quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Rodas nas dunas [✍]

Não há uma rotina. Todo dia é uma experiência nova, uma informação nova. Esse é o lado positivo de ser jornalista: poder estar em lugares, com pessoas e em situações que jamais estaria se não fosse dessa área. Pois bem, uma dessas vezes rendeu fotos muito legais para guardar para posteridade, além de ficar na memória. Compartilhei os fatos via televisão e jornal, agora resolvi partilhar um pouco das fotos no meu blog. Para contextualizar, participei do Polaris Experience Day, realizado nas dunas de Aquiraz. Em uma das paradas para troca de motorista, eu desci para usar um dos banheiros em uma casa perto do nosso "estacionamento" e acabei cortando o tornozelo em um arame farpado esticado entre duas varas sem nenhum motivo pelos moradores, que não avisaram a mim a existência dele.


Mais para o fim do passeio, um pequeno incidente ainda aconteceu. Entre um dos movimentos nas dunas, o UTV em que eu estava como passageira acabou virando de lado. Apesar do susto, não houve nada, só um mínimo arranhão e roxo na perna. O produto mostrou sua segurança em termo de proteção, graças ao santo antonio. O test-drive acabou ficando mais completo por essa comprovação. 

Para finalizar o percurso, achei melhor aproveitar o convite de um dos pilotos de quadriciclo, assim pude sentir como é uma aventura nas dunas em cima de um ATV. Antes de partir para o almoço, ainda fiz uma das metas de vida: plantei um das dez mudas separadas como ação social do evento.

Tirando os dois pequenos acidentes, foi ótimo sentir o espírito de liberdade que esses veículos promovem. Mas, lembrem-se sempre de buscar orientações de especialistas, ter todos os equipamentos de proteção - como o capacete - e buscar informações sobre os locais autorizados para a sua circulação. 

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Dose de liberdade nas dunas do Ceará

Confira as impressões e os bastidores do Polaris Experience Day, evento para acelerar UTVs e quadriciclos da marca

Fortaleza foi a 11º cidade a receber o Polaris Experience Day. As dunas de Aquiraz serviram de cenário e palco para que 43 veículos e cerca de sessenta pessoas aproveitassem ao máximo, com equipe de apoio para evitar acidentes, do UTV e ATV (quadriciclo) da marca. Ao todo foram oitenta quilômetros de percurso para dar o máximo de tempo e experiência aos donos desses veículos da cidade. Ao todo, quatorze cidades receberam o evento. A última sede será Campo Grande, que fecha no dia 8 de novembro. 

Na prática

Para quem já andou com um carro automático, não tem mistério. E para quem já fez trilha off road, então, a estreia em um UTV fica bem mais fácil. O segredo é descobrir a intensidade certa da pisada no acelerador, depois disso fica bem fácil controlar o veículo. Outra diferença, é a sensação de segurança.

Em um carro, o motorista pode passar perto de um galho de árvore, pode levantar muita poeira e atravessar uma poça de lama com velocidade sem grandes preocupações. Nesse veículo, o contato com a natureza está em nível alto. Não há para-brisa ou janelas, por isso é melhor ficar um pouco longe ou passar devagar nos galhos para não machucar o braço. Se não tiver uma proteção para os olhos, a areia e poeira carregada pelo vento pode atrapalhar a dirigibilidade. Já para quem não quer se sujar tanto, apesar desse ser o menor dos problemas, é melhor passar pelos trechos com lama em baixa velocidade, embora seja impossível terminar com roupas limpas em uma trilha com UTV.

Andar nesse modelo, é um misto de sensações. É como estar em um conforto de um jipe com a sensação de liberdade de um quadriciclo. É como estar em um bugue mais compacto. No entanto, antes de enfrentar as dunas sem nenhuma experiência, não enfrente.

Principalmente quando há paredões de areias, é preciso ter conhecimento do veículo para ver se está nas condições adequadas - como a checagem das libras do pneu -, saber conduzir e subir no embalo e na velocidade adequada e, se tudo isso não der certo, ter a frieza e a experiência para sair da situação de veículo inclinado sem risco do capotamento.

