segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Teve até esquilo da Era do Gelo

Eu sei que as publicidades, por mais simples que pareçam, como aquelas de perfumes finalizadas com uma fala sexy da modelo, tem uma produção dedicada e várias tomadas antes da edição final. No entanto, quando me deparo com comerciais diferentes e com um conceito que foge do padrão do produto, parece que houve uma MEGASUPER equipe montando tudo. Cada detalhe parece exprimir um suor que foi derramado, as horas de sono que foram perdidas e os neurônios que foram queimados.

Realmente, o toque do papel na construção do cenário e dos personagens deram um caracter mais pessoal que o slogan queria: Chevrolet & Você.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Cuidados para evitar problemas

Fique atento, há situações que acontecem no carro que parecem detalhes, mas caso não recebam atenção necessária podem trazer danos futuros

Fazer revisão do carro, estar atento ao vencimento da habilitação e ter precauções no trânsito são cuidados básicos e até um pouco óbvios que todo motorista deve ter. Mas, e quanto aos fatores que podem trazer problemas a curto e longo período à saúde?

A limpeza frequente do veículo, por exemplo, ultrapassa a questão estética de tirar a poeira e lama da lataria. O suor da academia, o pelo do cachorro que passeou no fim de semana, o vento que trouxe areia e outras impurezas da rua para o interior do automóvel são alguns itens que intensificam a necessidade de aspirar e lavar o carro para que não gere uma alergia ao condutor e seus passageiros.

Segundo o alergiologista Dr. Antônio Cavalcante, a reação pode atingir três áreas: o trato respiratório superior, inferior e a pele, sendo a primeira mais frequente.

Quem tem um histórico alérgico é mais sensível aos ácaros ou outra poeira que possa ficar acumulada nos bancos, entretanto, ninguém está imune completamente a sujeira.

Não há um período determinado para limpar o carro, depende muito da rotina do motorista e dos passageiros, dos lugares percorridos e do modelo do veículo. Por exemplo, os automóveis com banco de couro, sujam menos o interior.

Melhor esfriar

Pode até ser que o filho considere bobagem quando a mãe avisa para esperar fora do carro enquanto ele esfria, mas ela está completamente certa.

Os pulmões são sensíveis a temperatura e umidade. No momento em que eles entram em contato com um ambiente com um grau de calor maior ou menor que o do corpo humano (36ºC ou 37ºC), há uma dificuldade no trato respiratório. Há pessoas que não reagem mais facilmente às variações climáticas, porém, de qualquer forma, é indicado abrir os vidros e ligar o ar condicionado. Caso não dê para esperar, desligue o ar, pois ele deixa o local com já umidade baixa, mais seco.

Não é mito

A história de que ficar sentando por muito tempo e usar roupas apertadas podem complicar a fertilidade de um homem que já tem baixa contagem de espermatozóide, não é lenda. De acordo com o urologista Edmond Braguehais, há danos, porém eles são temporários e irreversíveis.

Sem pressa

No primeiro momento pode ser estranho, no entanto a maneira mais frequente de entrar no carro é inadequada. O costume e a pressa faz-nos colocar uma perna depois a outra, porém, segundo o ortopedista Leonardo Drumond, a melhor forma de adentrar é sentar-se primeiro no banco, com os dois pés no chão, e depois girar todo o corpo para dentro do automóvel. "Da forma convencional, o motorista ou passageiro corre o risco de ter um desvio rotacional da coluna, que pode precipitar dor e até hérnias", afirma.

- Diário do Nordeste (Automóvel) -

Motos para sair da rua e asfalto

Para um praticar um esporte off-road que não tem idade ou limites, não basta ter adrenalina correndo na veia, mas sim preparar a moto e o corpo para enfrentar muitos obstáculos

Nada de rua asfaltada e boa de pilotar. Quando alguém opta por uma moto off-road, ele quer adrenalina e viver sem limite. Aliás, mais do que isso. Para Francisco Nelson Alexandre, proprietário da Alexandre Motos e há dois anos esportista, também tem que gostar de sofrer. "As pessoas às vezes cansam, chegam exaustas, não têm coragem de fazer nada no outro dia. É alta velocidade em cima de pedra e buraco, em trilhas que nunca se andou", descreve o ambiente repleto de obstáculos e a sensação dos aventureiros depois de que eles completam um percurso.

Para ter uma moto apta para boas trilhas, não é obrigado ter uma KTM estacionada na garagem. Ela é considerada a top de linha em qualidade, porém a acessibilidade é restrita para alguns bolsos. A saída então é preparar uma moto mais comum, mexendo nos seguintes itens: motor, carburação, filtro de ar e principalmente suspensão. "Moto baixa não pode, porque não tem condição de subir duna, passar por cima de pedra e buracos", enfatiza Francisco.


A XR200 e CRF230, ambas da Honda, são as mais recomendadas, tanto pelo preço como por ser melhor a receber essas alterações.

Além de uma moto adequada e do espírito aventureiro, seja para um competidor ou para aqueles que gostam de fazer trilhas amadoras, a segurança deve ser quesito indispensável. Fazem parte do kit de proteção: botas reforçadas, joelheira, calças, cinta abdominal, protetor cervical, colete, cotoveleira, óculos e capacete. Dependendo da marca, o investimento fica orçado em R$6 mil.

Outro cuidado importante é com a saúde, por isso a importância dos treinamentos e de uma boa alimentação. "Nós tivemos muitos pilotos com dificuldade, passando mal, enfartando, até já morreram. Tem que ter preparação", afirma.

- Diário do Nordeste (Automóvel) -

Nada na cabeça, multa certa

Sendo feriado ou fim de semana comum, não para de crescer o número de infrações de motociclistas sem fazer uso do capacete

Há menos de dois meses para terminar o ano, já é nítido que o posto de primeiro lugar das infrações vai ter um bicampeão. Além de permanecer no topo, o número de multas em pessoas que conduziam moto sem usar capacetes aumentou significativamente.

Em 2010, foram 7.847 casos, apenas cinquenta e um a mais comparado ao ano anterior. No entanto, de janeiro a setembro de 2011 já foram efetuadas 15.030 multas.

O crescimento foi alarmante, mas isso não significa que as estatísticas pararam só por estarmos bem próximos do réveillon. Até porque, no fim de semana véspera do feriado da Proclamação da República foram registrados 310 infrações e neste último foram 394, então nada impede que as festas de fim de ano reservem muitos mais números para a soma final.

Segundo o Departamento Estadual de Trânsito do Estado do Ceará (Detran-CE), o aumento da irregularidade não está simplesmente no fato de haver a frequente fiscalização e, sim, por existir um maior número de carros e motos na ruas e mais gente dirigindo. Além disso, há também a falta de conscientização sobre o real produto que está sendo comprado e usado. Muitos andam de motocicleta e acreditam ser o mesmo que estar em uma bicicleta.

Para todas as cabeças


Os preços dos capacetes variam de R$ 45,00 a R$ 350, mudando os quesitos: modelo, marca e matéria prima. Mesmo com a facilidade, com a duração de quase quatro anos e opções no mercado, ainda há aqueles que insistem em não seguir o Código de Trânsito. "Todo motociclista tem que usar capacete, esta é a regra n° 1. Agora, as pessoas que ainda não usam acredito que seja falta de bons hábitos e amor a vida. Jovens também não usam capacetes para se mostrar e andar aparecendo nos bairros onde moram", pontifica o proprietário da Moto Center, Eduardo Peixoto.

