quarta-feira, 29 de maio de 2013

Fortaleza sedia 1º encontro nacional

Seja em uma barraca ou em um ônibus equipado, mais de 300 campistas são aguardados até dia 3 para confraternizar

Após treze anos de formação, o grupo Asa Branca promove o I Encontro Nacional de Campismo. A extensa área verde da Cofeco, próximo a Fortaleza, foi escolhida para recepcionar os esperados 300 participantes. O evento teve a sua abertura ontem e estende-se até 3 de junho.

O espírito que rodeia os campistas é de liberdade, de aproveitar a vida a céu aberto, de reencontros entre pessoas com o mesmo estilo de vida. Tanto que a programação é recheada de atividade recreativas em grupo, como as partidas de vôlei e futebol. Como diz o presidente do grupo, Bergson Marques, em um texto entregue aos presentes: "Minutos para contemplar o sol, o mar e a lua. Minutos para juntos brindarmos a luz da vida e do amor. Minutos para orar pelos nossos amigos, caminhos e equipamentos".

Os visitantes que quiserem conhecer esse meio de explorar e aproveitar a vida, a entrada é 1kg de alimento, que será doado para um entidade carente. Já os que quiserem acampar e confraternizar-se, a diária do local é R$ 10,00.

Estacionados lá estão desde simples barracas montadas para acampamento até verdadeiras casas sobre rodas. Aos que participam, todos têm o mesmo valor no campismo. Independente do formato ou do preço investido para o campismo.

Quanto aos veículos, na verdade, são os motorhomes. São aguardadas, até o final do evento, 80 veículos dessa categoria. Para quem desconhece, ele nada mais é que um trailer sobre um chassi de ônibus ou caminhão. Cada peça é única, tem um "dedo do dono", seja na decoração, na escolha dos móveis, no tamanho do "imóvel" ou na divisão dos cômodos. O preço também é variável, é encontrado de trinta a cinquenta mil reais um veículo já usado ou pagar um valor mais alto por um feito sob medida. O custo depende do nível de conforto que você quer no interior.

O motorhome mais moderno do encontro esbanja curiosidade logo de longe, principalmente para quem nunca entrou em um veículo como este. Como será por dentro? Feito em um chassi da Volks, ele ficou pronto em fevereiro deste ano, levando quase um ano para ser entregue.

O investimento foi de R$ 670 mil reais por 11.9 metros de ambiente decorado e inteiramente mobiliado. Assim como todo motorhome, cada centímetro é inteiramente aproveitado. Todos os sofás viram camas confortáveis e as poltronas reclinam para improvisar uma cama para um amigo que resolveu passar a noite no veículo.

Além disso, ele ainda tem um espaço extra quando estacionado. Devido ao slide out, o quarto ganha 60cm para a cama e a sala recebe 1m de área para o maior conforto dos passageiros.

O dono do veículo é o empresário Marcelo Carlos. Há quinze anos, ele dedica parte do seu tempo ao campismo. Grande responsável por começar esse encanto foi a pescaria. Começou acampando enquanto pescava e depois resolveu investir em maior comodidade para a família durante essas viagens de carro. Em seus doze anos de motorhome, outros três modelos já passaram por suas mãos. O tamanho sempre foi o motivo para mudar sempre para um melhor e maior. Apesar de ser seis familiares no total viajando, ele confessa que sempre aparece um amigo ou companheiro a mais no passeio, por isso teve de aumentar o espaço dessa vez.

Conforto tem o seu preço

A vaga tem valor maior, mas a comodidade fala mais alto para os clientes que usam o serviço de manobrista

A cortesia de alguém parar o veículo na entrada de um estabelecimento e ainda abrir a porta para você descer não é uma exclusividade das mulheres acompanhadas de cavalheiros.

Cada vez mais, shoppings e restaurantes aderem ao serviço de manobristas. O objetivo é atender àquele cliente que não quer perder tempo procurando vaga e quer o conforto e a comodidade de parar na frente da loja, por exemplo, e logo descer; ou então quer ter o carro à disposição e não precisar andar com compras pesadas pelo estacionamento, ainda mais se for em uma manhã ensolarada.

O primeiro shopping que reservou um espaço entre as vagas só para esse atendimento foi o Del Paseo. Em 2001, vendo a tendência de mercado que havia nas regiões Sul e Sudeste, resolveu, em menos de um mês da sua abertura em Fortaleza, atender uma demanda reprimida na cidade, como explica o superintendente Eizon Said.

São 78 vagas no setor e uma rotatividade de quase 4.800 veículos por mês. O período na semana de maior fluxo são as sextas-feiras e os sábados, com 200 carros ao dia.

O preço é maior quando comparado ao estacionamento regular. Com relação ao Del Paseo, a permanência de até cinco horas nos espaços Madrid e Barcelona custa R$ 5,00. Enquanto isso, a área Granada, com manobrista, só a primeira hora é R$ 6,00. As adicionais são R$ 5,00.

No Iguatemi, são 100 vagas. A primeira hora é R$ 12,00 e as adicionais é R$ 2,00. O serviço existe desde 2004 e foi implantado também para acompanhar a tendência que já existia em São Paulo e Rio de Janeiro.

Quando comparado, o valor é mais alto, pois envolve manobrista. No entanto, pela comodidade e rapidez, a diferença de custo é justa para os clientes.

"Não considero o serviço caro em virtude dos valores que são cobrados pela estadia do veículo no estacionamento. Alguns restaurantes que frequento e oferecem esse serviço, os valores quase que se equivalem", ressalta o advogado Hilton do Couto Cohen. De acordo com ele, o fato de uma escassez de vagas também faz com que ele não queira perder tempo procurando vagas e acomodar-se logo em seu destino.

Há ainda motivos aquém da comodidade, é o caso do engenheiro mecânico Túlio Sousa. "Utilizo o serviço por questão de conveniência e segurança, porque em alguns lugares é perigoso estacionar e ir andando até o estabelecimento, principalmente na Beira-Mar", explica.

De olhos bem abertos

Ao entregar o veículo, sempre há um receio dele não retornar exatamente como foi dado. Túlio teve o veículo arranhado em um restaurante da Beira-Mar, todavia o gerente resolveu o problema sem maiores transtornos. Infelizmente, essa prontidão ou até mesmo a cobertura de reparos não é regra entre as empresas. Por isso, o comandante do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur), tenente-coronel Cláudio Mendonça, orienta: "antes de entregar as chaves certifique-se que o manobrista é credenciado pela empresa e que ela se responsabiliza por qualquer dano que venha aparecer no automóvel".

Além disso, é importante saber onde o carro está estacionado. Segundo o tenente-coronel, assim como questionamos sobre a estrutura e os profissionais da creche do seu filho, devemos saber onde são as vagas reservadas para manobristas do estabelecimento. Outro detalhe: não esqueça os seus documentos e não deixe pertences de alto valor no carro.

Para ter menos preocupação nesse quesito de trânsito, o comandante do BPTur aconselha: "sempre que possível, estacione por conta própria". Dessa forma, você vai ter certeza de como e onde exatamente ficou o veículo.

