Um simples toque em conjunto representa mais que solidariedade, demonstra a vontade de agir por um desejo em comum, mostra que deixamos de ser individualista por um segundo para defendermos algo que só será alcançado se todos manifestarem-se. Então, esta noite, das 20h30 às 21h30, apague as luzes.
Entre os braços de Morfeu eu me entrego; sem resguardos ou pudor, rendo-me aos seus encantos; não recuo de seus devaneios e absurdos ou hesito diante da perdição do seu enlaço. Mesmo quando a noite minguar e eu sentir o seu abandono, o desejo pela fuga e a tentação de me perder novamente persistirá e o corpo permanecerá imóvel, a esperar Hipnos buscá-lo e devolver-me ao seu abraço.
No dia 19 de março, escreva em pequenos pedaços de papel todos os nomes de frutas que lembrar. Pense em algo que queira muito, mas ache difícil de alcançar. Tem que ser um desejo justo. Dobre os papeizinhos e coloque numa vasilha. Faça o pedido a São José* e tire um dos papeizinhos. Fique um ano sem comer aquela fruta. Evite até as comidas que possam levar a fruta. Evite chocolates também. Se o pedido for justo ele vai acontecer naquele ano.
*Oração para São José
Ó glorioso São José, a quem foi dado o poder de tornar possível as coisas humanamente impossíveis, vinde em nosso auxílio nas dificuldades em que nos achamos.
Tomai sob vossa proteção a causa importante que vos confiamos, para que tenha uma solução favorável.
Ó Pai muito amado, em vós depositamos toda a confiança. Que ninguém possa jamais dizer que vos invocamos em vão. Já que tudo podeis junto a Jesus e Maria, mostrai-nos que vossa bondade é igual ao vosso poder.
São José, a quem Deus confiou o cuidado da mais santa família que jamais houve, sede, nós vos pedimos, o pai e protetor da nossa, e impetrai-nos a graça de vivermos e morrermos no amor de Jesus e Maria.
São José, rogai por nós que recorremos a vós. ________________________________
Há um ano, fiz essa simpatia. Passei 365 dias sem comer banana. Bom, não tenho certeza se minhas preces foram atendidas ou se era porque tinha que dar certo, mas o pedido foi realizado. Se quiserem testar, hoje é o dia.
Fantoches convidados, exatamente como fomos tratados hoje. Em um grupo de dezesseis pessoas, achei interessante e diferente compor a platéia de um programa iniciante, engano meu. O encontro pontual era ilusão e um atraso de três horas, acompanhado de indiferença, marcaram presença. Não ganhamos nada, literalmente, nem experiência. Não estou reclamando por cachê e, sim, por um mínimo de respeito e consideração pelos espectadores, afinal, animamos o programa, batemos palma a cada minuto e representamos a provável reação de quem irá assisti-lo. Nada de água, pedidos de desculpas ou organização. A fome, o cansaço, o sono e a impaciência reinavam naquele castelo de falsas aparências.
O seu encanto estar em ser breve, sem deixar de ser completa; de utilizar poucas palavras e mesmo assim mostrar-se não ter esquecido de dizer nada; deixar mensagens subtendidas capazes de atiçar o interesse do leitor; fazer-se uso da liberdade poética, livrando-se de rimas e regras pré-determinadas, e atrair do mesmo jeito.
Embora pareça fácil estruturar uma poesia, ela está além de versos e estrofes, não são frases soltas sem motivo ou sentimento envolvido. É a beleza dita implicitamente, o recurso mais frequente em declamações, onde se encontra as mais belas frases e um dos meus casos de amor assumido.
Em plena sexta-feira 13, de novo, sinto-me abençoada. Enquanto saciava minha fome, um homem aproximou-se de mim e disse, sem motivo aparente, que Jesus me amava. Mesmo não sendo evangélica, não me incomodo quando chegam até mim pregando suas crenças, até porque houve um dia em que estava sentindo-me desanimada e mudei o meu humor ao receber na parada de ônibus um papel com um texto sobre a existência de Deus e, numa outra ocasião, um outro falando sobre Deus estar presente em todos os momentos da vida do homem.
Mesmo sendo diferente as crenças, as opiniões, as pessoas, é muito bom ouvir, inesperadamente, palavras que você sabe ter um significado positivo para quem disse. Embora pareça que eles querem conseguir mais adeptos à sua religião, eles nos fazem sentir mais queridos, realmente demonstram amar o próximo independente de quem seja, e isso muda qualquer tristeza possível do dia.