Por mais lamentável que sejam os dados, de acordo com Eduardo há aqueles mais atentos e cuidadosos na direção, usando também outros artigos como joelheiras, luvas, cotoveleira, botas, protetores de coluna e até antenas corta pipa. "Cada vez mais os motociclistas estão se protegendo mais. Isso é tendência de mercado e uma necessidade hoje com o trânsito que temos aqui em Fortaleza e no Brasil", afirma.

Mais do que o dobro

Outro dado que, infelizmente, vem crescendo na tabela das principais infrações é a condução de veículo sem habilitação. Em 2010, ela ocupava o quinto lugar com 3.006 multas. De janeiro a setembro deste ano, ela subiu duas colocações e mais do que dobrou o seu número, com 6.572 casos.

No mesmo fim de semana que flagraram os 310 motociclistas sem capacetes, foram pegos 217 condutores sem carteira de motorista.

Top 5 da infração

1º - Conduzir moto sem uso do capacete: 15.030

2º - Veículos não Licenciados: 9.528

3º - Condutores não Habilitados: 6.572

4º - Condutores sem cinto de segurança: 6.384

5º - Dirigir alcoolizado: 1.985

- Diário do Nordeste (Automóvel) -

Não esqueça do seu freio de mão!

A utilização do freio de mão parece ser muito óbvia para alguns, mas ainda tem gente que usa de maneira inadequada pondo em risco a sua segurança

Sabe aquela peça localizada, geralmente, entre os dois acentos dianteiros do carro? Prazer, chama-se freio de mão. Ele serve para imobilizar o veiculo quando parado ou estacionado, principalmente em aclives e declives.

Sua função é ensinada na autoescola, porém, mesmo assim, muitos iniciantes na direção e outros motoristas com maus hábitos cometem alguns desvios que tanto podem prejudicar o funcionamento do carro como também podem gerar algum acidente.

Segundo Everton Júnior, diretor da Ewerton Car, há dois grandes erros relacionados ao uso do freio de mão.

O primeiro é utilizar somente ele quando o carro está parado. O indicado é também engatar a primeira marcha. "Deixá-lo desregulado é perigoso".

O segundo é movimentar-se com o freio de mão puxado. Além dos problemas ligados ao carro, como as lonas ou pastilhas de freio traseiros desgastarem bem mais rápido que o normal e o aumento o consumo de combustível, a preocupação pode ser ainda maior e mais grave.

"Andar com o veículo e deixar o freio acionado pode causar incêndios e até derrapagens em vias", afirma.

Segurança a mais

O freio de mão engatado impossibilita a movimentação do carro, porém dependendo do peso do veículo e da inclinação da rua ou avenida vale também recorrer a uma pedra calçando o veículo.

Várias configurações

Atualmente, o freio de mão não se limita ao espaço entre os bancos, modo mais convencional entre os carros. Existem também os modelos acionados pelo pé e os por botão, no caso dos veículos Land Rover mais novos.

Cuidados em andamento

O freio de mão, assim como todas as peças de um automóvel, deve receber atenção e manutenção. O problema é detectado quando ele é acionado e o veiculo não fica totalmente mobilizado. "Um dos sinais de mal funcionamento é quando a manopla é puxada e vai até o final do seu curso. Um freio de mão bem regulado tem que dar no mínimo 6 click´s quando puxado", explica Everton. Segundo ele, já chegaram alguns casos em que o motorista puxou somente o freio de mão, deixando o veículo desengatado, causando colisão em outros carros e até em portões de garagens, por causa de falhas no equipamento. "É um sistema muito importante para o carro e a segurança de todos. Um sistema precário pode até matar. O correto é sempre estar de olho no funcionamento desse equipamento e mantê-lo sempre regulado", enfatiza.

- Diário do Nordeste (Automóvel) -

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Tempo veloster

Nos poucos minutos que reservo, à noite, para assistir televisão percebi que cerveja e carro competem quase em termo de igualdade em comercial. Quando o assunto é publicidade automotiva não poderia deixar de mencionar a Hyundai. A cada mês um novo carro, um novo teaser, um novo discurso de O MELHOR está por vir.

Os comerciais são muito bem feitos, não tiro o mérito, mas é ilusão minha ou o Electra está recebendo mais tempo de divulgação que o Veloster? Lembro deste mais no seu EM BREVE, do que no seu real lançamento. Será que ele não precisou por ser SUPER comprado e estar em 4º no ranking de modelos mais vendidos em outubro?

Quanto ao Elantra, ele não sai da televisão, até mesmo quando um outro já está por vi: o novo Azera, o carro de 1 bilhão de dólares.

Teaser do Veloster


Comercial mundial do Veloster (não lembro de ter visto no Brasil)


Comercial do Veloster (censurado)


Comercial do Elantra

Criatividade em quatro linhas

Você já reparou na poesia transmitida nos ônibus? Pequenos poemas, outros não tão mínimos, mas todos muito doces e singelos, com a proposta de dar mais leveza e cultura a todos aqueles que andam de transporte público na cidade.

A ideia do projeto Viagens Poéticas partiu do poeta Reginaldo Figueiredo (lembra dele? ou do Templo da Poesia?) e foi recebida de braços abertos pela Secretaria da Cultura de Fortaleza. Ao todo, foram selecionadas quatro mil poesias, escolhidas por um concurso literário ainda este ano, entre os dias 6 de agosto e 6 de setembro.

Não sei realmente quando os textos começaram a ser fixados nos vidros localizados atrás do motorista ou do trocador. Porém, dentre os vistos, já tenho o meu preferido. Ele é minúsculo, mas completo em sentido e reflexão. Relaciona palavras com tantos significados e relações que se torna mais do que INTERESSANTE, vira genial.

Suicídio
Estou cansado de tudo,
Disse o peixe,
e se deitou na rede.

Tito de Andréa

Será que o animal realmente desistiu, como leva a crer o título? Será que descansar é realmente um eufemismo da morte? Será que a rede também significa a preguiça, ao querer parar por estar cansado de tudo ou ao procurar armas contra nós mesmos? Tantos sentidos, tantos jogos de palavras. A mente voa...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Direto da ficção

Quantas vezes você já viu o Homer abrindo uma cerveja em seus episódios de Os Simpsons? Uma? Duas? Não mesmo. Foram milhares de vezes e a cada uma delas parecia um pedacinho do céu. Pois bem, o que antes era uma marca qualquer virou o que vulgarmente chamamos de merchandising. Ela agora realmente existe e já chegou ao Brasil. Na verdade, o mexicano Rodrigo Contreras foi muito esperto em usar esse nome na sua criação.

A cerveja existe em teoria desde 2004, quatorze anos depois do surgimento regular da série, porém somente a partir de 2007, ao fechar parceria com a cervejaria belga Haacht Brewery, que finalmente o primeiro gole pode ser tomado.

Depois do sucesso na Europa, ela aterrissou em 2009 na América Latina, passando por Colômbia, Chile, Paraguai, Panamá e, agora, Brasil. Para saber mais, clique aqui, mas você tem que ter mais de dezoito para entrar...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Um segundo é muito rápido

Apesar de ser 23h em Fortaleza, o computado já marca meia-noite e o Google acompanha-o. Sendo assim, ele já disponibilizou o seu mais novo doodle de homenagem. O escolhido da vez foi Louis Jacques Mandé Daguerre, responsável por primeiro a conseguir uma imagem fixa pela ação direta da luz, pelo seu - teoricamente -224º aniversário na sexta.

