segunda-feira, 30 de abril de 2012

Lápis no buraco

A furadeira atingia a superfície da parede até o seu mais profundo interior. O som estridente mais parecia com um de ferramenta odontológica, porém a situação lembrava-me uma agulha no braço, que perfura e vasculha até encontrar o ponto desejado. Interprete como uma agonia completa.

Como uma criança diante de um torturado, senti tristeza pela parede, mas, na verdade, depois percebi ser não piedade e, sim, pressentimento que um desastre estava próximo. 

Não foi a parede que chorou, infelizmente fui eu, porém as lágrimas saíram dela. Somente quando enxugaram o rio de suas águas encanadas derramadas é que a tranquilidade pôde enfim aparecer em meu ser.

O próximo passo era tirar toda a água do quarto, relevar o barulho do vento que passava pelo buraco tampado por um lápis e rezar para que eu não acordasse envolta de um oceano de problemas.

Para o meu prazer, não houve mais consequências além do buraco e do guarda-roupa danificado. A situação, agora, é resolver tudo isso e ainda colocar minhas prateleiras. Pois, como uma saga, eu mereço o meu final da longa história de organização de quarto. E, por favor, tenho direito a, como a maioria dos romances, um término feliz.


domingo, 29 de abril de 2012

Recriação do Titanic

Estive em meio a um círculo de ansiedade, raiva e angústia no último dia. Depois de uma longa espera pela desejada estante no quarto, eis que o desastre bate a porta antes do prazer da felicidade. Comprei um móvel e paguei pela instalação na própria loja. O que poderia dar errado? Bem, eu digo, a lei de Murphy: "se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará". A questão é: por que comigo?

É pedir demais que o plano de organizar os livros em prateleiras finalmente aconteça? Isso parece ser mais impossível do que o instalador acertar em cheio o cano de água que não deveria estar no meio da minha parede. Uma inundação no quarto foi o que me fez ter essa conclusão.

Um lápis tampando o buraco, um bombeiro hidráulico de última hora, um síndico com a planta do prédio e a ajuda fiel de minha eterna Rosa foram suficientes para salvar o meu problema, mas não minha dor de cabeça. Consegui as estantes, elas está em pé no meio da sala, porém o que farei com elas quando vejo um buraco com canos aparentes?

Sei que todos têm seus problemas e, com certeza, a fome e o desabrigo de algumas centenas de pessoas é maior que minha queixa com essa situação mínima de instalação. No entanto, depois de uma semana intensa de trabalho, estudo e peso na consciência por não estar lendo o suficiente para a minha monografia, eu queria simplesmente que o fim de semana fosse mais leve ou, pelo menos, não parecido com uma das cenas do Titanic. 

sábado, 28 de abril de 2012

Auxílio camuflado

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que é constitucional a adoção de políticas de cotas. Quer dizer, então, que conhecimento mede-se pela cor da pele? Desde quando uma prova deve selecionar o estudante por sua origem étnica e, não, por suas capacidades e habilidades? Estão querendo fazer um pedido de desculpas atrasado e recompensar o sofrimento dos antepassados afrodescendentes em detrimento de um mercado de trabalho ávido por competência e, não, justiça por uma escravidão trazida pela cultura portuguesa do período colonial.

Se desejam sanar o problema da coincidência que existe da má qualidade de estudo estar aliada com pobreza e pele escura ou parda, então que não só remediem os sintomas e, sim, solucionem por vez a causa. Por que não melhoram, como por inúmeras vezes é prometido aos quatro ventos em campanhas políticas, a educação pública? Assim, não haveria necessidade de avaliação por meios que possam baixar o padrão de qualidade.

No entanto, parece que as entidades governamentais entraram em conluio com as escolas particulares. Até porque é bem lógico que, se os colégios fossem de boa procedência e ainda públicos, não haveria necessidade dos pais procurarem ensino pago. Mas, a hipótese infelizmente procede? Porque, se não fosse essa a razão, então qual seria a real justificativa para não investir nessa necessidade básica?

