quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Fortaleza será a primeira do Norte-Nordeste com Harley

A 12º concessionária da marca americana chega a capital, contando ainda com área para manutenção e boutique

O tijolinho nas paredes externas e a cor de madeira em toda a fachada já denunciava levemente o endereço da Harley-Davidson em Fortaleza antes mesmo de sua abertura. Com a logo laranja estampada no alto da coluna da loja, não teve mais como esconder a novidade.

As portas nem precisaram estar abertas ao público, para atrair atenção na cidade. Mesmo com o interior ainda não organizado, já tinha gente na frente do estabelecimento pedindo para entrar e ver as motocicletas. Até por telefone tinha quem quisesse adiantar o seu pedido e reservar uma visita nessa que é a primeira concessionária Norte-Nordeste da marca.

A loja chega na capital alencarina fazendo parte do Grupo Newland, que detém autorizadas da Toyota (Newland), Mercedes e Chrysler (Newsedan). Para o diretor superintendente do Grupo, Ronaldo Munhoz, a sua vinda é um honra à cidade. "A gente entende que é um privilégio para nós de Fortaleza ter essa oportunidade de ser a primeira loja. Isso também demonstra que a marca está forte aqui e que está focada no público cearense", afirma.

Batizada de Newroad, ela será a 12º autorizada da Harley no País. As outras estão distribuídas principalmente no Sul e Sudeste.

A vinda para Fortaleza derivou, como explica Ronaldo, em decorrência dos carros de luxo, considerado um mercado premium, estarem bem posicionados em questão de vendas. "Verificando essa sintonia do público com esses produtos, eles resolveram que aqui será o primeiro lugar da região a ter as motos da Harley que são muito desejadas", completa.

Igual, mas diferente

A estrutura recebeu o mesmo conceito e iguais produtos de qualquer Harley do País. No entanto, elas não são fisicamente idênticas.

"Não há um manual de instalação, mas tem um conceito que deve ser atendido - eles são muito exigentes. Porém, nunca uma loja vai ser igual a outra, eles nunca repetem o mesmo padrão", pontifica.

Em seu interior, encontra-se os seus dezoito modelos de motos comercializados no Brasil, cujos preços variam de R$ 29.000,00, que é a de 883 cilindradas, a R$ 100.000,00.

Das opções, as que terão sucesso de venda, prevê Ronaldo, são a linha Sportster, a V-Rod e a Fat Boy. Essas duas últimas porque a primeira "é uma linha muito moderna com um motor desenvolvido pela Porsche" e a última pelo fato de ser, como ressalta Ronaldo, "um ícone da marca no mundo", declara.

Para quem desejar desfrutar de uma das motocicletas antes de decidir por qual irá desembolsar alguns milhares de reais, terá o Test Ride a partir deste mês. É preciso ser habilitado na categoria A e receber as orientações antes de testar.

Pode embrulhar?

A boutique integra também a loja, oferecendo em suas prateleiras desde canecas e jaquetas até acessórios para customizar a motocicleta. "A pessoa tem a possibilidade de transformar a moto dele do jeito que ele mais gosta, e isso é uma das coisas fortes da Harley-Davidson", acrescenta.

Com um pouco mais de um mês faltando para o Natal, o diretor já prevê que a sua loja entrará na lista de presentes de muitas famílias. "Eu acho ser uma dica boa e diferente dar roupas e objetos de decoração da Harley", ressalta.

Pós-venda

A estrutura também oferece a oficina para fazer manutenção preventiva e corretiva nas motos, com espaço para quatro atendimentos por vez. O serviço será feito por meio de agendamento, até para não ter congestionamento na espera.

Quanto ao estoque, Ronaldo garante que as peças de revisão e correção de alto giro, como o filtro e os componentes de freio, estão disponíveis na oficina da loja.

Os mecânicos são treinados pela própria Harley, assim como os vendedores.

Sócios de carteirinha

A loja apresenta ainda um espaço reservado para os Harley Owners Group (HOG). Para quem desconhece, é um grupo no qual todo aquele que compra uma Harley é automaticamente sócio. "Essa pessoa vai receber uma identificação que é mundial. Em qualquer lugar do mundo, se ela for para uma concessionária da marca, vai ter um espaço para ela. Aqui em Fortaleza também terá", explana. Essa área é para os donos de Harley poderem se reunir e trocar experiências.

Oficialmente

Apesar de estar funcionando plenamente desde a última sexta-feira, a festa de inauguração está prevista apenas para o fim de novembro.

A expectativa é atingir a margem de 35 vendas de motos por mês, a partir de novembro. "O fato de ter uma concessionária aqui vai encorajar muita gente. Quando a pessoa comprava a moto em outro lugar, como é que vai fazer a revisão? O que fazer quando quebra uma peça? Isso limitava muito a possibilidade de se ter um produto Harley", aponta, positivamente.

Três áreas
Aberta plenamente

Em seu interior, a loja tem disponível todos os dezoito modelos da Harley-Davidson comercializados no Brasil.

Os preços variam de R$ 29.000,00 a R$ 100.000,00. Há ainda a boutique com produtos que vão desde canecas e roupas até acessórios para a motocicleta.

Além da parte de venda, o espaço conta com uma área para manutenção preventiva e corretiva, com disponibilidade de quatro atendimentos por vez.

- Diário do Nordeste (Auto) -

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Comodidade em uma viagem sobre duas rodas

Desde a elaboração do roteiro até a compreensão das placas, veja as vantagens em viajar por agência

A comodidade e praticidade de ser acompanhado por um guia turístico não é exclusivo de visitantes a pé. O motociclista pode desfrutar também de ter uma agência ao seu dispor para prever e resolver as possíveis dores de cabeça de uma viagem sobre duas rodas.

Das quatro grandes viagens realizadas pelo funcionário público Augusto Rocha, a última, feita em julho deste ano, com destino a nove países, incluindo o extremo mais ao norte que se pode chegar em cima de uma moto, foi a sua favorita.

As belas paisagens contribuíram para o prazer da viagem, no entanto a tranquilidade de ter um roteiro programado por terceiros, somado ainda a facilidade de ser orientado quanto aos documentos, à cultura da região e outras peculiaridades que iam ser enfrentadas durante o percurso - até quais seriam os tipos de terreno passados eram especificados - fez com que esse trajeto recebesse pontos a mais de favoritismo.

"Essa foi a melhor de todas, foi a mais cômoda, a mais tranquila. Você não fica tenso. A parte ruim da viagem é você chegar numa cidade grande sem a conhecer e ainda ter que enfrentar o seu trânsito. Então, você chegar com um guia é muito bom", afirma.

