segunda-feira, 31 de março de 2014

Guia Automotivo #NaTV [4]

A quarta edição do programa mostra a coleção de carros de Egídio Pelúcio, principalmente de Jeep Willys. Além de poder conferir um pouco da história e dos modelos no Guia Automotivo, você também pode ver de perto o Galpão 51. É gratuito e bem pertinho de Fortaleza, em Aquiraz. O local tem vários artigos curiosos, fora os automóveis antigos, como vitrolas, chaveiros de concessionárias, celulares e telefones antigos, latas de refrigerantes e cervejas, além de muitas miniaturas interessantes.

Não deixem de acompanhar o programa! Lembrando que o programa passa todos os sábados na TV Diário às 10h30. 




sábado, 29 de março de 2014

Feito do zero [☑]

Depois de criado, parece ser tão óbvio. No entanto, o comum é ter a nova versão do carro em movimento com fundo musical e cenas impactantes. Lógico, sem esquecer da voz de locutor de rádio narrando os principais itens de série. Neste comercial, eles levaram o "feito do zero" a sério, ao pé da letra. Nada de um detalhe ou dois saindo da antiga versão. Nada foi aproveitado. E isso é bem interpretado, explicado e visivelmente mostrado.


quarta-feira, 26 de março de 2014

Dois novos cursos entram na grade

Mais de trinta cursos são oferecidos para formar e qualificar quem é da área veicular. Em 2014, o diesel é novidade

Da formação a qualificação na área veicular. Há treze anos, a Profiautos desenvolve cursos técnicos na área de manutenção de carros e motos, além de oferecer módulos voltados para a administração de oficinas mecânicas.

A maior demanda é para as disciplinas concentradas no fim de semana, tanto por profissionais da capital e região metropolitana, como do interior.

"A gente tem feito um trabalho no interior do estado, dando oportunidade àquelas pessoas que precisam se profissionalizar. No último fim de semana, por exemplo, nós estávamos com uma turma desenvolvendo treinamento na área de moto", destaca Eudes Marinho, proprietário da Profiautos.

Dos resumidos aos dois e três dias do fim de semana estão quatro opções: injeção para motos e eletricidade, ar condicionado e injeção eletrônica para automóveis. Os que não constam na grade, a empresa desenvolve um próprio para atender às necessidades de aprendizado em curto espaço de tempo dos alunos do interior, como o tema alinhamento e balanceamento, que tradicionalmente é dado em duas semanas.
 
Treinamentos

Embora o calendário estipule as datas dos próximos cursos, a demanda é que realmente prevalece nas novas formações de turmas. Tendo necessidade, abrem novos cursos, horários e datas.

Se uma empresa necessitar fazer uma turma fechada, sem problema, é só ligar e agendar um curso. De acordo com Eudes, há profissionais suficientes para atender às necessidades de todos os interessados, seja pessoa física ou jurídica.

São mais de trinta temas oferecidos, dentre eles, dois são novidades: injeção e motor a diesel. No total, o que possuem mais demanda são sete: martelinho de ouro, envelopamento, aplicação de película, injeção eletrônica, suspensão de freios, correia dentada e motores a diesel.

Além disso, os mais procurados são voltados para o segmento de duas rodas. "Tendo em vista a facilidade de montar o próprio negócio, então os nossos treinamentos tocam na colocação do mecânico no mercado de trabalho", completa Eudes.

Os preços variam de R$ 90,00 - o qual aborda correia dentada em uma semana - até R$ 1.230,00 - o qual trabalha formação de mecânico veicular em seis meses. Inclusive, este terá início no dia 23 de junho e será a quinta turma a iniciar no estabelecimento.

É voltado para pessoas com mais tempo disponível durante a semana, já que leva um período maior comparado aos outros cursos, e por as aulas ser duas vezes na semana. São ao todo 20 vagas por turma. Há vagas para o turno da manhã e da tarde.

"Temos uma turma de formação para motos e outra para carros. Se a mesma pessoa quiser fazer os dois, se inscreve para um pela manhã e para outro à tarde", pontua.

As inscrições podem ser feitas no site da Profiautos, pelo telefone ou pessoalmente. Ao final do curso, há a entrega de certificado.
 
Complemento

No local, além do material didático, é disponibilizado um laboratório para colocar a teoria na prática. Ao final, ou durante, se os estudantes quiserem adquirir algum material ou ferramenta para aplicar o que aprendeu em sua oficina, Eudes também tem a Proferramentas, completa de tudo que um mecânico pode precisar.

Esquentou? Pode ser ar no sistema

Esquenta demais o motor? O problema pode estar no sistema de arrefecimento. Fique atento as causas

Atitudes de zelo ao carro, quando feitas de forma errada, podem virar de mocinha a vilã na vida útil do veículo.

Em uma ida ao posto de combustível, geralmente fazemos o seguinte procedimento: abastecemos, calibramos pneus e colocamos água no reservatório do limpador de para-brisa e no de arrefecimento do motor, quando ambos precisam. No entanto, no caso do último item, seria melhor dispensar o serviço.

