Apesar de ter barulho de pedras, os fragmentos do recém recapeamento não são grandes vilões dos carros
A tonalidade forte do preto nas vias de Fortaleza simboliza que o
serviço de recapeamento foi recente no local. No entanto, logo vem a
dúvida nos motoristas: a sua composição traz algum malefício para o
automóvel?
Sim, é verdade que o asfalto usado nesse procedimento é do tipo Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), que leva brita em sua produção. Porém, esta não é uma vilã como muitos possam imaginar.
Segundo Patrício Guimarães, chefe de mecânica da Ceara Auto, quando esse elemento fragmenta-se na pista, ele não prejudica o interior do carro, o problema se concentra na aparência.
O barulho pode até assustar quando o veículo passa com velocidade por ruas ou avenidas, porém o prejuízo fica restrito à pintura da carroceria e nada mais. Às vezes, nem com querosene ou solvente consegue-se tirar a mancha, no máximo esconder o estrago, lembra.
Por isso, o indicado é manter uma distância de dez a vinte metros do carro dianteiro para evitar que a brita seja jorrada por ele e faça arranhões.
Protegendo a parte debaixo do veículo está o "elemento de filtro de ar do motor", comenta Patrício, que funciona exatamente para impedir a entrada de objetos indesejados no motor. Então, não há preocupação.
Para os aventureiros em estradas carroçal, atenção, esse tipo de pista é muito mais arriscado ao veículo que os fragmentos do asfalto, de acordo com Patrício. O problema está na poeira.
Por conta desse detalhe, o filtro de ar torna-se a maior vítima, trazendo transtornos para o desempenho da peça no carro e para a saúde dos passageiros.
Esse problema afeta mais os motoristas em zona urbana em casos, por exemplo, após a raspagem da via para receber uma nova camada de asfalto. "Se essa parte tiver ´pó de pedra´, então, pode ser prejudicial", avisa Patrício.
Como funciona?
Cerca de 280 vias da capital cearense receberam recapeamento no primeiro semestre deste ano. Além desse serviço, há também a "operação tapa-buraco". Nela, o asfalto é do tipo Areia Asfalto Usinada a Quente (AAUQ), que não leva brita em sua composição, por isso sua aparência mais "lisa".
Segundo informações obtidas pela Usina de Asfalto da Prefeitura de Fortaleza, quando bem compactado, a secagem do asfalto é praticamente instantânea ao contato com o solo. Às vezes, a via é liberada logo em seguida à aplicação ou se espera de 12h a 24h. Quanto a sinalização, é dado um prazo mínimo de um dia para evitar que a tinta infiltre entre os poros do asfalto.
Embora a aplicação seja rápida e não haja históricos de problemas ao veículo derivado do asfalto recém-recapeado, é orientado que se transite por ele em baixa velocidade. Outra recomendação é evitar frenagens bruscas, "para não prejudicar a fixação da massa asfáltica", completa.
Duração
Apesar das brincadeiras entre os fortalezenses sobre o asfalto ser solúvel e desintegrar-se facilmente, realmente é verdade que o contato permanente com o esgoto e a água prejudica a durabilidade do produto.
Além disso, a falta de drenagem é ainda outro fator que atrapalha o tempo natural de conservação, o qual é cerca de cinco a sete anos de validade quando a via é recapeada por completo.
Para minimizar esses dois transtornos, segundo a Secretaria de Infraestrutura de Fortaleza (Seinf), estão sendo investidos, por meio do Programa Municipal de Drenagem Urbana (Drenurb), R$ 265 milhões no sistema de escoamento de águas de chuva. "Atualmente, 30% das ruas de Fortaleza têm sistema de drenagem e, com o Drenurb, a expectativa é dobrar essa porcentagem", afirma a assessoria.
Crateras
Outra questão envolvendo as vias de Fortaleza são os buracos. Tanto abertos, como tampados, brinca Patrício, eles prejudicam, entre vários itens, os amortecedores, o rolamento e os aros. "Eles são preenchidos como se fossem um nova lombada", reclama.
Essa deformidade, de acordo com a Usina, não tem relação com a qualidade do asfalto e, sim, "ao sistema de drenagem historicamente insuficiente em Fortaleza. O contato da água com o asfalto, associado ao intenso fluxo de veículos, naturalmente desgasta a malha viária", explica.
