quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O jornalista além da redação

Acho um absurdo quando vejo palestras com temáticas interessantíssimas virarem ambiente de divulgação publicitária do convidado a mesa de debate. Sinto que perdi o meu tempo ouvindo o portfólio da pessoa, quando poderia, se quisesse, checar todas essas informações em um minuto pela internet. Felizmente, cada segundo foi excelente na discussão “Jornalismo cultural na internet: possibilidades”, promovida pelos alunos de Jornalismo da Unifor.

Foram três convidados e vários pontos abordados. Para ser objetiva, destacarei um de cada, começando pela repórter do caderno cultural do O Povo, Júlia Lopes. Autora da matéria Acende e passa, que saiu no dia 10 de agosto no Vida & Arte, ela instiga sobre a necessidade de se estar aberto aos detalhes do mundo e não ficar acorrentado somente ao que é enviado por assessorias.

A cidade e as pessoas que as habitam também podem virar pautas e, muitas vezes, interessantíssimas. É caminhando pelas ruas, observando os arredores e tentando manter um olhar flâneur, que podemos ver além do lixo, dos buracos, do asfalto e do óbvio já comentado de Fortaleza, do Ceará, do Brasil e do Mundo.

Seguindo a linha de procurar o diferencial na carreira, Dellano Rios (Diário do Nordeste) destacou que atualmente não há uma preocupação, como havia antes, de saber quem deu um furo primeiro e, sim, quem fez a melhor abordagem sobre o assunto. Principalmente na internet, não basta apenas reproduzir a informação recebida, deve-se refletir sobre ela e tentar coletar o maior número de dados, para tornar a matéria mais completa. É isso que diferencia um jornalista dos outros que apenas querem expor sua opinião na rede.

Para fechar essa linha do raciocínio, Diego Benevides (Cinema com Rapadura) expôs sobre a mistura entre público e privado da vida de um jornalista. Não basta você ser profissional, ser imparcial e checar fontes e conteúdos quando o crachá da empresa está pendurado no pescoço. É cobrado esse perfil mesmo quando fora da redação. Ele desabafou que certo dia ele assistiu um filme e viu-se "impedido" de escrever a sua opinião, em sua página pessoal, sem filtro de palavras, pelo fato de que poderia atrapalhar a relação com as assessorias, já que isto seria antes do lançamento.

Há uma eterna cobrança em qualquer momento da rotina de uma pessoa que exerce o jornalismo. E, realmente, é a pura verdade. Eu já senti isso e olha que ainda nem me formei. Não digo que o jornalista deve ignorar a sua profissão quando fora da redação, mas ele não é obrigado a ser imparcial até mesmo em um conversa de bar ou em uma conversa virtual. Sempre parece que, como jornalista, tenho que ter o domínio e o conhecimento de tudo, desde do que acontece na esquina até no outro lado do mundo. Nossa, nem o Google sabe de tudo.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Em meio a uma cultura milenar

Na exposição Tesouros e Simbolismos da Colômbia Pré-Hispânica, os artigos expostos não podem ser tocados ou registrados em fotografia, porém, certamente, os olhos captarão e guardarão na memória cada detalhe de uma história rica que foi guardada por milênios até chegar ao nosso alcance.

O espaço disponibiliza uma cultura tão antiga, cheia de mitos, crenças e rituais que, a cada uma das 213 peças expostas datadas de 500 a.C. a 1500 d.C., uma curiosidade surge e o interesse de saber mais do que nos é desconhecido também. Por que crianças de apenas 12 anos já participavam de sessões nas quais eram usadas alucinógenos? Para que usar esse artifício nos rituais? O que simbolizava os animais aquáticos, além do morcego ou jaguá? O que significava cada pintura do seu corpo? Cada gota de tinta, peça escupida ou adorno utilizado pelos povos pré-Hispânicos não eram em vão, simbolizam uma crença, uma representação do sagrado.

Ver, por meio de fotos e objetos, costumes diferentes dos nossos e ter conhecimento que ainda há povos que deixam ativos os restos dessa tradição que constantemente vêm perdendo ou alterando-se nesse mundo contemporâneo torna a exposição mais enriquecedora do que qualquer livro de história poderia ser.