Checar o nível não há problema, porém não é recomendado abrir o recipiente devido o carro estar quente. "Isso é errado porque você chegou com o automóvel em funcionamento, quando o funcionário vai abrir a tampa, já entrou ar no sistema", pontua Tony Marcos, técnico de injeção eletrônica da Mister Auto Center. 

"No posto, só em emergência, quando há perda de água e o motor esquentou", completa. A consequência não é instantânea e imediata de uma ação isolada. "Você coloca um, duas, três vezes. Vai criando uma pressão, com um tempo pode ocorrer estouro de mangote (mangueira do motor) e o motor vai passar a esquentar", ressalta.

O certo é comprar a água do radiador com aditivo ou destilada para colocar com o carro ainda frio, antes de sair de casa. Faça a cada vinte dias, não ultrapassando a margem. Isso pode expulsar a água, mesmo com a tampa lacrada, criando ar. 

Entenda o problema

Mas, o que é ar no sistema? É um problema que pode acontecer no sistema de arrefecimento do veículo. Pode ser devido a um vazamento, quando há alguma mangueira ressecada, ou durante a colocação de água/aditivo com o automóvel ainda quente.

"O ar faz o motor esquentar e o ventilador não entrar em funcionamento. Com o superaquecimento, pode acontecer a vibração do motor, perda de potência e até parada instantânea, ele estanca", explica.

Nessa ocasião, o motorista deve parar o carro, esperar cerca de 30 minutos e depois colocar a água com o motor funcionando. "Não é bom pôr a água fria sem estar ligado, pode ocasionar choque térmico, tendo quebra do motor", relata.

Outra forma de criar ar no sistema é quando o reservatório está baixo, podendo ocasionar a pane seca. "O sistema trabalha sob pressão. Com um tempo, motor aquece e a água evapora, mas o motorista não percebe. Acontece que a bomba que puxa água acaba criando gases, cria o ar, enchendo o sistema de ar", explica Tony.

Nesses casos, mesmo preenchendo o reservatório, não vai resolver o problema, só a oficina resolve. Nela é feita a drenagem que dura cerca de duas, dependendo do carro e do caso. O serviço custa R$ 80,00, em média.

Caso haja pane seca, o motor perca força e ainda assim o motorista continue exigindo do carro e não preste atenção no ponteiro de temperatura, pode ter quebra imediata do motor. Se o condutor notou, estacionou e pôs água com carro parado: há choque térmico, com "trincadura" no cabeçote ou bloco do motor na hora.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Guia Automotivo #NaTV [3]

Das minhas matérias, um comentário especial à divulgação da primeira etapa do Campeonato Cearense de Arrancada. Em pleno feriado, todos estiveram à disposição para fazer a gravação para o programa. É muito bom encontrar fontes que facilitam e tornam o trabalho muito mais leve e divertido de ser feito. Foi muito interessante descobrir quais são os investimentos envolvendo os carros de arrancada e saber um pouco mais da história dos pilotos entre uma tomada e outra.

Não posso deixar de falar também da pauta sobre carros adaptados. Além de ser uma sugestão minha, foi coincidentemente um pedido de um dos leitores do caderno AUTO (e mais novo espectador do Guia Automotivo), o que tornou muito mais prazeroso fazer a matéria, já que tinha certeza que ela seria muito útil a quem fosse ver. 

Não deixem de acompanhar o programa! Lembrando que o programa passa todos os sábados na TV Diário às 10h30.




quarta-feira, 19 de março de 2014

Confirmada 1º etapa para 29 e 30 de março

Cinco competições dentro da programação do evento prometem atrair e entreter o público presente

O último fim de semana de março marca a primeira etapa do Campeonato Cearense de Arrancada no autódromo do Eusébio. São ao todo quatro etapas, a seguinte já está agendada para sete e oito de junho.

Diferente das edições anteriores, o público terá programação para acompanhar tanto no sábado como no domingo. Isso porque além das inscrições e dos treinos, o evento contará com o racha noturno.

"A gente está fazendo como uma novidade, porque geralmente o participante do racha noturno não é profissional, então a gente quer dar esse sabor a ele e aproveitar a cronometragem e marcação de tempo, para mostrar a ele como funciona. Até para a gente poder ver se tem mais captação de pilotos para o Ceará", acrescenta Fred Correia, presidente da Associação Cearense de Arrancada de Veículos (ACAV).

Para participar, a inscrição é feita no próprio dia 29 (sábado), custa R$ 30,00, ser maior de dezoito anos e não precisa ser homologado pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). A média esperada é de 150 participantes.

Quanto a competição de arrancada profissional, essa acontece no domingo. As inscrições também são no sábado e custam R$ 300,00. Para quem não tem a a carteira de piloto de arrancada, a qual tem validade de um ano, pode fazer no mesmo dia. O preço de 2013 era R$ 400,00, sujeito a reajuste este ano.

