sábado, 30 de abril de 2011

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As aulas de Marketing estão sendo ótimas para mostrar-me ótimas ideias de divulgação de marca, a última mencionada foi sobre os curta-metragens produzidos pela BMW com nada mais, nada menos do que Clive Owen atuando em todos os oito filmes produzidos exclusivos para a internet.

O projeto BMW films ainda contou com a presença de grandes diretores de Hollywood, como David Fincher, Ridley and Tony Scott, além de John Frankenheimer, Ang Lee, Wong Kar-Wai, Guy Ritchie, Alejandro González Iñárritu, John Woo e Joe Carnahan.

A estreia foi em 2001 com o AMBUSH (Diretor: John Frankenheimer Uma van se aproxima do motorista e obriga-o a devolver seu passageiro, que é suspeito de contrabandear diamantes).



Os outros filmes são:

PRIMEIRA TEMPORADA - 2001

CHOSEN (Diretor: Ang Lee Lenda misteriosa de um menino tibetano que precisa embarcar em um navio no porto de Nova Iorque)



THE FOLLOW (Diretor: Wong Kar-Wai Um drama onde o motorista é contratado para seguir uma mulher suspeita de trair seu marido famoso)



STAR (Diretor: Guy Ritchie O motorista conduz uma cantora famosa que sempre tem o que quer. Participação especial de Madonna)



POWDER KEG (Diretor: Alejandro Gonzalez Inarritu O motorista conduz um fotógrafo que tirou uma foto que unirá o mundo contra o governante de um país)



SEGUNDA TEMPORADA - 2002

HOSTAGE (Diretor: John Woo Uma vítiam de sequestro é trancada no porta-malas de um carro abandonado. Ligado a ela apenas por um celular, o motorista tem que encontrar o carro antes que ele desapareça no mar)



TICKER
(Diretor: Joe Carnahan O motorista resgata um mensageiro que carrega uma pasta misteriosa após uma emboscada em uma estrada deserta)



BEAT THE DEVIL (Diretor: Tony Scott O motorista leva James Brown ao encontro do diabo, para quem ele vendeu sua alma por fama e fortuna. Agora, o Sr. Brown quer renegociar seu acordo)


Para interagir

Vocês já ouviram falar de Desperados? Pois bem, é uma bebida que mistura cerveja com tequila. Não gosto de cerveja e acho que tequila desce matando garganta abaixo. Então, por que cargas d'águas resolvo falar dela aqui. Bem, simplesmente ADOREI o seu material de divulgação.

Eles criaram um vídeo que interage com o internauta. Primeiro, você precisa dizer sua idade para entrar na festa - bem típico. Depois, o ângulo de filmagem aparenta como se você realmente estivesse vivenciando aquela situação. Em alguns momentos, fotos de amigos do seu Facebook aparecem em objetos da casa e, no final de tudo, uma tatuagem com a sua foto é feita nas costas de uma mulher ou no peito de um homem.

Confira abaixo algumas cenas capturadas enquanto eu entrava na festa...

O resultado eu testei das duas formas...

...pena que minha foto era grande demais. Resultado: minha cabeça foi cortada.

Opa..testei de novo.

Quer uma tatuagem também? Pois acesse http://www.youtube.com/user/desperados

Eu quero olhar a paisagem

A falta de bom senso parece vingar em grande parte de donos de cachorros. Se não bastassem os buracos, as pedras bambas e os carros que dominam o espaço do pedestre, outros transtornos teimam em aparecer e atrapalhar a caminhada. Não se pode mais andar sem olhar para baixo, senão qualquer um pode correr o risco de carregar algum presente de grego deixado na calçada.

Geralmente, o cachorro é adestrado a fazer suas necessidades apenas nos horários de passeio, para evitar sujar a casa, mas é justo não se importar com a cidade? Já vi muitos caminharem com seus bichos de estimação e não recolher o cocô, isso é ultrajante. Já não basta o lixo largado nas beiras das ruas ou jogado pela janela do automóvel? Se alguém chegasse em seu lar e o cão da visita molhasse o seu sofá com xixi você iria gostar? É o mesmo raciocínio.

Felizmente, já presenciei situações contrárias de pessoas levando o cachorro e um saco plástico na mão, para depois jogar os dejetos no lixeiro. Eu só queria que esses casos não fossem específicos e, sim, uma realidade geral.

http://deifiore.com/

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Fazendo turismo

No fim de semana passado, fiz-me de guia, junto ao meu namorado, e acompanhei o amigo dele (o turista) por dois pontos de Fortaleza. Como ele iria passa menos de um dia, resolvemos começar a tarde com a vista do clube Iate. Vocês já tiveram a oportunidade de entrarem lá? É LINDÍSSIMA a paisagem e super agradável ficar na piscina olhando para o mar (quando eu for lá de novo, eu bato uma foto e mostro).

Depois de algumas fotos, fomos em direção ao Beach Park. Visto que quase toda a Praia do Futuro está imprópria para o banho, só restou a bela e cara praia do Beach Park para curtirmos. Como ficou tarde de ir ao mar na sexta, aproveitei essa segunda ida no mesmo feriado e dei, finalmente, os meus sete pulos no mar, afinal, NUNCA É TARDE!

↑ A água do mar estava uma delícia - nem muito quente ou fria -, a música estava agradável e também não foi tão difícil encontrar uma mesa livre, o que às vezes é um milagre.

↓ Preciso comentar? Não é de hoje que turistas e cearenses reclamam do preço estampado no cardápio e na nota fiscal. Acarajé por R$11,00 e quatro caranguejos por R$28,00 é algo mais insano do que ter a vontade de descer no brinquedo de 41 metros no Acqua Park. A conta deu R$52,00 (ou R$50,00, não lembro) e simplesmente só pedimos esses caranguejos temperados - que por sinal pareciam filhotes -, dois refrigerantes e uma água de coco. Comemos praticamente nada, tem que concordar comigo. Só penso que, com esse dinheiro, poderíamos ter jantado muito bem no meu querido Mercado Japonês ou em outro restaurante.

↓ Quanto ao serviço, mesmo o pedido tendo vindo rápido, houve momentos em que me senti invisível. Demorou muito para aparecer alguém em nossa mesa, tanto para trazer o cardápio, como para chamarmos em outros situações.

De uma praia a outra

Resolvemos sair da areia do Beach Park para o calçadão da Beira Mar. FOI ÓTIMO. Aproveitei o momento de turismo e conheci também o Espigão. Nunca tinha ido e achei maravilhoso podermos caminhar até as pedras, que se encontram ao final da ponte, e poder ficar um pouco mais próxima do mar.

Depois de caminharmos até o aterro, onde acontece os tão comentados Réveillons de Fortaleza, fomos em direção ao Jardim Japonês, inaugurado no dia 11 de abril. O local estava LOTADO. Poucos estavam apenas parados, apreciando o barulho da água que desce em vários pontos do jardim ou o lago sem peixes. A maioria estavam lá para fotografar e, nem se quisessem, podiam fazer outra coisa. Não se podia ouvir os pensamentos de tão barulhento e também não se podia saber absolutamente informação nenhuma sobre a imigração japonesa, já que não havia NENHUMA placa com um texto explicando a razão de sua construção ou sobre cada planta escolhida para compor a paisagem.