"Se você se dedicar por dois bons meses, andando todo final de semana, uns 650km, evoluindo isso, sendo acompanhada por alguém com nível superior, eu acredito que você consiga fazer algo mais radical", aconselha Nuno Fojo, gerente de produto da Polaris e primeiro campeão brasileiro de UTV. 

Salva pelo Santo Antonio

Dentre todos os testes, tive a oportunidade e a infelicidade de testar a segurança. Em um dos momentos em que estava como passageira, o veículo virou para o lado em uma manobra na duna. Por estar de capacete, cinto de segurança e ainda estar segurando firme em um apoio de braço no interior do UTV, não tive lesão alguma. O Santo Antonio cumpriu seu papel de gaiola e protegeu completamente os dois ocupantes, a única consequência foi ter um choque entre os dois capacetes - dando um pouco de dor de cabeça - e um "roxo" na perna. Nada mais.

Depois de eu ser retirada do interior, como também o motorista, pelo grupo de apoio que acompanhava o comboio, o veículo foi desvirado, o motor ligado e ele já estava pronto para seguir caminho, como se nada tivesse ocorrido. O único porém foi o teto - o qual foi retirado para o salvamento -, que retornou ao local de origem de forma improvisada, com cintas para fixar. Para continuar o percurso, resolvi trocar de veículo e seguir na garupa de um quadriciclo, com direito a encosto nas costas para maior conforto.

Quanto a adrenalina promovida da queda, essa não conseguiu baixar até o fim do passeio. Com um profissional no comando, o medo não era virar nas dunas e, sim, ser acertada por algum galho de árvore no meio da trilha, única parte negativa do contato mais acentuado com a natureza do que em um UTV. Durante um parada e outra, algumas dicas para levar o quadriciclo, algumas muito parecidas com a de motocicleta, como a posição do corpo em um curva acentuada.

Ao final do passeio, chegou a hora da parte social do evento. Dez mudas de árvores foram plantadas no Parque Engenhoca, local de saída e chegada da trilha. Essa mesma quantidade de plantação é repetida em cada cidade visitada. 

Mercado

Ambos os modelos, UTV e quadriciclos, podem ser encontradas na revendedora Trilha Polaris, a qual já tem um ano de existência no mercado de Fortaleza. Atualmente, encontra-se no antigo endereço da concessionária Trilha Troller (R. Pessoa Anta, 26), próximo ao Dragão do Mar. No entanto, a previsão é mudar no próximo ano de localidade.

No quesito preço, o quadriciclo é a partir de 26.990. Já o UTV, é a partir de R$ 49.990, como o dirigido por mim no test-drive (confira a ficha técnica dele no quadro). A média de vendas desses veículos é de seis a oito unidades por mês. A quem desejar, a maioria dos modelos tem para pronta-entrega. A garantia é de 6 meses.

A todo vapor

Amanhã começa a 28ª edição do Salão de São Paulo, confira alguns dos 500 modelos que estarão em exposição nos onze dias no Pavilhão do Anhembi

A contagem regressiva enfim acabou. Amanhã é o primeiro dia da 28ª edição do Salão Internacional de Automóvel de São Paulo e segue aberto ao público até o dia 9 de novembro.

Para este Salão haverá 84 expositores, 41 marcas, 150 lançamentos e 500 modelos de veículos expostos. A grande novidade são os tes-drives, que serão implementados pela primeira vez durante os 11 dias de evento. A expectativa é receber 750 mil visitantes e movimentar R$ 280 milhões em São Paulo este ano. 

Prévias

Entre os destaques está o esportivo WRX e WRX STI da Subaru, os quais trazem mudanças das rodas ao motor. O primeiro, por exemplo, agora é movido por um Boxer 2.0 litros turbo de 268cv a 5600 rpm e 37kgfm na faixa entre 2000 e 5200rpm.

Tem ainda duas novas opções de transmissões: automática de oito velocidades (com opção de trocas manuais) e manual de seis velocidades. Para acrescentar, tem rodas de 17" novas e a entrada de ar no capô foi reposicionada para dar mais visibilidade aos ocupantes.

