quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Cuidados ao passar no asfalto renovado na rua

Apesar de ter barulho de pedras, os fragmentos do recém recapeamento não são grandes vilões dos carros

A tonalidade forte do preto nas vias de Fortaleza simboliza que o serviço de recapeamento foi recente no local. No entanto, logo vem a dúvida nos motoristas: a sua composição traz algum malefício para o automóvel?

Sim, é verdade que o asfalto usado nesse procedimento é do tipo Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), que leva brita em sua produção. Porém, esta não é uma vilã como muitos possam imaginar.

Segundo Patrício Guimarães, chefe de mecânica da Ceara Auto, quando esse elemento fragmenta-se na pista, ele não prejudica o interior do carro, o problema se concentra na aparência.

O barulho pode até assustar quando o veículo passa com velocidade por ruas ou avenidas, porém o prejuízo fica restrito à pintura da carroceria e nada mais. Às vezes, nem com querosene ou solvente consegue-se tirar a mancha, no máximo esconder o estrago, lembra.

Por isso, o indicado é manter uma distância de dez a vinte metros do carro dianteiro para evitar que a brita seja jorrada por ele e faça arranhões.

Protegendo a parte debaixo do veículo está o "elemento de filtro de ar do motor", comenta Patrício, que funciona exatamente para impedir a entrada de objetos indesejados no motor. Então, não há preocupação.

Para os aventureiros em estradas carroçal, atenção, esse tipo de pista é muito mais arriscado ao veículo que os fragmentos do asfalto, de acordo com Patrício. O problema está na poeira.

Por conta desse detalhe, o filtro de ar torna-se a maior vítima, trazendo transtornos para o desempenho da peça no carro e para a saúde dos passageiros.

Esse problema afeta mais os motoristas em zona urbana em casos, por exemplo, após a raspagem da via para receber uma nova camada de asfalto. "Se essa parte tiver ´pó de pedra´, então, pode ser prejudicial", avisa Patrício.

Como funciona?

Cerca de 280 vias da capital cearense receberam recapeamento no primeiro semestre deste ano. Além desse serviço, há também a "operação tapa-buraco". Nela, o asfalto é do tipo Areia Asfalto Usinada a Quente (AAUQ), que não leva brita em sua composição, por isso sua aparência mais "lisa".

Segundo informações obtidas pela Usina de Asfalto da Prefeitura de Fortaleza, quando bem compactado, a secagem do asfalto é praticamente instantânea ao contato com o solo. Às vezes, a via é liberada logo em seguida à aplicação ou se espera de 12h a 24h. Quanto a sinalização, é dado um prazo mínimo de um dia para evitar que a tinta infiltre entre os poros do asfalto.

Embora a aplicação seja rápida e não haja históricos de problemas ao veículo derivado do asfalto recém-recapeado, é orientado que se transite por ele em baixa velocidade. Outra recomendação é evitar frenagens bruscas, "para não prejudicar a fixação da massa asfáltica", completa.

Duração

Apesar das brincadeiras entre os fortalezenses sobre o asfalto ser solúvel e desintegrar-se facilmente, realmente é verdade que o contato permanente com o esgoto e a água prejudica a durabilidade do produto.

Além disso, a falta de drenagem é ainda outro fator que atrapalha o tempo natural de conservação, o qual é cerca de cinco a sete anos de validade quando a via é recapeada por completo.

Para minimizar esses dois transtornos, segundo a Secretaria de Infraestrutura de Fortaleza (Seinf), estão sendo investidos, por meio do Programa Municipal de Drenagem Urbana (Drenurb), R$ 265 milhões no sistema de escoamento de águas de chuva. "Atualmente, 30% das ruas de Fortaleza têm sistema de drenagem e, com o Drenurb, a expectativa é dobrar essa porcentagem", afirma a assessoria.

Crateras

Outra questão envolvendo as vias de Fortaleza são os buracos. Tanto abertos, como tampados, brinca Patrício, eles prejudicam, entre vários itens, os amortecedores, o rolamento e os aros. "Eles são preenchidos como se fossem um nova lombada", reclama.

Essa deformidade, de acordo com a Usina, não tem relação com a qualidade do asfalto e, sim, "ao sistema de drenagem historicamente insuficiente em Fortaleza. O contato da água com o asfalto, associado ao intenso fluxo de veículos, naturalmente desgasta a malha viária", explica.

De volta o Sandero esportivo

Com a procura positiva na versão limitada em 2010, o GT Line retorna a marca francesa, agora como linha se série

O anunciado como o mais irado da família Renault chegou novamente para compor o mercado hatch da marca. Saindo do caráter especial limitado, apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo em 2010, o GT Line apareceu um pouco mais equipado e mais barato que em sua última aparição.

Esteticamente, não houve muitas alterações. A tonalidade vermelha continua predominando nos detalhes, desde a costura dos bancos aos cintos de segurança. Estes, por sinal, já eram herança, assim como os apoios de cabeça com o nome GT Line em relevo, posto por meio do processo de gravação a calor conhecido como "Embossagem". Lógico, as letras também são encarnadas.
Além disso, a característica do aerofólio preto brilhante foi carregado da versão antiga. O detalhe do adesivo preto vazado, para dar o toque esportivo, lembrando uma flâmula, também ficou. Nesse quesito, retirou-se apenas o desenho que ficava destacado na traseira da abertura do porta-malas.

A novidade está basicamente no para-choque dianteiro e traseiro, que acompanha a cor da carroceria e foi desenvolvido exclusivamente para esse modelo.

Outro destaque está nos faróis dianteiros com máscaras mais escurecidas e os faróis de neblina com moldura preta, fora as rodas, agora de liga leve, 15 polegadas pintadas na cor preta. Lançado em conjunto na mesma coletiva à imprensa, ele também recebeu o motor Hi-power 1.6 de 8v.

O visual interno e externo foram concebidos pela equipe do Renault Design América Latina (RDAL), o primeiro estúdio de design da marca no continente americano.



Só na embreagem

O modelo só vem com opção de câmbio manual. De acordo com o gerente de marketing da Renault, Bruno Galli, o automático não é um artigo tão requisitado para o perfil de clientes esportivos. Quanto ao banco de couro, que também contempla um pouco esse ideal aventureiro, a empresa decidiu manter essa característica apenas no Stepway.

"A gente preferiu deixar essa opção para o cliente Stepway, porque ele também tem essa ideia mais aventureira. E esse banco do GT Line você pode ver que vem com a costura em vermelha, em alto relevo, é bem esportivo e foi bem recebido na versão limitada que a gente fez", explica.

Diferente dos outros Sandero, esse lançamento não carrega outras variáveis de versões para o condutor escolher na hora da compra.

A principal e única dúvida, para quem decidir pelo modelo, é decidir entre as opções de cores. Ele pode ser encontrado em quatro tonalidades: Branco Glacier, Vermelho Vivo, Prata Etoile e Preto Nacré.

Sem extra

Além do preço ser menor, comparado a sua realidade há dois anos, não há opcionais para subir o preço do seu orçamento, apenas a cor. Esse é o único representante da marca que vem completo de fábrica e sem nenhum pacote extra.

Com o mesmo preço base de um Sandero Privilège, o GT Line oferece a mais o airbag duplo, o terceiro apoio de cabeça traseiro, os freios ABS e o volante revertido em couro.

Entra na lista também dois itens de série ar-condicionado, direção hidráulica com regulagem de altura, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas, computador de bordo, rádio com CD e MP3 (do tipo double DIN) e comando satélite na coluna de direção.

Fora do estoque

Antes mesmo de ser divulgado na mídia e lançado oficialmente à imprensa, o GT Line tinha os seus dias contatos na vitrine das concessionárias.

Segundo o gerente de vendas da Renault Jangada, Victor Karbage, quando chegaram duas unidades do modelo no início deste mês, mal foi exposto no show-room e já tinha cliente interessado para levar para casa.

Depois, vieram mais três. Porém, acabaram ainda no mesmo dia. O apelo do preço, juntamente com a vantagem de vir completo de fábrica enquanto a concorrência e outras versões da própria marca francesa só tem em pacotes extras, fizeram com que o GT Line fosse um sucesso em pouco tempo.

Na Eurovia, de acordo com o gerente de vendas Willem Neto, também aconteceu a mesma repercussão, a diferença foi que, antes mesmos dos automóveis adentrarem a concessionária, os vendedores já tinham faturado os seus oito modelos que iriam chegar no início deste mês.

Quem não pode aproveitar esse estoque reduzido, só terá chance novamente de sessenta a noventa dias para vê-los novamente na Jangada. Para quem quiser aproveitar o embalo da promoção do IPI, a opção de reserva não está sendo liberada para esse modelo. Afinal, quando o carro chegar já será com o preço reajustado ao novo imposto.

O antigo preço base beirando os R$ 43.000,00 desceu para R$ 38.470,00. Em Fortaleza, você pode encontrar nesse valor quando na cor sólida, ou seja, se vermelho ou branco, ou até R$39.370,00, quando metálico, se prata ou preto.

Ficha técnica

Motor: 1.6 litros, 8v
Potência: 106 cv (etanol) a 5.500 rpm / 98 cv (gasolina) a 5.500 rpm
Câmbio: mecânico, 5 velocidades
0 a 100km: 11,1 s (etanol) / 11,5 s (gasolina)
Velocidade máxima: 179 km/h (etanol) / 177 km/h (gasolina)
Porta-malas: 320 litros, podendo chegar no máximo a 1.200 litros
Tanque: 50 litros
Preço: a partir de R$ 38.470
(com redução do IPI) Fonte: Jangada

- Diário do Nordeste (Auto) -

Logan e Sandero

O visual da linha Sandero e Logan se manteve na versão 2013. A novidade está no motor, agora com opção Hi-power 1.6 litros de 8v

A gama 2013 da Renault está com um coração novo pulsando em seus automóveis. A promessa é a redução de consumo de combustível, sendo 5% a menos em autoestrada e 10% nos ciclos urbanos.