A previsão é receber de 60 competidores, do Ceará e de outros estados. "Mas, temos a expectativa de receber mais porque tem muito carro novo sendo feito que não chegaram a participar do campeonato inteiro de 2013, mas que estão confirmados por meio de reunião que fizemos com os pilotos", completa. Ao todo são onze categorias. Dentre elas, a Stander e Turbo C são abertas para participantes a partir de dezesseis anos com carteira de piloto amador.

Assim como no ano passado, o campeonato repetirá o uso de VHT, uma cola passada no asfalto para que o carro tenha uma aderência maior e um melhor aproveitamento de pista. No entanto, irão dosar a quantidade.

"Nós não vamos usar muito porque nós estamos correndo o risco de chuva. Se juntar o VHT com água, vira um sabão, então vamos ponderar no dia, para tentar fazer da melhor maneira por dia", explica.
 
Som

Paralelo às arrancadas no domingo, acontece o campeonato de som. São esperados uma média de 70 inscritos. Durante todo o dia, haverá um espaço para exposição e outro para avaliação dos competidores.

Eles terão trinta segundos para mostrar a qualidade, potência, montagem e acabamento do seu material. Os juízes serão da entidade internacional dB Drag, representada pela 101eventos.

Essa competição é realizada desde 1994. "Hoje a gente realmente não é a favor de som ligado no meio da rua. Por isso que hoje a gente faz eventos onde as pessoas podem usufruir do espaço. É igual a arrancada, eu não sou a favor de ter na rua e, sim, dentro do autódromo", pontua.

Além disso, há o campeonato de carro rebaixado. "Há uma régua que mede a altura e ver quem chegar mais perto do chão. Eles têm que entrar funcionando, param na área de medição e são feitas quatro medidas em cada roda. Tem as categorias que vão por diâmetro de roda e trabalho de suspensão", aponta.

Tem ainda a competição de carros tunados. Nessa área, todo detalhe é levado em consideração: do som automotivo instalado ao estilo dos bancos e da carroceria.

Para o público assistir, o ingresso é R$ 20,00, crianças até 10 anos é grátis. O estacionamento é gratuito.
 
Mais informações
Estão disponíveis no site (http://www.Arrancadace.Com.Br/) e na rede social (/acavreis)

Calendário

1º etapa: 29 e 30 de março
2º etapa: 8 de junho
3º etapa: 28 de setembro
4º etapa: 30 de novembro (será a final do Campeonato Cearense e da Copa Nordeste, além de ser o 11º Festival Nacional de Arrancada)

Não gelar é o menor dos problemas após mau serviço

Não sendo de fábrica, atenção ao instalar o ar condicionado. Não baseie a sua escolha apenas no preço

Todo carro é predisposto a receber um ar condicionado, porém isso não significa que existirá no mercado um produto original que se iguale ao vindo de fábrica. Por isso, a dica é comprar um veículo sempre com ar incluso, porque quando só há disponível os produtos similares ao seu modelo e marca de carro, o resultado fica diferente.

A começar, as mangueiras e o acesso ao motor para a montagem são diferentes. Mas, isso só um profissional reconhece. E quanto as diferenças perceptíveis ao cliente? Bem, gelar todas fazem e a durabilidade também é excelente, porém o funcionamento não é nada igual.

"A ventilação, as funções do painel, a qualidade no rendimento são diferentes. A caixa evaporadora é diferente; o que era para ser quatro velocidades, são três ou duas no similar; o acesso de mudar a posição do vento, para o para-brisa ou para os pés, em um similar a maior parte não tem", pontua Arilson Silva, proprietário da Frio Ar.

Quando o carro não vem de fábrica, colocar a parte, mesmo que na concessionária, não significa que o produto é original.

"Dependendo do carro fica a mesma coisa, porque nem todas as empresas tem o ar de fábrica, só algumas. A linha Volks e a Fiat você consegue colocar o mesmo que vem de fábrica, mas as outras já são mais difíceis de conseguir, elas têm mais peça de reposição. Eu aconselho às pessoas que vão comprar e querem um ar de fábrica (original), então peça de fábrica", alerta.
 
Sair do calor

Quando a intenção é somente amenizar a temperatura interna do veículo, há quem escolha pelo preço, ainda que seja oferecido o original. A diferença de valor é quase mil reais. Sendo R$ 3.000, em média, o original e R$ 2.000 um similar. A mão de obra está inclusa no orçamento, são dois dias de montagem e a garantia é de um ano. No geral, são feitas, em média, de 15 a 20 instalações de ar por mês. Fazer o serviço não faz o cliente perder a garantia do carro novo.

Se o carro tiver direção hidráulica, o preço muda devido a instalação ser mais complicada. Quase R$ 200,00 a mais. Se o produto for original, não há alteração no valor. Outro detalhe: o indicado é colocar primeiro a direção hidráulica e depois o ar.
 
Atenção

Mesmo escolhendo apenas com base no preço do produto, procure por um local com boas indicações. 
Dentre os riscos de uma má instalação, o mínimo que acontece é o ar condicionado não gelar da forma adequada, porém existem consequências piores. "Podem colocar peça sem ser adequada e quebrar; desmontar o painel e depois deixar todo batendo, sem parafuso, fazendo ruído; colocar a correia no compressor e ela sacar e isso danificar outra coisa no carro. Ela quebrando e entrando na correia dentada, pode até danificar o motor", esclarece.

