terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Parte final da saga HP

Após várias visitas não anunciadas e sem sucesso no seu objetivo, finalmente coincidiu a vinda da transportadora terceirizada da HP com a minha presença em casa, lógico que por coincidência, pois mais uma vez a notícia não foi avisada com antecedência.

Porém, sem mais delongas e cansativos detalhes, quero dizer que a saga do conserto do meu notebook terminou. Digo feliz e sem saudosimo que foi com o típico final feliz - tomara que pela eternidade, como nos contos de fadas - e sem busca por histórias de continuações, como muitos procuram quando algum best seller é finalizado.

Meu estresse merece até ser contato e minha perseverança por insistir no conserto pela garantia também, no entanto, não desejo essa experiência para ninguém. Foi desgastante os meus telefonemas durante um pouco mais de um mês com a HP, mas felizmente dou um adeus com um sorriso na boca e com as palavras digitadas no meu computador revisado e novo em folha!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Sai de mim

Depois da música muito desgastar-se nas capas de revistas e jornais, nos programas de televisão e nas redes sociais, a Fiat resolveu usar um pouco mais do "Ai se eu te pego" no comercial do Novo Uno. Por estar enjoada do excesso de holofotes nesse hit de Michel Teló, considerei um pouco arriscada essa aposta de aliá-lo a nova campanha.

Realmente, não vi ligação do refrão "delícia, assim você me mata" com o jogo de imagens e cores do Uno na tela da televisão em sua estreia no último sábado. Além disso, a frase "pode colocar até o sucesso do momento. O novo uno vai continuar sempre descolado" em forma de letra de videokê, que não acompanha de fato o que está sendo dito na música, só fez o nexo do comercial ir ao espaço.

Já vi melhores, Fiat, já vi melhores. Até o antigo "Uni Duni Te" era superior.

O caso é que estão investindo muito na campanha "Uni Duni Teló", visto que vários vídeos no You Tube passam alguns segundos do comercial de maneira automática e obrigatória, só sendo possível rejeitar depois de começar a escutar pelo menos o primeiro verso do "nossa, nossa, assim você me mata". Além disso, ainda foi criado um hotsite fiat.com.br/novosempre no qual os usuários podem gravar um clipe com uma webcam, fazendo a famosa coreografia da bendita canção, que será editado com imagens do Novo Uno e Michel Teló. O clipe final pode ser compartilhado nas redes sociais.

Para quem ainda não cansou de escutar em todos os quatro cantos do mundo, também o download gratuito e autorizado (sem medo do SOPA, hein?) do original “Ai, se eu te Pego” pode ser feito no site também.

Eu até gostava de dançar a música, mas ouvir a cada segundo já deu!


A lembrança e a data levada no exterior do carro

Não só por meio de adesivos que os entes são prestigiados, as placas são também meios de homenagem

Se lhe perguntassem a numeração da sua placa, você saberia dizer de cabeça, sem olhar no papel? Fique sabendo que a sequência pode abandonar a aleatoriedade e receber algum sentido ao motorista.

Que tal homenagear um acontecimento marcante em sua vida? Ou, então, por que não carregar aquele número da sorte no seu veículo?Por receber especificações dependendo do estado, não se pode mexer nas letras das placas. No entanto, os números, se estiverem disponíveis no sistema do Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE), podem ser escolhidos "a dedo".

O que separa uma placa comum da especial é uma taxa extra de R$ 100,00, somado ao valor de R$ 87,91 referente ao primeiro emplacamento. Os custos ainda contemplam o IPVA, a taxa pela classificação da placa de R$ 25,52, além do seguro que varia dependendo do veículo (R$ 279,27 para moto e R$ 101,19 para carro).

Para evitar idas e vindas ao Detran-CE, o proprietário pode resolver toda essa burocracia na própria concessionária. Na Silcar, rede autorizada da Chevrolet, a procura pela personalização é principalmente pelos donos do Camaro e Cruze.

Segundo o despachante Felipe Cruz, metade dos que fazem o primeiro emplacamento decidem escolher o seu próprio número, como o dia do aniversário de alguém especial.

Nome em vez de números

Não é só de doces, bolo e bem-casados que se fazem, geralmente, as festas de casamento. Assim como as pessoas tentam personalizar vários itens de sua vida, os noivos usam em sua celebração o clássico do matrimônio aliado a detalhes que dão a identidade do casal apaixonado.

As cores da decoração, os noivinhos em biscuit em cima da mesa de sobremesas e o vestido da noiva são elementos que carregam um pouco de personalidade, no entanto outros pensam: por que não ter um pouco mais?

Por um dia, os noivos podem andar em um carro onde leve os seus nomes. Não são só os números os escolhidos, o design completo pode ser modificado ao interesse do casal.

Na empresa Vip Valet, enquanto você fecha o contrato para o serviço de motorista da noiva, pode escolher também a aparência da placa do automóvel que a irá conduzir. Ela será aplicada em cima da verdadeira do carro por meio de fitas adesivas, para ser registrada em fotos e vídeos na entrada e saída dos enamorados da igreja e do bufê.

Saem, em média, cinquenta pedidos por mês. O indicado é solicitar com antecedência de quinze dias e o custo é de R$ 70,00.

Para quem tem menos tempo ou está atrasado no planejamento, pode ir a Placnord e pedir a sua placa decorativa por R$ 50,00, para receber em até três horas.

Há também a feita em adesivo, que leva dois dias para ficar pronto e custa R$ 70,00. De acordo com o funcionário da empresa Edilberto Júnior, são feitas trinta por mês. Dentre as opções, a que tem mais saída é a primeira, por ser mais barata e semelhante a uma real placa de veículo.

- Diário do Nordeste (Auto) -

Cultura itinerante na Av. Beira Mar

No interior de um Agrale amarelo, mais de quatro mil livros espíritas são vendidos, trocados, doados e emprestados

A Livraria Itinerante Chico Xavier há quatro anos compõe o cenário turístico da avenida Beira Mar. A história de levar o espiritismo ao conhecimento dos olhos alheios não é recente, apesar de ter estacionado a pouco em Fortaleza.

O projeto itinerante começou em 1989 com Chico Xavier. Em 2004, o empresário Luís Eduardo Girão trouxe o ônibus usado antigamente e deu continuidade aos planos do médium.

Segundo Suely Vieira, diretora da ONG Estação da Luz, foram mais de 700 cidades percorridas para distribuir mensagens e apresentar os livros espíritas e espiritualistas.

O ônibus azul com o mentor do projeto estampado no exterior do veículo, depois do longo percurso, resolveu adotar a calçada mais transitada em Fortaleza como seu lugar base.

Durou apenas um ano sob a administração de Clélio Cavalcante. Pelo grande tamanho e por ocupar muitas vagas de estacionamento, a ideia não foi bem aceita. Assim, o ônibus foi estacionar em outro lugar e servir a outros propósitos. Agora, ele está na Maraponga e virou uma sala de informática sob rodas.

Segundo Clélio, são apenas cinco computadores. Apesar do número ser pouco, a iniciativa já garante que algumas crianças tenham acesso a conhecimentos básicos sobre o computador diariamente.

"MOY de Chico"

O projeto, há três anos, tomou proporções menores e adequadas a uma vaga na Beira Mar. O ônibus deu lugar a um Agrale amarelo, placa MOY0891. O lugar é compacto, mas sustenta atualmente, em média, quatro mil livros nas prateleiras, divididos em 350 diferentes autores.

São atendidas diariamente cinquenta pessoas por dia. Entre elas espíritas, simpatizantes e curiosos. "Muita gente chega lá e pergunta: ´você tem o Crepúsculo´ ou esses livros mais vendidos. Eu falo: "tem não", mas acabo batendo papo sobre espiritismo", conta.

Embora seja uma livraria, o propósito, no entanto, não é a venda. Na verdade, os preços repassados sem lucros ou valores simbólicos atribuídos às obras são apenas para manter os custos do projeto.

A intenção primeira é tirar as dúvidas sobre o espiritismo e fazer orientações espirituais, tanto que é feito no local vendas, como também há empréstimos, doações e trocas de livros. "Tem de R$ 20,00, tem R$ 10,00, tem de R$ 40,00, tem de graça. A gente vende pelo mesmo preço que compra", acrescenta.

Dos que frequentam a livraria, 90% são turistas. Inclusive, certa vez um homem de Florianópolis recorreu ao auxílio da livraria para encontrar uma das quatorze mil cartas que Chico Xavier escreveu em alemão para o avô dele, que foi enviado pela prima morta em 1982. Por também existir uma cópia em português, finalmente eles encontraram em uma obra de Divaldo Franco. "O cara ficou muito satisfeito. Ele pensava que nunca veria a carta de novo", lembra.

