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sábado, 15 de novembro de 2014

Muita promessa e pouco off

Antes de comentar o passeio no outlet de Fortaleza, preciso questionar: por que lançar um empresa que não está plenamente finalizada com as promessas iniciais feitas? Algumas lojas estão com acabamento mal feito nas paredes, a praça de alimentação está com três lanchonetes abertas de forma improvisadas e até o banheiro tem algumas portas para o aparelho sanitário que nem ao menos tem o pino para trancar. 

Outra pergunta: o ticket na entrada do estacionamento é sinal de uma futura cobrança? Espero que não. Caso contrário, as pessoas gastariam mais combustível pelo deslocamento e depois ainda teriam que pagar o estacionamento? Nem a gratuidade das vagas pode seguir os moldes norte-americanos, só o fato de não haver nenhuma árvore fazendo sombra para os carros?!

Bem, tirando isso, a lotação não causou claustrofobia, nem esbarrões. O ambiente amplo é uma opção boa para quem adora comprar, mas não gosta do ambiente conturbado dos shoppings. Quanto às lojas, as que estão disponíveis no momento ainda não me fizeram decidir se deslocar-se até a Caucaia é uma real alternativa para comprar roupas no melhor preço. Às vezes compensa mais esperar as promoções e ponta de estoque das lojas "normais".

A minha maior decepção foi a loja de roupas íntimas. Peças básicas por mais de R$90,00. Como pode? Tem escolhas muito melhores em ambientes de muito mais referência e que nem estão em ambiente de outlet. A TNG tinha blusas bonitas para trabalhar. Por R$50,00 por cada peça comprada, eu fiquei satisfeita. Está quase impossível encontrar mais barato, até mesmo recorrendo para C&A e Riachuelo, que já não são mais as mesmas, pois tem peças tão caras como lojas de marcas renomadas. Tirando isso, é esperar uma esperança com a vida da Levi's, GAP e outras apostas do Off.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Rodas nas dunas [✍]

Não há uma rotina. Todo dia é uma experiência nova, uma informação nova. Esse é o lado positivo de ser jornalista: poder estar em lugares, com pessoas e em situações que jamais estaria se não fosse dessa área. Pois bem, uma dessas vezes rendeu fotos muito legais para guardar para posteridade, além de ficar na memória. Compartilhei os fatos via televisão e jornal, agora resolvi partilhar um pouco das fotos no meu blog. Para contextualizar, participei do Polaris Experience Day, realizado nas dunas de Aquiraz. Em uma das paradas para troca de motorista, eu desci para usar um dos banheiros em uma casa perto do nosso "estacionamento" e acabei cortando o tornozelo em um arame farpado esticado entre duas varas sem nenhum motivo pelos moradores, que não avisaram a mim a existência dele.


Mais para o fim do passeio, um pequeno incidente ainda aconteceu. Entre um dos movimentos nas dunas, o UTV em que eu estava como passageira acabou virando de lado. Apesar do susto, não houve nada, só um mínimo arranhão e roxo na perna. O produto mostrou sua segurança em termo de proteção, graças ao santo antonio. O test-drive acabou ficando mais completo por essa comprovação. 

Para finalizar o percurso, achei melhor aproveitar o convite de um dos pilotos de quadriciclo, assim pude sentir como é uma aventura nas dunas em cima de um ATV. Antes de partir para o almoço, ainda fiz uma das metas de vida: plantei um das dez mudas separadas como ação social do evento.

Tirando os dois pequenos acidentes, foi ótimo sentir o espírito de liberdade que esses veículos promovem. Mas, lembrem-se sempre de buscar orientações de especialistas, ter todos os equipamentos de proteção - como o capacete - e buscar informações sobre os locais autorizados para a sua circulação. 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

- Mamãe! Mamãe? Mamãe.

De tão irmã que a tenho, a filha da minha melhor amiga sinto como se fosse sobrinha. Em uma das visitas às duas, encantei-me com uma observação. Com apenas um ano de idade, Sabrina pouco dizia. Na verdade, nas horas que passei ao lado dela só escutei "mamãe". No entanto, essa única palavra era explorada como se tal representasse o dicionário inteiro. Mudando somente o tom da voz, acompanhada de muito, pouco ou nenhum choro, esse seu restrito vocabulário significava tudo para ela, tudo o que ela queria exprimir ao mundo. Do constatado, sai a metáfora de que mãe realmente significa-nos tudo. Para acudir, acalentar e clamar amor, para que aprender mais quando pequenos? Saber "mamãe" já é suficiente.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O trem fez a curva para minha vida

