quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Um outro lado de Houston

Nada de ruas perfeitamente asfaltada ou ruas tranquilas, as redondezas do centro de Houston têm semelhantes problemas que qualquer grande cidade pode encontrar, lógico que com menor intensidade. Por exemplo, aqui há pequenos desníveis nas ruas, enquanto em Fortaleza dispõe de verdadeiras crateras. Texas também tem seus mendigos, acontece que a proporção aqui é muito mais baixa que na capital cearense. A cada 1 aqui, tem 10 lá.

Bom, chega de falar mal da minha cidade natal. Quero ressaltar que gosto muito da minha capital do sol. Mas, voltando para Downtown, fomos andar de metrô e conhecer as várias disposições que o centro se divide. Como a área apenas para clínicas, outra para museus e assim por diante.

Nessa região vê-se mais pessoas caminhando na rua, quando não, sabemos que o lugar é habitado quando descemos para baixo dos prédios (underground) e vemos a grande movimentação nos corredores e nos milhares de restaurantes que lá se encontram.

Para não sair do costume, vou falar de comida. O café da manhã comi bagel recheado com ovos, queijo e presunto. Só lembrei do personagem Sandy, de The O.C, que era viciado por esse pão. Toda vez que assistia aos episódios, ele comia esse tal de bagel e eu tinha uma curiosidade enorme de provar, pois bem, finalmente comi. Para falar a verdade é bom, mas é bem comum. Nada de extraordinário no sabor.

Como comi tarde a primeira refeição, estava sem um pingo de fome para o almoço. Porém estavam todos reunidos no Spaghetti Warehouse e só íamos parar de novo para comer apenas à noite, então pedi um fettucini alfredo (com molho branco), que por sinal estava uma delícia. O lugar é agradável, mas a iluminação indireta prejudica a alimentação por meio dos olhos.

Ainda caminhamos um pouco por Downtown, mas o nosso destino principal depois de comer foi o shopping Houston Galleria. Ele é enorme, lembrou-me bastante o North Shopping, por ter várias divisões e ser bem confuso na sua estrutura. Como diz o meu namorado, parece um puxadinho. Posso resumir esse lugar como um centro de grandes marcas em apenas um lugar. De louis vuitton a Saks Fifth Avenue, na qual todas as lojas estão reunidas.

Depois de muito andar, conhecemos o La Madeleine. Estava sem fome, então provei apenas um pedaço de torta de frutas que, por sinal, estava um delícia. Esse restaurante que, na verdade, parece casa de chá, tem doces e salgados no seu menu e o pão e os condimentos, como manteiga e geleia, é por conta da casa. Ele fica em frente a uma pista de patinação de gelo. Enquanto comemos, ficamos vendo crianças e jovens patinando em círculos, quando não, estavam andando apoiados para não cair no chão frio.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Diante da telona

Este prédio atrás de mim é cheio de sala de cinemas. Sentiu a pomposidade do local?

* As salas de cinema são, como qualquer coisa no Texas, ENORMES, para variar.

* As cadeiras são todas preparadas para filmes de 4D, nos quais além da imagem "sair" da tela, quem assiste também consegue sentir, como o tremor de terra ou o quente e o molhado. Já quero para Fortaleza, só uma dica para o Iguatemi e Via Sul.

* Diferente do cinema de Fortaleza, que passa propaganda apenas antes do trailer dos filmes, aqui passa propaganda o tempo todo. Até mesmo quando as luzes da sala estão ligadas. Além disso, esporadicamente, passa na telona curiosidades sobre artistas e perguntas com múltiplas escolhas para distrair os expectadores enquanto a sessão não começa. 

Quanto ao filme, o escolhido foi Little Fockers. Eu sei que dá agonia assistir, pelo fato de tudo dar errado, mas foi muito divertido. Eu recomendo para boas risadas, apesar de algumas delas serem previsíveis.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Veneza americana

O relógio alertava que a manhã já havia começado, apesar do sol teimar em nascer. A aparência de madrugada aumentava o meu sono, mas me troquei o mais rápido possível e coloquei no total de cinco peças, para tentar amenizar o provável frio abaixo de zero que enfrentaria em nossa primeira viagem dentro dos EUA.

Estávamos juntos, os oito familiares, embora estivéssemos divididos em dois carros. Duas horas a caminho de San Antonio e resolvemos dar uma parada no que, para mim, seria apenas uma mercearia de meio de estrada. Engano meu, o Buc-ee's é enorme. Até o banheiro é mais moderno do que muitos outros de grandes shoppings de Hounton. Tem de blusa a carne seca para comer pura mesma, bem típico do Texas.

Minutos depois, voltamos para os carros. Juro, tentei me segurar, mas não deu, dormi no caminho para variar. Com um frio gostoso e o balanço do carro, como posso evitar? Mas, enfim, acordaram-me e já me encontrava perto do centro de San Antonio.

Assim que estacionamos fomos direto para o River Walk. Caminhar na calçada lotada de restaurantes, hotéis e bares localizados nos arredores de um lago fez lembrar-me de Veneza. Nunca estive lá, mas andar de barco e conhecer a cidade construída acima de um lago fez-me parecer estar em um pedaço da Europa na América do norte.
Quanto ao passeio, bom o vento tentou atrapalhar o bom funcionamento do meu nariz, mas o guia e também motorista do barco fez qualquer transtorno desaparecer, apesar de nem sempre entender o que ele falava. Porém, para melhorar qualquer ânimo fomos almoçar. O pedido da vez foi comida mexicana. Assim que chegamos no restaurante, "atacamos" os nachos que, com o molho picante, tornou-se o meu vício do dia. Consequência: quando chegou o prato ENORME de comida, mesmo dividido para três, ainda sobrou muito.
Para fazer a digestão e ainda conhecer mais a cidade, fomos para a próxima parada: Alamo. A sua estrutura foi restaurada, mas muito consegue ser visto das originais paredes que suportaram a batalha entre mexicanos e americanos em 1836.

A cidade é muito agradável, mas com três horas de viagem para se fazer ainda de volta para casa, não tivemos como aproveitar tudo que ela proporciona ou observar mais do seu cotidiano.

No Alamo

sábado, 25 de dezembro de 2010

Let is snow, let it snow

Não, não nevou em Spring no natal. A temperatura caiu, mas não foi o suficiente para eu ver os flocos caindo no gramado e ilustrando o típico natal.

A árvore de natal estava iluminada e recheada de presentes, pronta para recepcionar os dezessete convidados da noite. Para começar a festa, etiquetas com nomes de pessoas famosas foram pregados em cada um presente. Mal tinha dado 21h e a brincadeira já rolava para cada um descobrir quem estava nas suas costas. Por ironia do destino, eu fui a Sandy (o pessoal do teatro vai entender).

Depois de todos descobrirem sua segunda identidade, o jantar foi anunciado. Todos atacaram o banquete, que estava uma delícia, inclusive uma salada de verão que eu fiz questão de comer de novo no almoço de hoje. Todos estavam com a barriga forrada, então foi a hora de começar o amigo oculto. Alguns tentaram disfarçar o tamanho do presente, outros enganaram dando um presente da onça e depois dando o verdadeiro. Isso rendeu muitas fotos, risadas e também muita paciência, principalmente no caso da Tia Zita. Ela demorou um século para desenrolar a caixa para descobrir que tinha ganho uma caneta. Só depois ela descobriu que, na verdade, o real presente era uma bolsa.

Após todos os amigos não serem mais ocultos, fizemos a brincadeira do sofá para descontrair o ambiente. Bem, para variar, as mulheres venceram. Na verdade, duas vezes. Entretanto, não satisfeitos com a dupla derrota, mudamos de brincadeira e iniciamos um jogo de mímica. Não deu outro resultado. Mulheres ganharam de 4x2. Os homens até tentam se iludir batendo uma foto como os vencedores, mas nós somos as legítimas. Como vocês perceberam, o natal foi bastante animado.

Agora, está 5º C. Quem sabe neve amanhã? Não será mais natal, mas ao menos vou matar minha curiosidade infantil de molhar-me com outras gotas de água, que não a costumeira chuva que já conheço.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

3,2,1... ZERO

Depois de quase uma hora de viagem e uma parada no posto de gasolina, chegamos ao Space Center Houston, que abarca a estrutura de uma parte da Nasa (National Aeronautics and Space Administration), ou melhor, do Johnson Space Center. O local é enorme, por isso resolvemos aceitar a sugestão de uma funcionária de lá e iniciar a expedição pelo Nasa Tram Tour.

A primeira parada foi na sala de controle. Apesar do guia falar muito rápido e engolindo as palavras (como as aeromoças dando informação. Mesmo em português não entendo nada direito), consegui entender que quase todos que trabalham nesse ambiente têm as mesmas funções. Pronto, foi só isso que o inglês dele me permitiu traduzir.