Além disso, todo dia às 18h, acontece o evangelho no local.

Dados

90% das pessoas que procuram a livraria são turistas. A maioria é de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

350 autores são contemplados nas mais de quatro mil obras disponibilizados nas prateleiras da livraria itinerante Chico Xavier, localizada na Beira Mar.

ToP 10

Quando Chico Xavier não é procurado pela suas séries de livros psicografadas, é como personagem principal das obras. Além dele, os escritos de Divaldo Franco também são muito requisitados. Todos abaixo têm valor, em média, de R$30,00.

Chico Xavier:

Renúncia
Ave, cristo!
Nosso lar
Pão nosso
Caminho, verdade e vida

Divaldo Franco

Psicologia da gratidão
Refletindo a alma
Transição planetária
Além da morte

Marcel Souto Maior

As vidas de Chico Xavier

- Diário do Nordeste (Auto) -

Mais de 40 anos dirigindo do luxo ao carro popular

Muita simpatia e sorriso fácil são exalados dia após dia na rotina do manobrista Auberir, de 63 anos de idade

A rotina é a mesma há quarenta e quatro anos. No fim da madrugada, José Auberir Lameu de Mesquita acorda, encaminha-se para o seu emprego e veste a sua farda, ou melhor, "roupa de briga", para enfrentar os três andares lotados de carros, quase que diariamente.

Com o sorriso sempre no rosto e um ar aparentemente tímido, o "baixinho", como é chamado carinhosamente pelos amigos, não para nenhum segundo o seu serviço.

Até mesmo o almoço, momento sagrado para dar uma pausa e descansar um pouco, ele sempre adia ou apressa. Como dizem os seus companheiros de trabalho, ele não come, engole. "É ligeiro demais. O movimento é grande", explica sempre rindo.

Mesmo às vezes sendo sucinto com as palavras e a rotatividade de pessoas ser intensa no estacionamento, ele não deixa de fazer novos amigos no seu lugar de trabalho e de receber elogios por onde passa.

Primeiras manobras

Desbravando Fortaleza, chegou de Santa Quitéria com dezoito anos de pura força de vontade de ter o seu próprio dinheiro. Logo que pôs os pés sozinho na capital, Auberir conseguiu o seu primeiro emprego em uma "vacaria".

Depois de idas e vindas em outros empregos, encontrou o seu lugar no estacionamento do centro, localizado perto do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Ceará (Crea).

Não sabia manobrar ainda, mas ajudava empurrando os automóveis e, assim, foi conquistando o seu espaço no local em que se mantém até os dias atuais. "Quando eu comecei, o movimento era pouco, eu ficava ajeitando os carros, atendendo o pessoal", relembra dos seus primeiros dias de trabalho.

Com um mês, já arranhava um pouco na direção e, aos poucos, foi pegando o jeito sem medo e deixando de ficar atrás do veículo para assumir o volante.

A sua dedicação é tamanha, que Auberir recebeu muitas outras propostas para assumir a sua função em outros estacionamentos, no entanto, nunca abandonou o seu posto.

Até mesmo agora, há onze dias que completou os 63 anos de idade, 35 anos de carteira assinada e já pensando em firmar a sua aposentadoria, não deixa a idade atrapalhar o que faz tão bem. "Sou eu que abro e fecho o estacionamento e tudo. Sou o primeiro que chega e último que sai todo dia", afirma, com orgulho.

Contratempos

A profissão de manobrista carrega algumas famas que prejudicam o seu ramo.

Muitos motoristas têm receio de entregar o seu carro a um estranho por não saber se ele terá desleixo ao dirigir ou, pior, irá subtrair algum pertence do veículo. Realmente, Auberir reconhece que há quem faça, mas assegura que isso não é realidade de todos, apenas suja o nome dos profissionais da área.

Felizmente, nunca os seus clientes tiveram desconfiança dos seus serviços. O máximo que acontece é o ciúme de alguns motoristas dos seus automóveis. Ele não se sente ofendido com essa reação de super proteção, porém observa que essa atitude, apesar de ainda existir atualmente, diminuiu comparado ao início da sua carreira.

Outro obstáculo que marcou o seu percurso como manobrista foi um incidente ocorrido há mais de uma década, mas que ele lembra nitidamente. Segundo Auberir, um homem fingiu que conhecia a dona de um dos carros estacionados, pegou a chave que antigamente era guardada no quebra-sol e levou o veículo para depenar. O automóvel foi encontrado e quatro dias depois encontraram o ladrão em flagrante fazendo o mesmo com outro carro. Depois disso, ficou a lição e maiores precauções por parte dele.

Emoção

O "baixinho" não tem nenhum carro na garagem, no entanto, teve a oportunidade de estar dentro de automóveis que poucos estiveram. Inclusive, foi o seu interesse pelas quatro rodas que também o manteve na profissão. Do popular ao luxuoso, Auberir manobra, em média, 120 veículos por dia.

Na sua lembrança, guarda o nome de poucos carros que teve o prazer de dirigir. São antiguidades, como DKW, TL e Puma. Porém, foi o Galaxy o responsável por proporcionar um emoção maior. "Ele era uma carrão bonito", lembra.

Sem parar

120 carros por dia são manobrados por Auberir, o "baixinho", no estacionamento de três andares do centro, das 6h às 19h, de segunda a sábado.

- Diário do Nordeste (Auto) -

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

♪



"I'll never be your mother's favorite
Your daddy can't even look me in the eye
Oooh if I was in their shoes, I'd be doing the same thing
Sayin' there goes my little girl
Walkin' with that troublesome guy

But they're just afraid of something they can't understand
Oooh, but little darlin' watch me change their minds
Yea for you I'll try, I'll try, I'll try, I'll try
I'll pick up these broken pieces 'till I'm bleeding
If that'll make it right

Cause there'll be no sunlight
If I lose you, baby
And there'll be no clear skies
If I lose you, baby
Just like the clouds
My eyes will do the same
If you walk away, everyday it will rain
Rain, rain-a-a-ain
"

(Bruno Mars)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Na segunda passada

Não é somente a vela com o número dezoito que define a maioridade. Existem fatores na vida, além das experiências acumuladas ao longo dos anos, que fazem a pessoa sentir-se mais velha. Comigo, por exemplo, entrar na faculdade foi o meu primeiro passo na categoria quase adulta e ter planos quase concretos de formar-me no final deste ano só faz eu ter quase os dois pés por inteiro nessa ideia.

A carteira carimbada, por mais que não seja válida como trabalho empregatício, também tira um pouco do ar juvenil de minha alma. O ônibus, porém, como fator exclusivo de minha mobilidade, ainda me mantém em parte na puberdade. Em plenos 21 anos, quase beirando os dois patos na lagoa, não sei conduzir um carro em linha reta sem estar um pouco nervosa.

Assumir o volante é como se fosse as badaladas da meia noite da Cinderella. A cada pisada no acelerador, revezando com a embreagem, freio e marchas, sinto-me transformada. A roupa não muda e o automóvel não se transforma em abóbora, porém o sentimento de maioridade agrega-se ao corpo ainda inexperiente.

Sentar-se no banco do condutor pode ser algo comum, banal, enfim, qualquer palavra que se assemelha ao ordinário de um vida urbana onde se vê circular milhares de veículos nas vias. Porém, nunca havia imaginado-me dirigindo antes de começar a fazer as minhas primeiras aulas práticas de autoescola.

A promessa de liberdade oferecida pelos Centros de Formação de Condutores (CFCs) é apenas um slogan, eu sei. No entanto, realmente dirigir proporciona uma sensação de que se pode tudo, de que o mundo está disponível para ser desbravado.

Por enquanto a minha velocidade ainda é 20km/h, vai demorar um pouco para pegar estrada e seguir a linha do horizonte. Mas, não importa, estou feliz com os passos curtos e firmes para concretizar a fase adulta. Mal posso esperar pelo nervosismo tornar-se comum e que as passadas lentas de marchas sejam mecânicas.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Para retirar o pé do acelerador

Não há penalidade por usar detectores de radar, mas como desejo de driblar a fiscalização vêm os grandes riscos

Quando os motoristas querem ser verdadeiros pilotos de corrida em plena zona urbana, o resultado são muitas multas no fim do mês. Para contornar a situação, em vez de reduzir a velocidade, os condutores decidem usar da tecnologia para driblar a fiscalização.