Permitam-me hoje falar em primeira pessoa mais do que nunca. Como venho fazendo já há algumas manhãs, saio de casa logo cedo e passo próximo das 6h30 pelo cruzamento onde situa-se uma passagem de trem. Não é costume passar trens por esse horário, pelo menos não houve nenhuma coincidência em encontrá-los até agora. No entanto, hoje, enquanto prestava atenção se havia algum estranho potencialmente perigoso e tendencioso para cometer um assalto pela manhã, mantinha ainda a atenção no trânsito até que o sinal ficou verde. Por ser a primeira da fila, dei um segundo, para dar tempo passar aqueles apressados que insistem em cruzar o sinal vermelho e causar acidentes, e acelerei antes que alguém buzinasse por estar segurando o trânsito. Tudo ia normal, até um borbulhão de fatos e observações vir ao mesmo tempo. 

Enquanto seguia meu caminho, percebi que os carros que estavam no sentido contrário da via permaneciam parados. Não entendi porque. Olhei para trás, os carros tinham se deslocado. Até que ouvi um barulho à minha direita. O trem estava apitando a pouco metros de mim, a sensação era estar a um palmo de distância, para exagero meu. Porém, não parei em nenhum momento a aceleração, para frieza e felicidade minha. A gente nunca sabe como irá reagir em casos extremos, há quem tire o pé dos pedais e congele. Eu segui adiante. Logo que cruzei, poucos segundos depois, o trem passou onde eu tinha acabado de estar. 

A cancela não estava baixa, as luzes não estavam piscando - se estava não dava para notar porque estando de manhã as luzes não se ressaltam tanto -, o aviso sonoro não existia e só pude escutar o trem quando estava perto demais. Não é a primeira vez que isso acontece. Meu pai já tinha alertado-me que isso aconteceu com ele no fim da noite outro dia, quando é mais costume o trem passar mas sem hora tão certa. Também não havia cancela, aviso sonoro ou luzes piscando. Ele passou e logo depois veio o trem, assim como aconteceu comigo hoje. Ele sentiu tanta raiva pelo o que podia ter acontecido e eu também. 

Hoje senti mais ainda o que ele sentiu.Um segundo a mais ou a menos teria feito a diferença hoje. Não era para eu ter acidentado-me. Acredito que foi um aviso divino para eu ter mais cuidado ainda e valorizar a minha vida. Só pode. Foi muita sorte. Depois do acontecido, o nervosismo veio, vi o que poderia ter acontecido. Tudo o que eu poderia perder em minha vida, quem eu deixaria para trás, tudo veio a minha mente. Até mesmo agora, enquanto escrevo essas palavras, eu lembro novamente e choro. Choro porque amo viver e eu quero continuar assim por um bom - e longo - tempo.

domingo, 4 de maio de 2014

Antes de dormir, uma partilha

A imagem se concretizou. Quando criança, escutava Marisa Monte. Aprendi as letras e comecei a cantar junto a sua voz do CD. Eu também assistia aos musicais da Disney. Como toda menina da minha idade, decorei as falas e as cenas, imaginava-me ao lado de cada princesa. Em cada Natal, desde que me lembro, minha mãe colocava Luciano Bruno quando montávamos a árvore de natal. Até hoje é assim. 

Bem, do ano passado para cá, vi de perto cada um desses três marcos de minha infância, de minha vida atual até. Pela emoção, pela expectativa criada de longe, eu chorei ao ver os três. Não foi daqueles de suspiros altos. Foram poucas lágrimas que não se contiveram no coração emocionado. Depois de tanto tempo vendo só a voz e a imagem longe, estiveram os três diante de mim. 

Infelizmente, com Marisa Monte não pude estar perto. Ou realizar a minha fantasia de cantar ao seu lado (como também desejo fazer ao lado de Ivete Sangalo e Blitz). PORÉM, consegui trocar algumas palavras nesta noite com Luciano Bruno. Ainda não dormi, por isso ainda é 3 de maio.

Mesmo com vergonha de confessar - não sei se ele iria considerar besteira ou não -, eu falei que não era Natal em minha casa se nós não tocássemos a sua música. Muito simpático, ele riu e disse "não fale assim que fico emocionado". Com aquele jeito e voz de italiano, bem carismático. 

Fiquei muito feliz pelo breve momento. O seu show, então, nem preciso falar. Cantou quase duas horas ininterruptas. Nem ao menos o vi tomando água. Foram todos os sucessos e outros mais. Para aumentar a minha felicidade e completar a emoção, tocou a versão italiana de Bem que si quis, interpretada no Brasil por Marisa Monte. Pelo menos é em sua voz que eu conheço.