As dimensões foram modificadas também. O entre-eixos é 22mm maior, o para-brisa é mais inclinado, o espaço para pernas no banco traseiro cresceu 5cm, o teto sola abre uma polegada a mais e o porta-malas aumentou para 340 litros. Na segurança, um airbag para os joelho somou-se aos dianteiros, de cortinas e laterais já existentes.

Para o WRX STI, há um novo chassi, suspensões mais firmes e leves modificações nas dimensões, como a parte inferior da coluna A foi estendida 20cm a frente. As rodas forjadas de 18" também são novidades. O grande aerofólio, marca registrada do modelo, permanece garantindo a sua função aerodinâmica. O motor é um Boxer turbo 2.5 litros de 305cv a 6000rpm e 40kgfm a 4000rpm.

Apesar de revelado agora, a chegada de ambas versões ao mercado será no fim do primeiro semestre de 2015. A expectativa é vender 500 unidades por ano, sendo 400 do WRX e 100 do STI. 

Estande cheio

A Volkswagen revelou seis novidades que estarão no seu espaço, mas deixou algumas surpresas para os visitantes. Uma das principais estrelas é o Jetta, próximo modelo a ser produzido no Brasil. Será na fábrica Anchieta (SP) no primeiro semestre do próximo ano. Ele será apresentado no Salão com visual novo para dianteira e traseira. O motor será 2.0 TSI de 211cv e transmissão automática.

O Novo Fox estará apimentado, sendo exposto como um carro-conceito Pepper. O motor é 1.6 litros de até 10cv, câmbio manual de seis marchas, aceleração de 9,8s e máxima de 189hm/h. Visualmente, ele é vermelho com o teto preto. As rodas são de liga leve 15" pretas nas hastes internas e diamantadas no exterior.

Serão expostos ainda a Amarok na versão Dark Label, Saveiro Surf, Novo Space Cross e SpaceFox, Novo Touareg R-Line, entre outros. 

Interatividade

Em 2.750m² de espaço, a Ford pretende atrair visitantes pelos recursos tecnológicos. Eles poderão dirigir um Novo Ka de forma interativa e conhecer os seus equipamentos de segurança. Haverá também uma estação de conectividade que permitirá conhecer o recurso SYNC AppLink, o qual permite acessar aplicativos do celular por meio de comandos de voz. Totalizando são 29 carros, entre eles novo Mustang, o Novo Ka, o Novo Ka+, o Fusion 2015, um conceito do Edge e carros-show do EcoSport.

Muito mais

Pela Citroën estarão Novo C4 Picasso, Citroën Cactus, DS 6, DS 3 Full Led, DS3 Cabrio Racing e DS5 Faubourg Addict. A Nissan confirmou a presença do esportivo GT-R. Dentre as características, cada propulsor V6 3.8 biturbo recebe uma placa personalizada com o nome do engenheiro que foi responsável por sua produção.

A Chevrolet leva a sétima geração do Corvette Stingray, que chega à linha 2015 com novas tecnologias, como um sistema que grava em áudio e vídeo tudo o que acontece com o veículo. Já a Geely, é sua estreia no Salão. Ela levará onze carros dos modelos EC7, sedã e hatch; o compacto GC2, GX2 (cross do compacto), o SUV EX7 e o conceito, já na versão híbrida, da futura geração de modelos da marca.

domingo, 26 de outubro de 2014

Guia Automotivo #NaTV [33]

Você sabia que, além do nosso canal no You Tube, é possível acompanhar o programa também no site da TV Diário. É mais uma opção para ficar ligadinho em todas as edições do Guia Automotivo. No último sábado, depois de todos os carros de sua plataforma terem sidos apresentados com suas reestilizações, agora é a vez da Honda apresentar o retorno do esportivo do Civic. Além de todos os detalhes desse modelo, veja o lançamento da Lifan: o sedan 530, que será uma das novidades da marca no Salão de São Paulo. Ah! Como prometido, continuo no Sindicato dos Taxistas para saber quais são os queridinhos da praça.





quarta-feira, 22 de outubro de 2014

De volta às pistas

Depois de um hiato de quase quatro anos longe do mercado brasileiro, Honda aposta no retorno do Civic Si

A Honda resgata o espírito esportivo para casa e traz de volta o sobrenome "Si" à linha Civic. Esse retorno às raízes mais agressivas faz parte também de outro regresso, o da marca às pistas de Fórmula 1. A partir do próximo ano, a japonesa será a fornecedora de motores da McLaren.