Outro ponto eu também questiono: por favor, caro ministro Joaquim Barbosa, desde quando dar grandes facilidades apenas para uma parcela da sociedade ajuda a combater a discriminação? Quando alguém negro ou pardo entrar na faculdade, os outros podem questionar se ele passou no vestibular simplesmente por sua competência ou se foi pelo sistema de cotas, isso aumentaria muito mais uma rixa, que dizem haver atualmente, ou até mesmo criar uma. E, se este for rico, vale a mesma teoria da questão étnica?  

E, ora, ministra Rosa Weber, se os negros não chegam à universidade, certamente não é pela cor deles, afinal, isso não é e nunca foi fator determinante de inteligência. O problema, como diriam popularmente, é mais embaixo. Se há uma parcela ainda relevante de analfabeto, quase quatorze milhões, segundo o censo de 2011, a situação é mais econômica, que por questões de raça, até pelo fato desse número incluir pessoas de diferentes gêneros, idade, opção sexual, classe social e cor de pele.

Não se pode, como dizem, tapar o sol com a peneira. Assumir uma política de cotas é mascarar uma educação precária no país, é querer igualar homens e mulheres em uma determinada etapa sem oferecer igualdades desde o seu nascimento. Querem dar mais oportunidades, então que tal começar dando melhores escolas, hospitais e postos de atendimentos? Não podemos fingir pagar uma dívida com a sociedade se a conta continua subindo e, o que é pior, ainda com juros.

- Artigo feito para a disciplina de Ética, Cidadania e Jornalismo -

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Já que não se cura, debate-se

Há pessoas que filmam suas rotinas mundanas com a esperança de sair do anonimato e entrar na fama temporária. Assim como na dança do Tim Maia, vale tudo para alcançar o sucesso, seja fazendo uma dança sensual ou cantando uma música de maneira desafinada. Não há limites, para alguns, nessa vida imagética, na qual o primeiro vídeo não é visto entre familiares e, sim, compartilhado em redes sociais com desconhecidos.

É nesse contexto de descontrole e aparição que os virais surgem. Filmagens programadas e outras não intencionadas tornam-se, da noite para dia, presentes nos comentários dos internautas, símbolos de piadas e representações em rodas de amigos e quesito fundamental a ser conhecido nas redes sociais. Quem nunca ouviu falar da bendita Luiza que foi para o Canadá? Ou dos pôneis malditos? Não faltam exemplos nesse intercâmbio de, às vezes, pura e literalmente bobagem.

Na próxima quinta-feira, dia 3 de maio, a terceira edição do Ciberdebates irá levar esse tema para discussão. Para enriquecer o evento, foram convidados: Emerson Damasceno (jornalista, criador e curador do evento Desencontro), Emerson Maranhão (repórter especial do jornal O Povo e editor da página especial “Tendências”) e  Breno Pinheiro (empresário e cofundador da empresa desenvolvedora de jogos, Fan Studios).

O último participante, em especial, será o destaque do dia. Para quem não sabe, ele produziu um vídeo junto ao seu irmão e amigos para reconquistar a namorada, presenteando-a com um aplicativo simples e romântico. Não quer ficar só na curiosidade, pois veja o resultado de seu projeto logo abaixo!



O debate é inteiramente gratuito e será no Teatro Celina Queiroz às 8h. O Ciberdebates é coordenado pelo professor Eduardo Queiroz, com apoio institucional do Curso de Comunicação Social da Universidade de Fortaleza.

Mais informações:
Twitter: @ciberdebates
Facebook: Ciberdebates Unifor
Blog: http://ciberdebatesunifor.blogspot.com.br/

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Para ver a antiguidade em festas

A raridade dos carros pode ser requisitada para eventos, apesar de ter disponíveis poucos colecionadores

O mercado de locação de carros antigos é escasso e, por vezes, restrito a liberação e ao desapego dos colecionadores das raridades automobilísticas.