No mais, não podia dormir sem antes extravasar a felicidade. Para os que não o conhecem, algumas de suas músicas eu deixo aqui. Certamente, vão continuar em minha mente, no meu sono leve, leve.



sexta-feira, 14 de março de 2014

Pode falar em português

Dentre todas as reclamações envolvendo a preparação do Brasil para o Mundial, a que menos concordo é a envolvendo a temática línguas. Já vi inúmeras matérias reclamando que os restaurantes, os taxistas e as farmácias, por exemplo, não tem os seus funcionários habilitados no inglês. Falam isso como se fosse o flagrante mais absurdo. No entanto, uma dúvida: por que todos nós brasileiros temos que falar inglês? Talvez também não seja indicado o turista vir sabendo o mínimo necessário para a sua "sobrevivência" em local estrangeiro?

Quando viajei por duas vezes a Houston, ninguém, em todos os locais que visitei, sabia falar português. Um ou outro arranhava um espanhol e tentava comunicar-se comigo. A sorte é que sabia falar em inglês e não tive dificuldade para conseguir e fazer as coisas que precisava. A única dificuldade foi o sotaque deles. Como dizem, parece que eles têm algo na boca enquanto falam. Às vezes era bem difícil entendê-los.

Bem, vocês podem dizer que essa cidade do Texas não é tão turística assim, não tem uma obrigação em falar outras línguas. Bem, e quanto a Orlando? Em pleno hotel, onde deveria ter pessoas bilíngues, as atendentes mal falavam inglês direito. Até os próprios americanos não entendiam o que elas falavam, era como se tivessem um dialeto próprio ou o sotaque distorcia tudo o que falavam. Foi muito desafiador a comunicação com elas.

Nem precisamos ir a França para saber da fama deles em não querer falar em inglês, apenas francês. Muitas amigas minhas disseram que falavam em inglês e eles respondiam em francês. Ou seja, entendiam, mas se negavam a falar em inglês. Então, do que adianta falar várias línguas se não vão ser úteis para facilitar o diálogo com os outros?

Todo turista sabe que precisa saber o mínimo - para conseguir encontrar um banheiro, um táxi, um hotel e um restaurante - ou então contratar uma empresa que ofereça um guia o qual saiba falar português e a língua local da cidade visitada. Não é a toa que existem vários livros com frases básicas do mundo inteiro, com orientação quanto a pronúncia e mais outras dicas.

Então, por que falar inglês é tão importante ao ponto de ser pauta de um jornal? Não somos obrigados a falar inglês. Isso realmente seria um diferencial para a empresa, uma vantagem para atrair mais turistas e um destaque para quando a cidade for visitada por muitos estrangeiros, principalmente na época da Copa. Mas, não é obrigação. Seria se a pessoa trabalhasse no posto de perguntas do aeroporto, como "Como posso ajudar?" no Castelão, tradutora (lógico) ou até mesmo na recepção de um hotel. No entanto, em uma farmácia? Em um posto de gasolina? Por quê?

sábado, 1 de março de 2014

Para quando eu for

Juro, não gosto de falar de morte. Se eu penso, logo dói. Um dia, esse assunto chegou em uma conversa entre amigas e peguei-me falando de como gostaria que fosse o meu velório. Bem, já que toquei nessa temática, queria que o local estivesse lotado. Isso significaria que eu cativei muitos. Dos amigos de colégio aos bisnetos, eu espero. Eles estariam presentes não para demonstrar falsidade ou aproveitar alguma festa e, sim, porque queriam se despedir de mim.

Entre alguns suspiros, narrativas em voz alta de como nos conhecemos, de como vivemos, assim como aconteceu no meu filme favorito P.s eu te amo. Se existe mesmo vida além da morte, eu me sentiria ainda viva na memória de cada um e perceberia que participei da vida de muitos. Por favor, só me poupe das histórias constrangedoras e humilhantes.

Ah! Não se esqueçam das rosas. Nem que seja só um botão em vez do buquê. São as minhas favoritas. Para a música, peço duas em especial as quais me emocionam e tem um apelo triste e sentimental que me dá vontade de chorar: Hallelujah e a trilha de Lago dos Cisnes.

Na mesma conversa, falamos de como só encontramos os outros na alegria. Assim como nos votos de casamento, os amigos e a família têm um compromisso sentimental e devem também estar presentes na tristeza. Uma ligação sem compromisso, só para saber como o outro está. ADORO receber essa doce surpresa, apesar de infelizmente não fazer tanto quanto gostaria.