Segunda parada foi no centro de treinamento dos astronautas, ainda utilizado para as recentes missões. Lá descobri que vários países contribuem para o desenvolvimento das viagens ao espaço, dentre eles está o Brasil.

A terceira e última parada foi para ver o foguete Saturno 5. Nossa, que turbinas enormes. Quando via pela televisão, nunca imaginava o tão grande é a sua estrutura. Fiquei impressionada com o tamanho.

Com esse passeio, tive uma noção de como era a vida dentro de um foguete, porém foi muito mais esclarecedor quando vi um filme que mostrava o resumo dos principais lançamentos feitos pela Nasa, o aperto de mão dos americanos com os russos em pleno espaço e o acidente em janeiro de 1986, no qual morreram sete tripulantes.



Depois do filme, pude ver de perto a reconstituição da rotina dos astronautas e também de vários momentos importantes para a Nasa. Tiveram outros pontos interessantes e divertidos observados no local. Por exemplo, a balança que mostra o seu peso na Terra, em Marte, em Júpiter e em Netuno é super divertida.

Enfim, foi muito bom conhecer esse espaço (por ironia da palavra) tão representante e significante de Houston. O melhor de tudo foi ter meu tio me orientando do lado. Afinal, depois de ter ido inúmeras vezes, ele pôde traduzir melhor os dizeres em velocidade da luz que os guias pronunciavam.

Ps. Desculpe não estar atualizando com mais frequência. Para variar, meu pulso começou a latejar, então tive que me ausentar do campo virtual.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Nada de pensar

Preciso comentar: como americano gosta de gastar. Sou turista e tenho crédito para abrir a carteira e gastar um pouco mais do que o normal, porém é impressionante a velocidade que os produtos acabam das prateleiras das lojas. Fiquei em dúvida se comprava uma mala nova e resolvi decidir depois. Passei 5 minutos longe, quando voltei ela não estava mais lá. Isso foi um dos casos. Cada dia é uma promoção diferente, produtos diferentes. Já aprendi a lição, se eu gostei, devo levar logo. Nada de pensar demais.

P.s Ontem eu passei a manhã na Nasa, depois eu conto detalhes de como foi a visita. Agora vou cantar no Karaokê. Vou dedicar uma música para o pessoal do teatro.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Retrospectiva

O desejo de escrever aqui é intenso, porém a rotina intensa e a ausência de acento no teclado dificultam a minha presença nesta página virtual. Tudo bem, vou tentar me redimir e mantê-los informados sobre minhas impressões sobre a cidade de Spring ou, como costuma-se generalizar, sobre Houston.

Sexta-feira

Todo lado que eu olhava via placas com x% OFF. Não pude resistir, finalmente fiz minhas primeiras compras. Podem ficar na curiosidade, não vou ficar detalhando o que deixei entrar na sacola. Só digo uma coisa, é muito gratificante adquirir um produto de qualidade por um preço baixo. Somos explorados financeiramente no Brasil e temos que ficar calados e aceitar ou, então, teremos que adotar a moda de andar pelado.

Depois de cansar o meu cartão de crédito, fui direto do shopping conhecer a casa da minha prima. Pode ser aparência, não tenho certeza, mas começar uma vida nova nos EUA parece ser mais fácil. O preço da casa inclui vários eletrônicos, como fogão e micro-ondas. Além disso, tudo para mobiliar e decorar é mais acessível. Desse ser por isso que os jovens aqui saem de casa mais cedo.

Aperitivos, bebidas e risadas - para variar - preencheram a noite até adentrar a boca da madrugada. Mas, para completar, ainda teve um jogo de ping-pong e uma luta virtual. Finalmente, posso dizer que ganhei numa partida de ping-pong, pena que o boneco estava nominado com o nome de outra pessoa e não o meu. Não vou poder nem ter um registro ou uma prova de minha vitória.

Sábado

O dia foi reservado para a noiva Fernanda. Visitamos duas lojas voltadas apenas para noivas e pude, enfim, saber se os programas de televisão retratam exatamente como acontece em Houston. Pois bem, a realidade é um pouco melhor. Ao invés das restritas opções dadas pela consultora na loja, pudemos entrar na área na qual estão todos os vestidos e pudemos indicar quais a noiva deveria experimentar.

Um banco mais alto envolto pelas cadeiras para as convidadas existe de fato e o mais interessante é que eles não proíbem de tirar fotografia. Então, fizemos a festa. Minha prima ficou até cansada de sorrir. Do meio para o fim do dia, as fotos já saíam todas em movimento, pois ela não aguentava mais posar e sorrir.

Domingo

Reservado para compras, entretanto, o ponto forte do dia foi a comida. O almoço foi destinado para irmos ao Buca di Beppo. O restaurante é italiano e as paredes não deixam que esqueçamos isso um só segundo. Elas são toda preenchidas com fotos, faixas, artistas e símbolos do país. O pão com azeite de entrada e o prato de esparguete a carbonara, que rendeu para quatro pessoas, foram suficientes para lotar o meu estômago até um pouco depois do pôr-do-sol.

A sala do Papa, que cabe quase dezessete pessoas, é super interessante para fazer reuniões, pois todos ficam de frente um para o outro e cabe muita gente em uma área mais reservada. Além disso, a conta não fica alta, pois o prato é grande e também por não ser muito caro.

Depois, o jantar foi contemplado pela família reunida e por uma pizza muito saborosa. Sem falar nas torradas salgadas com azeitona preta em cima que acabavam rapidinho no meu prato. Foi tudo uma delícia, para variar.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Observações

FM 99.1 - Estamos em época de natal e não toca outra coisa senão musicas natalinas. Essa rádio, principalmente, acho que colocaram um CD e esqueceram de desligar o replay. 24h do mesmo repertório. O engraçado é que sempre que eu a escuto eu lembro da mesma coisa: o filme Esqueceram de mim 1 e 2, com Macaulay Culkin.

Ruas - Da casa para o supermercado ou do restaurante para o shopping, enfim, para qualquer tipo de locomoção, precisa-se de carro. Ônibus e metrô são limitados para algumas áreas, normalmente para as localizadas em Downtown. Outro fatos interessante é a sua característica de Right Way. Quando vou para qualquer lugar, parece que estou em uma auto-estrada, como se estivesse viajando. O sono até bate e pesa um pouco os olhos. Acho que o corpo pensa que o caminho vai ser longo e é melhor eu aproveitar e descansar.

Shopping - Primeiramente, quero comentar que para colocar combustível, almoçar, comprar roupas, bem, para TUDO precisa de cartão de crédito. Diante disso, garanti o meu antes de vir a Houston. Com dinheiro na mão e o cash travel na carteira, fiz minhas primeiras compras. Surpreendi-me que demorei muito para escolher o que realmente queria. Diariamente deparo-me com preços absurdamente baixos e tento sempre me perguntar: será que realmente preciso disso para mim? Está funcionando até agora, não sei quanto tempo vai durar.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Conhecendo parte da antiga lone star

Eletrônicos, o que devo fazer a respeito deles? Com o meu pai dizendo para comprar apenas em Fortaleza e o meu namorado me aconselhando a aproveitar os preços e a tecnologia dos EUA, juro que eu não sei o que fazer. Fui na Best Buy com o meu tio e fiquei tentada a comprar uma câmera digital da Samsung, pois a minha já está bem velhinha e ultrapassada. Além disso, olhei HD externo, notebook, cooler, memory card, tudo mesmo. A vontade que dá é comprar tudo e não me importar se no Brasil tem assistência técnica ou não.

Para segurar a minha mão, que queria abrir a carteira, resolvi apenas anotar os valores e fui direto para casa, com a desculpa que era melhor conferir na internet. Mas, na verdade, estou achando que, no final das contas, eu vou voltar para minha casa, comprar tudo no cartão, parcelar em 10x e ainda ter certeza de ter a garantia de que se houver algum problema eu vou poder voltar na loja e reclamar.

Depois desse teste de resistência, fui a Old Spring - a parte mais antiga da cidade onde estou. As casas mantém a mesma estrutura antiga, porém tudo virou comércio. Para completar, ainda paramos em típico Saloon, o qual foi construído em 1908. Houve alguns reparos, mas muitos detalhes são originais da época. Paramos um pouco e comemos batata frita, que para variar vieram em GRANDE quantidade, junto ao aperitivo pedi uma água, que foi trazida em um copo imenso. Para não perder o costume, acho.