Não faltam opções e justificativas na internet da importância dos detectores de radar. Na propaganda, além da garantia de localizar os sensores, são estampados estímulos como tranquilidade, por não ser mais "pego de surpresa", fora alguns vendedores que oferecem também, por meio de seus produtos, "proteção e paz de espírito".

O medo de ser pego com o produto no flagra existe, tanto que são poucos os que se submetem a comprar o produto, que varia, em média, de R$ 150,00 a R$ 960,00. O receio, como muitos deles desabafam na internet, é de ficar "em cana".

No entanto, não há fiscalização ou qualquer punição prevista pelo Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE), só há a orientação para que haja consciência e responsabilidade na direção. Afinal, o condutor deve saber que, ao usar esse artifício para reduzir a velocidade apenas quando há fiscalização, irá aumentar o seu risco de acidente no trânsito.

Sinalizações internas

A maioria dos detectores só captam a presença dos radares móveis. Com isso, a dica dos vendedores é somar esse produto ao GPS, que carrega a possibilidade de adicionar a localização dos populares pardais como ponto de interesse do condutor.

A identificação muitas vezes é disponibilizada gratuitamente na internet, outras vezes o mapeamento já vem de fábrica com a possibilidade, às vezes, do motorista pagar apenas uma taxa para atualizar as informações. Segundo Alexandre Romão, proprietário da distribuidora O Pelicano, a maioria dos navegadores GPS já carregam essa opção de aviso de radar fotográfico, sendo de série ou não.

No entanto, os produtos deixam bem claro a sua função e responsabilidade pelo serviço, ou melhor, nenhuma responsabilidade. De acordo com o menu e deixando explícito com todas as palavras: a ativação e desativação desse recurso é de total cargo do cliente. Mas, o condutor não tem o que se preocupar, também não é ilegal o uso dessa função no aparelho. Aliás, para Alexandre, assim como as placas de trânsito alertam sobre a proximidade de lombadas eletrônicas ou fotossensor, o GPS também assume essa função educativa.

No mercado, esse produto pode ser encontrado pelo preço, em média, de R$ 290,00 a R$ 800,00. O valor depende da tecnologia, garantia e acessórios, como a opção de TV digital e bluetooth.

Sem aviso

Os motoristas têm até o direito de reclamar se os radares móveis e fixos não estiverem visíveis na via, porém não podem mais exigir que eles sejam sinalizados. Isso porque, no final de 2011, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) extinguiu a obrigatoriedade da sinalização de alerta sobre uso de equipamentos de fiscalização eletrônica nas ruas e estradas do país.

Segundo o Detran-CE, os órgãos de trânsito não precisam mais avisar onde estão os radares fixos ou móveis. No Ceará eles não serão retirados, mas as novas implantações de Fiscalização Eletrônica irão atender as normas do Contran.

São mantidos pelo Detran 291 radares fixos nas rodovias estaduais e quatro móveis, estes são utilizados nas rodovias CE 040, CE 085 e CE 501.

Transtornos nas vias caem na rede e são retuitados

Não é de hoje a forte participação das redes sociais na rotina das pessoas. São inúmeras as páginas na internet que se tornam verdadeiros guias.

Aos motoristas, em específico, não é diferente. Alguns publicam em suas páginas pessoais informações e desabafos sobre o trânsito da cidade, outros compartilham com milhares, era o caso do @LeiSecaFortal.

Em 140 caracteres e para mais de vinte e oito mil seguidores, o seu perfil enviava mensagens no twitter sobre acidentes, engarrafamentos, buracos, manutenções nas vias e também sobre casos de falta de educação de alguns motoristas.

Porém, o que entrou em polêmica foi a divulgação de blitz. Será que é adequado avisar sobre o seu local e deixar pessoas que beberam ou estão irregulares escaparem da fiscalização?

Bom, a questão pode até permanecer, mas, em meio ao caos em Fortaleza nos primeiros dias de 2012, o @LeiSecaFortal encerrou a sua participação na rede. Estas foram suas palavras no dia 2 de janeiro: "Devido a quantidade de mensagens falsas que nos enviam atrapalhando nosso propósito e críticas de quem não entende que divulgar Blitz é LEI, nosso Twitter encerra em definitivo suas atividades. Lembro-lhes que se blitze escondidas fossem mais eficazes, outros meios de segurança também agiriam escondidos. Policiais, seguranças, ronda do quarteirão, todos aparecem para evitar: 'mostre força para evitar conflito'".

- Diário do Nordeste (Auto) -

Rendimento do pneu depende de sua fabricação e do uso

A garantia é apenas um dos indicativos de duração do pneu. A lista de cuidados é longa para aumentar a sua vida útil

O pneu tem a sua garantia, mas isso de forma nenhuma é taxativo ao motorista. Geralmente, um carro que anda, em média, quinze mil quilômetros por ano na zona urbana, faz trocas regulares dos pneus a cada quase três anos. Porém, e quando se anda mais do que isso ou muito menos? É nesse momento em que o condutor deve estar mais atento ao quesito manutenção.

Não basta dar só aquela olhada amadora, é preciso levar para uma revisão regular, de preferência a cada troca de óleo, para que, caso haja alguma irregularidade, o motorista tenha ciência disso a tempo de consertar ou de até mesmo recorrer ao suporte do fabricante. "A visita periódica a auto centers para verificações de rotina podem identificar defeitos cobertos pela garantia", lembra o gerente comercial de frota e atacado da Gerardo Bastos, Bruno Bastos.

Os fabricantes, tanto de veículos como de pneus, também dão a dica do rodízio de pneus a cada 5 mil ou 8 mil quilômetros, dependendo de seu estado, para melhor aproveitamento do conjunto.

Segundo Bruno, a importância do rodízio está em ele exatamente uniformizar o desgaste nos quatro pneus, para todos eles terem o mesmo rendimento. "Veículos com tração dianteira, predominantes hoje no mercado, desgastam os pneus dianteiros com maior rapidez. Não realizando os rodízios recomendados, eles renderam uma baixa quilometragem, enquanto os traseiros tendem a durar o dobro do normal", explica.

Excetuando essas duas sugestões, vale também ter outros cuidados básicos, como balanceamento, alinhamentos e calibragem periódicos dos pneus. Este, em especial, em casos extremos pode até gerar a sua desintegração. "Pneus sofrem bastante com baixa calibragem, que gera mais calor que o desejado. É comum que se baixe a calibragem dos pneus para andar na praia, esquecendo-se de recalibrá-los logo que se retorne ao uso normal", avisa Bruno.

A lista não para nesses quesitos que podem diminuir a vida útil dos pneus. Inclua também o líder dos itens, segundo Bruno, da nossa realidade: os buracos. A cada queda, os impactos fortes podem provocar bolhas e/ou cortes no flanco. Além disso, há as subidas íngremes, comum nas serras, que pode provocar um picotamento da borracha da bande de rodagem, comprometendo sua aderência.

Como escolher?

O rendimento do pneu é baseado matematicamente na função da quilometragem rodada x modo de dirigir x tipo de pavimento. "Vale lembrar que o limite de resíduo de borracha admitido por norma técnica e legislação específica é de 1,6mm. Resíduos que se apresentam inferiores a esta profundidade indicam que é hora de substituir os pneus", acrescenta.

Com o rodízio, essa conta leva os pneus a desgastarem-se de maneira uniforme, tendo então de serem trocados todos ao mesmo tempo. No entanto, como escolher o modelo certo?

Na hora da substituição, o motorista deve estar atento a orientação do fabricante quanto à dimensão, índice de velocidade, índice de carga e tipo de banda de rodagem.

A data de fabricação deve receber um pouco de atenção também, pois é dela que depende a garantia do pneu.

Além disso, é importante pensar no momento pós-compra. "Em se tratando de pneus importados é importante saber quem é o representante oficial da marca e como sua rede de revendedores procedem em casos de garantia", alerta.

Opções

Os pneus acompanham a variedade de modelos de veículos, tanto na sua aparência, como também na sua funcionalidade. Se são caminhonetes e veículos tipo SUV, os pneus devem estar preparados para todo pavimento, do asfalto a lama.

Se o carro tem só a aparência de esportivo, mas de off-road não tem nada, foram feitos modelos só para eles, que suportam tanto asfalto, como terra.

Com os de passeio, a diferença está na velocidade potencial desenvolvida do automóvel. "Carros mais possantes, contam com pneus que suportam velocidades mais altas e mais aderentes", afirma.

Nos veículos pesados ainda se deve atentar quanto a variante se ele é de uso urbano ou rodoviário e quanto ao pneu de tração ou direcional. "Utilizando o pneu certo para cada caso se obtém o melhor rendimento, desde que seja observado sempre os cuidados periódicos da manutenção", sugere Bruno.

