Com cinco ou quatro pneus, o rodízio é indicado para prolongar a vida do pneu e ainda garantir sua eficiência
A prática da troca de posição dos pneus no carro, conhecida como rodízio, é um recurso para estender a sua vida útil sem prejudicar a segurança do veículo ou a sua desenvoltura na pista.
A razão da maior durabilidade, segundo George Cruz, proprietário da MM Centro Automotiva, é decorrente da constante mudança do sentido de rotação do pneu a partir do rodízio. Ele compensa as diferenças de desgaste e permite uma melhor eficiência do pneu.
"Um pneu que dura 15 mil quilômetros, quando você faz o rodízio ele pode chegar até 40 mil quilômetros com o mesmo jogo de pneus, porque você vai mudando o sentido de rotação dele", acrescenta.
No entanto, não é somente com o rodízio que o proprietário consegue chegar essa margem. É preciso também fazer os serviços de alinhamento e balanceamento do veículo. "Um carro que não está alinhado, você pode perdê-lo com mil quilômetros", alerta.
Mesma fórmula
Independente do porte do veículo ou da tração, seja popular ou camioneta, há apenas duas opções de rodízio a serem feitas. Antes de realizar um deles é preciso estar atento ao sentido de rotação, quando este for indicado no pneu.
Caso tenha, a orientação é fazer o rodízio linear, o qual estabelece uma troca entre os pneus da lateral direta e o mesmo acontece no lado oposto. "Nesse tipo de pneu não se pode fazer no sentido cruzado de jeito nenhum. Caso faça, o pneu vai se desgastar 40% mais rápido e o carro vai fazer um barulho como se estivesse andando em uma estrada de piçarra", explica.
Quando não há esse sentido de rotação, o mais indicado é fazer o rodízio cruzado. Ou seja, o pneu dianteiro da direita inverte de posição com o traseiro da esquerda e o mesmo acontece com os outros dois pneus.
Essa maneira é a melhor, de acordo com George, porque faz com que as bandas de rodagem externas irem para o lado inverso, gerando um equilíbrio. O indicado, em circulação normal do veículo pelo perímetro urbano, é fazer essa rotação a cada cinco mil quilômetros rodados ou quando perceber o desgaste irregular do pneu.
Todavia, em consequência dos buracos e desníveis das vias, o indicado é baixar para três mil quilômetros. O rodízio deve ser feito até os quatro desgastarem.
Alguns a favor, outros contra
Há motorista que dispensa o rodízio devido a questões financeiras. Apesar do pneu durar mais com essa ação, no momento da troca a desvantagem é a necessidade de comprar novos quatro pneus.
Por isso, muito mantém a posição dos quatro e espera trocar dois jogos por vez, sendo o dianteiro primeiro, já que desgasta mais rápido. "Por incrível que pareça, se você não fizer o rodízio, você usa os dois da frente para um de trás", afirma.
Nesse caso, o indicado é, na hora da compra, colocar os dois pneus novos atrás e os já usados deslocar da traseira para a posição dianteira. "Qualquer carro, eu afirmo, a aderência mais importante é na traseira, seja picape ou carro pequeno, com tração dianteira ou traseira. Tem muita gente que se engana pensando que o pneu bom tem de estar na frente, mas deve ficar atrás", pontua George.
5º pneu
Para garantir que o estepe não vai ficar esquecido e mofando no porta-malas do automóvel, algumas lojas recomendam a sua inclusão no rodízio.
Segundo a orientação da revendedora da Goodyear, com os cinco pneus girando, o estepe deve ir para um dos lados da dianteira e um dos pneus de trás ocupa o seu antigo lugar como sobressalente.
Como hipótese, o estepe vai para o lado da direita da frente. O que estava nessa posição vai para a traseira do lado esquerdo, deixando um pneu livre que vai ser guardado no porta-malas. Os outros dois pneus que sobraram: o dianteiro da ponta esquerda e o traseiro do lado direito são trocados entre si.
Apesar de haver quem recomende, alguns profissionais do segmento não recomenda usar o estepe no rodízio, pelo fato dele desgastar e, se por acaso, precisar dele em uma situação de emergência, ele estará mais velho. É o que pensa George. "Você vai ficar sempre com o pneu mais novo do que os outros no rodízio. Eu aconselho até não incluir nesse sistema, só usá-lo quando fizer a primeira troca do jogo de pneus e colocar um novo como estepe", justifica.
