quinta-feira, 21 de junho de 2012

De volta ao Texas

Sem companhia ou paradas no meio do caminho, estou em Houston. Acompanhando a minha sorte das últimas viagens, o avião estava esbanjando lugares vagos, um deles era ao lado do meu, o que garantiu maior espaço para uma dormida extensa de dez horas. As luzes foram apagadas, o mp4 ligado e o sono ficou profundo. Para quem assistiu A Origem, posso dizer que me senti em um das sessões de Cobb, personagem de Leonardo DiCaprio.

A sensação estranha de acordar e continuar dentro de um sonho foi, no mínimo, esquisita para a minha tentativa de relaxar enquanto cruzava o oceano. No entanto, como a maioria das experiências, serviu para contar uma história engraçada de ser relembrada. Tirando esse entra e sai de, por vezes, pesadelos, finalmente consigo levantar em minha dita realidade. O desenho já apontava próximo do Texas, apesar do relógio avisar que ainda iria demorar um pouco mais.

Enquanto os ponteiros aproximavam-se das cinco horas da aterrissagem, as luzes foram ligadas e o café da manhã nada rico da United foi entregue. Era pouco, porém melhor do que qualquer bolacha salgada, barra de cereal ou opções caras no cardápio de muitas outras companhias aéreas. O croissant estava uma delícia, por exemplo, fazia queremos repetir, apesar de só ter uma unidade.

Avião em solo, o próximo passo foi a alfândega. Depois de uma fila enorme, perguntas extensas e por demais curiosas, finalmente consigo minha liberação para a terra norte-americana. Com as malas em mãos e vontade de desbravar na mente, chego no saguão do aeroporto para ser recebida, como já felizmente esperava, por minha tia de braços abertos. Agora, posso dizer finalmente, minhas férias começaram.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Economia e conforto são os queridinhos dos taxistas

Ainda é a melhor fórmula do segmento aliar o baixo consumo de combustível com a comodidade do cliente

O modelo sedan estar entre os mais requisitados pelos taxistas não é novidade para ninguém fora ou dentro do mercado automotivo. Porém, quais são os detalhes observados no momento da compra? O que é priorizado quando se renova a frota?

O conforto e a economia são os itens básicos da lista dos motoristas. Depois o design entra como quesito de escolha. No entanto, essas constâncias são encontradas mais em carros de atendimento padrão.

Quando envolve automóvel adaptado, não há muito o que decidir, sendo a Doblô a única opção viável a se trabalhar, mesmo que um pouco cara para o bolso dos taxistas.

O custo por veículo é de R$ 90.000, isso ainda sem o desconto, já que no primeiro ano de licitação, o motorista ainda não recebe a bonificação dos 35% de abatimento. O valor é alto devido ao equipamento de adaptação, que custa em média R$ 30.000, segundo o taxista Paulo Holanda, que há um ano incorporou-se a essa frota.

Que saudade do Santana

Alguns segundos conversando com os taxistas sobre modelos de automóveis e é impossível não citarem o Santana, da Volkswagen, com saudosismo.

Com quinze anos de praça, o taxista Orlando Alves é um dos que sente falta do modelo. Ele teve o seu primeiro em 1992 e continuou renovando até 1996, quando adquiriu o seu último Santana. "Esse era um carro de primeira. Tanto era econômico, como tinha um motor bom. Antigamente era só ele", relembra.

Depois que o seu favorito saiu de linha, já passou em suas mãos o Monza e o Corsa sedan. No entanto, só agora encontrou um automóvel que atingiu mais as suas expectativas: o Siena, da Fiat. "A bancada (o banco) é boa, alta, mais confortável e macia. Ele é 1.4, eu acho mais econômico do que o Corsa porque ele é 1.6 ou 1.8", justifica a escolha. Ele já está em seu segundo e pretende manter o mesmo modelo na próxima troca.

Além de economia na quilometragem, Orlando procura ainda o pós-venda mais adequado ao seu bolso. "Eu gosto de carro básico, que me dê uma manutenção baratinha. Eu vou mudar para um Astra, um Vectra? Eles têm conforto, mas é mais caro", completa.

O fato também de ter gás de série fez com que o Siena fosse a sua melhor escolha. "Muitos fazem a opção desse carro exatamente por vir com gás. Mesmo com preço maior, ainda é econômico para os taxistas e a revisão não é com cinco, é só depois de dez anos", pontifica Cesário Oliveira, diretor de finanças do Sindicato dos Taxistas (Sinditaxi). Atualmente, já são mais de 800 dessa marca circulando em Fortaleza.

Orlando não se adaptou com o Corsa sedan e só passou dois anos em seu controle. Porém, essa não é a realidade de todos os taxistas. São mais de mil unidades emplacadas na cor branca circulando pela capital, segundo dados da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor).

Embora o modelo tenha saído da lista de produção da Chevrolet, ele ainda está em alta entre os taxistas. Para substituir, a grande aposta é no Cobalt, também da marca americana, que inclusive ocupa a lista dos dez automóveis mais comprados nesse segmento. Já atingiu a faixa dos 169 na frota, o que representa a sétima posição no ranking.

Espaço de sobra

No ramo do turismo, os taxistas não podem abdicar de nenhum centímetro do seu veículo. Aliás, precisam de espaço extra para conseguir acomodar mais passageiros.