Vi no mesmo segundo que foi colocado na página principal. Pensava que seria a primeira a falar sobre, doce ilusão. Um segundo depois já tinham informações sobre isso na internet. Ô rapidez!

Você se importa?

Certamente você já deve ter visto Ary Fontoura, Bruno Mazzeo, Carol Castro, Ingrid Guimarães, Isis Valverde, Juliana Paes e outros atores globais dando um pouco do seu tempo e de sua voz para um texto elaborado por Maria Paula Fernandes e Sérgio Marone para discutir sobre a instalação da hidrelétrica de Belo Monte. É o movimento A GOTA D'ÁGUA.

Eu me pergunto: e se fossem anônimos falando? Haveria uma mobilização tão rápida como a que está tendo nas redes sociais? Não estou questionando o movimento, até porque considero coerente e importante de ser feito para conscientizar ou ao menos instigar a curiosidade da população em querer saber sobre esse assunto. Mas, será que haveriam 280 mil assinaturas agora se fosse em um site qualquer de uma pessoa NADA famosa?

O vídeo foi inspirado na campanha americana 5 more friends, de 2008, que motivavam as pessoas a votarem e não deixarem a oportunidade de contribuir com a sua manifestação. O texto mudou, porém os comportamentos de alguns repetiram-se (como tirar o sutiã enquanto espera a pessoa entrar no site indicado) e a dualidade de personalidades, como se existissem prós e contras a causa abordada.

São cinco minutos não desperdiçados do seu dia... confira! Tomara que ao menos dez amigos meus vejam isso... Divulguem! Não para obrigar as pessoas a concordarem com que os atores estão dizendo, mas para fazê-las pensarem antes de tomar partido de algum lado.






quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Fique atento com a novidade na hora do financiamento

Uma nova medida tomada por alguns bancos vem surpreendendo os consumidores de automóveis. Agora, a carteira de motorista está sendo requisito para conseguir crédito na praça

Há ainda aqueles que preferem o dinheiro vivo, porém não tem como negar que os financiamentos predominam no ato da compra de um automóvel. Eles são responsáveis por quase 80% das vendas realizadas, segundo Rogério Feitosa, diretor jurídico do Sindicato dos Revendedores de Veículos Automotores do Estado do Ceará (Sindivel).

No entanto, neste segundo semestre de 2011, àqueles que desejarem fazer esse tipo de procedimento devem ficar atentos ao novo documento pedido por alguns bancos: a habilitação de motorista. Pode parecer óbvio para alguns, mas não existe somente pessoas que adquirem um carro para uso pessoal. "Essa medida complica, porque tem muita gente que tem uma idade mais avançada e não tem CNH e queria que o filho dirigisse e, infelizmente, o banco, às vezes, ao invés de pedir só a carteira da pessoa que vai dirigir, pede para ela preencher o contrato normal", justifica o lojista Nei Moreira.

Nesse caso, a liberação é dada por meio de um avalista, que é tratado, em tese, como fiador, tanto que se o nome do dono da carteira estiver no Serasa, o interessado e com capital disponível para comprar um veículo fica impedido de conseguir o financiamento.

Esse novo requisito não foi oficialmente justificado pelos bancos que estão seguindo essa política interna. Entretanto, essa medida foi entendida como uma precaução para dificultar os casos de fraude e inadimplência.

Seja qual for o real motivo, as consequências já estão sendo sentidas nos setores diretamente ligados à venda de veículos. Um operador de financiamentos que pediu para não ser identificado disse: "Perdi várias operações, porque para arranjar um avalista é difícil, geralmente é pai e mãe. O Santander tem uma aprovação boa, mas os que estavam aprovados e não tinham carteira, a gente perdeu todos".

Para o representante do Shopping do Automóvel, Everton Fernandes, o impacto negativo é apenas no primeiro momento, em detrimento de um benefício posterior. "Se o banco tomar uma medida preventiva agora, para evitar fraude ou inadimplência, isso a médio e longo prazo vai refletir positivamente no mercado. Se tiver prejuízo agora, o banco vai se precaver com elevação de taxa de juros no futuro, para cobrir os prejuízos, ou podem ser mais rígidos com aprovação de crédito", justifica.

Toda providência tomada para melhorar o crédito e as relações comerciais, além de evitar possíveis devedores, é bem vinda pelo Sindivel, entretanto, o que ele não está de acordo é que seja exigido um documento que não exprime importância para adquirir um bem, como também para ser usado para avaliar o crédito. "A CNH nunca foi pedida até hoje desde que o financiamento existiu, tanto que o próprio Detran não pede a carteira para transferir o carro para o nome da pessoa, o que seria o órgão mais capaz de pedir. O Sindivel concorda que os bancos devam adotar as políticas internas para melhorar e evitar qualquer tipo fraude, contanto que não seja uma regra geral que venha a prejudicar a pessoa de boa fé que quer comprar o veículo para o filho ou motorista dirigir", pontifica o advogado Rogério Feitosa.

Por enquanto, não são todos os bancos que têm essa exigência, então há ainda aqueles que não desistem da compra até encontrar uma financiadora que lhe confirme o crédito. Porém, segundo o lojista Nei, esse novo documento irá influenciar negativamente cerca de 10 a 15% em suas vendas. Exemplo disso, é que quase perderia uma cliente por ela não aceitar colocar o nome de sua filha, que seria a condutora, como avalista, por não compreender o porquê de agora ser diferente, já que nas outras duas anteriores compras de veículos feitos por ela não ter sido necessário apresentar a CNH.

Para Everton, esse aborrecimento se dá pelo costume das facilidades dadas aos clientes na venda de carros. "Os consumidores estão estranhando essa política, porque o ramo do financiamento de veículos sempre foi dinâmico. Às vezes, em questões de minutos você compra o carro, escolhe e no mesmo dia já vai embora no carro financiado, o que não acontece com imóveis, que os clientes já estão acostumados com a burocracia e ao tempo para fazer a negociação", explica.

Se realmente a carteira de motorista foi tomada como um documento de maior confiança e segurança contra possíveis fraudes, o banco deve levar em conta que a habilitação não está livre de falsificações. Na verdade, essa já é uma realidade frequente. "Quem faz RG falso, faz uma CNH também. O processo é o mesmo", afirma Jaime Paulo Linhares, da Delegacia de Defraudações e Falsificações.

O jornal entrou em contato com os bancos para explicações sobre o assunto, porém nenhum retornou.

- Diário do Nordeste (Automóvel) -

Gravação de voz também em automóvel


O que você pensa quando se fala em caixa preta? Talvez a palavra remeta ao aparelho usado para solucionar desastres aéreos, mas agora esse artigo não é exclusivo aos aviões

O famoso recurso usado para solucionar acidentes aéreos questionáveis, atualmente também está acessível às quatro rodas: é o Carpa, da Hikor.

Na teoria, a semelhança em sua função predomina. "A caixa preta automotiva é um dispositivo desenvolvido para dar mais segurança, tanto pessoal como profissional", afirma o gerente do e-commerce da Eletrônica Santana, Flávio Inácio.

Assim como nos aviões, o Carpa tem como objetivo registrar velocidade, hora, local, percurso e nível de impacto. Dessa forma, auxilia nos casos de batidas, acidentes de trânsito ou até mesmo em situações de roubos e furtos.