Seguir manual ainda é o melhor

Nem todas as dicas para poupar combustível são válidas. Saiba qual ação buscando economia pode prejudicar o carro

Buscando economia de combustível, alguns motoristas recorrem a técnicas de direção aprendidas por vezes de gerações passadas, que não constam nas orientações ensinadas em autoescolas. No entanto, nem todos os artifícios são válidos.

Você já escutou que partir de segunda é mais econômico? Tem quem acredite nisso, porém é falho. Sair é possível, porém, em vez de economizar, o carro gasta mais gasolina ao pular a marcha. Afinal, com o carro parado, a primeira faz todo o peso do veículo entrar em movimento, gastando combustível. Mas, como ela foi feita para isso, não é tanto quanto usando uma segunda. A longo prazo isso pode danificar o kit de embreagem.

"Se eu coloco a segunda, o veículo vai sair de uma forma forçada, pesada, então vou ter que acelerar mais, injetando mais combustível e gastando mais que numa primeira, possivelmente vai gerar um desgaste na embreagem, e pode até estancar", explica Cristiano Oliveira, supervisor de oficina da concessionária Saga.

Usar a marcha adequada e fazer as passagens "no tempo" ainda são as melhores formas de economizar. Até porque, pontua Cristiano, o veículo foi projetado para ter o menor consumo possível. Inclusive, no manual do automóvel, é possível encontrar as especificações para reconhecer esse tempo. Ele dá por meio das rotações.

Traduzindo em termo de velocidade, Cristiano dá uma média para passar cada marcha. Até 10km, a primeira. De 15 a 25km, segunda. De 25 a 40km, terceira. De 40 a 60km, quarta. De 60km em diante, quinta.
 
Sem pisar no pedal

E quanto a passar marcha sem pisar na embreagem? Essa atitude é possível também.

Antigamente, quando os automóveis ainda tinham a embreagem mecânica, com acionamento por cabos, se por ventura o cabo quebrasse, reconhecer o tempo da marcha e passar "no tempo" sem usar a embreagem era uma medida de segurança para deixar o carro em movimento e levá-lo até uma oficina ou a sua própria casa, sem chamar o reboque.

Todavia, os modelos atuais não correm mais esse risco por terem embreagem hidráulica. Por isso, aposentem esse conselho. "A condição de usar dessa forma gera alguns riscos. Nem todo mundo sabe fazer esse procedimento e nem é recomendado. Isso força a caixa de marcha", ratifica.

Conforme Cristiano, esse procedimento pode quebrar os dentes da engrenagem, arranhar a marcha, criar desgaste no kit de embreagem, danificar componentes internos (luvas sincronizadoras, garfo de marcha e as engrenagens).

Isso pode acontecer independente do motorista dizer que sabe reconhecer o tempo correto para passar as marchas. "Até uma pessoa que acha que tem experiência, em alguma das condições, pode criar também esse desgaste, porque não uma atitude orientado pelo fabricante ou pelo fornecedor. Então, ela faz por conta própria, às vezes dá certo. Embora tenha costume, em algum momento ela também pode criar um desgaste e comprometer o sistema", aponta.

Com uso contínuo, em cinco mil quilômetros haveria um desgaste do conjunto. A vida média de uma embreagem novo é de 50 mil quilômetros.
 
Descansando o braço

Deixar a mão repousando em cima do câmbio ou na espreita, aguardando para passar a próxima marcha, pode diminuir o tempo de durabilidade do conjunto de embreagem. Parece não ser grande, mas esse peso desnecessário põe uma força que causa danos a longo prazo. O tempo do kit pode ser reduzido a cerca de 30 mil quilômetros. Usar a alavanca como "cabide" para o lixinho não tem problema, só não coloque muito peso. Isso também prejudica.

"As peças que podem danificar seria o sincronizador e o desgaste na alavanca. O motorista teria dificuldade em engatar as marchas, haveria uma certa resistência. Se o desgaste for muito grande, não é possível nem engatar mais a marcha, seria acima de 30 mil quilômetros", completa.

terça-feira, 18 de março de 2014

Guia Automotivo #NaTV [2]

Perdeu sábado passado? Sem problema. Toda segunda, o perfil do Guia Automotivo no You Tube atualiza a página com os três blocos. Nesta edição, eu destaco a história de um antigo leitor do caderno Auto. O Pedro é deficiente visual, porém entende mais do que muita gente de carro. Reconheceu sozinho que havia algo estranho em seu carro e, mesmo sem a própria concessionária acreditar que havia defeito, seguiu em frente com a sua certeza e encontrou um profissional que detectasse e resolvesse o problema. 