Por isso, a Zafira e a Doblô fazem sucesso nesse segmento. Ambos permitem optar pelo bagageiro grande ou a opção de sete lugares. "Antes eu tinha um Vectra e eu perdia muita corrida porque só cabiam quatro pessoas. Às vezes vinham seis ou cinco e eu não tinha como atender", declara o taxista Josamar de Lima.

Dessas duas possibilidades, a primeira é a mais requisitada, são 247 contra 123. A razão está na porta que é corrediça. "No centro da cidade, o passageiro entra, mas tem dificuldade em fechar a porta. Então, você tem que descer para fechar. Isso atrapalha o trânsito", explica.

Top 10

Confira a lista dos dez modelos mais comprados e requisitados pelos taxistas, segundo dados de emplacamento da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor):

1º Corsa sedan (1034 veículos)
2º Siena (846veículos)
3º Palio weekend (348 veículos)
4º Meriva (346 veículos)
5º Astra sedan (299 veículos)
6º Safira (247 veículos)
7º Cobalt (169 veículos)
8º Santana (132 veículos)
9º Vectra (113 veículos)
10º Parati (99 veículos)

- Diário do Nordeste (Auto) -

-Ei, o jogo é para o outro lado!

Quando apareceu o convite para eu assistir a São José Copa Ouro Audi Polo 2012, eu pensei: por que não aceitar? A programação começou na beirada da manhã, beliscando o meio dia. O público era mais familiar, com pais super jovens (ou pelo menos conservados) e seus filhos bonitos super bem vestidos. Todos os presentes exibiam a pulseira de convidados combinando-a com roupas finas e de marcas. A manhã mais parecia um desfile, com muita gente bonita e modelos de look que parecem ter sido decididos por longas horas na frente do espelho.

Após a abertura, o jogo começou, porém nada foi alterado no comportamento das pessoas. Os cavalos e os jogadores suavam atrás de uma bola (pesada) branca e, enquanto isso, as bebidas eram servidas e as conversas continuavam, até mesmo com alguns de costas para o campo. A competição? Acredito que seja só mais um propósito para reunir a alta sociedade. Até porque muitos, principalmente os jovens, começaram a chegar no fim da tarde, quando estava previsto o show do DJ Pierre Sarkozy, sim, ele é filho do ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy.
Excetuando esse detalhe do jogo, que foi claramente ignorado pela maioria (pelo menos até antes da partida principal, quando eu tive de sair), o ambiente foi tomado para a observação de minha curiosidade. Um dos itens registrados na mente foi que, embora houve classe de sobra no estilo e comportamento, quando o almoço foi servido, a reação foi semelhante a de qualquer pessoa, independente da classe. Filas enormes, lugares para sentar disputados e diferentes idades comendo em pé mesmo com o prato na mão. Isso foi realmente interessante, o fato de reconhecer que, no fundo, somos todos iguais.

Outro aspecto, inclusive ponto alto do dia, foi a apresentação de uma orquestra em conjunto com uma batucada e um dj. Que combinação incrível e harmoniosa! Não pude resistir e filmei alguns trechos de sua demonstração de talento. 



Com a aproximação do horário do meu voo, tive que partir em direção a São Paulo. Sim, esqueci de mencionar, o evento aconteceu em Indaiatuba, na Fazenda Invernada do Sertão. Todavia, não sai sem antes realizar um dos meus sonhos de infância: pegar em um cavalo. Desejo pequeno, pode parecer, mas sempre tive medo de ficar perto dessa espécie, por receio de uma reação brusca ao encostar para acariciar. Pois, enfim, tive um momento muito gostoso com a égua Gauchita. Simplesmente, eu comecei a fazer carinho em seu pescoço e ela se afastou para trás para minha mão chegar até a sua cabeça. Enquanto estava perto, seus olhos ficavam entreabertos, como sinal de satisfação da situação. Muito linda!

Essa competição, como o nome já explicita, foi patrocinada pela Audi. Aproveitando essa deixa, convido vocês, meus leitores, a ver o resultado da minha matéria no caderno Auto de hoje sobre o mais novo lançamento da marca: o utilitário esportivo compacto Q3. 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Do sul para o norte

Depois de meses com a passagem comprada guardada na gaveta, enfim posso tirar o seu mofo. Amanhã, entro quase pela décima vez no avião este ano. Porém, desta vez, não será a trabalho e, sim, por minhas merecidas férias.

O destino será o mesmo do anterior descanso: Houston. No entanto, ainda tenho muito a desbravar dessa cidade, principalmente porque a estação será diferente. Na última visita, contemplei o local no inverno, em sua decoração vermelho e verde e músicas natalinas como som ambiente em cada centímetro seu urbanizado. Nessa ocasião, conhecerei o que o verão do Texas tem a oferecer.

Além do tempo, a companhia também mudará. Estarei sozinha enfrentando as longas horas de espera no aeroporto entre uma conexão e outra. Como programação, logo adianto que serão muitas páginas dos meus livros para monografia, mesclando ainda com a literatura americana de "Eat, pray and love", em inglês mesmo para eu praticar. Quando estiver esgota de histórias e estudo, recorrerei ao meu Sudoku e atividades de lógica para passar o tempo. Eu simplesmente adoro e, realmente, não sinto os ponteiros do relógio caminharem.

No momento, estou tentando ficar bem exausta e acordar ainda do mesmo estado, afinal, quero ter fôlego, ou melhor, sono suficiente para passar dez horas no avião dormindo. Quem nunca testou, é interessante e, particularmente, agradável ao corpo humano dormir no local de origem e acordar no destino, pois se aproveita mais quando se aterrissa. 

