso, que interferiu - de forma positiva - na educação de muitas crianças, inclusive na minha. Às vezes, não elaboramos um projeto ou uma peça de teatro, por exemplo, por falta de verba, mas com ideias e força de vontade, é possível.

Saber que não tiveram retorno financeiro e gravavam muitas vezes no calor de um estúdio fechado, entre outras empecilhos, e ainda assim não faltou vontade de continuarem no projeto, foi muito inspirador e motivador. Amei a oportunidade de entrar mais uma vez - agora pessoalmente - nos encantos do Castelo Rá-Tim-Bum e, mesmo com todo esse tempo, continuar aprendendo com eles. Obrigada! 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Uma peça faltando

A cada retorno para casa, vem a questão: a bagagem retornará da mesma forma que chegou? Sempre fica aquele sentimento de que esqueci alguma coisa. Além de verificar o quarto quase três vezes antes de fechar a portar e seguir para o check out, comecei a seguir algumas rotinas. Primeiro, assim que tiro a roupa usada já guardo na mala. Nada fica fora dela, a não ser que eu já vá usar em seguida. Não seja ingênuo de sair pendurando coisas no armário, a não ser que seja para uma blusa ou vestido especial, para não amarrotar, mas tão logo use, guarde prontamente.

É uma lógica simples, quanto menos fora, mais difícil ser esquecido. No caso dos acessórios retirados para dormir, por exemplo, deixe ao lado da cama ou todos reunidos em um único espaço. Quando dispersos, é mais fácil ter uma ovelha desgarrada que nunca mais voltará ao rebanho. Os itens do banheiro, a mesma regra: tudo no mesmo canto da pia.

Ao fim de tudo, ainda que não tenha usado o guarda-roupa, cheque cada uma das gavetas e espaços dos outros armários. Já ouvi histórias de camareiras que escondem as coisas dos hóspedes, como carregador de celular, para que eles sejam esquecidos e elas possam pegar depois. Assim, a culpa será do cliente e não crime dela. Por segurança, veja tudo. Quando vou embora no dia seguinte da minha chegada, eu dispenso o serviço de arrumação de quarto ou de dobrar os lençóis para eu dormir. É uma preocupação a menos saber que não permiti ninguém entrar no meu quarto, então quando é violado eu questiono quanto às intenções de seus funcionários no meu espaço. Saiba que não é nada incomum, infelizmente, ter casos de subtração de objetos. Então, levo muito a sério a plaquinha de "não perturbe".

Para completar, dê uma olhada geral com calma, um pouco antes do horário final do check out. Graças, nos anos de viagem pelo jornal e por turismo pessoal, nunca esqueci nada. No entanto, quando vou para casas de amigas, é bem comum o deslize. Quando a gente acredita que pode retornar ao local, sem problemas, para retomar o objeto, descuidamo-nos. Dá uma tranquilidade, faz a gente relaxar nessa rotina tensa de cuidados, mas é tão chato esquecer.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Mala aberta

A bagagem provavelmente é o maior oponente da mulher em uma viagem. Quanto é suficiente? E se eu não gostar de nenhuma opção da mala durante a viagem? Por que não coloquei aquele sapato, bolsa ou casaco que combinava perfeitamente com essa roupa? Essas são só algumas dúvidas que permeiam a cabeça antes e durante a viagem e fica pior quanto maior a duração fora de casa.

Com as minhas constantes idas a lançamentos basicamente em São Paulo, tive de aprender a ser objetiva. Até porque levo apenas uma bagagem de mão que, teoricamente, deve ter cinco quilos ou menos. Para meu espanto, às vezes consigo manter abaixo do limite. Um dia cheguei a levar apenas uma mochila, acredita? Para conseguir esse milagre, vejo a programação do evento e organizo qual a melhor roupa, tentando deixar o mesmo sapato para todos (o que já vou ao aeroporto) ou, então, uma opção extra mais formal na mala.