Sim, é verdade que o asfalto usado nesse procedimento é do tipo Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), que leva brita em sua produção. Porém, esta não é uma vilã como muitos possam imaginar.
Segundo Patrício Guimarães, chefe de mecânica da Ceara Auto, quando esse elemento fragmenta-se na pista, ele não prejudica o interior do carro, o problema se concentra na aparência.
O barulho pode até assustar quando o veículo passa com velocidade por ruas ou avenidas, porém o prejuízo fica restrito à pintura da carroceria e nada mais. Às vezes, nem com querosene ou solvente consegue-se tirar a mancha, no máximo esconder o estrago, lembra.
Por isso, o indicado é manter uma distância de dez a vinte metros do carro dianteiro para evitar que a brita seja jorrada por ele e faça arranhões.
Protegendo a parte debaixo do veículo está o "elemento de filtro de ar do motor", comenta Patrício, que funciona exatamente para impedir a entrada de objetos indesejados no motor. Então, não há preocupação.
Para os aventureiros em estradas carroçal, atenção, esse tipo de pista é muito mais arriscado ao veículo que os fragmentos do asfalto, de acordo com Patrício. O problema está na poeira.
Por conta desse detalhe, o filtro de ar torna-se a maior vítima, trazendo transtornos para o desempenho da peça no carro e para a saúde dos passageiros.
Esse problema afeta mais os motoristas em zona urbana em casos, por exemplo, após a raspagem da via para receber uma nova camada de asfalto. "Se essa parte tiver ´pó de pedra´, então, pode ser prejudicial", avisa Patrício.
Como funciona?
Cerca de 280 vias da capital cearense receberam recapeamento no primeiro semestre deste ano. Além desse serviço, há também a "operação tapa-buraco". Nela, o asfalto é do tipo Areia Asfalto Usinada a Quente (AAUQ), que não leva brita em sua composição, por isso sua aparência mais "lisa".
Segundo informações obtidas pela Usina de Asfalto da Prefeitura de Fortaleza, quando bem compactado, a secagem do asfalto é praticamente instantânea ao contato com o solo. Às vezes, a via é liberada logo em seguida à aplicação ou se espera de 12h a 24h. Quanto a sinalização, é dado um prazo mínimo de um dia para evitar que a tinta infiltre entre os poros do asfalto.
Embora a aplicação seja rápida e não haja históricos de problemas ao veículo derivado do asfalto recém-recapeado, é orientado que se transite por ele em baixa velocidade. Outra recomendação é evitar frenagens bruscas, "para não prejudicar a fixação da massa asfáltica", completa.
Duração
Apesar das brincadeiras entre os fortalezenses sobre o asfalto ser solúvel e desintegrar-se facilmente, realmente é verdade que o contato permanente com o esgoto e a água prejudica a durabilidade do produto.
Além disso, a falta de drenagem é ainda outro fator que atrapalha o tempo natural de conservação, o qual é cerca de cinco a sete anos de validade quando a via é recapeada por completo.
Para minimizar esses dois transtornos, segundo a Secretaria de Infraestrutura de Fortaleza (Seinf), estão sendo investidos, por meio do Programa Municipal de Drenagem Urbana (Drenurb), R$ 265 milhões no sistema de escoamento de águas de chuva. "Atualmente, 30% das ruas de Fortaleza têm sistema de drenagem e, com o Drenurb, a expectativa é dobrar essa porcentagem", afirma a assessoria.
Crateras
Outra questão envolvendo as vias de Fortaleza são os buracos. Tanto abertos, como tampados, brinca Patrício, eles prejudicam, entre vários itens, os amortecedores, o rolamento e os aros. "Eles são preenchidos como se fossem um nova lombada", reclama.
Essa deformidade, de acordo com a Usina, não tem relação com a qualidade do asfalto e, sim, "ao sistema de drenagem historicamente insuficiente em Fortaleza. O contato da água com o asfalto, associado ao intenso fluxo de veículos, naturalmente desgasta a malha viária", explica.





