Only girls

Mesmo depois de muita batata, voltei para casa e almocei. Não sei como, eu ainda, depois disso, ajeitei-me e saí para um Happy Hour em restaurante japonês com minhas primas e tia. Tenho quase toda certeza de que vou voltar rolando para Fortaleza.

Diferente do Brasil, o Temaki daqui equivale a metade do nosso. Ele é pequeno e, não sei se é do lugar ou da cidade, mas o skin estava picante. Fiquei até preocupada em achar peixe picante, pois imagina quando eu experimentar comida mexicana? Vou sair correndo pedindo água, só pode?!

Depois de muita conversa e risadas, ainda tivemos fôlego para passear em um shopping perto (engraçado, não imaginava que aqui existisse tantos shoppings abertos. Fico pensando como deve ser quando está em um calor ou frio extremo. A pessoa sai correndo do carro direto para a loja? Deve ser uma cena bem divertida). O vento frio começou a bater no corpo, a hora foi se anunciando e, mesmo adorando ver lojas, resolvemos cada uma voltar para as suas respectivas casas.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

LARGE

Segundo dia em Houston e já pareço estar vivendo aqui e, não, só a passeio. Que me perdoe os meus parentes de Fortaleza. Acordei cedo, tomei café da manha e fui direto às compras. Mas não foram as tipicas feitas em shopping e, sim, as de supermercado. O lugar escolhido foi a H.E.B.

Assim como os outros, esse supermercado é ENORME. Quando saí do carro, a temperatura estava agradabilíssima, porém, quando entrei no H.E.B, o frio parecia estar todo guardado lá dentro. Excetuando a alteração térmica, o que pude notar também foram o tamanho das frutas vendidas e a variedade de cada uma delas, é tudo GRANDE. Eram mais de quatro opções de maçã, cinco de grapefruit e por aí vai... Além disso, muitos não eram transgênicos, então só pode ter fermento no solo.

Com relação ao típico comentário sobre o exagerado tamanho das caixas, vou logo avisando que muito se parece com o Sam's Club, na verdade encontrei esses produtos grandes apenas em um local muito parecido com essa franquia: a Costco Wholescale. Cereais, pasta de dente, refrigerante, creme de barbear, tudo em muito.

Um desabafo: para quem gosta de objetos de casa, é uma tentação vir aos Estados Unidos e entrar nessas lojas estilo Costco. São panelas, telefones, balança, artigos de decoração, tudo com preços baixíssimos. A vontade que dá é colocar tudo no carrinho. O ruim é que a mala não cabe tudo e, para piorar, o limite de peso nos aeroportos é pequeno.

Depois desses passeios, voltamos para casa e fomos montar a árvore de natal, que por sinal é muito prática, já vem com as luzes nela embutidas. Tiramos enfeites das caixas, colocamos os enfeites aleatoriamente na árvore e foi tudo muito divertido. O melhor foi apagar as luzes, sentar no sofá e ver o resultado.

O cansaço bateu, entretanto, ainda fomos conferir as decorações de natal nas residências próximas a nossa. Infelizmente, 22h as pessoas costumam desligar, então não deu para ver como realmente é Houston, em dezembro, à noite.

Vou colocar as fotos dos momentos que lembrei de registrar do dia de hoje. Amanhã tem mais...

Nossa árvore de natal

Uma das casas com as luzes acesas (ficou tremida pela quantidade delas)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

- Hello Houston!!


Sai do calor de 3Oº do Rio de Janeiro e emplaquei no frio, até o momento, gostoso de 7º de Houston, ou melhor, de Spring. Bom, o voo foi longo e os ponteiros do relógio pareciam não querer sair do lugar, mas ainda consegui ter grandes cochilos, um até bem profundo.

10 horas depois do embarque, finalmente vejo as luzes brilhantes de Houston. Muito me lembrou as obras de Vik Muniz sobre os artistas de Hollywood, as quais de perto são pontos luminosos (diamantes), porém de longe são belíssimas imagens.

Cheguei às 5h e, agora, às 19h em Houston meu corpo pede um descanso novamente. Então, sem mais delongas, digo minhas primeiras impressões: os carros são geralmente grandes - estilo família - e as ruas, com certeza, nada se parece com Fortaleza. A frota é grande, entretanto, as grandes avenidas fazem com que esquecemos de dar preferência aos transportes coletivos ao invés dos particulares.

Bom, pratiquei um pouco do meu inglês hoje, espero treinar mais amanhã. Vou dormir agora, mas deixo para vocês as fotos do Rio que prometi ontem.

Vista do último andar do shopping Leblon

Decoração principal do Shopping Leblon

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Rapidinhas

♥ Em julho, o meu tio fez o favor de me apresentar ao sorvete da Amarena - gelateria italiana. Depois que cheguei em Fortaleza, quando pensava em casquinha, só lembrava do sabor refrescante em cada bola generosa colocada na casquinha. Pois bem, não é que eu matei as saudades ontem ?!

♥ Na primeira temporada do marcador "Diário de bordo" comentei a diferença entre o ônibus de Fortaleza e o do Rio. O que eu esqueci de falar foi sobre as topics. O cobrador se inclinando para fora da janela e gritando as paradas não muda nada, entretanto, não há espaço para pessoas em pé. Só há cadeiras e todas aparentemente confortáveis, estilo Top Bus do Iguatemi de Fortaleza. Bem que podiam imitar o ar condicionado deles também.

♥ Falando em Iguatemi, a decoração de natal de lá, este ano, está uma tristeza. Porém, limpei os meus olhos com os enfeites do shopping Leblon. Está tão meigo. Não sei comparado aos anos anteriores, mas os bonecos de neve, as renas e os ursos, todos feitos em arbustos e muitas luzes, enriqueceram a entrada e os grandes espaços internos.

♥ Como na última vinda eu não subi até o último andar do shopping Leblon, esta manhã eu fiz questão de ir. Cristo Redentor e Pão de Açúcar estavam à disposição para a minha apreciação. Que maravilha! Mesmo com o calor de 30º, aguentei o sol forte e registrei o momento. Depois eu mostro.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Volta às nuvens

Como foi estranho caminhar sozinha até a sala de embarque. Nenhum parente, nenhum grupo de trilhões de alunos ao meu lado, ninguém. Pela primeira vez, estava por minha conta em risco.

A independência gritava dentro de mim, ao mesmo tempo que tudo o que eu queria era alguém para conversar e passar o tempo. Bem, as preces foram atendidas. Encontrei um amigo da época do colégio e, durante a espera na fila, conversamos sobre o que íamos cada um fazer na capital carioca.

As portas abriram e anunciaram o embarque. Despedi-me de minha companhia inesperada e dirigi-me ao meu acento. O nervosismo não se manifestou e uma leve conversa com duas passageiras de primeira viagem fez toda a diferença no meu voo.

As duas turbulências (uma delas parecia que não ia acabar) tentaram mexer com o meu organismo, mas não fiquei tonta e não deixei de dormir. Quando ficava inquieta, olhava os flocos de algodão da minha janela e relaxava. E, mais uma vez, almocei com uma vista privilegiada.

Depois de comer, tentei dormir mais um pouco - o tempo parece correr quando os olhos estão fechados. Ao aviso de aterrissagem, olhei para a janela novamente. O Rio parecia uma maquete de arquitetura ou, quando não, lembrava-me às partidas de Banco Imobiliário. Os velhos lotes de casas e hotéis cobiçados do Botafogo e Flamengo.

O ouvido estourou um pouco, entretanto, não me abalei. Sai do corredor estreito do avião, atravessei um mormaço do trajeto até o aeroporto e fui direto pegar a bendita mala que aparenta ter 20kg sem nenhum conteúdo dentro. Sem mais delongas, cheguei aos braços queridos de meus tios. Hoje, encarei como dia de passagem, pois, amanhã, Houston me espera. Tomara que dez horas de viagem passem voando.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Momento desabafo

Não posso dizer que o último fim de semana foi o dos meus melhores. O inevitável aconteceu e, diante dele, pensava que a calmaria ia se perpetuar. Engano meu. O inoportuno mostrou a sua face e duelou com minha paciência que estava em corda bamba.

Tentei distrair-me e acolher a leveza de não pensar em nada, como muitos revelavam fazer ao jogar o sapato no canto do salão. Não pude por completo. Tentei, então, extrair a positividade do momento. Aquele o qual o sobrenome ainda desconheço mobilizou-se mais por mim do que muitos dito próximos. O conflito filtra os amigos. Diante do problema, vi realmente quem devo valorizar mais.

Não foram feitos reconhecimentos, porém uma confissão no final da noite aliviou o peso do cansaço. Uma declaração de carinho e um abraço apertado, por um amigo que pouco me encontro, foram suficientes para eu esquecer parcialmente qualquer desastre noturno.