O programa adquirido por ele é denominado de "Viking Run" e foi feito pela empresa americana Ayres Adventures.

A aventura começa no Círculo Polar Ártico, em Tromsø na Noruega, e segue para Munique, na Alemanha, passando pelos países: Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, República Checa e Áustria.

A sua inclusão no grupo foi feita inteiramente por meio de e-mails usando a língua inglesa. De acordo com Augusto e seu companheiro de viagem e profissão Saris Pinto, o tradutor da internet foi fundamental nessa comunicação.

Embora tenha sido feito tudo à distância e o pagamento não seja parcelado, o alto custo de quase US$ 9 mil não foi gasto à toa, segundo os dois viajantes.

Esse valor inclui o aluguel das motos, no caso dessa empresa só podia ser da BMW, os seus seguros, as diárias nos hotéis com café da manhã, os guias e os jantares. A manutenção também é toda responsabilidade deles, desde trocar o pneu a checar algum outro problema técnico que possa aparecer durante o caminho.

Além disso, se no decorrer do passeio a moto falhar por defeitos não decorrentes do mau uso do piloto, o motorista não precisa perder tempo, podendo utilizar uma moto reserva que tem disponível nas vans que acompanham as motos.

Apenas as passagens aéreas, o combustível e outras taxas, como pedágio, não fazem parte do pacote. Porém, no caso do último, os guias por vezes adiantam o pagamento de todos os viajantes durante o trajeto para não atrasar a programação, mas ao final do dia eles são restituídos dos gastos.

Sem limites

Uma das preocupações anteriores a uma viagem em motocicleta é no momento de arrumar a bagagem. Limitar o número de vestimentas e utensílios pessoais é uma tarefa difícil e depois sempre parece ter algo faltando na mala, principalmente para as mulheres.

Os presentes e as lembranças dos locais visitados, então, são deixados ao léu pelos viajantes. No máximo, recorrem aos correios logo em seguida que foi feita a compra.

Todavia, essa realidade muda quando acompanhado por uma agência. As vans entram como uma das principais vantagens do pacote. Um carro acompanha para levar tanto as malas como para, por vezes, servir como apoio para os copilotos que se cansarem de viajar na garupa ou para não pegar chuva, por exemplo.

Tradução

Avistando a entrada da República Checa, eis que apareceu uma placa diante dos visitantes. Em letras brancas e garrafais no fundo azul, eles tentaram ler em voz alta sem ter nenhum sucesso a frase: KRÁLOVÉHRADECKÝ KRAJ. Assim como essa, outras placas surgiram no meio do percurso despertando a curiosidade. As mensagens não eram compreendidas, no entanto as palavras sempre rendiam várias fotos aos motociclistas.

"Eu achei fundamental ter um guia da Finlândia em seguida. Você não entende nem o mapa, nem as placas de trânsito ou o GPS. Tem placa que você olha e não sabe se está saudando ou xingando, não se sabe de nada. Não tem inglês que resolva", relembra Saris.

Na linha

A vontade de acelerar é tamanha quando sobre duas rodas, no entanto atender aos limites de velocidade é orientação tanto dos guias quanto dos próprios motociclistas. A razão está nas altíssimas multas. De acordo com Augusto, na Noruega, o valor atinge quase dois mil dólares.

Nos cerca de 4.500 quilômetros percorridos em estradas bem pavimentadas e livres de tráfego intenso, o limite da velocidade girava em torno de 90 a 100 km/h. Apenas nas autoestradas alemãs que extrapolar esse máximo foi permitido, para alegria dos que queriam descobrir do que suas BMW alugadas eram capazes de fazer na pista.

Dentre as outras recomendações está a questão de cumprir os horários, principalmente na saída dos hotéis pela manhã para pegar a estrada.

"Quando a gente chegou lá, tivemos esse cuidado para nunca nos atrasarmos. No final, o alemão que estava no grupo chegou ao guia comentando que nós não éramos brasileiros, porque conseguimos cumprir os horários e depois nos mandaram um e-mail enaltecendo isso", ressalta Augusto.

Embora fossem mais rígidos nas saídas, no decorrer do passeio eram mais maleáveis e faziam muitas paradas para conhecer os locais do roteiro e registrar tudo em fotografia.

Outro detalhe está no trânsito. Não era permitido ultrapassagem no percurso. "Diziam: ´se posicione em um local mais confortável para você e a mantenha até a próxima parada´, isso era para evitar colisão ou acidente", destaca Augusto.

Além disso, a dica era manter o grupo sempre perto. Caso o desencontro acontecesse, o motorista devia permanecer no local em que se perdeu. "Não é para procurar pelo guia, tentando adivinhar o caminho, o guia irá voltar pelo mesmo trajeto para encontrar", explica Saris.

Outra dica é saber, no mínimo, o espanhol para entender as orientações dos guias. No entanto, o inglês é sempre válido para lidar nas áreas turísticas dos locais visitados.

Nacional

Há também agências brasileiras que organizam roteiros para motociclistas, como a Premium Adventures.

Elas desenvolvem, em média, cinco roteiros por ano. Como exemplo encontra-se o Tour da Croácia e Eslovênia, com 10 dias de duração. O custo é de EU$ 7.450,00 por piloto em quarto duplo. Em caso de garupa, o preço é normalmente metade da do motorista.

Há trajetos ainda para América do Sul, África, América do Norte e outros locais da Europa. Não necessariamente acontecem nas férias escolares.

Dicas

Programe-se
Decidir com a antecedência qual viagem fazer é essencial para quem deseja viajar na estrada, mesmo sendo por meio de agência de turismo. Tanto no quesito financeiro, para economizar o custo do pacote, como também para conseguir uma vaga no grupo do passeio.

Não se atraseBrasileiro tem fama de atrasar, mas é melhor mudar esse hábito. Uma das principais recomendações é seguir o horário de saída do hotel para não desencaminhar a programação.

Sempre juntos
Para não haver desencontros, o recomendado é manter as motos sempre próximas e não ultrapassar durante o percurso. Caso se perca, o piloto deve permanecer no local que o guia tentará encontrá-lo. Na cidade, caso queira fazer uma visita à parte do grupo, basta avisar aos guias. 

Aprenda a técnica do martelinho de ouro

Diferente de 2011, este ano o treinamento será em forma de intensivo. A inscrição é até o dia 28 com início em 9/11

A técnica de desamassar o veículo sem danificar a pintura original pelo método do martelinho de ouro será lecionada pela segunda vez na empresa Profiautos.