Não só em aniversários. Que os outros dias do ano sejam motivos de encontros e ligações. Fora das comemorações, que haja visitas também. Mesmo que seja só para ouvir lamúrias. O outro quer se sentir querido e prestigiado. Que não esperemos o velório para encher a igreja e mostrar que amamos o outro e, enquanto isso, deixarmos a vida do outro vazia.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Areia da vida

Uma vez me disseram que, quando ficamos mais velhos, o tempo parece um maratonista devido a mesmice. Não foi bem com essas palavras, eu confesso, mas foi nesse sentido. Estagnamo-nos em nossa rotina e, com isso, o dia de ontem assemelha-se com o hoje e, provavelmente, com o amanhã. Tudo parece ir em um único fôlego. Por isso, quando vemos, já é domingo e temos que nos preparar para começar a rotina novamente.

Quando jovens, há também as nossas rotinas, mas temos a quebra delas em cada nova viagem feita, na mudança de série a cada ano, no vestibular, na entrada da faculdade e nessas fases de transição. No entanto, ficamos mais velhos e mais consumidos pelo igual. Por vezes, adiamos novidades e descobertas. E, assim, a ampulheta da vida parece dá uma chacoalhada.

Por isso, faço questão das transições. Até mesmo comemorar o meu aniversário todo ano. Apesar de ter trabalhado, estar doente e cansada, ter de acordar cedo no dia seguinte com uma agenda lotada de afazeres, prezo cantar parabéns e assoprar minhas velas de números. Sem isso, o 23 de fevereiro será igual ao 13 de abril ou qualquer outro quadrado do calendário. Será comum. Não haverá nada que separe os meus 23 anos dos 24 recém atingidos. Será como minha virada de ano sem as ondas, sem os fogos. Estará tudo emendado. E parecerá que a minha areia de existência veio em menor quantidade ou mais fina.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Baseado em fatos reais

O homem nu não é restrito aos escritos de Fernando Sabino. A sua crônica existe e certamente foi (caso não, poderia ser) baseada no meu vizinho do prédio da frente. No entanto, infelizmente, não é devido a nenhum incidente que ele expõe-se em pelo aos olhos alheios.

No conforto de sua casa, sem explicação aparente, ele tira a roupa e espera audiência. No início, como o "público" não sabia de seu show, alertava sobre o espetáculo com um laser, iluminando as janelas dos apartamentos do prédio a frente, o seu holofote particular de bolso. 

Depois que a apresentação foi avisada e os "convites" distribuídos, ele agora apenas desfila pelo corredor de sua varanda quando avista pessoas na janela do prédio - no caso o meu. Para o meu desprazer, o modelo da sua vestimenta é sempre o mesmo, nenhum. 

Enquanto não recebe atenção, a penumbra o acalenta, como se estivesse na coxia, esperando para fazer a performance. Basta alguém acender a luz de algum cômodo ou querer olhar pela janela, a vista do exibicionista desconhecido, que ele prontamente começa a fazer o seu show. Ele quer a fama pela pouca roupa. Quer ser descoberto pela falta de coberta. Quer repetir o comportamento do personagem nu em Friends, sobre o qual todos os seis amigos comentavam a respeito. Ou é isso, ou muita carência. Além disso, ele ainda faz apresentações extras para quem passa pelo seu corredor no seu andar do prédio ou para quem entrega comida em sua porta. É o que dizem. Gostaria que fosse conto, mas é crônica.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Sintoma de saudade

Dez meses. Acredita? Ainda estamos no inverno e nada da primavera retornar. Para conter a tristeza, já que a inocência foi-me tirada em conseguir encontrá-la em algum armário vazio de minha casa, criei a fantasia de que minha Rosita estava de férias. Assim, seria mais fácil acostumar-me com a abandono, com o vazio.

Para felicidade de minha imaginação, ela retornará de sua ausência hoje. Ô segunda sagrada. Será breve o tempo conosco, mas aproveitarei como puder. Para desprazer de minha ansiedade e angústia, o horário da chegada não está definido, porém é muito melhor saber que está mais perto de eu matar as saudades. Isso acalma e acolhe a alma, como costumava dizer Marisa Monte. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Um buraco de inspirações

Injuriados pelos buracos de cada dia, o casal Claudia Ficca e Davide Luciano fez do problema viário inspiração para um projeto fotográfico repleto de ironia e criatividade. Intitulado de Pothole, em 2009 eles deram início aos ensaios e utilizaram vários locais dos Estados Unidos e do Canadá para compor os cenários. Para não atrapalhar o trânsito, o processo de cada foto levou de cinco a dez minutos.