A mostra, que está em sua primeira vinda ao Brasil, chegou diretamente do Museu del Oro, de Bogotá (Colômbia) para Fortaleza. Ela está aberta ao público desde junho no Espaço Cultural Unifor. Para quem não sabia ou adiou por todos esses dias, ainda tem mais algumas semanas para agendar uma data e conferir. Afinal, limitar-se a ler um resumo sobre a mostra no site ou em jornal, eu garanto, não será o mesmo do que se deixar deleitar-se da riqueza dos ornamentos e da história que flui nas paredes dessa exposição.

Para entender um pouco mais sobre a exposição, confira o vídeo abaixo com a monitora e estudante de psicologia Nayanne Marque, no qual ela explica sobre os mitos que envolvem a cultura da Colômbia pré-Hispânica.



Tesouros e Simbolismos da Colômbia Pré-Hispânica
Visitação | até 18 de setembro
Horário | de terça a sexta, das 10h às 20h,
e aos sábados e domingos, das 10h às 18h
Local | Espaço Cultural Unifor
Entrada Gratuita

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Votação aberta

No último sábado, os quatro nomes das bandas finalistas para conseguir uma vaga no Rock in Rio 2011 já foram definidos. A terceira selecionada é nordestina e foi para o palco do Caldeirão do Huck direto de Fortaleza. A música cantada ao vivo foi de autoria própria e agradou muito aos meus ouvidos.

Por coincidência, na minha primeira aula de hoje, descobri que um dos integrantes do grupo estuda na minha sala. Aproveitei para perguntar uma dúvida que surgiu durante o discurso do vocalista no programa, que falou ser difícil conseguir um espaço para se apresentar em Fortaleza, principalmente porque agora os locais estão querendo mais forró.

Achei isso tão impossível, já que vejo tantos conjuntos musicais, de inúmeros estilos e por vezes desconhecidos no mercado, cantando em diferentes lugares. Então, em uma conversa informal, o meu colega de sala explicou que a dificuldade não está em não encontrar lugar e, sim, de achar um que permita cantar música de autoria própria. Geralmente, as bandas são apenas intérpretes e não têm espaço para lançar suas canções.

Bom, se eu já tinha gostado da apresentação da banda no Huck, depois que eu descobri toda a dificuldade envolvida e a vontade de cantar, não poderia deixar de apoiar e divulgar a campanha deles no Olha Minha Banda. Para quem não acompanhou o programa, o nome é Arsenic e a votação já está liberada. Eu já votei várias vezes e você? (Clique aqui!)

*Não coloquei o nome do integrante, pois não avisei que iria colocar a resposta dele no meu blog!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Um pouco mais de Afonso Nigro

Para quem não estava no lançamento da III Oktoberfest Ceará, coloco aqui dois vídeos feitos durante o show de Afonso Nigro acompanhado da banda The Singles.




segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Gritos e muitas canecas viradas

Banhado de muito de chopp até meia noite, a terceira edição do Oktoberfest Ceará foi lançada no Buoni Amici´s. Para festejar e dividir a bebida, não precisava ser amigo ou meramente conhecido, todos pareciam estar lá por um simples propósito: beber e se divertir. Entre uma caneca vazia e outra recém enchida de mais bebida, conversas e risos altos preenchiam o silêncio da falta de uma banda. Até que a música boa dos anos 1980, cantada por The Singles, completou a noite e animou o cansaço de uma semana inteira que parecia querer instalar-se na sexta-feira passada.

Para ilustrar o lançamento, vídeos da segunda edição da festa foram exibidos e também foi feito um concurso para eleger a rainha e as princesas Oktoberfest 2011. De um seleção de 30 garotas, 8 desfilaram e foram avaliados por um júri formado por jornalistas, empresários, pelo cantor Afonso Nigro e músicos. A escolhida foi Fabrícia Lopes e as princesas, segundo e terceiro lugares, respectivamente, foram Stephanie Pacheco Vettorato e Kamilla Chaves Barros.

Após o resultado do concurso, o jurado Afonso, antigo cantor do Dominó, resguardou-se para logo em seguida subir ao palco e cantar os maiores sucessos de sua banda, além de interpretar grandes canções, como Exagerado, do Barão Vermelho.

Enquanto estava esperando nos bastidores, aproveitei para conversar um pouco com ele e fiquei observando minha irmã e suas amigas tietando sobre seu auge nos anos 1980. O tempo foi curto, mas ele contou sobre a sua atual fase profissional como produtor musical e também de um programa estilo ídolos que agora faz parte dos seus planos. Quanto a carreira como cantor, Afonso diz ser tudo um mero lazer e puro prazer.