"Nós somos distribuidores do kit em todo o Ceará. Vendo a necessidade da formação de mão de obra nessa área, trouxemos novamente a Fortaleza um professor que desenvolve treinamentos no Brasil e em todo o Mercosul", afirma Eudes Marinho, diretor da Profiautos.

Em 2011, o módulo rendeu duas turmas. Este ano, será em forma de intensivo. Acontece do dia 9 a 11 de novembro, das 8h às 18h30 na própria sede da empresa. Ele será ministrado pelo técnico Ezequiel Zigen, de Santa Catarina.

O público-alvo: aqueles que trabalham com funilaria e pintura, porém os amantes automotivos sem conhecimento técnico também são bem-vindos. São ao todo vinte vagas e as inscrições estão abertas até o dia 28 de outubro.

O custo de R$ 950,00 inclui uma apostila, uma blusa e um certificado de conclusão. As ferramentas necessárias para aprender as técnicas durante o curso e para aplicá-las no mercado não estão no pacote.

O preço do kit é, em média, R$ 1840,00. Confira a filmagem feita pelo AUTO mostrando os seus equipamentos e um resumo de como usá-los.

Aplicando teoria e prática

A Profiautos é uma empresa que atua no treinamento voltado para três áreas: motocicleta, veicular e administrativo.

Em janeiro, o objetivo é expandir para o segmento de segurança domiciliar, por meio de cursos sobre cerca elétrica e sistema de alarme.

A cada semana novas turmas são abertas dos quase trinta módulos ofertados. A duração e o horário das aulas variam, assim como os valores, confira a tabela com alguns dos próximos cursos.

- Diário do Nordeste (Auto) -

Vaga em edifício é sinônimo de investimento

Já pensou em vender o seu espaço na garagem por R$ 20 mil? Tem quem queira um local a mais para o carro
O preço do condomínio e do imóvel, além da localização e os metros quadrados são utilizados como critérios para escolher um apartamento para morar, no entanto não são os únicos fatores considerados.

Diante do aumento constante da frota local e nacional, faz-se necessários colocar o número de vagas disponíveis como um quesito também importante a ser observado. Até o mês de agosto, a frota ultrapassou a margem total de 2011. São 2.077.341 novos veículos contra 1.943.164 do ano passado. Nos últimos dez anos, houve um crescimento de 171,19% no estado e 104,04%na capital.

"Na busca de um apartamento, as pessoas priorizam as vagas que sejam disponibilizadas no subsolo e que sejam soltas, evitando um espaço onde um carro fica atrás do outro. As famílias procuram um imóvel que garanta no mínimo três vagas na garagem, dependendo do poder aquisitivo até mais, pois atualmente não só o marido como a esposa e os filhos possuem cada um seus próprios veículos", explica o corretor Rodrigo Costa.

Cada apartamento recebe obrigatoriamente uma fração ideal de vagas. No entanto, é comum, logo na planta, a imobiliária disponibilizar unidades extras para serem compradas como autônomas.

No caso do advogado Antônio Pinto, ao trocar de imóvel, teve direito a apenas duas vagas. Mas, com três filhas e uma esposa, antes mesmo dos primeiros tijolos do prédio ser construído, decidiu adquirir uma terceira com um tamanho possível para caber dois veículos. A pressa foi para evitar possíveis transtornos de ter de alugar posteriormente, afinal já tinha três carros e uma intenção de ter mais um para uma de suas filhas.

Na época, a imobiliária cobrou R$ 5.000,00 pelo espaço. O alto custo nesse período rendeu uma economia mensal que poderia variar, em média, de R$ 70,00 a R$ 200,00 por uma locação, segundo Rodrigo.

O preço é calculado a partir do valor do imóvel, da localização do bem, do mercado nos arredores, além do número de interessados pela vaga. De acordo com Antônio, a porcentagem pode variar de 0,5% a 1% do valor do espaço da garagem.

Não há tabelas fixas para orientar os moradores de condomínio. Uma dica, antes de estabelecer uma quantia, é conferir qual o preço dos mensalistas cobrado em estacionamentos ou até mesmo em alguns shoppings próximos ao bairro. Depois, é só fazer um balanço a partir da lei da oferta e da procura para baixar ou aumentar a média dos entornos do edifício.

Em caso de venda, dependendo do prédio, uma vaga pode atingir R$ 20.000,00 ou mais, conforme Rodrigo.

Não é para todos

Desde maio, consta no Código Civil a proibição de vender ou alugar uma vaga para pessoas não residentes. São abertas exceções em caso de autorização e determinação pela convenção do condomínio. Essa mudança vale tanto para edifícios comerciais como residenciais.

Outro detalhe é que apenas aquelas vagas compradas à parte podem ser vendidas, pelo fato de ser direito de um possível novo morador a ter a fração ideal prometida a cada apartamento. Essa regra quem determina é a Lei nº 10.406, quando afirma que "a cada unidade imobiliária caberá, como parte inseparável, uma fração ideal no solo e nas outras partes comuns, que será identificada em forma decimal ou ordinária no instrumento de instituição do condomínio".

Embora uma renda extra seja sempre bem-vinda, a insegurança é o principal ponto que interfere o direito do morador em alugar a sua vaga a qualquer estranho fora do prédio.

Leia antes de assinar

Deixar o que foi acordado por escrito é regra básica tanto na locação como na venda. Para a segurança de ambas as partes é importante deixar explícito no papel o locador, o locatário, o objeto do contrato - especificando o número da vaga e endereço da garagem -, o valor do aluguel ou venda, o prazo de validação do acordo e hipóteses de rescisão.

"Em casos de vaga autônoma, ou seja, de matrícula individualizada para a vaga, nesses casos pode ser feito escritura pública e registro de cartório", completa Rodrigo.

É recomendado reconhecer firma das assinaturas no cartório para validar a decisão. "Acordos verbais normalmente não são seguros caso haja má fé de uma das partes", afirma Micheline Aires, gerente da imobiliária Apsa no Ceará.

O recibo também é ferramenta importante na relação da locação e venda. "O recibo válido (assinado pelo locador ou representante legal) é documento que dispensa qualquer outro tipo de comprovação em relação ao pagamento da obrigação pactuada no contrato de locação. Portanto, se o locatário não solicitar o recibo poderá ser cobrado novamente e não terá provas do adimplemento", esclarece Micheline.

Lembretes

1º Quando for comprar ou alugar um apartamento, verifique se o edifício tem garagem, quantas vagas possui e qual é a disponibilidade para conseguir mais se isso for o desejado.