Ao contrário das instaladas nas aeronaves, a cor da caixa preta dos automóveis realmente faz jus ao seu nome. Outra diferença está nela ultrapassar a opção de áudio e poder filmar em alta resolução tudo o que acontece dentro do carro. "O aparelho grava imagens frontais e internas do veículo, além de todo trajeto percorrido através do seu módulo interno de GPS. Os vídeos são gravados em um cartão SD. Caso o veículo venha a colidir, as imagens ficarão gravadas", explica Flávio.

Dentre as suas especificações, o pacote ainda inclui sensor de desligamento inteligente, para não comprometer a bateria do carro; filmagem noturna via lâmpadas infravermelhas; função de senha pessoal para acesso às informações registradas e botão de urgência para gravações.

Sob controle

Não é preciso de autorização do Departamento Estadual de Trânsito do Estado do Ceará (Detran-CE), carro importado, muito menos um técnico para a fixação do aparelho. "A instalação é bem simples, bastando fixar o aparelho no para-brisas do veículo e plugar o cabo de energia na tomada de 12V. O próprio cliente pode fazer com facilidade", garante.

Para ter acesso às informações, também é simples, precisando apenas conectar o produto ao computador com o software que acompanha a caixa.

Domínio da situação

Não há restrições na compra do produto, porém ele é destinado às transportadoras, locadoras de veículos, seguradoras, empresas de segurança privada, frotistas, como também aos transportes públicos e taxistas. Com esse aparelho, os motoristas seriam acompanhados de perto e vigiados pelos patrões, para saber se eles estão seguindo as recomendações de seus empregadores.

Das mais de mil unidades vendidas na Eletrônica Santana, a maioria foi adquirida por empresas que trabalham com logística. Isso, segundo o gerente Flávio, é sinônimo da segurança que é transmitida como ponto positivo do produto.

O seu preço no mercado é, em média, R$ 1.299,90. Ele não precisa de manutenção e tem um ano de garantia, apesar de não ter durabilidade determinada.

O Carpa, que foi lançado este ano, pode ser encontrado tanto na loja física como no seu site. Assim, todo o Brasil pode ter acesso, sem precisar fazer serviço adicional ou qualquer assinatura.

Dados técnicos

Consumo: 1,5 W
Fonte de energia: DC 12V - 24 V
Câmera: Duas câmeras / 1.3 megapixel sensor digital CMOS (resolução: 640 x 480/24 fps)
Tamanho do produto: 13 x 11 x 2,5 cm
Peso: 93g
Gravação de voz: microfone interno
Armazenamento: cartão de memória SD
Idioma: Português

- Diário do Nordeste (Automóvel) -

terça-feira, 15 de novembro de 2011

...

De repente,
tudo se resumiu em um quarto.
Pequeno,
abafado
e com quatro paredes que enclausuram.
Bem,
tem gente que nem isso tem.
Ao menos ainda há o barulho do vento, o
som da TV sem imagem definida
e as buzinas às seis da noite.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

E que venham mais edições...

Comparecer ao Moda em pauta #2 foi ter a melhor aula prática de Marketing e Comportamento do consumidor em um único dia. Lívia Salomoni, com sua simplicidade e doçura, deu um verdadeiro SHOW com a palestra Comunicação Online com Marcas de Moda e soube administrar o tempo, explorando em palavras esse mercado tão fervoroso de novas ideias e antenado às novas mídias. O evento aconteceu no Sobrado Dr. José Lourenço, no último sábado à tarde, e foi organizado pelas jornalistas Clara Dourado e Débora Teixeira (nas pontas esquerda e direita da foto abaixo, respectivamente) .

O ambiente estava um pouco trágico diante da exposição A carne nossa de todos os dias, do fotógrafo peruano Carlos Gibaja e do piauiense Sergio Carvalho. Como foi inquietante, no início, lidar com todo aquele sangue espalhado nas paredes e nos trabalhadores, os animais em carne viva estagnados como se estivessem vivos esperando a morte e fragmentos dos bois à parte no açougue, que me lembrou os chifres expostos em madeira como símbolo de boa caça.

No entanto, a palestra e o debate estavam TÃO INTERESSANTES, que a agonia do animal morto sem pele pronto para ser fatiado a minha frente não conseguiu mais tirar minha atenção. Como poderia? Enquanto Lívia abria a caixa de segredos e dicas de como lidarmos com os clientes, os seus interesses e os meios de comunicação, só poderia anotar TUDO e compartilhar com vocês, leitores. Pois, segue agora alguns detalhes importantes para o momento de construir uma campanha de divulgação de marca:

1. Crie uma fan page e, não, um perfil (até porque a página permite analisar o número de acessos e visualizações, além de possibilitar conhecer um pouco mais que é o seu público);
2. Faça uso do brandstalking, ou seja, minere as redes sociais e conheça mais o seu público;
3. Promoções são interessantes, mas cuidado. Antes de fazer uso, veja as regras das redes sociais e procure formas seguras de sortear os prêmios;
4. O certo não é falarmos em comunicação digital e, sim, diálogo digital, porque tudo é tão dinâmico que o retorno entre o emissor e o receptor não acontece apenas o feedback.

Foi muito enriquecedora a palestra, mal posso esperar pelo ano que vem!

sábado, 12 de novembro de 2011

Conheça outros gigantes

Junto ao gigante brasileiro, Johnnie Walker também apresentam outros gigantes em sua campanha. Confira dois que não deixaram o caminho ficar tão longo entre o acreditar -> realizar.



Acordou do berço explêndido

Estampado no meu caderno tem um adesivo consideravelmente grande da marca Johnnie Walker. Não morro de amores por bebida alcoólica, muito menos por wisky, mas as propagandas dessa empresa ultrapassam qualquer apelação que as cervejas, por exemplo, utilizam. Elas inspiram, são criativas e reflexivas.

A última saiu do território inglês e atingiu a cidade maravilhosa, contemplando toda a sua poesia e mostrando que o Brasil acordou para ser um gigante. Bem, palavras nem precisavam serem ditas, mas, na página do You Tube, o vídeo da campanha acompanha um texto que contextualiza as imagens elaboradas na publicidade. Veja a seguir...



No início dos tempos, na parte sul das Américas, habitava um gigante. Um dos poucos que andavam sobre a Terra. Gigante pela própria natureza, e sendo natureza ele próprio, era feito de rochas, terra e matas, que moldavam sua figura. Pássaros e bichos pousavam e viviam em seu corpo e rios corriam em suas veias. Era como um imenso pedaço de paisagem que andava e tinha vontade própria.

Caminhava com passadas vastas como vales e tinha a estatura de montanhas sobrepostas. Ao norte, em seu caminho, encontrava sol quente e brilhante nas quatro estações do ano. Ao sul, planaltos infindáveis. A oeste, planícies e terras cheias de diversidade. E a leste, quilômetros e quilômetros de praias onde o mar tocava a terra gentilmente, desde sempre. Havia também uma floresta como nenhuma outra no planeta. Tão grande, verde e viva que funcionava como o pulmão de todo o continente à sua volta.

Mesmo diante de tudo isso, um dia, enquanto caminhava, o gigante se inquietou. Parou então à beira-mar e ali, entre as águas quentes do Atlântico e uma porção de terra que subia em morros, deitou-se. E, deitado nesse berço esplêndido, olhou para o céu azul acima se perguntando: "O que me faz gigante?".

Em seguida, imaginando respostas, caiu em sono profundo. Por eras, que para os gigantes são horas, ele dormiu. Seu corpo gigantesco estirado, o joelho dobrado formando um grande monte, uma rocha imensa denunciando seu torso titânico e a cabeça indizível, coberta de árvores e limo. Dormiu até se tornar lenda no mundo. Uma lenda que dizia que o futuro pertencia ao gigante, mas que ele nunca acordaria e que o futuro seria para ele sempre isso: futuro.