Dormi exausta. De repente, o dia seguinte parecia sexta-feira e eu já via pedindo mais um fim de semana. Para não dizer por completo que não queria reviver os últimos dois dias, o passeio escaldante no centro da cidade revitalizou a minha semana passada. Principalmente, ter conhecido a pastelaria Leão do Sul. Finalmente provei do delicioso sabor de comer um pastel de queijo naquele apertado e simpático local.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Pausa para Cássia

As férias estão praticamente declaradas na Universidade. Os professores parecem querer manter um suspense quanto às notas, mas já posso sentir o saboroso prazer de acordar mais tarde antes de ir ao estágio.

Mais alguns dias e, então, trancafiarei as apostilas deste semestre numa caixa fria e jogarei no fundo do armário. Provavelmente irei precisar de todas essas anotações depois, porém não importa. Quero me sentir sem amarrar por um mês.

Todavia, antes disso, não poderia deixar de registrar aqui o orgulho do último trabalho produzido na disciplina de Radiojornalismo II. O modelo do Programa Ponto de Encontro já existe, porém quem produziu o texto e escolheu o tema dessa edição foi o grupo o qual participo. A cantora foi indicação minha, afinal, sua música esteve presente em toda a minha história. Desde "Malandragem", quando acompanhei a primeira fase de Malhação, até "Palavras ao vento", que eu escolhi para cantar na minha primeira audição no Grupo de Teatro .COM.

No dia da edição, foi maravilhoso. Percebi que a afetividade que sentia pela Cássia Eller não era exclusividade minha. A vontade que se tinha naquele laboratório de rádio era cantarmos a uma só voz, desafinando ou não, o repertório de seus shows. Para a saúde de seus ouvidos, não gravamos o nosso desejo. Bem, sem mais delongas, fique com a vida, a música e a voz dessa cantora imortal.

sábado, 27 de novembro de 2010

Um pouco de risadas

Não posso negar que tive alguns contratempos. Mas, ao todo, desconsiderando mínimos detalhes, posso dizer que a disciplina de Radiojornalismo II foi minha válvula de escape neste semestre. O conteúdo e as risadas fluíam normalmente no laboratório de rádio. Dentre programas, edições, gravações e conversas, divertimo-nos bastante. Pelo menos posso falar por mim.

Há duas postagens, coloquei uma crônica minha em áudio, feita durante essa disciplina. No dia da gravação, todos estavam nervosos e ansiosos para ler em voz alta, em meio a sala lotada, os seus pensamentos e sentimentos com relação ao mundo, às dúvidas e aos pensamentos que os cercam.

Alguns gaguejaram, outros trocavam as palavras inúmeras vezes ou tremiam o papel diante dos seus olhos. Porém, todo o desconcerto foi ao espaço quando uma colega de sala mobilizou todos os alunos a participarem de sua crônica. Na verdade, o texto virou mais uma novela. Faltaram apenas os efeitos sonoros produzidos artificialmente.

Foi muito divertido e marcante para a turma participar dessa experiência, que compartilho agora com vocês. Depois de uma autorização pela autora Laís Moita, coloco abaixo a sua crônica "O problema é o peido". Espero que se divirtam.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Corpo esperando as moscas

Os meus olhos ainda não estavam dilatados do oftalmologista. Não, a minha visão não estava deturpada ou o sono era tamanho para criar uma cena trágica e aparentemente cruel. Às 7h, quando tentava manter-me acordada na cadeira do ônibus, vejo um cachorro sem vida na calçada localizada no início da Av. Washington Soares.

De longe, deitado de costas, com as patas todas abertas, parecia estar esperando um carinho. Porém, de perto, o sangue escorrido ao lado do seu corpo não escondia a fatalidade. Não parecia natural, a morte tendenciava a assassinato e dos brutais.

Na boca da tarde, volto para a mesma avenida e o trajeto de volta. Olhei pela janela para saber a continuação da história matutina e nada foi feito. O ser canino encontrava-se no mesmo local, na mesma pose. Banhado no mesmo sangue, provavelmente mais frio, e na indiferença alheia. Alguém notou?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

...



É melhor ouvir ou ler uma história? Quando as letras no papel pareciam códigos egípcios, pedia para alguém traduzir aqueles escritos. Mas nada melhor do que dar vida a uma história por si só. Não lembro exatamente a primeira palavra que eu li, porém há dois momentos marcantes que guardo como se fossem os dois primeiros: o dia em que compreendi uma propaganda de outdoor e quando eu li por inteiro uma revista em quadrinhos do Chico Bento.

Nesta postagem forneço as duas opções. Para os ouvintes, espero que não se incomodem com a minha voz rouca de gripe recém/quase nunca curada. Aos que preferirem ler, a crônica "Acordei mais velha" está aqui.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Diante de Senna

Nunca fui viciada em corrida automobilística e, aos quatro anos, ainda estava na fase de gostar da Xuxa. Então, a emoção de um legítimo fã não assombrou o meu corpo fraco de gripe recém curada. Assisti ao documentário Senna, como poderia ter visto o dos The Beatles.

Acompanhada de um louco inveterado por Senna, fui ao quarto dia de cartaz do filme que mostra as principais corridas da curta carreira do piloto brasileiro, além de sua rivalidade com o francês Alain Prost. Como era de se esperar, a sala estava LOTADA, entretanto, felizmente o grupo de aparentes arruaceiros na fileira atrás da minha não atrapalhou a minha atenção.

Para os que comentam: "faltou corrida x", "não mostrou a briga com fulano" ou ainda O Povo que disse que o diretor quis transformar Airton Senna em um semideus, eu digo: vamos ser realistas? Não é possível colocar 34 anos de vida em duas horas de filme. É IMPOSSÍVEL, ASSIM COMO ESCREVER SOBRE QUEM VOCÊ É EM UM PERFIL DE ORKUT. Lógico que algum fato, frase ou relações vão ser deixados de lado. Porém isso não significa que não aconteceu.

Temos que ver o documentário como "um ponto de vista". Da mesma forma como registramos na memória os momentos mais importantes de nossas vidas e do que acompanhamos da vida dos outros, o diretor selecionou as imagens que ele considerava relevante de compor a imagem do piloto.

Reminiscências

Enquanto as cenas passavam lembrava-me da minha irmã. Os olhos de Senna, estampados em um pôster horizontal, encaravam-me toda vez que ia pegar algo em seu guarda-roupa. Aos domingos, enquanto a sua atenção estava voltada para a corrida na televisão, ficava ao seu lado, simplesmente por querer sua companhia. Na verdade, acho muito chato ficar horas vendo carros passando em alto velocidade.

Em um desses momentos, mais especificamente em 1 de maio de 1994, recordo-me de ter chorado. Não, não me emocionei quando soube que Senna morreu. Não tinha consciência suficiente para entender o que estava acontecendo. Porém, assim como o Brasil derramou lágrimas ao ver o seu corpo sem vida na pista, minha irmã chorou. Não sabia os seus motivos, mas pareciam tão significantes para mim, que compartilhei da sua dor e chorei junto a ela.

Dúvida

Naquele fim de semana de abril/maio de 1994, sinais estavam jorrando pelos ares e por que ele não escutou? Será que a segurança teria melhorado com tanta voracidade se não tivesse acontecido essa fatalidade? Bom, lembrei da piada "Deus vai me salvar", quando várias formas de ajuda são ofertadas para um homem que está prestes a se afogar e ele sempre dizia "- Não, obrigado. Deus vai me salvar", até que morreu e percebeu tarde demais que estava diate de intermediários de Deus. Talvez o acidente de Rubens Barrichello na sexta-feira daquela semana infeliz (29/04) e a morte do piloto Roland Ratzenberger durante os treinos de sábado (30/04) fossem avisos. Mas nós nunca saberemos, não é?

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

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Quem me conhece sabe o quanto eu amo escrever e, principalmente, falar. Então, imagina como foi aguentar quase uma semana contendo a voz na garganta. FOI UMA LOUCURA. Principalmente, pois tinha nesse meio termo uma apresentação de trabalho e uma gravação de rádio.

Sem nenhuma festa de arromba ou gritos insanos nos últimos dias, acordei rouca na quarta-feira (3/11) sem nenhuma explicação. Diante disso, veio a questão: como será que vou conseguir não gritar, à noite, em pleno jogo Flamengo x Ceará no Castelão. Mas, acredite, meu namorado é testemunha, não gritei um segundo. Sustentei a voz no mudo e despejei toda a emoção nos movimentos dos balões pretos e brancos em minhas mãos.

