sábado, 27 de novembro de 2010

Um pouco de risadas

Não posso negar que tive alguns contratempos. Mas, ao todo, desconsiderando mínimos detalhes, posso dizer que a disciplina de Radiojornalismo II foi minha válvula de escape neste semestre. O conteúdo e as risadas fluíam normalmente no laboratório de rádio. Dentre programas, edições, gravações e conversas, divertimo-nos bastante. Pelo menos posso falar por mim.

Há duas postagens, coloquei uma crônica minha em áudio, feita durante essa disciplina. No dia da gravação, todos estavam nervosos e ansiosos para ler em voz alta, em meio a sala lotada, os seus pensamentos e sentimentos com relação ao mundo, às dúvidas e aos pensamentos que os cercam.

Alguns gaguejaram, outros trocavam as palavras inúmeras vezes ou tremiam o papel diante dos seus olhos. Porém, todo o desconcerto foi ao espaço quando uma colega de sala mobilizou todos os alunos a participarem de sua crônica. Na verdade, o texto virou mais uma novela. Faltaram apenas os efeitos sonoros produzidos artificialmente.

Foi muito divertido e marcante para a turma participar dessa experiência, que compartilho agora com vocês. Depois de uma autorização pela autora Laís Moita, coloco abaixo a sua crônica "O problema é o peido". Espero que se divirtam.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Corpo esperando as moscas

Os meus olhos ainda não estavam dilatados do oftalmologista. Não, a minha visão não estava deturpada ou o sono era tamanho para criar uma cena trágica e aparentemente cruel. Às 7h, quando tentava manter-me acordada na cadeira do ônibus, vejo um cachorro sem vida na calçada localizada no início da Av. Washington Soares.

De longe, deitado de costas, com as patas todas abertas, parecia estar esperando um carinho. Porém, de perto, o sangue escorrido ao lado do seu corpo não escondia a fatalidade. Não parecia natural, a morte tendenciava a assassinato e dos brutais.

Na boca da tarde, volto para a mesma avenida e o trajeto de volta. Olhei pela janela para saber a continuação da história matutina e nada foi feito. O ser canino encontrava-se no mesmo local, na mesma pose. Banhado no mesmo sangue, provavelmente mais frio, e na indiferença alheia. Alguém notou?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

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É melhor ouvir ou ler uma história? Quando as letras no papel pareciam códigos egípcios, pedia para alguém traduzir aqueles escritos. Mas nada melhor do que dar vida a uma história por si só. Não lembro exatamente a primeira palavra que eu li, porém há dois momentos marcantes que guardo como se fossem os dois primeiros: o dia em que compreendi uma propaganda de outdoor e quando eu li por inteiro uma revista em quadrinhos do Chico Bento.

Nesta postagem forneço as duas opções. Para os ouvintes, espero que não se incomodem com a minha voz rouca de gripe recém/quase nunca curada. Aos que preferirem ler, a crônica "Acordei mais velha" está aqui.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Diante de Senna

Nunca fui viciada em corrida automobilística e, aos quatro anos, ainda estava na fase de gostar da Xuxa. Então, a emoção de um legítimo fã não assombrou o meu corpo fraco de gripe recém curada. Assisti ao documentário Senna, como poderia ter visto o dos The Beatles.

Acompanhada de um louco inveterado por Senna, fui ao quarto dia de cartaz do filme que mostra as principais corridas da curta carreira do piloto brasileiro, além de sua rivalidade com o francês Alain Prost. Como era de se esperar, a sala estava LOTADA, entretanto, felizmente o grupo de aparentes arruaceiros na fileira atrás da minha não atrapalhou a minha atenção.

Para os que comentam: "faltou corrida x", "não mostrou a briga com fulano" ou ainda O Povo que disse que o diretor quis transformar Airton Senna em um semideus, eu digo: vamos ser realistas? Não é possível colocar 34 anos de vida em duas horas de filme. É IMPOSSÍVEL, ASSIM COMO ESCREVER SOBRE QUEM VOCÊ É EM UM PERFIL DE ORKUT. Lógico que algum fato, frase ou relações vão ser deixados de lado. Porém isso não significa que não aconteceu.

Temos que ver o documentário como "um ponto de vista". Da mesma forma como registramos na memória os momentos mais importantes de nossas vidas e do que acompanhamos da vida dos outros, o diretor selecionou as imagens que ele considerava relevante de compor a imagem do piloto.

Reminiscências

Enquanto as cenas passavam lembrava-me da minha irmã. Os olhos de Senna, estampados em um pôster horizontal, encaravam-me toda vez que ia pegar algo em seu guarda-roupa. Aos domingos, enquanto a sua atenção estava voltada para a corrida na televisão, ficava ao seu lado, simplesmente por querer sua companhia. Na verdade, acho muito chato ficar horas vendo carros passando em alto velocidade.

