Para conquistar mais os brasileiros, finalmente a montadora americana Chevrolet aposta na versão conversível do Camaro no País
Antes tarde do que nunca. A versão conversível do Camaro é oferecida
nos Estados Unidos desde o nascimento da primeira geração do modelo em
1967. Agora, em sua quinta geração e depois de quase quatro anos no
Brasil, chegou a vez do brasileiro ter a sensação de baixar a capota do
seu Camaro.
Com essa versão, o motorista percebe o mesmo desempenho do cupê somado a
sensação de liberdade promovido pelos cabelos ao vento.
A capota é semelhante a do Corvette. É de lona, revestida com espuma
acústica e tem ainda vidro traseiro térmico. Ela é totalmente rebatida e
dobra em um padrão "Z" em apenas vinte segundos. É pouco tempo, porém
quando chove parece uma eternidade. Mais ainda porque, por motivos de
segurança, há uma trava que impede o acionamento com o carro em
movimento. Ou seja, para mexer na capota é preciso estar na posição "P",
de Parking.
Números
Não adianta adjetivar. É preciso de números para comprovar o "potente"
ao lado do substantivo próprio - nada comum - que é o Camaro. O motor é o
já conhecido V8 6.2l de 406 cavalos de potência a 5900 rpm e 56,7 kgfm
de torque a 4600 rpm.
A velocidade máxima é de 250km/h e a aceleração é de 4,8 segundos. De
forma técnica, esse propulsor conta, por exemplo, com comado de válvulas
continuamente variável e sistema de desligamento dos cilindros AFM
(Active Fuel Management).
Na prática, o que o motorista sente é: com um toque no pedal, o motor
ronca querendo partir com tudo. Infelizmente, com os vários
fotossensores na estrada, foi um desperdício de tanta potência e vontade
(minha) de acelerar.
Para ajudar na condução, destaco a projeção de informações no
para-brisa. Assim, fica mais fácil ver e controlar a velocidade sem
precisar tirar os olhos da pista.
Uma curiosidade: essa tecnologia é chamada de "Heads-Up Display" e é
semelhante à tecnologia aplicada em caças supersônicos. Ela traz ainda
traz dados como a rotação do motor, o ponto ideal de troca de marcha, a
velocidade e a aceleração lateral. O condutor ainda pode configurar o
sistema para receber as instruções do sistema de navegação e da mídia
que está sendo tocada.
O câmbio é automático de seis velocidades, com possibilidade de troca
de marcha manualmente por meio do "Paddle Shift" atrás do volante.
Um destaque: em velocidades de cruzeiro, quando a velocidade está
controlada em um viagem rodoviária tranquila, o sistema de gerenciamento
do motor pode desligar parte dos cilindros, para reduzir o consumo de
combustível.
De série
É apenas um modelo único oferecido. No pacote, há a câmera de ré para
facilitar nas manobras. Realmente, muito útil, principalmente para quem
vai dirigir pela primeira vez o Camaro e não está acostumado com o seu
tamanho. Ainda tem o sistema multimídia Chevrolet MyLink, o qual traz
alto-falantes de alta definição e subwoofer de 10 polegadas, localizado
no centro do banco traseiro. Para completar, há o bluetooth e
reconhecimento de voz em português para ligações telefônicas e
navegação.
Quanto aos bancos, são esportivos e confortáveis, apesar de que quem
senta atrás não aproveitar tanto. A não ser que aqueles sentados na
frente tenham pernas curtas. Caso contrário, é bem apertado. Há ainda
para os assentos dianteiros os ajustes elétricos e o sistema de
aquecimento. No detalhe externo, tem a discreta antena "tubarão" sobre a tampa do porta-malas.
O Camaro conversível vem nas cores: branco, cinza, preto e, claro,
amarelo. O preço é de R$ 239.900. A previsão é vender 100 veículos por
ano.
O preço em São Paulo é o mesmo de Fortaleza. Na concessionária Silcar,
autorizada da Chevrolet, por exemplo, o modelo tem para pronta-entrega,
no caso o amarelo está no showroom. Para outras cores, em trinta dias
chega o pedido.