Nos outros dias, fiz o meu máximo: evitei ligar para a minha melhor amiga (nossas ligações duram uma eternidade), desviei-me do caminho onde tinha muitos conhecidos e participei menos em sala de aula. A sorte e a ironia é que na sexta-feira a disciplina era de Libras, então pouco importava se podia falar ou não. O BOM FOI ISSO.

Parece besteira, entretanto, quando algo do organismo sinaliza não funcionar regularmente, tudo aparenta caminhar como ele. As cordas vocais se manifestaram e aquela tosse chata, que mais lembra fingimento de doença, apareceu nas minhas noites que viraram quase de insônias. Daí veio o cansaço no corpo, a dor de cabeça e o mau funcionamento do meu nariz. Como se consegue acordar bem para estagiar no dia seguinte? Ou conseguir estudar para um intensivo de provas?

Quando se diz que precisamos do conjunto para sobreviver isso se aplica na sociedade e dentro de cada ser vivo. O corpo falha em conjunto. Precisamos estar atentos aos sinais de aviso e aos nossos limites. Será que o meu está querendo dizer que preciso de férias? É uma mensagem subliminar muito intencional de ser sentida? Não sei. Tomara que sim, pois minha mente recorre a essa ideia constantemente.

sábado, 6 de novembro de 2010

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Os monstros aparacem quando dormimos e, com a minha experiência, quase posso provar isso. Já acordei com dores repentinas no pé, sem nem ao menos poder encostá-lo no chão. Tive momentos de estresse manifestados por um gosto amargo na boca. Na quarta-feira, por exemplo, levantei-me pela manhã com um tom de voz a menos do que o normal.

Assim como uma criança, ao dormir, tem medo de monstros no quarto, tenho receio de ser surpreendida pelo sono. Não são os monstros infantis usuais que me atazanam e, sim, o fato de ao invés de descansar e repor energias, a cama sugar aos poucos as minhas forças humanas.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

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O que esperar dos próximos quatro anos? Realmente, eu não sei. Nem tenho certeza de que "pior do que está não fica". Não acredito no potencial de comando da Dilma e ainda penso que o Nordeste ficará abandonada numa caixa cheia de mofo durante o seu mandato.

Será que ela cometerá mais gafes do que George Buch? Pois, antes mesmo de eleita, não sabia qual era o seu livro preferido e até disse que o meio ambiente era uma ameaça ao desenvolvimento, entre outros absurdos. Sinceramente, nunca desejei tanto estar errada quanto aos meus instintos e pensamentos.


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ruas de cobrança

Se não bastasse picharem as paredes góticas da Catedral, temos que aguentar os seus arredores virarem estacionamento pago. Deus não acredita em distinções de raça ou classe social, mas o preço das vagas não é nada divino e ainda é diferenciado para motos, carros grandes e pequenos.

Ainda pelas ruas de Fortaleza, deparo-me com a Zona Azul que mais serve para gerar lucros com o dinheiro alheio, do que fornecer rotatividade nas vagas públicas da cidade. Afinal, se a pessoa vai precisar gastar mais de duas horas para comprar ou resolver suas atribuições, não vai se preocupar que o cartão vale apenas duas horas. Outra observação: se é para pagar por um estacionamento sem ter alguém para cuidar, então é melhor pagar um flanelinha, pois ele não fica olhando, mas pelo menos a pessoa não precisa dar satisfações quanto ao horário de volta e ele não pode reclamar de pouco trocado.

Olha a cancela

Os estacionamentos privados acreditam que o preço de suas vagas acompanha o preço do barril de petróleo. SÓ PODE. Ainda não chegamos ao preço exorbitante do Rio de Janeiro, onde cada hora era R$10, mas todo ano os shoppings aumentam o valor da hora e dos adicionais.

O Iguatemi, apesar de aumentar para R$4, tem aquela tática de equivaler a cinco horas no seu estabelecimento. Mesmo se entrarmos para pagar uma conta na loja em vinte e um minutos, acabamos passando mais do tempo previsto, para compensar o valor da entrada no shopping (lembrando que a tolerância sem precisar pagar é 20 minutos).

Já o Del Paseo aumentou um pouco o preço, porém diz ser a melhor oferta. Até contratou um homem-propaganda e faz divulgação do preço baixo de seu estacionamento. "R$3 hora - Estacionamento barato, seguro e coberto é aqui".

O pior são aqueles que cobram caro pela hora e ainda oferecem um espaço em terra batida e descoberto. CARA DE PAU! Simplesmente para roubar dinheiro alheio, só pode ser, pois os carros vão tostar, a pessoa pode adoecer e pegar hemorróidas, mas os donos do lugar não estão se importando. Aqueles que prezam pelos seus clientes e colocam preços altos em seus serviços, deviam ao menos cobrir o seu estabelecimento. É O MÍNIMO!

Bom, se eu tenho raiva assim sem ter carro, imagina quando tiver o meu.

sábado, 23 de outubro de 2010

O resultado da noite

Já tinha ido ao Degusti outras vezes, porém não havia registrado, nas idas anteriores, o quanto o ambiente é agradável para se estar entre amigos. A lotação dificulta a rapidez no atendimento, mas não chega a prejudicar a atenção e gentileza exaurida pelos garçons. O lugar, localizado na Rua Vilebaldo Aguiar, predomina o ar livre e uma música de qualidade. Não há um dia em que não se veja carros estacionados para aproveitar a noite nesse bar e restaurante (menos segunda-feira, pois o local está fechado).

A comida é deliciosa e cheia de curiosidades. Ao invés de uma pizza portuguesa, pede-se uma Isadora. Tem-se também o Rodrigo, o André e outros nomes que recheiam o cardápio de variedades do lugar. O preço? Comparado a outros lugares, pode-se dizer que é razoável para quem quer apenas a comida como aperitivo e a bebida alcoólica como prato principal, pois para quem aprecia uma boa bebida - o que não é o meu caso - a oferta é grande.

Com relação a banda, ontem o repertório estava impecável. Tinham nomes nacionais, mas o internacional predominou e, principalmente, músicas mais calmas, típicas do horário noturno da 105.7. O vocalista tinha um porte atlético de rato de academia e, em contrapartida, uma voz suave e agradável aos ouvidos. Era engraçado e interessante ouvi-lo sem achar curioso essa ironia do seu corpo com a música cantada.

↓ O único ponto negativo observado foi com relação a reserva do local. Por ser uma sexta-feira, disseram que só poderiam reservar no máximo 20 lugares e até às 21h, pois depois disso, tirariam as cadeiras da mesa. Isso foi um pouco desanimador, tanto que minha irmã não chamou todas as pessoas que queria, com receio de não ter como acrescentar mais mesas a sua reserva. Acredito então que o espaço não seja para aniversários e, sim, para encontros casuais com amigos, sem nenhum compromisso.

Obs: Como retorno da postagem de ontem, digo que o Brownie estava super gostoso (apesar de que poderia ter ficado melhor se acompanhado de um sorvete) e, mesmo com vinte pessoas prestigiando minha irmã no aniversário, ainda sobrou para ser comido como sobremesa do almoço de hoje.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

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Natal no mês das crianças

O North Shopping Fortaleza mostrou que não quer competição, quando o negócio é festa natalina. Papai Noel resolveu não esperar nem ao menos o mês de novembro e chega de helicóptero, neste domingo, com direito a chuva de pétalas de rosa e chuva de prata para anunciar a sua vinda. Para fechar o pacote, esse evento ainda conta com um show do Dorgival Dantas e uma queima de fogos de 10 minutos.

O Papai Noel aterrissa às 18h, mas para quem quer garantir um local para ver de perto o bom velhinho é bom chegar mais cedo. Até porque as atrações estão previstas para começar às 16h na Praça Gomes de Freitas (atrás do North Shopping). O gasto total declarado nos eventos do North Shopping Fortaleza e Maraponga é de R$ 800 mil, só em decoração e nas festas de recepção do Sr. Noel.

Chocolate a preço de ouro

Hoje lembrei-me do Melhor Bolo de Chocolate do Mundo, que provei no Rio de Janeiro. A propaganda era alta e equivalia-se ao preço que cobrava, mas não valia o título que levava o nome da loja ou a sua aparente fama. E daí? Bom, fui pegar a encomenda de um Brownie de Pirex para 25 pessoas, que de tão baixo mais parece para 15, da Empório Brownie e o preço apresentado no cardápio parecia tão exorbitante, que já estava imaginando-me mudando para o ramo da culinária, por parecer mais promissor comparado ao jornalismo.

Sobremesas tão pequenas e fáceis de fazer em casa são colocadas a valores que parecem se converter mais em lucros a empresa, do que a pagamentos de impostos e ingredientes. Por exemplo, o Brownie é R$2,50, entretanto, se colocarem sorvete de creme passa para R$9,00. Desde quando, precisa de R$6,50 por um sorvete que vem de um pote que rende milhares de bolas de sorvete por dia?

