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terça-feira, 21 de junho de 2011

Audição

O bloco N da Unifor mais uma vez será alvo do processo de audição do Grupo .COM de Teatro. Estive em 2008 fazendo a audição do Rent (Lembra?) e amanhã voltarei ao mesmo espaço como assessora e não mais como aspirante a uma vaga no elenco.

O projeto continua sendo um musical, mas, agora, remete ao conto do Mágico de Oz. Wicked foi o enredo escolhido para marcar o ano 2011 do .COM e já tem um grupo LOUCO para fazer parte do espetáculo.

Amanhã, das 17h30 às 21h, acontecem as audições. Quer participar? Então veja como no blog do .COM (http://teatropontocom.wordpress.com/2011/06/15/audicao-wicked/)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

domingo, 9 de janeiro de 2011

Longe de casa, a mais de um mês

Jantar de despedida no Macaroni Grill

Antes de viajar

Acordei pela manhã do dia 6 de janeiro de malas quase prontas, mas, antes de qualquer ansiedade em terminá-la, fui tomar o meu café da manhã de despedida: achocolatado com Doritos. Todas as vezes que ia ao supermercado resistia a tentação do saco ENORME deste chips. Pois bem, no penúltimo dia não hesitei. Por maior a vontade e a fome em comê-lo, o pacote não acabava. Graças à Deus não tive dor de barriga em pleno voo de 10h de volta para casa.

Depois de ficar lotada de tanta junk food, fui encarar as duas malas pré-prontas. Parecia um milagre caber tudo e ainda fazer com elas não pesassem mais de 32kg, mas aconteceu. Com a minha impecável arrumação (modéstias à parte - haha) e um terceiro item divido entre o meu tio e eu, conseguimos embarcar levando todo o nosso patrimônio que, como diz meu pai, ajudou a economia norte-americana.

A viagem


Quando cheguei ao avião, fiquei pensando se sentiria saudades ou não de Houston. Quando se aproxima a data do embarque, o meu corpo não se sente mais presente e já se transporta para outro lugar. Ou seja, na semana antes de voltar a Fortaleza, eu sentia mais saudades de meus pais, meu namorado, meus amigos, minhas irmãs e até do meu trabalho. Mas, certamente, sentirei saudades de ficar de guarda, às vezes, na janela, procurando esquilos. Ou então, do quanto eu tentava resistir aos preços baixos e aos trilhões de promoções dos Estados Unidos. Das viagens, da língua ainda que me acostumava, de assistir filmes sem legenda toda noite, da ideia de grandeza em todos os objetos do Texas, de tudo que ainda era muito novo para mim. Colocando o saudosismo de lado, foi muito bom viajar.

Depois de tanto pensar, fui dormir e tentar reduzir, psicologicamente, as 10h de voo em minutos. Eu quase consegui, dormi mais de cinco horas. Dormi na América do Norte e acordei quando sobrevoávamos Brasília. Após essa minha vitória, a ansiedade me tomou e não consegui mais nem cochilar direito, querendo chegar logo no Rio.


Nem no Rio, nem em Fortaleza

Novamente, entrei no limbo. Ou seja, nem podia abrir as malas para ficar no Rio, nem podia ir logo para o aeroporto, porque não era o dia do embarque para Fortaleza. O que fiz para relaxar? Dormi à tarde e fui à noite assistir Hair. O musical é ótimo, lembrei muito do Ícaro, pois sabia que ele gostaria muito de ter visto a estreia desse espetáculo. A história é a mesma da década de 1960 e a provocação para milhares de interpretação também.

A interação com o público também foi muito boa. Não costumo rir facilmente em peças, mas a maneira como eles contracenavam com quem estava na plateia foi bem engraçada.

Para variar, todos cantam muito bem e interpretam muito bem. Fiquei apenas preocupada foi com uma atriz que interpretava uma hippie grávida e que realmente estava grávida. Ela dançava, caia propositalmente e fazia várias coisas e eu só conseguia pensar em como estaria o filho dela.

Em casa

O voo atrasou em 1h, porém pareceu auxílio do destino. Precisava tirar alguns quilos da mala ou então o prejuízo seria ENORME. Tirei uma panela de 10kg e tudo pareceu que ia dar certo, até que deu mesmo. Quando fui ao aeroporto, pechinchei com a funcionária da companhia aérea e ela descontou um pouco o peso da minha mala, o que foi ótimo para o meu bolso. Entretanto, isso não mudou nada o peso de 27.5 kg em cada uma das duas malas que tive de tirar da esteira e levar até o meu namorado para depois ele fazer a gentileza de carregar.

Depois do peso e do meu pulso latejando de dor de novo, fui para casa e jantei em família, o qual teve a trilha sonora da banda Kid Abelha, que se apresentou ontem à noite no Parque do Cocó. O show foi bom, apesar da primeira banda, para variar, conseguir ter o seu som mais audível do que a banda principal.