Bem, malas prontas e fechadas. Na verdade, mesmo que terminadas, sempre abro uma vez aqui, outra ali para adicionar um item que parece ser importante para a viagem. Engraçado, nunca sabemos exatamente o que precisamos ou realmente utilizaremos, acredito que principalmente as mulheres. Ou falta demais ou sobra demais quesitos colocados na bagagem. Enfim, não sei dizer melhor mais do que menos, porque quem carregará o peso serei eu, então, nessa ocasião, já estou repensando em ter uma calça jeans a mais.

Despeço-me agora no Brasil e, assim que o tempo for generoso e a paciência estiver de sobra para aguentar os teclados americanos sem acento, volto às minhas queridas páginas do Palavras ou Máscaras em uma nova edição do Diário de bordo.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Vendas estão em alta e as lojas esperam lucrar até 31 de agosto

A menos de três semanas com o IPI reduzido, o mercado automotivo já sente os seus efeitos positivos

O primeiro dia deste mês foi o marco oficial da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e também do início da melhor temporada de vendas deste ano nas concessionárias de Fortaleza.

Segundo o presidente da Fenabrave-CE (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Fernando Pontes, o mercado obteve um crescimento de 18% somente nos primeiros sete dias de junho na capital. Foram 1012 carros vendidos contra 857 referentes ao mesmo período de maio, contemplando diferentes modelos e todas as marcas.

Esse mesmo comparativo, há dois dias, quando constatava os emplacamento até o dia 5, avaliava um aumento de apenas 2,7%, com 650 automóveis vendidos, sendo 17 a mais do que no mês de maio.

A mudança brusca só comprova que o grande fluxo de loja, o qual triplicou de acordo com Fernando após essa medida do Governo, está trazendo, além de muita movimentação, novos interessados em realmente fechar contrato com um 0km.

Com a previsão da campanha estender até o fim de agosto, a tendência é manter a mesma intensidade de compra e venda.

Dentre os veículos mais procurados estão o Corsa Sedan, Palio, Siena, Celta e Voyage. No pódio, o primeiro lugar fica com o Novo Uno/Mille, o segundo com o Gol e o terceiro, este mês, teve a novidade de receber o Corolla em sua posição. Em época anterior, o carro da Toyota ocupava a décima colocação. No entanto, com a redução do IPI, ele teve uma alavancada de vendas.

De vento em popa

Apesar do anúncio em junho, desde o fim de maio as lojas estavam preparadas a receber os clientes e com os preços já reajustados à nova medida.

A gerente de vendas de veículos novos da Smaff, Olívia Couto, teve de retornar mais cedo das férias para atender ao grande fluxo da loja autorizada da Volkswagen.

Do dia 28 de maio até a segunda semana de junho, a concessionária teve um aumento de 30% em vendas, comparado ao mesmo período do mês anterior.

Ao contrário do que se imagina, não foi somente o popular o mais requisitado. "Toda a nossa linha teve muita procura, lógico que o Gol é o nosso carro chefe, até porque o segmento 1.0 teve um desconto maior, mas mesmo o 1.6 a gente teve demanda", avalia Olívia.

O desconto permeia dos 4% a 10% de desconto no IPI. Em valores, a versão básica do novo Gol 2013 estava de R$28.690,00 e, agora, está de R$25.820,00. Quanto ao Gol G4 1.0 2013, de R$24.790,00 passou para R$22.310,00.

Reflexo da redução

O IPI afeta diretamente o preço dos carros novos, no entanto os consumidores de semi-novos também estão aproveitando a redução indireta dos seus orçamentos e as revendedoras, a maré boa do crescimento de vendas. De acordo o presidente da Fenabrave-CE, o impacto atinge ambos os setores por ter a necessidade de se manter a diferença de preços entre eles, para manter a competitividade e a concorrência do usado.

Isso permite que haja uma inversão mútua dos consumidores entre essas duas possibilidade de compra. Tanto haverá aqueles que irão aproveitar para adquirir o seu primeiro zero quilômetro, como ainda há os que prefiram comprar um veículo mais completo por um preço de carro novo em versão de entrada.

Na Smaff, houve aumento de 15% a 20% na compra dos automóveis usados.

Saindo do sufoco

A redução veio para aliviar o grande estoque das concessionárias, que não reduzia devido ao primeiro quadrimestre deste ano ter demonstrado-se fraco principalmente, porque os bancos ficaram mais exigentes para liberar o financiamento e ainda por não ter sido mais permitido vendas com zero de entrada.

Porém, isso não impede que o País esteja otimista em atingir a margem de 4 milhões em produção e, no mínimo, manter a 4º posição de maior produtor mundial de automóvel, abaixo de China, EUA e Japão.

Estacionar em local proibido está entre principais infrações

Com ou sem placas indicando a permissão do estacionamento, é importante que os motoristas saibam o CTB

A sinalização vertical e horizontal são as principais orientações ao motorista na hora de estacionar. Todavia, há regras que fogem as placas de trânsito e, mesmo assim, são cobradas pela Autarquia Municipal de Trânsito (AMC).

Embora o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) expresse claramente que o veículo deve posicionar-se no sentido de fluxo tanto ao estacionar, como em operações de carga ou descarga, não faltam exemplos de automóveis, em um mesmo lado da via, posicionados em sentidos diferentes.