Como assunto da foto, há desde buracos usados como piscina, balde de gelo e calçada da fama, além de representar o famoso buraco de Alice - No País das Maravilhas. Vale ressaltar que, segundo os fotógrafos, nenhuma edição de imagem foi feita, nada foi adicionado ou retirado. No blog MyPotholes e nas redes sociais, o internauta pode acompanhar onde estão sendo expostas a série de fotografias e quando o casal estaciona em um novo estado para fazer novas fotografias. Sinceramente, se eles morassem em Fortaleza, não faltariam cenários para o ensaio. Nem precisaria rodar muito para encontrar. 
Feita em Montreal

Feita em Montreal

Feita em Toronto

Feita em Nova Iorque

Feita em Los Angeles

Feita em Montreal

Feita em Montreal

Feita em Montreal

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Velas acesas

A vida, nos últimos quase cinco anos, deu-me de presente uma bisavó. Digo isso porque Dona Nair tratava-me como uma de suas bisnetas, seja no seu carinho comigo - que nunca negava - ou nas suas cobranças para visitá-la mais. O peso na consciência era grande quando eu passava muitas semanas sem vê-la, ficava pensando nela e imaginando que ela estaria à mercê esperando novas companhias em sua casa para passar mais rápido o tempo do sábado e do domingo.

Toda vez que a via sentia-me muito amada. Não há explicação. Era como se fosse abençoada por receber novos familiares que realmente gostam de mim, como tem ainda as duas avós do meu amor: Vilanir e Mazé. Neste ano, infelizmente, a saúde dela não correspondia com sua vontade de viver e lucidez. Ela estava disposta a conversar, sair, comer muito e divertir-se nas reuniões de família, porém o corpo não acompanhava o seu ritmo. 

A cada encontro, ela continuava a mesma. Sempre vaidosa, com as unhas pintadas e o cabelo arrumado com fivelas. Nos aniversários, não podia faltar a bolsinha transpassada combinando com a roupa. Ela não a largava por nada. Brincávamos até que tinha ouro, por nunca deixá-la de lado. O seu humor sempre era o dos melhores, independente de estar com alguma dor no corpo. Ela realmente era um exemplo de que, independente do que aconteça, não devemos deixar-nos abater. Era o que ela sempre dizia para mim.

Neste semestre, ela foi muitas vezes ao hospital. Em cada uma delas, fazia questão de visitá-la e dizê-la para continuar lutando, porque queria que ela ensinasse tricô para mim. Bem, esse plano foi cancelado, como também o seu aniversário de 94 anos no próximo mês, que ela estava tão ansiosa para fazer. Não vou tê-la em meu casamento, como disse a ela que gostaria que estivesse, muito menos receberei os sapatinhos para os meus filhos. Sempre dizia que os seus trinetos iriam usar esse presente dela. Pior, não vou tê-la mais em minha vida. 

Pode soar um pouco egoísta, mas não queria que ela tivesse ido. Ainda tinha muito a se ver nessa vida. Todos no hospital, sejam os médicos ou os desconhecidos, que visitavam parentes ao lado de sua cama, adoravam a sua simpatia e lucidez.  Ela conquistou todos que tiveram a oportunidade de conhecê-la. A minha maior tranquilidade - apesar de eu estar desfazendo-me em lágrimas - é ter declarado ontem todo o meu sentimento e carinho por ela. Ela foi embora contra a minha vontade. Só espero que ela esteja feliz onde estiver. Sorrindo ela deve estar, com certeza, ela nunca deixava de sorrir.

Diversão com aprendizado

Aliar jornalismo a educação sempre foi um encanto para mim. Nas primeiras semanas como universitária, logo elaborei um artigo abordando a importância da assessoria dentro das escolas e de uma produção jornalística voltada para o público interno, seja do corpo docente como discente. No entanto, no último ano de faculdade resolvi ir um pouco a fundo nessa temática e escolhi a disciplina de Educação e Comunicação para explorar mais sobre esse assunto.

A proposta, ao final do semestre, era elaborar um projeto plausível de ser trabalhado em sala de aula. Por sempre fazer sucesso nos exercícios de minha mãe, a qual é professora de português, resolvi sugerir a ideia da história em quadrinho. Porém, minha professora Ana Paula Farias fez melhor, pegou minha proposta e renovou - ironicamente - com uma ideia antiga: a fotonovela. É incrível como um produto tão antigo, que pouco se vê publicado, seja tão atual. Estamos tão envolvidos com as câmeras fotográficas que acreditei nessa sugestão como se fosse minha e agarrei-a.