Cuide dos pneus

1º É ideal a calibragem, alinhamento e balanceamento periodicamente
2º Recomenda-se o serviço de manutenção dos pneus a cada troca de óleo (geralmente de 5.000 a 10.000 quilômetros rodados)
3º Faça o rodízio dos pneus, em média, a cada 5.000 ou 8.000 quilômetros rodados
4º Evite os buracos para o impacto forte não gerar bolhas e/ou cortes no flanco
5º Atenção com as subidas comum nas serras, para não haver uma patinação das rodas de tração e ter um picotamento da borracha da banda de rodagem e danificar a aderência dos pneus

Tempo do pneu

2,5 anos é a média de duração de um pneu. O tempo depende da quilometragem rodada, do modo de dirigir e do tipo de pavimento por onde circulou.

- Diário do Nordeste (Auto) -

Para chegar em casa mais rápido e com moedas a mais no bolso

Vai de mototáxi? Há quase dezesseis anos eles rodam pela cidade. São mais de dois mil cadastrados circulando

Foram treze anos para enfim conseguir um lugar no mercado. Os mototaxistas começaram em 1996 como clandestinos e, junto a sua caminhada pelo reconhecimento, enfrentaram a relação direta da imagem da moto a insegurança no trânsito.

A fama de desordeiro realmente tinha certo fundamento, até porque os motociclistas têm forte participação nos dados de acidentes até hoje.

De janeiro a novembro de 2011, por exemplo, dos 23.897 acidentes registrados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE), 8.207 têm participação de motociclistas.

Porém, de acordo com José Valteclar Vieira, presidente do Sindicato dos Mototaxistas de Fortaleza (Sindmoto), essa realidade não é mais a mesma. "De 2005 para trás, tinha ano em que morriam oito mototaxistas. Hoje, quando dá um é a média, quando dá dois é muito. Isso revela a nossa orientação de que eles têm de preservar a vida deles", afirma.

Para melhorar a sua reputação, a categoria enumera as suas vantagem no ramo de transporte de passageiros: menor tempo de viagem, preço mais acessível e liberdade na escolha de percurso e no horário da saída. Com o tráfego intenso de Fortaleza, o que os mototaxistas mais se gabam certamente é de poder esquivar-se ou, em outras palavras, ter mais flexibilidade para driblar as longas filas de engarrafamento.

Sem controle, por enquanto


Sem um aparelho para garantir o valor taxado pela quilometragem rodada, muitas vezes o passageiro fica refém da tabela de preço dos mototaxistas.

O padrão seria cobrar R$ 1,50 pela bandeirada e R$ 1,00 por quilômetro rodado, mas muitas vezes a corrida passa longe desse cálculo.

São exemplos como esses que mancham a imagem dessa profissão. "Tem uns que cobram até a mais, exageram, e com isso perdemos o nosso usuário", pontua José.

No entanto, segundo o chefe de divisão de planejamento da Etufor, Antônio Ferreira Silva, a previsão é que em 2013 o mototaxímetro comece a regular o valor do percurso, assim como acontece nos táxis convencionais.

O início do processo começou em julho de 2011, quando prefeituras, fabricantes, usuários e associações representativas e representantes de outros segmentos envolvidos nessa questão participaram do painel setorial no Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) sobre mototaxímetros.

Ao final do encontro, foi decidido que era necessário a elaboração de um Regulamento Técnico Metrológico (RTM) específico para os mototaxímetros, que estabelecesse os ensaios e as condições de aprovação aos quais estes instrumentos teriam de ser submetidos, a fim de permitir o seu uso em consonância com aquilo que é determinado pelo Inmetro.

"Desde então, estão sendo realizadas reuniões regularmente, onde todos os interessados estão discutindo os conceitos e a redação final deste RTM. Somente após a publicação deste RTM, que deverá ocorrer até o final do 1º semestre de 2012, os instrumentos poderão ser analisados", afirma o chefe da Divisão de Instrumentos de Medição de Comprimento e Força do Inmetro (Dicof), Fábio Lopes.

Depois de testados, aqueles inteiramente aprovados terão o seu modelo liberados e se tornarão aptos para o uso em todo território brasileiro.

Em Fortaleza, há apenas uma empresa na lista para comercializar: a AED Tecnologia, ligada ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).

Placa cinza


São 2.209 mototaxistas cadastrados e circulando pelo município de Fortaleza. Embora o número já seja significante, ainda há aqueles que querem aumentar o número de profissionais de forma ilegal.

De acordo com Josino de Medeiros, chefe da Divisão de Fiscalização da Etufor, constantemente é feito o acompanhamento e apreensão de veículos não autorizados.

O infrator, além de ter seu veículo retido, deverá arcar com uma multa de R$ 325,00.

São, em média, 70 fiscais externos e nove agentes de trânsito trabalhando na fiscalização de mototáxis piratas.

Em torno de quinze mototaxistas clandestinos são autuados por mês. Todavia, segundo Josino, pela facilidade dos condutores ilegais manobrarem em meio aos carros e fugirem, torna mais difícil a fiscalização. "Se eles não fugissem, o número de apreensões seria maior", garante.

Além do processo de identificação dos "piratas", a Etufor também recebe notificações daqueles que flagram um condutor de uma moto com placa cinza, sem trajes padronizados e fazendo principalmente serviço remunerado de transporte de pessoas, inclusive até os próprios mototaxistas regulares fazem questão de avisar.

Quanto aos motociclistas que transportam cargas, eles estão enquadrados na categoria de motofretista. Dessa forma, também devem estar licenciados no Detran-CE como aluguel. No momento só estão sendo perdoados pelo fato do curso obrigatório de 30h para quem exerce atividade remunerada nas duas rodas ainda não está sendo oferecido.

Associados

José Valteclar estava presente desde o princípio da criação no papel do Sindicato dos Mototaxistas, em 2005, e também, três anos depois, quando ocupou o cargo de presidente na sua inauguração oficial no dia 18 de maio de 2009.

Ainda na função de presidente, o seu plano é que até 2013 consiga implantar aulas de inglês e espanhol, já visando o turismo da Copa, além do curso de 30h exigido pelo Conselho Nacional de Trânsito.

Os 1600 associados têm direito a assistência jurídica, acesso a atendimento a clínicas médicas conveniadas e crédito no mercado. A taxa mensal é de R$ 10,00.

Para participar, o interessado deve-se dirigir a sede do Sindicato portando a habilitação fornecida pelo município.

Dados

2 mil é a média de cadastrados no município como mototaxista. Do total, 1600 são associados ao Sindicato dos Mototaxistas de Fortaleza, pagando R$10 ao mês.

15 mototáxis clandestinos, em média, são apreendidos por mês, segundo Josino de Medeiros, chefe da Divisão de Fiscalização da Etufor.

- Diário do Nordeste (Auto) -

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Completamente de molho

Eu simplesmente ODEIO a HP. Quem acompanha o meu blog, sabe como foi o meu dilema em Houston com relação a compra de um notebook (Lembra?). Os valores estavam atraentes, porém preferi arriscar comprar em Fortaleza, para ter a certeza de que se desse algum problema, ao menos poderia recorrer a assistência da loja ou da empresa do aparelho.

Pois bem, comprei o meu HP Pavilion dv5 no final de janeiro de 2011 e, por um momento, acreditei estar fazendo um ótimo negócio, até que em meados de novembro ele começou a dar suas primeiras falhas. Dei alguns dias para ele e ver se realmente era só um piti ou a situação era séria. Pois bem, os problemas aconteceram a primeira vez sem explicação e resolveram alojar-se no meu querido notebook.

Sinceramente, tive muita RAIVA. Como pode eu cuidar tão bem e, mesmo assim, ele apresentar defeito, enquanto outras pessoas pintam e bordam com os seus aparelhos e nada acontece com eles? É MUITO INJUSTO!

Continuando, resolvi recorrer a garantia, que por sorte ainda estava MUITO dentro do prazo. Gastando toda a minha paciência e boa vontade, eu posso dizer que conheci praticamente todos os funcionário do serviço por telefone da HP. Ao todo foram seis homens na minha lista, fazendo-me de técnico de informática para consertar o meu computador, enquanto eles davam as instruções.

Eu pensava que o auxílio por telefone fosse uma opção para aqueles que não gostam de deslocar-se de casa para fazer a assistência técnica, porém, com a HP, a assistência em local físico é só para quem está fora da garantia. OU SEJA, quem deveria ter maior suporte, ajuda, melhor atendimento e que está no prazo para ter o seu conserto gratuito, tem que "prestar os serviços" por eles, já que eles têm que seguir um ritual antes que o notebook seja pego e visto de perto.