Felizmente, tive o prazer de estar presente em um desses momentos. Por mais que não conhecesse integralmente as letras do Dominó que foram cantadas (lembrava apenas de Manequim), diverti-me muito ao ver as inúmeras mulheres estéricas presentes, agindo como se naquele momento estivessem revelando os tempos em que eram fãs de Afonso Nigro, Lenilson dos Santos (Nill), Marcos Roberto Quintela (Marcos) e Marcelo Henrique Rodrigues (Marcelo).

sábado, 20 de agosto de 2011

Insanidade versão 2.0

Não sabia se a insanidade ia chegar novamente (Lembra?), ainda mais duas vezes no mesmo ano, porém na minha segunda ida ao Beach Park tudo pareceu sem grandes emoções para mim. Excetuando o Kalafrio, o único que ainda arranca gritos e o frio na barriga em mim independente da quantidade de vezes que eu desça, os outros pareciam tobogãs níveis baixos para mim. Então, resolvi enfrentar o tubarão branco, o CHEFÃO do parque.

A coragem tomou o meu ser e deu-me força nas pernas para subir cada lance de escada. Cheguei tão cansada (por já ter passado um tarde andando a pé e em escadas a tarde inteira), que me deu pena descer em seis segundos o que pareceu ser uma eternidade ao alcançar o topo do que seria o equivalente a um prédio de 41m.

Mal recuperei o fôlego e já disseram que eu seria a próxima. Fiquei surpresa pela rapidez da fila, tentei enrolar um pouco para ganhar um pouco mais de confiança para enfrentar o que viria a seguir até que, enfim, DESCI!

GRITEI, AH, COMO EU GRITEI. A voz que já me faltava foi levada pelo vento frio da praia. Quando descolei do brinquedo e senti-me no ar, apareceu uma emoção extrema, como se estivesse pulando de bungee jumping do Monte Everest. Foi liberdade mistura com doses de loucura e vivacidade.

A 2º vez definitivamente foi melhor. O medo ainda estava em mim, mas aproveitei muito mais porque já conhecia o meu "inimigo". É TÃO BOM quando conseguimos lidar e vermo-nos maior do que as nossas aflições. Fica o desabafo!

P.s. FINALMENTE consegui registrar para não ter brincadeira posteriormente e ter como provar que eu desci no INSANO. No vídeo abaixo mostra o momento que eu desci e também eu NÃO ACREDITANDO que não foi filmado. Isso porque na primeira vez, realmente o meu namorado não conseguiu registrar e, dessa vez, ele ainda judia de mim.


Tocando no bolso

Já vi Burguer King ironizar o McDonald's em publicidade, mas um restaurante que tem esfirras como carro chefe? Essa realmente é nova. A nova campanha de Pequeníssimos Preços Habib's traz três vídeos comerciais abordando o quanto é barato comer nesse rede alimentícia.

Em um deles, o Habib's faz uma clara menção, apesar que simbólica, de que é melhor e mais barato, na relação custo e benefício, comer no seu restaurante, ao invés de ir ao McDonald's. Ele diz, indiretamente, que com os R$6,00 investido no sanduíche da promoção do MC, você poderia consumir muito mais (2 esfirras de carne + 2 de frango + 1 pastel de queijo + 1 minikibe) e ainda sobrar troco em uma ida ao Habib's.

Falando de preço baixo das comidas no cardápio, pode até ser verdade, porém, quando se trata de líquido, o preço é um roubo... não há nada de pequeno não. Além disso, por mais que a esfirra de carne seja menos de R$1,00, os tempos de quando o seu valor era R$0,39 faz-nos sentir que estamos sendo roubados agora, mesmo ainda se tratando de centavos. Vocês não concordam?

O vídeo remetendo ao Mc é o vídeo 2 e você pode encontrar no site Pequeníssimos Preços Habib's. A seguir encontra-se o vídeo 1 dos três comerciais:


Burguer King x McDonald's

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

OFERTA! Não perca!

Só porque não podia deixar de registrar a MEGA promoção que o Beach Park estava fazendo em seu restaurante localizado no interior no parque aquático, se é que entende a minha ironia!? Simplesmente, o quilo estava por APENAS R$52,90, tanto que eles deixaram bem clara a oferta (foto).

Não fiquei andando com a câmera fotográfica o tempo inteiro, então não pude registrar outras grandes promoções que rodam o menu gastronômico do parque, como um chopp por uma "bagatela" de R$7,00 (e mais alguns centavos) ou de um cachorro-quente por R$8,00 (e mais alguns centavos).