Como geralmente a minha viagem é ir em um dia e voltar no outro, no quesito roupa, tento seguir o mesmo esquema de aproveitamento. A mesma calça que vou ao aeroporto é a do test-drive, levo duas opções para a parte de cima (para decidir pelo meu humor, claro, sou mulher, preciso de opções) e geralmente vestido para o jantar com os jornalistas de noite, por ser leve, feminino e perfeito para ocasiões formais ou não. Se tiver espaço, coloco mais uma calça, assim, se sujar eu tenho um plano B. 

Mas, claro, isso é quando eu quero ser bem objetiva e não pensar muito. No entanto, quando eu quero incrementar para mudar um pouco para gravar para televisão, eu demoro mais do que os meus costumeiros dez minutos. Além disso, coloco ainda os acessórios na bolsa de mão, como brincos, colares e anel, para não pesar mais na mala, mais a maquiagem, claro.

Se a viagem é mais longa, sigo a mesma ideia de imaginar quais serão os locais visitados. Pelo menos os já planejados para ir. E, claro, qual será o clima enquanto estarei por lá. Ai tenho como base quantos shorts e calças devo levar, assim como blusas. Geralmente levo no mínimo o dobro de blusas para cada parte de baixo. Eu AMO vestidos, então coloco alguns também como peça chave para usar manhã, tarde ou noite.Os longos principalmente são bons para qualquer momento. A dica é colocar no papel para não esquecer de nada e ver o que pode ser repetido.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Coisas de avião [parte 2]

Sem sono ou fones de ouvidos para entreter-me com a televisão da TAM, resta-me observar as pessoas do avião para o tempo passar mais rápido. Na volta de Gramado (RS), a atenção resumiu-se às crianças. A primeira é um bebê, possivelmente sem nem o primeiro ano completado. Todo o vocabulário dele era resumido a palavra "mamãe". Dependendo da sua entonação, representava um grito de desespero e dor ou de felicidade e diversão. Era muito lindo!

Já a criança do segundo voo de volta (sim, eu peguei uma conexão), não lhe faltavam palavras para falar. Primeiro ela queria sentar na janela, porém como simpatizou muito com a desconhecida sentada na posição do corredor da sua fileira, pediu para trocar com a tia e sentar no meio. Pronto, depois disso não parou mais de conversar. Pareciam grandes e antigas amigas. Ela tinha assunto como gente grande, com direito ao comentário "como é fofinha" quando um pai com seu bebê de colo passou pelo corredor do avião.

Ela praticamente fez um interrogatório com a estranha que, ao final do voo, já não era tão estranha assim, tanto que ela fez questão de conhecer a mãe dessa menina tão incrível ainda nos seus sete anos. Além disso, ainda comentou o fato da sua mãe ser separada e ela adorar os companheiros de seus respectivos pais. No entanto, ela questionou com sua inocência, apesar de entender a questão do divórcio, por que seus pais não podem morar juntos com seus parceiros na mesma casa. Tão linda! Ela realmente alia em seu discurso a pureza da infância com a filosofia de alguém mais velho.

Por último, houve um garotinho com seu raciocínio lógico da viagem, dizendo de onde partia para onde iria até fazer um conclusão da língua portuguesa que muitos falam sem entender. Ele disse que iria desembarcar para reembarcar em outro avião. Disse que é reembarcar porque iria embarcar novamente. Como pode um menino de seus possíveis sete anos concluir a ideia dessa palavra se acabou de ser alfabetizado? Estou cada vez mais impressionada com as crianças avançadas de hoje em dia...

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Coisas de avião [parte 1]

Três horas de voo com televisão passa rápido. No entanto, quando há turbulência, a impressão muda. Aliando isso a vontade de ir ao banheiro, cada segundo parece um martírio de horas. 

A bexiga acendeu suas luzes. Foi só o corpo fazer menção de seguir pelo corredor para o banheiro que o aviso de afivelar os cintos apareceu. Entre os dois alertas, quem se importa com as necessidades biológicas do corpo humano?