Recomendações

Estacionar por conta própria é uma recomendação do comandante do Batalhão de Policiamento Turístico, tenente-coronel Cláudio Mendonça. No entanto, aos que optam pelo serviço de manobrista, confira algumas dicas de segurança:

1) Confira se o manobrista que o recebeu na porta realmente é credenciado pela empresa

2) Confirme se a empresa se responsabiliza pelo carro em casos de arranhões, amassados ou furtos

3) Indague sobre o local onde será deixado seu automóvel e questione se trata-se de um espaço seguro

4) Não deixe eletrônicos ou outros bens valiosos no interior do carro, bem como os documentos do veículo 

- Diário do Nordeste (Auto) - 

Foco em injeção eletrônica a diesel

Do desejo em investir na capacitação desse serviço, há 5 anos Dauly Montenegro abriu o Montese Auto Center

A qualificação em injeção eletrônica a diesel levou Dauly Montenegro a investir em sua própria oficina, já que o antigo patrão resolveu não investir nesse serviço. Ele acreditou na necessidade de mercado por profissionais dessa área e abriu, em 2008, o Montese Auto Center. "Se você perguntar às empresas de Fortaleza, dificilmente vão dizer que não trabalham nesse nicho, mas qualificação para mexer com esse sistema de injeção eletrônica poucas são as que tem", pontua.

Foram apenas dois meses o período da sua saída do antigo emprego para a abertura da nova empresa. "Hoje, graças a Deus, já tem muito cliente falando pela gente", expressa orgulhoso sobre o seu crescimento.

A especialização foi feita em São Paulo e Recife para poder estar atualizado e capacitado para manter esse ponto forte da empresa.

Como esse sistema, antigamente, era concentrado apenas em veículos 4x4, então esse era o seu maior público. Atualmente, não tem essa restrição, fazendo, assim, serviços de mecânica em geral também em 4x2. No entanto, dos 120 veículos atendidos mensalmente, 70% ainda é estilo 4x4.

"Mexer na parte mecânica tem demais. Eu não quero entrar nessa concorrência. O foco é injeção eletrônica a diesel e realmente é isso que os clientes mais procuram. É tão bem aproveitado que estamos ganhando mercado nesse segmento em empresas por conta desse diferencial. As empresas têm dificuldade em manter os carros delas", ressalta Dauly.

Por isso, além da pessoa física, grandes clientes do Montese Auto Center são as locadoras.

Novo endereço

A empresa carrega em seu nome o bairro de origem do primeiro endereço. Em julho de 2012, saíram do Montese para o Pici em busca de uma melhor estrutura física para melhor atender. O nome permaneceu para não confundir os antigos clientes.

A capacidade do espaço é de oito carros em atendimento. São cinco funcionários na oficinas e grande parte do serviço é devolvido no mesmo dia em que foi entregue.

Apesar de Dauly restringir-se apenas a administração da empresa, como bom ex-mecânico, ele também dá o seu toque e supervisiona o serviço em seu Auto Center.

Tendo vaga, a oficina sempre atende. Mas, para garantir a devolução no tempo previsto, a sugestão é agendar. A oficina funciona de segunda a sábado, a partir das 7h30.

Evolução

O Montese Auto Center é um dos onze integrantes da rede Off-Road. Nesses dois anos de parceria, a principal mudança desde que entrou no grupo foi a percepção empreendedora.

"Até então eu tinha uma visão de um técnico. Na Rede, já fizemos muitas capacitações e já tenho um pouco da visão de empresário", aponta.

Outro ponto positivo foi melhorar a percepção das necessidades de cada cliente, seja ele pessoa física ou jurídica, e fazer um atendimento mais adequado para cada perfil.

"Após a Rede, cada vez cresço mais como empresário. O que faz um diferencial não é ser um bom técnico e, sim, um bom empresário", reforça.

Além disso, eles repassam ao cliente que o carro não é só uma máquina. Não se trata de fazer uma simples manutenção preventiva ou corretiva e, sim, de vender uma maior segurança ao meio de transporte que irá levar a família.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Um buraco de inspirações

Injuriados pelos buracos de cada dia, o casal Claudia Ficca e Davide Luciano fez do problema viário inspiração para um projeto fotográfico repleto de ironia e criatividade. Intitulado de Pothole, em 2009 eles deram início aos ensaios e utilizaram vários locais dos Estados Unidos e do Canadá para compor os cenários. Para não atrapalhar o trânsito, o processo de cada foto levou de cinco a dez minutos.

Como assunto da foto, há desde buracos usados como piscina, balde de gelo e calçada da fama, além de representar o famoso buraco de Alice - No País das Maravilhas. Vale ressaltar que, segundo os fotógrafos, nenhuma edição de imagem foi feita, nada foi adicionado ou retirado. No blog MyPotholes e nas redes sociais, o internauta pode acompanhar onde estão sendo expostas a série de fotografias e quando o casal estaciona em um novo estado para fazer novas fotografias. Sinceramente, se eles morassem em Fortaleza, não faltariam cenários para o ensaio. Nem precisaria rodar muito para encontrar. 
Feita em Montreal

Feita em Montreal

Feita em Toronto

Feita em Nova Iorque

Feita em Los Angeles

Feita em Montreal

Feita em Montreal

Feita em Montreal

sábado, 25 de maio de 2013

Tudo por um Doritos [☑]

Sinceramente, não lembro de ver comerciais do Doritos na televisão brasileira. Estou enganada? Ou passa em horários muito específicos e nada comerciais ou realmente a empresa tem uma linha de comunicação bem diferente da americana. No entanto, os anúncios SUPER CRIATIVOS desenvolvidos para o Super Bowl compensam a falta deles nos intervalos das novelas e dos seriados. Este ano, eles seguiram a mesma linha de antes: tudo vale a pena por um Doritos. Dos dois vistos, o meu favorito é a filha bailarina que convence o pai de brincar com ela fantasiado.


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Cara de novo só que mais barato


Já experimentou uma peça recondicionada? A aparência é como uma nova, mas a diferença começa logo pelo bolso

A substituição de peças automotivas não obrigatoriamente precisa ser por uma completamente nova. Que tal uma recondicionada? O termo, para quem não conhece, sugere que o produto em questão teve seus componentes reaproveitados.

A ideia incorpora um espírito do "mercado verde", tendência nas empresas atuais. No entanto, a prática é antiga no Frota: O Rei do Disco. Há 62 anos, a empresa trabalha no segmento de embreagem, fazendo o recondicionamento dos componentes disco, platô e colar. Seja da linha leve como a pesada.

Além de sustentável ao meio ambiente, é econômico para o bolso do cliente. Conforme o proprietário Otávio Frota de Oliveira Filho, o kit com essas três peças em um nacional custa 40 a 50% do valor de uma nova. Para um Corsa ou Gol, por exemplo, de R$ 300,00 sairia por R$ 140,00 o preço final.

Para os importados, o preço é, em média, 30%. Em uma Hilux, por exemplo, o pacote completo seria de R$ 1.800. No Frota, seria por volta de R$ 500,00 a R$ 600,00. Para tratores, a porcentagem é menor, é apenas 20% de um novo.