Voltando ao lançamento, do Civic, o Si parece aproveitar apenas o nome. Apesar da plataforma ser igual, da motorização ao design, nada ele lembra ao companheiro de da família. Aliás, a decisão de passar de sedan para coupé também deu-se para fazer uma diferenciação maior entre eles e, ainda, dar um toque a mais de esportividade.

A categoria não foi o único quesito modificado na comparação com o modelo instalado no Brasil em 2007, quando iniciou sua produção no País. O motor também está com mais torque e potência, são 5kgf.M e 14cv a mais, respectivamente. Anteriormente era um 2.0 litros, agora é um 2.4 com 206cv a 7.000rpm e 23,9 kgf.M a 4.400rpm. Ele continua movido apenas a gasolina e com câmbio manual. Na lista de mudanças, adicione também um entre-eixos mais curto e uma suspensão reformulada.

Especificando suas medidas, o entre-eixos diminuiu 80mm, foi de 2.700mm para 2.620mm. Já o comprimento tem 61mm a mais, agora com 4.550mm. Na altura, ele ficou um pouco mais baixinho, 35mm a menos, assumindo agora 1.415mm. Quanto a largura, ficou praticamente igual, um diferença mínima de 03mm, tendo 1.755mm.

Indo ao quesito design, para acentuar a esportividade, as rodas são aro 18 de liga leve diamantadas, o conjunto óptico possui lentes de policarbonato, faróis auxiliares posicionados nas entradas de ar das laterais e, na traseira, a ponteira do escapamento é cromada.

O aerofólio permanece, mas aparenta estar mais robusto, amplo e destacado. Já no interior, há o teto solar elétrico, a manopla e o volante são revestidas em couro e os pedais são em alumínio.

Agressivo e macio

Ele é feroz na pista, porém seu apelo esportivo nada diminui o conforto proporcionado ao dirigi-lo, a começar elo banco do motorista com regulagem de altura e ainda coluna de direção ajustável em altura e profundidade.

Apesar de nascido para pista e ser um desperdício de potência se usado no trânsito de cada dia, o conforto em sua direção com assistência elétrica progressiva é um plus.

Para dar mais segurança na dirigibilidade, ele conta com o sistema VSA (Vehicle Stability Assist), o qual auxilia no controle de estabilidade. Ele detecta falhas de aderência e possível perda de trajetória, depois corrige freando e liberando na intensidade exata para a roda afetada, para que o carro retorne à direção correta, além de atuar no sistema de injeção/ignição eletrônica se preciso.

Quanto ao espaço, se para o condutor e passageiro dianteiro o conforto é alto, atrás não é tanto assim.Uma distância mínima no limite entre as joelhos dos passageiros traseiros e o banco da frente só é perdoável porque a sua proposta é de ser um esportivo para acelerar nos fins de semana, nada de carro para família.

Chegada

O anúncio antecipado foi somente para gerar expectativas. De fato só chega às concessionárias simultaneamente com o início do Salão de São Paulo, que começa dia 30 deste mês, onde o Civic Si será uma das estrelas do estande.

Para este ano, apenas cem unidades serão importadas do Canadá ao Brasil. Esse número é menor do que o de redes autorizadas, que já contabilizam 214. Por isso, a preferência é disponibilizar os carros àquelas concessionárias com históricos de vendas do modelo anterior. Fortaleza, inclusive, será uma das cidades que irá receber, cogitam até mais de um volume. O início das vendas será trabalhado simultaneamente com o começo do Salão do Automóvel de São Paulo. Para 2015 ainda não há previsão de volume de vendas.