Para o meu desespero, não foi só uma nuvem. A turbulência rendeu. E muito. Enquanto isso, tentei distrair-me com uma novela mexicana, o penúltimo capítulo de uma das Marias de Thalia.

O aviso apagou e muitos tiveram a mesma ideia de dar uma passadinha ao banheiro. O de trás, mais perto do meu assento, estava com fila grande. Então, fui no perto da cabine, o qual só uma pessoa estava esperando. Bem, até agora me arrependo.

Esta bendita, além de demorar o equivalente a quatro da fila do banheiro oposto, deixou um cheiro no ar de matar (ou de suicidar-se). Senti-me pior do que quando sou obrigada a frequentar banheiros públicos. O pior é que naquele cubículo não tem escapatória. O jeito foi segurar a respiração. No entanto, quando achava que já estava sofrendo, deparo-me com um dilema: o seguinte a mim na fila pode associar-me a esse cheiro. Sofro e ainda recebo fama sem ter a culpa.

Resultado: ou faria cara feia dando sinal de que o odor já estava assim antes de eu entrar (o que lógico não fiz ao entrar para não constranger a menina que tinha acabado de sair) ou sairia como se nada estivesse acontecendo (opção da verdadeira culpada que provavelmente estava com dor de barriga). Em todo caso, resolvi ficar com a segunda opção. E se o seguinte acredita que quero apenas disfarçar e eximir-me da minha real culpa? Depois, se ele tivesse com o nariz entupido, não precisaria correr o risco de comprometer-me em vão. Por que mesmo que não estava eu com nariz entupido? Bem, pelo menos não era eu que estava com dor de barriga em pleno avião com turbulência. Amém.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Em alto e bom som

Um dos maiores prazeres da vida é viajar. No entanto, a viagem geralmente é acompanhada de algumas dores de cabeça, a do topo da lista é o financeiro. Ter a sua conta bancária esvaziada aos poucos pelos gastos de sair de casa certamente é o lado mais negativo. Quando trata-se de destino internacional, o câmbio vira o maior vilão do meu porquinho. Acompanhar as subidas e descidas do dólar nos últimos meses antes do embarque fazem o coração vibrar como se tivesse dinheiro investido na bolsa. Infelizmente, o destino sempre se vira contra o viajante como uma maldição e resolve aumentar os valores quando é, enfim, decidido trocar a moeda.

Nessa aventura de escolher o melhor dia para comprar dólar, decidi pela Confidence, que de confidencial não tem nada no serviço cara a cara. Chego ao Iguatemi, há três cabines blindadas para receber os clientes. Em cada uma dela, uma mulher por trás do vidro com um microfone para comunicar-se.

Cadê as salinhas reservadas para manter a privacidade e resguardar a conversa com o funcionário? Enquanto estive lá fiquei constrangida e temerosa porque quem estava lá certamente escutou quanto o meu pai tinha no bolso em reais para converter em dólar e quanto ele iria receber depois do câmbio.

Tirando isso, o atendimento foi ótimo, pena que o sistema do computador caiu e atrasou um pouco o serviço. Outro ponto positivo foi no Travel Card, com direito ao principal e o alternativo, que dá mais segurança e comodidade ao viajante. Muito interessante deixar o cartão de abastecimento guardado a sete chaves enquanto o outro fica cansado e exposto de tanto ser usado. Com certeza esse foi o maior benefício de ter escolhido esta empresa, só espero que o sistema não caia quando for preciso requisitá-lo em alguma urgência posterior.

domingo, 7 de julho de 2013

Que seja o céu o seu destino

O tempo, como uma ventania, carregou consigo as cores das árvores de Campos de Jordão. Sem pudor, elas revelavam-se ao natural, desnuda de folhas. Estavam tristemente belas. Apenas em tronco e galhos, exibiam-se pálidas e ainda especialmente encantadoras. 