Aliado à economia, há também a garantia de melhor desempenho nas pistas, um aumento em 10% de potência e 7% torque, quando abastecidos com etanol. Passando os seus valores de 95 cv e 92cv, para 106cv e 98cv, com etanol e gasolina, respectivamente.

A aceleração também foi atingida. Enquanto antes de 0 a 100km/h era realizado em 11,7s e 12,1s, com etanol e gasolina respectivamente, agora é feito em 11,2s e 11,8s.

Para atingir esse nível, em 36 meses de desenvolvimento, foram feitas sete mil horas de teste, usados cerca de 40 protótipos de motores e rodados mais de 100 mil quilômetros de testes de aceleração.

Entre peças modificadas e inclusas, foram, ao todo, 51 novas alterações. Na relação das mudanças, por exemplo, está o aumento da taxa de compressão (de 9,5:1 para 12:1), a inclusão de uma nova central eletrônica e a adoção de peças - bielas forjadas, novos pistões e novo eixo do comando de válvulas.



Sem poder

Apesar do investimento no motor, ainda há algumas versões da Renault sem essa novidade. Todas as opções 1.0 litros, além dos automáticos, não contam com o Hi-power e, sim, o já conhecido Hi-flex. A introdução ficou restrita apenas para os 1.6 litros de 8 válvulas, como substituta do 1.6 Hi-Torque.

Incluso no pacote

Para a novidade não ficar restrita apenas ao motor, a versão 2013 veio ainda com itens, antes opcionais, agora diretos da fábrica.

Alguns pacotes foram aderidos às versões do Authentique e Expression. Independente se o escolhido seja Sandero ou Logan, virou básico no orçamento o ar quente, o desembaçador do vidro traseiro e as calotas integrais aro 14" com pneus 185/70 R14.

Porém, conta ainda como opcional o setor Multimídia com acesso a rádio, CD e MP3, quatro alto falantes e comando satélite na coluna de direção. Outro pacote é o de segurança, ele vem com airbag duplo, ABS e o terceiro apoio de cabeça traseiro.

Para aqueles que desejam algo mais completo de fábrica, o Expression ainda conta com ar condicionado, direção hidráulica e vidros elétricos dianteiros de série.

Fora de circulação

As novas versões já foram liberadas para serem vendidas nas concessionárias de todo o País. No entanto, há um pequeno porém.

Na Renault Jangada, por exemplo, o único modelo disponível em estoque é o Logan com o novo motor Hi-power 1.6, de 8v, pelo preço de R$ 37.000,00 até o final da promoção da redução do IPI.

Quando voltar a retornar a sua posição de pronto-entrega, por ora esgotada, o Sandero Authentique básico fica por R$ 30.000,00. Tornando-se completo, com os opcionais de direção hidráulica, ar condicionado e coluna de direção regulável em altura, o valor sobe R$ 5.000,00. O Stepway varia entre R$ 44.000,00 e R$50.000,00, quando vem com câmbio automático.

Planos futuros

Por razões de ajuste de produção, a empresa abdicou da perua Mégane Grand Tour em detrimento de aumentar a fabricação dos outros modelos produzidos em sua fábrica, em São José dos Pinhais (PR).

Inclusive, além de apresentar o novo motor Hi-power, a Renault abriu as portas da empresa e mostrou cada centímetro dos 2,5 milhões de m², quase o equivalente a 250 campos de futebol, que são usados para produzir, por dia, uma média de 1020 carros.

Na visita, foi mostrado que o local já está em obras para atingir a uma nova meta de produção em 2013. O objetivo é atingir a margem de 60 veículos por hora. O investimento será de R$ 500 mil.

Dando as caras

Enquanto a perua aposenta-se do mercado automotivo, a família Renault dá as boas vindas para mais um integrante, o GT Line. Na verdade, esse irmão mais novo e esportivo da marca francesa é um relançamento de uma versão limitada do Sandero, apresentada no Salão do Automóvel de São Paulo, em 2010. No entanto, agora, ele veio para ficar. Para quem quiser tê-lo na garagem, também vai ter que esperar. A Jangada vendeu o seu estoque e não tem previsão de pronto-entrega.

Ficha técnica

Motor: 1.6 litros, 8v, Hi-power / 1.0 litros, 16v, Hi-flex / 1.6, 16v, Hi-flex
Potência: 106 cv (etanol) a 5.500 rpm e 98 cv (gasolina) a 5.500 rpm / 77 cv (etanol) a 5.850 rpm e 76 cv (gasolina) a 5.850 rpm / 112 cv (etanol) a 5.750 rpm e107 cv (gasolina) a 5.750 rpm
Combustível: etanol e/ou gasolina tanque com capacidade de 50 litros
Porta-malas: 510 litros (Logan), 320 litros mínimo / 1.200 máximo (Sandero) e 320 litros (Stepway)
Direção: mecânica ou hidráulica
Câmbio: automático ou manual
Preço: Sandero - R$ 31.580,00
Sandero Stepway - R$ 42.910,00
Logan - R$ 30.500,00

(Versões de entrada/fonte: Jangada)

*Jornal viajou a Curitiba (PR) a convite da Renault

- Diário do Nordeste (Auto) -

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Uma manhã com Bill

Deixando a modéstia à parte, se me permite, estou sentindo-me a CARA da chiqueza. Simplesmente, em meio a políticos e personalidades vips de Fortaleza, fui convidada para estar no grupo seleto que presenciaria de perto a palestra do Bill Clinton na Universidade de Fortaleza. Nunca pensei que estudar muito, fazer questão de não faltar aula e dedicar-me em cada trabalho traria mais benefícios além do conhecimento.

Aos que não entenderam, o meu convite foi derivado do meu desempenho acadêmico durante a minha formação no curso de Jornalismo. Fizeram tanta questão, por sinal ADOREI a atenção, que ligaram para o meu celular no sábado para confirmar a presença, já que não tinha respondido o RSVP do e-mail enviado (e não lido) até então.

No dia, a demora aconteceu, apesar de eu desconfiar que foi planejado para os atrasados estarem presentes, mas felizmente o Ginásio estava climatizado. Montaram uma estrutura completa para receber o ex-presidente. Do teto montado às flores da decoração. Para completar, a universidade estava fazia, mas repleta de funcionários, da organização a proteção. Inclusive, a segurança estava montada em peso desde o início da via do Iguatemi.

Quanto ao discurso, não houve muitas sugestões sobre sustentabilidade, tema central da palestra e motivo do encontro, somente questionamentos. Principalmente o "como" fazer para aliar energia limpa e proteção ao meio ambiente. Fora ao estímulo a discussão, houve, como diriam, "rasgações" de elogio à Fundação Edson Queiroz, ao Brasil e aos três últimos ex-presidentes brasileiros, Fernando Henrique, Lula e Dilma. Embora haja reclamações contra o assistencialismo do governo, o Bolsa Família foi MUITO elogiado por Bill, dizendo que é essencial para a economia do País e para reduzir a desigualdade social.

Enfim, o dia foi, como brincam na política, uma reunião para marcar uma outra reunião. Ele comentou sobre sua fundação, sobre como as organizações não governamentais podem contribuir com a sociedade e que em 2013 estaria de volta ao Brasil para discutir novamente sobre isso. Em resumo, foi isso. Não houve perguntas, questionamentos dos convidados, apenas um monólogo. Talvez estivesse iludida que pudesse ser mais, ser um debate, porém foi bom da mesma forma. Só o fato de ter sido convidada como aluna, derivado do meu esforço acadêmico, e estar presente em um momento tão importante da universidade, já compensou tudo.

domingo, 26 de agosto de 2012

Lápis, caneta e chocolate na mesa

Uma pessoa aguenta passar mais de quatro horas seguidas sem comida, bebida ou idas ao banheiro, porém quando o ambiente trata-se de uma sala de prova, parece que o estômago aumenta e a bexiga diminui. Em menos de dois minutos do relógio começar a marcar o início do concurso, já começam a aberturas dos embrulhos de barrinha de cereal e, o que é incrível, de muitas barras de chocolate. 

Quem foi que disse que isso é bom para concentração? Cacau não dá sorte e, sim, sede, o que é pior porque a pessoa vai beber mais água, querer ir ao banheiro em seguida e ainda engordar alguns quilinhos no final das contas. Outra questão, para mim comida e bebida como regra nada mais é que sinal de ansiedade. Se alguém teve um café da manhã muito cedo e já está há mais de quatro horas na prova, tudo bem, há uma justificativa, mas acontecer essa cena de gastronomia na sala em poucos segundos do exame, isso é exagero.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Com a mão na massa

A última viagem a São Paulo também rendeu curiosidades ao paladar. Externamente, não há placas aparentes e, quando fechado, a porta parece indicar a entrada de um galpão. No entanto, ao entrar, o Restaurante Tantra Mongolian Grill tem um amplo espaço interno e características que me remeteram a cenas da novela "Caminhos da Índia", que inclusive é o nome de um dos pratos.

O procedimento do almoço é o seguinte: o prato é elaborado pelo próprio cliente, porém pode ser seguido exatamente como indica a receita ou criada a partir dos interesses e da fome da pessoa. Eu, por exemplo, não queria comer nenhuma das opções, então decidi montar o meu próprio cardápio. Entrei na fila duas vezes, uma das minhas pedidas foi: carne de javali e de boi, com caldo de carne, orégano, tempero de limão com ervas, alho e brócolis. Ficou uma delícia! Mas, o chef do local ainda deu o toque dele. 