O preço independe da tonalidades da carroceria, mantendo-se R$119.900. As cores são preto, branco, laranja e vermelho. No interior não há variação, permanecendo o tecido dos bancos na combinação de preto e vermelho, além do painel com componentes com aspecto de fibra de carbono e instrumentos com iluminação vermelha. Para incrementar, há nove opções de acessórios internos e sete externos.

domingo, 19 de outubro de 2014

Guia Automotivo #NaTV [32]

Neste sábado, confira a minha experiência e dicas de como melhor aproveitar uma aventura pilotando um UTV. Além disso, trouxe dois viajantes ao Guia Automotivo para compartilhar um pouco das curiosidades vistas durante suas viagens de carros e outras experiências a mais. Ah! E o programa vai responder a seguinte dúvida: ainda compensa fazer a conversão do veículo para GNV. Bem, confira as matérias abaixo ou veja a reprise nesta quarta-feira, às 1h30, na TV Diário.




quarta-feira, 15 de outubro de 2014

História do Troller: o criador e a criatura

Conheça um pouco da trajetória de Rogério Farias até chegar à criação do genuíno jipe com raízes cearenses

Há carros que ultrapassam a dimensão de ser meio de transporte e viram adjetivo. O Troller, fruto de nossa terra cearense, é um desses veículos que dão nomes a grupos amantes do mundo automotivo.

Tanto aqui no Ceará, como em outras partes do Brasil, há quem expresse com orgulho: sou trolleiro. No entanto, hoje não vim falar das suas mudanças apresentadas este ano ou do seu mercado. Por trás de toda essa bravura da carroceria, há muita história. E por que não começar resgatando algumas lembranças do seu criador, de Nova Russas, Rogério Farias?

Com a simplicidade que carrega na fala e nos gestos, Rogério relembra que seu passado não foi nas quatro rodas. Com menos de vinte anos, o seu primeiro projeto foi com barcos. A ideia foi bem sucedida e rendeu a venda de várias unidades. No entanto, foi pelo acaso que saiu desse ramo para o de veículos.

Rebocando os barcos com o seu bugue, tinha dificuldade em atravessar trechos com água. Da necessidade, resolveu fazer um modelo para uso pessoal: um bugue anfíbio. Motor, caixa de marcha e suspensão eram fixados diretamente na carroceria e, ao se deslocar na água, a propulsão era feita através de uma tomada de força acoplada no próprio motor do carro com acionamento eletromagnético.

Inicialmente, era para ser somente o seu carro particular. Mas, os amigos viram e foram pedindo um igual. E, nessa oportunidade, viu um novo mercado, uma nova área para atuar. Foram fabricadas sete unidades deste veículo em um período de aproximadamente dois anos.

Em seguida, houve o Duna's, totalmente derivado do anfíbio. Ele foi produzido e comercializado em um curto espaço de tempo, cerca de 180 unidades.

Posteriormente, deu continuidade com um outro projeto, algo parecido, mas com estrutura mais leve: o Fyber 2000. Com ele, foram fabricados 12 mil unidades em um intervalo de quatorze anos.

Do bugue ao jipe

Rogério certamente não deve ser sinônimo de estagnação. Mesmo com o sucesso dos bugues, decide levar outro projeto adiante, algo com tração 4x4 para enfrentar as dunas e o alto índice de salinidade das praias do Nordeste. Por isso, em 1994, ele sai de sua antiga fábrica Fyber, na qual trabalhava ao lado de seu irmão, e inicia a concepção do Troller.

Em menos de um ano, o modelo foi concluído e, sob sua supervisão, foi iniciada a fabricação de três a quatro carros por mês.

Da ideia até a finalização, como ele diz, reuniu o melhor de muitos carros e aperfeiçoou com dicas, feedbacks e comentários de seus amigos para montar o que achava o melhor resultado. "Até mesmo do vigia eu recebia orientações", ressalta. Só não mudou o item conforto. "Eu fiz duro porque não podia ser mole, não podia ser muito confortável. Não era para ser urbano, era para andar na lama, para quanto pior o obstáculo, melhor para ele", brinca Rogério.

Enquanto na Troller, contribuiu ainda na criação do próprio eixo diferencial dianteiro e traseiro que fazem parte até hoje da estrutura do carro. Foram quatro meses de dedicação. "Quando você gosta, não há obstáculos", ressalta Rogério. Ao final, montou dois carros: um ficou com ele e outro com o amigo. "Depois chegou a um ponto que todos queriam o Troller já com novo diferencial", lembra.
 