Sozinho ou terceirizado
Se trocar um pneu sozinho é, por vezes, um pouco complicado e trabalhoso, imagina os quatro em uma única vez? E sem o estepe, a situação seria mais complicada para inverter a posição dos pneus em ativa.
Por isso, nesse caso, recorrer a um centro automotivo compensa o preço pago e o tempo economizado. O valor, em média, do serviço é R$ 15,00. "Porque mais do que isso é exploração, mas menos já não é atraente financeiramente para o dono", confessa.
Todavia, o que levaria horas para ser feito é realizado em cerca de oito minutos. Então, para alguns, vale cada centavo. Afinal, eles têm todo um maquinário a favor da agilidade na troca dos quatro pneus.
Vida longa ao pneu
Excetuando a troca entre os pneus, os donos de veículos podem adotar outras práticas para estender a vida útil, como evitar os buracos e obstáculos, já que os impactos e atritos podem causar danos.
Além disso, é preciso estar atento aos indicadores de desgaste sinalizado por um triângulo ou pelas letras TWI. Eles apontam para as marcas de relevo na base dos sulcos, elas indicam que o pneu atingiu o nível máximo de desgaste de 1,6 mm de profundidade na banda de rodagem.
DURABILIDADE
Além do rodízio, outros hábitos do motorista podem interferir na durabilidade dos pneus , confira:
Alta velocidade: provoca um superaquecimento dos pneus, acelerando o desgaste da banda de rodagem. Nas curvas, força o arrasto dos pneus e origina um desgaste maior na área do ombro
Raspar no meio-fio: o atrito violento entre o costado do pneu (área de flexionamento e a mais delgada da estrutura) e o meio-fio pode provocar separações e cavidades (arrancamentos) na área
Freadas bruscas: essa prática, como também as arrancadas, favorece o aparecimento de um desgaste irregular e acelerado da banda de rodagem do pneu
Desníveis: subir ou descer das guias de calçada, em acostamentos ou outros desníveis com severidade pode causar cortes e outras deformidades da banda de rodagem e quebras nos cordonéis de carcaça, resultando em separações e até efeitos mais graves, como estouros
A prática da troca de posição dos pneus no carro, conhecida como rodízio, é um recurso para estender a sua vida útil sem prejudicar a segurança do veículo ou a sua desenvoltura na pista.
A razão da maior durabilidade, segundo George Cruz, proprietário da MM Centro Automotiva, é decorrente da constante mudança do sentido de rotação do pneu a partir do rodízio. Ele compensa as diferenças de desgaste e permite uma melhor eficiência do pneu.
"Um pneu que dura 15 mil quilômetros, quando você faz o rodízio ele pode chegar até 40 mil quilômetros com o mesmo jogo de pneus, porque você vai mudando o sentido de rotação dele", acrescenta.
No entanto, não é somente com o rodízio que o proprietário consegue chegar essa margem. É preciso também fazer os serviços de alinhamento e balanceamento do veículo. "Um carro que não está alinhado, você pode perdê-lo com mil quilômetros", alerta.
Mesma fórmula
Independente do porte do veículo ou da tração, seja popular ou camioneta, há apenas duas opções de rodízio a serem feitas. Antes de realizar um deles é preciso estar atento ao sentido de rotação, quando este for indicado no pneu.
Caso tenha, a orientação é fazer o rodízio linear, o qual estabelece uma troca entre os pneus da lateral direta e o mesmo acontece no lado oposto. "Nesse tipo de pneu não se pode fazer no sentido cruzado de jeito nenhum. Caso faça, o pneu vai se desgastar 40% mais rápido e o carro vai fazer um barulho como se estivesse andando em uma estrada de piçarra", explica.
Quando não há esse sentido de rotação, o mais indicado é fazer o rodízio cruzado. Ou seja, o pneu dianteiro da direita inverte de posição com o traseiro da esquerda e o mesmo acontece com os outros dois pneus.
Essa maneira é a melhor, de acordo com George, porque faz com que as bandas de rodagem externas irem para o lado inverso, gerando um equilíbrio. O indicado, em circulação normal do veículo pelo perímetro urbano, é fazer essa rotação a cada cinco mil quilômetros rodados ou quando perceber o desgaste irregular do pneu.