Para piorar, eu fui para a HP Store do Iguatemi e o funcionário disse que nem a assistência técnica tem mais aqui em Fortaleza, apesar de que por telefone os funcionários assegurarem que tem. Mas, em que eu vou acreditar? Na voz que não sabe nem ensinar a fazer um backup por telefone ou na pessoa da loja que me ajudou a não ter meus documentos apagados só porque o meu computador nem ao menos ligava por um minuto.

SIM, não falei? Ele nem ficava ligado por um minuto sem travar. No começo, ele não reconhecia o sinal da internet depois de cinco minutos e travava depois de dez. Após os milhares de testes de paciência com a HP, o meu computador nem ligar direito às vezes conseguia. Simplesmente a "assistência" aumentou os problemas dele.

Quando finalmente consigo que eles aceitem a nota fiscal (SIM, eles só pediram a nota depois que é para buscar o HP para o conserto, quando deveriam ter pedido desde o começo, já que o telefone é só para quem está na garantia), eles demoram horrores para ligar de volta para dizer o procedimento e marcar a data para buscar o notebook. Liguei agora várias vezes e só dá aquela musiquinha de espera, quando não, transferem-me para um local que eu não pedi. Estão claramente enrolando-me. AI QUE ABSURDO!

Realmente, esperava mais, muito mais da HP. A decepção está grande. Só espero que eles não quebrem o meu computador na viagem e digam que já o recebeu assim. Essa empresa esta na lista negra das minhas próximas aquisições, DEFINITIVAMENTE.

domingo, 15 de janeiro de 2012

...

Eu estou sentindo-me como em meus tempos de infância, quando o domingo era o meu pior dia da semana. Por mais que eu tente completá-lo, ele vive na contradição de estar vazio de significados e cheio de tempo a perder. Preenchi-o com horas de seriados, filmes, páginas de livros, conversas, paradas para um lanche e até mesmo debrucei um pouco do meu lápis e tornei os seus rabiscos em poesia na caderneta para, enfim, ainda ser sete da noite.

O dia idolatrado por muitos pelo descanso foi apenas o ócio em última escala de chatice para mim. Foi aquela sensação de estar cansado o suficiente para não fazer nada, mas não exausto inteiramente para dormir e recuperar o fôlego. Sinceramente, nunca entendi porque as pessoas gostam do domingo.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Com ar fica mais gostoso

Depois de tantas reclamações ou, melhor, ironias na internet que, na verdade, as pessoas estavam comprando saco de ar e as batatas viam meramente por engano, a Ruffles resolveu se manifestar.

A empresa justifica que o ar funciona como airbag para proteger as batatas durante o transporte e que a sua quantidade sempre foi a mesma, desde 1985. "Todas as batatas chips do planeta precisam ter ar no pacote porque são finas, frágeis e quebram muito fácil", diz. "Sem o ar, você vai comprar um pacote no mercado e dar de cara com as batatas todas esmigalhadas". O material ainda diz que é a sua embalagem que garante a forma e o sabor preservado, não importa o tamanho da batata.

O infográfico com as informações foi divulgado em seu facebook. A explicação tem um fundo de verdade, porém às vezes parece que eles usam do tamanho da embalagem para enganar aqueles que nunca checam a grama descrita no canto do pacote e acham que o preço está excelente vendo por onde o conteúdo está guardado.

Parece até que estamos pagando pela embalagem, pois eles colocam um preço que não correspondem e faz justiça ao seu conteúdo. Só lembro do Doritos ENORME que eu comprei que compensou muito mais que qualquer salgadinhos dos supermercados do Brasil.

Bom, vamos ver a repercussão que a justificativa vai gerar...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Eu pediria outra coisa...

Longe dos antigos comerciais ou peças publicitárias que apenas mostravam o produto e diziam suas qualidades. Avante a criatividade! São ótimas aquelas que tem uma história por trás da venda, que deixam bem sutil o valor que a marca quer passar de si. A Havaianas é uma delas, que cada vez traz mais opções de vídeos interessantes, principalmente quando exibe belos galãs (rs).

Para levar no bagageiro superior

Nada de colocar carga no lugar de passageiro, o lugar da prancha é no teto do carro no suporte conhecido como air rack

Quando os ventos anunciam temporada boa de ondas, não há tempo ruim para os surfistas. Porém, uma tempestade de multas pode se aproximar caso não se tenha alguns cuidados.

Há aqueles que preferem levar a prancha no interior do veículo para defendê-las das intempéries da cidade, como os fortes raios solares. Ela pode até estar mais protegida, todavia o bolso do motorista e a sua CNH estão sujeitos a punições.

Para o Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-Ce), o ato é uma infração grave, com multa de R$127,69 e mais cinco pontos na carteira.

O mais recomendado é transportar a carga na parte superior externa do carro. Lembrando que o conteúdo levado deverá ter altura máxima de 50 centímetros e suas dimensões não devem ultrapassar o comprimento da carroçaria e a largura da parte superior da carroçaria.

O suporte que garante o transporte de forma segura e dentro da lei é o air rack, também conhecido nas lojas como bagageiro.

Alguns carros já carregam esse acessório de fábrica. Aos que não têm e querem aderir ao visual e utilidade, o seu valor permeia dos R$400,00 a R$3.000,00. O orçamento depende do material do produto, que pode ser ferro ou alumínio, do tipo de instalação e do modelo do carro.

Dentre os quase quarenta aplicados por mês, a versão mais procurada é da marca Keko, segundo Aldrey Belenda, responsável pelo suporte financeiro do O Borrachão.

Para um carro popular, como Corsa, o rack de ferro instalado de forma tubular, ou seja, que fura o teto, sai por R$427,00. Para automóveis maiores, como a L200 ou uma picape cabine dupla, o preço sobe consideravelmente para R$772,00.

A durabilidade depende dos cuidados e dos locais frequentados. A previsão é de dois a três anos, porém se o bagageiro enfrentar muita maresia e não for feito uma limpeza, a validade tende a diminuir com o tempo.

Por mais que seja possível fazer sozinho, o indicado e o que geralmente acontece é a procura por uma assistência profissional. O serviço demora de quarenta minutos a uma hora e só é cobrado o valor de R$80,00 quando o produto não é comprado na loja.

Como por exemplo, se você desejar algum modelo que utilize a instalação por meio das garras laterais.

O custo é bem mais baixo e acessível. Na Auto Peças Padre Cícero, o orçamento da peça varia de R$100,00 a R$200,00, dependendo também de qual carro receberá o bagageiro superior. O primeiro valor geralmente é para modelos populares, como Celta, o segundo é para os maiores, como Pajero.

Não somente atento ao bolso, é preciso pesquisar e estar certo de qual modelo adequa-se melhor ao automóvel e aos seus objetivos. São tantas variações no mercado que somente o Gol oferece três opções de rack.

Na magrela

Para aqueles optam pela bicicleta como meio de transporte até as praias do Ceará, o rack sai bem mais barato, uma média de R$20,00.

De acordo com o proprietário da loja virtual Chandler Surf, Carlos Albuquerque, muitos surfistas vão às praias de bicicleta, principalmente aqueles que não tem um padrão de vida financeiro alto.

Além disso, a praticidade da instalação e o valor que cabe no bolso facilitam a busca e compra pelo produto. São vendidas, em média, 10 racks por mês na loja.

- Diário do Nordeste (Auto) -

Para não ser refém dos técnicos e ainda virar conhecedor dos óleos

Mineral ou sintético? Que marca escolher? Qual o período de troca? Veja aqui algumas dicas antes de trocar o óleo

Não basta lembrar de trocar o óleo do automóvel a cada seis meses, é preciso conhecer também qual é o lubrificante mais adequado para o motor do seu automóvel.

O advogado Ricardo Gomes, como ele diz, nasceu e se criou em oficina e, atualmente, sempre fica ao lado do profissional quando faz a revisão do seu carro, mas não é todo mundo que conhece os pormenores do funcionamento do automóvel.

A dúvida que inicialmente permeia os motoristas é qual essência escolher: mineral, semissintético ou sintético.

Segundo o técnico em lubrificação do posto Aliança, Francisco Mendes, a primeira opção é indicada para carros mais antigos. Por ter menos aditivos, a recomendação de troca é a cada cinco mil quilômetros rodados. O seu valor é, em média, R$12,00. "O óleo mineral é um pouco mais grosso que é bom para um motor que está mais trabalhado", explica.