Para testarmos a experiência, eu e meu grupo adaptamos o conto A Cartomante, de Machado de Assis. O processo foi simples: elaboramos o roteiro, ordenamos as cenas a serem fotografadas, escolhemos quem faria cada um dos personagens, além de decidirmos quais seriam os figurinos, os cenários e os elementos cênicos. Tudo foi muito divertido, incorporamos bem o espírito da história e representamos para as fotos ficarem realistas. A parte mais longa e cansativa, certamente, foi a diagramação. Todavia, é impressionante ver como tudo se encaixa e fica perfeito. Como diagramadora, fiquei muito feliz e satisfeita com o resultado. Mal podia esperar para mostrar a todos como o trabalho em grupo deu bons frutos.

A fotonovela foi recebida de forma satisfatória pela professora e alunos. Então, em seguida surgiu a ideia de aplicar a minha experiência na prática. Porém, logo veio o questionamento de um dos alunos da sala: o que isso traz de ensinamento aos estudantes? Bem, adaptar histórias para essa nova dimensão de conteúdo nada mais é do que fazer interpretação textual e adequação para um novo formato de texto. Aprendem a desenvolver a narrativa fora dos padrões de travessões e dois pontos. Além disso, faz com que haja interação entre os colegas de classe e que eles saibam trabalhar em grupo.

Foi exatamente isso que aconteceu. Por dois meses estive presente semanalmente para acompanhar cinco turmas da oitava série do Colégio Santa Cecília. Sinceramente, repetiria essa experiência mais vezes. Lidando com pré-adolescentes de treze anos, pude ver a criatividade rolando sem limites na adaptação de crônicas lidas em sala de aula. Houve algumas dificuldades na execução - como era de se esperar -, mas o resultado foi positivo. Eles adoraram o novo projeto e eu fiquei feliz com o retorno deles: eles querem que mantenham essa ideia nos próximos anos. Bem, o meu artigo está no caminho para ser produzido e finalizado. No entanto, enquanto o colégio permitir, quero continuar esse contato com os alunos e continuar ajudando no projeto nos próximos anos.
Turma A

Turma B

Turma C

Turma D
Turma E

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Sem barreiras [✍]

Em cima de morros íngrimes, em terrenos acidentados e dunas capciosas. Os carros 4x4 levam o condutor onde ele nem pode imaginar. Dentro de um Jimny, parecia que o automóvel ia virar quando passava por acessos íngremes ou não tinha força para subir. Mas, eu estava subestimando-o. Senti-me sem limites geográficos dentro do veículo. O circuito severo foi feito apenas com bandeirinhas, nada mais foi planejado ou ajeitado para montar o percurso. Todo o teste foi feito para mostrar que ele aguenta o que vier. Depois de tudo o que passei e suei durante a avaliação off road do carro, eu acreditei. 

Na segunda etapa, o trecho mais urbano demonstrou que o tamanho compacto dele facilita nas apertadas manobras do trânsito diário. A prova disso foi ter percorrido um trajeto de cones com muitas curvas sem dificuldade. Até mesmo quando o seu modelo 4Work puxava uma carroça era aparentemente fácil desviar dos cones. A experiência foi positiva e renderam muitas fotos interessantes, principalmente do momento fora de estrada. 

O test-drive foi em Mogi Guaçu no final de fevereiro. Porém, revendo as fotos do evento, decidi compartilhar no Palavras ou Máscaras esse meu lado aventureiro que enfrento, com muito prazer, no caderno Auto. Confira o resultado da reportagem.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Lavando a alma

Um pouco do divino está representado nas Cataratas do Iguaçu. A força das águas que caem do alto impressiona e arranca suspiros logo quando a cena é vista de longe. 

A cada passo da trilha, que nos aproxima das quedas, é uma emoção a mais, uma surpresa que transforma o espírito dos visitantes. 

No último ponto, quando estamos na ponte, um banho lava a alma de quem está lá. Ninguém fica com raiva de sair completamente molhado, independente se estiver feito "escova" no cabelo ou bem vestido. 

É um encanto cada segundo de admiração das Cataratas. A fama é que Foz do Iguaçu resume-se apenas a esse ponto turístico. Bem, na minha opinião, se realmente for verdade, esse ponto vale por milhares de locais de visitação. Ele é para ser visto e revisto por vários ângulos, como o de barco - eu não fiz, mas fiquei louca para fazer o passeio. Valeu por cada segundo dentro do avião e da conexão de ida no aeroporto em São Paulo.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Mayim transformada

Analisando a primeira vista, sem conhecer o currículo prévio, adorei a inserção da nova personagem de The Big Bang Theory. Amy Farrah Fowler conquistou o seu espaço no final da terceira temporada e ficou fixa na quarta etapa do seriado. Ela é a prova de que todas as pessoas têm a sua alma gêmea. Apesar dos hábitos criticados pelos seus amigos e conhecidos, Sheldon finalmente encontrou alguém que o ame e o respeite, independente de como seja. 