Não é apenas nesse caso que as leis parecem ausentar-se da memória dos motoristas. É expressamente proibido estacionar ao lado de outro veículo em fila dupla, sendo tratado como infração grave, com previsão de multa no valor de R$127,69, cinco pontos na carteira de motorista e remoção do carro. Porém, principalmente durante o pico do tráfego, essa cena vira clichê quando os pais vão buscar os filhos no colégio.

O fato de não haver placas de proibição pode ser um sinal da permissão do espaço, porém não é preciso ter a letra "e" cortada com um traço para saber que é proibido subir a calçada ou obstruir a passagem dos pedestres na via.

Todavia, os números da fiscalização mostram que o bom senso é desrespeitado, fazendo o artigo 181, inciso VI, o qual proibe o estacionamento no passeio ou sobre faixa destinada a pedestres, nas ilhas, refúgios, canteiros centrais e divisores de pista de rolamento e marcas de canalização, gramados ou jardim público, enquadrar-se entre os dessa categoria o mais completamente ignorado, principalmente em seu primeiro aspecto expresso no CTB.

Em 2010, foram 1.346 multas aplicadas nesse item, representando 2,79% das principais infrações cometidas. Esse número representou um aumento de 78,04% comparado ao ano anterior. Em 2009, foi atingido a margem dos 756.

Outro quesito que atrapalha em demasia a visão dos motoristas em trânsito são os automóveis estacionados nas esquinas das vias, embora isso seja considerado infração média.

Mesmo que haja uma placa apontando o início ou término do "permitido estacionar" próximo ao fim do quarteirão, o motorista não tem desculpas para ficar ao lado dela. "Independe de haver ou não uma sinalização indicando o fim, o motorista deve respeitar a distância mínima de cinco metros do alinhamento da via transversal, de acordo com o que está previsto no artigo 181 do CTB", ratifica a assessoria da AMC.

A distância entre o veículo e a calçada, embora pareça perfeccionismo, também deve receber atenção pelos motoristas. Ela não pode estar muito afastado. Quando longe de cinquenta centímetros a um metro, a multa é de R$ 53,20, se a mais de um metro, o preço da cobrança sobe para R$ 127,69.

Se quando não há placas talvez pode ser permitido estacionar, em situação contrária, a constância da proibição permeia. "Ela (a placa) é válida para todos os dias da semana, 24h por dia, exceto quando há especificação de horário", ressalta a Autarquia.

Nessa situação, quando o carro está localizado em locais e horários proibidos especificamente pela sinalização, a infração é média. Quando a parada também não é permitida por meio de placa, a medida torna-se grave por lei.

Fiscalização

De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE), a partir de 1998, com o advento do novo CTB, o município de Fortaleza assumiu o controle do trânsito sobre a via. Sendo assim, a circulação, parada e estacionamento de veículos, é competência da AMC.

A fiscalização ocorre por meio da circulação de viaturas com agentes fiscais que, após a constatação do veículo localizado em local indevido, registram a irregularidade através da lavratura do auto de infração. Em seguida, uma via de identificação da autuação é deixada no para-brisa para ciência do condutor/infrator, porém isso não é uma ação obrigatória.

Na nota, os agentes descreve os dados do veículo, do local, do horário e da infração.

Em 2010, foram multados 2.694 veículos por terem estacionados em local e horário proibido. Essa categoria ocupou a sexta posição dentre as principais infrações cometidas e flagradas pela fiscalização.

A sua frente estão, em ordem, conduzir motocicleta sem capacete, dirigir sem cinto de segurança, ter veículo não licenciado, estar ao volante sob influência do álcool e não ser habilitado.

Comparado ao ano anterior, houve um crescimento de 176,59% nessa classificação. Em 2009, foram cometidas 974. Recentemente, não foi divulgado nenhum dado referente a essa infração.

No entanto, é nítido que o problema não reduziu, muito menos foi sanado. Segundo a AMC, geralmente esse item mantém-se entre as cinco colocações do ranking das infrações mais realizadas.

"Com o aumento desenfreado da frota este problema só cresce nas grandes cidades, não é algo exclusivo de Fortaleza", justifica.

Infrações

Leve (multa de R$53,20 +3 pontos + remoção do veículo): em desacordo com as condições regulamentadas especificamente pela sinalização

Média (multa de R$85,13 + 4 pontos + remoção de veículo): junto ou sobre hidrantes de incêndio; impedindo a movimentação de outro veículo; na contramão de direção; no intervalo compreendido entre dez metros antes e depois do marco do ponto e nas esquinas

Grave (multa de R$127,69 + 5 pontos + remoção do veículo): afastado da guia da calçada (meio-fio) a mais de um metro; em locais e horários de estacionamento e parada proibidos pela sinalização; ao lado de outro veículo em fila dupla e sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público

Gravíssima (multa de R$191,54 + 7 pontos + remoção do veículo): na pista de rolamento das estradas, das rodovias, das vias de trânsito rápido e das vias dotadas de acostamento

Alta demanda para a zona azul

O preço cobrado por mais de duas mil vagas garante a melhor oferta do espaço público e, não, proteção a mais ao carro

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê a implantação de um Sistema de Estacionamento Rotativo pago nas vias, conhecido como Zona Azul. O propósito da cobrança está em aumentar a capacidade de utilização das vagas.

De acordo com a Autarquia Municipal de Trânsito de Fortaleza (AMC), a medida atinge os seus objetivos. "Com um tempo limite de permanência, é possível atender um número maior de pessoas que necessitam do serviço. Afinal, em vez de uma única pessoa ocupar a vaga por oito horas seguidas, diversas pessoas poderão utilizar o espaço, caso a rotatividade esteja sendo respeitada", justifica.