Mesmo mostrando o lado ruim dos locais visitados, adorei o dia. Nos fins de semanas acabo esquecendo de explorar minha cidade. Às vezes só conhecemos um lugar novo quando motivados por pessoas que vieram de fora. Quando viajamos, estamos mais abertos para desfrutar de cada ponto da região visitada, mas, em nossa casa, acomodamos-nos. Eu falo isso por mim, alguns momentos não consigo fugir da regra, por mais que eu queira.

Finalmente o fim

Não cheguei a terminar o primeiro dos sete livros de J. K. Rowling, porém não pude deixar de conferir toda a série de Harry Potter no cinema. Sim, acompanhei todo o crescimento dos atores Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson na pele dos bruxos que adoram enfrentar um desafio e salvar Hogwarts no final de cada filme.

A cada versão da obra em longa-metragem empolgava-me mais e ficava curiosa por um novo lançamento. ODEIO filmes que tem duas partes e com Harry Potter não é diferente. Como não li o livro, estou ansiosa para saber como termina, então resta eu esperar até 15 de julho. Já estou pensando em alugar os últimos da saga antes de assistir Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 ou contentar-me apenas com o trailer... quer ver também!? http://youtu.be/GvsDWqXkR4c

Confira também o trailer com as duas parte do filme:

quarta-feira, 27 de abril de 2011

De volta ao divã

Todas as coincidências acontecem com ela. Se não bastasse os dilemas passados durante o divórcio, a personagem Mercedes já enfrentou o dilema de ser a amante e, para piorar, descobriu que ele é marido de uma grande fã sua, além de ser pai da namorada do filho caçula.

Ela achou que não precisava mais ir ao psicólogo, mas diante de tantos conflitos rendeu-se ao Divã novamente. Entre gargalhadas, dúvidas, ironias e bom humor, ela tenta levar aproveitar a vida mesmo beirando os 50. Não se intimida em sair com homens mais novos ou até tentar se aventurar na pista de dança ou amassos no carro, Mercedes esquece a idade e vive, aliás vive muito.

Lília Cabral traz uma leveza à série, chega a remetermo-nos dúvida quanto a quem deveríamos apoiar: ela, a amante apaixonada e que quer viver um romance novamente, ou a esposa (Patrícia Pillar), que acredita estar em uma relação concreta e sem problemas.

No episódio de ontem, abordou a relação com diferença de idades. Para ela não tem problema arranjar alguém mais novo, porém para o seu filho a história é diferente. É a eterna discussão de que os pais seguem o lema "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço".

Depois do filme, lançado em 2009, pensava que nunca iria rir tanto com Lília Cabral novamente. Felizmente, ela me surpreende e faz-me admirá-la cada dia mais. Gosto tanto dela que, quando a vejo na televisão, sinto-me íntima e tento compreendê-la em seus atos, como uma amiga faz. Ainda bem que tenho a continuação do longa-metragem em todas as noites terças-feiras. Já estou louca pelos próximos capítulos da série.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Dia INSANO

Os dias úteis da semana passada foram curtos, mas suficientes para desgastar-me e sentir a quarta-feira como se fosse uma sexta-feira sem igual. Estava com sono e cansada no ônibus, tendo que suportar o trânsito caótico e aparentemente um pouco mais louco naquele dia até que uma SURPRESA MARAVILHOSA apareceu.

Uma das minhas milhares de participações de promoções renderam frutos e, dessa vez, dos bons. A assessora do Via Sul ligou para o meu celular dizendo que eu havia sido uma das 50 ganhadoras de um par de cortesias para o Beach Park. Faltaram as palavras, porém o sorriso foi esboçado. A primeira reação foi agradecer e a segunda foi ligar para o meu namorado e futuro acompanhante de diversão.

Faça sol ou chuva

Sexta-feira chegou, os olhos abriram e depararam-se com o céu iluminado pedido a Deus na noite anterior. O presente, porém, foi efêmero e com um gosto de implicância. Em intervalos de 10min, o asfalto molhava e evaporava. Não sabia se devia desistir ou persistir no compromisso de curtir os brinquedos do Acqua Park. Resolvi arriscar.

Coloquei o biquíni e o protetor solar, arrumei a bolsa e fiquei na espera pela companhia. Dentro do previsto, 10h30 estava em frente a querida e mais fotografada foca com a bola no nariz do Ceará. A fila estava ENORME, para variar, entretanto, o ingresso já estava garantido e a vontade de aproveitar o dia radicalmente já circulava nas veias.

Tá parado por quê?


Fila para comprar ingresso, entrar no parque, alugar um armário, colocar créditos no cartão de consumo, comer, descer no brinquedo, ir ao banheiro... Nossa! Das seis horas disponibilizadas para a diversão, mais da metade é dedicada para ficar enfileirado.

Turistas ou não, todos reclamavam pelo absurdo de filas. O pior é ser refém de cartão de consumo. Muito melhor seria ter ainda a opção de pagar em dinheiro ou cartão, ao invés de nos tornamos obrigado de colocar uma fortuna no bendito cartão fornecido pelo Beach Park com medo de na hora de pagar faltar alguns centavos e você ter que voltar para a quilométrica fila.

O pior é que não se tem ideia de quanto vai gastar. Um sanduíche menor do que o Big Mac (atualmente por R$6,00) custa R$14,50. UM ROUBO! O mais barato no cardápio era um cachorro-quente nada especial por R$8,50 e uma garrafa média de água por R$3,50, porque o refrigerante pequeno é R$4,50.

Você quer promoções? Pois bem, eles estampam cartaz com ofertas de lanches que daria mais para ser uma piada. Um chopp custa R$7,60 e um copo de café com pão de queijo é quase R$10,00.

Barriga forrada, vamos para a aventura

Desci no Atlantis, Moreia Negra e Ramubrinká, passei pela Correnteza Encantada e cheguei nas esfinges, até ser convencida de que tinha de comer alguma coisa. Depois de inúmeras de filas e mais um sanduíche de maminha com barbecue devorado, estava pronta para relembrar o frio na barriga de novo.

Alguns tobogãs leves para reanimar o corpo e, enfim, estava na fila do Kalafrio. Ainda lembrava da primeira e última vez que me aventurei a descer de COSTAS nessa torre de 11 metros de altura com um ângulo de quase 90º. Para encurtar a história, o fato se repetiu. Lá estava eu de costas e aflita em acabar soltando as mãos por medo e caindo do brinquedo. Porém, deu tudo certo e a tensão pré-descida foi maior do que realmente o grito que eu dei.

Tudo era fichinha

Depois de descer nos brinquedos ditos mais temidos, resolvi que estava com coragem o suficiente para enfrentar o tal do INSANO. Sim, meu namorado não acreditava e, por alguns momentos, eu mesma achava que iria desistir enquanto subia os lances de escada, mas não.

Eu subi e o ar por vezes faltava, porém respirava fundo e tentava olhar o menos possível para baixo. Eu nunca pensei em me jogar de um prédio de 14 andares, pois é, foi o que fiz, desci com a coragem escapando pelo suor frio e fui tobogão abaixo. 41 metros de altura resumidos em seis segundos que pareciam uma eternidade. 3 segundos no ar que foram o suficiente para a voz quase acabar de tanta emoção.