O Outono não perdoo. O pouco verde sobrevivente segurava-se com força por suas raízes, mesmo sabendo que o seu destino era o chão frio. Talvez, ele desejasse ser levado pelo vento até os céus. Melhor se isso fosse. Assim seria a liberdade o seu fim e, não, o desamparo.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Lavando a alma

Um pouco do divino está representado nas Cataratas do Iguaçu. A força das águas que caem do alto impressiona e arranca suspiros logo quando a cena é vista de longe. 

A cada passo da trilha, que nos aproxima das quedas, é uma emoção a mais, uma surpresa que transforma o espírito dos visitantes. 

No último ponto, quando estamos na ponte, um banho lava a alma de quem está lá. Ninguém fica com raiva de sair completamente molhado, independente se estiver feito "escova" no cabelo ou bem vestido. 

É um encanto cada segundo de admiração das Cataratas. A fama é que Foz do Iguaçu resume-se apenas a esse ponto turístico. Bem, na minha opinião, se realmente for verdade, esse ponto vale por milhares de locais de visitação. Ele é para ser visto e revisto por vários ângulos, como o de barco - eu não fiz, mas fiquei louca para fazer o passeio. Valeu por cada segundo dentro do avião e da conexão de ida no aeroporto em São Paulo.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Com a mão na massa

A última viagem a São Paulo também rendeu curiosidades ao paladar. Externamente, não há placas aparentes e, quando fechado, a porta parece indicar a entrada de um galpão. No entanto, ao entrar, o Restaurante Tantra Mongolian Grill tem um amplo espaço interno e características que me remeteram a cenas da novela "Caminhos da Índia", que inclusive é o nome de um dos pratos.

O procedimento do almoço é o seguinte: o prato é elaborado pelo próprio cliente, porém pode ser seguido exatamente como indica a receita ou criada a partir dos interesses e da fome da pessoa. Eu, por exemplo, não queria comer nenhuma das opções, então decidi montar o meu próprio cardápio. Entrei na fila duas vezes, uma das minhas pedidas foi: carne de javali e de boi, com caldo de carne, orégano, tempero de limão com ervas, alho e brócolis. Ficou uma delícia! Mas, o chef do local ainda deu o toque dele. 

Ao contrário do que se pode imaginar, a refeição não é crua. Depois de juntar todos os ingredientes, o próximo passo é a chapa quente. O cozinheiro, como sabia que eu era visitante de primeira viagem, orientou-me algumas vezes sobre o que seria mais adequado acrescentar, como molho, azeite e sal.

Como disseram à mesa durante o almoço, "nem podemos reclamar da comida, porque fomos nós mesmos que preparamos". É com essa ironia que convido vocês para conhecer o restaurante. Sim, tem alguns pontos negativos, como só ter o banheiro para cadeirantes no andar de baixo e os outros serem no piso superior, ou ainda haver a necessidade de despender algum tempo para identificar qual a porta referente ao feminino e masculino. Tirando esses dois pontos e alguns imagens um pouco imorais na entrada que leva ao sanitário, restrita um pouco a menores de idade, o ambiente é super agradável e tem um excelente atendimento.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Teste no Safari

Não foi suficiente dirigir o novo smart 2013 nas ruas de São Paulo, o turismo na capital paulista também se fez presente no seu lançamento. Em pleno test-drive, vi-me entrando no Zoo Safari. Não conhecia esse estilo de zoológico aqui no Brasil, apesar de já imaginar existir em outros países, e fiquei impressionada com essa forma curiosa e próxima de interagir com os animais.

Do veado (chamado sempre por mim como Bambi) até o leão, o espaço levantou meu astral e cansaço após ter enfrentado um avião lotado no dia anterior e um despertar bem cedo no dia. É visivelmente pequeno, comparado ao zoológico visitado em Houston, no entanto é indubitavelmente maior (como todos os outros do País deve ser) do que o de Fortaleza. Enfim, é sempre interessante conhecer novos lugares por onde passo e, a cada coletiva, tenho surpreendido-me com as novas visões que absorvo das cidades desembarcadas, mesmo que quase sempre seja São Paulo.

