Jantar de despedida no Macaroni Grill Antes de viajarAcordei pela manhã do dia 6 de janeiro de malas quase prontas, mas, antes de qualquer ansiedade em terminá-la, fui tomar o meu café da manhã de despedida: achocolatado com Doritos. Todas as vezes que ia ao supermercado resistia a tentação do saco ENORME deste chips. Pois bem, no penúltimo dia não hesitei. Por maior a vontade e a fome em comê-lo, o pacote não acabava. Graças à Deus não tive dor de barriga em pleno voo de 10h de volta para casa.
Depois de ficar lotada de tanta junk food, fui encarar as duas malas pré-prontas. Parecia um milagre caber tudo e ainda fazer com elas não pesassem mais de 32kg, mas aconteceu. Com a minha impecável arrumação (modéstias à parte - haha) e um terceiro item divido entre o meu tio e eu, conseguimos embarcar levando todo o nosso patrimônio que, como diz meu pai, ajudou a economia norte-americana.
A viagemQuando cheguei ao avião, fiquei pensando se sentiria saudades ou não de Houston. Quando se aproxima a data do embarque, o meu corpo não se sente mais presente e já se transporta para outro lugar. Ou seja, na semana antes de voltar a Fortaleza, eu sentia mais saudades de meus pais, meu namorado, meus amigos, minhas irmãs e até do meu trabalho. Mas, certamente, sentirei saudades de ficar de guarda, às vezes, na janela, procurando esquilos. Ou então, do quanto eu tentava resistir aos preços baixos e aos trilhões de promoções dos Estados Unidos. Das viagens, da língua ainda que me acostumava, de assistir filmes sem legenda toda noite, da ideia de grandeza em todos os objetos do Texas, de tudo que ainda era muito novo para mim. Colocando o saudosismo de lado, foi muito bom viajar.
Depois de tanto pensar, fui dormir e tentar reduzir, psicologicamente, as 10h de voo em minutos. Eu quase consegui, dormi mais de cinco horas. Dormi na América do Norte e acordei quando sobrevoávamos Brasília. Após essa minha vitória, a ansiedade me tomou e não consegui mais nem cochilar direito, querendo chegar logo no Rio.

Nem no Rio, nem em Fortaleza
Novamente, entrei no limbo. Ou seja, nem podia abrir as malas para ficar no Rio, nem podia ir logo para o aeroporto, porque não era o dia do embarque para Fortaleza. O que fiz para relaxar? Dormi à tarde e fui à noite assistir
Hair. O musical é ótimo, lembrei muito do Ícaro, pois sabia que ele gostaria muito de ter visto a estreia desse espetáculo. A
história é a mesma da década de 1960 e a provocação para milhares de interpretação também.
A interação com o público também foi muito boa. Não costumo rir facilmente em peças, mas a maneira como eles contracenavam com quem estava na plateia foi bem engraçada.
Para variar, todos cantam muito bem e interpretam muito bem. Fiquei apenas preocupada foi com uma atriz que interpretava uma hippie grávida e que realmente estava grávida. Ela dançava, caia propositalmente e fazia várias coisas e eu só conseguia pensar em como estaria o filho dela.
Em casaO voo atrasou em 1h, porém pareceu auxílio do destino. Precisava tirar alguns quilos da mala ou então o prejuízo seria ENORME. Tirei uma panela de 10kg e tudo pareceu que ia dar certo, até que deu mesmo. Quando fui ao aeroporto, pechinchei com a funcionária da companhia aérea e ela descontou um pouco o peso da minha mala, o que foi ótimo para o meu bolso. Entretanto, isso não mudou nada o peso de 27.5 kg em cada uma das duas malas que tive de tirar da esteira e levar até o meu namorado para depois ele fazer a gentileza de carregar.
Depois do peso e do meu pulso latejando de dor de novo, fui para casa e jantei em família, o qual teve a trilha sonora da banda Kid Abelha, que se apresentou ontem à noite no Parque do Cocó. O show foi bom, apesar da primeira banda, para variar, conseguir ter o seu som mais audível do que a banda principal.
Pois bem, cheguei em casa. Agora, retomar a rotina de trabalho e estudo.