Os primeiros pontos foram instalados na década de 1980, sendo gerenciados no início pelo Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE).

Para alocar novas placas, a AMC realiza um estudo nas vias consideradas movimentadas, a fim de confirmar a demanda e realizar correções viárias, se necessárias, como sinalização por exemplo. Atualmente, são contemplados 2.537 espaços para a cobrança pelo seu uso.

Disposição

Três bairros, em Fortaleza, concentram os pontos da zona azul. Na lista, são eles: Monsenhor Tabosa, Aldeota e Centro, com 1.462, 831 e 244 vagas, respectivamente.

Apesar do nome carregar a cor azul, a tonalidade verde também acompanha algumas placas com essa finalidade de rotatividade de vagas. A diferença entre eles está no horário liberado com a compra de um cartão.

"Quando a necessidade de rotatividade de vagas é menor, os locais contam com vagas de 5h (simbolizado pelo verde). Mas, visto o grande fluxo de veículos circulando nas áreas em que existem Zona Azul, a maioria das vagas é de 2h de permanência", explica a assessoria.

Ao estacionar nesse espaço, é preciso adquirir um cartão à venda em cerca de 180 pontos comerciais cadastrados, como lojas e postos de gasolina.

O motorista pode comprar uma unidade no momento em que ocupa a Zona Azul, como pode ainda já ter um bloco com dez unidades em seu interior por R$ 10,00, sendo o boleto R$ 1,00 cada. Esta medida é indicada pela AMC para evitar a abordagem de pessoas não credenciadas, como flanelinhas, por exemplo.

O dinheiro arrecadado por esse sistema só pode ser utilizado na melhoria da gestão do trânsito. Atualmente, segundo a AMC, esses recursos estão sendo utilizados para compra de viaturas e motos para os agentes de trânsito.

Lembrando que o não uso do cartão e o preenchimento incorreto são considerados infrações leves, passível de multa, no valor de R$ 53,20 e três pontos na habilitação, de acordo com o artigo 181 do CTB. Além disso, vale ressaltar que comprar mais de um cartão para extrapolar o tempo não é permitido. O veículo só pode ficar na vaga pelo tempo máximo permitido no local.

Proteção inclusa no preço?

Em estacionamento privado, o proprietário pode exigir o dever de guarda do veículo, como lembrado em matéria anterior do Auto. No entanto, embora haja discussões judiciais favoráveis a esse mesmo direito em ambiente de zona azul, segundo o presidente da Ordem dos Advogados do Ceará (OAB-CE), Valdetário Andrade Monteiro, o que prevalece é a decisão de que o local trata-se de ambiente público e não segue a linha equivalente aos das vagas pagas.

A AMC reforça esse raciocínio, alegando que o próprio CTB regulamenta a Prefeitura, por meio de seus serviços, a implantar, manter e operar o sistema de estacionamento rotativo, não incluindo nenhuma responsabilidade quanto à proteção de veículos.

domingo, 10 de junho de 2012

Buraco sem dono

Em poucos dias, a calçada que contorna uma das principais vias de acesso ao Centro de Convenções, Beach Park, Aeroporto Internacional Pinto Martins e, futuramente,  Centro de Eventos foi transformada em uma superfície lunar abandonada.

Quem caminha pela avenida Engenheiro Santana Júnior, próximo ao shopping Iguatemi, certamente já reparou nos grandes buracos na zona de passeio do pedestre, alguns que acompanham até mesmo a sua largura. Não são apenas poucas pedras tiradas do local, em alguns casos a profundidade é tamanha que dá para ver a terra fértil do Parque do Cocó já de longe.

Se enxergar a situação espanta aos olhos dos conterrâneos e turistas, imagina depois de constatar que o problema instalou-se com menos de seis meses após ser reformado e padronizado o local. Para completar a situação, não há culpado assumido.

Aparentemente, o formato e a disposição das pedras pode assemelhar-se ao projeto da Prefeitura de regular as calçadas, todavia, os responsáveis pelo Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor) afirmaram não ter nenhuma relação com essa área, sendo da competência do Estado.

O Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Compam) e a Secretaria de Cidades foram contactados, porém o primeiro disse que os seus cuidados restringem-se da cerca para dentro do Parque e a segunda disse que não tem nenhuma relação a esse problema.

Ambos os órgãos indicaram a Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra) como possível indicado a responder as questões de qualidade e montagem do produto, mas a omissão foi o resultado. Por vários dias, houve a tentativa de contato por telefone e e-mail, porém nenhum dos dois caminhos funcionaram.

Para quem não lembra, o projeto de cercamento do Cocó veio como medida protecionista para evitar os assaltos constantes, principalmente no cruzamento da Av. Engenho Santana Júnior com a Rua Israel Bezerra, recebendo até o terrível apelido de “curva do medo”. Pela fragilidade da antiga cerca, os ladrões cometiam o crime na via e depois escapavam por dentro do parque.

A medida foi recebida de forma positiva, já que o material, por ser mais resistente e alto, inibiu mais o ocorrimento de roubos durante o trânsito. No entanto, diante dos buracos próximo a esse local de grande temor, fica a dúvida quanto a segurança. Será que os buracos poderão ser usados pelo ladrão na hora da fuga.