Quando cheguei a piscina, felizmente lembrei de nadar. Subi as escadas e descobri que quase nada foi filmado, apenas o meu nado até a saída do brinquedo. Tentei repetir a dose e fazer bonito para a câmera. Quem me dera. A coragem até que eu tinha, mas já era 16h, o Insano havia fechado as suas portas e tudo que restou foram dois vídeos com depoimento antes e depois da LOUCURA do dia.

Se vou ter coragem em uma outra oportunidade? Bem, melhor não garantir nada. Talvez a dose de insanidade apareça uma outra vez.






segunda-feira, 25 de abril de 2011

O aborto é a resposta?

Qual o motivo de diariamente aparecerem em jornal e televisão diferentes casos de mortes, assaltos, corrupção e agressões na escola? Por que os índices de criminalidade aumentam e a cada dia conhecemos mais uma pessoa que foi assaltada na rua, no carro ou em casa? Não há afirmações ou grandes certezas para entender a causa. Põe-se a culpa na pobreza, todavia talvez seja pobreza de espírito e não de dinheiro o real responsável, ou então não existiriam políticos com dinheiro nas calças, jovens de classe média queimando pessoas e mulheres batendo em seus filhos.

O código penal brasileiro prevê de um até dez anos de prisão para quem comete o aborto, tanto para o médico como para a gestante que consentiu com essa ação. Esse ato só é permitido quando a futura mãe corre risco de morte ou se a gravidez foi em decorrência de estupro. Assim como no Brasil, outros 67 países proíbem a prática do aborto ou abrem exceções limitadas. Diante do exposto e de trabalhos acadêmicos estrangeiros põe-se uma questão: será a permissão do aborto a resposta para a redução de assassinatos e roubos? Segundo Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2010, publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 1997 a 2007 aumentou em 32% o número de crimes contra a vida. Será que legalizar o aborto inverteria o crescimento da taxa de homicídios?

O economista Steven Levitt alegou que teria sido o aborto a causa maior da redução da criminalidade, nos anos 90, nos Estados Unidos e, não, o impulso na economia norte-americana, como afirmaram especialistas que, segundo Levitt, estavam sendo tendenciosos a interesses políticos com essa afirmação. Sim, ele consente que o favorecimento da carteira da população estimula a diminuição de crimes ligados diretamente a questões financeiras (assalto a residência e pessoas e roubo de carros), mas indaga quanto aos homicídios, agressões e estupros.

Bem, a questão foi pertinente, porém talvez ele esteja errado ao ligar o gráfico decrescente de crimes ao aumento de abortos. Isso é bem maior do que querer ter um filho ou de viver em um ambiente inóspito, talvez a criminalidade esteja ligada diretamente a educação e isso independe da conta bancária. Afinal, o que seria no caso de Suzane Von Richthofen, Alexandre Nardoni e Anna Jatobá? Eles nasceram em ambiente hostil? Não foram crianças desejadas? Sentiram fome e frio? E no episódio mais recente no Rio de Janeiro? Wellington Menezes, de 23 anos, tinha família, casa, comida, estudo e nada disso o impediu de atirar e matar 12 crianças e ferir outras 12 na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no dia 7 de abril. Um caso de bullying na infância o motivou a cometer esse atentado a seu antigo colégio, porém quantos meninos e meninas não sofreram a mesma situação de chacotas, apelidos vergonhosos, brincadeiras de mau gosto e seguem a vida com essas lembranças tristes, entretanto, sem nenhum desejo mórbido de matar alguém?

Sofrer realmente provoca a vontade de querer fazer justiça com as próprias mãos, porém isso não é o suficiente para ultrapassar os limites da lei, cabe aos pais, às escolas e o Poder Público encarregarem-se de orientar e podar os instintos animais de vingança intrínsecos ao ser humano, para que vivamos em sociedade e, não, em uma selva.

Retomando a questão do aborto, será que funcionaria no Brasil? Levitt disse que, nos EUA, a decisão pró-aborto começou a ser aceita quando Norma McCorvey, de 21 anos, decidiu que não queria ter o seu terceiro filho e ganhou o direito de retirar o feto, apesar de já ser tarde demais quando a decisão do tribunal foi tomada. Ela já havia tido duas gestações e entregue os dois bebês para adoção. McCorvevy era pobre, alcoólatra, usuária de drogas e não desejava ter filhos.

Se apenas mulheres que não tem condições financeiras, não se sentem preparadas para educar/cuidar ou não querem ter filhos procurassem fazer um aborto, o raciocínio de reduzir a criminalidade seria lógico, entretanto, diante do assistencialismo, do auxílio de mais uma mão de obra em casa e de questões religiosas, essa questão pode ser falha na realidade brasileira. Não é de se esperar que geralmente jovens de classe média busquem o aborto por medo da repressão dos pais ou de perder uma futura carreira no mercado de trabalho.

Legalizar poderia apenas diminuir as mortes e os acidentes em consequência dos quase um milhão de abortos que são feitos no Brasil em locais escondidos, mesas de açougue ou casas impróprias para esse método cirúrgico. Ou, de maneira irônica, diminuiria apenas a porcentagem de crimes representada pela antiga taxa de aborto.

É preciso pensar além do desejo de procriar para dar continuidade à família ou de querer exibir os filhos aos amigos. Gravidez remete a gastos e cuidados, então é preciso ter uma estrutura mínima antes de querer pôr mais um bebê no mundo. Primeiramente, deve investir-se mais nas propagandas e materiais de divulgação de métodos anticonceptivos – como pílulas e adesivos anticoncepcionais, além da camisinha – bem como em palestras e aulas de educação sexual. É importante também explicar outros mecanismos que evitam a gravidez indesejada, como o Dispositivo Intra Uterino (DIU) e a laqueadura de trompas.

Porém, mesmo com todas as precauções ou por situações outras ocorrer a gravidez, o aborto não é a solução, afinal, há tantos interessados em adotar, chega a ser seis vezes maior do que as crianças e os adolescentes disponíveis. Segundo o último levantamento do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) – ferramenta criada e mantida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - o número de pretendentes atualmente chega a 26.694, já o de jovens aptos a serem adotados a 4.427. Então, que a orientação de hábitos coerentes com a situação financeira seja o responsável pela redução da taxa de crimes e, não, uma desenfreada ação de abortos. Afinal, quando a morte de um ser que ainda nem nasceu ou sabe o que será da vida pode representar mais um número para elevar o gráfico da criminalidade.

