Viajar à Disney pareceu uma enorme mentira. Melhor dizendo, um eterno sonho. Durante os doze dias em Orlando, sentia-me como se estivesse dormindo, nada parecia real e, sim, uma realidade da minha imaginação.
Finalmente, o meu desejo de criança foi concretizado. Aos oito, minha mãe foi e disse que me levaria em seguida. Bem, como podem ver, ela não cumpriu, mas também não foi novamente desde a sua primeira visita. Dessa forma, resolvi realizar com minhas próprias mãos, aliás, com meus próprios investimentos. Posso dizer, com toda sinceridade, que cada centavo valeu a pena. Não importando que eu tivesse quinze anos a mais de quando imaginava-me ao lado dos personagens de desenhos animados.
Foi incrível ver os personagens de minha infância estampados no castelo da Cinderella. Os fogos de artifício aumentaram a emoção. Contive as lágrimas e fiz da chuva que corria a minha face - aliás o céu desfez-se em água durante o espetáculo Wishes nighttime spectacular - minha revelação de puro sentimentalismo.
Tudo foi perfeito. É tanto detalhe e criatividade em cada fragmento construído nos oito parques visitados que o cansaço de enfrentar longas filas e andar por treze horas - sendo grande parte em pleno sol escaldante - era amenizado e às vezes até esquecido.
Da maratona que foi a viagem, a pior parte é a do aeroporto. Não foi a vontade de ficar que me deixou triste em voltar a Fortaleza. Na verdade, foi o sofrimento por antecipação e a ansiedade de pegar quatro voos para rever minha família. Haja aperto, desconforto e dor no ouvido. A sorte é que mais uma vez a magia aconteceu e alguém atendeu os meus anseios.
O avião da Delta finalmente foi típico de um internacional no retorno, tinha duas fileiras de dois lugares nas pontas e uma de três lugares no meio. Pelo menos pude dormir sem ter que brigar pelo apoio do braço ou sentir por longas horas o cotovelo do estranho do lado batendo em mim. Sendo apenas de dois, eu me entendo só com um ao lado e, nesta ocasião, pelo menos foi o meu namorado. É só usar o charme e ganhar o apoio do cotovelo (rs). Mas, se for para atender todos os meus desejos - como a Disney menciona -, eu queria de vez o teletransporte. De verdade.
O avião da Delta finalmente foi típico de um internacional no retorno, tinha duas fileiras de dois lugares nas pontas e uma de três lugares no meio. Pelo menos pude dormir sem ter que brigar pelo apoio do braço ou sentir por longas horas o cotovelo do estranho do lado batendo em mim. Sendo apenas de dois, eu me entendo só com um ao lado e, nesta ocasião, pelo menos foi o meu namorado. É só usar o charme e ganhar o apoio do cotovelo (rs). Mas, se for para atender todos os meus desejos - como a Disney menciona -, eu queria de vez o teletransporte. De verdade.




