"Eles têm a mesma garantia de um novo de três meses. Porque a garantia está no serviço para fazer o carro não trepidar", comenta Frota.

Pronto para entregar

O Frota não faz a instalação das peças. Além disso, ele não faz simplesmente a venda, ele troca. "Quando o cliente chega aqui, entrega a sua peça e eu já trabalho em cima dela, principalmente em carro importado", pontua.

O recondicionamento demora cerca de duas horas. Porém, o dono do veículo não precisa esperar esse tempo. Na loja, já tem peças prontas e disponíveis para diferentes modelos e marcas de carros.

São feitas de vinte a trinta renovações de kits desses por dia para deixar no estoque para vender tanto para oficinas e lojas, como para pessoa física. As principais saídas de kits são para Gol, Palio Corolla e Civic.

A empresa trabalha apenas com duas marcas: Luk e Sachs. Se o cliente, no momento da troca, não tiver uma dessas duas marcas a entregar, mesmo assim ele recebe. Porém, ele não irá fazer o recondicionamento com ela.

Além de embreagem, a empresa tem ainda outra linha: "trabalhamos com lonas industriais para máquina em geral, o ´Rei do Disco´ trabalha com freios até para aeronaves linha leve", conclui, com orgulho.

Para trazer a cor natural de volta

Conheça como se preservar dos principais vilões da pintura do seu carro e o que interfere no preço desse serviço

A funilaria e a pintura são raridades entre os serviços de uma oficina. Primeiro, é preciso de muito espaço físico e é necessário ainda abrir mão da alta rotatividade de veículos, já que o atendimento demora mais do que algumas horas, como às vezes acontece na parte mecânica.

Por isso, quem decide focar nessas duas áreas, torna-se exclusivo a elas. É o caso da Repave Imports. Eupídio Sousa trabalhou como pintor automotivo por nove anos em São Paulo. Depois, resolveu voltar para a sua cidade natal e assumir a sua própria empresa que, agora, já tem doze anos de mercado. Sempre no mesmo endereço. São 28 profissionais disponíveis para os serviços de pintura, polimento, funilaria e martelinho de ouro.

A área da empresa é extensa, com capacidade de trinta veículos no pátio, no entanto, mesmo assim, é quase impossível conseguir uma vaga a partir das quartas-feiras sem agendar, a não ser para os atendimentos resolvidos com o martelinho de ouro. Para este caso, dependendo do estrago, demora de trinta minutos a duas horas. O preço varia de R$ 80,00 a R$ 150,00.

Já para a pintura, o tempo de entrega é maior: dois dias, em média. Até porque, geralmente envolve também a recuperação das partes do veículo. A mais comum é o para-choque.

O preço de um popular é cerca de R$ 200,00 a R$ 300,00, com a envernização já inclusa. O valor depende da cor da tinta e do dano na peça. Ao contrário das concessionárias, as sólidas não são sempre as mais baratas, principalmente as não tão comuns entre os carros. "Às vezes, tem alguns vermelhos que são até mais caros", ressalta.

Cuidados

Para preservar, um polimento a cada seis meses é indicado para a pintura não ficar com aspecto de queimada. Outro alerta é com relação as fezes de passarinho, tire o mais rápido possível, de preferência lave com um sabão neutro ou, se não tiver no momento, retire o excesso com uma flanela.

Para quem acumulou muitos arranhões e adiou a pintura parcial, o preço do serviço no popular completo pode chegar a R$ 3.500,00.

- Diário do Nordeste (Auto) -

Todo carro é bem-vindo

Nome "All Car" deixa claro que não existe restrição no serviço, apesar da maioria ser feita em off-roadO período de quase uma década como diretor administrativo da Nippon, extinta autorizada Suzuki em Fortaleza, deixou um legado para o engenheiro mecânico Ângelo Cunha Figueiredo.

Embora a marca, em 2003, tenha resolvido parar de importar e comercializar seus carros no Brasil, voltando em 2009, Ângelo não saiu do mercado off-road. Ele fechou as portas da concessionária e logo abriu a All Car. Com toda a sua experiência em mecânica 4x4 e de administração de oficina, não foi nada difícil continuar na área.

Mesmo com a fama herdada nos tempos de Nippon, Ângelo não se limitou a atender os donos que ainda mantinham uma Suzuki em casa. Fez valer o nome da sua empresa e atendeu "todos os carros". Na verdade, todas as marcas de 4x4.

A transição para o 4x2 demorou um pouco, foi apenas em 2010 por demanda dos clientes. "Eu fiquei visado como 4x4 por conta da Nippon, então mudar esse perfil foi lento", explica.

Porém, mesmo abrangendo o veículo de passeio, 2/3 dos serviços feitos são voltados para o 4x4. No geral, em média, são 100 a 120 carros atendidos por mês na oficina. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30. No sábado, é até ao meio dia.

São dois mecânicos e um auxiliar para trabalhar com dois a quatro carros por dia. O objetivo é ter uma rotatividade alta no espaço e entregar, se possível, no mesmo dia ao cliente. Geralmente, por exemplo, o conserto mais rápido é o que envolve a suspensão e o mais demorado é com motor.

Não foi em vão

Toda a experiência acumulada nos tempos de Suzuki não foi desperdiçada. Depois de cinco anos fora das terras brasileiras, a marca voltou a ser vendida no País. Com isso, por sua fama herdada pela Nippon, o carro-chefe da All Car virou Suzuki. Esse processo foi natural. Apesar de não declarar que é especialista em um único automóvel, a maioria dos seus serviços é em um modelo Suzuki. "A maioria das peças que eu tenho em estoque também é desse marca", completa o proprietário da All Carr.

Não precisa agendar

Segundo Ângelo, se o cliente chegar e a oficina estiver com mecânicos livres, já começam a trabalhar no carro. A capacidade do local é de receber quinze automóveis. "Normalmente, o objetivo é entregar no mesmo dia. Eu não quero passar mais que 24 horas com o veículo do cliente", ressalta.

sábado, 18 de maio de 2013

Cores da bandeira [☑]

O espírito verde-amarelo foi incorporado pela Coca-Cola. Realmente, em época de Mundial, a forma de expressarmo-nos como torcedores é por meio das cores usadas no rosto, no corpo, na bandeira estendida na janela e no carro. Durante alguns jogos, esquecemos os problemas nacionais cotidianos e viramos patriota, orgulho de vestir a camisa brasileira. Por isso, a campanha "Vamos juntos colorir o Brasil" combinou muito com o nosso estilo e, acredito, com o modo unânime de ser dos torcedores. 