Para adiante

Rogério saiu da empresa Troller em 2002. No momento, está no segmento de elevadores. Mas, como nunca para, a mente já está fervilhando em outros projetos. Aos 64 anos, é formado em administração de empresas: a sua insistência foi de engenharia mecânica, mas o seu dom é inventar.

Independente da área, sempre há uma nova proposta para melhorá-la. Não precisa de papel para registrar a criatividade que transborda nele. "Está tudo aqui", aponta à cabeça. Então, é aguardar e ver o que ele reserva para o futuro.

Passa tão rápido [☑]

Enquanto vivemos, parece até que nós não mudamos muito. Mas, depois de um tempinho, é só olhar para as fotos antigas para perceber que o cabelo cresceu mais rápido do que imaginávamos; que engordamos ou emagrecemos um pouquinho e nem tínhamos notado; que você fez vários amigos e faz tempo que não vê aqueles antigos de infância ou da faculdade. Às vezes, é preciso um familiar mais distante ou conhecido do passado esbarrar com você no meio da rua para cair a ficha que realmente você mudou, já não é a mesma que você sentia ser; você tem agora novos planos, novos sonhos. Tudo passa muito rápido. Se é na forma 4G, aí é outra história. Adorei o comercial!


domingo, 12 de outubro de 2014

Guia Automotivo #NaTV [31]

A linha 2015 com suas nove versões foram apresentadas e lançadas na concessionária local de Fortaleza e o Guia Automotivo foi conferir quais são as novidades trazidas pela Toyota. O programa também trouxe um pouco da bodas de ouro do Puma no Brasil e das ações sociais promovidas por eventos ou clubes ligados ao mundo automotivo. Isso e mais você vê na íntegra nos vídeos abaixo e também na reprise que acontece de quarta para quinta-feira às 1h30 na TV Diário.




quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Chevette ainda conquista novos fãs de carteira

Conheça um pouco da história do Clube de Chevetteiros do Ceará, que se reúne há oito anos por amor ao carro

 A lagoa da Parangaba é cenário de todos os encontros mensais dos Chevetteiros. A tarde do último domingo do mês é sagrado aos mais de sessenta participantes do clube. Bem pertinho, logo ao lado do Ginásio Poliesportivo do bairro, em torno de vinte a trinta carros estacionam a céu aberto para serem vistos e apreciados por quem lá passa. Em cada reunião, o objetivo é fazer e encontrar amizades. Além disso, a boa e velha troca de informação, sempre de costume com quem gosta de antigomobilismo, também acontece.

Quanto à história do Clube de Chevetteiros do Ceará, tudo começou da reunião entre dois amigos em um posto de combustível para falar de Chevette.

Com a frequência dos encontros e com mais amigos agregados, já são oito anos completados de formação de Clube e sessenta e três integrantes.

Desde 2008, quem coordena e toma a frente da presidência do clube é Gilvan Madeira. "Eu gosto muito disso. Chevette é minha história, é minha praia", confessa orgulhoso.

Ano ativo

Além dos encontros, a cada três meses é marcado um evento no calendário do grupo. A primeira ação do ano acontece em março, por ser celebrado o aniversário do Clube. Os integrantes vão a e voltam de Canindé. "A gente faz entrega de mantimentos, água e roupa. Depois a gente faz uma visita ao jardim zoológico. Desse passeio a gente almoça, descansa, conversa, bate um papo, e retorna para Fortaleza no mesmo dia", explica João Roberto Venâncio, organizador do Clube dos eventos.

Outra ação feita é no Dia das Crianças, que será no domingo (12). Este será o quarto ano em que eles irão marcar presença na Comunidade Carrapicho, no município de Caucaia. "A gente compra bolinhas, doces, picolés, chilitos e outras coisas mais e faz esse evento. É uma comunidade carente e a gente leva brinquedos, pula-pula e vários artefatos para as crianças", pontua.

Uma novidade no calendário são os passeios fora do Estado. Este ano fizeram a primeira viagem, o destino foi João Pessoa (PB). Na ocasião, os integrantes dos Chevetteiros do Ceará juntaram-se com os da Paraíba para um grande encontro. Foram dois dias de estrada e dois no local.

A próxima viagem já tem local determinado, será em Natal (RN). O objetivo é fazer uma reunião com os amigos feitos na Paraíba e convidar os do Rio Grande do Norte a participar do evento.