Como um cão sem dono, o buraco permanece sem culpado e a cada dia ele sede um pouco mais em sua lateral. Para piorar, o lado oposto dessa calçada também já começa a apresentar os primeiros sinais de danos. Enquanto as respostas não são dadas e as medidas para solucionar tomadas,  as hipóteses por quem lá passa continuam. Um ladrão cavou um buraco? Alguém está furtando as pedras da calçada? Ou, simplesmente, a qualidade do produto é irrisória? São algumas das perguntas, porém as respostas, até o momento, continuam omitidas.


As calçadas da Capital

Em abril, Fortaleza foi destacada como uma das capitais com as melhores do país pelo portal Mobilize. Foram observadas onze cidades além da cearense, entre elas Natal, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador.

O levantamento foi feito entre os meses de fevereiro e abril, sendo avaliado os itens:
  1.  Irregularidades no piso;
  2. Largura mínima de 1,20m (conforme norma ABNT);
  3. Degraus e outros obstáculos que dificultam a circulação, como postes, bancas de ambulantes e de jornais;
  4. Existência de rampas de acessibilidade;
  5. Iluminação adequada da calçada;
  6. Sinalização para pedestres;
  7. Paisagismo para proteção e conforto
Embora a cidade alencarina apresente bons resultados em suas calçadas, na mesma avaliação foi esclarecido os possíveis comentários quanto a esses dados lançados: Fortaleza não é tão perfeita assim.
“Nas doze cidades avaliadas, os resultados mostraram grande disparidade entre bairros e regiões. Numa mesma cidade, como Fortaleza, algumas ruas obtiveram nota média acima de 9, como a av. Bezerra de Menezes, enquanto a região central da capital cearense ficou com a média 5,38, bem abaixo da nota 8, que foi considerada a mínima para uma calçada de boa qualidade”, expõe o relatório da Mobilize.
Para isso, o Transfor ainda mantém o plano, desde 2008, de adequar e manter o padrão de qualidade nas vias principais da capital. As obras incluem restaurações viárias e alargamento, que abarcam s serviços de drenagem, pavimentação e implantação de um projeto paisagístico,além de uma reforma dos canteiros centrais e a padronização das calçadas. “Algumas vias também ganham ciclovias e faixas exclusivas para a circulação do transporte coletivo – aumentando assim a eficiência do transporte público e impactando positivamente no trânsito em geral”, completa satisfeita a assessoria.

Segundo o Transfor, serão dezesseis bairros contemplads, sendo que nove vias já foram concluídas (como as avenidas Mister Hull, Duque de Caxias e Jovita Feitosa), o que significa 173.000 m² de calçadas padronizadas, o que equivale à quase 90km de extensão e à área de 27 campos de futebol, além de 100 km de meio-fio.  Mais doze estão com a restauração em andamento (como as avenidas Treze de maio, Engenheiro Santana Júnior e Antônio Sales). No total, 164 km de extensão de calçadas serão padronizadas nas áreas de atuação do programa.

A previsão do término dessas obras é em abril de 2013 e o orçamento está avaliado em R$8,1 milhões. Porém, a assessoria já avisa que após a conclusão da reforma, a manutenção não é da competência deles. “A manutenção das calçadas, no geral, não é de responsabilidade do Transfor ou do Município, e sim do proprietário do imóvel residencial ou comercial”, explica.

- Foto, texto e vídeo produzido para o blog Imagina na Copa -

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Reencontro

Vocês imaginavam que os amigos de sala do colégio seriam para sempre? Que todos eles estariam em sua formatura e casamento? Você acreditou que todos os colegas da faculdade estariam no mesmo emprego e dando "bom dia" diariamente no trabalho?

Foram 15 anos em uma mesma escola, 10 anos morando no mesmo prédio e quase 4 anos de faculdade. Dentro desse período, vivenciei muitas conversas, brincadeiras, trocas de confidências, viagens e juras de amizade eterna para só depois perceber que, infelizmente, nem todas as relações são para sempre e que, de repente, a cidade torna-se rostos conhecidos e não cumprimentados na multidão.

Às vezes um sentimento parece ser eterno enquanto dura, mas não resiste o tanto que imaginamos. Para que perdure uma relação o quanto desejamos, é preciso de temperos para se preservar. Assim como antigamente descobriram que a carne precisava do sal para durar mais tempo, temos que buscar o que devemos acrescentar em nossas vidas, para que ela não perca o gosto ou morra cedo demais.

O homem é um ser social. Embora ele acredite que consiga viver independente dos outros, o sofrimento é previsível diante da solidão eterna. Então, é necessário paciência e contar aqueles dez segundos profundos antes de qualquer grito de desabafo. É aconselhável ligar para matar as saudades sem esperar que o outro faça isso primeiro. É saudável amar os outros sem deixar de amar a si. Já há tantos empecilhos que distancia as pessoas, por que criar mais barreiras e dificultar as relações?

Entre essas palavras de incentivo ao cultivo da boa convivência, que faço o meu pedido de desculpas pelo desleixo neste espaço. A época de monografia realmente é o que antecipa os ex-formandos: precisa de muita dedicação na pesquisa e também em horas de sonos, para recompor as energias de estudo. Com as férias aproximando-se, só espero que o tempo seja mais generoso comigo.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Fuzilamento, não, foi um debate

O tempo generoso de quase cinco horas não foi suficiente para contemplar tamanha discussão sobre programas policiais no evento Violência na TV: E eu com isso?. O auditório da Universidade de Fortaleza (Unifor) pegou fogo na manhã de ontem. Não literalmente, lógico, porém as réplicas e fortes argumentos dos componentes da mesa e do público fizeram a temperatura da discussão ficar em alto nível, sem permissão de cair o respeito e o linguajar entre as partes envolvidas.