Oficialmente, o comercial só foi divulgado na última segunda-feira, dia 13, no entanto, as latinhas já circulavam pela cidade e promoviam comentários por quem a via. Particularmente, arrancou curiosidade até minhas no supermercado, vi de longe alguém comprando e não sabia qual era essa nova campanha. Bem, como sempre, foi uma campanha feliz da Coca-Cola, assim como os nomes das latinhas, que fazia com as pessoas procurarem o seu nome e sua cidade nos refrigerantes.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Velas acesas

A vida, nos últimos quase cinco anos, deu-me de presente uma bisavó. Digo isso porque Dona Nair tratava-me como uma de suas bisnetas, seja no seu carinho comigo - que nunca negava - ou nas suas cobranças para visitá-la mais. O peso na consciência era grande quando eu passava muitas semanas sem vê-la, ficava pensando nela e imaginando que ela estaria à mercê esperando novas companhias em sua casa para passar mais rápido o tempo do sábado e do domingo.

Toda vez que a via sentia-me muito amada. Não há explicação. Era como se fosse abençoada por receber novos familiares que realmente gostam de mim, como tem ainda as duas avós do meu amor: Vilanir e Mazé. Neste ano, infelizmente, a saúde dela não correspondia com sua vontade de viver e lucidez. Ela estava disposta a conversar, sair, comer muito e divertir-se nas reuniões de família, porém o corpo não acompanhava o seu ritmo. 

A cada encontro, ela continuava a mesma. Sempre vaidosa, com as unhas pintadas e o cabelo arrumado com fivelas. Nos aniversários, não podia faltar a bolsinha transpassada combinando com a roupa. Ela não a largava por nada. Brincávamos até que tinha ouro, por nunca deixá-la de lado. O seu humor sempre era o dos melhores, independente de estar com alguma dor no corpo. Ela realmente era um exemplo de que, independente do que aconteça, não devemos deixar-nos abater. Era o que ela sempre dizia para mim.

Neste semestre, ela foi muitas vezes ao hospital. Em cada uma delas, fazia questão de visitá-la e dizê-la para continuar lutando, porque queria que ela ensinasse tricô para mim. Bem, esse plano foi cancelado, como também o seu aniversário de 94 anos no próximo mês, que ela estava tão ansiosa para fazer. Não vou tê-la em meu casamento, como disse a ela que gostaria que estivesse, muito menos receberei os sapatinhos para os meus filhos. Sempre dizia que os seus trinetos iriam usar esse presente dela. Pior, não vou tê-la mais em minha vida. 

Pode soar um pouco egoísta, mas não queria que ela tivesse ido. Ainda tinha muito a se ver nessa vida. Todos no hospital, sejam os médicos ou os desconhecidos, que visitavam parentes ao lado de sua cama, adoravam a sua simpatia e lucidez.  Ela conquistou todos que tiveram a oportunidade de conhecê-la. A minha maior tranquilidade - apesar de eu estar desfazendo-me em lágrimas - é ter declarado ontem todo o meu sentimento e carinho por ela. Ela foi embora contra a minha vontade. Só espero que ela esteja feliz onde estiver. Sorrindo ela deve estar, com certeza, ela nunca deixava de sorrir.

Diversão com aprendizado

Aliar jornalismo a educação sempre foi um encanto para mim. Nas primeiras semanas como universitária, logo elaborei um artigo abordando a importância da assessoria dentro das escolas e de uma produção jornalística voltada para o público interno, seja do corpo docente como discente. No entanto, no último ano de faculdade resolvi ir um pouco a fundo nessa temática e escolhi a disciplina de Educação e Comunicação para explorar mais sobre esse assunto.

A proposta, ao final do semestre, era elaborar um projeto plausível de ser trabalhado em sala de aula. Por sempre fazer sucesso nos exercícios de minha mãe, a qual é professora de português, resolvi sugerir a ideia da história em quadrinho. Porém, minha professora Ana Paula Farias fez melhor, pegou minha proposta e renovou - ironicamente - com uma ideia antiga: a fotonovela. É incrível como um produto tão antigo, que pouco se vê publicado, seja tão atual. Estamos tão envolvidos com as câmeras fotográficas que acreditei nessa sugestão como se fosse minha e agarrei-a.

Para testarmos a experiência, eu e meu grupo adaptamos o conto A Cartomante, de Machado de Assis. O processo foi simples: elaboramos o roteiro, ordenamos as cenas a serem fotografadas, escolhemos quem faria cada um dos personagens, além de decidirmos quais seriam os figurinos, os cenários e os elementos cênicos. Tudo foi muito divertido, incorporamos bem o espírito da história e representamos para as fotos ficarem realistas. A parte mais longa e cansativa, certamente, foi a diagramação. Todavia, é impressionante ver como tudo se encaixa e fica perfeito. Como diagramadora, fiquei muito feliz e satisfeita com o resultado. Mal podia esperar para mostrar a todos como o trabalho em grupo deu bons frutos.

A fotonovela foi recebida de forma satisfatória pela professora e alunos. Então, em seguida surgiu a ideia de aplicar a minha experiência na prática. Porém, logo veio o questionamento de um dos alunos da sala: o que isso traz de ensinamento aos estudantes? Bem, adaptar histórias para essa nova dimensão de conteúdo nada mais é do que fazer interpretação textual e adequação para um novo formato de texto. Aprendem a desenvolver a narrativa fora dos padrões de travessões e dois pontos. Além disso, faz com que haja interação entre os colegas de classe e que eles saibam trabalhar em grupo.

Foi exatamente isso que aconteceu. Por dois meses estive presente semanalmente para acompanhar cinco turmas da oitava série do Colégio Santa Cecília. Sinceramente, repetiria essa experiência mais vezes. Lidando com pré-adolescentes de treze anos, pude ver a criatividade rolando sem limites na adaptação de crônicas lidas em sala de aula. Houve algumas dificuldades na execução - como era de se esperar -, mas o resultado foi positivo. Eles adoraram o novo projeto e eu fiquei feliz com o retorno deles: eles querem que mantenham essa ideia nos próximos anos. Bem, o meu artigo está no caminho para ser produzido e finalizado. No entanto, enquanto o colégio permitir, quero continuar esse contato com os alunos e continuar ajudando no projeto nos próximos anos.
Turma A

Turma B

Turma C

Turma D
Turma E

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Dirigir é uma forma de inclusão

Adaptações em veículos de auto escola permitem que pessoas portadoras de deficiências físicas possam ser motoristas

A aparência externa é comum a qualquer veículo de passeio. Na verdade, é no interior que está o diferente, o que permite aqueles com alguma deficiência ter a liberdade de deslocar-se em seu próprio automóvel.

O conteúdo teórico e prático são iguais, o que muda são as adaptações feitas sob medida a cada necessidade do aluno. É isso que torna o valor do pacote um pouco caro, além das manutenções que possuem um orçamento maior. O custo das aulas é R$ 250,00 a R$ 950,00 a mais do que o convencional.

No caso de nanismo, são poucas as mudanças. Ele utiliza todos os componentes da direção, apenas os pedais são deslocados para mais perto do motorista, para serem alcançados.

Se a dificuldade for os membros inferiores, então tudo fica ao alcance das mãos. Primeiro, uma alavanca é instalada, de preferência no lado esquerdo, para controlar o freio e a aceleração. No caso da troca de marchas, tem a possibilidade de manter o câmbio manual e colocar um sensor para que, ao aproximar a mão, a embreagem seja pressionada automaticamente.

Eles também têm a opção de fazer com o veículo automático, mas quem diz qual será a opção utilizada são os peritos do Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE).