2º Quando conseguir comprar ou alugar uma vaga faça um contrato por escrito, especificando locador, locatário, objeto do contrato (garagem endereço X), quem utilizará o espaço, valor do aluguel, hipóteses de rescisão e prazo. Além disso, recomenda-se que seja feito o reconhecimento de firma das assinaturas, junto a cartório competente e com assinatura de duas testemunhas.

3º Caso não haja alternativas e seja preciso deixar o carro na rua, procure o local mais iluminado possível, acione o seu alarme e não deixe nenhum objeto à mostra.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Para o segundo turno

Quando não se veste a camisa de uma determinada torcida, o time que está ganhando e mostra uma melhor apresentação em campo ganha sempre mais adeptos na comemoração de apoio durante o jogo, afinal, tem mais chance de vitória.

Assim, por vezes, é na eleição. Os eleitores que não são filiados a nenhum partido, desvinculam o voto da escolha de um representante compatível as suas ideologias e crenças. Digita-se apenas o número daqueles que melhor estão nas estatísticas e investem mais em propaganda. 

Nesse caso, longe do futebol, não se trata de decidir um vencedor e, sim, dar o seu voto de confiança para aquele que merece, aquele em você acredita ser o melhor para a sua cidade. Não há certo ou errado, há voto sem concientização, sem compromisso. É aquele vendido, trocado ou, pior, dado de graça sem nenhuma crença.

Ao final, pode-se juntar na rua, como final de campeonato, para comemorar a eleição de seu candidato. Porém, que seja porque você realmente concorda com as propostas dele e, não, pelo fato de ter recebido alguns trocados egoístas em troca do apoio.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Questionamento direto do baú

Quando criança, aprendemos que o choro sensibiliza e atrai a atenção do adulto, utilizamos assim esse artifício para reclamar e satisfazer íntimos desejos. Quando pegos em flagrante fazendo o choro sonoro, sem ao menos derramar uma lágrima, diminuimos a atuação e usamos novamente apenas em casos extremos.

Mentimos inconscientemente para nos adequar ao grupo social inserido. Até os mais radicais que dizem odiar a mentira, utilizam-se do termo omissão para nomear os seus atos. Mentimos ao ver nos olhos dos outros que eles não querem escutar a verdade, seja sobre um corte de cabelo mal feito ou a traição de seu companheiro. Fazemos isso pelo e para os outros, além de até para nós mesmos. Para esconder ou iludir, a mentira é tida como pecado, mas sem ela seríamos melhores ou igual a se estivéssemos com ela?

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Unidos por amor ao motociclismo e à liberdade na estrada

Para desmistificar a insegurança sobre duas rodas, o Anonymous preza segurança e companheirismo

A liberdade é a palavra de ordem e inspiração para o recém-formado motogrupo Anonymous.

O brasão foi escolhido seguindo exatamente a esse princípio, a começar pelas asas. Além disso, o escudo é uma referência a Rota 66 e o motor e os parafusos representam as nossas motocicletas dos integrantes.

A escolha da categoria motogrupo decorre da vontade de ir longe das amarras de estatutos e hierarquias, como eleição de presidente e diretores. Diferente de um motoclube, eles prezam por não ter obrigações e pré-requisitos para participar dos encontros.

Há três meses eles oficializaram com o nome Anonymous, termo utilizado para envolver a questão de todos serem iguais, anônimos, e sugerido pelo integrante e administrador de empresas, Khalyl Tebet. Mas, há um ano os mesmos integrantes, um total de 22, reuném-se com suas motocicletas aos sábados, às vezes também na quinta-feira, para fazer passeios bate e volta pelo Ceará, os locais são marcados no grupo do Facebook (Anonymous Moto Grupo). O encontro acontece às 7h30 no posto de gasolina da Av. Virgílio Távora, 2099.

O objetivo do grupo é agregar amantes do motociclismo que desejam conversar e rodar pela cidade sem ser obrigado a pagar taxas de entrada, mensalidades ou ter cobranças caso falte uma reunião. "A intenção é unir", acrescenta o jornalista Silvio Augusto Castelo Branco Filho. Lembrando ainda que não importa a marca ou cilindrada específica para entrar.

Proteção acima de tudo

Não há grandes exigências, a única orientação seguida por todos é que os itens de segurança sejam usados sem exceção pelos pilotos e garupeiros, procurando ainda levar a identificação do brasão do grupo em seus equipamentos. Desde as luvas até o colete são recomendados para usar.

Outro quesito é levar essa segurança também na estrada. "Prezamos pelo companheirismo na estrada, andar em conjunto, usar sempre a sinalização", completa Silvio. Aliás, eles estão levando essa tema para além do grupo.

Por meio da campanha "Eu respeito motocicleta", o Anonymous quer estimular a melhor convivência entre motociclistas e motoristas de carros. "Nós queremos incentivar uma cultura de paz entre os dois", afirma a sua esposa e jornalista Cláudia Leite. Adesivos já foram distribuídos em eventos e pelos seus passeios.

Mais que uma passageira

Além de valorizar a questão da segurança, o motogrupo preza também pela função do copiloto. Atualmente, todas as mulheres assumem essa posição e dizem-se mais que uma garupeira.

Para Cláudia, não é qualquer pessoa que pode estar nesse posto, afinal, aqueles que desgostam ou não lidam bem com as duas rodas, pode até atrapalhar o motorista durante o percurso.

Para começar com o pé direito ocupando esse lugar, a sua amiga e xará, a artesã Cláudia Parente, revela um segredo: "é preciso gostar da moto e da sensação de liberdade que ela lhe dá".

A advogada Márcia Silveira e considerada "garupa bem ativa" é a única do núcleo feminino que possui habilitação na categoria A. Na verdade, ela tem carteira para dirigir até caminhão, mas prefere continuar como companheira do seu marido e também piloto Alvin Silveira.

"Pensam que garupa fica só curtindo, mas não é. Ele tem uma responsabilidade muito grande, a gente está sempre atento, olhando sobre os ombros do piloto. Às vezes, eles estão concentrados com frenagem e marcha que a gente vê um obstáculo que eles não veem", afirma.

- Diário do Nordeste (Auto) -

Festa nas vias de Fortaleza

Em homenagem ao Dia das Crianças, o AUTO leva você a bordo dos trens na Beira Mar. Confira as suas histórias

A euforia é tamanha que os pequeninos mal podem esperar o trem estacionar próximo ao calçadão da Beira Mar. Antes de embarcar na diversão, a fila começa a se formar e as crianças já entram no clima brincando com os personagens de Maurício de Souza ou os super-heróis, como Batman e Ben10.