Para os veículos mais novos, geralmente lançados em 2010, e a maioria nacional, o tipo que mais sai das prateleiras é o semissintético, que tem sua troca a cada sete mil quilômetros. O preço é, em média, R$18,00.

Aos lançamentos do último ano, independente de ser importado ou não, o ideal é o sintético, com troca indicada a cada dez mil quilômetros. A compra do produto varia entre R$27,00 a R$30,00. "O carro novo precisa de um óleo mais fino, que é exatamente o sintético ou semissintético, e que vai atender as especificações do fabricante", acrescenta.

As informações sobre que material usar estão guardadas no manual, geralmente guardado e esquecido no porta-luvas do carro. É a partir dele e das características do seu automóvel, como marca e ano, que se escolhe o lubrificante. "O óleo 15W50 é especificado para Peugeot e Citroën, é especial para eles, eu já não posso colocar em um Gol novo, nele já deveria ser 5W40, mas se esse fosse um pouco mais velho já seria um outro", exemplifica.

De olho na marca

Há também outro detalhe que pode ajudar na hora da escolha do lubrificante.

Segundo Francisco Mendes, a maioria das marcas procuram oferecer a mesma qualidade e desempenho do seu óleo. O que difere, por vezes, é que algumas montadoras fecham contrato com marcas de óleo, garantindo assim a qualidade do motor do carro caso o motorista utilize o produto recomendado. "Se você usar outro óleo e der qualquer problema no motor, a montadora não se responsabiliza", orienta.

Por exemplo, o Peugeot por exemplo carrega embaixo do capô o adesivo da marca Total. Fiat fechou com a Selénia e a Volkswagen com a Castrol.

Melhor escolher algum

Pior do que pôr o óleo errado no carro, é não ter nenhum. Caso você coloque um tipo mineral em um veículo recomendado a receber um sintético, de acordo com o técnico Francisco, o lubrificante não será eficaz na sua função e ocorrerá um atrito entre peças do motor.

Essa reação acontece da mesma forma e de maneira mais rápida quando há falta de óleo. "Se você colocar um óleo desadequado, o carro vai dar problema, mas é lá na frente. Sem óleo o desgaste é na hora, explica.

É por isso que é melhor prevenir antes que "bata o motor". A troca leva apenas de quinze a vinte minutos.

Caso contrário, não será mais a troca de óleo a maior preocupação do condutor. "A vida do motor depende dele estar bem lubrificado, então eu nunca ultrapasso o limite recomendado pelo fabricante. Sai mais barato trocar o óleo com frequência, pois o motor pode ter um desgaste prematuro", afirma o motorista Ricardo.

Bússola na internet

A marca Shell desenvolveu uma ferramenta LubeMatch (www.shell.com/lubematch) para auxiliar o motorista de carro, moto e caminhão a encontrar o tipo de óleo mais adequado aos seus interesses.

A partir dos dados, como tipo, fabricante e modelo do veículo, a página recomenda o lubrificante mais adequado da sua marca e oferece a possibilidade das informações serem enviadas por e-mail.

Nas duas rodas

A divisão dos lubrificante s é a mesma para as motocicletas, porém há outras especificidades que o veículo sob duas rodas deve atentar-se. "Às vezes até a classificação de viscosidade é a mesma que o carro, mas é próprio para a moto, tem um aditivo especial para esse tipo de veículo", explica o técnico Francisco Mendes.

A troca do óleo também é um pouco diferente e depende da capacidade de litros de óleo que a motocicleta comporta. Para as menores, que geralmente comporta um litro, precisa trocar a cada mil quilômetros rodados. Caso o compartimento para pôr o lubrificante da moto seja semelhante ao do carro, recebendo quase três litros, o seu tempo de troca também se prolonga, podendo ser com três mil quilômetros.

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Para entrar na onda da tatuagem automotiva

Está mais frequente na cidade os automóveis se destacarem pelo estilo e tamanho dos adesivos automotivos

Personalizar o carro ultrapassa as cores vindas de fábrica e ganha formas e combinações visuais na carroceria do automóvel.

Seja no detalhe ou no exagero, não faltam opções e limites para quem quer deixar o veículo mais "maneiro", tanto no formato como também no custo.

Na Vouga, concessionária autorizada da Fiat, o cliente tem o novo UNO exposto na loja com suas variedades de adesivos em imãs para ele ter uma prévia de como ficará o resultado. O seu valor depende do tamanho do modelo e tem uma variação de preço de R$14,00 a R$395,00.

As mais pedidas são as "carinhas de internet", que custam cada uma R$49,80. De acordo com a vendedora de acessórios Vilany Araújo, as laterais com o tema Run (R$134,00) e Square (R$148,00) também são muito procuradas.O compacto novo Fiat 500 também recebeu preços e modelos específicos de adesivos. Os mais escolhidos são os postos na lateral e no capô, que se assemelham muito ao design dos carros de corridas, com suas listras finas e grossas.

O modelo lateral Itália, por exemplo, com suas faixas na cor verde e vermelho, é R$862,00, mas os preços podem subir um pouco mais, como o Sport, que é R$1.207,00, se for para o capô o custo cai para R$1.044,00.

Embora não haja opções específicas, os donos do novo Pálio improvisam e escolhem os modelos do Fiat 500 para aderir aos seus automóveis, principalmente as listras da lateral.

Pacote completo

Quem desejar decorar o interno de acordo com o adesivo colado no exterior do carro, há opções no mercado.

O valor final, por exemplo do Podium, fica orçado em torno de R$989,00. O pacote inclui os adesivo para capô (R$229,00), detalhe pequeno (R$49), lateral (R$284,00), painel do carro (R$327,00), marcha e freio de mão (R$50,00 cada).

A instalação dura no máximo uma hora, sendo a limpeza anterior a aplicação o processo mais demorado. Não há custo extra pelo serviço.

A durabilidade do adesivo é de, em média, dois anos, dependendo dos cuidados mantidos pelo motorista.

Fora da concessionária

Para quem deseja um preço mais acessível, sem abrir mão de personalizar o seu veículo, há as empresas especializadas nesse serviço.

A Destak-se é nova no mercado, mas o seu gerente, Washington Luis Feitosa, tem experiência no mercado.

Os mais procurados são os tribais e desenhos de chamas de fogo. O preço dos modelos laterais varia de R$90,00 a R$180,00. As famosas e procuradas listras são feitas pelo valor de, em média, R$110,00.

Cara do dono

Os donos de carros esportivos são os que mais procuram por esse tipo de acessório. Mesmo que o automóvel não represente o espírito do condutor, há quem queira investir no estilo da carroceria.

Dentro do perfil também se destacam os homens e, na sua maioria, jovem. Segundo Washington, quem mais pede para adesivar ou envelopar parcialmente são os "garotões", as mulheres são minorias.

Não precisa avisar

Segundo o Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE), quando houver uma mudança brusca da característica original do veículo, o proprietário deve informar da alteração, caso contrário estaria cometendo infração grave, com previsão de multa de R$127,69 e retenção do automóvel.

No entanto, como o adesivo ou envelopamento parcial ainda revela grande parte do carro original, então não é necessário expedir um novo Certificado de Registro de Veículo.

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Olho mais aberto e atento à noite

Em situações adversas de ofuscamento e penumbra é importante que o condutor tenha mais cuidado ao volante

Experiente ou não ao volante, a visão de todos peca um pouco à perfeição no período noturno. Se não bastasse a falta da luminosidade natural que garante uma melhor visibilidade da estrada e dos seus arredores, ainda há as condições adversas, que por vezes aparecem como empecilho a muitos motoristas.

Ter os olhos incandescidos pelos faróis altos dos veículos vindos na dianteira ou traseira é uma situação típica de ofuscamento aparentemente simples de ser contornada, porém que pode gerar graves acidentes.

Segundo o oftalmologista e diretor do Centro Avançado de Retina e Catarata, David Lucena, leva apenas de um a três segundos para a retina voltar ao normal. No entanto, isso é tempo suficiente para que um incidente possa acontecer, já que nesse período um automóvel a 80km/h percorre em média 66 metros. "Não há recursos que possam acelerar o restabelecimento imediato da visão. O ideal, neste caso, é parar o carro por alguns segundos", orienta.

É por isso que, pelo Código de Trânsito Brasileiro, transitar com o farol desregulado, com o facho de luz alta em vias providas de iluminação pública ou de forma a perturbar a visão de outro condutor é considerado infração, com penalidade de multa prevista de R$85,13 a R$127,69.