Na Auto Escola Caçula, para o primeiro perfil de veículo há um Celta pelo preço à vista de R$ 1.400,00. Já o automático, há um Palio por R$ 2.000,00. Este é indicado mais para quem tem algum problema no membro superior. Se for o esquerdo, a alavanca para acelerar e frear é movida para a direita.

Os candidatos, assim como qualquer outro, têm o suporte e a segurança dos instrutores terem o pedal auxiliar no lado do passageiro dianteiro.

Apesar da pressão maior durante a prova de rua, afinal são dois peritos e um examinador ao seu lado dentro do carro, os concorrente da habilitação para deficientes tem um índice baixo de reprovação.

Não é novidade

Há quase 15 anos, portadores de deficiência física podem submeter-se às aulas do Centro de Formação de Condutores e aos exames do Detran.

É preciso, apenas, no início do processo, passar por uma perícia para saber se há algo que limite uma direção adequada e quais devem ser as adaptações feitas no veículo, seja ele sobre quatro ou até duas rodas. "Há pessoas que só tem um braço e dirigem carreta", ressalta o assessor de comunicação do Detran-CE.

Embora há mais de uma década seja permitido, somente 1.774 pessoas, em um universo de mais de 1 milhão no Ceará, enquadram-se nesse perfil de habilitação. Segundo Eliardo Martins, dono da Auto Escola Caçula, isso não significa que existam poucos no Estado com deficiência e, sim, que eles desconhecem esse seu direito ou, pior, tem vergonha de tentar dirigir.

Pesquise antes de pegar a chave

Não confie o seu cartão de crédito a qualquer empresa dita locadora. Confira dicas de como alugar o seu veículo

Após os gastos com os preparativos da viagem, as diárias do hotel e as passagens aéreas, não se pode economizar nos detalhes e correr o risco de estragar todos os planos das férias em família. A locação de veículo é um dos itens que não deve ser subestimada pelos turistas.

Quando o contrato não é realizado de forma segura, o cliente pode ver-se desamparado em casos de problemas mecânicos ou, pior, ter o cartão de crédito utilizado de má fé, afinal, o valor da franquia é congelado na conta para quando houver necessidade de acionar o seguro.

Para evitar ser ludibriado por locatários de automóveis não legalizados, a orientação é questionar onde a locadora está sediada e há quanto tempo está nesse mercado. "O endereço fixo é um indicativo da seriedade da empresa, passa uma maior confiança", pontua o gerente da WA Rent a Car, Clerton Costa.

Segundo ele, por seu endereço ser próximo ao aeroporto é uma vantagem na captação de clientes, por eles terem uma segurança de conhecer de perto o espaço da empresa antes de escolher o veículo, fechar o contrato e pagar as diárias. Felizmente, ainda conforme Clerton, os turistas estão aderindo essa atitude de desconfiado.

"Quando são abordados, exigem que querem conhecer o local. Eles estão, sim, mais conscientes, até mesmo porque a operação envolve o cartão de crédito, então parte daí a insegurança", ressalta.

Essa "investigação", de preferência, deve ser feita ainda antes de desembarcar na cidade visitada, ao buscar referências e conferindo a página da empresa pesquisada.

Fotografar o veículo alugado antes de recebê-lo é uma dica para evitar ser culpado de arranhões ou outras pequenas batidas que possam vir a aparecer na entrega do carro. Isso é uma segurança para ambas as partes do contrato. "Existem pessoas de má índole que na hora de entregar é uma coisa e na hora de receber é outra", ressalta.

"A partir de"

O preço é um dos comparativos principais para selecionar a locadora desejada. Com relação a WA Rent a Car, em baixa estação, a diária de um popular completo é R$ 70,00. Esse valor inclui o seguro, apenas a franquia é paga a parte, como de costume.

Durante a pesquisa de mercado, no entanto, alerta Clerton, é importante atentar-se às letras minúsculas. Geralmente, o valor publicado não é o preço final, não sendo incluso, muitas vezes, o próprio seguro contra terceiros. "Eu, como cliente, sou contra agregar valores ao produto. Eu já estou no mercado há mais de dez anos e sei que isso é uma prática muito comum", aponta.

Extra também é o bebê conforto ou cadeirinha de elevação, por exemplo, que são cobrados a parte sua diária, como ainda o "empréstimo" do GPS. Em média, o custo é de R$ 10,00 por dia. No caso da WA Rent a Car, geralmente esses itens são dados de brinde no contrato do veículo.

Tecnologia a favor do serviço mecânico

Fotografia do antes e depois do trabalho automotivo dá maior transparência na Auto Mecânica Ivan

A ordem foi invertida à Auto Mecânica Ivan. Ao contrário dos parceiros da Rede Off Road, a empresa começou em 1994 com serviços voltados ao 4x2. No entanto, percebeu que muitos dos seus clientes tinham um 4x4 como segundo veículo, então há dez anos expandiu as atividades para esse segmento.

Atualmente, o fora de estrada não é mais um trabalho extra para a oficina. Aos poucos, foi dominando entre as manutenções de mecânica e, agora, dos cem veículos que circulam por mês no local, metade é 4x4.

Mimo a mais

A proatividade é a característica chave da empresa. A inspeção é feita de forma completa durante a visita a sua oficina. Quando os clientes resolvem adiar certos cuidados preventivos e até mesmo corretivos, o proprietário Ivan de Lima Matos cumpre o que lhe é mandando, porém não deixa de orientar e conscientizar sobre quais itens devem ser resolvidos no veículo analisado.

"Quando eles vêm trocar o óleo do motor, eu digo para substituir o filtro. Particularmente, sem fazer uma limpeza ou a troca de filtro de ar, eles estão perdendo a troca de óleo, não fica um serviço bem feito", exemplifica.

Infelizmente, nem sempre escutam os seus conselhos. "A maioria das vezes consigo que eles façam o serviço completo. Quando não fazem, com menos de um mês, voltam arrependidos pedindo para continuar a fazer o que tinha no orçamento", ressalta.

Além de consertado, o automóvel é devolvido com aparência de novo. Por dentro e por fora. Independente do modelo ou da sua tração, Ivan faz questão de deixar o carro brilhando. O melhor: sem cobrar nenhuma taxa a mais por isso.

"Eu gosto, ao final da maioria dos meus serviços, entregar o carro lavadinho e aspirado. Isso se torna um diferencial da minha empresa. Quando ele sai limpo, o cliente costuma nem reconhecê-lo", destaca brincando.

Tudo registrado

Resolveu incluir, durante o serviço, o registro fotográfico de cada etapa da manutenção, mostrando geralmente o antes e o depois das peças consertadas. "Essa ferramenta agrega mais confiança, dá mais segurança para mim e para o cliente de que o serviço foi feito", explica Ivan.

Quando o cliente tem alguma dúvida sobre o que precisa ou é feito em seu veículo, ele é convidado para ver de perto a manutenção. "Não é justo gastar sem saber o porquê de todo esse dinheiro", aponta.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O amor acabou. Ou foi o tempero?