Dos meus favoritos durante a visita, preciso comentar sobre os macacos. Podíamos circular pelo local com as janelas abertas, porém quando tínhamos de transitar pela área dos primatas era preciso fechar os vidros. Como são danados esses pequeninos, tanto que até fita adesiva era colocada  neles para assegurar que eles não iam abrir e entrar no carro. Em seu ambiente, uns subiam em cima do carro e pulavam como se estivessem em um tronco de árvore, enquanto isso, outro em pé tentava bisbilhotar o bolso da calça do funcionário do setor.Com os macacos pregos, tinha um ardiloso querendo fugir pelo portão, todavia um outro representante do zoológico pôs-se a frente dele e ficou conversando que não podia.

É incrível! A maneira como se portam e lidam entre si, até mesmo como se comportam com os humanos, em vários momentos, é como se estivessem em uma distância menor da evolução. Não parecemos estar tão longe assim deles. Quando vi em pé, quase caminhando, ou até mesmo "catando" o colega macaco, esses detalhes torna-nos tão próximos. É sempre bom observar os animais.

Para quem tiver curiosidade, eu indico conferir o espaço de perto. É super seguro e você ainda pode alimentar e tocar, quando deixam, em alguns animais. Para os preguiçosos, o melhor de tudo, é que nem precisa sair do veículo para conhecer tudo. Lembra até que estamos no filme Jurassik Park, retirando apenas a parte dos animais pré-históricos, os carros ligados a um "linha férrea" do zoológico e o perigo de ser a refeição do dia.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

-Ei, o jogo é para o outro lado!

Quando apareceu o convite para eu assistir a São José Copa Ouro Audi Polo 2012, eu pensei: por que não aceitar? A programação começou na beirada da manhã, beliscando o meio dia. O público era mais familiar, com pais super jovens (ou pelo menos conservados) e seus filhos bonitos super bem vestidos. Todos os presentes exibiam a pulseira de convidados combinando-a com roupas finas e de marcas. A manhã mais parecia um desfile, com muita gente bonita e modelos de look que parecem ter sido decididos por longas horas na frente do espelho.

Após a abertura, o jogo começou, porém nada foi alterado no comportamento das pessoas. Os cavalos e os jogadores suavam atrás de uma bola (pesada) branca e, enquanto isso, as bebidas eram servidas e as conversas continuavam, até mesmo com alguns de costas para o campo. A competição? Acredito que seja só mais um propósito para reunir a alta sociedade. Até porque muitos, principalmente os jovens, começaram a chegar no fim da tarde, quando estava previsto o show do DJ Pierre Sarkozy, sim, ele é filho do ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy.
Excetuando esse detalhe do jogo, que foi claramente ignorado pela maioria (pelo menos até antes da partida principal, quando eu tive de sair), o ambiente foi tomado para a observação de minha curiosidade. Um dos itens registrados na mente foi que, embora houve classe de sobra no estilo e comportamento, quando o almoço foi servido, a reação foi semelhante a de qualquer pessoa, independente da classe. Filas enormes, lugares para sentar disputados e diferentes idades comendo em pé mesmo com o prato na mão. Isso foi realmente interessante, o fato de reconhecer que, no fundo, somos todos iguais.

Outro aspecto, inclusive ponto alto do dia, foi a apresentação de uma orquestra em conjunto com uma batucada e um dj. Que combinação incrível e harmoniosa! Não pude resistir e filmei alguns trechos de sua demonstração de talento. 



Com a aproximação do horário do meu voo, tive que partir em direção a São Paulo. Sim, esqueci de mencionar, o evento aconteceu em Indaiatuba, na Fazenda Invernada do Sertão. Todavia, não sai sem antes realizar um dos meus sonhos de infância: pegar em um cavalo. Desejo pequeno, pode parecer, mas sempre tive medo de ficar perto dessa espécie, por receio de uma reação brusca ao encostar para acariciar. Pois, enfim, tive um momento muito gostoso com a égua Gauchita. Simplesmente, eu comecei a fazer carinho em seu pescoço e ela se afastou para trás para minha mão chegar até a sua cabeça. Enquanto estava perto, seus olhos ficavam entreabertos, como sinal de satisfação da situação. Muito linda!