O apresentador do Comando 22 e deputado estadual, Ferreira Aragão, quis recorrer ao discurso defensivo e fazer-se de vítima, alengando que o evento havia tornado-se um fuzilamentro contra as características de programas como o seu. No entanto, a organização estava seguindo os planos e controle do horário, para possibilitar que todos tivessem igualdade de fala. É como Plínio Bortolotti, diretor institucional do jornal O Povo e um dos convidados ao debate, enquanto apenas se escuta, o tempo psicológico faz crer que o outro fala mais do que no momento de sua defesa.

Em resumo, os pontos prós às programações desse estilo, basicamente defendida por Ferreira Aragão, baseavam-se no caráter social e de prestação de serviços que eles apresentam. Eles não só mostram às claras a real violência a qual a cidade está imersa, como também ajuda os telespectadores nos mais variados aspectos, como conseguindo um auxílio médico ou encontrando um parente distante. 

Porém, inúmeros quesitos foram ressaltados e questionados em coro pelo público e debatedores presentes. O primeiro contrariado que, por sinal, recebeu mais ênfase foi a afirmativa do apresentador de que: só podem comentar e reclamar dos programas policiais aquelas pessoas que estão nesse meio, porque, caso contrário, não teria conhecimento ou base para fundamentar a sua opinião. Ele complementou e embasou-se na mentalidade de que a situação é similar ao futebol: um bom técnico sempre é aquele que foi um bom jogador. 

O segundo questionado foi a preservação da imagem que, segundo o também deputado, só é exposta com o consentimento do entrevistado, sendo este vítima ou infrator do crime apresentado na matéria. Por último, sem querer estender muito, foi a diferença de tratamento dos infratores dependendo de sua classe social. Como defesa, diz-se que não mudança de comportamento, porém, entre os outros convidados e pesquisas apresentadas no evento, as expressões do discurso mudam de "delinquente" para um "cidadão de bem" que cometeu um pequeno erro por culpa dos pais ou do contexto de vida.

Estavam presentes também à mesa a assessora de comunicação do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca), Aline Baima, e o Promotor do Ministério Público Estadual, Antonio Iran Sirio. A primeira apresentou a conclusão da pesquisa realizada sobre o assunto em questão e o segundo comentou sobre o direito de imagem, inclusive dos mortos. 

O ambiente estava pequeno para tantos interessados e o relógio correu com a movimentação do auditório. Para aqueles que perderam a terceira edição do "E eu com isso?", projeto organizado pelos estudantes da disciplina de Ética, cidadania e Jornalismo" da Unifor, coloco abaixo dois vídeos com as falas do Ferreira Aragão e do Antonio Iran, com a promessa de que ainda nessa semana publico aqui as outras gravações com partes do debate.



quarta-feira, 6 de junho de 2012

Chevrolet Sonic em duas versões: a nova aposta da GM

O contorno, o visor de velocidade e as cores intensas. A proposta do Sonic é ser juvenil, sem fugir do padrão Chevy

O personagem azulado e veloz dos videogames inspirou o nome e o espírito do mais novo produto da Chevrolet? Esse ponto não foi abertamente declarado pela marca, porém, não podemos negar as coincidências. A mesma cor intensa é estampada no modelo de divulgação da versão hatch e o ar juvenil também é a inspiração no design externo e interno e ainda nas campanhas publicitárias.

Por dois dias, o Caderno Auto teve a oportunidade de conhecer em primeira mão, antes de chegar às concessionárias, e também de cair na estrada com as duas versões disponíveis do Sonic: sedan e hatch.

Quando o trânsito permitia, o motor 1.6 16V Ecotec deslizava pela via, característica presente em ambos os modelos nas versões LT e LTZ.

O primeiro contempla a versão de entrada que, em Fortaleza, atinge o valor de R$48.200, quando hatch, ou R$51.100, quando sedan. Ele oferece de série itens como ar-condicionado, airbags dianteiros, direção hidráulica, ABS com EBD, rodas em liga leve aro 15" e desembaçador do vidro traseiro.

O segundo, opção mais completa, tem todos os itens do primeiro e acrescenta sensor de estacionamento, faróis de neblina dianteiros, apliques cromados nas maçanetas internas, friso lateral cromado, rodas em liga leve aro 16 e controles do rádio no volante.

O carro também apresenta variações em sua transmissão, podendo ser manual, com cinco velocidades, ou automático, com seis ou opção de mudanças no modo sequencial.

Dinâmico e jovem

A Chevrolet tentou imprimir uma identidade ao novo veículo, sem perder características constantes de sua marca.

No caso, ambas as versões possuem linhas em seu exterior para dar mais movimento ao automóvel. Elementos presentes em uma motocicleta também foram usados como recurso e inspiração para garantir um ar esportivo ao veículo, como os faróis sem lentes e o mostrador analógico com um visor digital LCD.

No entanto, a gravata dourada continua à frente, mesmo que localizada um pouco mais abaixo, e internamente a disposição dual cockpit faz com que, como definiu o diretor de design, Dagoberto Tribia, o motorista saiba que está dentro de um Chevrolet.

Pré-viagem

No momento de colocar as malas no carro, realmente o diretor nacional da Chevrolet de marketing, Gustavo Colossi, estava certo: o hatch é ideal para casais jovens sem filhos.

Duas bagagens pequenas couberam perfeitamente, sem esforços, enquanto a terceira já encontrou dificuldades em encaixar-se, como quebra-cabeça, nos espaços vazios.