Ao contrário do que se pode imaginar, a refeição não é crua. Depois de juntar todos os ingredientes, o próximo passo é a chapa quente. O cozinheiro, como sabia que eu era visitante de primeira viagem, orientou-me algumas vezes sobre o que seria mais adequado acrescentar, como molho, azeite e sal.

Como disseram à mesa durante o almoço, "nem podemos reclamar da comida, porque fomos nós mesmos que preparamos". É com essa ironia que convido vocês para conhecer o restaurante. Sim, tem alguns pontos negativos, como só ter o banheiro para cadeirantes no andar de baixo e os outros serem no piso superior, ou ainda haver a necessidade de despender algum tempo para identificar qual a porta referente ao feminino e masculino. Tirando esses dois pontos e alguns imagens um pouco imorais na entrada que leva ao sanitário, restrita um pouco a menores de idade, o ambiente é super agradável e tem um excelente atendimento.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Teste no Safari

Não foi suficiente dirigir o novo smart 2013 nas ruas de São Paulo, o turismo na capital paulista também se fez presente no seu lançamento. Em pleno test-drive, vi-me entrando no Zoo Safari. Não conhecia esse estilo de zoológico aqui no Brasil, apesar de já imaginar existir em outros países, e fiquei impressionada com essa forma curiosa e próxima de interagir com os animais.

Do veado (chamado sempre por mim como Bambi) até o leão, o espaço levantou meu astral e cansaço após ter enfrentado um avião lotado no dia anterior e um despertar bem cedo no dia. É visivelmente pequeno, comparado ao zoológico visitado em Houston, no entanto é indubitavelmente maior (como todos os outros do País deve ser) do que o de Fortaleza. Enfim, é sempre interessante conhecer novos lugares por onde passo e, a cada coletiva, tenho surpreendido-me com as novas visões que absorvo das cidades desembarcadas, mesmo que quase sempre seja São Paulo.

Dos meus favoritos durante a visita, preciso comentar sobre os macacos. Podíamos circular pelo local com as janelas abertas, porém quando tínhamos de transitar pela área dos primatas era preciso fechar os vidros. Como são danados esses pequeninos, tanto que até fita adesiva era colocada  neles para assegurar que eles não iam abrir e entrar no carro. Em seu ambiente, uns subiam em cima do carro e pulavam como se estivessem em um tronco de árvore, enquanto isso, outro em pé tentava bisbilhotar o bolso da calça do funcionário do setor.Com os macacos pregos, tinha um ardiloso querendo fugir pelo portão, todavia um outro representante do zoológico pôs-se a frente dele e ficou conversando que não podia.

É incrível! A maneira como se portam e lidam entre si, até mesmo como se comportam com os humanos, em vários momentos, é como se estivessem em uma distância menor da evolução. Não parecemos estar tão longe assim deles. Quando vi em pé, quase caminhando, ou até mesmo "catando" o colega macaco, esses detalhes torna-nos tão próximos. É sempre bom observar os animais.

Para quem tiver curiosidade, eu indico conferir o espaço de perto. É super seguro e você ainda pode alimentar e tocar, quando deixam, em alguns animais. Para os preguiçosos, o melhor de tudo, é que nem precisa sair do veículo para conhecer tudo. Lembra até que estamos no filme Jurassik Park, retirando apenas a parte dos animais pré-históricos, os carros ligados a um "linha férrea" do zoológico e o perigo de ser a refeição do dia.

Comboio político

Trouxemos a política para dentro do AUTO. Confira quais os modelos usados dentro e fora das campanhas pelos candidatos à prefeito

O caderno AUTO desta edição está no clima das eleições. No entanto, fugiremos um pouco do assunto da corrida arriscada das porcentagens de intenção de votos e falaremos, sem margem para mais ou menos, dos carros escolhidos pelos candidatos para o deslocamento durante a campanha e ainda para a rotina pessoal.

Entre os dez representantes, o estilo utilitário esteve presente em três para cumprir a agenda eleitoral. O político Heitor Ferrer (PDT), por exemplo, tem uma Hilux, da Toyota, a qual, de acordo com ele, já era utilizada para outras atividades anteriores ao início da campanha.

A agilidade e o espaço interno foram o que levaram a sua aquisição. Em casa, o conforto e a economia são os pontos mais fortes escolhidos, tendo a Palio Weekend da Fiat como meio de locomoção.

Inácio Arruda (PCdoB) também é conduzido por um SUV, porém da marca Hyundai. Um Santa Fé 2011 foi alugado exclusivamente para a campanha, pela qualidade e facilidade na manutenção. Além desse carro, o candidato também usa os seus particulares para seguir a agenda: sendo um Voyage 2012 e um Polo 2011, comprados cada um no respectivos anos de fabricação pelas mesmas razões de sua escolha no aluguel.

Marcos Cals (PSDB), ao contrário dos outros dois, mantém um único e mesmo veículo para fazer a campanha e os seus afazeres particulares.

Ele possui atualmente uma SW4 2011 da Toyota. A troca foi feita este ano, em fevereiro, quando antes possuia o mesmo modelo em uma versão anterior, ano 2007. A escolha por manter a mesma opção está porque procura sempre um carro potente, confortável e de muita durabilidade. "Necessito deste tipo de carro porque viajo muito para o Interior", completa.

Duas rodas
Não é a motocicleta a segunda opção de alguns dos candidatos, apesar do Inácio já ter tido uma moto em sua garagem, estou falando da bicicleta.

A magrela faz parte constantemente da rotina pessoal de Renato Roseno (PSOL) e André Ramos (PPL). Inclusive, o representante do PSOL inclui em sua campanha eleitoral a "bicicleata" como uma substituta das carreatas, movimento que rejeita por considerar que traz mais malefícios ao tráfego e ao meio ambiente.

No entanto, Renato tem o seu automóvel próprio para fazer a maioria de suas atividades, principalmente nesta época de eleições.

Em dezembro do ano passado, vendo a sua irmã trocar de carro, decidiu comprar o dela e mudar de um Palio, adquirido em 2010, para agora um Siena 2008 da Fiat.

Os requisitos em sua aquisição é especialmente a economia, tanto no preço como no consumo de combustível. Segundo ele, todos os modelos que passaram por suas mãos eram semi-novos, pelo fato de não haver necessidade de despender tanto dinheiro nesse quesito como ainda por não ter condições materiais para fazer isso.

A decisão sem muitos pré-requisitos foi realizada também por Valdeci Cunha (PRTB). Ele adquiriu, também no final de 2011, um Siena 2007 para uso pessoal.

Até há alguns tinha um Corsa sedan alugado para resolver as obrigações de sua agenda, porém, segundo relata o seu coordenador geral, por dificuldades preferiu devolver e ter o seu pessoal como o transporte utilizado na campanha.

Na parada
Esperar no ponto de ônibus também é realidade de alguns candidatos. Para cumprir sua agenda de forma mais fácil e rápida, André alugou em maio deste ano um Celta 2011 / 2012 da Chevrolet. Porém, fora dessa realidade, o transporte público é o seu principal meio de locomoção.

A opção simples foi decidida simplesmente pelo fato que "um carro com ar condicionado já está de bom tamanho". Além disso, o valor também foi considerado. "Como se trata de uma campanha com poucos recursos, o critério escolhido foi o menor preço", acrescenta André.

Como ele, encontra-se ainda quase na mesma situação Francisco Gonzaga (PSTU).

"No meu dia utilizo coletivo como a maioria do povo de Fortaleza. Somente agora consegui comprar um carro usado e financiado", afirma. Foi um Gol Volkswagen 2008. A escolha se baseou "não pelo modelo, mas pelo que posso pagar".

De olho
No quesito manutenção, todos os entrevistados não são do estilo aficionados por oficina, àqueles que gostam de gastar horas e horas ao lado do mecânico durante a revisão.

A atenção é restrita, na maioria dos casos, ao básico. "Sou do tipo cuidadoso, tanto com a limpeza como também com a parte mecânica. Faço sempre as revisões dentro dos prazos estabelecidos pelo fabricante", comenta Marcos.

Quem também se preocupa em ter a carroceria sempre brilhando é Heitor Ferrer. Além de fazer as visitas regularmente de check up do veículo, tenta lavar sempre o carro. Manter limpo internamente também é a preocupação de Inácio, que tenta não deixar ou esquecer objetos dentro do automóvel.

Quanto a Francisco, que acabou de obter o seu veículo, tenta seguir os devidos cuidados. "Quem adquire o seu primeiro carro depois de 30 anos de trabalho precisa ter o mínimo de cuidado", afirma.

Faltosos
Entre os dez candidatos à prefeitura de Fortaleza, o caderno AUTO entrou em contato com a assessoria de todos os partidos. No entanto, apenas sete responderam as perguntas até o fechamento da matéria, deixando assim Moroni Torgan (DEM) e Elmano de Freitas (PT) fora dos veículos relatados nesta edição.

Quanto ao Roberto Cláudio (PSB), segundo o coordenador geral de sua campanha, o representante está com a agenda lotada, não tendo condições de responder a nossa editoria por ter outras "prioridades" durante a semana.

Camila Marcelo
Especial para o Auto

- Diário do Nordeste (Auto) -

Smart: pequeno e ágil notável

Com exclusividade, confira as principais mudanças no novo smart 2013, que já está disponível nas lojas

O AUTO, como único representante do Norte-Nordeste, mostra com exclusividade aos leitores as principais mudanças divulgadas no lançamento do smart fortwo 2013. smart com letra minúscula mesmo.