Enquanto a mesa estava farta e bem servida, Jilberto - com jota mesmo - fazia questão de estar em casa diariamente, colocar um guardanapo pendurado na gola da camisa e deleitar-se com um prato fundo repleto de pedaços generosos de comida. A cada final de refeição, ele terminava o último gole que restava do copo de suco, limpava o rosto com a manga da farda e beijava a Berenice cheirando a laranja.

Com um tempo, o cardápio mudou e ficou estagnado em um dia feijão com arroz, no outro arroz e feijão e, em seguida, baião de dois. Na primeira semana, o marido comeu com prazer e raspava o prato. No final do mês, deixava metade e dizia que iniciara uma dieta. Com o fim do primeiro semestre, cheio de dedos, Jilberto foi tomar satisfações com a mulher.

Ela culpou essa tal de inflação, sem nem saber o seu significado. Porém, por ironia, mal sabia ela que os itens mais caros da cesta básica era exatamente o que não faltava a sua mesa. Como os dois não entendiam a situação da economia brasileira, o homem deixou por menos e disse para a situação não mais se repetir. Porém, logo a rotina da combinação do prato voltou à ativa.

Para contornar a situação, Jilberto comia no trabalho e chegava após o almoço e o jantar. Certo dia, com a barriga cheia de panelada e a consciência pesada pelo seu abandono constante da mulher, resolveu fazer uma surpresa e aparecer em casa com uma quentinha saborosa.

Quando chegou, deu de cara com Berenice servindo a um operário em sua cozinha. Esbaforido, foi logo gritando e perguntando o que estava acontecendo. A esposa, morrendo de vergonha e temendo uma crise de ciúmes do marido, foi logo justificando com a tradicional frase "não é nada disso que aparenta ser". Explicou que houve um problema no encanamento do banheiro e precisou de um mecânico. Como havia uma obra no bairro, resolveu oferecer um almoço em troca dos serviços de um dos funcionários da construção.

O marido, mesmo acreditando na história, fez-se ainda de aborrecido. Antes a traição do que ver a mulher servindo o seu pedaço de bife para outro homem, pena que não podia falar isso em voz alta. Perdia a bóia e a cozinheira, ou melhor, a esposa.

sábado, 11 de maio de 2013

Sem vaidade [☑]

Os enjoos, a dor do parto e o medo de não voltar a antiga forma física não afugentam o sonho de ser mãe das mulheres. O desejo maior do que qualquer vaidade. Inclusive no momento de dar a luz ao filho. Esse detalhe foi explorado com muita delicadeza e emoção pela Renner, que soube passar uma feliz mensagem de Dia das Mães, sem ter que se preocupar em falar de roupas ou outros produtos que a empresa vende. Quando as empresas captam essa ideia de o que vale é o impacto e os valores transmitidos pela publicidade e, não, quantos produtos e preços são mostrados em um mesmo anúncio, eles conquistam muito mais clientes e tornam-se Lovemark.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Direção além do carro e da moto

Você sabia que pode "incluir" outras letras na CNH? Conheça as descrições e exigências para se habilitar da C a E

Das cinco letras do alfabeto que compõem as categorias de habilitação, duas se fazem presente sempre nas ofertas das auto escolas. Para o deslocamento particular e profissional, a categoria A e B são as mais procuradas. E quanto as outras?

A categoria C habilita condutores com, no mínimo, um ano de experiência na B para o transporte de carga entre 3.500kg e 6.000kg. Dentre os veículos que se encaixam nesse perfil estão tratores e máquinas agrícolas e de movimentação de cargas.

No entanto, são raras as empresas que oferecem o curso prático nessa área. A razão, explica Cláudio Pinho Júnior, proprietário da Auto Escola Cláudio, está baseado na "lei da oferta e da procura".

Para habilitar-se a C, além de cumprir um ano de B, não pode ter cometido infração gravíssima ou grave ou ser reincidente na média nos últimos doze meses de habilitação. Muitos que recorrem a essa categoria é para dirigir caminhões por motivos profissionais. No entanto, é preciso ter mais de 21 anos para trabalhar nesse segmento.

Então, para compensar o investimento, os candidatos, já que precisam ter 21 anos para concorrer ao serviço, preferem tirar a categoria D, que permite dirigir qualquer veículo enquadrado nas categorias de B a D.

Por isso, é mais fácil ver oferta nessa categoria. Na Auto Escola Cláudio, o custo das quinze aulas práticas é de R$ 962,00, o preço inclui todas as taxas cobradas durante o processo.

Além da idade e de não poder cometer infrações recentes, é obrigatório ter, no mínimo, dois anos de B ou um ano de C.

Essa categoria permite dirigir veículos de transporte de passageiros, cuja lotação exceda à oito lugares.

Outro tipo ofertado nos centros de formação, porém com frequência menor, é o E. Essa "letra" habilita a combinações de veículo em que a unidade tratora se enquadre nas categoria B, C ou D e a unidade acoplada tenha acima de 6.000kg ou cuja lotação exceda a oito lugares. Enquadra-se nessa característica os trailers.

O investimento para as aulas é de R$ 1.202,00. Ao final, a Carteira Nacional de Habilitação permite que o condutor dirija qualquer veículo, a não ser os de duas ou três rodas.

Receios

Diferente dos que tentam tirar a primeira habilitação, o índice de reprovação é menor porque os motoristas já estão habituados ao volante, principalmente os que querem a D. O percurso da prova prática é semelhante a quem faz em um veículo de passeio, a diferença é que o condutor habituou-se ao tamanho maior do veículo e aprendeu a usar melhor o espaço. De acordo com o instrutor teórico Francisco de Assis Júnior, o Chicão, a preocupação é menor porque não estão aprendendo a dirigir do zero. "Geralmente eles são mais tranquilos. No entanto, toda regra tem exceção devido ao fator emocional", aponta.

Ar condicionado: use sem pena

Não pode isso. Não pode aquilo. Saiba quais os conselhos passados por gerações que, agora, não passam de mito

Antigos hábitos para prevenir o carro são passados por gerações. No entanto, com o advento das novas tecnologias na área automotiva, os conselhos paternos tornaram-se lendas.

É o caso do ar condicionado, principal alvo das recomendações. Dentre elas, ficou a dúvida: realmente é preciso desligar o aparelho antes de desligar o veículo? E quando ligar o automóvel, pode o ar já estar acionado? "Nos carros antigos sem injeção eletrônica, sim, porque não tinham módulo. Hoje, mesmo que esteja solicitado o ar, ele só vai armar quando você ligar o carro", explica Arilson de Souza Silva, dono da Frio Ar.

De acordo com ele, é interessante desligar o ar, porém não é estritamente necessário e fazer isso não gera nenhum problema aos veículos.

E para os 1.0, é bom desligar o ar em ultrapassagens em alta velocidade ou para subir ladeiras? Isso era verdade em carros antigos, no entanto é lenda para muitos modelos atuais.

"Quando o ar condicionado é original de fábrica, se você tiver uma aceleração maior para uma ultrapassagem ou aclives, automaticamente é desligado para você obter a potência necessária. O ventilador continua funcionando, você sente o frio porque não é desligado por muito tempo", esclarece. É o chamado "ar inteligente".