• Texto produzido para a disciplina Ciência da Informação •

O coelho veio pessoalmente

Não ganhei ovo da páscoa, mas a casa recebeu dois coelhos para rechear meu dia de doçura. Eles já foram devorados, principalmente o segundo, porém as fotos ficaram e não custa nada dividir a fofura do presente.

sábado, 23 de abril de 2011

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Nossa, queimei MUITO minha língua, mas dessa vez no sentido figurado. Provei há anos e, atualmente, guardava em mente um gosto ruim do Ferrero Rocher. Vivia dizendo que odiava esse chocolate e que não fazia ideia de como as pessoas gostavam disso, até que resolvi confirmar hoje se ele era realmente como havia registrado na lembrança. Enganei-me TOTALMENTE. Talvez na época o meu paladar não era acostumado com avelã, não sei, só lembrava que a minha reação com Ferrero Rocher havia sido a mesma que a minha deste ano ao experimentar suco de Cupuaçu...ARGH! Fora isso, só o Big Mac, que aprendi a gostar também este ano.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Para acabar as questões

Particularmente, não tenho problema com nenhuma rádio, apenas quando elas exageram no teor das músicas de forró de baixo calão, então não consigo ficar muito tempo nessa estação. Porém, a seleção de músicas agradáveis ao meu ouvido geralmente se encontra na FM 105.7. Há desde uma relação de baladas antigas até canções nacionais e estrangeiras atuais, claro que o que será tocado depende do programa e da hora.

Sempre que resolvo colocar nessa FM, ficam brincando afirmando que é rádio de velho, entretanto, tem outros quesitos que, em uma conversa, geraram uma questão sobre o que é mais velho: gostar de surpresa de uva, de Ferrero Rocher ou da FM105.7? Diante da dúvida, resolvi levantar uma enquete (ao lado).

Tem coisa mais chata do que descobri que o docinho bonito e aparentemente apetitoso tem uma uva inteira dentro? É desanimador, quase igual a encontrar frutas cristalizadas em bolo de chocolate. Toda pessoa mais velha diz que ADORA surpresa de uva, então por que esses doces são os que sempre restam na mesa? Ninguém pega, nem os seus admiradores. Dizem que são os preferidos, mas não comem nem a ponta deles. É muito engraçado isso.

E o Ferrero Rocher? Poucos são os que dizem "Aí, estou desejando um Ferrero Rocher". Você já ouviu alguém mais novo dizer isso? Pois bem, eu aposto mais na surpresa de uva, depois no Ferrero Rocher, afinal, qual o problema da FM105.7? Se fosse realmente muito velha e nenhum jovem gostasse, o GLEE não seria sucesso. Já pensaram nisso? Pois votem e exponham suas opiniões!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Graças a uma promoção

Acho que desde os meus doze anos tinha uma aversão declarada contra o Big Mac. Só em oferecerem uma mordida, lembrava-me do caso em que decidi gastar parte de minha fortuna no número um e acabei a noite totalmente ENJOADA.

Por não querer correr o risco de gastar em algo incerto, nunca voltei mais a comprar o tal do preferido do McDonald's. Até dedicaram um dia só para arrecadar doações com as suas vendas. Pois bem, nunca ganharam nada de mim, até chegar o início deste mês.

O meu número da vez (Cheddar) saiu dos sanduíches mais baratos e entrou o Big Mac a R$6,00. Chegou o momento de tirar ou provar o trauma, foi aí que resolvi apostar no número completo, com direito adicional de batata frita e refrigerante para o tamanho grande.

Meu único pedido foi: tirar o picles. ODEIO PICLES. Foi então que me disseram que no molho especial tinha picles. PRONTO! - pensei. DESCOBRI O SEGREDO DO MOLHO ESPECIAL. Será que é só isso? Provavelmente não. Eles não iriam entregar de bandeja assim a qualquer um. Pois bem, pedi mesmo assim sem a tal das duas fatias de picles e dei a primeira mordida.

Confesso, não me arrependi. Digo até que estou desejando agora, toda vez que vejo a propaganda na rua, parar em um McDonald's e pedir um Big Mac. É muito gostoso. O jeito é aproveitar enquanto o número todo é R$12,00 e matar meu vício agora.

Atenção MULHERES

Minha pesquisa está com os dias contados para terminar e estou precisando da ajuda de vocês, caras leitoras, para me ajudar no questionário qualitativo sobre telenovela. A primeira fase foi meramente bibliográfica, já a segunda etapa demanda um pouco mais de trabalho e de comparar respostas e é aí que vocês entram.

Nada contra os homens, até porque acredito que eles também reservam um tempo para assistir uma novela, acontece que a equipe teve de restringir o público alvo, então ficamos com as mulheres, que tem mais paciência de responder perguntas e admitem mais fácil que, pelo menos de vez em quando, assistem telenovela.

São ao todo nove perguntas para compor o meu trabalho. Tudo que peço é que vocês respondam via comentário desta postagem e, não se preocupem, não irei publicar as respostas. Tudo aqui é em prol da pesquisa. Agradeço desde já e, se possível, divulguem este post para que mais gente possa responder e dar mais credibilidade ao projeto.
  1. Você tem o costume de assistir novela das oito?
  2. O que faz você querer assistir uma novela?
  3. Você já se viu adotando algum jargão ou estilo de roupa mostrado em novela? Pode citar algum?
  4. Qual novela você mais aderiu ao seu estilo de vida, seja em moda ou no jeito de falar?
  5. Você já assistiu alguma novela que retratou uma situação em que você vive ou já viveu? Qual novela e situação?
  6. Você se sente incomodado quando alguém lhe interrompe no momento em que você está assistindo sua telenovela? Por quê?
  7. Você já comprou algum produto vinculado a novela, como CD ou objetos com a marca dela?
  8. Você está vendo Insensato Coração?
  9. Tem alguma moda (moda ou gíria) nessa novela que você acha que vai engrenar ou já está sendo aderida pelos telespectadores? Qual?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Nada de sedentarismo

O percurso diferenciava em três cores entre homens e mulheres reunidos em pleno Marina Park. Elite, profissionais, amadores e aqueles que apenas queriam se divertir, todos juntam faziam o som da marcha que ecoava em som alto nos primeiros minutos da 9ª Meia Maratona de Fortaleza.

Quando a rua se alargava um pouco mais, o passo aumentava dependendo do porte físico ou do controle de ritmo dos corredores. Alguns corriam pelo prêmio, pelo troféu, pela saúde, outros usaram o momento como forma de protesto. Um participante, de maneira silenciosa, mas eficaz, mostrou seu pedido de paz nas escolas (foto). Trouxe os dizeres em um papel e na camisa. Quem não viu, soube de sua presença ao ser anunciado o seu desejo ao microfone.

O fato de começar quase às 7h dava a impressão de um sol mais fraco e saudável. NADA DISSO. Ele não perdoo crianças, adultos, jovens, velhos ou cadeirantes. Todos suavam e deixavam-se um pouco abater pelo calor que não precisava ser reclamado. Ele era nítido na camisa de todos. Suor e água derramada no corpo mesclavam-se numa demonstração de cansaço e garra para terminar a prova no tempo máximo.

Uns davam o último suspiro e aguentavam manter ao menos o trote lento, outros - como eu - não resistiram e se deixaram controlar pelos limites do corpo, fazendo pelo menos a leve caminhada para não parar por completo.

Na verdade, no final das contas, não foi nenhum sacrifício, afinal não é sempre que podemos andar tendo a vista da praia da Leste-Oeste. Não sentia o mau cheiro, apenas desfrutava da beleza e calmaria do mar. Houve quem conversasse ou entrasse na onda dos gritos de guerra dos soldados e bombeiros que faziam a prova. Os buracos da Luizianne também fizeram-se presentes na corrida. Lógico, como poderia ser comemoração de aniversário de Fortaleza sem buraco? IMPOSSÍVEL.