O design foi a principal repaginada da nova versão. O tamanho compacto com menos de 2,70m de comprimento continua em seu desenho. Entre as mudanças perceptíveis, a logo. Antes localizada sobre o capô, o símbolo desceu e encontra-se em proporções maiores centralizada na grade do radiador.

Outra alteração foram nas rodas de liga, que receberam unificação em suas medidas independente dos modelos, todas com quinze polegadas. Na versão de entrada, o mhd coupé, o seu visual ganha três raios duplos, os quais saem do cubo central, e seis na versão turbo.

A versatilidade em cores também foi outro ponto favorecidos nesse face-lifting. O spoiler dianteiro e ainda as saias sob as portas acompanham a tonalidade da carroceria quando for turbo ou são da cor preta quando mhd. Assim também acontece com o spoiler integrado ao para-choques, que conta agora com uma estrutura hexagonal.

Falando em cores, a carroceria pode vir no preto, branco e vermelho na versão de entrada. Quando turbo, o leque de tons aumenta para prata, cinza, verde e azul claro.

O motor continua o mesmo, 1.0 litros, mantendo as opções turbo de 84 cv e mhd de 71cv, além de contar em ambos os modelos com câmbio de tecnologia softouch, automatizado com cinco velocidades e com opções de ter trocas manuais ou automáticas.

Multimídia
O interior também foi agraciado com alterações, como o novo sistema de áudio-navegação multimídia presente de série nos modelos turbo. O equipamento possui GPS com mapeamento disponível em português de Portugal.

Houve ainda um reposicionamento no indicador de funcionamento do airbag do passageiro, que pode ser desligado caso o motorista viaje sozinho, localizando-se acima do espelho retrovisor.

Pode ser avistado ainda o botão start/stop, que desliga o motor sempre que necessário, permitindo reduzir o consumo entre 4,3 a 4,7 litros a cada 100km/h rodados.


Concessionária local
Há cinco meses, a representante da Mercedes-Benz, a Newsedan, desembarcou em Fortaleza, trazendo três meses depois o novo conceito da marca de adotar o modelo "shop-in-shop" da smart, ou seja, é reservado um espaço interno para vendedores e consultores técnicos exclusivos para o seu público.

De julho até agora, a concessionária já entregou mais de vinte unidades, de acordo com o gerente comercial Franklin Medeiros, ficando em terceiro lugar no Brasil em vendas.

Atualmente, a capital cearense encontra-se com 1,6% de representatividade no mercado brasileiro. Essa porcentagem equivale a última posição de oito lugares, porém é vista como positiva pela empresa.

Segundo a gerente de produto, Glauci Toniato, por a procura ter sido intensa em pouco tempo, a previsão é até o final do ano aumentar de 3,5% a 4% a participação de Fortaleza no segmento.

Àqueles que forem à Newsedan, há apenas dois mhd, de R$54.900. O modelo cabrio pode ser encomendado, com entrega prevista de oito dias.

Ficha técnica
Motor: 1.0 litros/1.0 litros turbo
Potência: 84 cv/71 cv
Torque : 92 Nm/2.800 rpm
Câmbio: cinco velocidades automatizado
Aceleração de 0 a 100km/h: 13,7s (modelo mhd) e 10,9s (turbo)
Velocidade máxima: 145km/h
Porta-malas: 220 litros até a altura do encosto dos bancos, podendo atingir 340 se usado até o teto do automóvel
Preço: R$54.900 (mhd), R$69.900 (turbo coupé), R$74.900 (turbo cabrio) e R$75.400 (cabrio tritop)

(Fonte: Newsedan)

Camila Marcelo
Especial para o Auto

*A repórter viajou a São Paulo (SP) a convite da Mercedes-Benz

- Diário do Nordeste (Auto) -

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Entre uma dormida aérea e outra

O nu artístico e as entrevistas da Playboy podem até ser positivas para alguns professores meus de jornalismo, porém, ainda assim, não acho adequada a sua leitura em pleno voo lotado. Na cadeira do corredor, um jovem atlético, com seus prováveis trinta anos e um anel de noivado na mão direita abre a tal revista e começa a folhear sem nenhum pudor.

Uma criança podia passar ao seu lado, uma família inteira estar sentado nos acentos próximos ou uma aeromoça cruzar o seu caminho que o garoto continuava a passar as folhas como se estivesse lendo matérias sobre os lançamentos automotivos.

Resolvi fingir ser uma garota super "para frente" e considerar esse ato bem comum de ser feito em público, quase como àquelas histórias (principalmente vistas em filmes) de casais que decidem entrar juntos no banheiro do avião à francesa. Bem, acredito que a comparação foi pertinente.

Enquanto isso, enquanto disfarçava, peguei-me observando o casal do meu lado lendo o Diário do Nordeste dessa quarta-feira. A ansiedade crescia a cada mudança de caderno, mal podia esperar para suas mãos começarem a transcorrer seus dedos em minhas palavras escritas na editoria Auto. Infelizmente, o tempo para presenciar esse momento foi longo. Somente quando a janela já revelava a cidade de São Paulo, o meu destino dessa última coletiva, que enfim ele começou a bendita leitura automotiva.

Os olhos corriam em aceleração máxima, parou no início para a matéria sobre motos (provavelmente eles tinham alguma motocicleta, porque ficaram comentando sobre vários modelos antes mesmo de chegar ao lead do texto) e depois a atenção só foi parar novamente na página 10, sobre o dia dos solteiros. A ideia de pauta foi minha, então fiquei duplamente feliz ao vê-los lendo de uma ponta a outra e ainda dialogando sobre as citações e informações expostas. A satisfação foi ótima de ser elogiada a partir da empolgação da leitura do outro, esse foi o melhor presente da semana e o melhor retorno que qualquer jornalista poderia ter. Escrevendo agora, só fico mais feliz na lembrança.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Status de relacionamento: solteiro

No Dia dos Solteiros, queremos saber: o estado civil altera o comportamento diante do automóvel?

O calendário anuncia o feriado municipal de Nossa Senhora da Assunção, porém aqui os solteiros serão os celebrados. Sim, hoje também é o dia deles e aproveitaremos a data para perguntar: será que o relacionamento interfere na compra e nos cuidados feitos no automóvel próprio?

O professor André Rodrigues, de 27 anos, tem um carro zero há uma semana em sua garagem e uma namorada há um pouco mais de um ano. O seu interesse sempre foi por sedans e a compra de um Honda City decorreu de pesquisa de mercado e, não, de palpites de sua companheira.

Para ele, a personalidade influencia mais na convivência diária no carro do que o status de relacionamento. Tanto é verdade que, independente de ser solteiro ou não, ele confessa ser um pouco desleixado com o seu veículo, tanto na limpeza como na quantidade de objetos abandonados em seu interior. Com apenas um dia depois de recebido, já tinha dois livros no banco traseiro.

No caso do seu companheiro de profissão Thiago Carneiro, de 30 anos, o oposto impera. Ele é disciplinado, leva o seu automóvel para revisões e lavagens periódicas, além de tentar manter a limpeza diariamente.

A contrariedade também está na relação entre o carro e sua namorada. O longo tempo juntos, mais de cinco anos, fez Thiago mudar o tempo junto a sua propriedade sobre rodas. Antes, três anos eram suficientes. Porém, como pretende casar em um futuro próximo, o período foi estendido para cinco para economizar dinheiro para o casamento.

A escolha do seu Chevrolet Agile no ano passado também recebeu orientações da amada. O veículo ainda carrega ares esportivos, todavia já é grande para receber uma família, ou para começar a sua família.

A fisioterapeuta Lucilia de Pontes Medeiros também é um exemplo de que a mudança de status pode alterar em parte a forma como lida com o seu veículo. Quando solteira, confessa que gastava mais com gasolina e não se importava com as distâncias percorridas até as festas. Agora, priva-se de ir para casas de show mais longes.

A troca de um carro há três anos também foi motivada pelo término de um relacionamento.

Ela já estava pensando em mudar, porém cogitava um veículo 0km e sem grandes vaidades. Com o fim do namoro, tomou coragem e, ao invés de cortar o cabelo, como muitas mulheres decidem fazer, resolveu investir em qualidade no automóvel, tendo agora o seu Nissan Tida na garagem.

Repaginado

O escritor e educador Max Roger, de 42 anos, não tem histórias da época de solteiro aliado ao mundo automotivo. Na verdade, nesse período, o ônibus era o seu maior companheiro.

O dinheiro que tinha preferia investir em viagens ao invés de dar entrada em um carro novo. Embora não sentisse necessidade, quando resolveu enfim casar, percebeu que não podia negar a necessidade de ter um veículo na garagem.

Essa e a escolha do modelo comprado são as maiores influências entre carro e o seu casamento. Aliás, atualmente até seus filhos interferem na decisão. Foi sua filha que ajudou a escolher o Chevrolet Cobalt da família.

Max pode não ter tantos relatos a contar de sua vida, porém, de seus amigos, ele não poupa palavras. Um deles está em seu terceiro casamento. A cada divórcio, ele decide entrar na academia e trocar o veículo para um de estilo mais esportivo. "Toda vez que ele está casado, o carro dele é mais sóbrio, menos chamativo", lembra.

Outro caso, ele brinca, que toda vez que encontra o amigo e vê-lo de carro novo já sabe que terminou algum relacionamento. Às vezes, não dura nem o período mínimo de três anos de troca de veículo. "Ele trocava, dizia, porque facilitava refazer novos relacionamentos. O último que comprou foi uma BMW, ele disse que devia vir com um acessório: uma pá, para tirar as mulheres do carro", completa Max, rindo.