Autenticamente nerd, mas romântica como todas as mulheres. Amy era a peça que faltava nas ironias dos episódios, completou o grupo que é responsável pela risadas de milhares de seguidores da série. Adorei a atriz sem nunca ter a visto no meio artístico, foi quando eu a reconheci no Esquadrão da Moda (What Not to Wear) e gostei ainda mais da atriz Mayim Hoya Bialik.





Após os seus anos de estrelato interpretando Blossom Russo, ela resolveu dedicar-se a carreira acadêmica e tornou-se Ph.D. em neurociência. No entanto, a sua aparência foi completamente deixada de lado. Com zero de vaidade e nenhum cuidado em escolher as melhores roupas para o formato do seu corpo, Mayim foi o alvo perfeito de Clinton e Stacy no programa de moda deles. Porém, o ponto alto foi - além de vê-la sendo transformada - ela aceitar a consultoria, porém sem receber nenhuma ajuda financeira do Esquadrão da Moda. Ela foi humilde em dizer que realmente precisava de ajuda no visual, mas que tinha dinheiro, podendo eles darem o cartão com crédito para outra pessoa que realmente precisava.





A beleza dela foi realçada pelo programa. Ela tem lindos olhos e ainda é magra, todavia, tudo estava sendo escondido por roupas largas, combinações desleixadas no vestuário e cabelos compridos sem um corte definido. Ela lembrava até um pouco o estilo despreocupado de sua atual personagem Amy. 



Esse seu resgate do Esquadrão foi feito antes do The Big Bang Theory, em 2008, quando ela tinha acabado de receber o título do doutorado e há pouco tempo o seu caçula havia nascido. Ela é uma boa atriz, ainda bem que resolveu dar o seu ar aos telespectadores novamente. 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Fica a dica

A crítica - mesmo sendo ela construtiva - é dada com a intenção do outro tomar uma posição a respeito do que lhe foi dito. A intimidade permite uma maior liberdade nesse quesito, no entanto, quando envolve alguns assuntos específicos é melhor pensar duas vezes antes de fazer um comentário desse gratuitamente.

Quando se está na presença da melhor amiga em um restaurante e o dente dela está sujo com alface ou ela voltou do banheiro com papel higiênico preso na sandália, é lógico que o dever é avisar para evitar manchar a imagem e reputação dela. Porém, quando envolve principalmente o item estética irreversível - mesmo que temporária - acredito que se deve dizer a sua opinião apenas quando requisitada. 

Por exemplo, quando alguém acorda - principalmente as mulheres - a primeira atitude é ir ao banheiro e consequentemente olhar-se no espelho. Se aparecer uma espinha no rosto, ela vai perceber isso e tentará ou escondê-la ou esquecer para não se aborrecer. O outro de nada vai ajudar se a primeira coisa que comentar for "olha, você está com uma espinha", o que ele quer com isso? A pessoa nem ao menos vai poder espremer - porque isso irá piorar a situação -, o máximo que ela pode fazer é rir ironicamente ou fingir que nada ouviu. Tem para que esse comentário?

Outro ponto é o corte de cabelo. Se não perguntarem "o que achou" e você não tiver gostado de como ficou, então se mantenha calado. O conselho é melhor ser dito antes - como se diz - que a besteira está feita. Depois disso, frases como "a franja não lhe caiu bem" ou "preferia do outro jeito" ditas espontaneamente só vão piorar a situação, afinal, o cabelo demora a crescer.

Roupas também participam do meu ponto de vista. Falar que não gostou da combinação ou que o vestuário não a favoreceu - para não citar comentários piores -poderiam ficar guardados. Isso só irá diminuir a auto-estima do outro, principalmente se ela achar que está arrasando no modelito. Aconselhe se vocês estiverem comprando a roupa juntas ou arrumando-se para sair. Depois que não há mais volta, a pessoa já está na festa ou no bar, então não há motivos positivos que justifiquem tais palavras de "crítica construtiva", use-as quando ela estiver voltando para casa ou no dia seguinte, apenas se você for muito íntima, caso contrário, a outra será completamente ignorada ou ainda considerada invejosa - na pior das hipóteses.

sábado, 30 de março de 2013

Páscoa sem ovos

A publicidade transforma objetos simples em valores, em qualidades adquiridas ao comprá-las. Não sei como fazem, mas a sensação de comer um ovo da Páscoa é diferente do gosto sentido a comer uma barra de chocolate. É engraçado e ao mesmo tempo um absurdo. Mas, desembrulhar o papel colorido, quebrar em pedaços o seu formato original e comer os chocolates que vem dentro é muito bom. Talvez a infância tenha dado esse sabor a mais ao produto.