Fora a comida, a entrada do parque deixa algo um pouco questionável no ar. Por que deixar como R$10,00 a diferença do ingresso entre o adulto e a criança? É somente para ter algo que os separem? O que tem no cálculo de gastos com as crianças, que as fazem economizar os R$10,00? Nossa, ninguém merece pagar R$120,00 no preço da criança (a partir de 12 anos incompletos) que nem ao menos, dependendo da altura, pode ir em todos os brinquedos.

Se aceitam um conselho e uma observação, às vezes vale a pena divertir-se um pouco nos tobogãs do parque, porém com alguns critérios:

  1. Ter mais de 1,50 para conseguir ir em todos os brinquedos sem medo de ser barrado;
  2. Saber nadar, lógico;
  3. Ir apenas uma vez por ano, pois na segunda vez que você vai, a emoção não é mais a mesma, tudo parece sem graça e moleza, tanto que a segunda vez que eu fui ao Insano (14/08) eu desci tremendo-me um pouco menos. Quer ver o vídeo? Dessa vez foi gravado, mas eu mostro na postagem de amanhã, combinado?!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Tempo perdido

"É melhor arrepender-se do feito do que do não feito" definitivamente não é a regra e muito menos a exceção. Independente da ordem dos fatores, a raiva altera os ânimos ao tomar para si a consequência de seus atos ou suas fugas. Eu simplesmente ODEIO sentir que algo realizado (ou não) foi em vão. Tem situação mais chata do que perceber que perdeu tempo em um lugar ou que poderia ter feito outras atividades?

O tempo ultimamente é tão precioso que, quando sentimos que estamos quebrando a ampulheta de nossas vidas e deixando a areia escorrer por entre nossos dedos, sentimo-nos tolos, como se estivéssemos desperdiçando algo de melhor no futuro.

Sabe, agora lembrei de uma frase melosa que se adequa muito a esta postagem: "um dia a mais com o homem errado, é um dia a menos com o homem certo". Isso se enquadra perfeitamente a aquelas mulheres que, por vezes, usam o atual namorado/fica como estepe até aparecer alguém que realmente compensa passar a eternidade junto.

Particularmente, não concordo muito com essa teoria, acredito que não se pode perder tempo com situações, pessoas, relacionamentos, trabalhos e projetos que sabemos levar a canto nenhum. Às vezes, pode até ser bom arrepender-se de atos inconsequentes, mas, em outras (e na maioria dos casos), é melhor pensar nas possíveis consequências antes de dar qualquer passo.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Palavras de passagem

Vidas separadas se entrelaçam no mesmo instante vivido dentro do ônibus. São tantas histórias isoladas e inacabadas aos ouvidos atentos, tantos detalhes no comportamento daqueles transeuntes que sobem e descem no transporte público.

A agenda de uma senhora, com seus cartões de empresas de festas, e sua organização em um papel com dados de um futuro aniversário, dão indícios de uma profissão de assessora de eventos, mas o que garante?! Não houve diálogo, entrevista ou cartão de visita.

De uma conversa alheia entre amigas, escuto a teoria do relacionamento de uma delas: "toda vez que deixo a unha crescer, começo a namorar". Ah, se engatar um romance dependesse de tão pouco... não haveria tantos poemas clamando por um amor eterno ou mulheres apelando aos santos para que um homem caia dos céus.

Adoro atentar-me aos movimentos, tentar descobrir personalidades e interpretar a aparência de terceiros. A criatividade flui quando estou sentada no ônibus. É como se estivesse diante de um livro-vídeo de história, no qual os personagens são desconhecidos até o final, mas muito se aprende, diverte e inspira.

sábado, 13 de agosto de 2011

- Lá,lá,lá.. Te quiero

A Nissan acertou no comercial e conseguiu ser SUPER comentada em menos de uma semana de exibição de sua mais nova campanha. A música grudenta do "pônei maldito" tornou-se alvo de comentários em diversas redes sociais e ficou em sexto lugar entre os assuntos mais comentados do mundo no Twitter. Segundo um levantamento feito pela a Nissan e divulgado na Exame.com, a publicidade já havia sido comentada em mais de 640 blogs e só no Youtube o vídeo oficial já passou de 6 milhões de visualizações.