Defesa
Para o médico psiquiatra David de Lucena, o ímpeto de comprar um carro esportivo após o término do relacionamento é uma reação conhecida no ramo como "defesa maníaca". Isso significa que, ao invés da pessoa reagir de forma triste ou de luto, a reação é a euforia, um excesso de felicidade. O episódio pode acontecer quando se compra muitas roupas ou, no caso, troca de carro para um melhor e mais caro. Essa situação é para anular o acontecido.

Um exemplo foi a história de um dos pacientes de David. Ele era, como diriam, um clássico "pão duro", no entanto a sua personalidade virou ao avesso quando o seu casamento acabou, uma das ações foi comprar mudar de apartamento. A "defesa" não precisa ser o oposto da personalidade das pessoas, pode ser um reforço exagerado. Nesse caso, foi claramente o primeiro exemplo.

Essa tendência para a defesa de recuperação considerada imatura existe, mas não é a regra entre homens e mulheres. Pode-se lidar também diante do ocorrido de forma introspectiva, quando o sujeito fica mais depressivo, ou então ansioso.

Na verdade, para tomar uma decisão ou para seguir determinado comportamento, segundo David, tudo depende do temperamento, do estado vivido e da intensidade das circunstâncias. Alguns decidem reagir comprando novos sapatos, outros comprando um conversível.

Os automóveis, foca o médico, tornam-se alvos constantes mais de homens devido aqueles serem utilizados como mecanismo de cortejo. Segundo ele, assim como as mulheres solteiras se produzem para sair e paquerar, os solteiros também investem no carro, rebaixando e turbinando, para atrair a atenção feminina durante a conquista.

Quando casados, o veículo muda porque as prioridades mudam. Se precisa de mais espaço, conforto e segurança, serão esses os aspectos procurados e, não, o design e o torque. Porém, quando a personalidade individual sobrepõe-se a do casal, independente das necessidades da família, o sujeito egoísta terá o carro de apenas dois lugares, mesmo que se tenha três filhos.

Isenções de deficientes na compra do carro novo

Sendo condutor ou não, os portadores de deficiência e autistas terão mais descontos a partir do ano que vem

O orçamento para adquirir um automóvel é mais baixo para os portadores de deficiência. Se você encaixa-se nesse público ou conhece algum familiar com deficiência física, visual, mental profunda ou severa, ou autistas pode solicitar o pedido de isenção.

Aos que desconhecem, são quatro impostos que podem ser retirados. Três deles (IPVA/IPI/IOF) atualmente são liberados tanto para habilitados como para seus condutores representantes, o quarto (ICMS) terá esse mesmo leque de facilidade iniciado a partir do próximo ano.

Na estreia

O Imposto sobre Operações financeiras (IOF) está liberado apenas na primeira compra direta ou indireta de um portador de deficiência.

De acordo com a página virtual da Receita Federal, os automóveis autorizados para ser isentos são os de passageiros, de fabricação nacional e de até 127 HP de potência bruta.

Ao contrário deste, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) não tem limite do número de aquisições, segundo a Lei 8.989/1995, vigente até o final de 2014, de acordo com a Lei11.941/2009, art. 77. No entanto, tem a exigência de não ser cobrado a cada dois anos da data de emissão da nota fiscal.

Outra diferença também está no fato de que o carro pode ser de uso misto, ou seja, é permitido o transporte de cargas e de passageiros.

O que precisa?

Aqueles com deficiência física, visual, mental profunda ou severa, ou autistas podem solicitar o pedido de isenção.

Os documentos necessários são um laudo de avaliação emitido por um prestador do serviço público de saúde ou privado que integre o Sistema Único de Saúde (SUS), uma declaração de disponibilidade financeira ou patrimonial compatível com o valor do veículo a ser adquirido e de Regularidade de Situação do Contribuinte Individual (DRS-CI).

Além disso, é exigido o formulário de requerimento de isenção preenchido e a habilitação do beneficiário, caso ele seja o condutor do veículo. Se não for, deve ser apresentada a carteira de até três motoristas que serão autorizados a dirigir o carro comprado.

Vale ressaltar que a indicação não impede que a pessoa portadora de deficiência, desde que esteja apto, conduza o automóvel quando quiser.

Troca de dono

Se o automóvel mudar de mãos em menos de dois anos para alguém que não é portador de nenhuma deficiência, o IPI dispensado será cobrado do novo proprietário com acréscimos de juros se a transferência for efetuada com autorização da DRF. Sem autorização, haverá aumento de multas de até 150% do valor do imposto dispensado.

Mais facilidade

A partir de janeiro de 2013, esse mesmo público receberá uma gratificação. Isso porque serão liberados do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, conhecido por sua sigla ICMS, as saídas internas e interestaduais de veículos automotores novos quando comprados por portadores de deficiência, como já acontece, ou por intermédio de um representante legal.

A medida foi concedida em março deste ano por meio do Convênio ICMS 38/2012 e anunciada no Diário Oficial da União de 09 de abril.

No entanto, é preciso atentar para as exigências. Não podem ser comprados, por exemplo, os carros cujos preços sugeridos pelo fabricante, incluindo os seus tributos, exceda os R$ 70 mil. Outra obrigação é que o adquirente não pode ter débito para com a Fazenda Pública Estadual ou Distrital.

Assim como para as outras duas isenções, o documento de autorização tem validade de 180 dias contados da sua emissão. Em ambos os casos, após utilizar o benefício, deve-se entregar a cópia da nota fiscal que documentou a aquisição do veículo para a repartição fiscal até o décimo quinto dia útil seguinte contado da data da sua emissão, no caso do IPI seria para a Delegacia da Receita Federal (DRF) até o último dia do mês.

Com relação à documentação pedida, aumenta-se na lista o comprovante de residência, lembrando que o laudo pode ser o mesmo apresentado à Receita Federal. Quanto ao uso da redução, também é a cada dois anos.

O veículo deve ser adquirido e registrado no Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE) no nome do deficiente. Em caso de transferência, a qualquer título, com menos de dois anos da data de aquisição, o imposto será recolhido do novo proprietário com correções monetárias e acréscimos legais, a cotar da data de emissão do documento fiscal.

A mesma situação ocorre quando há modificação das características do veículo para retira-lhe o caráter de especialmente adaptado ou, então, quando muda a finalidade de utilização constada no formulário que justificou a isenção.

Já em vigor

Este ano, entrou em vigor o decreto que permite a isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) tanto para deficientes como para o seus responsáveis. O anúncio foi feito no Diário Oficial do Estado no dia 31 de janeiro.

A medida autoriza a sua isenção contando que o carro adquirido seja produzido no Brasil e de valor igual ou inferior a 25 mil Unidades Fiscais de Referência do Estado do Ceará (UFIRCEs), que se equivale este ano a R$ 2,8360 (o preço fica equivalente a uma média de R$ 70 mil). Além disso, o beneficiário não pode ter outro veículo registrado em seu nome, considerando os casos de contrato de arrendamento mercantil (leasing).

Caso a deficiência física seja reversível, está previsto no decreto que o pedido de isenção seja formulado anualmente pelo interessado.

Na pele

O dono da Adapt Car, Germano Costa, além de responsável pela adaptação de automóveis para cadeirantes em sua empresa também é deficiente físico. Atualmente, está com um Siena em sua garagem e esperando o EcoSport aterrissar nas concessionárias. Em suas aquisições, ele não reclama do atendimento. Nelas, quem se encarrega disso nas lojas são os frotistas, que lidam ainda com os descontos dos taxistas.

As regras, ele sabe decorado. Segundo Germano, dentre as orientações é que o carro não pode ultrapassar o motor 2.0, ser utilitário e os opcionais não são inclusos no desconto. Então, a dica dele é buscar veículos completos de fábrica, como o seu Siena ou Corolla XEI 1.8. Ambos incluem-se nas exigências e têm mais conforto, ganhando ainda o desconto pois os itens vêm de fábrica.

Passo a passo

Para conseguir a isenção de IPI/IOF (este quando é a primeira compra), o portador de deficiência ou autista deve ter os seguintes documentos:

1º Laudo Médico emitido por prestador de serviço público de saúde ou privado, contratado ou conveniado, que integre o Sistema Único de Saúde (SUS)

2º Cópia autenticada da habilitação do beneficiário ou dos condutores indicados e autorizados por ele para dirigir o veículo (até três)

3º Declaração de Disponibilidade Financeira ou Patrimonial do portador de deficiência ou autista

4º Declaração de Regularidade de Situação do Contribuinte Individual (DRS-CI), fornecido pelo INSS)

Prenda-se a essa mensagem e espalhe na rede

Parece clichê a ideia, porém as multas sobem e relatos de ferimentos que podiam ser evitados usando o cinto também

O perigo parece estar longe de todos. Ferruccio Feitosa, secretário especial da Copa, também pensou que nunca alguém iria se acidentar no banco de trás do seu veículo. Porém, recentemente, o carro que levava suas duas filhas para o aeroporto foi fechado por um caminhão, levando a uma mudança de percurso direto para o poste. Não houve ferimentos permanentes, no entanto o susto foi grande e marcante.

Depois do impacto do fato, ele aprendeu que o cinto de segurança pode evitar que uma batida ou desvio bruto possa acarretar feridas ou até mesmo a morte. Segundo o Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE), em uma batida, o corpo do passageiro de trás é atirado para frente com uma força de até cinquenta vezes maior que seu peso, provocado pela desaceleração do carro. "Por isso quem sofre acidente no banco traseiro e está sem cinto, corre o risco de matar tanto o motorista quanto o carona", explica.