Mas, nem todos os aparelhos instalados a parte têm esse dispositivo. "Alguns carros básicos não pegam. Só quando instalamos sabemos se o módulo recebe esse sistema", alerta. Nesses casos, recomenda Arilson, para ter um melhor desempenho, realmente é indicado desligar o ar durante a manobra.

Liga e desliga

Independente da aparência do ar, faz mal ligar e desligar o aparelho o tempo inteiro? E estando em movimento? Conforme o proprietário do Frio Ar, tanto fazer essa ação como mudar a intensidade do vento e do tipo da circulação, não causa problemas ao veículo.

"A única coisa que causa alteração no funcionamento do motor é ligar e desligar, mudar a velocidade do ventilador não muda em nada o carro. O ar foi feito para ser solicitado a qualquer momento. Imagina estar a 100km/h e precisar parar para desligar o ar?Não existe", ironiza.

Na verdade, o principal vilão do ar condicionado, assim como de qualquer peça automotiva, é a falta de cuidado preventivo. A cada seis meses é indicado substituir o filtro de cabine e fazer a higienização do automóvel. O custo é de R$ 130,00 na Frio Ar. Essas ações visam preservar tanto o aparelho como a saúde dos passageiros. Aliado a isso, para evitar fungos e sujeira acumulada no carro, recomenda-se bater os tapetes sempre. "Quanto mais tapete sujo, mais o ar vai puxar a fuligem, a poeira mais fina que está no tapete", avisa.

Após um ano, recomenda-se ver o nível do gás R-134a. Ele circula dentro do sistema e funciona como um indicativo de que há peças do aparelho com defeito. Ou seja, ressalta Arilson, não basta preencher quando está baixo, é preciso identificar e consertar a peça, antes de repor o gás.

SAIBA MAIS

Saiba quais são os costumes antigos que não tem mais fundamento seguir com o ar condicionado do seu carro:

1 - Não precisa desligar o aparelho de ar condicionado antes de desligar o veículo

2 - Os carros 1.0 sem injeção eletrônica, para ter mais potência em ultrapassagens ou aclives, realmente precisavam desligar o ar. Agora, os que vem de fábrica, desligam automaticamente para melhorar desempenho do veículo. Para os instalados à parte, nem sempre os carros estão aptos a receber esse sistema de "ar inteligente"

3 - O ar pode ser ligado, desligado e ter as suas funções alteradas em qualquer momento. Então, não há problema em mexer muito, mesmo com o carro em movimento

Ninguém está livre de consertos

Apesar do perfil dos que dirigem Troller ser mais aventureiro, nenhuma marca está imune da manutenção

Em pouco tempo ou até mesmo por telefone, Leonardo Oliveira, proprietário da empresa Controller Offroad, garante detectar- quando há - qual o problema em um Troller. Ele se orgulha em dizer que conhece a marca de olhos fechados.

Foram os seus seis anos trabalhando na autorizada que lhe renderam muitos conhecimentos técnicos e muita experiência. "Eu conheço cada parafuso, cada detalhe dele", enfatiza.

Não é a toa que essa é a especialidade de sua oficina, aberta em 2005. Da média de 180 a 200 veículos que circulam por mês, 95% é 4x4. Destes, 50% ainda é o carro-chefe da empresa. Recebe até mesmo de fora de Fortaleza para consertar.

Nem todos são para sempre

Quem possui um Troller, descreve Leonardo, é mais aventureiro e sente-se como se estivesse dentro de um veículo indestrutível.

"O Troller é de fibra. Se ele bater, se ele arranhar, o cliente pouco tem pena do carro. Os da outra marca, não. Como é de metal, amassa e arranha. O custo é maior", completa. No entanto, antes e após cada trilha, ele precisa de manutenção porque ele sofre dos mesmos males dos outros fora de estrada. "Uma beira de praia não precisa, mas um passeio com passagem de água e esse tipo mais severa, tem que fazer manutenção. Não tem marca nenhuma que lhe dê a segurança de que não precisa de ajustes", ressalta.

Pelo preço elevado na manutenção, muitos proprietários de 4x4 adiam o reparo completo do seu veículo para não gastar muito em um único orçamento.

Porém, quando envolve o quesito segurança, Leonardo alerta, não se podia adiar o conserto. Trata-se dos itens envolvendo freio, direção e a parte de rodagem.

"A rodagem do carro, que compõe os rolamentos; a suspensão na parte da direção, os terminais e barras de direção. Ele pode estar quebrado do jeito que for, mas o carro tem que ajeitar isso. É fundamental. Se for indicado esse tipo de problema na oficina e sair sem consertar será um maior problema para o cliente e para a oficina", enfatiza.

Sem muita divulgação

Assim como o seu parceiro da Rede Off Road, Airys Auto Service, a Controller não precisa de um nome grande estampado no muro para atrair clientes, até porque a rua não é tão movimentada no bairro Dias Macedo, como menciona Leonardo Oliveira.

O movimento intenso na oficina veio do seu tempo na autorizada e também do boca a boca entre os clientes. Geralmente, esse é o perfil do consumidor 4x4. Não experimentam empresas, vão por indicação dos amigos.

"Você está trabalhando com um veículo muito caro, a manutenção é mais alta que um automóvel de passeio e, realmente, não é qualquer um que conserte esse tipo de carro", explica Leonardo.

sábado, 4 de maio de 2013

Cabelos ao vento [☑]

A criatividade é a principal aliada da publicidade para fazer o produto - ou pelo menos o seu comercial - ficar gravado na mente do consumidor em potencial da marca. A Dove criou uma sátira dos anúncios de shampoo feminino e usou em favor da sua nova linha Men Care. O resultado foi um engraçado modo de dizer que os cabelos masculinos não podem aproveitar e usar o produto da sua mãe/esposa/namorada/irmã. Se querem um resultado melhor e mais compatível ao seu estilo, então procure a Dove Men Care.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Sem barreiras [✍]

Em cima de morros íngrimes, em terrenos acidentados e dunas capciosas. Os carros 4x4 levam o condutor onde ele nem pode imaginar. Dentro de um Jimny, parecia que o automóvel ia virar quando passava por acessos íngremes ou não tinha força para subir. Mas, eu estava subestimando-o. Senti-me sem limites geográficos dentro do veículo. O circuito severo foi feito apenas com bandeirinhas, nada mais foi planejado ou ajeitado para montar o percurso. Todo o teste foi feito para mostrar que ele aguenta o que vier. Depois de tudo o que passei e suei durante a avaliação off road do carro, eu acreditei. 

Na segunda etapa, o trecho mais urbano demonstrou que o tamanho compacto dele facilita nas apertadas manobras do trânsito diário. A prova disso foi ter percorrido um trajeto de cones com muitas curvas sem dificuldade. Até mesmo quando o seu modelo 4Work puxava uma carroça era aparentemente fácil desviar dos cones. A experiência foi positiva e renderam muitas fotos interessantes, principalmente do momento fora de estrada. 