Enquanto caminhava sete quarteirões a caminho de casa, além de pedidos para qualquer santo protetor disponível no momento, aquelas frases sobre "para cada ação, uma reação" ou "como a pressa é a inimiga da perfeição" vieram a mente. Tudo isso consequência de eu ter pego um ônibus errado em plena 18h de ontem, culpa da fome e da vontade intensa de tomar um banho e jantar. Como percebe-se, cheguei bem, sã e salva, mas não aguento mais experiências envolvendo trocas de ônibus, afinal, ano passado entrei no Grande Circular 1 ao invés do 2 e fiz um longo passeio pela praia e centro, por sorte, encontrei uma menina muito simpática que me aconselhou descer no Terminal do Antônio Bezerra em vez de esperar retornar ao Terminal Papicu, mas eu acho que chega de aventuras, pelo menos por hora.
Alguém se volutaria a explicar o que aconteceu ontem de manhã? O trânsito de 8h aparentava ser o de 18h30, sem o barulho das buzinas, por incrível que pareça; a chuva torrencial fazia-me pedir um pouco do sol inclemente de Fortaleza e, diante dessa loucura a caminho da universidade, o que mais marcou o meu dia foi a cena repugnante de um homem cuspindo no chão e assuando o nariz sem utilizar nenhum papel e depois encostando nos bancos da parada de ônibus. Não estou sendo piegas ou exigindo demais, recrimino apenas a falta de educação.
Se o transporte público já é mal visto em questão de limpeza e funcionamento, imagina quando se vê alguém fazendo higiene pessoal sem preocupar-se em lavar as mãos ou não sujá-las. Estamos sujeitos a bactérias onde encostamos ou formos, mas precisa facilitar a transmissão de doenças, afinal, não é só gente jovem e saudável que frequenta transporte público e alternativo, há desde mulheres grávidas ou com crianças até idosos, e esses são os mais vulneráveis fisicamente.
Para as vítimas dessas pessoas sem bom senso, aconselho ir ao banheiro mais próximo ao descer de um transporte público e para os agentes desses atos ridículo, utilizarei uma expressão usada pelos meus amigos, que se encaixa perfeitamente aqui: Melhore, colega!
"Você pensa em mim, eu penso em você Eu tento dormir, você tenta esquecer Longe do seu ninho, meu andar caminho Deixo onde passo os meus pés no chão Sou mais um na multidão"
Os homens falam de nossas loucuras e implicâncias, da demora no banheiro, das longas horas ao telefone, da indecisão com roupas, da nossa capacidade de distinguir as cores, da sensibilidade elevada mensalmente, de nosso espírito consumista e da capacidade de tornar a mente masculina confusa e irritada, mas, no fundo, isso é irrelevante diante dos encantos femininos.
Segundo uma propaganda de cerveja, os homens desejam que os papéis sobre relacionamentos pré-estabelecidos na sociedade fossem invertidos, ou seja, deveria haver mais mulheres paquerando ou convidando os homens para sair. Bem, se fossemos exatamente como eles queriam e flertasse e pagássemos bebidas para um possível pretendente, a atração seria a mesmo? Não precisamos usar as táticas masculinas de conquista para nos mostrar iguais a eles. As mulheres são poderosas tanto no mercado de trabalho, quanto nos afazeres pessoais e num compromisso romântico, devido ao seu charme e carisma de preocupar-se com os detalhes, de importar-se com a perfeição e por fazer inúmeras atividades, sem perder o cuidado consigo. Um dia nomeado internacionalmente às mulheres foi simplesmente para lucrar-se mais com rosas e presentes, pois, na verdade, é de conhecimento geral que todos os dias são dedicados a garra feminina.
Recupero-me de uma gripe que teima em não ir embora, mesmo recorrendo à emergência durante o carnaval, ela insiste em perdurar em meu corpo.
Em seus tons de cinza, não sei se o céu solidariza-se com minhas dores ou apenas quer torna-me relapsa nos estudos, afinal, a brisa fria e a neblina me remetem ao aconchego da cama, principalmente quando já estou nela. Além de aumentar a preguiça e ser pura tentação, a chuva, ou ameaças dela, combina apenas com lençóis, abraço apertado ou cinema em casa, fora isso, tudo complica. Além do tráfego de carros piorar, há o risco de molhar-se todo - tanto pela água da chuva como pela das poças da rua - e, no caso de faculdades públicas, de chegar para aula e deparar-se somente com a presença das quatro paredes da sala.
Às vezes eu concordo com a idéia de transformar dia chuvosos em feriado. Bom, talvez seja o meu lado relaxado querendo manifestar-se ou o culpado seja o frio, por provocar esta sensação de que preciso dormir cinco minutos a mais do costumeiro para aproveitar esse tempo agradável para restabelecer-me.
