quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Absurdo

Foram inúmeros os almoços idos na Padaria, e embora colocasse variadas opções a cada refeição, o valor final limitava-se sempre a seis reais. Com as férias do fim do ano, parei de frequentá-la, mas devido à volta às aulas, voltei a necessitar de um local agradável, perto do colégio e com um preço adequado a estudantes, e por ter-me satisfeito com seu self-service no ano anterior, resolvi retornar e comer entre amigos nesse estabelecimento.

Para ser mais especifica, com o dinheiro no bolso, a companhia de minha amiga e alguns minutos para comer, ou melhor, engolir, fui hoje almoçar nessa panificadora custosa. No prato, o de sempre, carne de soja, arroz integral, salada e uma torta de carne de sol para dar o diferencial do dia; após servir-me, esperei segundos e coloquei meu prato na balança, e o que me deparo? R$ 8,12 em meu nome!

Não vou prolongar-me muito. Quero apenas trazer em palavras, a minha indignação para com o custo cobrado em uma refeição. Afinal, por estar consciente de que tenho o costume de colocar em meu prato a mesma quantidade regulável de comida, estou apta a revoltar-me, embora, infelizmente, não seja em atitudes.

Antes de julgar-me “mão de vaca”, “pão-dura”, mesquinha ou qualquer expressão ou palavras de mesmo sentido, vou-me justificar. Duas vezes por semana temos a opção de almoçar próximo ao colégio ou correr para casa, comer, ter uma indigestão e transpirar na corrida até o portão do prédio do terceiro ano, para conseguir os portões abertos. Bom, a alternativa mais escolhida por entre os alunos é a primeira, por falta de tempo não vou explicar o porquê (diga-me se é necessário?), e se gastarmos onze reais em cada refeição (esse valor foi de acordo com o meu), em um ano gastaríamos R$ 572,0 reais.

Se fossem raras as ocasiões, o preço não me importaria, mas para os fins procurados, penso que a relação custo-beneficio não está me favorecendo muito. Então, como solução e outra boa alternativa vou ao Prato Feito. Para os desentendidos, o PF (para os íntimos) é um local simples e agradável, onde a comida é farta, oferecem diversas opções e o preço do prato junto com um delicioso suco ou refrigerante é incrivelmente barato.

Não gosto destes tipos de lições, mas foi com o alto custo do meu almoço que aprendi a valorizar o nosso e grande PF!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Tempo de melhoras,mudanças

Durante essa semana, pude perceber a realidade de um pré-vestibulando. Em menos de uma semana, fico tentando imaginar o meu futuro desespero para com o vestibular. Além de preocupar-me com o número de acertos necessários para passar, tenho que decidir o curso adequado as minhas expectativas e desejos confusos. E o pior, é saber da minha falta de memória com conteúdos anteriores e de tempo para lidar com tal problema.

Bom, embora tenha muitos aspectos importantes a respeito do meu início de terceiro ano para comentar, vou escrever em poucas linhas tudo sentido e pensado por mim neste dia primeiro de Fevereiro, mas exatamente às 7h15 da manhã.

Ao iniciar a aula, o professor Vasco contou, sem muitos detalhes, a história de um aluno querido por ele. E, após alguns minutos, percebi que foi este garoto, o responsável por algumas lágrimas em minha face no final do ano de 2006.

Nem um estranho ou melhor amigo; ele representava um alguém capaz de expressar simpatia em suas conversas e curiosidade para conhecê-lo cada vez mais. Lembro-me de ter avistado-o em sua faculdade e sentido certa timidez em cumprimentá-lo, afinal havia falado com ele, em outros tempos, pelo fato dele conhecer minha prima, criancice de minha parte. Enfim, alguns meses após esse encontro a distância, soube da trágica notícia de seu falecimento.

Uma brincadeira. Foi exatamente o que pensei ao saber do acontecido e, logo após da consciência dos fatos, pus-me a chorar.

Mesmo não tendo uma grande influência na minha vida, ele tornou próxima a realidade de que podemos não ter um amanhã. Triste dizer isso, mas comovo-me ao pensar nas minhas tolices daquele dia e nas palavras não pronunciadas, ou simplesmente na possibilidade de ter sido amiga dele, que tanto simpatizava.

Costumo pôr no papel opiniões e emoções do meu cotidiano, mas a respeito desse assunto, a cada momento em que sentava para dissertar a morte de um jovem de 19 anos, a mente tornava-se inquieta ao ponto de minha escrita não acompanhar tal frustração com a ordem natural da vida, infelizmente, às vezes, não quero aceitar termos um fim algum dia. Então, por não saber como finalizar esse texto de poucas, mas “difíceis” palavras, apenas deixo um trecho de meu querido Drummond escrita na minha apostila de redação (é, agora tenho apostilas!) :

“ Ta se sentindo sozinho? Besteira, tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento".Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você. (...) Hoje é um bom dia para começar novos desafios.”
 
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