Não usar o cinto é infração grave descrita pelo artigo 167 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Independente de quantas pessoas estejam sem o equipamento, a multa e os pontos não são multiplicados. Ou seja, se forem uma ou cinco continua sendo R$127,69 e cinco pontos na habilitação. Em 2011, segundo a Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), foram 23.776 autuações. São 16.176 flagras a mais que em 2009. Para o Detran-CE, foram 6.230 multas aplicadas em todo o ano passado. Este ano, até junho, já foram dadas 3.470.

No caso de não haver o cinto, isso é outra infração também da mesma natureza. Porém, a conta é enviada para o proprietário. De acordo com a AMC, a ausência de equipamento é sempre culpa do dono do carro, independente se for ou não o condutor autuado na blitz.

Quanto aos transportes públicos, não há restrição quanto ao cinto. Segundo o art. 105 do CTB e a resolução nº 14/98 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), não é exigido esse tipo de equipamento em veículos destinados ao transporte de passageiros em percurso em que seja permitido viajar em pé.

Obrigatório

No entanto, os condutores são obrigado a usar a proteção desde 4 de abril deste ano, de acordo com a Resolução nº 01/2011 do Conselho Estadual de Trânsito - CETRAN/CE, publicada no Diário Oficial do Ceará, dia 4 de janeiro.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Evite transtornos na imigração

Esquecer uma escova de dente ou alguma roupa é perdoável, mas quando o assunto é documento, é preciso ter até cópias

A vontade de dirigir não é suficiente quando se decide pegar a estrada. Em duas ou quatro rodas, ao planejar uma viagem, deve-se estar atento para alguns documentos e não somente para a roupa que vai ser posta na mala.

Nos traslados nacionais, de acordo com o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), é suficiente portar os originais da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou da Permissão Para Dirigir (PPD), além do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) ou de sua cópia autenticada. Segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), uma das principais infrações verificadas durante a fiscalização envolve exatamente o descuido com a documentação, geralmente por estar atrasada e pela falta de pagamento do seguro DPVAT e IPVA.

Em várias línguas

Quando o veículo cruza a fronteira, outros itens são exigidos, como a Permissão Internacional para Dirigir (PID). Trata-se de uma habilitação de tamanho maior, traduzida em inúmeros idiomas e reconhecida mundialmente, facilitando o reconhecimento do condutor independente por qual imigração ele passe.

O documento é válido em todos os continentes. Para obtê-lo, é necessário ir pessoalmente ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE), localizado na Maraponga (Av. Godofredo Maciel, 2900), portando a original e cópia do comprovante de residência, da CNH, do CPF e da identidade. O custo para emissão é R$ 102,08 e ele fica pronto para o recebimento, em média, 24h após o pedido.

Para quando pedirem
Embora tenha registrado o número da identidade na habilitação, tanto na nacional como na internacional, faz-se necessário tanto o condutor como todos os passageiros estarem com seus passaportes em mãos. A precaução, principalmente nos países vinculados ao Mercosul, seria pelo fato de que, mesmo a identidade sendo por vezes o único requisito além da CNH, às vezes a fiscalização reclama do longo período de sua emissão. Quem dá essa dica é o viajante e também funcionário público, Sáris Pinto. Fora dessa ligação, o passaporte é obrigatório. A PRE sugere que a identidade tenha até dez anos desde a sua emissão e o passaporte, cinco. Outro detalhe é que este deve ter pelo menos seis meses de validade para quando iniciar a longa viagem.

Outra exigência, mesmo não sendo requisitada sempre, é o Certificado Internacional de Vacinação, emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Dependendo da região ou da epidemia do período da localidade, muda a dose exigida. Geralmente, é preciso imunização contra a malária e, principalmente, a febre amarela.

As vacinas podem ser tomadas nos postos de saúde e depois reconhecidas pela Anvisa ou serem aplicadas em sua própria sede - uma delas está localizada no Aeroporto Internacional Pinto Martins.

Em sinistros

A proteção do carro não é regalia entre os aventureiros e, sim, uma obrigação. No Mercosul é preciso ter um seguro obrigatório contra terceiros válido pela duração da viagem, conhecida como Carta Verde, podendo ser adquirida em seguradoras brasileiras.

Ainda participante da América Latina, mas fora desse pacto, no Peru há um seguro mais específico chamado de Sonat. Ao contrário do outro, esse não é vendido no Brasil.

Em alguns países, o seguro de saúde também é uma aquisição necessária. Na República Tcheca, por exemplo, pede-se uma cobertura médica de, no mínimo, US$ 45 mil, conta o motociclista Sáris.

Em sua última viagem, percorreu vários países da Europa até o ponto mais norte do globo terrestre possível de chegar em uma moto: Nordkapp, na Noruega. Além de todas essas precauções citadas ao longo do texto, resolveu também assinar um pacote turístico, com direito a um guia alemão.

Para Sáris, em localidades onde a língua e as regras de trânsito são totalmente desconhecidas, alguém que oriente torna-se essencial no planejamento financeiro da viagem.

Ao volante

O documento original do veículo deve estar com o nome do condutor. Caso seja um terceiro dirigindo, deve ser feito uma autorização reconhecida pelo cartório pelo dono do carro. Se o automóvel ou a moto forem financiados, o motorista deve ter consigo uma permissão do agente financiador também autenticada. Se alugado, é importante especificar todos os nomes daqueles que irão dirigir para não haver problemas quando na imigração.

Além disso, na saída de um país para outro, sempre tenha em mãos o comprovante do formulário de entrada da alfândega. É papel indispensável de entrega e, caso perdido, pode gerar grandes problemas na fiscalização.

Bagagem Extra

Os documentos são requisitos em qualquer imigração, até se recomenda ter cópias coloridas de todos eles em casos de perda. No entanto, fora eles, ainda há outros detalhes exigidos a cada imigração. Para Sáris, quanto menos desenvolvido é o local visitado, maiores são os itens fiscalizados.

Apesar de nunca ter parado por esse fator, Sáris ouviu que no Paraguai e na Argentina exigiam um extintor nas motocicletas. Outro ponto interessante, comenta o seu companheiro de viagem e também de profissão, Augusto Rocha, é a alfândega de alguns pontos da África.

Exige-se um pagamento do preço da moto em dólares para ser devolvido quando o condutor deixar a região. Porém, não dão nenhuma garantia de reembolso na saída e fazem o motorista ser pego de surpresa para desembolsar tanto dinheiro em espécie de uma única vez. O empresário Sérgio Negreiros, também aventureiro e já na estrada há mais de trinta anos, tem muita bagagem para partilhar particularidades principalmente sobre viagens em automóvel.

Uma delas é a necessidade de dois triângulos nas vias da América Latina, para quando houver acidente na pista, ser sinalizado tanto atrás como na frente do veículo.

O reboque também é obrigatório, no entanto ele deve ser removível e não estar montado. "Na Argentina, nós fomos abordados (ele viaja com a esposa e mais 14 casais), o carro na frente do meu foi multado. Embora o dele seja removível, ele não tirou porque não sabia que tinha de remover a bolota. Sabe a razão da exigência? O pedestre pode passar atrás de um carro desse, não ver, bater a canela e quebrar a perna", explica Sérgio.

No caso do seu jipe, como o pneu é grande atrás, o reboque não fica tão sobressalente ao ponto de ser um risco de acidente para os transeuntes.

Ainda é preciso ter, sendo parte do enxoval ou não dos passageiros, um lençol branco em caso de morte, para cobrir a vítima. "É uma coisa até macabra", comenta.

Outro item que gera multa é o rodízio de placas. Por não ter placas avisando, uma amiga do Sérgio já pagou por sua numeração não ser a do dia.

São detalhes que parecem brincadeira, no entanto merecem atenção no momento de planejar a viagem.

Saiba mais

Carteira Nacional de Habilitação (CNH) - Obrigatório para rodar dentro do Brasil e documento acompanhante da Permissão Internacional para Dirigir (PID) em viagens internacionais, expedido no Detran-CE

Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) - Os documentos ligados ao veículo devem estar no nome do condutor e não podem estar atrasados ou com taxas não pagas

Documento de Identidade (RG) - Necessário em viagens pelos países do Mercosul, indicado pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE) ter data referente a até dez anos da emissão

Passaporte - Orientado pela PRE a ter até cinco anos da data de emissão, além de validade maior de seis meses

Cadeirinhas para dar, vender e emprestar

Não falta produto no estoque e o preço pode atingir os R$900, mas quando cuidado pode atravessar gerações

A variedade e estoque que acompanha a demanda são as principais constantes no mercado das cadeirinhas, ao contrário da realidade de 2010, quando a lei que obrigava o seu uso entrou em vigor.

Com um total de dez modelos na loja física e mais de cem itens diferentes no site de compras, o Hiper Bompreço aposta nesse segmento que tem força na linha de produtos infantis, principalmente no início do período escolar, segundo a gerente de comunicação do Nordeste do Walmart, Patrícia Noblat.

No segmento, os preços variam de R$ 30,00 a R$ 900,00. Se for sob encomenda, o equipamento pode ultrapassar esse valor. Geralmente, os mais caros são os destinados aos bebês e crianças menores, "isso porque a estrutura das cadeirinhas para crianças menores é uma estrutura maior", explica.

Passa rápido

Assim como os sapatos e as roupas infantis, as cadeirinhas são perdidas quando o bebê ganha peso rapidamente.

Aproveita-se mais, de acordo com Fabiano Albuquerque, diretor de Marketing da Baby Center, aquelas que atendem maiores grupos, como a Cadeira Aeon Plus da Galzerano, que vai de 9 a 36 kg.