Fofocas da corrida

Felizmente, consegui uma assessora temporária para dar assistência ao meu blog enquanto tentava terminar os 5km. Não é que eu consegui?! Minha cunhada fez a cobertura completa da corrida, bateu foto do primeiro colocado dos 5km e dos 10km, que por sinal desmaiou ao completar o percusso (foto), além de contar várias novidades. Por exemplo, dez minutos após a largada de todas as categorias ainda havia inscritos querendo começar a prova. Depois de um grito para todos afastarem, perceberam que não tinha NENHUM JEITO para eles ainda participarem já que o 1º dos 5km chegou em 18min depois corrida.

Um exemplo de superação aconteceu na categoria dos cadeirantes. O último a largar - por dificuldades de colocar o chip (eu acho) - foi o primeiro a chegar. O que todos imaginavam ser impossível, ele mostrou capacidade.

Cheio de personagens


Alguns vestiam, como eu, a camisa da corrida, outros das suas equipes de maratona e, certos casos inusitados, faziam do evento o seu momento de usar uma fantasia e ser mais uma atração do dia. Uma liga de super heróis estava reunida na Meia Maratona, nada de Mulher Maravilha ou Super Homem, quem marcou a presença foi o Homem-Aranha, o Chapolin e o Zorro.


No ano passado, em pleno Iguatemi, vi apenas a fotografia do momento em que minha mãe flagrou o Zorro correndo. Desta vez, não só o vi, como tirei uma foto com ele - em um breve momento de tietagem/jornalista.

No espaço de tempo entre o flash da câmera e a próxima pessoa que queria falar com ele, descobri que ele corre há três anos e há um ano veste o traje preto do Zorro. Nada de cavalo, o corredor usa a fantasia e não a abandona nem quando o sol está escaldante. Ele, que acabou de chegar de uma corrida no Chile, só aguenta o calor por usar uma vestimenta térmica e uma meia de compressão embaixo da roupa. Além disso, ele não brinca com a saúde. Quando sente o corpo mais cansado, ele diminui o ritmo e caminha até recuperar o fôlego. O Zorro também pode ser encontrado sob outras máscaras. "Se você encontrar um Papai Noel correndo, pode apostar que sou eu", brinca.

Em menos de 1h

Quando soube que iria participar, comecei a retomar os meus dias de caminhadas. Foram apenas dois fins de semana, mas não desanimei e tentei fazer o percurso no mesmo tempo que me programei na corrida do Iguatemi: 1 hora. Bom, vários quesitos apareceram para atrapalhar qualquer bom desenvolvimento de prova.

1º A prova começou às 6h30 e já às 5h40 saia de casa apressada com um pão recheado com queijo em uma mão e uma bolsa LOTADA de coisas na outra, com medo de perder a carona e a hora da corrida.

2º Demoraram horrores na largada. Iludiam dizendo que faltava apenas dois minutos para começar, quando demoraram bem mais. Dava uma agonia ficar em pé por muito tempo em meio ao calor e o aglutinado de pessoas ansiosas para correr.

3º Cadê a ÁGUA? Eu só estava faltando morrer de sede e não avistava nenhum posto de água. Fui muito mal acostumada no Iguatemi, só pode, pois lá dava 1km e já via um isopor com água. Na 9ª Meia Maratona, tinha apenas UM posto e somente de um lado da via. Tive de acenar para ver se alguém saciava minha sede e diminuía o meu calor.

4º Com a escassez de líquido e o calor minha pressão caiu. PRONTO. Diante disso, tive de diminuir o ritmo completamente. Cheguei a parar por alguns minutos e sentar no gelo baiano, para ver se recuperava o fôlego e fazer voltar normalmente a circulação sanguínea.

Pois bem, mesmo com TUDO isso: parada, pressão baixa, calor e falta d'água, eu terminei a corrida em menos de 1 hora. Por favor, reconheça o meu mérito, afinal, a foto abaixo não tem como negar, foram 52min28seg marcados no cronômetro. Depois de ontem, estou com algumas dores nas pernas e nas costas. Fico imaginando como seria se eu fosse sedentária...

Há dez minutos...


O motivo pela manifestação? Ninguém sabe. Eles simplesmente se reúnem, atrapalham o movimento do trânsito e nem explicam o motivo da reivindicação. A faixa mal se consegue ler e palavras em vão são mencionadas ao microfone. Só querem que sejam apoiados, porém não são organizados e ainda promovem o caos. Cada um que aparece. Se querem reclamar sobre alguma coisa, que façam bem feito!

sábado, 16 de abril de 2011

No meio das roupas

Mesmo sendo o segundo dia do Bazar La Boutique tive a esperança de encontrar ainda alguma promoção boa, barata e que não tivesse algum dano gerado pela loucura das mulheres em meio a quase 70% de desconto.

Como fui às 20h, fui bem objetiva em cada loja e tentei garimpar entre as roupas jogadas e mal colocadas nos varais um vestido que não fosse tomara-que-caia. Depois de duas fileiras, finalmente encontrei. Love Rio chamou minha atenção pelas estampas. Não lembrava de ter visto essa loja em Fortaleza, mas resolvi aventurar-me na loucura das cores no chão e encontrar algo que me agradace. E não foi que consegui?! UM ACHADO. Vestido verde, estampado, curto e não tomara-que-caia. QUE MAIS? Foi menos de R$80,00 e eu fiquei apaixonada. Já usei e fiz uma combinação com um bolero branco, por dica de minha mãe super moderna.

21h no relógio e as lojas começaram a se fechar. Como não iria voltar no dia seguinte, não fiz cerimônia e ainda dei trabalho para Lolla. Bati o olho em um short liberty e lembrei das postagens sobre moda que li hoje. Além de resolver ter uma peça floral no meu guarda-roupa, achei super lindo o modelo, então não resisti e comprei também. Pronto, minha ansiedade por compras já tá bom de acabar, né? CHEGA DE TENTAÇÕES!!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

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Olha que interessante o vídeo que o Google fez e expôs hoje na sua página em homenagem ao 122º aniversário de Charlie Chaplin.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Na estreia do DFB 2011

O Dragão Fashion Brasil permite que a personalidade seja exposta na roupa e nos acessórios. Nada de medo de olho torto ou pensar no calor de Fortaleza, o evento permitiu o uso de meias calça (das rendadas as de cores neon) e composições que vão do excêntrico ao estilo básico de calça jeans com blusa.

Devido ao contratempo, não pude aproveitar os desfiles, então explorei o estandes e a decoração do saguão, feito pela cenógrafa Juliana Campelo e pela artista plástica Joanna Salles.

O meu espaço favorito foi o varal de mensagens. Fiquei vendo as respostas e fotografando as mais interessantes e também aquelas que tentavam bajular o DFB 2011. Até resolvi dar minha contribuição e dizer "o que é criatividade?". Enquanto isso, uma atitude descarada e sem nenhum pudor acontecia diante de todos: pessoas, na maioria mulheres, carregavam os lápis rosas disponíveis para serem usados nos bilhetes que seriam pendurados no varal. ABSURDO!