No Museu do Automóvel, são 80 sócios em seus mais de cinquenta carros disponíveis no espaço do clube, porém apenas um disponibiliza as suas preciosidades aos olhos de terceiros.

O ciúme é um dos principais fatores para não emprestar, muito menos alugar. A estudante Renata Moraes Silva vai casar em dois meses e já anunciou que vai ser conduzida pelo Cadillac 1956, da cor preta, que está exposto no Museu.

O modelo, que não teve nenhum alteração desde que saiu de fábrica, foi feito, como diz ela, especialmente para noivas, pelo grande espaço interno.

Ela conseguiu essa proeza simplesmente por ser filha do dono. Se não fosse por isso, certamente, segundo ela, ele iria negar o pedido.

"Uma vez ou outra, ele empresta a um amigo. Tem alguns colecionadores que alugam, mas o papai não, porque eu acho que ele tem mais ciúmes do carro do que de qualquer coisa", acrescenta. A condição é o pai ou o motorista de confiança dirigir o veículo.

Na verdade, esta condição aparentemente é similar entre os amantes de carros antigos. Isso porque o único que aluga sem tanto "aperto no coração", que é o presidente do clube, Osmundo Pontes, também propõe essa condição.

Por R$ 2.000 pagos adiantado, o cliente tem direito a um dos seus oito carros, veículo polido, tanque cheio e o seu motorista de confiança na direção.

Entre os carros estão: Lincoln Conversível 1947, Puma GTS 1981, Jipe Ford 1974, Cadillac Limousine 1940, Cadillac Conversível 1954 e Garden Conversível 1927.

Os eventos que mais requisitam as raridades são aniversários de 15 anos, campanhas publicitárias, encontros de empresas e, principalmente, casamentos. "O meu objetivo é divulgar os carros na sociedade. Minha intenção não é nem financeira, é divulgar o carro antigo e o próprio Museu do Automóvel".

O colecionador e empresário Pedro Bezerra atua no ramo. Desde 1993, ele disponibiliza seus carros na locação para eventos, montando a empresa Noiva Chic na Hora.

Seguindo também o mesmo modelo dos outros colecionadores, Pedro aluga os seus quatro carros apenas sob o domínio de um motorista próprio.

Dentro da frota estão: Mercedes rabo de peixe 1967, Mercedes 500 FE 1982, Mercedes E320 1997 e Jaguar XJ40 1947. Todos os modelos originais.

Cerca de três casamentos por fim de semana são realizados pela empresa. Em média, são 16 por mês. Além das noivas - principais clientes -, o ramo da publicidade também solicita.

O preço do aluguel independe da escolha do modelo do carro, variando pelo pacote fechado. O menor, que inclui o traslado salão de beleza para a igreja, custa R$ 300,00. Esse valor pode alcançar até os R$ 800,00, quando é feito o percurso: salão, buffet, igreja, buffet e hotel. Se acrescentar outros trajetos, como aeroporto, o preço pode atingir R$ 1.000.

Museu tem candidato reeleito em votação

O presidente do Museu do Automóvel do Ceará, Osmundo Pontes Filho, garantiu um novo mandato em eleição realizada no último dia 18 de abril.

Em clima descontraído e sem grandes formalidades ao redor da mesa de reuniões, os sócios se reuniram para votar no único, porém desejado, candidato a comandar o local.

Já posando com o V de vitória para as fotos e rindo entre os amigos presentes, Osmundo conquista o seu quarto ano não consecutivo no alto cargo administrativo do Museu.

Como primeiro e segundo vice encontram-se, respectivamente, Gustavo Beuttenmuller Neto e Arnóbio Tomaz. Para o novo ano, durante a eleição, ele adiantou quais são os planos. "Minha meta é divulgar mais ainda a entidade no interior do Estado, fazer parceria com as secretarias de cultura dos municípios de Sobral, Maranguape, Guaramiranga, Quixadá, Limoeiro do Norte e Juazeiro do Norte", declara.