No entanto, com o passar do tempo ficou claro que nem mesmo as lendas devem dizer "nunca". Depois de muito sonhar com a pergunta sobre si, o gigante finalmente despertou com a resposta.
Acordou, ergueu-se sobre a terra da qual era parte e ficou de frente para o horizonte. Tirou então um dos pés do chão e, adentrando o mar, deu um primeiro passo. Um passo decidido em direção ao mundo lá fora para encontrar seu destino. Agora sabendo que o que o faz um gigante não é seu tamanho, mas o tamanho dos passos que dá.

KEEP WALKING, BRAZIL

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Kart: velocidade e segurança

Faltam três etapas e seis baterias para, depois de três anos de idealizado, o 1º Campeonato Amador de Kart Indoor ser considerado lançado oficialmente

Poucos haviam tido alguma experiência com a modalidade de kart indoor, porém isso não foi empecilho para que de um aniversário realizado em um kartódromo entre poucos amigos e familiares, surgisse o interesse e a motivação de, a partir de uma brincadeira, criar o Campeonato Amador de Kart Indoor (CAKI).

Apesar de existir há três anos e já ter concretizado o seu plano de realizar um campeonato em 2010, este ano é considerado a primeira temporada efetiva do CAKI.

"Com o apoio financeiro dado pelos patrocinadores, viabilizou-se a estruturação completa do campeonato, transformando-o realmente num evento automobilístico que pudesse oferecer ao público algo diferente e significativo, diferentemente do que ocorrera em 2010, que era bem mais simples", explica Victor Amador, presidente-diretor do evento.

Os equipamentos e o local de treinamento não são próprios, porém, graças ao apoio de algumas empresas, o alto custo dessa prática esportiva foi amenizado. O valor estimado para a realização do campeonato foi orçado em R$12 mil, no entanto, os participantes só tiveram de desembolsar R$300,00 pelo ano.

Nada de "ar livre"

A escolha pela modalidade indoor está no interesse de unir velocidade e segurança a aqueles que estão tendo o primeiro contato com o automobilismo.

Segundo Victor, essa é uma categoria cujos riscos são mínimos, devido a potência do motor ser baixa e ficar entre 5,5 e 6,5HP. Além disso, os carros apresentam um segurança extra por conter uma proteção de borracha chamada "balata", que amortece os impactos.

Por enquanto, eles vão permanecer nessa categoria, pois quando parte-se para os chassis outdoor (do inglês, "ao ar livre"), "o bicho pega de verdade, porque a brincadeira fica séria", brinca Victor.

Apenas dez

Atualmente, dez integrantes vestem a camisa e usam um capacete personalizado de famosos pilotos da Fórmula 1, de modo a fazer um retrô da categoria e do automobilismo mundial para participar do CAKI. Para ser um deles, tem-se que passar por uma seleção rigorosa e esperar haver alguma desistência dos inscritos prévios oficialmente.

No calendário

O campeonato tem duração de oito meses, indo de maio a dezembro, e é composta por dez etapas. Cada etapa é composta de duas baterias (a primeira de 20 voltas e a segunda de 22), que são disputadas simultaneamente, tendo apenas cinco minutos para descanso dos pilotos entre elas.

Este ano, já ocorreram sete etapas e as três últimas serão nos dias 12 de novembro, 10 e 17 de dezembro, sempre às 16h. O evento é aberto ao público e todas serão disputadas no kartódromo Sprint Kart Cambeba. Emoção garantida em cada curva, em cada resta, em cada etapa.

- Diário do Nordeste (Automóvel) -

Embrião repleto de valores

Para além da paixão de motos, o grupo Yamaheiros levanta a bandeira do respeito, da lealdade, da disciplina e da transparência, tanto nas estradas como na vida

Existem de 150 a 200 Moto Clubes em nosso Estado. Para aqueles que consideram esse número significativo ou até mesmo suficiente, melhor pensar duas vezes, pois essa quantidade tende a aumentar, tendo em vista que a Federação de Moto Clubes e Moto Grupos do Ceará ainda está no meio do caminho no cadastramento.Além disso, "a cada dia que passa, nasce um", brinca o presidente da Federação, Jaime Ferreira. Segundo ele, o que geralmente mobiliza a criação de um novo Moto Clube é o interesse do sujeito em encontrar um ambiente de interação e que represente a sua escolha de moto, pois a maioria especifica a marca ou a cilindrada.

A questão filantrópica, na maioria dos casos, fica à parte ou é aderida depois de um certo período de criação do grupo. O que aconteceu ao contrário com o Yamaheiros MotoSaga. A ideia, que surgiu em um momento lúdico de Hermeson Marques e mais três amigos em Guaramiranga, sempre foi pensada aliada ao quesito de responsabilidade social. Por isso, a empresa MotoSaga aceitou a proposta, dando suporte com a divulgação e oferecendo uma estrutura para atender aos encontros.

"A gente apoiou com a seguinte condição de que sejam colocadas as premissas de disciplina, respeito, transparência e lealdade", esclarece Fernando Costa, gerente executivo da Saga e também coordenador do Yamaheiros, juntamente com Hemerson.

Para pôr em prática

O grupo só tem sessenta dias de existência, porém já vem dando os seus primeiros passos direto a fortificação de seus quatro valores. Nesse curto tempo, já fizeram duas ações. A primeira foi uma doação de leite para a Casa Mãe Ternura, a segunda foi uma entrega de brinquedos para a comunidade Gavião Boa Vista. "Eu diria que o Yamaheiros MotoSaga é exatamente o link da empresa com a comunidade. Além de estar fazendo essas ações, a gente vai aproveitar e curtir também as duas rodas. A gente faz passeios, para fazer um trabalho de integração com as famílias", acrescenta Fernando.

Vestindo a camisa


As reuniões acontecem, em Maracanaú, às quartas-feiras. No momento, são 23 associados. Os que quiserem participar, devem primeiro ter uma moto Yamaha, procurar uma das lojas, preencher um formulário e participar, no mínimo, de dois encontros e um passeio, para que seja considerado efetivo. Não é exigido mensalidade ou taxa de adesão.

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Para representar um segmento de força

Implantação do calendário anual e assistência jurídica e odontológica. São essas e outras ações que o Sindcon-CE se orgulha de ter conquistado para a sua categoria

Em 2006, uma nova categoria resolveu surgir. Na verdade, ela estava sendo ofuscada e vinculada ao comércio, mas, por ele não representar tão bem os seus interesses, resolveu desmembrar e tornar-se o Sindicato dos Empregados em Administradoras de Consórcio, Vendedores de Consórcio, Empregados e Vendedores em Concessionárias de Veículos, Distribuidoras de Veículos e Congêneres do Estado do Ceará (Sindcon-CE).

Assim como o seu nome é extenso, também são os seus benefícios aos associados. O destaque vai para a assistência odontológica e jurídica ao empregador e seus dependentes pela mensalidade única de R$ 10,00. Esses serviços são disponibilizados desde a inauguração do sindicato.

Para os procedimentos clínicos com a dentista Lígia Magalhães são reservados as segundas e quintas-feiras, nos turnos manhã e tarde, para fazer os atendimentos. Em média, são recebidas vinte pessoas por dia. Quanto ao âmbito do Direito, em parceria com o escritório do Paulo Quezado, é dado auxílio nas áreas trabalhista, penal e civil. "Nós somos os únicos desse segmento que oferecemos essa gratuidade", declara Luiz Gonzaga Neto, presidente e fundador da Sindcon-CE.