Quando finalmente a entrada está liberada, as cabines são escolhidas a dedo. As crianças com mais medo sentam-se no meio do vagão entre os pais. As mais desinibidas fazem questão de estar próximo de seus bonecos favoritos, tentam ficar nas extremidades dos acentos e perto de onde eles se penduram.

No caso da empresária Karen Pimentel, cliente fidedigna do Trem da Fantasia, o homem-aranha é o motim dos constantes passeios com seu filho e seus sobrinhos nos finais de semana.

Sendo a primeira da fila, ela escolhe ficar na frente do veículo para ter melhor visão e ficar mais próximo do herói de suas crianças. A sua sobrinha, Camila Amora, de 10 anos, é uma das visitantes assíduas e fã assumida desse personagem. "Ele é o melhor", revela.

Durante o passeio, com duração média de vinte minutos, os baixinhos e os não tão baixinhos seguem o caminho ao som de músicas infantis como Xuxa e outras um pouco mais adultas, como Latino. De acordo com Maria Elisonete dos Santos, a Mônica do Trem da Fantasia, alguns ficam gritando pedindo a música de abertura da novela Avenida Brasil.

Com as performances dos personagens, as crianças se surpreendem cada vez que os animadores dão sustos ou interagem com os pedestres da calçada, quando descem para dançar e fazer coreografias aleatórias ou aparecem no meio do trajeto para incorporar o elenco.

Antigo na estrada

Completando 28 anos este mês, o Trem da Alegria oferece passeios em sua locomotiva tanto na Beira Mar, como nos bairros José Walter e Conjunto Ceará. No primeiro, o funcionamento é nos fins de semana das 17h às 22h. O segundo circula apenas aos sábados e o último aos domingos, Nesses dois o horário muda, sendo de 18h até 21h30 e o ingresso é R$ 4,00 e não R$5,00 como na orla turística.

Os animadores mais requisitados são o Chaves, o Pica-pau e o Ben10.

É possível embarcar 55 pessoas por viagem. De acordo com Antunes Paulo da Silva, supervisor da empresa, 70% dos passageiros são de adultos. Em média, é uma criança acompanhada de dois maiores. "Eles aproveitam para relembrar a infância, de que os seus pais também os levaram para passear nesse trem", ressalta. No dia das crianças, a expectativa é receber 1500 visitantes. O costume é ser 1300 a 1400 no fim de semana.

Companheiro de zona

Lado a lado, o Trem da Alegria divide espaço e clientes com o Trem da Fantasia. A diferença entre eles é basicamente os personagens e o repertório.

Este, já há 20 anos na Beira Mar, atende nos mesmos dias e horários de sua concorrente. Nas férias, ambas funcionam diariamente.

A empresa também atua em outros bairros, são eles: Lago Jacareí e Cidade 2000, neste só há passeio aos sábados.

O domingo é o dia da semana mais movimentado. A capacidade é de 50 pessoas. Confira o vídeo feito pelo AUTO no Trem da Fantasia.

Festa no trem

É comum também o contrato para eventos. O preço é padrão de R$ 350,00 e equivale a uma hora de percurso determinado pelo cliente. As escolas são as que mais requisitam, principalmente no mês das crianças e como apoio nas passeatas de 7 de setembro. Há ainda para aula da saudade e despedida de solteiro.

Novo compacto da Mercedes chega ao Brasil

Depois de Paris, o Classe B deu ar da graça em São Paulo aos jornalistas e mostrou mudanças com relação a seu antecessor

O percurso de ida e volta da fábrica da Mercedes em São Bernardo (SP) a Riviera de São Lourenço, no litoral paulista, um total de 225km, foi o trajeto realizado para o test drive no lançamento da Nova Classe B.

Durante o caminho, é notório o conforto proporcionado pela direção eletromecânica. No congestionamento, recorrer ao start/stop ECO, que vem de série em todos os modelos, também auxiliou na economia de combustível e no descanso dos pés, já que desliga o motor quando o carro é imobilizado.

O motor é turbo de 1.6 a gasolina de quatro cilindros. Segundo a marca alemã, a aceleração é de 8,4 segundos e a velocidade máxima é de 220 km/h.

Alguns apesares

A falta de um sistema de navegação fez toda a calmaria do caminho tornar-se receio de perder a entrada correta em plena vias paulistas. Acessório básico e, por vezes, até óbvio de se ter em automóveis de luxo, como os da Mercedes, o GPS fez falta.

A alavanca de câmbio saiu de entre os bancos e foi substituída pelo sistema Direct Select, que permite a operação de funções por meio de uma haste posicionada atrás do volante, antigo lugar do acionador do para-brisa. A troca permitiu mais espaço no console central, porém, a priori não tem como evitar uma leve confusão na chuva e neblina.

Não há ajuste elétrico dos bancos dianteiros e o couro, infelizmente, só está disponível na versão top de linha, a B200 Turbo Sport. Ele se diferencia ainda da linha de entrada pelo Active Park Assist (auxiliar de estacionamento) e pelo recurso da direção direta, que modifica o raio de voltas necessárias no volante.

Externamente, são acrescentados os faróis bi-xenônio com lanternas em LED e as rodas de liga leve com dezoito polegadas, entre outros detalhes.

Mudanças

Esteticamente, o novo compacto está com novas medidas. O entre-eixos está maior decorrente ao reposicionamento do motor, e a altura ficou ligeiramente menor.

O teto foi rebaixado quase cinco centímetros. A altura dos bancos também mudou, para menos 86mm, e os assentos estão mais eretos.

Mercado

Na Europa, em dez meses de circulação da Nova Classe B, foram vendidas 10 mil unidades. No Brasil, a expectativa é atingir 500 mil até o final deste ano. Em Fortaleza, a Newsedan pretende atingir a margem de 25. No momento, não há em estoque, mas quatro foram pré-vendidos. O recebimento é em 30 dias. O preço de entrada é R$117.900,00.

Ficha técnica

Motor: turbo 1.6 de quatro cilindros em linha
Potência: 156cv / 5.300 rpm
Torque: 250 Nm / 1.250 rpm - 4.000rpm
Transmissão: automática de sete velocidades
Porta-malas: 488 litros
Tanque: 56 litros
0 - 100km: 8,4 seg (velocidade máxima 220 km/h)
Preço: R$ 117.900,00 (B200 Turbo) e R$ 132.900,00 (B200 Turbo Sport)

- Diário do Nordeste (Auto) -

O comércio online é tendência

Com um setor próprio para atender a demanda de compra pela internet e telefone, a Saga segue o ritmo do e-commerce

Há quem prefira fazer a negociação do carro novo pessoalmente, todavia isso não é mais pré-requisito na Saga, concessionária autorizada Volkswagen.