Essa competição, como o nome já explicita, foi patrocinada pela Audi. Aproveitando essa deixa, convido vocês, meus leitores, a ver o resultado da minha matéria no caderno Auto de hoje sobre o mais novo lançamento da marca: o utilitário esportivo compacto Q3. 

sábado, 7 de abril de 2012

Verde a perder de vista

Já posso riscar Manaus da minha lista de capitais que não conheço. O norte era um místerio visual para mim, nunca o tinha cruzado ou aterissado. Há duas semana, não só vi de longe, como um pouco mais de perto e, preciso dizer, a vista é simplesmente LINDA do avião.

É tanto verde que nem dá para acreditar na história da devastação. Não consigo imaginar ou ter a dimensão que a floresta era maior comparada a sua situação atual. O rio, bem, eu nem ouso chamá-lo mais assim. Ele é pequeno para essa categoria e para o tamanho de sua palavra. Deveria haver uma nova categoria para enquadrá-lo. É incrivelmente grande. Enquanto cruzava-o para almoçar no restaurante no Jungle Palace, não conseguia ver onde terminava. Havia momentos em que me sentia como na imensidão da calmaria do mar, sendo que este mais escuro, mais negro.

Mesmo com algumas experiências para contar no Palavras ou Máscaras, não posso dizer que conheço realmente Manaus. No entanto, em minha viagem à trabalho, consegui algumas horas de folga, antes do meu embarque, para desvendar ou desmistificar a ideia que Amazonas é só floresta.

Pelo pouco tempo, tive de ser objetiva. Então, eu e mais dois colegas de profissão resolvemos conhecer o que acredito ser coração do turismo do local: o Teatro Amazonas. Quando entrei, parecia estar sofrendo um déjà vu. De alguma forma, parecia que já o conhecia.

Tudo é lindamente imperial. O luxo brilha em cada uma das colunas de sua estrutura. Realmente, quem entra fica tonto por tamanha cultura e história envolvida por todas aquelas paredes. São as máscaras que homenageiam grandes artistas, a pintura no teto representando todas as artes contempladas no prédio, o piso com toda a madeira regional, a qual representa o encontro das águas, e o mito do corredor de espelhos que expõe o espelho da verdade, que mostra como realmente as pessoas são por fora.

Para completar a visita, tivemos o prazer de sentir o que dizem ser uma das melhores acústicas do mundo. Sentamos um pouco com o grupo guiado e apreciamos alguns segundos do ensaio de uma orquestra.





Do luxo ao popular

Por termos ainda tempo, contemplamos um pouco mais do centro na manhã de visita. Pensei que Fortaleza estava carregada de camelôs, porém me enganei, Manaus está tão repleta como minha cidade. Dizem que também se encontram por aqui, mas lá vi milhares de réplicas de Iphone. Alguém acredita mesmo que vai funcionar? Outro ponto interessante foi ver um homem fazendo o jogo de encontrar a bolinha escondida. Alguém lembra? Pensava que já nem mais faziam isso.

Aos que não sabem, é quando um homem mostra a bola, esconde embaixo de um copo e embaralha com outros objetos semelhantes. Ao final, os espectadores apostam e tentam adivinhar onde está a bolinha. Eu só lembrei do desenho A Caverna do Dragão, quando as crianças perdidas foram enganadas nesse jogo por um homem de três cabeças.