Em carreatas, a intenção é ir aos interiores, dando suporte e divulgando o nome do Museu ao longo do Ceará. "Quixadá está pensando em abrir um clube, Sobral já abriu, Limoeiro também já tem um e nós que apadrinhamos", lembra.

A meta é fazer as viagens e, em parceria com as prefeituras, oferecer troféus e diplomas a cada participante.

Esse momento é tanto para divulgar o Museu, como também para promover a união entre os amantes de carros antigos.

Essa intenção também se manifesta nos encontros realizados em praças de Fortaleza, como a do Ferreira e do Passeio Público, que espera continuar com o plano e fazer com mais frequência.

Por vezes, o motivo de não haver com maior frequência é o temor quanto a segurança dos carros. "O Passeio Público é muito lindo. Eu fiz uma vez, mas foi porque eu solicitei segurança. Mas, eu tenho medo", declara o presidente Osmundo.

No entanto, o dirigente garante que compensa cada evento feito em espaço público. "É muito alegre. Você olha para a pessoa e você vê a felicidade nela. Eles dizem: ´Oh, carro lindo´. O automóvel lembra uma história e resgata muito o passado das pessoas", afirma.

Está ainda no cronograma do Museu o VIII Encontro do Nordeste de Automóveis Antigos, que já está confirmado para ser entre os dias 2 e 4 de novembro no Marina Park Hotel.

- Diário do Nordeste (Auto) -

Não é como pedalar uma bicicleta

O tempo e a insegurança encarregam-se do esquecimento de toda técnica e prática da direção do automóvel

Aprovação nas três fases do Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE) para, por fim, conquistar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) não garante, a alguns, a certeza de estar preparado para assumir o volante.

Não faltam casos de pessoas que, por vezes, passam de primeira na prova prática, contudo ainda não tem segurança para encarar a realidade do trânsito da cidade. Há quem recorra a um familiar ou até mesmo ajuda profissional para adquirir mais confiança, outros simplesmente deixam o tempo passar e adiam a sua posição como piloto.

“Já vou levar uma buzinada”

A advogada Lúcia (nome fictício), de 27 anos, tem a habilitação guardada na gaveta desde 2003. Arriscou-se algumas vezes na direção, mas, como não tinha a companhia dos irmãos na posição de copilotos para dar-lhe mais segurança, resolveu manter a sua posição no carro apenas como passageira nesses nove anos.

No último mês, cansou de depender dos outros e resolveu adquirir confiança ao volante com o auxílio de um profissional. Não quis ligar para o telefone da autoescola, com receio que lhe ensinassem apenas os “macetes” típicos de uma prova do Detran-CE, por isso foi buscar os serviços da empresa Pânico de dirigir.

O pacote fechado foi de dez aulas, cada uma com preço de R$ 45,00 por usar o veículo da empresa, e em seu terceiro dia acreditava já ter avançado no papel de motorista. A vantagem, segundo ela, de optar pela empresa é do adesivo indicando tratar-se de um iniciante. “Pelo menos o povo sabe que estou tendo aula. Mas, às vezes, mesmo assim, eles buzinam, principalmente os ônibus”, narra.

Estanca ainda algumas vezes, é verdade, durante o trajeto, no entanto ela afirma que vem trabalhando o controle dos pedais e também a sua noção de espaço.

Mesmo optando pelo automóvel do instrutor ou particular, não há os pedais extras de auxílio para o controle do professor. A metodologia é baseada em fornecer meios de dar mais autonomia e segurança aos alunos. Para qualquer imprevisto, puxar o freio de mão e segurar o volante junto ao cliente são ações recorridas durante as aulas.

O Pânico de dirigir existe há doze anos e atende, uma média, de seis alunos por dia. A faixa etária predominante é de 30 a 45 anos e a característica principal entre os cliente é a falta de prática, embora muitos confundam com medo de dirigir. “Pelo fato das últimas tentativas terem sido com alguém de casa, que geralmente não tem tanta paciência, acaba sendo uma situação frustrante. Isso põe mais receio e, a partir daí, pensa que o problema realmente é o medo e, não, a falta de prática, o que geralmente é o motivo”, afirma o instrutor Joseph Sousa.