Que estranha é a verdade. Ainda que seja costumeiro contemplar-se o ato de ser sincero, às vezes as pessoas ficam receosas em praticá-lo. Deseja-se falar a verdade para não magoar, causar desavenças ou desentendimentos, entretanto, menti-se pelos mesmos motivos.Tanto as mentiras como as verdades provocam reações inevitáveis e inesperadas, por isso há esse eterno conflito se realmente deve-se sempre dizer a verdade.
Quando os pais adotam uma criança, uma das suas maiores preocupações é saber quando, ou se é necessário, revelar quem são os pais biológicos. Eles ficam incertos por temerem que ela procure saber de sua origem e se afaste do lar de criação, ou sinta-se mais diferente, alheia ou menos amada por, geneticamente, não ser filha deles.
Ao pedir conselhos ou opiniões para assuntos pessoais, embora se deseje a verdade, internamente, a dúvida se gostaria de escutá-la ronda a mente. Tanto quem sugere algo e faz julgamentos sobre ações ou aparências quanto quem é aconselhado reagem de maneira dúbia com a verdade. O primeiro intimida-se pela possibilidade de diminuir a auto-estima do outro, de provocar desgostos alheio ou de gerar antipatias. Em contrapartida, o segundo sente apreensão em seguir ou não a sugestão, em considerar ou não as observações feitas, com medo de arrepender-se ou, simplesmente, por diferenciar de uma idéia já formada.
Outra situação de semelhante dúvida envolve a temática traição. Alguns optam por delatar, quando presenciam ou têm conhecimento dela, outros preferem não se envolver. Os questionamentos permeiam em se é necessário saber ou contar, se diminui a culpa ou é melhor não ocasionar transtornos ou se recompensa desmentir o que se acreditava ser concreto e real. Seria melhor viver numa ilusão, ao invés de desistir de um relacionamento amoroso ou amizade duradoura, ou ignorar as mentiras?
Ao mesmo tempo em que a verdade é importante para uma boa convivência, possibilitando a confiança mútua nas relações sociais, a pregação aproximada da justiça e a diminuição de conflitos, ela gera angústias, desperta, às vezes, o medo de expor pensamentos e ser repreendido ou contrariado, de ofender ao dizê-la e ferir-se ao ouvi-la, de mudar situações estáveis e cômodas, de desfazer planejamentos e sonhos, de arrepender-se do dito e de presenciar reações inesperadas.
A verdade, ao ser conceituada, é tomada como algo ausente de contradição, um acordo de pensamentos, mas como pode algo dado como certo na teoria, ser tão duvidoso ao pôr-se em prática?
Você gostaria de ser roubada ou furtada? Acho ser unânime o "não" como resposta, então por que ainda há pessoas que se rebaixam por tão pouco, condenando talvez o seu bem-estar, por um mísero celular?
Dia 17 de fevereiro, em plena manhã no Grande Circular 2, um homem me avisou que o bolso externo da minha mochila estava aberto e, quando fui verificar, dei pela ausência do meu celular. Aquele começou a aconselhar-me para ser mais atenciosa e cuidadosa, afinal, estávamos no Grande Circular, mas, sinceramente, independente de qual ônibus eu esteja, não deveria ocorrer isso. Não foi bem o fato de não ter mais o aparelho e, sim, a situação passada. Sentia-me uma idiota, uma trouxa por não ter percebido, entretanto, se eu tivesse, como teria sido? Como o indivíduo agiria? ou eu?
Não tenho muitos luxos com celular, até pelo medo de atrair possíveis assaltantes, e as operadoras só faltam distribuir aparelhos nas suas portas, então não vejo explicações plausíveis que justifique causar transtornos para quem está sendo furtada ou correr o risco de ser pego em flagrante em pleno ônibus lotado.
O mundo está de cabeça para baixo com certeza. No fim de janeiro, presenciei um assalto a mão armada em frente o meu condomínio. Mantive-me calma, por sorte, mas o receio da possibilidade de acontecer comigo aumentou. Uma situação que parecia ser real apenas aos outros, começa a se aproximar de mim e, diante disso, faço o que mais odeio, comporto-me como se o ladrão fosse eu, mantenho-me presa, refém de um delinquente que, além de querer roubar bens materiais, já tem em suas mãos minha liberdade e o medo de sair de casa tanto a luz do dia, quanto à noite.
• Sou Jornalista de alma e de diploma também, além de ter um pé na Letras. Fora isso, adoro ocupar a mente e o coração, agora ambos lotados por tempo indeterminado •
Embalando guardanapos
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Em uma mesa posta (com suplá, com ou sem os pratos, os talheres e as taças)
ou então sozinho, o guardanapo dá um ar mais elegante a mesa, mais
convidativ...