Amor por acaso

João Roberto, além de organizador dos eventos realizados pelo Clube, ainda é músico e amante do Chevette. Há quase quatro anos membro no grupo, o seu Chevette é um L1993, último modelo fabricado pela Chevrolet. Ele foi encontrado e também comprado por acaso. Quando viu, foi amor a primeira vista.

Depois da aquisição, não esperou muito tempo para associar-se ao Clube, dica recebida pelo antigo dono do veículo. A motivação em entrar veio primeiro por querer fazer novas amizades.

"Outra é que eu conhecia pouco de Chevette, o meu outro carro não tinha nada a ver com o meu atual. Eu não sabia sobre sistema de motor, onde eu poderia fazer um conserto no carro. Inclusive para eu me adaptar ao Chevette, eu passei mais de um mês porque para dirigir é diferente de outros carros, porque a tração é traseira. É um veículo mais violento, tem que saber dirigir senão você roda na estrada, você sai patinando, cantando pneu. Por isso que eu digo que é um carro muito jovem", relembra Roberto.

Diferente do que geralmente acontece com os antigomobilistas, os quais cuidam, guardam e andam com seus veículos aos fins de semana, o costume do Chevetteiro é ter seu carro de coleção como automóvel diário. É para cuidar, guardar e andar todo dia, seja para ir ao trabalho ou aos passeios do fim de semana.

Assim é com Roberto, e também é com Valmir Júnior. "Foi minha mãe que comprou e me deu de presente dois dias antes do meu aniversário. É o meu primeiro carro e eu adquiri uma paixão muito grande por ele. Não é a toa que minha mãe já tentou vender e eu não consegui. Já gastei muito dinheiro nele, mais de dez mil, e ainda tem muito para gastar, porque não está ainda do jeito que eu quero. É um veículo todo original, não tem nenhuma mudança. A minha relação com ele, tenho muito paixão, muito carinho", enfatiza.

Seja integrante

Para participar, é preciso apenas ir ao ponto de encontro na Parangaba. As reuniões acontecem a partir das 15h. No local, será feito o cadastro e tirarão foto do novo chevetteiro do grupo acompanhado de seu carro. Outras informações podem ser respondidas por meio do celular do presidente do Clube. Para contribuir com o clube, uma mensalidade de R$ 10,00 é opcional.

Da máquina que anda a dedos dançantes [☑][☒]

Às vezes, a loucura ou a escolha de personagens parecem ter sido escolhidos sem sentido, porém adoro ver a razão subliminar, a justificativa de ter cada um dos elementos no comercial para causar estranhamento, curiosidade e, por fim, atrair para compartilhar. Mas, quando gera os três sem nenhum sentido razoável de ter sido escolhido, particularmente não gosto. Querer ser viral sem ser embasado nem sempre cai no meu gosto pessoal. Foi o caso de uma das publicidades do Fiat Uno. Enquanto gostei da demonstração do câmbio Dualogic, achei um pouco sem para quê usar "dedinho dançantes" para mostrar o interior do carro, mesmo que digam " você e suas mãos vão curtir e conferir as inovações tecnológicas do modelo".



domingo, 5 de outubro de 2014

Guia Automotivo #NaTV [30]

O programa foi recheado de lançamentos. Primeiro tem o mais novo utilitário compacto da Mercedes, é o GLA que integra também a família de entrada da marca. Outra novidade é o City, que vem fechar a onda de renovações dos modelos da Honda, como o Fit e o Civic os quais foram lançados também este ano. E, para fechar, tem a divulgação local do Jeep Cherokee na Newsedan. Acompanhe as matérias abaixo, veja as reprises toda quarta-feira às 1h30 e não perca o programa aos sábados na TV Diário às 10h30.







quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Você quis dizer... [☑]

A priori, parece um comercial de perfume importado. Então, você pensa: como deixaram o modelo falando errado inglês? Até que você vê que, na verdade, a publicidade é sobre um curso de línguas. Eu achei bem interessante, mas parece que sou a única. Não sei se foi o comercial ou o fato de repetir na televisão em demasia, porém tem muita gente falando mal no You Tube. Bem, sempre tem quem fale mal de tudo. Mas, eu vou contra a maré, ele pega um perfil de comerciais (estilo Carolina Herrera ou Channel) e ilustra uma outra forma de utilizar o inglês.