Pois bem, cheguei em casa. Agora, retomar a rotina de trabalho e estudo.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Quinta-feira de loucuras

Duas aulas e um abandono não intencional na terceira. Estava cansada e um pouco estressada, entretanto, deixei-me conduzir por duas fotógrafas e fazer um ensaio que, nas suas quase duas horas, mudou de perspectivas várias vezes.

Blusa branca, maquiagem feita por mim e a vergonha ainda se manifestava no sorriso nervoso. Mas, depois, não ligava para os flashs fortes ou as loucas indicações de fotos. Assim, desliguei-me um pouco das irritações diárias e esfriei o meu ânimo.

Pouco depois, na cadeira do teatro, voltei ao primeiro semestre da faculdade, mais especificamente à aula de filosofia. Seis atores em cena, um diálogo de reflexões entrelaçado ao mito da caverna, de Platão, durante todos os 35 minutos de duração da peça.

Prestigiar minha amiga atriz e o diretor da peça, primeiramente, foi minha intenção primeira de estar presente ontem à noite. Mas o texto bem construído e a atuação com o roteiro dito em tom natural pelos os atores, fizeram-me satisfeita de não ter ido para casa mais cedo.

Com o teatro lotado em pleno dia de semana, A loucura da verdade estreou em duas noites. Foi um sucesso para fixar no currículo do Grupo de Teatro Arteiros em Cena e na memória de Fábio Pinheiro, diretor e roteirista.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Verdade Louca

O Teatro Celina Queiroz não se resume ao Projeto Grandes Espetáculos. O espaço também é palco para projetos do Mirante, grupo de teatro vinculado à Unifor, e para atores que querem ganhar nome no cenário de arte de Fortaleza. Semana que vem, nos dias 14 e 15 de abril, o espaço recebe o Grupo de Teatro Arteiros em Cena apresenta “A loucura da verdade”.

A peça foi dirigida e escrita por Fábio Pinheiro, aluno do curso de Belas Artes da Unifor. E, baseada no mito da caverna, de Platão, mostra a história de Matilda e suas três filhas, que vivem isoladas do mundo, atormentadas por seus pensamentos e desejos. Ela conta com seis atores em cena – Ana Carolina Sanford, Aretha Karen, Dickson Marinho, Janaina Amorim, Manoela Elias e Ninháh Oliveira -e marca a estreia da primeira montagem do Grupo, que já rendeu um vídeo teatro no ano passado.

Serviço

A loucura da verdade
Dias 14 e 15 de abril às 19h
Local: Teatro Celina Queiroz
Entrada Gratuita

Veja a matéria no Blog do Labjor

sábado, 27 de março de 2010

Deixa rolar

O anúncio de Corte Seco foi lançado com duas semanas de antecedência e, na mesma precaução, garanti a presença do Labjor na coletiva de sexta-feira. A hora marcada foi o primeiro estranhamento - 14h. O aperto de dez atores, uma diretora e muitos representantes da imprensa em um mesmo estúdio é a segunda observação. Mas o detalhe maior é que foi tudo um flash, principalmente com a nossa equipe.

Foram todos simpáticos, entretanto, as necessidades do ensaio marcado e da preparação do cenário os fizeram ser breves e aparentar grosseirismo. Eu compreendi, tanto que não resisti e garanti uma cadeira na frente do palco. Os três dias lotados, porém tinha tanta certeza de uma sessão extra, que eu esperei. E fiz bem.

Chego da peça, agora, três horas depois dela ter terminado e realmente é uma loucura. Como disse Thereza Piffer, as histórias encenadas no palco se assemelham com os diálogos dos estranhos que escutamos. Se pararmos no carro e atentarmos para as conversas dos carros ao lado, veremos várias vidas, momentos e ações. Tudo desconexo, mas com sentido se observarmos como um todo.

As cenas transcorrem entre o real e o imaginário. O primeiro é através do artifício dos nomes dos personagens serem os mesmos dos atores e o fato de usarem elementos do próprio cenário como uma peça do diálogo. Como quando o Eduardo Moscovis discute com Branca Messina: "como é que você pode falar, se não tem nenhuma cadeira?". O segundo é através da tradicional ficção dos fatos, mesmo estes sendo baseados em histórias verídicas.

O drama se faz presente. A comédia e a alta atenção também. Aos detalhes múltiplos das falas ditas ao mesmo tempo, das regras do jogo, da encenação que mistura roteiro com improviso, dos inúmeros gastos de fita adesiva, do bom talento comprovado na rapidez da atuação diante do inesperado, da reação do público e da própria emoção. Por isso dou os parabéns.