Além desses dois serviços, está prevista para o mês de janeiro a inauguração do serviço de mamografia, ultrassom e exame da próstata para também serem oferecido dentro do espaço do sindicato.

Para agregar-se

A filiação das empresas e dos funcionários ao sindicato é obrigatória, porém, mesmo assim, procura-se orientar e informar, durante os encontros anuais desse segmento automotivo, sobre a existência do Sindcon-CE, as garantias e as vantagens do trabalhador que é associado.

Os empregados em concessionárias, revendedoras ou empresas ligadas a consórcio podem filiar-se de forma independente por meio do site ou pelo telefone do sindicato, como também podem procurar a própria empresa em que trabalha. São, em média, 123 concessionárias e 500 revendedoras cadastradas.

Conquistas da categoria

Há cinco anos é realizado anualmente, no mês de dezembro, a Convenção Coletiva de Trabalho e sendo apresentado nos encontros novas propostas de melhorias na condição de trabalho, tanto física como também financeira.

"A gente sabe que os ganhos na área automobilística são muito bons e a gente pleiteia que seja repassado para o trabalhador. Afinal de contas, a empresa ganha, mas quem traz o lucro é o empregado", explica Luiz Neto. Desde a terceira edição, por exemplo, tenta-se implantar o Programa de Participação de Lucros de Resultado (PLR). "Isso foi um ganho extraordinário. Tem empresas que pagam prêmios, como a Ceará Diesel. É uma conquista da categoria", afirma.

Atualmente, 60% das concessionárias e revendedoras implantaram o PLR e, em algumas delas, já é nítido os retornos favoráveis significativos. "Se eu agrado, esse agrado vem para mim em dobro. Se eu remunero bem o trabalhador, ele vai apagar a luz, fechar a torneira que está vazando água, vai economizar papel, caneta. Com tudo isso, na ponta do lápis, a empresa ganha muito mais", esclarece.

Outra conquista a ser concretizada esta semana é o mecanismo de vigília do dinheiro do empregado, para saber se está sendo depositado. "Nós seremos o 1º do Estado a ter o certificado dado pela Caixa de fiscalizar o FGTS", afirma.

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terça-feira, 8 de novembro de 2011

São Paulo tirando uma soneca

Quem disse que São Paulo nunca para certamente não gostava de programa cultural. Ao contrário da maioria, eu digo SIM, a capital intensa de negócios, artes e comércio do Brasil tem sua trégua às segundas-feiras. Em meu único dia como turista na cidade paulista, deparei-me com as portas fechadas do Museu da Língua Portuguesa, minha tão almejada visita que ainda não dei como realizada na minha lista de viagem. Se não fosse suficiente ter o meu sonho afastado, a Pinacoteca e todos os outros museus estavam fechados. Ai que absurdo!

Definitivamente, São Paulo não é nada interessante para se conhecer no início da semana. O que restou? Visitar a tumultuada 25 de março. As ruas lotadas, as ladeiras com pessoas escapando pelas beiradas, as lojas estreitas e aparentemente menor pelo tanto de clientes. Nossa, se o vento não estivesse presente, diria que o calor estava infernal devido a quantidade de transpirar mútuo em um mesmo segundo e em um mesmo espaço.

Quantos aos famosos preços baixos da avenida, digo que não é mito, mas que se precisa conhecer bem a zona ou pesquisar bastante para não se sentir enrolado com as diferenças de valores.

Os conhecidos galpões de réplicas de bolsas e blusas de marca, esses só descobri depois de muito caminhar (sem escolha) sobre meu salto alto. Porém, não comprei NADA para mim. Tinha roupas, que nem conhecidas eram, e mesmo assim custava R$200,00... Diz se eu vou dar esse preço na 25 de março??? Nem sonhando!

Os artigos que mais valem a sua etiqueta, pelas duas horas que passei lá, foram peças de decoração para casa, acessórios para mulheres, pelúcia e uma blusas réplicas masculinas. Por ora, foram essas minhas conclusões.

Depois da correria na avenida, encontrei o último ponto do dia: Mercado Municipal. As frutas frescas abriram meu apetite, que já estava aguçado pela fome do almoço ainda não comido e nem requisitado. A fome era grande e a vontade de comer o tradicional e famoso pastel do local foram aumentando, assim como o toque do celular com a chamada de que tinha de retornar para o hotel. Infelizmente, o pastel ficou para outra hora. O que restou foi comer no aeroporto e pagar o preço absurdo do cardápio da Pizza Hut.

Acredita que 1/4 de pizza é quase R$20,00, um refrigerante 300ml é R$4,90 e dois breadsticks é quase R$8,00? Senti-me em pleno assalto a mão armada e sem poder reagir. O jeito foi pedir um kit de pizza, refrigerante, sobremesa e dois breadstiks por R$29,90. A soma pareceu mais aceitável e menos roubo. No final da conta, ainda tive que escutar "quer bala com troco"... depois de tudo ainda querem ficar com meus R$0,10. Eu até que ia aceitar, afinal o prejuízo já tinha sido feito, mas era caramelo. Então, o doce foi convertido novamente em duas moedas no meu bolso.

De barriga cheia, embarquei lembrando da lenda da cidade que nunca dorme e do quanto admirei-me - repito - das portas fechadas, ainda mais agora que eu descobri que o Masp liberou a sua entrada até dia 13 deste mês. Pelo visto, minha sorte estava pela metade esses dias...

...

Eu não canso de render-me, nem que seja por alguns segundos, ao encanto das nuvens. Que primorosa pintura aos meus olhos, a qual me faz sentir na divina pintura de Michelangelo. Elas são como ondas e, ontem, era época de ressaca. Porém, mesmo assim, o avião dominou com maestria essa ação da natureza aparentemente indomada.

Esse momento, faz com que esqueça de tudo: da pressão no ouvido, na vida, na cabeça. Fecho os olhos e continuo contemplando a magnitude que eu sei estar ao meu lado, na janelinha fria que não pode ser aberta. É tão bom viajar.

Fosco é o novo Nude

Para aquelas pessoas adeptas às cores naturais na maquiagem, na roupa, nas unhas ou acessórios variados, descobri por acaso que o fosco pode ser o novo nude. SIM, EXATAMENTE. Olhe para os meus dedos gordinhos recém feitos na manicure. Para quem olha, até parece que nem base eu passei, mas estão enganadíssimos. A combinação de duna + fosco deu exatamente esse resultado.Eu nunca tinha usado fosco e, quando eu peguei no frasco, não fazia ideia de como era o seu resultado. Na primeira e única demanda na unha, vendo o efeito acontecer por cima do rosa claro, lembrei ter visto umas francesinhas pretas com fosco que tinha adorado o contraste, até que percebi que esse esmalte ficaria melhor se a cor de baixo fosse mais escura. Enfim, valeu o aprendizado e o teste.

Uma certeza (quase) acabou

O que você pensaria se visse essa manchete "Globo cancela 'Roberto Carlos Especial' deste ano"? Veio primeiro em minha mente uma lembrança, na verdade uma brincadeira, de que existem duas certezas na vida: a morte e o especial de fim de ano do Rei. Então, podemos questionar a morte, caso o canal 10 decida não gravar o típico show de dezembro?