Etios 2015: com sede de mercado

Com aumento de 23% na produção de veículos, o Etios chega a fim de conquistar mais espaço na área de compactos

A Toyota continua ouvindo o mercado e fazendo adaptações no seu compacto. O primeiro Etios chegou em setembro de 2012 ainda um pouco desajeitado. Os representantes da própria montadora confessam isso. Aos poucos ele traz mudanças, como o interior em "total black" introduzido no modelo 2014, com expectativa de mais vendas.

Em 2013, por exemplo, produziram a capacidade máxima da fábrica. Foram 70 mil veículos. Destes, 80% destinaram-se ao mercado local e foram vendidos 63 mil unidades. O Etios foi responsável pelo crescimento de 53% das vendas da Toyota em relação a 2012. Para este ano, a produção subiu para 86 mil. Foi um aumento de 23% graças a muitas horas extras aos sábados.

Quanto a expectativa de vendas para o mercado interno, será mantida em 63 mil. O volume é igual ao ano passado, porém o resultado não é visto de forma negativa pela marca.

"No cenário de queda do mercado, a Toyota vai crescer 5%. O mercado cai 9%, a gente cresce 5% e o Etios se mantém. Para a gente conseguir ficar no mesmo lugar, como diz o cearense, para ficar parado, a gente teve que correr um bocado", pontua Fernando Nogueira, gerente regional de vendas.

Segundo ele, um público frequente de compradores de Etios é o taxista. "É um cliente que começou a descobrir o Etios e está adorando. Pegou um carro espaçoso, com baixo consumo de combustível e baixo custo de manutenção. A gente está vendendo uma média de 200 a 300 Etios por mês na Toyota, sedan basicamente", completa.

A família Etios conta com nove integrantes, sendo cinco hatchbacks e quatro sedans. Quanto às novidades, até a Platinum, versão top de linha lançada em junho deste ano, apresenta novos itens de série à linha 2015. O preço será igual em todo o Brasil, a partir de R$38.380.

Mudanças

Começando pelo filho mais novo, a Platinum chega com central multimídia com navegador, câmera de ré, reprodutor de DVD e TV digital, controle do sistema de áudio e conexão Bluetooth. Esse sistema será oferecido como acessório para as outras versões.

Na versão abaixo: a Cross e XLS, como novidade está o acabamento do volante, os bancos e a adoção dos repetidores de seta nos retrovisores externos. Eles já possuiam farol de neblina de série.

Já com o XS, antes apenas o motor e som separava-o da versão de entrada. Agora, ele está com mais elementos para conforto e segurança. Tem um sistema de áudio com nova interface e Bluetooth, comandos de som no volante, abertura elétrica do porta-malas e alarme por controle remoto (chave).

Na opção X, versão de entrada, houve mudança no painel, que agora conta com indicador do nível do combustível com relógio digital. O volante tem o mesmo design do Novo Corolla, há apenas algumas diferenças entre eles, como posições de comandos quando há.

Outro destaque é a regulagem de altura para o banco do motorista. "Muito requisitado pelo público feminino. Agora está disponível em todas as versões", acrescenta. Tem ainda maçaneta com detalhes cromados, função "auto down" para vidro elétrico e alerta sonoro para portas abertas e faróis acesos.

Novidades

Versão X


- Indicador do nível de combustível com relógio digital
- Volante com mesmo design do Corolla 2015
- Assento do motorista com regulagem de altura
- Alerta sonoro de portas abertas e faróis acesos
- Função auto down para vidro elétrico do motorista
-Maçanetas internas cromadas
- Preparação para instalação de som na traseira

Versão XS

- Nova interface no sistema de áudio com conexão Bluetooth
- Alarme por controle remoto
- Comandos de som no volante
- Acabamento dos bancos em tecido e material sintético
- Abertura elétrica do porta-malas

Versão XLS/Cross
- Acabamento do volante revestido no padrão couro e bancos Comfort Drive
- Repetidores de seta nos retrovisores externos

 
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