Enfim, passado essa fase "CARA DE PAU" fui averiguar os artigos de decoração. No quesito espaço preferido a dúvida se perpetua: o louge do setor no qual se encontrava os estandes de artesanato era tentador para um bom descanso dos pés. Entretanto, os puffs eu não resisti três vezes. A cada volta que eu fazia para clicar looks e estandes, eu sentava e deliciava-me naquele conforto sem medida.

Nos detalhes, gostei de dois artigos: as "bahianas" feitas com porta-ovos de papelão e o "Simpatias, mitos, cultura", com réplicas de Santo Antonio peduradas de cabeça para baixo em meio a corações. ADOREI!


Vamos às compras

A Kza do Dragão desenvolveu produtos voltados apenas para a comercialização durante o evento. Particularmente, gostei muito das bolsas carteira, mas o preço não compensou. Com o mesmo material e tamanho pequeno, uma bolsa no DFB 2011 estava por R$26,00 (a maior estava R$56,00). Se eu não tivesse vasculhado apenas nas lojas em shopping acreditaria que isso era um bom preço, porém na Feirinha da Beira Mar, o mesmo modelo, estava por R$12,00. Achei-me em pleno assalto, para exagerar a ocasião.

Tendo-me como convencida de que tudo no DFB estava caro e querendo explorar o público convidado, decidi não gastar nada, até que eu vi a seção de artesanato. Sempre quis comprar aquelas flores em crochê, entretanto, nunca tinha visto uma bonita na cor e no tamanho e que ainda tivesse um bom preço. Então, comprei uma da cor branca para o nude, estou louca para estrear.

Sem desfile para ir, então cadê a diversão?

No mesmo lugar onde tinha o louge e o artesanato várias outras opções de entretenimento apareceram. Primeiro, o estande da Santa Tatuagem dava uma tatuagem para foto mais criativa. Eu que adoro participar, neguei. ACREDITA? A tatuagem era intransferível e eu que AMO agulha, para não dizer o contrário, preferi só bater uma foto na minha câmera mesmo, sem participar da promoção.

Próxima parada: Chilli Beans. Dessa vez eu não brinquei, preferi só ficar no público mesmo e tentar saber a resposta do "E se colocar pimenta?". Fui embora sem saber.

Convite na mão

Recebi o convite do desfile do Ivanildo Nunes, que aconteceria às 20h30. O horário era o mesmo de ir embora, mas resolvi que não custava nada ir um pouco mais tarde. Engano meu. O atraso para variar perpetuou e fez com que acabasse as chances de assistir ao desfile. Então, paciência, nada de fotografias de roupas no Palavras ou Máscaras.

Veja mais da decoração...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Diante do lançamento, um contratempo

Bem, com antecedência, eu fiz o meu cadastro de imprensa no site do Dragão Fashion Brasil 2011 e, logo depois, recebi um e-mail afirmando que o processo havia sido feito com sucesso. Após um mês, a página impediu que fossem feitos mais cadastros e avisava que os blogs credenciados deveriam ir ao lounge do evento pegar o seu crachá.

Pois então, ontem eu peguei um táxi e tentei chegar o mais cedo possível para ter tempo de assistir o máximo de desfiles possíveis, mas eis que um desentendimento reinou. Quando cheguei para pegar minha credencial, descobri que meu nome não estava na lista. Simplesmente eles disseram que o cadastro pelo site estava defasado e eu deveria ter mandado os meus dados para o e-mail de um dos assessores.

O que fazer? Fiquei com ódio, sim, como pode eu ter ligado para confirmar se o procedimento que eu fiz estaria correto e nem ao menos, por telefone, a funcionária perguntar por qual processo eu realizei o cadastro? Ou ter me avisado? Disseram-me que estava tudo certo. Marquei minha presença, levei o comprovante impresso e, mesmo assim, não consegui meu crachá. Afirmaram que a cota de imprensa estava no limite. Achei um desrespeito, falta de organização e consideração.

Enfim, como não sou de fazer escândalo, respirei fundo e fiz a cobertura ao menos do saguão que, por sinal, está com alguns artigos de decoração muito criativos e o material usado, então, rendeu muitas fotos. Logo coloco todos os detalhes.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Raiz escura

Não sei quantas mulheres nascem loiras, mas, naturalmente da caixa de pintura, com certeza, deve haver mais do que morenas. Por onde passo vejo mechas, californianas, luzes e variações do amarelo estampado nos fios antes morenos, que ainda persiste na raiz das mais descuidadas com o salão.

Será que é um destino das morenas envelhecer e pintar seu cabelo de loiro? Temos que ter uma fase com cada cor, para saber se realmente há uma diferença de tratamento e personalidade com base na tintura das madeixas? O que há no loiro que atrai? Adoro ser morena, porém fico me perguntando se tem alguma diferença quando a pessoa muda a sua natureza? Os olhares mudam? Certamente não vai ser agora que eu vou descobrir, não quero ficar refém de salão tão cedo. Pelo menos eu sei que ser morena ainda tem o seu charme, afinal, muitas também já mudaram de lado e resolveram sentir como é ter uma raiz mais escura.

domingo, 10 de abril de 2011

A tal da Gaga

Gosto muito da músicas da Lady Gaga. A melodia anima o corpo e faz-lo querer movimentar-se. No mínimo, faço uma série de abdominais, quando não começo a dançar MESMO. Porém, a personalidade dela não consigo entender. Será que ela é realmente assim ou é uma fase ou truque de produtores?

Lembro-me que Avril Lavigne falava mal da Britney Spears e de toda a publicidade sobre sexualidade que rondava a estrela da época, entretanto, agora ela está loira e até fez algumas apelações em seus clipes quanto a vestimenta. Nunca pensei que a jovem vestida como skatista usaria roupas justas.

Pois bem, voltando para Gaga, agora ela deu para além de escandalizar no figurino, também modificar outro quesito na parte moda: colocou implantes no rosto e nos ombros para a divulgação do seu último álbum Born this way.

Os comentários se os implantes seriam definitivos ou não e as razões por ela relacionar o novo estilo a sua nova música foram tão ou mais comentadas quanto a acusação de possível cópia de Express yourself, escrita e produzida por Madonna e Stephen Bray em 1989, em Born This Way. O que ela fez , segundo o que eu andei lendo, trata-se de um exemplo de body modification e, no qual é colocado um objeto de plástico, metal ou silicone, com o formato escolhido pela pessoa (existem bolinhas, estrelas, pirâmides, cones, entre outros) debaixo da pele, formando um relevo. Só espero que ela tire logo.

Falando em música

Já foram dois episódios com as músicas e performances inspiradas e Gaga, porém agora não será parcial e, sim, total a dedicação do seriado Glee. A série elaborou um episódio especial de 90 minutos em homenagem à cantora. Ele será exibido nos EUA no dia 26 de abril.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

E tudo foi feito em quase 7 dias

Segundo a prefeita Luizianne Lins, não há problemas em Fortaleza e as MILHARES de obras estipuladas, como o hospital da mulher, estão bem adiantadas. Talvez ela tenha dificuldade em entender o significado da palavra, porém "adiantado" significa que a obra está em uma situação além do prazo previsto, que eu lembre o hospital foi prometido para até o fim do seu primeiro mandato.

