Não há certezas, apenas dúvidas. Essa é a verdade no amor. Inicialmente, não sabemos o motivo de estarmos apaixonados, apenas temos a certeza de que algo no outro nos atrai. Não estou falando exclusivamente na aparência, mas no que o interior nos transparece.
Escolhemos ou o destino nos coloca no caminho de alguém que, às vezes, nem tínhamos a noção, quando na infância, de que iríamos conhecer. O amor é puro e simples na sua essência e no desejo de querer estar diariamente decifrando o outro e aproveitando tanto o silêncio como as suas palavras ao pé do ouvido.
Assisti ao filme A verdade nua e crua (The Ugly Truth, 2009) e posso dizer que é a prova, mesmo que ficção, do que estou dizendo desde o início.Mike Chadway (Gerard Butler) acredita ter o conhecimento pleno sobre como os homens lidam com relacionamentos. Fala em seu programa da simplicidade que é atrair a atenção masculina, por meio de um exuberante corpo e, bem, é basicamente isso. Grande erro.
Pode até ser verdade que ele conheça a forma que os homens pensam ou ajam em encontros, mas quando se trata de amor, nada é controlável. Comprova-se isso porque quando ele conhece a sua produtora, Abby Richter (Katherine Heigl), fica completamente encantado. Ela é controladora e um pouco compulsiva com detalhes, características que Mike aconselhou-a mudar para que ela conseguisse conquistar o vizinho de porta. Entretanto, essa personalidade não o impediu de apaixonar-se por ela.
Tudo o que falava com fervor em seu programa, que leva o nome do filme, foram dissipados ao vento por uma paixão que surgiu sem explicação, fórmula ou senso comum. Pode ser apenas uma comédia romântica, mas acredito que não é necessária nenhuma justificativa na escolha do amor. Sentimos e ponto.





