Em um desses momentos, mais especificamente em 1 de maio de 1994, recordo-me de ter chorado. Não, não me emocionei quando soube que Senna morreu. Não tinha consciência suficiente para entender o que estava acontecendo. Porém, assim como o Brasil derramou lágrimas ao ver o seu corpo sem vida na pista, minha irmã chorou. Não sabia os seus motivos, mas pareciam tão significantes para mim, que compartilhei da sua dor e chorei junto a ela.

Dúvida

Naquele fim de semana de abril/maio de 1994, sinais estavam jorrando pelos ares e por que ele não escutou? Será que a segurança teria melhorado com tanta voracidade se não tivesse acontecido essa fatalidade? Bom, lembrei da piada "Deus vai me salvar", quando várias formas de ajuda são ofertadas para um homem que está prestes a se afogar e ele sempre dizia "- Não, obrigado. Deus vai me salvar", até que morreu e percebeu tarde demais que estava diate de intermediários de Deus. Talvez o acidente de Rubens Barrichello na sexta-feira daquela semana infeliz (29/04) e a morte do piloto Roland Ratzenberger durante os treinos de sábado (30/04) fossem avisos. Mas nós nunca saberemos, não é?

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

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Quem me conhece sabe o quanto eu amo escrever e, principalmente, falar. Então, imagina como foi aguentar quase uma semana contendo a voz na garganta. FOI UMA LOUCURA. Principalmente, pois tinha nesse meio termo uma apresentação de trabalho e uma gravação de rádio.

Sem nenhuma festa de arromba ou gritos insanos nos últimos dias, acordei rouca na quarta-feira (3/11) sem nenhuma explicação. Diante disso, veio a questão: como será que vou conseguir não gritar, à noite, em pleno jogo Flamengo x Ceará no Castelão. Mas, acredite, meu namorado é testemunha, não gritei um segundo. Sustentei a voz no mudo e despejei toda a emoção nos movimentos dos balões pretos e brancos em minhas mãos.

Nos outros dias, fiz o meu máximo: evitei ligar para a minha melhor amiga (nossas ligações duram uma eternidade), desviei-me do caminho onde tinha muitos conhecidos e participei menos em sala de aula. A sorte e a ironia é que na sexta-feira a disciplina era de Libras, então pouco importava se podia falar ou não. O BOM FOI ISSO.

Parece besteira, entretanto, quando algo do organismo sinaliza não funcionar regularmente, tudo aparenta caminhar como ele. As cordas vocais se manifestaram e aquela tosse chata, que mais lembra fingimento de doença, apareceu nas minhas noites que viraram quase de insônias. Daí veio o cansaço no corpo, a dor de cabeça e o mau funcionamento do meu nariz. Como se consegue acordar bem para estagiar no dia seguinte? Ou conseguir estudar para um intensivo de provas?

Quando se diz que precisamos do conjunto para sobreviver isso se aplica na sociedade e dentro de cada ser vivo. O corpo falha em conjunto. Precisamos estar atentos aos sinais de aviso e aos nossos limites. Será que o meu está querendo dizer que preciso de férias? É uma mensagem subliminar muito intencional de ser sentida? Não sei. Tomara que sim, pois minha mente recorre a essa ideia constantemente.

sábado, 6 de novembro de 2010

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Os monstros aparacem quando dormimos e, com a minha experiência, quase posso provar isso. Já acordei com dores repentinas no pé, sem nem ao menos poder encostá-lo no chão. Tive momentos de estresse manifestados por um gosto amargo na boca. Na quarta-feira, por exemplo, levantei-me pela manhã com um tom de voz a menos do que o normal.

Assim como uma criança, ao dormir, tem medo de monstros no quarto, tenho receio de ser surpreendida pelo sono. Não são os monstros infantis usuais que me atazanam e, sim, o fato de ao invés de descansar e repor energias, a cama sugar aos poucos as minhas forças humanas.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

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O que esperar dos próximos quatro anos? Realmente, eu não sei. Nem tenho certeza de que "pior do que está não fica". Não acredito no potencial de comando da Dilma e ainda penso que o Nordeste ficará abandonada numa caixa cheia de mofo durante o seu mandato.

Será que ela cometerá mais gafes do que George Buch? Pois, antes mesmo de eleita, não sabia qual era o seu livro preferido e até disse que o meio ambiente era uma ameaça ao desenvolvimento, entre outros absurdos. Sinceramente, nunca desejei tanto estar errada quanto aos meus instintos e pensamentos.


 
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