Bem, o período foi curto, porém foi interessante passar pelas ruas, procurar lugares no mapa, beber refrigerantes de circulação exclusiva da região e, por um dia, sentir-me cidadã de um lugar estranho. Como disse, no dia do passeio, meu novo amigo Pablo, é assim que se conhece uma cidade, andando por ela.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

São Paulo tirando uma soneca

Quem disse que São Paulo nunca para certamente não gostava de programa cultural. Ao contrário da maioria, eu digo SIM, a capital intensa de negócios, artes e comércio do Brasil tem sua trégua às segundas-feiras. Em meu único dia como turista na cidade paulista, deparei-me com as portas fechadas do Museu da Língua Portuguesa, minha tão almejada visita que ainda não dei como realizada na minha lista de viagem. Se não fosse suficiente ter o meu sonho afastado, a Pinacoteca e todos os outros museus estavam fechados. Ai que absurdo!

Definitivamente, São Paulo não é nada interessante para se conhecer no início da semana. O que restou? Visitar a tumultuada 25 de março. As ruas lotadas, as ladeiras com pessoas escapando pelas beiradas, as lojas estreitas e aparentemente menor pelo tanto de clientes. Nossa, se o vento não estivesse presente, diria que o calor estava infernal devido a quantidade de transpirar mútuo em um mesmo segundo e em um mesmo espaço.

Quantos aos famosos preços baixos da avenida, digo que não é mito, mas que se precisa conhecer bem a zona ou pesquisar bastante para não se sentir enrolado com as diferenças de valores.

Os conhecidos galpões de réplicas de bolsas e blusas de marca, esses só descobri depois de muito caminhar (sem escolha) sobre meu salto alto. Porém, não comprei NADA para mim. Tinha roupas, que nem conhecidas eram, e mesmo assim custava R$200,00... Diz se eu vou dar esse preço na 25 de março??? Nem sonhando!

Os artigos que mais valem a sua etiqueta, pelas duas horas que passei lá, foram peças de decoração para casa, acessórios para mulheres, pelúcia e uma blusas réplicas masculinas. Por ora, foram essas minhas conclusões.

Depois da correria na avenida, encontrei o último ponto do dia: Mercado Municipal. As frutas frescas abriram meu apetite, que já estava aguçado pela fome do almoço ainda não comido e nem requisitado. A fome era grande e a vontade de comer o tradicional e famoso pastel do local foram aumentando, assim como o toque do celular com a chamada de que tinha de retornar para o hotel. Infelizmente, o pastel ficou para outra hora. O que restou foi comer no aeroporto e pagar o preço absurdo do cardápio da Pizza Hut.

Acredita que 1/4 de pizza é quase R$20,00, um refrigerante 300ml é R$4,90 e dois breadsticks é quase R$8,00? Senti-me em pleno assalto a mão armada e sem poder reagir. O jeito foi pedir um kit de pizza, refrigerante, sobremesa e dois breadstiks por R$29,90. A soma pareceu mais aceitável e menos roubo. No final da conta, ainda tive que escutar "quer bala com troco"... depois de tudo ainda querem ficar com meus R$0,10. Eu até que ia aceitar, afinal o prejuízo já tinha sido feito, mas era caramelo. Então, o doce foi convertido novamente em duas moedas no meu bolso.

De barriga cheia, embarquei lembrando da lenda da cidade que nunca dorme e do quanto admirei-me - repito - das portas fechadas, ainda mais agora que eu descobri que o Masp liberou a sua entrada até dia 13 deste mês. Pelo visto, minha sorte estava pela metade esses dias...

...

Eu não canso de render-me, nem que seja por alguns segundos, ao encanto das nuvens. Que primorosa pintura aos meus olhos, a qual me faz sentir na divina pintura de Michelangelo. Elas são como ondas e, ontem, era época de ressaca. Porém, mesmo assim, o avião dominou com maestria essa ação da natureza aparentemente indomada.