Tomara que não seja igual a minha experiência no Rio, tomara que o gosto do puro chocolate se sobreponha a propaganda da loja e o Brownie encomendado valha cada centavo e um pouco mais.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Lei de Murphy

Enquanto estou na Pontes Vieira, esperando o bendito Borges de Melo que custa sempre a aparecer, vejo ônibus aos montes passando pela Desembargador Moreira. Dei um prazo de cinco sinais vermelhos e acrescentei mais dez minutos de espera, até que não aguentei mais e caminhei dois quarteirões até a parada mais perto nesta avenida que parecia fazer melhor oferta do meu produto de interesse.

Chegando lá, o primeiro ônibus que apareceu não era a minha linha. Alguns segundos depois, avisto o Borges de Melo pronto para dobrar para a Pontes Vieira. AMARGA IRONIA DO DESTINO! "Não, mas não vale a pena voltar. Ele não vai passar tão cedo", eu pensei. Porém, você acha que eu acertei? Um minuto depois apareceu outro, só para complicar a minha tarde e encher-me de estresse. Daria tempo de chegar a casa sem ter que passar em nenhum terminal. ALGUM DIA EU VOU APRENDER A ESCOLHER O CERTO!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Aula em campo

Depois de um mês aberto ao público, a vontade aliada ao incentivo da minha professora de História da Arte motivou-me a ir hoje à exposição Burle Marx - Mostra Antológica e A Paisagem Monumental.

A mostra apresenta 79 obras e, com elas, percebemos o quanto esse artista era completo. Pinturas em cores fortes e em preto e branco, esculturas abstratas e desenhos em carvão, Roberto Burle Marx parecia estar representado completamento naquele espaço frio e verde, mas senti falta dos projetos arquitetônicos.

Não tinha o calçadão de Copacabana ou os seus milhares de jardins projetados, inclusive o do Theatro José de Alencar. Queria ter visto mais da sua arquitetura e pouco vi. Fica a dica para a próxima visita dele em obras.

Continuando o passeio

Descendo os dois andares da Reitoria da Unifor, aproveitei para visitar o Rio das Pedras, que expõem as joias de Antônio Rabelo. Na verdade, elas são mais do que objetos para ser usados em pescoços, punhos e dedos. São verdadeiras obras de arte para ser sincera.

Dos espinhos de mandacaru a cristais como matéria-prima ou inspiração. Não há limites na criação desse artista de origem cearense, mais especificamente de Quixeramobim. A exposição mostra 75 peças divididas em oito coleções: Sertão, Homem e Natureza, Sonho, Rio das Pedras, Cactus, Cristais, Majé e Rupestre.

Não precisa ser mulher para apreciar uma boa peça artística, porém, certamente, as mais vaidosas sairão da visita imaginando-se usando uma dessas joias em uma festa de gala. Não tem como não ficar tentada em comprar.


Burle Marx - Mostra Antológica e A Paisagem Monumental
Visitação | até 12 de dezembro
Horário | de terça a sexta, das 10h às 20h,
e aos sábados e domingos, das 10h às 18h
Local | Espaço Cultural Unifor
Entrada Gratuita

Exposição Rio das Pedras
Visitação | 25 de agosto a 12 de dezembro
Horário | de terça a sexta, das 10h às 20h,
e aos sábados e domingos, das 10h às 18h
Local | Espaço Cultural Unifor Anexo
Entrada gratuita

¹ Retrato de Walter Burle Marx, 1983
Mulher de chapéu, 1942
Autorretrato, 1929
Sem título, 1993
12 projetos para joias
Fotos por
Camiℓa Oℓiveira

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Pontos de lembrança

  • Eu era um dos seus elogios matinais nada exclusivos e uma das suas eternas calouras afilhadas.
  • Ele me comprou por R$14,00 sem nem me conhecer por segundos ou saber meu nome, porém disse que tinha gostado de mim assim que subi na mesa para o leilão.
  • Nunca ficou com raiva de mim, ou pelo menos nunca demonstrou, mesmo quando escapei do trote de pagar a cerveja ou disse que ele tinha que editar um trabalho todo, pois tinha faltado uma apresentação por vergonha.
  • O banco do bloco de comunicação parecia estar sempre reservado para ele. Parecia que todos os dias eu ia passar por aqueles corredores e iria encontrá-lo sentado com o olhar compenetrado, observando o movimento dos veteranos e calouros.
  • Foi no aniversário de 26 anos dele, que eu convidei um amigo para ser meu parceiro de dança e acompanhante da festa e saí da noite com um namorado, que até hoje estamos juntos.
Soube de uma fatalidade hoje de manhã e, por um momento, acreditei que fosse uma brincadeira de mau gosto. Não trocava muitas palavras com ele ou confidências. Ele era aquela amizade que não se precisa fazer muita coisa diariamente ou falar que gosta, para saber que se pode contar quando precisa.

Tinha consciência do que ele representava em minha vida, entretanto, não sabia que os quase 90% de água em meu corpo ficasse prestes a acabar em menos de um dia. Tentei conter minhas lágrimas, encarar o meu estágio, estudar semiótica hoje, porém não consegui. Estou desabafando, pois eu sei que muitos devem estar sentindo o mesmo.

Quando alguém próximo morre nos sentimos vulneráveis, como se não pudéssemos controlar os dramas da vida. A morte está perto da família, da nossa realidade, de nós mesmos, mas, enquanto não chegarmos à velhice ou acreditarmos ter vivido tudo o que queríamos, não iremos aceitar essa passagem de ida sem volta.

Sei que vou aprender lidar com essa notícia, até porque consegui aguentar a saudade de meus dois avós falecidos. Porém, acredito que o banco do bloco de comunicações vai parecer sempre vazio.

Entrevista com J-Chaves

• No segundo semestre de 2008, quando eu cursava a disciplina de Fotografia I, com o professor Wilton Martins, surgiu a proposta de entrevistar alguém do ramo da fotografia ou que tivesse interesse por essa área. Bom, na hora da explicação do trabalho, não poderia deixava de pensar em outra pessoa se não o J-Chavez. A matéria já tem dois anos, mas resolvi Deixar logo abaixo um pouco de suas palavras - as quais não foram nem minimamente alteradas - e de seu amor pela fotografia. •

Jefferson Chaves Barbosa, 26 anos, é formado na área de Pedagogia e, atualmente, está cursando Jornalismo na Universidade de Fortaleza, Unifor.

A sua paixão por fotografia e o seu talento é inegável e perceptível desde uma breve conversa ao seu lado a uma análise de seu trabalho nos seus sites pessoais.

Dentre os seus trabalhos, estão inclusas fotos de uma festa de chorinho e dança de salão para terceira idade que aconteceu no SESC-Centro, da bailarina Taís Lopes, de festivais de dança em 2008 do FENDAFOR e do Passo de Arte. Além de temas relacionados à moda, à macro fotografia, a eventos promovidos pela sua academia de dança, entre outros alvos que o atinja o interesse.

Embora esteja dedicando o seu tempo livre, ultimamente, para a Academia Obará Danças, da qual virou diretor proprietário, não perdeu seu encanto pela foto e, ainda, desenvolve um trabalho com fotografia de dança.

J-Chaves, como é conhecido entre amigos e a forma como assina seus trabalhos, escolheu o Jornalismo como uma maneira de se aproximar mais da fotografia. Esta, afirma ele, surgiu naturalmente em sua vida e, por oferecer liberdade de conhecer novos horizontes, ideias e sentimentos, ele se sente atraído e motivado a estar perto dela.

Entrevista na íntegra


1. Quando a fotografia lhe despertou interesse?

Quando a fotografia me despertou interesse? Não lembro. Acho que foi algo que cresceu naturalmente comigo, na vida, a fotografia está presente na vida de todos, cotidianamente, na minha não foi diferente.

2. O que mais lhe atrai na fotografia?

A liberdade que ela me dá de conhecer novos mundos, ideias e sentimentos.

3. Você se inspira em alguém quando fotografa?

Não, a minha fotografia sempre veio de mim. Do que eu sinto e do que me interessa no momento. Eu sou muito "volúvel"... então acho que meu olhar é assim. É como alguns professores de faculdade falam, quando você precisa escrever algum artigo, pra isso dar certo você precisa escrever sobre algo que lhe interesse. Acho que esse é o meu caso, eu consigo acertar com mais facilidade meus resultados quando fotografo algo que é do meu interesse.

