Lendo a sinopse de P.S I love you, quando retrata que o galante Gerry, por um infortúnio do destino, morre deixando sua linda esposa, Holly Kennedy, entre lágrimas e lembranças, acreditei tratar-se de apenas uma história melodramática na qual metade do filme mostrasse o amor do jovem casal e outra parte evidenciasse o sofrimento dela e sua subentendida retomada de forças na cena final - uma conclusão precipitada, posso garantir.
Lágrimas tornaram-se perceptivas, em poucos minutos, nas faces dos presentes naquela sessão de cinema, afinal foram breves as cenas do doce romance, interpretado brilhantemente por Hilary Swank e Gerard Butler, deixando-nos, assim, sensibilizados a cada relembrança da viúva Holly com seu amado marido ou com a saudade explicitada no rosto lúgubre daquela jovem de trinta anos que, na tentativa de suprir a ausência de seu amado, veste as roupas dele, isola-se em seu apartamento e perdura por semanas entre nostalgia e filmes antigos na televisão.
A lamúria tornou-se sorrisos quando, a partir do seu aniversário, ela começa a receber cartas enviadas por Gerry. A cada palavra lida, motivava-se a acordar todo dia pela manhã, mesmo sem a presença do seu bem amado ao seu lado na cama, ou a presenciar fatos marcantes das vidas de amigos e familiares, sem despertar em seu ser a inveja de não ter similar felicidade.
O filme nos transporta, por alguns instantes, a uma situação dramática e amarga de perder um ente querido, fazendo-nos sentir vulneráveis diante de tamanha dor; leva-nos a rir diante de alguns incidentes ocorridos com Holly e suas amigas Sharon e Denise; além de despertar o desejo de ter um Gerry Kennedy,mas, lógico, sem o fim trágico.