Ela conseguiu ser lembrada e até questionada. De acordo com fontes do jornal Estado de São Paulo, o que teria levada a insatisfação de algumas pessoas foi a associação dos pôneis com a palavra malditos. Afinal, além de a música dar essa característica a um ícone infantil, houve também a extensão do comercial a um vídeo na internet no qual fazia uma brincadeira da "Maldição do pônei" (veja abaixo).


Para o bem ou para o mal, a Nissan conseguiu ser uma das marcas de carro mais faladas nos últimos dias. Até porque nem precisa de maldição nenhuma para a música grudar... Quer ver a propaganda real de novo?

...

Adoro quando, mesmo não fazendo uso do produto ou sendo o público-alvo, a publicidade consegue atrair e se fazer lembrada em meio a tantos comerciais ou modos de divulgação de marca. A do Bradesco Seguros, com a campanha "Vai que", foi uma dessas...



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Contradições

Dizemos ser irônico, para não ficar com raiva, sobre a contrariedade que permeia as pessoas. As mesmas que enchem a boca para falar mal de Fortaleza sobre as calçadas quebradas, o odor forte nas ruas, a falta de educação e a imprudência no trânsito por vezes são as causadoras de tais realidades.

Digo isso porque certo dia no terminal do Papicu, embora tenha sido construído um gradil para educar os passageiros a atravessar na faixa de pedestre, não faltavam exemplos de usuários de ônibus que preferiam andar no meio da rua ou no meio fio da calçada ao invés de submeter-se às regras de trânsito.

Conversando com uma senhora dona de casa, que estava acompanhada de sua filha menor de idade, perguntei se ela tinha gostado da reforma realizada pela Etufor. Ela afirmou estar satisfeita, pois isso faria com que as pessoas atravessassem corretamente pela faixa de pedestre e disse que sempre esperava a liberação dos agentes do terminal, antes de atravessar para uma outra plataforma. Quem observa esse discurso, considera tudo perfeito em sua posição de cidadã, se não fosse a atitude contrária ao que foi expresso em palavras há poucos minutos. Não foi ninguém que me falou, eu a vi caminhando pela rua ao invés de realizar a travessia corretamente.

Muito se escuta reclamar das calçadas da cidade que, pouco tempo depois de ser construída ou reformada, mostra-se quebradas e aparentemente de má procedência. Não sei nada sobre o material utilizado para fazer as calçadas e os canteiros, porém, certamente, os automóveis que resolvem passar por cima delas, para livrar-se do congestionamento, também devem ter uma parcela de culpa na destruição do patrimônio público.

Ou então as "carroças" pesadas dos catadores de lixo, que utilizam o calçadão da Beira Mar como sua avenida sem preocupar-se que o peso do seu veículo, a cada parada, vai destruindo aos poucos uma calçada que é para ser usada apenas por pedestres. Será que eles também não tem culpa?

Não me faltam exemplos de contrariedade, daqueles que são altamente barbeiros e gostam de às vezes dá uma acelerada nas ruas e avenidas que cortam Fortaleza e, ao mesmo tempo, reclamam dos motoristas que realizam semelhantes atos.

Quando estamos no banco de passageiro, tudo parece imoral e absurdo aos nossos olhos, parece que quando se assume o controle do carro ou de outras formas de poder, a mente quer ultrapassar todos limites. Só espero que, no momento em que eu tiver o meu primeiro automóvel, eu seja a exceção dessa aparente regra.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Além da corrida

A cada ano aumenta o número de opções de corridas por ano. São marcas, datas comemorativas e causas nobres transformadas em motivos para caminhar ou correr alguns quilômetros. Visto isso, considerei de bom tom o Criança Esperança aliar essa "moda" da boa saúde a doações para os seus projetos sociais.

Para quem quiser contribuir, as inscrições podem ser feitas até HOJE no site da Corrida Esperança. As distâncias variam entre 4km a 6km e o percurso será realizado no Parque do Cocó, com a largada iniciada às 8h. A taxa é de R$35,00 e terá toda a renda revertida para essa as ações de iniciativa da Rede Globo em parceria com a Unesco.

Além de Fortaleza, a corrida/caminhada acontecerá simultaneamente em mais 11 estados diferentes do país no próximo domingo, dia 14 de agosto. Por não ter um caráter competitivo, não serão entregues chips de verificação de tempo. O kit entrega apenas camisa e o número do peito, então, quem quiser medir o seu percurso, aconselho levar o próprio cronômetro.