4. Tem algum fotógrafo no qual você admira o trabalho?

Sim, vários, porém, o meu ídolo maior é Yann Arthus Bertrand, um fotógrafo francês. Mas eu não me inspiro nele, pois assim como na dança, eu acredito que você não deve tentar copiar o estilo alheio, pois você nunca fará tão bem quanto o outro e ainda por cima pode passar por ridículo.

5. Como você faz para escolher os objetos ou pessoas para fotografar?

Ahh, isso é fácil. Eu sento e espero. (risos) Olho, igual a um estudante de psicologia, olho as pessoas. Quando se trata de fotografia macro de insetos, minha favorita, é só chegar num jardim qualquer e esperar, geralmente a tarde quando o clima fica menos quente e os insetos vão procurar coisas doces pra lanchar. (risos)

6. Você criou um estilo próprio de fotografar?

De jeito nenhum. Tô longe disso. Eu tenho dificuldade de seguir orientações alheias, e sou bem orgulhoso, porém, acho que a maneira de fotografar que eu tenho, mesmo sendo algo inerente a minha pessoa, não carrega nada de novo, não é nada que já não façam por ai, é só uma questão de ter mais cuidado com o que se fotografa.

7. Qual o recurso que você mais utiliza?

Flash, adoro flash. Nadando contra a maré, invisto em luz, flash em macro, flash na moda. Flash, sabendo usar deixa, tudo mais bonito.

8. Você tem preferência por alguma tonalidade específica na foto?

Não gosto de preto e branco, acho que preto e branco agrada pois é algo diferente ao olhar humano, logo, faz com que ocorra um estranhamento, eu busco a cor, colorido, quanto mais colorido melhor.

9. Qual dos trabalhos ou ensaios fotográficos você mais se identificou em fazer e por quê?

Ensaios... bom, meu ensaio sobre a dança no Ceará. O motivo eu não sei dizer. Eu sempre tive uma paixão por bailarinas, e daí surgiu meu interesse de fotografar dança, só que as academias de ballet são muito competitivas e tem medo de gente estranha, não gostam que fotografe, aí quem primeiro me deu abertura foi um pessoal da dança de salão, então, a dança de salão me pegou de jeito, ao ponto deu me tornar um dono de academia de dança de salão. O motivo exatamente eu não sei, é como dizem, quando alguém te pergunta o porquê de você amá-lo(a), existe resposta pra isso? Eu acho que não. Não é algo que se pode justificar, é algo do ser, da alma de cada um. (risos)

10. Você acredita que o mercado no Brasil ou, mais especificamente em Fortaleza, oferece propostas de trabalho suficientes para quem deseja estar nesse ramo? Vale a pena viver de fotografia? Foi difícil conseguir o seu primeiro trabalho como fotógrafo?

Não acredito, não. O mercado em Fortaleza é muito pequeno, os bons trabalhos estão só com fotógrafos famosos e que podem investir muito, os outros trabalhinhos estão sendo jogados nas mãos de um tsunami de pessoas que podem comprar câmeras digitais semi-profissionais, fazendo trabalhos de qualquer maneira e de forma muito barata.

Tem até um exemplo, uma colega de faculdade, ia comprar uma câmera analógica minha, foi pedir dinheiro ao pai, o pai resolveu dar-lhe uma câmera digital. E um determinado dia ela me abordou no msn e questionando como deveria se portar em determinado trabalho, sendo que ela tinha sido chamada pra fazer um trabalho antes mesmo de receber a câmera dela apenas pelo fato de ficarem sabendo que ela ia ter uma câmera digital e ela nem fotografa bem.

O mercado é assim, te enviam um orçamento e quem faz por menos faz o trabalho. O mercado de Fortaleza é ridículo. No eixo rj-sp, eu não sei como anda isso, porém, sempre foi mais vantagem pra quem quer seguir nessa área da imagem, mudar pra lá e buscar novos rumos.

11. Gostaria que colocasse por último suas considerações finais ou alguma observação que desejasse fazer a qual esqueci de perguntar.


Considerações finais? (risos) Complicado, não sou bom com palavras, não escrevo muito bem, e não escolho jornalismo por escrever bem, escolhi porque era o que mais me colocaria perto da Fotografia. O que eu poderia dizer é que como estamos numa área de jornalismo, que os recém chegados, procurem ver muito, ver, ver e ver, daí praticar, praticar e praticar. Praticar o feijão com arroz, pois se você for solicitado pra fazer o trivial, e você nunca fez um ovo frito, você vai passar dificuldades. Olhar e praticar, eu acho que isso resume bem.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

NOTA

Na foto postada em 2 de outubro, eu apresentava as más condições da calçada localizada no quarteirão entre a Rua Leonardo Mota com a Avenida Pontes Vieira. Quero registrar não haver mais tijolos atrapalhando o meu caminho. Quanto aos outros obstáculos, a observação e a reclamação permanecem. Se a situação mudar, mantenho-lhes informados.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Geraldo Alckmin para presidente

Aproveitando o feriado, fui passear de carro e conhecer alguns bairros da cidade. Enquanto escutava de meu pai as histórias famosas de Fortaleza, revi a antiga arquitetura que ainda perdura em casas localizadas no antigo coração da capital. Infelizmente, também observei outras coisas.

Nas principais ruas e avenidas da Aldeota, crianças comemoravam o dia das crianças pedindo brinquedos e trocados em pleno sol escaldante de Fortaleza. Sob o "cuidado" dos pais ou sozinhas, elas faziam malabarismos ou escoravam-se nos vidros dos carros, fazendo o eterno discurso de necessitado, mas com uma esperança a mais de receber alguma coisa, em decorrência da data.

Pós-feriado

Para completar a viagem por Fortaleza, hoje embarquei no Grande Circular 1. Não, eu não queria acordar cedo para fazer turismo. Porém, para chegar ao Centro Dragão do Mar precisei ir até a Praia do Futuro para, enfim, passar por quase toda a orla da cidade até chegar ao meu destino.

O incentivo maior para pegar dois ônibus e fazer um percurso de 1h? O II Simpósio Mídia Nordeste, que trouxe como tema este ano o debate sobre os 60 anos da televisão no Brasil e 50 no Nordeste.

O evento acontece até esta sexta-feira, 15 de outubro. As inscrições estão abertas a estudantes de jornalismos e estudiosos interessados nesse meio audiovisual. Inscreva-se e confira a programação e mais informações no site: http://www.midianordeste.org.br/new/web/

Outros pontos
  • A praia da leste-oeste continua com o mesmo cheiro que impregna e atravessa os vidros do carro, mesmo estes estando fechados e com o ar-condicionado fechado;
  • Na terça, eu vi um salão oferecendo um corte a R$2,00. Quando que os salões mais perto da Aldeota, Papicu e dentro dos shoppings têm esse preço? Às vezes, o serviço tem a mesma qualidade e o que muda é apenas o endereço. Com marca de roupa, dizemos que os impostos são os culpados, mas nos salões de beleza também?
  • Enquanto passava pelo caminho em direção ao Buffet La Maison, avistei a propaganda Geraldo Alckmin para presidente pintada nas paredes. Bem, ou aquele bairro está esquecido pelos partidos políticos ou está bem desatualizado. As eleições estão se aproximando e é interessante que todos saibam que só temos três opções: Dilma, Serra ou nenhuma das anteriores. Até agora eu ainda não decidi, mas, se levasse em consideração o debate da Band nessa semana, a gagueira e o nervosismo de Dilma tirou muitos pontos em seu perfil como melhor candidata política. Diria que ela está com 5 de 10 pontos na minha lista. E nada de margem percentual variando para mais ou para menos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Estou puro sono

O planejamento para segunda-feira foi totalmente riscado no calendário. A entrevista foi adiada, a entrega do trabalho teve um contratempo e o presente para minha mãe não foi encontrado em nenhuma livraria. Enfim, como diria minha professora de Psicologia, os sintomas de minha histeria resolveram se manifestar. Ontem, principalmente, a minha cabeça não parava de sinalizar a sua existência.

Ontem, em pleno dia do aniversário da minha mãe, surge a tarefa de fazer a edição de um programa de rádio. Adoro fazer isso, mas fazer TUDO em poucas horas e já estando super cansada é muito desgastante.

Quando, pela manhã, descobri que teria de fazer, não conseguia pensar em mais nada. Mesmo a entrevista, remarcada para ontem, tendo sido maravilhosa, a minha lista de obrigações do dia inteiro não deixaram descansar os meus nervos. (O programa gravado com Coordenador do Curso de Belas Artes, Carlos Velasquez, foi super interessante. Assim que a edição estiver pronta, tentarei disponibilizar aqui no Palavras ou Máscaras).

Cheguei a casa às 18h, toquei a campainha, entrei e fui direto ao computador. 20h já era para eu estar pronta para o jantar de comemoração da minha mão. E quem disse que eu estava? Troquei-me em minutos e minha cabeça fervilhava, exigindo pausa para descanso.