No entanto, quem já fez a compra e viu o investimento encostado no quarto pode contornar a situação doando ou emprestando o acessório.

Muitos pais herdam de seus parentes e amigos com a finalidade de garantir uma proteção sem fazer grandes gastos. No entanto, é preciso ter alguns cuidados. Mesmo o ditado dizendo que "em cavalo dado não se olhe os dentes", confira se os pontos de pressão, como cinto e travas, estão danificadas ou com defeito.

Apesar de não ser ligada diretamente a função maior da cadeirinha, a higiene também é um fator a ser observado e reparado, visto que existem crianças alérgicas a substâncias muitas vezes desconhecidas dos adultos.

Até mesmo nas lojas, é importante verificar a procedência do material. Para os leigos, a dica é checar se há o selo do Inmetro, principal indicativo de qualidade.

Antes da exigência do Departamento de Trânsito do Ceará, por exemplo, o médico Valderi de Sousa Júnior viu a necessidade e não dispensou o uso da cadeirinha para o seu primeiro filho, Matheus, com 15 anos atualmente.

Agora, em seu terceiro, Valderi continua pesquisando preços e garantias sempre que compra um novo equipamento. Dessa vez, resolveu procurar a cadeirinha na Argentina. Por um valor de R$ 300,00, ele adquiriu um produto que, pela qualidade equivalente seria no Brasil, segundo ele, cerca de R$ 700,00.

O custo é um pouco elevado, ainda mais dentro do País, no entanto, o investimento alto no melhor padrão, para ele, compensa pelo fato de não ter a preocupação de comprar um novo produto depois ou, pior, de acabar expondo as crianças ao perigo.

Garantindo a segurança

Para a conservação, Fabiano orienta para a criança nunca se alimentar enquanto estiver no acento, para não propiciar acúmulo de germes e bactérias. Além disso, para lavar o produto sempre que necessário, seguindo as especificações do fabricante. Outro detalhe é conferir ao menos uma vez por semana a integridade dos cintos e travas de segurança.

Caso haja problemas e esteja fora da garantia de um ano, a Baby Center realiza a manutenção do produto, porém poucos foram os casos até agora.

Relevante e obrigatório

Segundo a resolução 277 do Conselho Nacional de Trânsito, crianças de até um ano de idade devem ser transportadas no equipamento denominado bebê conforto; de um a quatro anos em cadeirinhas e de quatro a sete anos e meio em assentos de elevação. O não seguimento é considerado infração gravíssima, com multa de R$ 191,54 e sete pontos na Carteira de Habilitação.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Turista e trabalhando

Como diz o meu chefe, quem trabalha na editoria Auto acaba se infectando pela doença de adorar carros. Estava de férias, sim, mas não pude resistir a procurar algum ponto interessante em Houston para contribuir no meu retorno ao Diário do Nordeste. Dessa forma, carreguei os meus primos Yuri e Fernanda para conhecerem comigo o Art Car Museum.

O local é pequeno, porém a arte transborda em apenas cinco automóveis expostos. O melhor de tudo, além de ver de pertinho cada detalhe construido aliado com a temática da obra, foi escutar sobre o movimento da pintura sobre rodas do próprio curador do espaço.

Quando eu me apresentei como jornalista do Brasil a Jim Hatchett (o curador), dizendo da minha vontade de gravar uma entrevista para um jornal impresso, senti que ele estava discrente do meu interesse em divulgar o lugar em terras brasileiras. Porém, poucos segundos depois, a situação se inverteu e ele foi muito simpático a frente e por trás das câmeras. Jim mostrou em palavras o que já tinha uma ponta de certeza, a ideia de que o museu tinha muita história para contar e renderia muitos leitores interessados na matéria. Bem, acredito que esteja certa, afinal, o texto rendeu-me uma capa do Auto e várias vizualições das filmagens feitas no dia. Viva!

Veja o resultado da visita

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Museu de carros criativos

Modelo 1951 do Nash Statesman sob o tema “Cigs-Kill”, feito com folha de tabaco Fotos: Camila Marcelo

Há 25 anos, as ruas de Houston (EUA) recebem veículos de arte. Alguns vencedores você confere no Art Car Museum e aqui no Auto 

A obviedade corre longe do Art Car Museum. A começar do seu exterior, aparentemente pequeno, que expõe claramente a proposta de arte contemporânea do local. Os detalhes em prata, como antenas, remetem ao conceito espacial que tanto lembra Houston, o estado do seu endereço e sede da Nasa. A estrela solitária da bandeira do Texas também é exposta na entrada e acompanha fielmente a marca da instituição.

No seu interior, há pinturas convencionais em telas penduradas nas paredes. No entanto, esse não é o alvo do lugar. Os veículos trabalhados em detalhes, criatividade e, por vezes, bom humor é o que compõe principalmente o ambiente.


Ao todo, são apenas cinco veículos disponíveis para uma exibição de três meses, sendo quatro dentro e um colocado na entrada. Entre os automóveis, há modelos da coleção do próprio museu e outros são emprestados de participantes e até vencedores do desfile de carros chamado Houston Art Car Parede.

Compõe o estoque do Museu quatorze carros. Entre estes há alguns que o público não reconhece a marca ou ao menos o chassi original do veículo. Por exemplo, o Nash Statesman de 1951, que está sobre o chassi de um Lincoln 1979, exposto fora do museu recebeu uma cobertura de folhas de tabaco queimadas com cobre e tinta metalizada de girassol, além do toque do prato de bateria nas calotas. A arte recebeu o nome de “Cigs-kill” e foi feita por Alex Harrah.

Há quatorze anos, funcionando gratuitamente de quarta-feira a domingo, o Art Car Museum mantém-se como uma instituição privada dedicada a expor trabalhos de artistas locais, nacionais e internacionais que, por vezes, são desconhecidos no mundo da arte.

Os quadros também acompanham o objetivo e o rodízio do Museu. Atualmente, são os quadros do artista local Perry House que, com cores e traços, dão mais vida às paredes do espaço.

Ford 1949 foi denominado de “Rat Trap”. As pinturas foram de José Hernandez e os desenhos de metal em formato de crânio de Jose Garcia e Noah Edmundson

Bodas de prata

Considerada a capital dos carros de arte, Houston sedia há 25 anos um desfile dedicado a criações sobre rodas.

Bicicletas, automóveis, motocicletas e até skates são bem-vindos na competição. Há categorias para disputar com cada um deles. Mas, lógico, todos devem participar à caráter de muita criatividade.

A taxa é de US$ 25,00 e há algumas regras na hora de confeccionar a obra. Por exemplo, não pode mais utilizar fogos como elemento cênico do carro. Segundo o curador do museu, Jim Hatchett, os participantes costumavam jorrar muitos fogos durante a festa. Os itens observados, entre eles, são originalidade e design.

O evento acontece anualmente em maio. O primeiro não oficial contou com apenas oito veículos. Agora, são mais de 300 inscritos no desfile. Quem cresceu também foi o público. A cada edição aparecem cerca de três mil pessoas para prestigiar os artistas.

Modelo Volkswagen Karmann Ghia 1972, pertencente a Tom Jones, exibe arte de Perry House, da série “Helter Skelter” de 2009

Não viu?

Para quem perdeu o evento, cenas dos desfiles são exibidas de formas não convencionais no Museu. Em televisões dispostas em todos os sentidos, até de cabeça para baixo, os visitantes podem sentir todo o bom humor e inspiração que transborda no Houston Art Car Parede.

Tanto o museu quanto o desfile não investem muito em divulgação, porém não faltam fotos e vídeos na rede. Quem quiser conferir de casa, há também imagens do desfile disponíveis no site: 

Camila Marcelo
Especial para o Auto

- Diário do Nordeste (Auto) -

Por trás da sirene e do ramal 193

Para combater o fogo ou coletar leite materno, os bombeiros têm serviços que vão além do conhecimento popular

O que você pensa quando falam nos bombeiros? Talvez em uma cena de um caminhão com uma escada acoplada percorrendo a cidade ao som de uma sirene? Ou de um homem em uniforme vermelho ligando a mangueira no hidrante para apagar um incêndio? O estereótipo é único, porém são inúmeras as funções, as estratégias e os veículos de trabalho deles.

Para começar, sabia que existem mais de cinco tipos diferentes de carro de bombeiros? A cor encarnada aliada, por vezes, ao amarelo é padrão aos veículos do batalhão. Excetuado esse detalhe e o som da sirene, a maioria é diferente entre si, sendo adquiridos para se adequar às necessidades da área do posto e destinação de serviço.

"A empresa monta os carros a partir de nossa necessidade. Não tem um padrão. Na capital, por exemplo, nós precisamos de bombas mais potentes do que no interior, porque nós temos edifícios, para que o alcance da água seja maior", explica o sub-tenente Magalhães.

Todo o processo de montagem, desde a compra do chassi à verificação de itens como a lanterna, é acompanhado por representantes dos Bombeiros.

A maioria da frota ainda tem câmbio mecânico, apenas quatro são automáticos. Quanto ao painel, que controla o acionamento da mangueira, já é automático em todas as unidades.

"O Bombeiro, como o mundo, tem que acompanhar a evolução do mercado automotivo, então o futuro dos caminhões é serem todos automáticos", afirma Magalhães.

Um dos destaques entre os veículos operacionais está na "viatura tipo auto bomba de salvamento com capacidade de tanque acima de quatro mil litros", conhecido entre os profissionais apenas pela sigla ABT.