Outro questão é ela afirmar ter sido a que fez mais obras. Pode se dizer tal coisa não tendo terminado mais da metade dos projetos? Na lista só lembro de estruturas inacabadas: PV, Jardim Japonês, Trasfor... Luizianne disse que houve falta de recursos para a "conclusão" de obras de grandes portes nos primeiros quatro anos no cargo executivo, mas quando o dinheiro entra parece uma brincadeira de mudanças de datas de entregas.

A raiva maior é ser divulgado o serviço de drenagem e o programa Tapa Buraco que, nos primeiros 40min de chuva, é levado pela água que corre na rua. Enquanto isso, depois de tremores e tsunami, o Japão começa a se reerguer em seis dias. Não é história da criação do Mundo escrito na Bíblia ou contos da carochinha. Veja a reportagem a seguir.



Nesse quesito, o Estado também não se exime de culpa. Veja o vídeo a seguir:



Se é possível fazer uma obra tão rápido, por que no Ceará, ou melhor, no Brasil tudo demora?

Mais um ponto

Caindo naquela história de se valorizar mais um poste colocado do que um cano debaixo da terra. Vi reclamações de leitores de um outro blog dizendo que falam mais mal da prefeita do que do governador, acusam essas pessoas de se encantarem apenas com projetos arquitetônicos grandiosos e não cobrar outros tipos de investimento do Cid.

Talvez não seja a obra em si o importante e, sim, o fato de que quando ele promete, nós vemos uma agilidade maior nas construções. Então, nesse quesito é melhor nem prometer nada, apenas o que pode cumprir. Pois, senão, ela pode prometer acabar com a pobreza na cidade e, no final, dizer que não teve orçamento para isso. Assim é muito fácil.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Semana fashion se aproxima

O Dragão Fashion Brasil 2011 já tem data, horário e programação definida. Nesta 12º edição, o evento traz algumas novidades, como a parceria com a Casa de Criadores, que selecionará no DFB o mais novo talento regional para apresentar suas criações nas passarelas paulistas durante a próxima edição da Casa de Criadores.

Para entrar não precisa pagar, tem que ter convite. Ao todo, são 120 mil distribuídos para o público especializado: estudantes, empresários, jornalistas, e outros agentes do setor (60 mil para de acesso ao pavilhão, 40 mil para os desfiles e 20 mil para as festas e outros eventos paralelos).

Para garantir a sua ida a esse tradicional evento fashion, você pode conseguir com a própria marca que irá desfilar. Lembrando que o convite só dará acesso ao desfile que está marcado no ingresso e não a todos, como foi em 2009 (não sei como foi na edição 2010, nessa eu não compareci).

Confira quem vai desfilar no evento:

12/04 – TERÇA FEIRA

14:00 – Abertura do Centro de Convenções

18:30 – Desfile Sala 2 – Marés – Jonathan Gurgel

19:00 – Desfile Sala 3 – Barro – João Sobarr

19:30 – Desfile Sala 1 – Fogo – Mark Greiner

20:00 – Desfile Sala 2 – Marés – Márcia Ganem

20:30 – Desfile Sala 3 – Barro – Ivanildo Nunes

21:00 – Desfile Sala 1 – Fogo – Mar Del Castro

22:00 – Festa de abertura no lounge Music in box

13/04 – QUARTA FEIRA

16:30 – Desfile Sala 3 – Barro – Bloco F SUPERIOR – Concurso dos Novos:

• Universidade NOVAFAPI (Tema: Formas e Movimentos)

• Universidade UNIPAR (Tema: Fashion Scavengers)

• CEUNSP (Tema: Marajó - Tramas Híbrido Nacional)

• Universidade Federal do Ceará (Tema: Lixúria)

18:30 – Desfile Sala 3 – Barro – Lázaro de Souza

19:00 – Desfile Sala 1 - Fogo – Conexão Solidária por Lindebergue Fernandes

19:30 – Desfile Sala 2 – Marés – Athos por Léo Macedo

20:00 – Desfile Sala 3 – Barro – Sá Maria

20:30 – Desfile Sala 1 – Fogo – Melk Zda

21:00 – Desfile sala 2 – Marés – Iury Costa

22:00 – Festa no lounge Music In box

14/04 – QUINTA FEIRA

14:30 – Abertura do Centro de Convenções

16:30 – Desfile Sala 3 – Barro – Bloco F SUPERIOR – Concurso dos Novos:

• FANOR (Tema: Areias que inspiram sonhos)

• UFMG (Tema: Impulsos Orgânicos)

• UFPI (Tema: Novas Portas para Guernica)

• Faculdade Católica do Ceará (Tema: Mulheres Cabaça)

18:30 – Desfile Sala 3 – Barro – Matias

19:00 – Desfile Sala 2 – Marés – JOIOLA

19:30 – Desfile Sala 1 – Fogo – Marcusson

20:00 – Desfile Sala 3 – Barro – SIS COUTURE

20:30 – Desfile Sala 2 – Marés – PIORSKI

21:00 – Desfile Sala 1 – Fogo – Kallil Nepomuceno

22:00 – Festa OKIE DOKIE – Batalha de iPods para Dragão Fashion Brasil no lounge Music In box

15/04 – SEXTA FEIRA

14:30 – Abertura do Centro de Convenções

18:30 – Desfile Sala 2 – Marés – Ronaldo Silvestre

19:00 – Desfile Sala 3 – Barro – Didara por Goya Lopes

19:30 – Desfile Sala 1 – Fogo – Helen Rödel

20:00 – Desfile Sala 2 – Marés – Dona Florinda

20:30 – Desfile Sala 3 – Barro – Weider Silveiro

21:00 – Desfile Sala 1 – Fogo – Walério Araújo

22:00 – Festa no lounge Music In box

16/04 – SÁBADO

14:00 – Abertura do Centro de Convenções

16:00 – Desfile Sala 1 – Fogo – Rommanel por Ana Hickmann

18:00 – Desfile sala 1 – Fogo – Riachuelo

18:30 – Desfile Sala 2 – Marés – Skyler

19:00 – Desfile Sala 3 – Barro – Alysson Aragão

19:30 – Desfile Sala 1 – Fogo – Vitorino Campos

20:00 – Desfile Sala 2 – Marés – Delfrance Ribeiro

20:30 – Desfile Sala 3 – Barro – TCHIBI

21:00 – Desfile Sala 1 – Fogo – Lino Villaventura

22:00 – Festa de encerramento no lounge Music in box

Veja a programação completa com os horários e os temas das palestras e oficinas no site do DFB 2011.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

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Para que dizer "você tem razão"? O que adianta a razão? Em uma conversa, são apresentados, de maneiras implícitas e explícitas, diferentes pontos de vistas. Ao final, não importa alguém ser dado como certo ou errado, o relevante é a troca de conhecimentos, de pensamentos.