Não voltei tão tarde e consegui terminar o programa antes da meia noite - lógico que também graças a dois amigos meus online no msn -, porém ainda tinha que me preparar para um seminário do dia seguinte da disciplina de Semiótica. O sono e o cansaço foram maiores do que qualquer desejo de tirar nota máxima na apresentação.

Sempre tento adiantar todos os trabalhos, estudos e atividades exatamente para não sofrer dessa angústia de resolver tudo apressada ou, pior, às vezes até mal feito. Mas do que adianta todo esse cuidado, se não podemos controlar o mundo, os contratempos, os imprevistos, os calendários ou a saúde do corpo.

Depois de tudo terminado - provas, seminários, trabalhos -, a única satisfação encontrada para compensar a loucura dessa semana e, principalmente, de ontem é o feriadão. Nossa Senhora Aparecida, devo essa para você! Já vou comprar a medalha e agregá-la ao meu colar de proteção.

O ponto forte de ontem

Tem como eu não acreditar em destino? Depois de uma tarde inteira de estágio, eu sempre pego o primeiro ônibus que aparece quando chego na parada, independente dele me levar direto para casa ou não. Um dia, resolvi esperar pela linha que me leva mais perto do meu apartamento e deixei as outras opções passarem diante de mim. Resultado: não pude aproveitar da surpresa do meu namorado, que ia aparecer no meu prédio para falar comigo.

Foi coincidência? Não sei. Mas ontem peguei o primeiro ônibus que chegou e, sem ao menos imaginar no que poderia acontecer, encontrei o meu namorado enquanto caminhava os seis quarteirões a pé para casa. Não vou mais desviar do meu destino. O ruim é ter que aguentar caminhar muito todos os dias.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Mas um dia...

No final do expediente, a fome começa a se anunciar no estômago e o bocejo não consegue mais ser escondido. Nesse momento, não há alegria maior para aqueles que utilizam transporte público, do que avistar a linha do seu ônibus vago e, de preferência, assim que se chega à parada. Ou isso ou então receber um convite de carona inesperado.

Generalizo, sim, porém digo isso muito mais por experiência própria. O caso excepcional de pegar a outra opção de ônibus e andar mais seis quarteirões para chegar a casa foi usado em um dia de muito estresse e falta de paciência, mas isso já está virando rotina. É impossível aguentar esperar 40 min em uma parada, em pleno sol poente que dói a vista, e não conseguir reclamar ou ficar com raiva. Ao invés de chegar um ônibus a cada 5 min, chega dois a cada 40 min. A vontade é reclamar com o cobrador e motorista, entretanto, eles não têm culpa do trânsito ou do aparente número reduzido da frota. Pelo menos eu espero que não.

Haja paciência

Se não bastasse o ônibus que não dava o ar de sua graça, ainda tenho de aguentar - DIARIAMENTE - a areia que sobe do asfalto quando os carros passam. De onde vem areia? Ora, é só o que tem nas calçadas ultimamente. Além disso, preciso suportar um homem que fica se exibindo - TODO DIA - para os seus colegas de trabalho. Ele assobia alto, fica gritando e fazendo comunicação visual. Seria plenamente ignorável, mas imagina aturar isso, juntamente com muita fome, o pé pisando em falso na calçada e o sol no seu rosto? Não dá, né?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O poder do MARKETING

• Em homenagem ao mês dedicado a comercialização de brinquedos e atividades infantis, recebi este texto por e-mail e não podia deixar de colocá-lo aqui. •

Duas crianças de oito anos conversam no jardim e o menino pergunta à menina:

- O que vais pedir no DIA DA CRIANÇA?

- Eu vou pedir uma Barby, e tu?

- Eu vou pedir um TAMPAX ou um OB! - responde o menino

- TAMPAX?! OB?! Que é isso?!

- Nem imagino... mas na televisão dizem que comTAMPAX ou OB a gente pode ir à praia todos os dias, andar de bicicleta, andar a cavalo, dançar, ir ao clube, correr, fazer um montão de coisas, e o melhor... SEM QUE NINGUÉM PERCEBA!

domingo, 3 de outubro de 2010

Em votação

Vestida de preto, fui votar. Não estava de luto, só não queria dar chance de fazer propaganda política alguma. Quando fui de vermelho, há quatro anos, disseram que apoiava o PT, então preferi não gerar nenhum equívoco dessa vez.

Até em hora de almoço, o ambiente, ao meio dia, estava lotadíssimo e a campanha silenciosa não impediu que grande parte dos eleitores batesse palmas ou gritasse "já ganhou", quando o Tasso chegou. Por ironia, mesmo com todo esse alarde no local de sua votação, isso não garantiu a sua permanência no senado por mais oito anos.

Nesse fuzuê de filas grandes, cópias dos partidos nas mãos e candidatos cumprimentando senhoras, crianças e antigos conhecidos, será que alguém percebeu que crianças aproveitavam o movimento das ruas, nesse domingo, e faziam hora extra como vigia?

Enquanto todos exerciam a cidadania por livre e espontânea vontade ou por obrigação, algumas crianças já contavam os seus lucros, outras resolviam não parar nos movimentos circenses. Encostadas, a maioria, nos muros de prédios e escolas, quando se passava por elas, não se sabia o que sentir: medo ou pena, e ficava por isso. Não se pode ajudar com trocados ou lição de moral. O primeiro é aconselhado não dar e o segundo elas não querem receber, só pagando talvez.

Os fogos de Cid quando saiu o resultado de sua recandidatura

Candidatos

  • Nem com toda má propaganda e acusações de Veja, Época ou oposição em véspera de eleição, Cid Gomes conseguiu se reeleger, sem ao menos precisar enfrentar segundo turno. Para comemorar isso? Fogos de artifícios em seu comitê foi o início da festa, que também contou com a animação de uma banda e um trio elétrico para festejar a vitória.
  • Tudo bem não confiarmos na maioria dos que se candidatam, mas se devia votar naqueles que acreditamos ter consciência de seus deveres ao assumir um cargo político. Candidatar-se está cada vez mais democrático - no sentido ruim da palavra. Literalmente, o horário político virou uma palhaçada. Eu acho o Tiririca engraçado, mas isso não significa que ele é competente para o cargo que deseja assumir. Agora, eleito por mais de um milhão de votos, os paulistanos não poderão reclamar se ele não fizer nada por eles, afinal, ele mesmo disse não saber o que um deputado estadual faz.
  • Onde já se viu fazer voto de protesto escolhendo pessoas não adequadas ao governo? Quer reclamar, vote em branco, uma vez que não computa mais a favor de quem está ganhando. Desse jeito é muito melhor, pois no final o que teremos é uma enxurrada de pessoas ganhando muito bem e não sabendo o que fazer. O pior é que não poderemos fazer nada a respeito, a culpa será toda nossa.
"Não dê o peixe, ensine o homem a pescar"

No final deste mês, teremos que escolher entre Dilma ou Serra para presidente. Um, promete extinguir a desigualdade social - o que seria impossível, pois não se consegue terminar uma obra nem em quatro anos, quanto mais erradicar um problema mundial desses -, o outro, diz aumentar o salário mínimo para R$600, mas será que os impostos também não vão acompanhar o crescimento dessa renda?

"Qual a opção menos ruim?" - provavelmente é o que pensaremos. Mesmo sendo de partidos diferentes, ambos adotam a mesma linha de auxílio do atual presidente Lula. A fórmula deu certo para ele se reeleger, então por que não manter a receita? Embora não tenha votado no Plínio, concordava quando ele falava que os programas de bolsa são apenas ilusórios. É apenas um sistema de acomodação. Muitos deixam de trabalhar, pois se voltar a ter uma renda mensal não recebe mais o auxílio do governo. Afinal, o que é mais fácil: receber de graça ou do próprio suor?

É por isso que não gosto de debater, escrever ou falar sobre política, gera estresse e não resulta em nada. A cada ano estão piores as opções de candidatos e as pessoas fazem questão de votar em quem não tem proposta, apenas uma boa desculpa para se eleger. Cantores, palhaços, mulheres da noite, mulheres frutas... não faltam motivos para dizer que a política não é mais levada a sério. É melhor parar, senão a cabeça vai fervilhar de raiva.

Desabafo: Como pode Dilma nem saber que o nordeste faz parte do País e ter a maioria dos votos dessa região?


sábado, 2 de outubro de 2010

A comprovação

Dentre as várias formas de desrespeito nas ruas de Fortaleza, registrei a minha raiva mais constante, localizada na Rua Leonardo Mota, com a Avenida Pontes Vieira:

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