Apelando para o jingle

Em contrapartida a boa decisão de usar a corrida como mecanismo de marketing e arrecadação de dinheiro para o Criança Esperança, a ideia de fazer uma "música" com o número utilizado para as doações foi o "O" completo e bem redondo (faltaram-me palavras). Simplesmente não funcionou a tentativa de criar uma música ao ponto de ficar na cabeça, como o tal dos pôneis malditos. Quando não podia ser pior somente a letra com a melodia, convidaram vários artistas que, a medida que cantavam um dos versos, mudavam a intonação e mais ainda o ritmo da canção.

Foi interessante a intenção de querer mudar os típicos depoimentos de famosos pedindo a doação, porém, diante da atual propaganda, eu já estou sentindo saudade do antigo método de divulgação da campanha.



Na telenovela

Para não terminar esta postagem apenas reclamando, deixo aqui outro elogia a campanha publicitária. Adorei a sutileza com a qual foi divulgada em Insensato Coração. A medida que os núcleos iam mudando, a doação era alterada de valor. Por exemplo, a Gilda que integra a parte rica da novela apoiou a doação de R$40,00, já o Eduardo e a Sueli, por não serem de uma alta classe social, decidiram doar apenas R$7,00. Dessa forma, é divulgado os números e também mostrará que só se deve doar o máximo que se pode, de acordo com a sua renda.

Facebook na mira

Alguém é obrigado a usar o Facebook ou alguma rede social? É pré-requisito para ter acesso a esses espaços virtuais dividir informações sobre TUDO da sua vida pessoal? Então, diga para mim, por que se reclama tanto disso? Quem não gosta, simplesmente deve deixar de frequentar esse meio social ou diminuir o seu tempo na rede. O que eu acho sem sentido é fazer protestos sobre isso, como o que eu descobri sobre um possível "ataque" ao Facebook no dia 5 de novembro.

Bem, se realmente a criação de Mark Zuckergerg viola a privacidade dos usuários e vende as suas informações a governos que desejam vigiá-los, como o grupo afirma, deveria ser feito um outro tipo de ação e, não, uma atitude infantil de vestir uma máscara e atacar por baixo dos panos.

Estamos em um mundo regido por leis e, diante disso, devemos fazer uso delas, juntar provas para embasar uma acusação real e não escrita com palavras de afirmação sem fontes. Não digo que ponho minha mão no fogo por nenhum dos dois, mas acredito que, não só neste caso como em outras situações, se vamos incriminar alguém, que façamos de maneira legal ao invés de fazer atos de rebelias ou até mesmo de vandalismo.

Quer ver o vídeo? http://youtu.be/SWQTS8zqYXU

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Num maremoto de emoção

Quando penso que vou descansar no final de semana, vejo-me inventando afazeres. Se bem que a atividade foi saudável, só não tão agradável porque tive de acordar às 5h para começar a arrumar-me para a minha terceira corrida e a primeira no Beach Park.

Tudo estava escuro, indicando que deveria ficar mais alguns minutos na cama, porém comecei a alongar-me e fui preparar o café da manhã em seguida, afinal, não queria repetir a má disposição sofrida na última competição disputada. Na verdade, aprendi mais do isso na 9º Meia Maratona de Fortaleza.

A disposição não estava das melhores, mas, dessa vez, não dei chance a nenhuma sede ou pressão baixa: levei minha própria garrafa de água. Aliás, eu indico a todos os corredores amadores e não praticantes de corridas diárias, como eu, que levem a sua própria água. Isso faz REALMENTE a diferença.

Sentia-me mais confiante para correr o máximo que queria, pois sabia que quando precisasse teria um líquido ao alcance de minhas mãos. Além disso, não me preocupei com tempo ou demais competidores e estive atenta ao chão em que pisava. Imagino que isso equilibrou melhor o meu percurso e deu-me condições de seguir os 4km sem parar nenhuma vez.

Pausa

Por que falei em prestar atenção ao piso? Pois bem, o chão desnivelado como é o estacionamento do Beach Park ou até mesmo a calçada do Parque do Cocó pode trazer danos para a coluna e ao tornozelo. Não sei essa é uma realidade a todos, mas comigo é tiro e queda. Assim que ouso correr em uma superfície irregular, meus pés começam a manifestar muita dor.