Fazer a matéria com ele foi pura diversão. É como se ele desse uma injeção de bom humor em quem está por perto. É muito engraçado quando ele fala dos cuidados que ele tem com o seu Celta, principalmente quando cita os comentários de seus amigos, fazendo graça do seu zelo da limpeza a mecânica. Confiram!




sexta-feira, 14 de março de 2014

Pode falar em português

Dentre todas as reclamações envolvendo a preparação do Brasil para o Mundial, a que menos concordo é a envolvendo a temática línguas. Já vi inúmeras matérias reclamando que os restaurantes, os taxistas e as farmácias, por exemplo, não tem os seus funcionários habilitados no inglês. Falam isso como se fosse o flagrante mais absurdo. No entanto, uma dúvida: por que todos nós brasileiros temos que falar inglês? Talvez também não seja indicado o turista vir sabendo o mínimo necessário para a sua "sobrevivência" em local estrangeiro?

Quando viajei por duas vezes a Houston, ninguém, em todos os locais que visitei, sabia falar português. Um ou outro arranhava um espanhol e tentava comunicar-se comigo. A sorte é que sabia falar em inglês e não tive dificuldade para conseguir e fazer as coisas que precisava. A única dificuldade foi o sotaque deles. Como dizem, parece que eles têm algo na boca enquanto falam. Às vezes era bem difícil entendê-los.

Bem, vocês podem dizer que essa cidade do Texas não é tão turística assim, não tem uma obrigação em falar outras línguas. Bem, e quanto a Orlando? Em pleno hotel, onde deveria ter pessoas bilíngues, as atendentes mal falavam inglês direito. Até os próprios americanos não entendiam o que elas falavam, era como se tivessem um dialeto próprio ou o sotaque distorcia tudo o que falavam. Foi muito desafiador a comunicação com elas.

Nem precisamos ir a França para saber da fama deles em não querer falar em inglês, apenas francês. Muitas amigas minhas disseram que falavam em inglês e eles respondiam em francês. Ou seja, entendiam, mas se negavam a falar em inglês. Então, do que adianta falar várias línguas se não vão ser úteis para facilitar o diálogo com os outros?

Todo turista sabe que precisa saber o mínimo - para conseguir encontrar um banheiro, um táxi, um hotel e um restaurante - ou então contratar uma empresa que ofereça um guia o qual saiba falar português e a língua local da cidade visitada. Não é a toa que existem vários livros com frases básicas do mundo inteiro, com orientação quanto a pronúncia e mais outras dicas.

Então, por que falar inglês é tão importante ao ponto de ser pauta de um jornal? Não somos obrigados a falar inglês. Isso realmente seria um diferencial para a empresa, uma vantagem para atrair mais turistas e um destaque para quando a cidade for visitada por muitos estrangeiros, principalmente na época da Copa. Mas, não é obrigação. Seria se a pessoa trabalhasse no posto de perguntas do aeroporto, como "Como posso ajudar?" no Castelão, tradutora (lógico) ou até mesmo na recepção de um hotel. No entanto, em uma farmácia? Em um posto de gasolina? Por quê?

quarta-feira, 12 de março de 2014

Qualidade de um original mesmo fora da fábrica

Comprou um carro com direção mecânica e quer trocar para hidráulica? Veja preços e dicas para fazer a conversão

A comodidade e leveza no manuseio fazem muitos motoristas trocar a direção mecânica pela automática e nunca mais retornar. Mas, você sabia que ele também é um item de segurança?

"Caso o pneu estoure ou rasgue, ela serve como amortecedor, segurando todo o impacto do carro. Isso acontece porque na caixa de direção existe um êmbolo e um pistão que, havendo uma colisão ou batendo no meio fio e o pneu venha a danificar, eles trabalham como amortecedor. No caso da direção mecânica, não há esse índice de segurança. E a elétrica, que é bem mais moderna, também não tem", acrescenta Nonato Vasconcelos, supervisor hidráulico da Gerardo Bastos.

De acordo com ele, a redução de veículos de entrada é o motivo de ainda existirem versões com opção de direção mecânica. No entanto, por R$ 1.500,00 a R$ 3.000,00 você consegue um kit hidráulico para converter a sua direção para hidráulica. O preço varia conforme o marca, modelo, versão e ano do veículo, além da marca do kit. A qualidade, confirma Nonato, é a mesma que um original vindo de fábrica. A durabilidade também. A garantia é de um ano.

O pacote inclui a caixa de direção hidráulica, bomba hidráulica, polias, mangueiras e reservatório. A mão de obra está fora desse orçamento, sendo R$ 250,00. Entregando de manhã, ainda recebe no mesmo dia. "Não tem marcações, não tem nada soldado. Todo o kit é pronto, não mexe nem na instalação, não muda nada na aerodinâmica do carro. A única coisa que ela vai perceber é a leveza no volante", ressalta.
 
Complicado

Quando o automóvel tem ar condicionado porém ele não é de fábrica, o serviço dificulta. "Dá mais trabalho, mas dá certo", aponta. Segundo ele, o ideal é colocar primeiro a direção e depois o ar. A razão está, conforme Nonato, é que quem instala o ar geralmente põe o compressor do aparelho no local que seria a bomba hidráulica, a qual só tem um ponto específico a ser colocada, então é preciso refazer o ar.