Quanto a regulagem, ela serve para direcionar mais o foco de luz e regular a sua altura. O ajuste demora um pouco menos de quinze minutos e custa, em média, R$10,00.

Pouca luz

Se com excesso há problema, com a falta de luz a situação também não é das melhores.

Obstáculos, pedestres e animais estão sujeitos a virarem invisíveis ou menos nítidos quando o veículo adentra em local mal iluminado, conhecido como penumbra.

De acordo com David, a visão nítida estará sempre prejudicada com intensidade que poderá variar de leve a exagerada. "Isso porque a nossa visão de detalhes e de cores depende das células fotorreceptoras chamadas ´cones´, as quais estão em nossa região macular e somente funcionam bem na presença de boa iluminação, como a diurna", explica.

Mesmo com uso do farol baixo e que o carro consiga ser visto pelos pedestres, o campo de percepção do motorista ficam restritos, por isso ambos devem ter a atenção redobrada para evitar acidentes na estrada. Outra dica é aumentar a distância do veículo que segue sua a frente e reduzir a velocidade nas passagens de um trecho muito iluminado para um escuro e vice-versa.

Dicas

O que fazer quando a intensidade de luz começar afetar a capacidade do motorista de ver ou de ser visto?

Mantenha o Para-brisa limpo e confira o funcionamento do seu limpador, o nível do reservatório de água, além do estado das borrachas das paletas.

Proteja os olhos, utilizando a pala interna de proteção do carro ou óculos protetores. Caso seja à noite, evite olhar diretamente para a luz e procure se guiar pela faixa branca da margem direita da via.

Diminua a velocidade e alerte ao motorista que vem em sua direção da sua luz alta, piscando os faróis. Caso seja o carro de trás, acione o freio para que as luzes traseiras acendam.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Novo ano, novo cabelo

O dia marcado para cortar minhas madeixas está se aproximando e já sinto saudades dos meus fios mais longos.

O cabelo grande às vezes dá um aspecto pesado a face e, com o clima de Fortaleza constantemente quente, ainda dá um bônus de calor ao corpo, principalmente ao pescoço. No entanto, sempre há um remorso antes da tesoura cortar com presteza o que cuidei tanto para crescer. Mais do que isso, há também o medo de não dar certo.

Por mais que o cabelo cresça no final das contas, uma mulher pensa em TUDO menos isso quando se depara com um resultado ruim a frente do espelho. A autoestima desce e, dependendo do estrago, nem uma escova definitiva consegue amenizar a situação. Estão vendo por que é tão difícil querer mudar de visual em vez de fazer sempre o mesmo?

Pareço estar descrevendo um grande caso SUPERFICIAL, porém, queridos leitores, embora toda literatura e frases feitas falando sobre a importância do interior humano, a aparência é também um GRANDE cartão de visita da pessoa, tanto para entrevistas de emprego, como também para fazer novos relacionamentos.

Além disso, é importante sentir-se seguro, bem apresentado e confiante em todas as ocasiões. Dessa forma, nenhum opinião adversa a sua personalidade irá atingir de forma a ferir, será apenas uma observação feita por um terceiro. Todavia, quando se já está em dúvida sobre algum quesito da aparência, como a tonalidade ou corte, todos os olhares parecem metralhadoras de chacotas e todas as observações, severas críticas.

Para o meu exagero, nesses dias parecem que sempre se está com alface entre os dentes e estão rindo de você às escondidas.

Para não desviar a atenção

O avanço da tecnologia dentro do carro facilita a distração, porém esse já é um problema antigo dos motoristas

Não é exclusivo dos tempos atuais as distrações como uma das causas de acidente na estrada, a diferença está apenas no aumento dos itens da lista que dividem a atenção dos motoristas.

Se antigamente a preocupação baseava-se geralmente em manter as crianças sentadas e afiveladas calmamente no banco de trás para elas não atrapalharem o motorista, agora há desde as publicidades espalhadas em grande quantidade nas laterais das vias, requisitando alguns segundos para sua contemplação, até o celular que, em alguns casos, não se desprega da orelha do condutor.

Uma média de vinte mil acidentes acontecem anualmente. Só este ano, até novembro, foram contabilizados mais de 23 mil e não faltam relatos de que a desatenção fez a diferença no tempo de reação eficaz ao volante para evitar um incidente.

São desde casos que ganham destaque na mídia, como o da artista plástica Simony Gracia que, ao tentar tirar as tangerinas que se deslocaram do banco do passageiro para as suas pernas, capotou o carro duas vezes e ficou tetraplégica, até acidentes anônimos que às vezes não são tão trágicos, mas geram muita dor de cabeça e prejuízo financeiro. Foi a situação do educador físico Marcello Parente, por exemplo.

Preocupado em desviar para não bater no carro da frete, um motorista manteve a alta velocidade e entrou na contra-mão, atingindo justamente de frente o veículo de Marcello.

Por consequência da imprudência somada a falta de atenção, ele teve quase perda total do seu automóvel, tendo que arcar com um prejuízo de mais de R$ 6 mil no conserto e, mesmo assim, o seu carro não conseguiu recuperar-se.

Atenção difusa

Mesmo que a estrada aparentemente esteja tranquila e com trânsito estável, o verdadeiro condutor defensivo deve estar atento e abrir ao máximo o seu campo de visão, para dirigir de modo a evitar acidentes, apesar das ações dos outros condutores e das possíveis condições adversas.

Até mesmo em situação de tráfego intenso, quando os carros estão parados e enfileirados, voltar-se para assistir ao filme transmitido no DVD faz com que o motorista se disperse e, por exemplo, não alerte no tempo certo que o carro dianteiro está descendo e aproximando-se demais do seu automóvel.

De acordo com José Wagner de Paiva Queiroz, psicólogo especialista em trânsito e presidente da Associação dos Psicólogos de Trânsito do Ceará, por mais que ainda seja alta a influência do álcool na maioria dos casos de acidentes registrados, os quesitos que acarretam desatenção merecem ser lembrados.

Por isso, embora os anos gerem algumas manias ou faça com que se despreze alguns ensinamentos aprendidos nos Centros de Formação de Condutores (CFCs), é importante manter as duas mãos no volante, avisar sempre que for mudar de direção e observar as sinalizações de trânsito.

Solta o som mais baixo

O toca-fitas já atrapalhou muito motorista. Mas, agora com tantos botões e possibilidade de trocar as músicas mais rápido e mais vezes, os modernos sons automotivos podem sair de um bom entretimento a causa de acidente. "A boa música descontrai, ajuda a relaxar diante de um trânsito congestionado e muitas vezes estressantes, mas sons altos podem tirar a concentração do condutor e não perceber, por exemplo, a buzina de pedido de passagem do veículo ao lado", explica Wagner.

Melhor encostar

Até mesmo os experientes em dirigir falando ao telefone precisam ter cuidado ao segurar o volante com uma mão e o celular em outra ao mesmo tempo.

Segundo Wagner, não haveria tanta interferência na condução do veículo se fosse uma ligação rápida. No entanto, a fiscalização, ao avistar um motorista ao celular, não teria como saber se ele estava falando há muito tempo, pois isso há a abrangente restrição.

O tempo é visto como fator crucial, pois quando o diálogo transforma-se em uma longa conversa ou até mesmo em uma discussão todos estão sujeitos a ter sua percepção do trânsito dividida. "Se o assunto for muito emocional, tenso ou preocupante é recomendável ao condutor que estacione seu veículo", afirma.

Distração contada

2 mil ou mais especificamente 2.292 foi o último total contabilizado de infrações em 2011 por usar fone de ouvido, celular ou outro aparelho eletrônico.

Retrospectiva

De acordo com o DETRAN, dirigir o veículo utilizando-se de fones nos ouvidos conectados a aparelhagem sonora ou falando ao telefone celular, além de equipamentos de entretenimento que gerem áudio e imagem (DVD), instalado no painel frontal do veículo, são consideradas infrações médias, com multa prevista de R$ 85,13 e mais quatro pontos na carteira. Veja o total registrado dessa irregularidade nos últimos cinco anos:

Em 2007: 713 infrações
Em 2008: 1.496 infrações
Em 2009: 1.947 infrações
Em 2010: 1.793 infrações
Em 2011: 2.292 infrações

- Diário do Nordeste (Auto) -

Mudança no artigo de proteção veicular com tempo contado

Estamos em 2012 e também três anos mais próximos da troca obrigatória do extintor BC de todos os carros

Desde 1º de janeiro de 2005, devido a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), os veículos de passeio produzidos no Brasil foram proibidos de sair de fábrica sem o extintor de incêndio ABC. Os anteriormente produzidos a essa decisão foram liberados da troca e de qualquer punição. Mas só por enquanto.