Não devemos convencer ou impôr teorias. Ninguém pode ser dado como senhor da razão, afinal, todos têm suas dúvidas, seus defeitos, seus equívocos. Se o outro concordou com você, discordou ou mudou em parte suas antigas certezas, isso vai depender somente dele, não cabe a mim obriga-lo a pensar como eu, taxa-lo como imaturo ou "cabeça dura", pois, talvez, quem esteja enganado não seja o outro.

Quando percebemos que a discussão não vai adiante e irá alterar em nada a existência ou sabedoria alheia, então é melhor ficar calado e encerrar a conversa. Mas, se fazem questão da palavra, posso até dizer quando concordar, só não gosto de ser obrigada a mencioná-la quando eu não quiser atribuir o seu significado ao outro.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Para matar a gula

Comer pizza é muito bom - só na semana passada atendi a minha vontade por dois dias e em dois locais diferente -, porém melhor ainda é quando se está no conforto de sua casa, não tendo nenhuma restrição em apreciar aquela fatia apetitosa com a mão. Podem pensar que é um ato mal educado, mas tem comida que saborear assim faz toda a diferença, como um sanduíche do McDonald's. Não é? Ou você prefere comê-lo de garfo e faca?

Entretanto, existe um lugar em que comer com a mão não é visto com olho torto ou como atitude infantil: Vignoli. Massa fina, leve e aparentemente saudável. Um pedaço leva o outro e, quando menos se espera, a pizza foi devorada por completo. O melhor de tudo é que, dependendo da gula, a saciedade é garantida, mas sem nenhum peso na consciência. Você sabia que a sua receita não leva óleo e nem ovos?

Há quem prefira os pedaços generosos da Pizza Hut, com suas bordas grossas e queijo derretido. Pois bem, digo que nesse mercado há público e dias reservados para todos. Tem momentos em que desejo o espaço arejado, com iluminação indireta e uma massa não tão pesada à noite, como a pizza que leva o nome da casa. Porém, outros dias, não consigo resistir ao aroma da Hut que me capta e sequestra até o seu espaço.

Com questão de preço, o bolso pesa um pouco. A Pizza Hut faz mais promoções, como as terças-feiras de rodízio e as quartas-feiras e quintas-feiras de pizza em dobro. Isso permite um maior público e favorece o cliente a permitir-se conhecer outros sabores do local.

No caso da Vignoli, tirando por mim e conhecidos, os frequentadores já sabem o que quer e, na maioria dos casos, fazem sempre o mesmo pedido, para não ter erro. No meu caso, quando sou eu que decido, só como a Vignoli (Molho de tomate, mussarela, parmesão, alho crocante, majericão e gergelim), Marguerita (Molho de tomate, mussarela e manjericão) ou Portuguesa (Molho de tomate, mussarela, presunto defumado de peru, ovos, cebola e azeitona verde). Todas uma delícia, mas a minha favorita é a primeira.
Para quem tiver com preguiça de ir até aos restaurantes ou correr o risco de não achar vaga para estacionar, como é o caso do Vignoli, sempre resta a opção delivery. Ambos entregam e, para quem preferir, o Vignoli ainda dá a opção de receber a pizza pré-assada. O restaurante monta e a pessoa esquenta no forno por 5 minutos em casa, para garantir o aspecto crocante da massa.

Até que horas?

O funcionamento da Vignoli é de segunda à segunda, das 18h às 24h, e nas sextas e aos sábados até 1h da manhã. Já na Pizza Hut é das 11h30 às 23h, de domingo a quinta-feira, e nas sextas-feiras e aos sábados o fechamento se extende até meia noite.

๏̯͡๏ Pizza Vignoli

Rua Silva Jatahy, 1600
☏ (85) 3267-9450

Rua Frederico Borges, 125
☏ (85) 3267-9450

Av. Virgilio Távora, 10
☏ (85) 3267-9450

Delivery
Rua Frei Mansueto, 722
☏(85) 3267.9450

๏̯͡๏ Pizza Hut

Av. Engenheiro Santana Júnior, 2277
☏ (85) 3032-1013

Avenida Beira Mar, 2500
☏ (85) 3486-1000

Delivery
☏ (85) 3486-1000

domingo, 3 de abril de 2011

Marteladas na cabeça

Imagine a cena: você está em sua cama, encoberto pelos lençóis, dormindo o sono dos justos, enquanto o vento frio da manhã invade e refresca o seu quarto. De repente, um som frenético e contínuo, que mais parece ter sido apertado play e mantido no replay, estronda a parede do seu apartamento. Não, não é uma reunião matutina com música alta de plano de fundo e, sim, uma construção em horário irregular.

Uma reforma atrapalha diretamente quem está nos andares próximos, mas não impede que outros vizinhos também se sintam atingidos pelo incômodo inoportuno. É o barulho, a monopolização do elevador de serviço, a sujeira nas escadas, entre outros problemas que aparecem oriundos de uma mudança na estrutura e aparência do apartamento.

Então, para reduzir a inconveniência e colher apenas o bônus da pós-reforma, o ideal é saber as regras. Qualquer obra só pode ser feita de segunda a sábado. Em dias úteis, o horário é das 7h30 às 12h e das 14h às 18h. Aos sábados, é das 8h ao meio dia. Aos domingos e feriados esses serviços são vetados, pois todo mundo precisa de um descanso.

http://deifiore.com/

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Cores no cinza

Hoje o ônibus lotado, abafado e que custou a chegar no terminal para pegá-lo foi compensado por um arco-íris em meio ao céu cinzento. Dos livros de Física, das músicas da Xuxa, das histórias do pote de ouro, não sei por que me atrai. Porém, senti-me como uma criança que descobre a lua quando a mãe aponta mostrando as estrelas.

As cores formadas em arco parecem tão mágicas e longe dos atos humanos - apesar de saber que é possível fazer esse fenômeno com um jato de água de mangueira contra a luz -, que me encantam, torna-me mais ingênua no mundo por alguns instantes.

Às vezes é tão bom está longe das crueldades, dos atos perniciosos e do medo constante de se caminhar nas ruas. Por um momento estive assim, em outro lugar. Pela empolgação, quis repartilhar com a pessoa sentada ao lado, porém fiquei contida e fiz um ato egoísta. Talvez ela não entenderia e considerasse-me uma matuta. Mas eu estava apenas feliz.

Não aumentei um ponto

A mulher de pele morena e contornos volumosos esboçava tranquilidade em suas ações. Tirou a parte de cima do vestido, usado como camisola, e delicadamente ajeitou a sua roupa íntima para poder trocar de vestuário. Depois, colocou uma blusa azul, um pouco surrada e cor desbotada, comprida o bastante para disfarçar as pernas desnudas, enquanto o resto do vestido era substituído por uma calça.

Ainda era cedo, o marido continuava dormindo, mas lá estava ela em sua sessão matutina em plena avenida Dom Luís. Não havia pudor ou qualquer remuneração por tal ato. Fazia não se importar por sua atividade e tornava a calçada como um ambiente de sua casa. Talvez o banco fosse o seu trocador e a sombra da loja o quarto, afinal, o homem estava a sono solto com seu papelão e o vento frio de ameaça de chuva envolvendo o seu corpo.
 
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