Quanto aos compartimentos internos, em média, há dez porta-objetos, porém se limitam quase que por completo aos passageiros dianteiros.

O investimento em tecnologia voltado ao entretenimento e interatividade de série não é o ponto forte do automóvel. As versões vêm com uma mídia restrita ao CD, rádio, MP3 player e saída USB, no LTZ tem também o rádio com bluetooth e entrada auxiliar.

Pegue o seu

Depois de 360 protótipos e 1.7 milhão de quilômetros rodados em teste de pistas pelo Brasil, o Sonic já está nas concessionárias, vindo da Coreia do Sul e pronto, segundo a GM do Brasil para competir com o Ford New Fiesta e o Honda Fit Dx. Ao contrário do que se cogitava, mesmo com a possibilidade de sua confecção ser transferida para o México, os preços serão mantidos, segundo Colossi.

Camila Marcelo
Especial para o Auto

*A repórter viajou a Búzios (RJ) a convite da General Motors do Brasil.

Bombons, flores e por que não também um carro de presente?

Com os preços mais baixos nas lojas, o dia 12 promete levantar as vendas, nem que sejam dos seus acessórios

A menos de uma semana para o dia dos namorados (12 de junho), juntamente com a aposta alta em campanhas divulgando a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), as concessionárias têm uma perspectiva forte de mais vendas.

Há dois anos, a Newland, autorizada da Toyota, voltou sua publicidade inteiramente a esse período, fornecendo milhas de viagem a seus clientes. No entanto, este ano resolveu investir na difusão do preço mais baixo dos seus veículos, acreditando que isso atrairá tanto quanto brindes dados a cada compra.

Na Hyundai Caoa, a procura fica aquecida quando chega perto da comemoração. Não fica a mesma realidade comparada ao dia das mães, que tem crescimento de 20 a 25% de vendas, mas também é relevante ao orçamento da marca. Segundo o supervisor de vendas, Tiago Vidal, o aumento é, em média, de dez a quinze porcentos.

Não há uma campanha específica, as bonificações dadas aos clientes no preço, uma redução de R$1500,00 a R$3000 dos automóveis, é o que atrai mais o público. Essa promoção começou em maio e vai até agosto.

Os casados, principalmente os com muitos anos de casamento, decidem dar um carro de presente. Quando encomendados para essa ocasião especial, a loja se encarrega de alguns mimos. No caso da surpresa ser para uma mulher, o veículo é enlaçado, às vezes são colocados balões em seu interior e flores com chocolates, por vezes, também acompanham o momento. Em situação inversa, as fitas são deixadas de lado e uma garrafa de uísque é dada pela empresa como cortesia.

A entrega, infelizmente só é feita na loja, no entanto, os enfeites são cobertos por um pano, para garantir a chance de uma surpresa maior. De acordo com Tiago, algumas mulheres vêm comprar com o marido o seu veículo e, quando chega, descobrem que tudo foi decidido e o automóvel já está pronto para dirigir.

Quando, em ambos os casos, entram na loja para comprar um veículo para presentear, os clientes já chegam decididos por qual modelo escolher, buscando pouca sugestão dos vendedores. Porém, não poupam palavras para compartilhar o motivo da compra.

"No fechamento, eles falam, não na frente da esposa, mas sempre contam a razão. Até mesmo porque a gente tem um relacionamento com o cliente, porque eles não estão comprando só um carro e, sim, um patrimônio", conta Tiago.

Os automóveis mais escolhidos pelos maridos para dar são os modelos sedan e utilitário, como Elantra e Tucson. Quando é ao contrário, as mulheres escolhem, como diz Tiago, os mais imponentes, como o Santa Fé ou um sedan de luxo, como o Azera.

Os que dispensam a sugestão do carro como presente, há também os produtos vinculados às marcas automotivas. Na Mito, revendedora Mitsubishi, as opções masculinas são a maioria nas prateleiras. Dentre os itens mais procurados estão as camisas, o boné e os chaveiros. Mas, também existe saída para as carteiras e as botas.

Aos enamorados, sempre há a pelúcia como dica. No entanto, que tal fugir do ursinho e adotar um no formato do leão da Peugeot? Sim, o símbolo da marca está disponível na boutique da Belfort no valor de R$48,00. Não gostou? Também há em forma de um carrinho, réplica fiel do modelo 207 e ainda da Hoggar, picape da marca. Esses podem ser encontrados por até R$61,00, dependendo do seu tamanho.

Ainda na cardápio, podem ser encontrados as camisas, os squeezes e as miniaturas dos automóveis da marca para virar artigo de coleção, que estão por R$57,00 cada.

Durante uma compra do veículo na loja, por vezes, esses artigos são dados por cortesia da casa.

Fuja do óbvio

Usar elementos de uma conversa, das lembranças dos momentos vividos com o namorado ou de um comentário sobre um peça desejada também auxiliam na hora de presentear.

Segundo lembra a vendedora da Mito, Aline Feitosa, uma cliente da loja, por exemplo, pagou antecipado um acessório para a caçamba do carro do noivo e, quando ele foi quitar a dívida depois da instalação, descobriu a surpresa. A criatividade no presente decorreu de ter observado o seu interesse no produto no momento da compra em uma das visitas à concessionária em que estavam juntos.

É a partir desses detalhes que, um simples GPS, um alarme ou uma película protetora dos vidros, podem virar o presente perfeito e personalizado ao sonho de consumo do parceiro amoroso.

 
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