¹ Fotos por Camiℓa Oℓiveira

segunda-feira, 1 de março de 2010

Cadeira D16

Pessoas acompanhadas, sozinhas e alguns rostos repetidos, o teatro estava lotado e já estava na sua penúltima apresentação, sem esquecer das duas apresentações extras. Ontem, eu anotava tudo do ambiente, enquanto esperava começar uma peça que tudo levava a crer seguir o rumo do filme O Segredo de Brokeback Mountain. Bom, preconceito meu. Aonde está você agora mostra que realmente amigos podem dizer "eu te amo" sem soar estranho ou com duplo sentido.

Resumindo e relembrando notas passadas: Pedro (Marco Antônio Gimenez) e Gabriel (Thiago Martins) se conheceram aos oito anos e, por ironia de ter a mesma data de aniversário, cultivaram uma confiança e um amor fraterno, que nem mesmo a distância, as más influências, as diferenças sociais e o tempo puderam desfazê-los.

Uma mistura de humor e sensibilidade, a peça quis evidenciar a importância da amizade na vida de qualquer pessoa. Quando perdemos um familiar, passamos por uma surpresa, sofremos ou rimos, recorremos primeiro a um amigo. Isso é humano e natural. Deve ser por esse motivo que todos se identificam com essa temática. Não necessariamente a história nos faz rir ou se emocionar, mas a interpretação dos personagens nos faz lembrar de momentos íntimos, de saudades, de bons amigos de infância.

¹
Foto por Camiℓa Oℓiveira

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

- Eu vou escrever no quadro negro para vocês lembrarem

Qual é o princípio da História? Todo mundo que mandar em todo mundo. (Frase adaptada pelo o que gravei na memória do texto Apareceu a Margarida)
Teatro José de Alencar é sinal de qualidade, mesmo se do seu belíssimo espaço for-lhe aproveitado apenas o palco. Ontem, 26 de janeiro, assisti ao solo de Ricardo Guilherme de Apareceu a Margarida, texto escrito durante a ditadura militar, mais especificamente em 1974, por Roberto Athayde. Por comemoração aos seus 40 anos de palco, durante todas as terças desse mês, ele apresentou diferentes solos, homenageando cada um deles a pessoas que o influenciaram na sua trajetória artística. Iniciou com “Bravíssimo” e seguiu nas outras semanas com "Flor de Obsessão" (12/01), "Ramadãça" (19/01) e "Apareceu a Margarida" (26/01).

Encenando a personagem Dona Margarida há mais de 25 anos, Ricardo dá-se por inteiro a cada fala. Come papel, insinua leve nudez e projeta a voz sem aparentar medo de errar ou de perder o tom na melodia cantada. O texto tem uma adaptação com temas atuais, mas não perde a essência autoritária da professora primária que quer extrair disciplina de seus alunos. Pois, segundo Dona Margarida, a escola é o segundo lar e, assim como não escolhemos a nossa família e não pedimos para nascer, na sala de aula não se tem querer, é somente obedecer.

O TJA completa seu centenário de existência e terá 2010 inteiro para comemorar. Àqueles que não puderam conferir nenhuma apresentação de Ricardo Guilherme, ele estará em cena toda última terça-feira do mês, durante todo este ano, sempre às 19h. Então, programe-se e não perca. Alguns não param de rir, outros ficam indignados ou lembram de períodos escolares e há aqueles que apenas apreciam. Qual perfil você se aplicará?

O que significa o processo de divisão? Um quer ficar com mais do que o outro. (Frase adaptada pelo o que gravei na memória do texto Apareceu a Margarida)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Encotramos os perdidos



Nada de gatos pretos em minha sexta-feira treze. Devido ao interesse de abordar o curso de Belas Artes em dois produtos do Labjor, surgiu a idéia de aproveitar o lançamento da peça "Dois Perdidos Numa Noite Suja" e entrevistar os atores André Gonçalves e Freddy Ribeiro para saber mais sobre as sensações de estar no palco, o porquê de montar essa adaptação do original de Plínio Marcos, os planos futuros e os bastidores.

Em uma conversa descontraída, entrevistamos os dois aparentando estarmos num reencontro entre velhos conhecidos. Com relação a peça, a história conta o cotidiano de dois homens de classe baixa, Paco e Tonho, que trabalham num Mercado de peixe. Enquanto este deseja arranjar um emprego e mudar de vida, aquele é acomodado e debocha da ambição do amigo. Envolve questões críticas, conflitos de interesse e necessidade, além da questão: recompensa ultrapassar limites por causa de uma vontade de mudar de vida?

¹ Foto por Natália Guerra
² Foto por Camiℓa Oℓiveira

domingo, 2 de novembro de 2008

...

Foram sete meses de muita dedicação e, nestes três últimos dias, vemos nosso trabalho concretizado. Hoje, às 20h horas, faremos nosso última dia de apresentação do musical RENT - Não há um amanhã no teatro SESC, mas certamente não será o único projeto do nosso grupo de teatro .COM, temos muito a construir ainda, podem ter certeza disso.

Opinião pública:
.Cinema com rapadura
.Dos Rock
.Diário do nordeste
.Blog (comentário)
 
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