Não somente a página da empresa na internet, como a sua rede social e o telefone da loja tornaram-se vias de acesso para reserva e até mesmo compra do veículo. Só este ano, de maio a setembro, foram vendidos cerca de 90 automóveis por meio de um desses três caminhos. O Novo Gol assim como o Novo Fox são os mais requisitados tanto nesses segmentos, como pessoalmente na loja

Essa facilidade direcionada principalmente aos clientes ocupados em sua rotina não é recente. Segundo o consultor de vendas, Diogo Fontenele, a opção da internet existe desde 2008, em média. A novidade está na criação, há três meses, de um setor especializado para atender essas três áreas, principalmente a telefonia. Da soma apontada, a maioria decorreu da conversa pelo telefone.

A aposentada Dirlene Alencar é um exemplo. Querendo adiantar a troca de seu carro, ela ligou para a Saga e conferiu se havia um Gol disponível com direção hidráulica. Depois de tudo acertado, precisou apenas fechar alguns detalhes pessoalmente, como o pagamento.

Na rede social, quando um seguidor manifesta na página da Saga o seu desejo um carro específico, o setor de marketing entra em contato com os vendedores da loja e logo o cliente é contactado por telefone.

Pela internet, a ordem é escolher primeiro o automóvel desejado, clicar em "solicite uma proposta" e preencher os espaços em branco. Dentro de 24h a 48h, um vendedor entra em contato pelo telefone fornecido por você e a negociação é iniciada.

"Há casos, em que só vi os clientes no dia da entrega. Apenas quando se emplaca por intermédio da Saga que é necessário a assinatura em algumas documentações", explica Diogo.

Na rede

De acordo com um levantamento feito pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, o setor de comércio online (e-commerce) movimentou mais de R$ 10 bilhões só no primeiro semestre deste ano, o que significa mais da metade de 2011, contabilizado em R$ 18,7 bilhões. A venda de roupas foi o que mais contribuiu para esse aumento.

Os dados apontam um crescimento de 21% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2012, mais de 5,5 milhões de brasileiros fizeram sua primeira compra online.

- Diário do Nordeste (Auto) -

domingo, 7 de outubro de 2012

Garçom, mais uma

Ela pediu uma dose de tranquilidade ao garçom, só tinha álcool no cardápio. Não era forte o suficiente, mas quis a alternativa mesmo assim. Na primeira virada de tequila, o gosto seco arranhava a garganta. Da terceira em diante, a sensação havia passado. O que era ruim. Foi-se o martírio da bebida e voltou o sofrimento das mágoas internas. Resolveu, então, beber suas lágrimas. Essas davam múltiplas doses. Elas estavam salgadas e verdadeiras. A noite adentrou e a dor acompanhava. Ela não queria palavras óbvias de conforto ou tapinhas nas costas. Ela não sabia bem o que queria, na verdade. Talvez, ela só queria uma ventania, daquelas bem fortes, para levar a vida para uma outra página, um outro capítulo. Enquanto isso, mais um dose amarga de dor. 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Atenção redobrada nos entornos e não só no trânsito

No carro, aprenda dicas de como não ser uma vítima em potencial de roubo e furto nas vias da capital cearense

Não é necessário passar por uma experiência de roubo ou furto para tomar as devidas precauções contra esses dois crimes, nem tampouco para sentir a insegurança que ronda a capital cearense.

Não há como fechar os olhos ou ignorar a violência urbana desses crimes contra o patrimônio. As estatísticas são divulgadas mensalmente na página da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Ceará (SSPDS), além disso, os programas policias e rodas de conversas apresentam constantemente relatos referentes a ambas situações.

Diante disso, para não se tornar mais uma vítima dessa realidade, é importante seguir algumas medidas de segurança.

"A ocasião faz o ladrão"

Não há momento ou local marcado para acontecer o furto. Na verdade, o ladrão aproveita-se de uma oportunidade para subtrair a propriedade móvel alheia com intenção de dela se apoderar ou entregá-la a alguém, como prevê o artigo 155 do Código Penal.

Dentre os descuidos que motivam o crime está o fato do carro está estacionado em local esmo, não ter um alarme e ainda conter pertences em cima dos assentos.

A orientação é instalar um sistema de proteção veicular, colocar uma película anti-impacto fumê, não deixar equipamentos eletrônicos ou outros artigos de valor expostos nos bancos, bem como evitar não abrir o porta-malas assim que estacionar para colocar bolsas ou objetivos desse estilo aos olhos de terceiros.

O trânsito é fator de risco

O período de 17h a 19h do dia é o com maior incidência de roubos a veículos, principalmente a mão armada, segundo o gerente comercial da Servis Segurança, Eugênio Ribeiro. A causa desse fato não é tão difícil de desvendar.

Com o congestionamento intenso, os carros ficam presos em longas filas, sem alternativas para fugir em caso de abordagem por um assaltante ou em arrastões. No entanto, algumas das orientações referentes para evitar o furto também cabe como precaução durante o trânsito.

Não ficar ao celular, principalmente com a janela aberta, por exemplo, é uma das principais recomendações de Eugênio. Somando isso a uma bolsa no banco de passageiro, o ladrão sentirá-se atraído na hora de escolher quais dos carros parados no sinal vermelho ele deve abordar.

Outra dica é não ficar na fila da direita, próxima a calçada, por ser a de acesso mais fácil para roubar e, em seguida, escapar. Esse detalhe ganha mais força quando na lateral há um terreno baldio.

As primeiras fileiras, da segunda para trás, também são as mais requisitadas para assumir o papel de vítima. Até porque estão à frente e não possuem uma "saída de emergência". Por isso, tente manter a distância do carro dianteiro e tente manter uma escapada para, se possível, conseguir fugir caso aviste um arrastão se aproximando.

Em caso de assalto, não tente reagir acelerando para uma rua secundária. Quando o ladrão é inexperiente e está agindo por impulso, por vezes, de drogas, a reação da vítima acaba gerando o aperto do gatilho da arma. Então, "não reaja e tente manter a calma", ressalta Eugênio.

No caso daqueles que agem por impulso, qualquer um pode ser abordados. No entanto, a regra é considerar o sexo feminino uma vítima em potencial em assaltos.

Principalmente quando estão desacompanhadas, elas são alvos dos assaltantes experientes. Por ser tidas como mais vulneráveis, é recomendado colocar o fumê e andar com vidros fechados durante o trânsito.