Ela está à frente do comboio quando um pedido de socorro é solicitado. Ela também é caracterizada por ter muitos compartimentos, desde nas laterais até na parte traseira e superior. São várias gavetas para colocar materiais, entre eles machado, corta frio, máscaras e cilindros de ar comprimido.

São doze unidades em uso em todo o Ceará, dois delas recebem uma identificação diferente, são os ABQUI. A diferença é que o carro é um produtor de espumas, ideal para quando os postos de combustíveis tiverem um explosão. Eles foram adquiridos há dois anos no Rio Grande do Sul e estão na capital.

Para conduzir esses veículos de grande porte é preciso ter uma habilitação do tipo D, fazer um Curso de Condutores de Veículos de Emergência e autorização dada pelo comando da corporação, além de calma, é claro.

Mesmo parado

Diferente dos caminhões comuns, os especiais dos Bombeiros exigem manutenção diária, principalmente em sua bomba de incêndio.

Mesmo sem usá-la no dia, ela precisa ser verificada e consertada, seja nos parafusos que a prende no chassi ou no óleo que a lubrifica. "Ela é um equipamento que afrouxa ou se desgasta, então precisa ter reparos constantemente", enfatiza Magalhães.

Quando se trata de cuidados mais aprofundados envolvendo a caixa de marchas ou o motor, é requisitado um trabalho externo. No entanto, 90% dos concertos são feitos na oficina do batalhão. São quinze bombeiros mecânicos trabalhando nas viaturas.

Ainda estando na garantia, assim como qualquer veículo, os carros de bombeiros também precisam acionar o fabricante. Somente em casos dos reparos menores da bomba é que a fábrica libera, mas, quando envolve motor, eles não podem mexer por mais que saibam os segredos do motor e como resolver o problema.

As aquisições mais novas, geralmente, permanecem em Fortaleza. O transporte mantém-se em uso operacional, em média, cinco anos. Quando completado esse período, de acordo com Magalhães, ou se descarta o carro ou manda-se reformar para um quartel do interior.

Não há tanta renovação pelo alto orçamento por cada unidade. Um ABT, por exemplo, custa, por baixo, R$ 300 mil. "Tem alguns amigos que perguntam porque só tem carro novo na polícia e nos bombeiros dificilmente é novo. Se comparar nossos caminhões com uma Hilux, os nossos poderiam comprar muitos da polícia. Por isso, os cuidados são maiores para não quebrar, porque senão perde a população", esclarece Magalhães.

Dia e noite

Os postos do corpo de bombeiros têm horário de funcionamento, todavia os 26 quartéis do Ceará, cinco destes na capital, tem expediente 24h.

Todos os dias eles são solicitados para resolver desde capturar um gato na árvore a tirar pessoas presas em ferragens. Para cada resgate grande, vão em média de seis a oito profissionais no caminhão.

Mas, infelizmente, nem todas as ligações são verdadeiras. Os bombeiros ainda enfrentam muito trote, por este e outros motivos é importante a triagem feita na ligação feita pelo 190/193 para verificar qual a necessidade do incidente, para identificar a área e quem está mais perto para auxiliar e para saber se é real o pedido de ajuda.

"Em pleno 2012, tem gente que usa desse artifício. Uma pessoa por maldade liga e desloca 10 a 15 homens para um local que não tem nada", desabafa Magalhães.

Entre as maiores incidências, o vazamento de gás de cozinha ainda é o problema mais recorrente na população.

Durante as férias e nos feriados, o afogamento e os acidentes de trânsito também crescem nas estatísticas.

No interior, nos períodos de seca, os riscos de incêndio preocupam por aumentar a frequência.

Entre outros serviços, aos que não sabem, os bombeiros têm parceria com os hospitais para coletar o leite materno na casa das mulheres que querer doar. Geralmente, o serviço é feito em motocicletas. As motos ainda são utilizadas para atividades que exigem agilidade e poucas ferramentas, como um vazamento pequeno de gás. São 40 no Ceará, oito em Fortaleza.

Saiba mais

Conheça algumas siglas e quantas unidades no Ceará existem de cada transporte de uso operacional do Corpo de Bombeiros:

abt (Viatura tipo auto bomba tanque com capacidade acima de quatro mil litros) = 12 unidades

at (Viatura tipo auto tanque com capacidade de até dez mil litros) = 6

ABS (Viatura tipo auto bomba tanque com capacidade de até quatro mil litros) = 2

AS/PTB (Viatura para busca e salvamento com peso bruto total de até 3500kg - tipo caminhonete) = 5

ABSR (Viatura para busca e salvamento com peso bruto superior a 3500kg - tipo caminhão) = 6

Fique frio com o sistema de ar condicionado do seu carro

Nada de história da carochinha. Muitas lendas populares envolvendo o ar realmente são verdades

A lenda envolvendo consumo de combustível em um dos itens de conforto mais exigido de fábrica pelo motorista não é mito.

Deixar o veículo em uma temperatura mais agradável realmente faz com que o tanque desça um pouco mais, em até 20%. Em situações críticas, como quando o tanque está na reserva, se o carro funcionaria dez horas até acabar o combustível, com o uso do ar condicionado o tempo diminuiria para oito, segundo o supervisor de oficina da Saga, Cristiano Oliveira.

De acordo com ele, isso acontece porque, ao ligar o ar, é acionado um compressor que atua no gás refrigerante do sistema de climatização. Diante disso, o sistema de injeção recebe a informação e aumenta a rotação do motor para compensar a marcha lenta do automóvel.

"O consumo não é pelo compressor, mas pela consequência do seu acionamento, que pesa no funcionamento do veículo, precisando de mais combustível para aumentar sua rotação e manter o funcionamento tanto em marcha lenta como na velocidade desejada", completa.

Engana-se quem pensa que se diminuir a intensidade do vento, o consumo é alterado. Segundo Cristiano, a influência da temperatura e velocidade é mínima, não dependendo disso ter menos gasto de álcool, gás ou gasolina.

Tratando-se do comando digital, quando o motorista determina qual grau deve estar o ambiente interior do carro, isso exige um pouco mais do sistema, pois ele vai tentar atingir a temperatura rápido. No entanto, Cristiano afirma que mesmo sendo um pouco mais do que a mudança de velocidade, ainda é baixa a diferença de consumo.

Autoestrada

A zona urbana, naturalmente, exige mais do automóvel. Entre paradas e trocas constantes no trânsito, o ar condicionado pesa como um item a mais de consumo.

No entanto, quando a estrada permite seguir, o conforto dos vidros fechados também é privilegiado, diminuindo pela metade o gasto.

Aos que gostam de sentir a ventania entrando no carro, Cristiano dá uma dica: em altas velocidades, com vidro baixo, o veículo perde a aerodinâmica e acaba consumindo como se tivesse com ar condicionado ligado, por conta da pancada de ar que acaba entrando no interior do carro, causando uma força contrária e diminuindo a sua velocidade.

Excetuando esse motivo, é indicado não andar com os vidros abertos pelas desvantagens, como as impurezas que entram no carro, sujando os estofados e forro do teto, além da perda de conforto ao dirigir, principalmente em dias quentes e tráfego intenso.

Outro fator é a insegurança, sem o vidro fechado o motorista e os passageiros ficam mais expostos e facilitam a abordagem de terceiros.

Meia verdade

Dar a partida no automóvel com o ar condicionado já acionado está liberado, porém com uma condição: ele deve ser original de fábrica.

A razão está porque existe gerenciamento eletrônico para acoplamento do compressor. Quando o ar é adaptado, caso não haja essa função na unidade de injeção, é aconselhado desligar o ar antes de ligar o carro.

Com o veículo já em movimento, não há problemas ao motor mexer no funcionamento do sistema de ar. No entanto, o carro realmente perde potência por conta do acionamento do compressor.

Quanto maior a cilindrada, melhor o desempenho do carro com o ar ligado. Nos modelos 1.0 essa interferência é mais perceptível, tanto que em subidas íngremes é indicado desligar o sistema. Em alguns automóveis, a própria unidade de comando desliga o ar condicionado para melhorar o desempenho.

Duas opções

Já notou que há dois desenhos ilustrando e indicando o modo de circulação do ar no carro?Sabe quando melhor usar?

Um interage o ambiente externo como o interno e o outro concentra o ar apenas dentro do veículo.

Para Cristiano, o rendimento do ar fica melhor quando é circulado sem agentes externos. Essa opção é indicada principalmente em circulação dentro da cidade.

Todavia, em caso de viagem, é indicado mudar para o outro modo. Por as portas e janelas manterem-se fechadas por mais de uma hora, é importante que o ar seja renovado.

Cuidados

Não só óleo, balanceamento e alinhamento. Na hora da revisão, o filtro do ar também deve estar incluso na lista de itens a ser verificado.

"O filtro de pólem interfere, sim, no rendimento do ar, por conta da obstrução do fluxo da ventilação interna", justifica o supervisor de oficina.

É indicado a inspeção e troca a cada seis meses. O custo é, em média, de R$ 40,00 e a instalação é fácil e rápida. As principais falhas do sistema de climatização acontecem pela ausência de manutenção.

Como existe reparo e troca para cada componente do ar condicionado dificilmente será necessário a troca completa do sistema.

Fora de série

Mesmo item já considerado básico, ainda há veículos que são vendidos sem ar condicionado a pedido, por vezes, do próprio cliente, devido a redução do preço final do automóvel.

Se comprado sem esse acessório, uma instalação feita à parte pode custar, em média, R$ 3.500. Caso se arrependa ou compre um veículo seminovo sem esse sistema, o motorista pode ainda adquirir o kit original de fábrica na própria concessionária da marca, para facilitar.

 
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