O test-drive foi em Mogi Guaçu no final de fevereiro. Porém, revendo as fotos do evento, decidi compartilhar no Palavras ou Máscaras esse meu lado aventureiro que enfrento, com muito prazer, no caderno Auto. Confira o resultado da reportagem.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Toda moto tem limite de carga


As motos se prejudicam com uma gordurinha a mais. Sobe o consumo e a vida útil das peças é reduzida com sobrepeso

O piloto somado a um passageiro e uma bagagem extra aparentemente é uma adição sem grandes consequências para a motocicleta. No entanto, quando a soma ultrapassa o peso máximo da moto, o resultado é gasto mais frequente na manutenção, entre outros prejuízos.

A principal vítima do sobrepeso é a suspensão. Quando obrigada a suportar além do limite para o qual ela foi projetada a aguentar, as peças sofrem prematuramente e não atingem o período médio de manutenção especificado pelo fabricante.

O desgaste mais rápido acontece também nos elementos ligados a tração, freio e pneus. Por isso, o indicado é reduzir o tempo previsto para a revisão, para a maior segurança do piloto.

"No momento em que a moto já está sobrecarregada seria ideal ir com mais frequência à oficina e manter o hábito de calibrar os pneus, que é muito importante para a manter a estabilidade do veículo. Se não tiver com a calibragem correta, corre o risco de derrapar e, com peso maior, a frenagem não fica eficiente e fica instável", ressalta o encarregado de garantia da Unimaq (autorizada da Honda), Robson Dias.

Peso por cilindrada

Para quem está acima do peso ou trabalha com transporte de pessoas e cargas, é importante olhar, além do preço, a tara máxima na ficha técnica.

Na Yamaha, por exemplo, as de 115cc a 125cc são as mais escolhidas para esses dois perfis. A primeira suporta 152 kg e a segunda de 150 kg a 197 kg, dependendo do modelo. "Elas são bastante práticas para uso na cidade e são extremamente econômicas, chegam a fazer facilmente mais de 40 km com um litro de gasolina", destaca Rafael Arruda, gerente de pós-venda da Moto Saga. A que mais suporta é a Ténéré 1200cc, com capacidade de 261kg

Quanta mais baixa a cilindrada, menor o peso suportado. Ou seja, nada de arriscar o sobrepeso nas 50cc, as quais aguentam no total cerca de 90kg. No entanto, a carga máxima não é tabelada entre todas as marcas. No caso da Honda, as de baixa cilindrada (100cc a 150cc) suportam cerca de 166kg. Elas são muito utilizadas para quem trabalha sobre duas rodas, pelo caráter de baixo consumo e manutenção barata. Porém, nada adianta a vantagem nesses quesitos se o peso está fora da média.

Conforme Rafael, o excesso de peso implica em mais aceleração durante a pilotagem, aumentando o giro da borboleta de aceleração para o melhor e maior torque do motor. Com isso, aumenta consequentemente o envio de combustível para o sistema de injeção, reduzindo em média 30 % a autonomia da moto.

"O motociclista, quando utiliza a moto em condições normais, rodando, em média, 40 km/h, a rotação por minuto (RPM) é de 3.000. Com maior peso, rodando na mesma velocidade, o RPM sobe para cerca de 4.000, ou seja, o motor será mais exigido, aumentando a sua rotação e consequentemente a alimentação de combustível", exemplifica.

Descer todo santo ajuda

Em declives não há problema, afinal, a gravidade e o peso ajudam a descer. Mas, quando chega nos aclives, a desenvoltura da moto é reduzida com o sobrepeso. Além disso, quando o peso não é bem dividido, a prática torna-se perigosa, pelo fato do manuseio e da estabilidade ficarem mais difíceis.

"No caso dos motociclistas que estão acima do peso, dependendo do porte da motocicleta, os mesmos podem sentir possíveis desconfortos no uso contínuo da moto, pois não conseguem ter uma postura correta sobre o assento. O excesso de peso e a má postura ao pilotar podem trazer, em virtude as pressões e impactos, complicações a coluna vertebral ou causar desconforto seguido de dores", alerta Rafael Arruda.

Gratidão em formato de presente

A sua mãe merece um agrado todos os dias e, principalmente, no dia dela. Falta mais de uma semana, mas o AUTO se adiantou e separou algumas sugestões para presentear, lógico inspirado no mundo automotivo e que podem ser muito úteis para a sua mãe quando dentro do veículo.

Rotatividade compensa o atendimento limitado

Rapidez na devolução do carro é o ponto alto do Airys Auto Service, assim como o foco nos 4x4 da linha Suzuki

O terreno envolto por muros brancos ao final da avenida Senador Virgílio Távora, a primeira vista, aparenta ser recente no local. No entanto, há quase 14 anos funciona o Airys Auto Service. Placas ou indicativos do que se trata o espaço nunca foi colocado, nem nos seus primeiros dias de inauguração em novembro de 1999. Todavia, nem por isso o lugar não deixa de ser conhecido no meio off-road.

"Graças a Deus, a nossa propaganda é boca a boca, informação positiva que o cliente tem da gente e passa para frente. No começo, alguns clientes vieram dos passeios 4x4. Então, quando eu parava nos intervalos do evento, eu comentava que iria colocar uma oficina para mim e eles diziam que podia botar que daria certo", relembra o proprietário Airys Bezerra de Araújo.

A especialidade da casa é a linha Suzuki, afinal, o proprietário Airys trabalhou anos na autorizada anterior a Suzuki Sol. Porém, assim como os seus parceiros da Rede Off-road, o centro recebe outras marcas e ainda modelos 4x2.

Por dia, recebe de sete a oito carros para fazer serviços de mecânica em geral. É uma média baixa para quem já tem anos no mercado, mas a intenção é manter o padrão da rapidez ao cliente. Eles recebem pela manhã e entregam à tarde.

"Se chegar à tarde, só entrego no dia seguinte. Se não ficar serviço do dia anterior, eu só recebo sete carros na manhã, porque é o que dá para entregar no mesmo dia. Serviço para nós só presta entrando e saindo. Carro, para nós, só tem vantagem rodando, parado na oficina não é bom", explica.

Por isso, o recomendado é marcar com antecedência para garantir que o automóvel será recebido e entregue no tempo desejado.

Os problemas mais frequentes, envolvendo freio, suspensão e embreagem, são rápidos e ficam pronto em um turno. Um dos que leva mais tempo, cerca de dois dias, é a reparação na caixa de marcha.

Até novembro, a pretensão é aumentar o número de funcionários (atualmente são sete) e a área do local para receber mais veículos para atendimento e ainda para proporcionar mais conforto aos clientes.

Ao contrário das outras oficinas, o espaço só está aberto de segunda a sexta. Há quase quatro anos, Airys alterou o horário de funcionamento visando o melhor trabalho e bem estar dos seus funcionários.

"A gente chegava em casa no sábado não tinha mais disposição para nada, nem para ficar com a família, só queria descansar para começar a segunda-feira. Com isso, o rendimento aumentou e o humor é outro. Esse horário vem ajudando muito o relacionamento entre os funcionários", destaca.

 
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