Realidade de Fortaleza

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, de janeiro a agosto deste ano, foram registrados 1.928 furtos de carros em Fortaleza.

Nesse último mês com dados coletados, foram 294 ocorrências. Os maiores índices ficaram concentrados nos bairros: Parquelândia e Centro.

Com relação ao roubo, somam-se 2.788 automóveis como alvo de crime contra o patrimônio, mediante violência a pessoa ou grave ameaça, como prevê o artigo 157 do Código Penal.

Desse total da capital, 426 foram só no mês de agosto. Os bairros com maior incidência de assaltos são Henrique Jorge, Messejana e Siqueira, com 18 registros o primeiro e 17 os dois últimos.

Esse número foi menor com relação ao primeiro mês deste ano, quando a marca foi de 494, tendo destaque para os bairros Jangurussu, Conjunto Palmeiras e Aldeota, com 19 casos em cada um. Porém, foi maior que julho, com 376 e maiores índices no Montese, Centro e Parquelândia, todos com 16 roubos cada.

No Ceará, o número é menor, comparado com a capital. Em agosto, foram 135 roubos, sendo 22 só em Caucaia.

Ponto crítico

Além dos bairros, há ainda cruzamentos que precisam receber um cuidado redobrado do motorista. Os com casos mais recorrentes de assaltos, como lembra Eugênio, é a Rua Beni de Carvalho com Avenida Virgílio Távora, a Avenida Raul Barbosa com Avenida Murilo Borges e a Via Expressa no encontro com a Avenida Padre Antônio Tomás e também com a Rua Tavares Coutinho.

Nesses locais, se não houver trânsito, é indicado diminuir a velocidade quando for avistado o sinal vermelho. Assim, o tempo parado será menor ou até nulo, caso a distância seja suficiente para ficar verde.

Precauções

1º Não deixe equipamentos eletrônicos ou outros pertences expostos nos bancos;

2º Se não houver trânsito, diminua a velocidade quando for avistado o sinal vermelho. Assim, o tempo parado será menor ou até nulo, caso a distância seja suficiente para ficar verde;

3º Para evitar o furto, a orientação é não estacionar em local esmo, instalar um sistema de proteção veicular e colocar uma película anti-impacto fumê;

4º Não fique na fila da direita, próxima a calçada, principalmente quando na lateral há um terreno baldio

Alguém lembra do quebra-vento?

Para quem conhece, a findada peça ainda é avistada em Fortaleza em carros anteriores a década de 1990

O quebra-vento foi companheiro por anos das janelas automotivas do século passado. Em meio a ausência do sistema de ar condicionado nos veículos em plena década de 1970 e 1980, a janelinha triangular garantia a ventilação interna sem a necessidade de expor os motoristas às janelas completamente abertas. "A vantagem era a ventilação direcionada para os passageiros", lembra o presidente do Museu do Automóvel do Ceará, Osmundo Pontes.

Esse recurso foi usado esteticamente pela maioria dos carros, seja eles populares ou de luxo. Osmundo resgata alguns de memória: Chevette, Fusca, Kombi, Brasília, além dos luxuosos Landau e Opala Diplomata.

Com relação ao modelo da Volkswagen Fusca, esse manteve-se fiel a peça em todas as versões antigas. "Ele nunca saiu de fabrica sem o quebra vento, a não ser o New Beetle, que por mais que se diga que é o novo Fusca, não tem nada a ver com o tradicional besouro", recorda o proprietário do blog Planeta Fusca, Fred Guilhon.

No início da década de 1990, esse detalhe foi tornando-se ausente nos lançamentos das montadoras. Para alguns, a mudança passou despercebida. Porém, principalmente aqueles que adquiriam veículos sem ar condicionado foram os que mais sentiram a falta do item ter saído de série. "Em tempo de calor, ele quebrava muito o galho", ressalta saudoso Osmundo.

O seu sumiço não foi questão de pontos negativos, ele simplesmente foi só mais uma vítima da modernidade. Segundo Osmundo, foi por esse quesito e ainda os fatores de segurança e design que fizeram esse detalhe ser perdido com o tempo. "Esteticamente, acho mais harmonioso um carro sem o quebra-vento, mas não supera os benefícios que ele trazia", elogia Fred.

Na verdade, dentre os colecionadores de antiguidades, nenhum aponta grandes desvantagens, só elogios. "Na minha opinião não existe ponto negativo, só positivo", completa.

Para o presidente do Clube do Puma, Alexandre Guilhon, houve ainda outros motivos. É o caso, por exemplo, de prejudicar a aerodinâmica.

Se as empresas mantivessem a janelinha, nos momentos em que ela estivesse aberta, iria prejudicar o desempenho do carro pela resistência do vento, gerando um maior consumo de combustível. É importante lembrar que com vidro baixo, o veículo acaba gastando álcool ou gasolina como se tivesse com ar condicionado ligado.

Isso acontece por conta da pancada de ar que acaba entrando no interior do carro, causando uma força contrária e diminuindo a sua velocidade.

Quanto a aparência do automóvel, mencionada por Osmundo, Alexandre detalha que, agora, pela inclinação do para-brisa, também fica difícil conciliar a antiga peça aos novos desenhos da carroceria dos automóveis. "Ele não acompanhou o design dos veículos", completa.

Não precisa volta no tempo

Em Fortaleza, ainda se pode avistar relíquias do quebra-vento nos carros sobreviventes do tempo, de meados da década de 1980, que ainda circula pelas vias de Fortaleza.

No museu e em fotografias antigas é possível acompanhar essa evolução no desenho dos modelos automotivos de passeio. Tratando-se de ônibus, ainda é possível ver essa peça ao vivo e sem ao menos o veículo ser antigo.

Por não disponibilizar de ar condicionado no interior dos ônibus, o quebra-vento ainda é uma realidade bem-vinda para os seus motoristas. Para reforçar a maior circulação, eles ainda colocam um objeto na janela, para captar mais vento para o interior do veículo.

Para quem sente saudades em seu carro, o empresário Michel Singer lançou, em no início deste século, um quebra-vento removível em acrílico, patenteado no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), para qualquer tipo de veículo. Se essa invenção aparecesse nas vitrines de Fortaleza, quem se habilita a testar em seu carro?

Dose a mais de esportividade

Da Suécia para o Brasil, o novo V60 chega em três versões e em duas motorizações turbo: 2.0 de 240cv e 3.0 de 304cv

O conceito de espaço, elegância e esportividade foi traduzido no termo Sportswagon e adotado pela primeira vez como característica principal no último lançamento da Volvo. Lógico que, como marca da empresa, o quesito segurança não foi esquecido por um segundo.