Nos bastidores

Correr na II Corrida Beach Park tem as suas vantagens e desvantagens. Vou começar pelos motivos ruins, que são menores e podem ser relevados:
  1. Quem for participar tem que seguir exatamente a recomendação do regulamento: chegar uma hora antes do início da corrida. Não, eles não barram quem chega depois, acontece que conseguir uma vaga dentro do estacionamento torna-se IMPOSSÍVEL a cada minuto próximo do horário marcado para a largada. Além disso, caso não tenha mais lugar, você tem que enfrentar um mar de carros que desejam o mesmo que você: uma vaga e, com muita esperança, ainda na sombra.
  2. O Beach Park não é tão longe, porém também não é na esquina perto da sua casa. Então, é importante acordar cedo para dar tempo de comer bem, alongar-se e, como disse antes, conseguir um vaga.
  3. Apesar de não ter preocupado-me com água, por estar com minha própria reserva, achei que deveria ter mais de um local reservado para dar copos de água. Afinal, não são todos que levam ou gostam de ficar segurando uma garrafinha nas mãos, mas certamente cada um dos competidores precisam de água para manter-se hidratado e bem disposto durante a competição.
Quanto aos fatores positivos:
  1. Pela primeira vez, eu vi parte dos bastidores do Beach Park. Senti-me como se estivesse em uma das excursões do tempo de colégio. É muito interessante poder adentrar em um território escondido para não destoar e quebrar o encanto da "magia" e do encanto do parque aquático.
  2. O percusso pareceu ser maior do que 4km, porém foi amenizado pelo frescor proporcionado pelas fontes de água das piscinas já ligadas, pelas duas bandas que cantavam de uma forma a recarregar as nossas baterias e os ânimos, pela vista LINDÍSSIMA do mar, do sol e da praia, além da animação frequente nas corridas, que não foi diferente dessa vez. Toda competição desse estilo há muita vivacidade, é muito bom!
  3. O valor de R$65,00 compensa muito e acaba não sendo caro. Excetuando o kit que recebemos dias antes da corrida, ganhamos uma medalha e um ingresso para curtir o aqua parque. Preciso de mais? Para quem gosta de aproveitar tudo que o local oferece, podia também calcular o IMC, circunferência abdominal, pressão arterial e saber qual o tipo de sua pisada.
  4. Para quem esqueceu de levar comida para repor as energias e calorias perdidas, havia um kit com iogurte, gelatina, suco e outros quesitos mais. Além disso, a Yozzenn estava lá dando mini frozen yogurt (nunca provei e ontem também não tive chance de degustar, a fila era quilométrica em todos os momentos, então fica para próxima).
Resultado

No mesmo dia, o Beach Park enviou o tempo do percurso de cada competidor por meio de mensagem de celular. Segundo o meu namorado, o horário recebido pelo torpedo não foi o igual ao visto por ele no cronômetro da corrida na hora de sua chegada. Bem, não sei quem está certo ou errado, até porque estava tão cansada que mal lembrei de olhar para cima e ver meu tempo, então, vou acreditar na mensagem, até porque gostei muito do resultado:

"Parabéns CAMILA, seu tempo na II Corrida Beach Park foi de 00:37:35. Até ano que vem"


Quem não tiver certeza se o tempo é esse mesmo ou em que colocação ficou, o resultado será divulgado hoje no site do Beach Park (não foi dito o horário). Os nomes dos dez primeiros colocados das duas categorias adultas já foram lançados, quer ver se o seu está entre eles, clique aqui.

Arte em 3D

Eu ADORO arte interativa e, diante de nosso mundo contemporâneo, não podia ser diferente. Há um certo tempo, uma amiga tinha enviado um vídeo no qual Julian Beever motrava o processo de uma de suas pinturas, a fonte de Avenno. Considerei INCRÍVEL, porém não fui adiante para ver outros exemplos de seu trabalho. Hoje, no entanto, o meu professor mostrou-me mais do artista. Dessa vez, não resisti e decide partilhar no Palavras ou Máscaras.

Para quem não conhece, trata-se chalk art (arte feita com giz de cera) feita em diversos países como Inglaterra, França, Alemanha, Estados Unidos, Austrália e Bélgica. O artista inglês usa a ilusão do 3D e cria pinturas que podem interagir e divertir quem passa por ela.

Aqui está o vídeo e o meu primeiro contato com Beever:



O durante e o final da arte mostrada no vídeo acima:

Veja mais de suas produções:

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A sociedade demanda informação

Na era digital em que vivemos, se não nos mantermos conectados aos meios de comunicação, arriscamo-nos a ficar desatualizados e despreparados para assumir a demanda exigida no campo profissional e até mesmo nas conversas informais. A cobrança na absorção de informação existe para saber tanto quesitos importantes para a construção do conhecimento acadêmico, como também para comentar sobre as notícias diárias que saem no jornal.