Bem, não é para tanto, não digo pelos questionamentos (brincadeiras a parte, lógico) e, sim, pois na verdade resolveu-se aproveitar a apresentação do cantor feita em Jerusalém, acharam mais apropriado ao espírito natalino e também daria uma oportunidade àquelas pessoas que ainda não conferiram.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Dois automóveis vivos no espaço do Museu

Por trás de dois carros fúnebres, há mais do que histórias de enterros, lágrimas e luto. Existem ainda novas e boas lembranças, homenagens e, por que não, também risos

A ocasião do Dia dos Finados pede uma matéria especial às páginas do caderno Automóvel. Nada de flores ou velas, o assunto agora são os quase octogenários carros funerários que estacionam história e pomposidade no Museu do Automóvel há mais de duas décadas.

São dois modelos antigos dos anos 30 localizados lado a lado, instigando a curiosidade dos visitantes que passam pelo local. Mesmo sendo de modelos e anos diferentes, tanto o Ford 1933 como o Chevrolet 1934 apresentam características semelhantes em sua carroceria e em seu detalhes.

Segundo Carlos Alfredo Cisne, ex-presidente do Museu e também médico-legista, os veículos não vieram assim de fábrica. Eles foram adquiridos e, em seguida, receberam modificações para caracterizá-los ao estilo fúnebre, por isso têm padrões estéticos parecidos.

Na verdade, ele explica, o que veio das marcas foi somente a caminhonete. Os detalhes, como as penas, ficaram a cargo dos donos dos carros, que encaminhavam para uma firma para suas identificações irem além do extenso tamanho da carroceria.

Para manter no Estado

Para não deixar um pedaço raro do Ceará sair do estado, José Azevedo Sobral, primeiro presidente e também fundador do Museu, prontificou-se em comprar. Os carros já estão em sua posse há, em média, quinze anos.

Histórias no século XXI

As lembranças guardadas em cada caixão transportado já seriam suficientes para tornar esse veículo do início do século passado um objeto memorável. Porém, muitos fatos ocorreram após a sua chegada ao Museu do Automóvel dignos de serem acrescentados as suas histórias.

Mesmo quase cinquenta anos aposentado, recentemente o veículo teve mais um trabalho. Um senhor doente ficou encantado com o automóvel e tinha o sonho de que, quando morresse, o seu caixão fosse conduzido até o túmulo com aquele típico carro funerário. "A família disse que o desejo dele era ser enterrado com uma funerária dessas. Então, falaram com o Sobral e ele concedeu. E o carro ainda foi funcionando", relata Carlos.

O tenebroso também esbarrou nas novidades de ambos os carros. "Um sócio trouxe um cachorrinho aqui e soltou ele no Museu. O cachorro saiu andando. Ele anda de cabeça baixa e, quando chegou em frente a funerária, o cachorro levantou a cabeça e começou a latir, depois saiu correndo", descreve.

Se um carro funerário em si carrega um lado obscuro e misterioso, depois dessa crônica o terror foi agregado com maior intensidade a história do carro. Não tinha pessoa, objeto ou, podemos supor, alma penada por perto que pudesse assustá-lo. Então, a dúvida do susto ainda paira por esses automóveis.

Todavia, não é somente em temas como morte, homenagens, luto e macabro que esses veículos permeiam. Eles também são passíveis de promover sentimentos mais leves e até mesmo românticos.

"Às vezes vêm noivas aqui, que querem casar em um automóvel antigo, e pedem para usar um dos carros daqui. Pois, não veio uma que se engraçou com esse (carro funerário). Ela achou lindo", lembra Carlos.

Realmente, o estilo imponente e as cortinas nas janelas laterais remetem as tradicionais carruagens reais. Infelizmente, ela só reparou nesses detalhes e esqueceu de perceber a sua extensão traseira para comportar um caixão ou, muito menos, as pequenas cruzes que decoram todo o seu entorno.

Os dois carros funerários, depois do último serviço no ano passado com um deles, pararam de rodar. Porém, o contato diário com os mais de sessenta e cinco sócios ativos do Museu do Automóvel, além do público de turistas, interessados em veículos e grupos de escolas que visitam o espaço, não permitem que a sua história e recordações fiquem parados no tempo.

Há 30 anos em Fortaleza

O Museu do Automóvel já está com trinta anos de quilometragem rodada em Fortaleza. A sua inauguração foi no dia 3 de julho de 1981, entretanto, os seus primórdios podem ser encontrados no Clube do Calhambeque, fundado em 20 de abril de 1973, composto por oito integrantes.

Atualmente, são sessenta e cinco sócios que frequentam ativamente os encontros às quartas e aos sábados no Museu, porém nem todos possuem suas raridades automobilísticas expostas no clube. Alguns preferem ter o veículo mais ao seu alcance e usar com maior frequência pelas ruas da capital cearense.

São ao todo cinquenta e cinco carros disponíveis para serem observados e alvos de constantes fotografias.

Para ser digno de merecer um espaço no Museu, a peça de coleção deve ter no mínimo trinta anos. O carro mais antigo do espaço é o Ford T, de 1917.

Quem desejar conferir mais de perto os históricos automóveis que passaram e, por vezes, ainda circulam em Fortaleza, é só visitar o Museu do Automóvel, aberto de terça a domingo, das 9h ao meio dia e das 14h às 17h.

O preço do ingresso é R$ 8,00.

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Trinta dias sob duas rodas nas estradas latinas

Depois de um ano de planejamento, os motociclistas Marcelo e Gilberto irão subir em suas motos e seguir caminho rumo a cinco países da América Latina

Uma nova rota vai ser seguida, neste domingo, pelo motociclista Marcelo Teles. Depois de um ano de preparação, finalmente o empresário cearense está pronto para seguir viagem. Desta vez, sua esposa não o acompanhará na aventura e, sim, o seu amigo de longas datas e motociclista de primeira grande viagem, Gilberto Norões, que irá seguir os trinta dias de estrada.

Por já conhecer as cidades e municípios perto de Fortaleza, os motociclistas decidiram seguir o seu caminho partindo do Acre. Embora pareça estranho começar uma trilha sob duas rodas em pleno avião, ao final, isso será lucro, por poderem dispor de mais tempo em outros pontos no roteiro.

"Eu estou ganhando de cinco a seis dias, então são dias que eu posso utilizar conhecendo outras coisas fora do país, que é o meu objetivo. Muita gente fala que perde a graça da viagem, mas, por outro lado, eu não sou um viajante que gosta de só passar pelos lugares, eu gosto de conhecer as pessoas, os hábitos, a cultura, as dificuldades do local, a parte econômica. Quando se vai com pouco tempo, algumas coisas passam (despercebido)", explica Marcelo.

Circulado no mapa

Seis países participam do seu destino nos próximos dias. Além do Brasil, incluiu também no plano os seguintes integrantes da América Latina: Peru, Bolívia, Chile, Argentina e Paraguai.

A escolha do Acre como estado de partida decorreu do desejo de conhecer a recente via transoceânica, que liga o Brasil ao Peru.

Outro ponto que não podia faltar na rota de Marcelo e Gilberto é Machu Picchu, a qual este ano completa 100 anos da sua descoberta. Além de sua passagem representar uma homenagem ao local, mas também porque a cidade já se tornou ambição de muitos viajantes. "É a meca de todo motociclista ir para Machu Picchu, Deserto do Atacama. São pontos que todos os motociclistas sonham em ir", afirma.

