A Becky Bloom tem alguma gêmea perdida no mundo cultural? Fazendo a eterna comparação da literatura com o cinema, encontrei uma outra personagem perdida em meio as palavras da inglesa Sophie Kinsella. Sim, a personalidade alvoroçada por compras continua a mesma, porém quanto ao resto, que abarca desde o cenário até o enrredo, muda completamente.
No longa-metragem, Londres foi trocado pelo cenário tipicamente comercial de Nova Iorque. Foi uma mudança coerente, no entanto isso interferiu nos traços de Luke, que por sinal ela já o conhecia desde os primeiros traços do parágrafo de abertura do livro.
Ainda acha é pouco? Desde o início, diferente do filme, ela trabalha escrevendo na editoria de finanças, nada de cair por acaso por querer uma revista de moda, e aparece na televisão por uma matéria de denúncia feita contra um dos clientes do seu amado e, não, porque sua coluna estava sendo um sucesso.
No final das contas, não há potes de moedas como vingança ao seu cobrador, ela não aprende grandes lições com relação a gastos extraordinários e ainda consegue ter um salário digno de seus sonhos. Li sem querer fazer comparações e terminei a história, realmente, como se estivesse conhecendo Becky pela primeira vez. Foi uma experiência interessante, apesar de, ao terminar cada capítulo, a agonia preencher o espírito por ela não mudar EM NADA o seu descontrole e só comprar e comprar.