O espelho retrátil e o entorno do vidro da janela em alumínio, a roda Ixion de dezoito polegadas e as lanternas altas (ver detalhe na foto), são os principais detalhes externos que indicam a linha R-design que o V60 carrega. No interior, o alumínio está presente também no volante e o controle do velocímetro, com a cor azul, dá ainda um toque mais esportivo.

Quanto a desenvoltura, a versão T5 acompanha um motor 2.0 de 240cv, motor de quatro cilindros em linha com turbo e injeção direta, além de câmbio automatizado de dupla embreagem Powershift de seis velocidades, com opção de troca manual, e tração dianteira. Ele atinge 0 a 100km/h em menos de oito segundos.

No T6, muda o motor que é 3.0 de seis cilindros em linha e 304 cv. O câmbio é automático de seis velocidades Geartronic, com opções de trocas sequenciais. A tração é integral e a aceleração é em apenas 6,2 segundos.

O modelo mais completo ainda traz piloto automático adaptativo, tela de sete polegadas, DVD, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, com câmera de ré, e bancos elétricos com memória a todos passageiros.

Segurança: ponto forte

Os avisos de segurança vêm completo na versão top de linha. Capaz de tirar um pouco a paciência daqueles motoristas que gostam de dirigir colado do carro dianteiro e esquece sempre dos sinais luminosos na ultrapassagem, o sensor de proximidade e o assistente de faixas realmente são rápidos no gatilho para alertar um condutor distraído.

Além desses dois, há ainda o detector de pedestres com frenagem automática completa, o qual permite detectar as pessoas na rua e evitar impactos até 35km/h, mesmo havendo reação do motorista.

Com o sistema City Safety, disponível em todos os V60, o veículo freia caso o motorista não reaja a tempo de evitar uma colisão. A novidade nesse item está que, agora, a função pode reduzir o impacto a até 50km/h e não mais 30km/h, como é no XC60.

*O AUTO foi para São Paulo (SP) a convite da Volvo

Ficha técnica

Motor: 2.0 turbo / 3.0 turbo
Potência: 240 cv a 5.500 rpm (T5) / 304 cv a 5.600 rpm (T6)
Torque: 32,6 kgfm / 44,9 kgfm
Transmissão: câmbio automático de seis velocidades
Porta-malas: 430 litros até 1.241 (com bancos rebatidos)
Tanque: 67.5 litros
Cores: vermelho, cinza, azul, prata, branco, cobre e preto
Preço: R$ 134.900,00 (T5 Comfort), R$ 153.900,00 (T5 Dynamic) / R$ 204.900,00 (T6) - Volvo Champion

- Diário do Nordeste (Auto) -

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Galaxy S III espera iPhone 5 para duelo

Da compra ao primeiro toque, veja os principais destaques do aparelho que chegou para bater de frente com o iPhone

O antigo celular "tijolão" está ganhando espaço novamente - por ironia dos que riam dos ultrapassados aparelhos nas mãos de personagens de filmes, como Julianne de "O casamento do meu melhor amigo". No entanto, o comprimento é tudo o que aproxima o antigo do novo. Os celulares não tão compactos de hoje são versões de bolso de modernos computadores e têm a ligação telefônica apenas como um de seus recursos.

Enquanto o iPhone 5 não chega ao Brasil, o mais recente representante dessa categoria em Fortaleza é o GT19300, conhecido como Galaxy S III, da Samsung. Mesmo chegando ao Brasil um pouco depois de seu lançamento mundial, em vários aspectos o atual carro-chefe da Samsung ainda se destaca - inclusive na comparação com o novo lançamento da Apple (veja o quadro comparativo no quadro ao lado).

Prático e avançado

Aos iniciantes da era smartphone, o sistema operacional Android 4.0 do Galaxy S III é facilmente desvendado sem necessidade de manual. Porém, para quem quer explorar todos os recursos, compensa checar as instruções. O aparelho se destaca por atender a uma série de gestos do usuário, que servem de atalho para vários comandos - basta agitá-lo, por exemplo, para procurar dispositivos Bluetooth nas proximidades. Para silenciar o alto-falante do aparelho, basta que o usuário "abafe" a tela com a palma da mão.

Por gestos, também, é possível enviar e receber dados com a função "S Beam". Nesse quesito, futuramente, quando tivermos dispositivos que suportem a tecnologia NFC (Near Field Communication), será possível pagar contas só encostando o celular no caixa, sem precisar sacar o cartão de crédito. Esse recurso já vem embarcado no aparelho (no Galaxy S II era item opcional).

Outro destaque é a função Smart Stay. Vigiando os olhos do usuário, ela evita que a luz da tela se apague enquanto se está lendo algo no display. Se o usuário pegar no sono enquanto vê um vídeo, por exemplo, ele vai diminuindo a luz, gerando economia de bateria.

O S III traz ainda outras novidades, comparado com a última versão, como uma bateria com três horas a mais de duração, cerca de 11h40 em ligação, e um processador mais rápido (de 1,4 GHz quad-core), batendo o antigo (1,2 GHz dual-core). O Bluetooth agora é 4.0 - e não mais 3.0.

Pensando em comprar?

As várias parcelas e nada de juros como atrativos para o S III faz qualquer um repensar a compra de um celular mais baratinho com poucos avanços tecnológicos. Até para aqueles que procuram economia e insistem na versão anterior, o S III se mostra mais atraente. O valor da versão anterior não está tão competitivo - poupa-se, no máximo, R$ 300. Para completar, as lojas de Fortaleza estão dando "uma força" para que o S II não seja um a mais na vitrine. Poucas são as que têm o aparelho disponível em estoque.

Vale comparar qual loja oferece a melhor pechincha e as melhores parcelas. Na pesquisa feita pelo Tecno, a diferença entre os preços cobrados pelo S III em um mesmo shopping era de R$ 100 - variando de R$ 1,999 a R$ 2.099.

Vale lembrar que o Galaxy S III exige um chip de operadora diferente do que é utilizado pela maioria dos celulares. É o "micro-SIM", bem menor que os convencionais. Na hora da compra, alguns vendedores sugerem cortar o seu original. No entanto, fica o aviso que há risco de ele não funcionar. Para não arriscar, as lojas das operadoras vendem o micro-SIM com um novo número de linha ou transferem o antigo número do cliente para o microchip, que custa R$ 10. 

 
Palavras ou Máscaras © 2011 | Designed by Chica Blogger, in collaboration with Uncharted 3, MW3 Forum and Angry Birds Online