Exceto esses ambos objetos de consumo de quem dirige, ou melhor, vive em cima de uma moto, também constará no seu trajeto lugares como, Copacabana (Bolívia) Salar de Uyuni (deserto de sal na Bolívia), Arica (Chile) e Quebrada de Humahuaca (Argentina).

Imprevistos no caminho

Embora sua BMW1200 GS esteja apta para suportar as intempéries da estrada e permita levar quatro bauleiros, essenciais para comportar desde roupas, ferramentas, remédios e até galões de gasolina, há outros imprevistos que os viajantes devem preocupar-se.

Por mais que haja um estudo prévio dos destinos que serão visitados, desde o clima até a legislação de trânsito do local, há situações que podem acontecer ou fugir do controle dos motociclistas, por isso os hotéis ainda não têm datas marcadas.

"Os principais desafio dessa viagem, em termo de condicionamento físico, é o clima e a altitude". O cansaço também será um empecilho, por isso a previsão é rodar no máximo dez horas por dia e apenas no turno da manhã e da tarde.

Neutralização do CO²

Além das preocupações quanto ao trajeto da viagem, revisão da moto e arrumação das malas, Marcelo resolveu fazer um pouco mais. Ele viu que a sua, aparentemente, inofensiva aventura renderia ao equivalente a, em média, vinte árvores. Elas serão plantadas, juntamente com os seus filhos, no seu sítio em Pindoretama.

Desde novo

Aos dezesseis anos, Marcelo teve sua primeira experiência em cima de uma moto e, sem perder tempo, já começou a fazer trilhas com ela. Desbravou os seus primeiros quilômetros aos 35 anos. Dos pequenos trajetos, cresceu um "vício" que é alimentado constantemente e virou até um blog (http://marceloteles.blogspot.com).

"Eu me apaixonei por viagem em motocicleta. De lá para cá, praticamente, viajo duas vezes por ano".

Dicas de viagem

Documentação: antes de partir é importante deixar separado toda os documentos necessários para o decorrer do trajeto, desde passaporte, carteira de motorista internacional e carteira de vacinação ao seguro carta verde. Além da xerox de tudo.

Celular: lembre-se de avisar a operadora da sua viagem, para ela habilitar para telefonemas fora do país.

Planejar: é muito importante, antes de arrumas as malas, estudar os costumes, a língua, o clima e os códigos de trânsito do local que irá visitar para diminuir os possíveis imprevistos da viagem, além de poder desfrutar melhor e estar preparado para o que o país irá oferecer, até mesmo para saber o que levar na bagagem.

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Sinaleira não é ato de gentileza, é obrigação

Parece que a exceção é regra quando observamos que são raros os motoristas que fazem uso regular e adequado dos indicadores de direção durante o trânsito de Fortaleza

Se resolvermos parar na calçada e observar os carros que dobram a esquina, podemos contar nos dedos os que dão aviso com a sinaleira. Os motivos permeiam desde o esquecimento, pressa e negligência até o argumento de que não gostam de dar satisfação a terceiros para onde estão indo.

Não utilizar os indicadores de direção vai muito além de ser uma infração do artigo 196 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O seu uso é um auxiliar no trânsito para comunicar-se tanto com os pedestres, como também com os outros veículos que circulam pelas ruas e avenidas.

A sinalização não é restrita a placas de trânsito e faixas desenhadas nas pistas, ligar a seta para alertar que vai virar para direita, por exemplo, pode fazer a diferença para evitar uma briga, uma batida ou um atropelamento.

A universitária Lívia Gadelha quase foi atropelada por um carro que não sinalizou. "Confiei que ele não ia dobrar na rua e atravessei, se não fosse uma pessoa para me puxar para a calçada com certeza teria acontecido um acidente", recorda.

Além de ter vivido essa experiência, ela diz conhecer muitos exemplos de pessoas que cometem essa infração, reconhecem o erro, porém agem errado mesmo assim. "A maioria diz que o pedestre consegue perceber que o carro vai dobrar na rua ou atravessá-la, como se o pedestre pudesse fazer previsões no trânsito", ironiza Lívia.

O susto que a Lívia passou não é exclusivo dela. Casos como esse acontecem diariamente, como a situação de Antônio Leite de Oliveira. Há trinta anos ele é ambulante e vinte desses somente na Av. Padre Antônio Tomás. Em sua experiência vendendo milho durante o sinal vermelho, muitas vezes ele correu o risco de ser atropelado, mas "graças a Deus", como justifica, nunca aconteceu nada de grave.

Segundo Antônio, tanto os motoristas não usam a sinaleira, como também avançam o sinal vermelho, o que dificulta ainda mais a orientação do pedestre do momento adequado de atravessar a faixa.

Conscientes do ato

Para Ribamar Diniz, coordenador de blitz do Departamento Estadual de Trânsito do Estado do Ceará (Detran-CE), esse comportamento não pode ser justificado pelo despreparo e falta de informação do que se deve fazer, já que há aulas práticas e teóricas antes da pessoa torna-se apta a ser motorista. De acordo com Lívia, que além de pedestre também está preparando-se para assumir o volante, o uso da sinaleira é posto como indispensável em todas as manobras pelo professor da autoescola e os alunos não desmerecem a orientação.

"Todos consideram importante, principalmente porque estamos aprendendo e por consequência somos mais vagarosos nas manobras, então é importante os outros carros verem como vamos proceder na direção", explica.

Mesmo com toda a preparação antes da carteira de motorista, Lívia acredita que o problema é que com o tempo as pessoas vão relevando certas regras do Detran que consideram desnecessárias e isso desencadeia a falta de hábito. "Considero que é preguiça mesmo, quando já estão dirigindo por muito tempo, as pessoas adquirem muitos vícios negativos ao conduzir um carro", acrescenta.

Ela está perto de torna-se mais uma motorista da capital cearense, porém, em nenhum momento, acredita que isso afetará a maneira como enxerga a necessidade do uso adequado da sinalização. "Por mais que tenhamos um carro, em algum momento seremos pedestres, então é interessante sermos avisados pelos carros através da sinaleira", afirma.

Inadequado e proibido

O CTB prevê multa de R$127,69 e cinco pontos na carteira àquele motorista que "deixar de indicar com antecedência, mediante gesto regulamentar de braço ou luz indicadora de direção do veículo, o início da marcha, a realização da manobra de parar o veículo, a mudança de direção ou de faixa de circulação". Essa infração é considerada grave e, para Ribamar, deve haver autuação caso seja feito o flagrante da ação.

Ele acredita que, por o comportamento imprudente não mostra mudanças com o tempo, então talvez com uma fiscalização mais rigorosa essa realidade pode inverter-se.

Afinal, por mais que existam vários fatores que acabem levando a não utilização da sinaleira, deve-se ter consciência que esse é um mecanismo de segurança no trânsito.

Casos registrados


Em 2010, foram flagrados cinquenta carros pela Autarquia Municipal de Trânsito (AMC). O ano de 2011 ainda não terminou e, de janeiro a setembro, já registraram sessenta e nove casos de infração do artigo 196.

Esses números, infelizmente, não serve como controle do aumento dos dados relacionados a sinalização. Segundo a AMC, por não haver uma fiscalização em um endereço fixo e por, provavelmente, ter sido diferente o número de agentes envolvidos na fiscalização, não tem como fazer um gráfico comparativo ao decorrer dos anos.

Diferente de outras infrações que são registradas por máquinas ou por blitz, a autuação do uso inadequado da sinaleira não exige uma abordagem. O carro infrator segue adiante, sem precisar parar, e o agente anota a placa e envia a multa com a explicação para o endereço do motorista.

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