Esse momento, faz com que esqueça de tudo: da pressão no ouvido, na vida, na cabeça. Fecho os olhos e continuo contemplando a magnitude que eu sei estar ao meu lado, na janelinha fria que não pode ser aberta. É tão bom viajar.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Balanço do carnaval

A aparente tranquilidade da serra só perpetua para quem quer. Para quem foi passar o carnaval em Pacoti, por exemplo, não faltou programação para os cinco dias de carnaval. A festa começou na noite de sexta-feira e se estendeu até às 6h de quarta-feira. O melhor de tudo é que a organização se manisfestava em todos os quesitos, até no respeito dos participantes quanto ao horário do mela-mela. O uso da maisena ou spray só eram permitidos das 15h às 18h. Depois disso, uns iam para casa para voltar banhados para o resto da folia que começava às 22h, outros entravam no embalo das músicas dos carros e mantinham-se sujos até o final da noite.

Particularmente, eu não participei de nenhum quesito dessa festa promovida pelo município. Preferi a tranquilidade da casa na qual estava para dormir, jogar sinuca e tirar o atraso dos estudos. Porém, quando resolvia colocar os pés para fora do sítio, fazia gosto ver coordenação no trânsito e na segurança.

Guará

Na segunda-feira, resolvi aproveitar que a chuva tinha dado uma trégua e fui, acompanhada por um grupo de oito pessoas, para Guaramiranga. Era meio dia e o sol não perdoava. Até o costumeiro vento frio da região deu uma trégua e fez-me arrepender de ter ido vestida com uma blusa preta de manga comprida.

As feirinhas, como bem lembrava do carnaval de 2009, estavam lá. Cada colar, brincos, anéis lindos, que tive de segurar-me para não gastar. Também encontramos a tradicional venda de discos e das blusas com trocadilhos. Ah! Não podia deixar de comentar da promoção da Handara, que estava lotadíssima. As filas para o trocador estava enorme e, em poucos minutos, as roupas sumiam das araras.

Depois de não encontrar nada de interessante para mim na loja, resolvi sentar em frente da Choco Berry. Enquanto o pessoal bebia uma cerveja para refrescar o corpo, pude ser apresentada para uma criatura muito linda. O nome dela é Lola, tem menos de 1 ano de idade e, por comparação da sua aparência com uma foto na internet, eu acredito que seja da espécie Calopsita.

Quem estava com ela não era o dono, mas pareciam grandes conhecidos. Entendi o porquê só depois. Além do senhor dizer que tem facilidade para lidar com animais, percebi que Lola adora um cabelo curto. Assim que minha mãe resolveu pegar em Lola, o passarinho não quis mais sair dela. Fugia até das mãos de quem nos apresentou-a e ficava roçando o bico no cabelo de minha mãe. Era a coisa mais linda.

Também tive o meu momento com ela, porém o meu medo de iniciante fez com que não aproveitasse tanto a sua companhia. Fui acariciá-la mesmo só quando estava nos braços dos outros. Bem, foi o ponto alto do dia. (Obs: como diz minha irmã, ela parece usar blush. Parece mesmo).

Sai o sol...

A hora do almoço ia chegando, então resolvemos voltar para o sítio. O vento já voltava para amenizar o calor, o problema foi ela vir acompanhada de chuva, muita chuva. A sorte foi encontrarmos um toldo no meio do caminho e nos protegermos até ela diminuir.

As lojas recolhiam o seus manequins para dentro do estabelecimento, pessoas corriam para os restaurantes, até mesmo o cachorro foi se esconder embaixo de uma mesa e aproveitou para defender a comida vendida por seu dono.

Quarta tem trabalho

Como no final do feriadão tinha trabalho, resolvemos todos voltar na terça-feira. Fizemos o churrasco, arrumamos as malas e, quando enfim nos organizávamos para colocar as coisas no carro, a chuva pôs todos para correr para dentro da casa. Já era 16h e não queríamos mais esperar, então resolvemos retornar para Fortaleza embaixo do céu cinza e das trovoadas mesmo. Ainda bem que não fizemos parte do número 213 de óbitos registrados em acidentes ocorridos nas rodovias federais de todo o País, muito menos dos 4.165 acidentes registrados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Clique para ver os dados oficiais lançados sobre a operação carnaval 2011
 
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