Não saber que Amy Winehouse morreu ou não ter a mínima noção da crise financeira a qual os Estados Unidos tentam contornar é como estar alheio ao mundo em que se vive e isso independente da área em que se trabalhe ou estude. Manter-se atualizado é requisito fundamental na sociedade em que vivemos.

Embora tenhamos o anseio e a eterna busca de novos dados nos tempos modernos, não é de hoje que as pessoas são envoltas por essa necessidade de informação, a diferença é que atualmente há mais meios de divulgar e encontrá-la em hora recorde.

O sociólogo estadunidense Daniel Bell, em 1973, introduziu a noção da “sociedade de informação” em seu livro O advento da sociedade pós-industrial, no qual aborda que o conhecimento teórico seria o eixo principal e a sustentação da sociedade pós-industrial. Há quem diga que o conceito desse termo já tenha sido abordado um pouco antes, em 1933, com o economista Fritz Machlup.

Dúvidas à parte sobre o seu início, a década de 90 - final do século XX - é dada como o período certo no qual esse termo ganhou força em meio ao desenvolvimento da internet. Tratando-o como adjetivo para caracterizar o modelo de organização o qual a sociedade e o mundo como um todo se baseava: a globalização.

Esse modo de desenvolvimento tem a informação como mecanismo de geração de conhecimento e, consequentemente, de produção de riquezas. Além disso, acredita-se que com a possibilidade de levar informação a todos, haverá uma melhora na qualidade de vida dos cidadãos. Porém, isso só seria possível por meio da inclusão digital que, embora os preços de computadores e notebooks tenham diminuindo, bem como o crescimento do número de lan houses, ainda há quem não tenha acesso a internet.

Então, como fazer para nadar nesse mar de informações sem se afogar ou se deixar levar sem rumo? Pela cobrança da sociedade em que vivemos não podemos negar os meios de comunicação e os vários tipos de conhecimento. Não se pode dizer "não me interesso pelo campo virtual", como anteriormente mencionei, o mundo profissional não quer saber sua idade, sexo ou classe social, ele quer atualização. Então, se a demanda é conectar-se, dessa forma, devemos nadar a favor da maré.

- Sociedade de Informação e Tecnologias -

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Carteira fechada, por enquanto

Os preços, por vezes, absurdos e ilógicos correspondidos a um sapato, uma blusa ou uma bolsa em Fortaleza só facilitava a minha carteira viver fechada para balanço. Antes, para comprar algo, precisava eu estar realmente necessitando do objeto, ter um evento importante para ir ou, principalmente, sentir pulsar o estresse da correria do dia na minha mente. Porém, em minha viagem a Houston, no Texas, as mariposas saíram da carteira e o dinheiro também.

Os Estados Unidos certamente despertou os meus desejos mais profundos de consumo antes contidos. Tudo era barato e parecia compensar o futuro gasto. Desde roupas a US$ 1,00 a utensílios domésticos a preço de banana em dia de feira.

Nos primeiros dias na cidade americana, tentava conter e desligar-me de qualquer tentação. Fazia perguntas reflexivas, como "preciso realmente disso" ou "já tenho isso, necessito de mais", porém as promoções constantes e, a cada dia, maiores e mais atrativas foram tornando-se impossível a qualquer bolso bem costurado.

Comecei pelas encomendas familiares: perfumes ali, cremes acolá. Depois, quando dei por mim, já estava no provador com dezenas de roupas no monte de "vou levar". Minha tia incentivava e, então, deixei-me levar pelo consumismo. O cartão, o dólar e os centes corriam fácil em minha mão. Lógico que o bom senso nunca me faltou e uso TUDO que comprei lá. Mas, não me reconheci na viagem. Gastei do jeito e no preço que há muito tempo queria gastar.

Dizem que ao menos quando se volta ao Brasil a carteira fecha-se novamente por termos ainda mais consciência do quanto somos enganados pelos altos impostos em nosso país. Bem, isso é verdade. A minha ponderação voltou, apesar de ainda ter uns deslizes do consumismo, porém agora o gasto fica suspenso até uma próxima viagem, pois REALMENTE a América do Norte é o verdadeiro paraíso das compras.

• Texto produzido para a disciplina Comportamento do Consumidor •
 
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