Se acontece esse imprevisto, é adicionado mais meio dia de serviço. Além de ficar um pouco mais cara a mão de obra, aumentando em torno de R$200,00. A dica é colocar em uma empresa que trabalha com ambos os serviços.
 
Problemas

O único risco na conversão é se a instalação for feita de forma inadequada. "Pode pôr o condutor em risco, pode dar problemas de alinhamento, mexe na estabilidade do carro, pode dar vazamento rápido", completa.

Som veicular a todos os bolsos

Do mínimo com rádio e entrada USB até com DVD e telas no encosto. O investimento pode ser R$60 ou passar R$8 mil 

Houve uma época em que os toca-fitas eram indispensáveis no som automotivo. Tê-los significava ser descolado. Depois, eles foram substituídos pelos CD Players. Agora, há modelos que os dispensam e vendem apenas com rádio e entrada USB. Não poder colocar o pen drive com sua seleção de músicas, isso sim é um absurdo nos modelos de som atuais.

Eles são denominados de autorádios e, por seu preço acessível, tem muita aceitação no mercado. Custa entre R$ 60,00 a R$ 115,00 nas marcas de entrada. No entanto, há modelos mais caros. No caso da Panda Som, um exemplar da Pioneer vale de R$ 120,00 a R$ 240,00.

Com opção para colocar CD, o preço sobe um pouco. Varia de R$ 250,00 a R$ 450,00. No caso, pode ficar mais caro quanto tiver ainda a função de Bluetooth. Na Panda Som, o modelo que mais sai é o da Pioneer por R$ 390,00.

Para aprimorar e ter a função de DVD, às vezes é preciso adaptar o painel do carro. Principalmente quando escolhem o modelo 2din, o mais vendido nesse quesito. O preço varia conforme o tamanho da tela. Se for de três polegadas é de R$ 250,00 a R$ 600,00. De cinco a sete polegadas, passa para R$ 750,00 a R$ 1300,00.

Antes de começar o serviço, a dica é guardar o painel original do veículo e comprar um outro para servir como base na adaptação.

"Para montar, a gente refaz o painel todinho. Normalmente eu mando o cliente comprar um outro painel em sucata ou em casas de peças para quando for vender o carro colocar o original, a não ser que ele queira vender com o som. Mas, geralmente eles não querem, eles tiram e levam para o seu novo carro para não perder o investimento", confessa o proprietário da Panda Som, Jefferson Neri.

Se não quiser mudar, o com tela retrátil não precisa dessa adaptação. Quando recolhida a tela, ele aparenta ter apenas o CD Player.

Nessa categoria, durante ou depois da instalação, pode ser adicionado outros acessórios, como TV Digital (R$ 240,00), o par dos encostos de cabeceira (R$ 750,00, com ponto dependente, a R$ 1.400,00, com leitor de DVD independente) e a câmera de ré (R$ 140,00). Os preços são da Panda Som. 

Fresco no mercado

A grande novidade nas lojas é o Smart Control. É uma ferramenta que permite ter a comodidade e a tecnologia oferecidas em carros de luxo, por meio das chaves inteligentes.

"Você passa música, aumenta o volume, desliga e liga, todas as funções que um controle original de som faz. Pode controlar também alguns equipamentos do automóvel, como abrir o porta-malas, travar e destravar portas, subir e descer vidros, ligar as luzes", enumera Jefferson.

Esse aparelho só pode ser associado a celulares androides e funciona apenas com sons que já tinham as funções modificadas por controle. "A gente coloca um equipamento no carro e ele funciona via Bluetooth", explica.

O kit com a instalação custa R$ 600,00. A garantia é de um ano e existem autorizadas em Fortaleza para dar assistência. O serviço demora 2h. Quanto a instalação do som, leva 1h se tiver de colocar o alto-falante. 

Em alto e bom som

Se o veículo vier somente com a fiação para instalar o som, o que geralmente acontece nos carros populares, então será preciso providenciar um par de alto-falantes. A indicação é colocar nas quatro portas, para maior qualidade do som. O preço é R$ 120,00 o par.
Quer aprimorar mais? Invista ainda no subwoofer e nos amplificadores. Começa de R$ 800,00 até quanto você estiver disposto a gastar, às vezes cerca de R$ 8.000,00.

ORÇAMENTO

Confira a média de preços dos sons automotivos à disposição, os valores variam conforme potência, marca, qualidade e funções:

Autorádio: R$ 60,00 a R$ 240,00 (rádio/entrada USB)
CD/USB: R$ 250,00 a R$ 450,00
CD/DVD/USB: R$ 250,00 a R$ 600,00 (com tela de 3") ou R$ 750,00 a R$ 1.300,00 (com tela de 5" a 7") ou R$ 750 a R$ 1500,00 (7" com a tela retrátil)
Alto-falantes internos: cerca de R$ 120,00 o par
Subwoofer/alto-falantes internos/amplificador: R$ 800,00 a R$ 8.000 ou até mais se você estiver disposto a gastar

Continuar as capacitações é o plano para a Rede Off Road

Mais um aniversário foi feito e o pedido para 2014 é dar seguimento a qualificação de todos onze associados

Mais uma vela foi colocada no bolo da Rede Off Road. Em fevereiro, completou dois anos em que onze oficinas especializadas em 4x4 viraram associadas.