No entanto, mesmo tendo esse encanto envolta dele, atualmente ele não vale nem metade do que é cobrado. Segundo a Proteste Associação do Consumidor, a caixa de bombom é 84% mais barata do que os ovos nº 15, e o tablete, 44%. Então, compensa comprar uma barra de chocolate, derreter em banho maria e colocar em uma forma de ovinhos do que enfrentar longas filas e procurar qual melhor ovo merece o investimento.

Na verdade, pagamos mais pelo simbolismo de seu formato do que pela matéria-prima e mão de obra. Então, repense se você vai querer ensinar essa tradição consumista aos seus filhos e pagar o preço. No fundo, tudo o que eles querem é o brinde dentro do ovo, mas, pelo preço atual, sai mais barato comprar um brinquedo maior e um chocolate a parte.

quinta-feira, 28 de março de 2013

New Fiesta com Claudinha [✍]

Pudemos tocar, ver os detalhes de perto, mas não dirigir. No pré-lançamento do New Fiesta 2014, toda a imprensa brasileira foi convidada a cobrir o segundo carro global da Ford a ser produzido no país, o primeiro foi o EcoSport.

A divulgação foi dividida em dois momentos. O primeiro foi no último domingo, por meio de um show aberto ao público, em pleno Paço Municipal de São Bernardo do Campo (SP). Mais de 50 mil pessoas estiveram presentes para conferir o show da Cláudia Leitte e a retirada dos panos da nova produção.

Quanto a apresentação da baiana, ela demorou a subir ao palco, porém não fez feio quando enfim começou a cantar. Ele fez o repertório completo, com seus novos sucessos como Largadinho e os antigos, inclusive os da época do Babado Novo. Nem ao menos a chuva estragou a animação da festa.

No dia seguinte, na segunda, foi a parte dois do pré-lançamento. O ambiente, bem propício, foi a fábrica da marca americana em São Bernardo. Estiveram presentes o presidente da Ford Brasil, Steven Armstrong, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho. Todos lá para comentar a respeito do investimento de R$ 800 milhões na fábrica para se adaptar a nova produção.

Após a palavra de cada um dos presentes e alguns longos minutos de espera até que os jornalistas dessem uma folga à primeira unidade do New Fiesta 2014 feita, pude finalmente trabalhar e fazer as fotos e a filmagem do exterior e interior do veículo. Veja o resultado aqui.


quarta-feira, 27 de março de 2013

A última pétala se foi

Há alguns meses, o outono anunciava que a última pétala ia cair e se esvair de meus dias, de minha rotina. Hoje, o meu jardim virou inverno. Eu não quero outra primavera se não ela, rosa da minha vida, flor colhida pelo livre arbítrio.

Antes mesmo de nascer, ela já fazia parte de minha existência. Fez-se presente no batismo, na primeira eucaristia, na formatura do colégio, no término da faculdade e em todos os meus vinte e três aniversários. Nunca me poupou carinho e atenção, mesmo nos dias em que estava com raiva do mundo e na aborrescencia da adolescência.

Contam sempre uma história de que, quando eu era criança, a Rosa decidiu tirar as férias no interior de sua mãe, para fazer as visitas costumeiras. Ao acordar, não a vi em casa e sai procurando por todos os cômodos. No auge da inocência, como se estivesse procurando ovos de páscoa, procurava em cada espaço, mesmo que pequeno. Até mesmo abri o vaso sanitário e gritava o nome dela. Não encontrei e fique muito chateada.

Hoje, consciente do fato e mais triste ainda por saber que não são férias, contento-me apenas com a mágoa, as saudades, mas queria poder procurar como na infância, com a esperança de encontrar em qualquer vão de casa, para saber que ela estaria lá para mim, quando eu precisasse, para eu contar o meu dia, perguntar como foi a novela, comentar sobre as fofocas dos artistas, aprender a cozinhar e experimentar novas receitas.

Por tanto insistir em aprender a fazer bolo, ela me ensinou a receita. Depois, assim como ela, sei o ponto correto só olhando a massa. Fiz também minha boneca de pano, ficou horrível porque não sei costurar, mas ela tentou me ensinar para mostrar na escola. Ela, como costumava dizer, cuidou até das minhas cataporas. 

Nunca vou me esquecer. A casa vai estar sempre aberta, porém, por enquanto, meu coração está um pouco mais vazio, assim como o seu quarto. Vou sentir muitas saudades e um pouco desidratada de tanto chorar.
 
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