Todavia, em consequência dos buracos e desníveis das vias, o indicado é baixar para três mil quilômetros. O rodízio deve ser feito até os quatro desgastarem.
Alguns a favor, outros contra
Há motorista que dispensa o rodízio devido a questões financeiras. Apesar do pneu durar mais com essa ação, no momento da troca a desvantagem é a necessidade de comprar novos quatro pneus.
Por isso, muito mantém a posição dos quatro e espera trocar dois jogos por vez, sendo o dianteiro primeiro, já que desgasta mais rápido. "Por incrível que pareça, se você não fizer o rodízio, você usa os dois da frente para um de trás", afirma.
Nesse caso, o indicado é, na hora da compra, colocar os dois pneus novos atrás e os já usados deslocar da traseira para a posição dianteira. "Qualquer carro, eu afirmo, a aderência mais importante é na traseira, seja picape ou carro pequeno, com tração dianteira ou traseira. Tem muita gente que se engana pensando que o pneu bom tem de estar na frente, mas deve ficar atrás", pontua George.
5º pneu
Para garantir que o estepe não vai ficar esquecido e mofando no porta-malas do automóvel, algumas lojas recomendam a sua inclusão no rodízio.
Segundo a orientação da revendedora da Goodyear, com os cinco pneus girando, o estepe deve ir para um dos lados da dianteira e um dos pneus de trás ocupa o seu antigo lugar como sobressalente.
Como hipótese, o estepe vai para o lado da direita da frente. O que estava nessa posição vai para a traseira do lado esquerdo, deixando um pneu livre que vai ser guardado no porta-malas. Os outros dois pneus que sobraram: o dianteiro da ponta esquerda e o traseiro do lado direito são trocados entre si.
Apesar de haver quem recomende, alguns profissionais do segmento não recomenda usar o estepe no rodízio, pelo fato dele desgastar e, se por acaso, precisar dele em uma situação de emergência, ele estará mais velho. É o que pensa George. "Você vai ficar sempre com o pneu mais novo do que os outros no rodízio. Eu aconselho até não incluir nesse sistema, só usá-lo quando fizer a primeira troca do jogo de pneus e colocar um novo como estepe", justifica.
Sozinho ou terceirizado
Se trocar um pneu sozinho é, por vezes, um pouco complicado e trabalhoso, imagina os quatro em uma única vez? E sem o estepe, a situação seria mais complicada para inverter a posição dos pneus em ativa.
Por isso, nesse caso, recorrer a um centro automotivo compensa o preço pago e o tempo economizado. O valor, em média, do serviço é R$ 15,00. "Porque mais do que isso é exploração, mas menos já não é atraente financeiramente para o dono", confessa.
Todavia, o que levaria horas para ser feito é realizado em cerca de oito minutos. Então, para alguns, vale cada centavo. Afinal, eles têm todo um maquinário a favor da agilidade na troca dos quatro pneus.
Vida longa ao pneu
Excetuando a troca entre os pneus, os donos de veículos podem adotar outras práticas para estender a vida útil, como evitar os buracos e obstáculos, já que os impactos e atritos podem causar danos.
Além disso, é preciso estar atento aos indicadores de desgaste sinalizado por um triângulo ou pelas letras TWI. Eles apontam para as marcas de relevo na base dos sulcos, elas indicam que o pneu atingiu o nível máximo de desgaste de 1,6 mm de profundidade na banda de rodagem.
DURABILIDADE
Além do rodízio, outros hábitos do motorista podem interferir na durabilidade dos pneus , confira:
Alta velocidade: provoca um superaquecimento dos pneus, acelerando o desgaste da banda de rodagem. Nas curvas, força o arrasto dos pneus e origina um desgaste maior na área do ombro
Raspar no meio-fio: o atrito violento entre o costado do pneu (área de flexionamento e a mais delgada da estrutura) e o meio-fio pode provocar separações e cavidades (arrancamentos) na área
Freadas bruscas: essa prática, como também as arrancadas, favorece o aparecimento de um desgaste irregular e acelerado da banda de rodagem do pneu
Desníveis: subir ou descer das guias de calçada, em acostamentos ou outros desníveis com severidade pode causar cortes e outras deformidades da banda de rodagem e quebras nos cordonéis de carcaça, resultando em separações e até efeitos mais graves, como estouros






