Na fase inicial, a ideia era capacitar do atendente ao diretor. No segundo ano, não será diferente. O lema é aprender cada vez mais. "No final de 2013, nós fizemos várias solicitações de treinamentos para este ano. Não só para os colaboradores, como para os empresários. Nós vamos passar 2014 bem carregado, com vários cursos. Inclusive vamos colocar os nossos colaboradores para fazer atendimento ao cliente. Normalmente, eles são chamado de mecânicos, mas isso está ultrapassado, agora são colaboradores", ressalta o presidente da rede, Cláudio Holanda.

No começo, os diretores incentivavam os integrantes de suas oficinas. Porém, a realidade atual é totalmente inversa. Desta vez, a iniciativa parte deles em participar de novas aulas. "O interesse dos gestores normalmente é 100%, porque são treinamentos solicitados por nós mesmos, que são necessidades que nós temos. Com os colaboradores, no começo nós tínhamos uma certa dificuldade. Agora, eles ficam cobrando a gente: 'quando é que vai ter outro treinamento?'. Então, quer dizer, eles estão mudando", expõe orgulhoso.

E, mesmo cumprindo o expediente do trabalho, no turno da noite todos os inscritos encontram disposição para participar das aulas.

Após cada conteúdo aprendido, já é notório uma mudança em cada trabalhador, tanto na parte técnica como no quesito comportamental. "O atendimento, o companheirismo, a parceria entre eles, a cultura deles vai mudando", pontua.
 
Planejamento

Assim como fizeram na Automec no ano passado, os associados pretendem repetir a ação este ano e comprar em sociedade um outro equipamento de diagnóstico para incorporar em seus serviços e aprimorá-los.

"Não é bom ter só um modelo dentro de casa", afirma. "O nosso equipamento serve para várias marcas, sendo que às vezes não têm todas as informações. E uma marca tem alguns informações que outra não tem", explica.

Neste ano, está previsto na agenda para a rede participar das feiras: Autop e Fenajeep. Quanto a continuar o plano de identidade da marca, por enquanto estão mais focados na qualificação de suas oficinas. Após a padronização nesse ponto, então o passo seguinte é criar uma identidade visual entre eles.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Guia Automotivo #NaTV [1]

Depois de muita expectativa, o Guia Automotivo estreou na televisão. O projeto foi idealizado por André Marinho, o qual comanda o programa e também faz algumas matérias, principalmente envolvendo test drive. Além disso, fazendo parte da equipe, está a minha pessoa. Após um pouco mais de dois anos na equipe do caderno Auto do Diário do Nordeste, acrescento mais essa nova e adorável experiência a minha carreira. 

Acompanhe-nos todos os sábados, às 10h30, na TV Diário. A cada programa iremos trazer novidades do segmento automotivo, lançamentos de carros e curiosidades do setor. Em algumas edições, ainda haverá cobertura de eventos,  personagens que amam veículos e respostas quanto a algumas dúvidas frequentes dos motoristas. Fiquem atentos, a cada sábado, uma novidade.



quarta-feira, 5 de março de 2014

Voltando aos cinco anos

O espetáculo não está mais completo como da forma que chegou na cidade, mas ainda assim não fez feio. O circo encantou-me como se eu fosse uma criança de cinco anos. Até mesmo o palhaço - que eu odeio desde sempre - fez-me rir em alguns momentos. 

O globo da morte, então, o meu favorito, trouxe-me a mesma emoção de quando sentia quando minha mãe levava-me ao espetáculo itinerante. Mesmo em uma esfera pequena, entraram quatro motociclistas ao mesmo tempo. Girando e girando. 

Outra atração que tirou o meu fôlego nem ao menos sei o nome. Foi a primeira da noite e logo a minha segunda favorita. Enquanto um ficava fazendo a peça girar como um rato dentro da roda, o outro cuidava das manobras. Pulava corda, dava saltos, fazia manobras vendado. Enfim, era o louco da história. Foi tudo maravilhoso.

Não posso esquecer também das trocas rápidas de roupas em um passe de mágica. Bem que o meu namorado gostaria que eu aprendesse esse truque. Ah se tivesse esse truque com maquiagem também! Mesmo com matérias envolvendo a revelação desse mistério, já que a Unidos da Tijuca usou desse artifício em um dos seus desfiles passados, a apresentação não perdeu a graça. Durante a queda de papeis brilhosos, ele saiu de um vestido curto, para um longo branco brilhoso. Senti-me como uma criança enganada, mas feliz, quando um adulto finge tirar uma moeda de trás de sua orelha. É uma ilusão, sim, porém encanta pelas dúvidas de sua realização. Mas, prefiro não saber como é feito e continuar com o encanto.