Na verdade, o modelo BC está com seus dias contados, já que em 2015 todos os carros terão que adotar o novo tipo.

Depois disso, independente de marca, modelo ou ano de fabricação, aqueles flagrados com alguma irregularidade relacionada ao extintor ou com sua ausência é tido cometendo uma infração grave, tendo que arcar com multa de R$127,69, além de sofrer cinco pontos no prontuário e retenção do veículo para regularização.

A substituição

Quem ainda permanece com o extintor anterior não está correndo grandes riscos, apenas está menos protegido. Isso porque, segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), ele contempla somente apagar os indícios de incêndio no sistema elétrico ou envolvendo líquidos inflamáveis.

A letra A que falta para completar o antigo modelo representa a proteção contra o fogo produzido em materiais sólidos, como plásticos, borrachas, madeiras e tecidos.

Além da mudança na finalidade, a diferença também está na composição e manutenção.

"O extintor com pó BC, que já parou de ser produzido, era composto por bicarbonato de sódio e podia ser recarregado. O extintor com pó ABC é composto 55% por monofosfato de amônia, o que o torna mais eficiente, tem validade de cinco anos e não pode ser recarregado", explica o Detran.

A troca do antigo BC já está acontecendo a medida que vai vencendo. Entretanto, ainda há aqueles que resistem e tentam prolongar o máximo a sua vida por razões financeiras.

Tanto o valor de compra do BC era mais barato, quanto a sua opção de recarga, que custa em média, de R$ 10,00 a R$15,00. Enquanto isso, a troca do ABC pede um investimento um pouco maior, podendo ultrapassar R$ 90,00.

Como não se pode adiar a troca do extintor após o seu uso, ao final do prazo de validade ou quando é notado alguma irregularidade no lacre, no indicador de pressão ou na aparência externa do produto, a melhor opção é pesquisar antes de compra.

Nessa ocasião, a disparidade de preços pode ser tamanha entre os locais de venda, que compensa até dirigir um pouco mais para economizar.

Em uma distância de 11km entre duas lojas pesquisadas, por exemplo, o valor orçado registrado variou R$ 25,00.

Para os caminhões há ainda outro detalhe. Por carregarem extintores de 2kg, os motoristas têm a opção de recarga, o que diminui os custos. O valor é de, em média, R$ 14,00.

- Diário do Nordeste (Auto) -

Experiência é a melhor aliada para aprender os jogos de sinais das vias

Os mapas, guias e GPS orientam, mas algumas bagagens de informação só se conhece quando se põe o pé na estradaJustificar
Arrumar as malas é a preocupação mínima daqueles viajantes decididos a pôr os pés na estrada. Antes de embarcar ao mundo, eles carregam na bolsa e na mente informações sobre a cultura e o clima dos locais que almejam ir, além de rotas traçadas nos mapas. Porém, mesmo com tudo planejado, apenas quando realmente o veículo segue o seu caminho é que percebem que existe um desconhecido ainda não atingido.

Recentemente, o auditor da Secretaria da Fazenda (Sefaz), Augusto Rocha, estacionou sua motocicleta em Fortaleza. Há duas semanas, ele retornou da sua segunda viagem por alguns países da América do Sul.

Em seus quilômetros percorridos, notou que os motoristas podem não falar a mesma "língua de sinalização". Na Argentina, soube de maneira não tão agradável que, quando o motorista dianteiro liga o pisca da direita, ele não está autorizando a sua ultrapassagem, o que acontece ao contrário no Brasil. O resultado disso foi ele quase ir de encontro a um veículo.

Também percebeu que muitas placas e sinalizações se assemelhavam às brasileiras, mas muitos detalhes faziam-o lembrar que estava em terras estrangeiras. No Chile, por exemplo, encontrou placas alertando sobre fios que cruzam a via, representado com um símbolo de raio em um fundo azul, e também sinalizações horizontais para orientar os motoristas, em dias de neblina, da sua distância com os carros a frente.

No entanto, o que realmente atraiu mais a atenção de Augusto nesse país foi o rigoroso cumprimento das leis de trânsito. "No meio do deserto, você sabe que não vem carro e trem nenhum, mas você tem que parar nos cruzamentos de linhas férreas e todo mundo faz", lembra.

Situação totalmente oposta acontece em Juliaca, cidade localizada no Peru. "Lá não existe regra para nada. Não se respeita semáforo, mão ou contramão. A única coisa que funciona é a buzina", afirma.

Com relação ao percurso no interior das cidades, a dica de Augusto é guardar o veículo e seguir com um outro meio de transporte. Segundo ele, principalmente perto das rotatórias e viadutos, a sinalização não é tão eficiente. Então, nessas situações fica mais fácil de se perder.

Quem também seguiu estrada foi o artista plástico e ilustrador de livros infantis, Rafael Limaverde. Em 2002, em uma viagem de dois anos, ele partiu de bicicleta para percorrer os países da América Latina.

Durante o trajeto, muitos registros em fotos e anotações, como a placa com um ponto de exclamação, que até hoje não tem ideia do significado. "Não era um lugar de perigo ou que exigia maior atenção. Bem intrigante", pontifica.

Com relação as sinalizações verticais, a ideia do aviso é semelhante, porém algumas tem suas especificações. "Aqui (no Brasil) quase sempre é símbolo de uma vaca ou veado. Mas tem casos em que é uma iguana, capivara ou lhama. Outras bem curiosas são as que indicam pirâmides Maias no México", recorda.

Além dos símbolos, o que muda também é o idioma, o que às vezes complica para os viajantes brasileiros. "No México é um pouco complicado porque os nomes dos lugares, em alguns momentos, são difíceis de pronunciar, como é o caso de ´Xtacumbilxunán´, o que dificulta um pouco pedir informação", explica.

Rodando pelo Chile, Peru e Argentina, Augusto não teve nenhum problema com a fiscalização. "Dizem que no Peru os policiais gostam de pedir propina, mas nunca fui abordado. O contato que eu tive foi por iniciativa minha, para pedir informações, e talvez isso causou um certo constrangimento sem ele querer me extorquir", presume.

No caso do Rafael, mesmo em uma bicicleta, a Argentina causou transtornos. "Tive problemas com policiais pedindo o ´cafezinho´. Soube depois que lá é obrigatório o uso de extintor de incêndio para motocicletas. Como a nossa legislação não obriga, é um prato cheio para os policiais quando param viajantes brasileiros", avisa.

Sem vergonha

Mesmo com mapas, GPS e guias de bordo, a dica é pedir informações sempre que precisar, independente de que veículo se dirija. "Mesma com uma boa sinalização sempre perguntava. Quando se está de bicicleta, perder-se pode acarretar em muitos quilômetros extras", expõe Rafael. Outra dica é fugir do clichê e criar sua própria rota. "Longe das máscaras turísticas você encontra a verdadeira alma de um lugar", acrescenta.

Circulando

7h por dia Rafael Limaverde pedalava pela América Latina, ao longo de dois anos, fazendo a sua própria rota para melhor conhecer os lugares visitados.

- Diário do Nordeste (Auto) -

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Estou pronta para próxima

O ano passou e eu não notei. Não estou tratando sobre a efemeridade do tempo e, sim, de que a meia noite do dia 31 foi igual ao minuto seguinte batido no relógio. Sim, houve os fogos, os espumantes, a roupa arrumada e o bendito repertório de carnaval. Mas, e depois disso?

A virada de 2011 e o gole depois do grande brinde não foram definitivos para marcar a mudança, porém cada segundo dos dois primeiros dias do ano já estão fazendo o meu pensamento dar uma reviravolta. Tomara que 2012 surpreenda-me e, de preferência, positivamente.

As sete ondas já foram puladas, então estou pronta para este ano...

domingo, 1 de janeiro de 2012

Nada de novo

Por quê? Digam-me por que é preciso cantar machinhas antigas de carnaval e tocar frevo em TODA virada de ano? Essa músicas já têm período definido e dedicado no calendário para elas, ainda precisa de mais? Dessa maneira, a festa de réveillon fica parecendo vitrine de loja, que basta passar um segundo de um feriado festivo para ser trocada toda a decoração.

Vez ou outra tudo bem, uma canção só para ilustrar a época do ano eu também dou um desconto, mas SEMPRE já é DEMAIS, principalmente quando dedicam quase o fim da noite toda para esse festejo. Será que 21 anos aturando isso não foram suficientes?
 
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