Ah! Circo é tudo de bom!

Colocar ponto morto, só com automóvel parado

Podia ser verdade no passado, mas ao contrário do que se pensa, na “banguela” não economiza

Não houve esta aula no Centro de Formação de Condutores, mas parece tradição os motoristas aprenderem na prática da vida a usar o ponto morto em algumas ocasiões de direção.

Avistando o sinal vermelho à distância, muitos são os condutores que pisam logo na embreagem e deixam a posição do câmbio em ponto morto, controlando a velocidade apenas com o pedal do freio. Assim, se o sinal por ventura vier a abrir, rapidamente é possível engatar a segunda marcha com o carro ainda em movimento.

Essa reação é ensinada por gerações com o intuito de orientar como melhor economizar o combustível. No entanto, há um grande "porém".

"Antigamente, nos carros carburados o pessoal colocava no ponto morto porque sem isso o motor ia puxar o combustível mais do que precisava. Realmente existia economia, hoje, não existe mais isso", ressalta Sérgio Roberto Rios, chefe de oficina da Smaff Nissan.

Não só não economiza, como, na verdade, aumenta o consumo. "Quando você coloca na banguela, o motor continua funcionando", aponta. Ao contrário do que pensam, é com a marcha engatada que há economia. "Quando você tira o pé do acelerador com o carro engrenado, o módulo da injeção detecta que você não está acelerando, o carro está em uma velocidade que está parando, então ele corta a alimentação de combustível. É nessa hora que você economiza", explica Sérgio.

"Dependendo da velocidade que você tiver, se você pisar no freio, ela também corta, justamente porque ela detecta que você quer parar o carro, então por que iria mandar mais combustível", acrescenta.

Além dessas questões, outro ponto envolvendo andar ou não em ponto morto é o quesito segurança. "Você sente mais segurança em frear o veículo do que ele estando solto, porque o motor engrenado, você deixa de acelerar e o motor também vai freando o carro, ajuda a reduzir a velocidade", pontua.

Na serra

Além da economia, nas descidas das serras a principal razão de não descer na "banguela" é a segurança.

Segundo Sérgio, estando engatado, o motor auxilia o veículo a não ganhar mais velocidade e, assim, há maior controle. Para completar, a ação não sobrecarrega tanto os freios, os quais podem superaquecer e perder a sua eficiência.

"Por isso, todo caminhoneiro que se preze não usa ponto morto. Se for deixar para frear só com os freios, os freios não param", relata. O indicado é usar a marcha que seria usado na subida.

Além disso, para fazer desvios e até evitar acidentes, "engrenado você consegue sair de situações em que você freia e precisa acelerar. Com ponto morto, você não consegue", afirma Sérgio

Então, quando usar?

Somente quando parado no sinal. Afinal, ficar com o pé na embreagem e com marcha engatada durante o sinal vermelho desgasta o sistema. Conforme Sérgio, um kit de embreagem que duraria 60 mil quilômetros, chega apenas a 30 ou até menos.

Real economia

Se quer economizar, mantenha uma velocidade constante e evite esticar as marchas e acelerar bruscamente.

sábado, 1 de março de 2014

Para quando eu for

Juro, não gosto de falar de morte. Se eu penso, logo dói. Um dia, esse assunto chegou em uma conversa entre amigas e peguei-me falando de como gostaria que fosse o meu velório. Bem, já que toquei nessa temática, queria que o local estivesse lotado. Isso significaria que eu cativei muitos. Dos amigos de colégio aos bisnetos, eu espero. Eles estariam presentes não para demonstrar falsidade ou aproveitar alguma festa e, sim, porque queriam se despedir de mim.

Entre alguns suspiros, narrativas em voz alta de como nos conhecemos, de como vivemos, assim como aconteceu no meu filme favorito P.s eu te amo. Se existe mesmo vida além da morte, eu me sentiria ainda viva na memória de cada um e perceberia que participei da vida de muitos. Por favor, só me poupe das histórias constrangedoras e humilhantes.

Ah! Não se esqueçam das rosas. Nem que seja só um botão em vez do buquê. São as minhas favoritas. Para a música, peço duas em especial as quais me emocionam e tem um apelo triste e sentimental que me dá vontade de chorar: Hallelujah e a trilha de Lago dos Cisnes.

Na mesma conversa, falamos de como só encontramos os outros na alegria. Assim como nos votos de casamento, os amigos e a família têm um compromisso sentimental e devem também estar presentes na tristeza. Uma ligação sem compromisso, só para saber como o outro está. ADORO receber essa doce surpresa, apesar de infelizmente não fazer tanto quanto gostaria.

Não só em aniversários. Que os outros dias do ano sejam motivos de encontros e ligações. Fora das comemorações, que haja visitas também. Mesmo que seja só para ouvir lamúrias. O outro quer se sentir querido e prestigiado. Que não esperemos o velório para encher a igreja e mostrar que amamos o outro e, enquanto isso, deixarmos a vida do outro vazia.
 
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