De volta ao CFC

Os Centros de Formação de Condutores (CFC) são lembrados na primeira formação, no entanto são esquecidos para aqueles que desejam ter apenas aulas práticas avulsas sem compromisso de ser avaliado.

Essa ação, na maioria das vezes, é proposital, por se ter o receio de retroceder ao voltar ao ambiente de autoescola ou, então, por não querer ter as mesmas aulas embasadas na simples teoria para passar na prova do Detran-CE.

Diante disso, para atender a demanda que existe, mas não procura a autoescola, a diretora do CFC Aldeota, Aparecida Soares, já está capacitando os seus professores para que eles adotem uma outra metodologia para esse novo perfil de alunos. As aulas seriam no carro tradicionalmente adaptado, com o valor de R$ 30,00 para 50 minutos de prática.

Estacionamento privativo já tem espaço para grávida

Não há obrigação prevista na lei, mas já há vagas em Fortaleza destinadas para quem espera os nove meses

A prioridade a gestantes é perceptível em filas de bancos e acentos de ônibus, mas você já viu nos estacionamentos?

Vias públicas e privadas devem disponibilizar vagas estrategicamente posicionadas para a melhor comodidade e acessibilidade de idosos e pessoas com deficiência.

Ao primeiro grupo deve-se reservar 5% do total ofertado no estacionamento e, quanto ao segundo, precisa ter, no mínimo, uma vaga a cada 25 ou, quando o local tem acima de 300, é calculado 7 e mais uma para cada 100 vagas.

Não há nenhuma obrigação legal quanto às grávidas, todavia, o Hiper Bompreço, localizado no Bairro de Fátima, resolveu criar a sua ressalva.

Como projeto piloto da rede Walmart, que opera onze lojas no Ceará, logo em sua inauguração, realizada no dia 15 de fevereiro deste ano, disponibilizou seis vagas às gestantes. A iniciativa partiu da constatação que mais de 70% dos seus clientes são mulheres.

"A nossa loja já abriu com um conceito diferenciado das outras, que são essas vagas. Enxerga-se um público maior de frequentadores do sexo feminino e também um muito bom de gestantes", declara o diretor do Hiper Bompreço da sede Fátima, Arenildo Lima. Esse diferencial já trouxe retornos por parte dos clientes. "Eu ouvi o depoimento de uma gestante de oito meses que ficou muito satisfeita com o espaço especial", completa.

Para receber o direito

São dezenove vagas reservadas do total de 369 da loja. Além das para as grávidas, há também para idosos e deficientes. Essa atenção é prevista pela Lei de Uso e Ocupação do Solo de Fortaleza (nº 7987, art. 229 § 4º) e pelo Estatuto do idoso (nº 10.741).

Para poder estacionar nas vagas sem correr o risco de cometer infração leve, pagar uma multa de R$ 53,20 e ainda ter o seu veículo removido, não adianta ter apenas mais de 60 anos ou laudo médico para comprovar a deficiência, é preciso requisitar o seu direito a Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) por meio de solicitação de uma credencial.

O requerente deve preencher um requerimento, anexar a cópia dos documentos exigidos (xérox do CPF, RG, comprovante de residência e atestado médico caso deficiente) e dar entrada num pedido no setor de protocolo.

Todo o processo é gratuito e a entrega é de 10 a 15 dias. A credencial é apenas para o município de Fortaleza e a validade é de dois anos, devendo ser renovada após esse período.

É importante lembrar que o documento é pessoal e intransferível. Seu uso é obrigatório nas vagas com regulamentação específica, tendo que ficar exposta no painel do veículo.

Quanto às gestantes, não há vagas em vias públicas destinada a esse perfil de motorista e passageira, no entanto há exceção para casos em que elas apresentem dificuldade de locomoção. Nessa situação, segundo a AMC, elas devem realizar o mesmo procedimento dos portadores de dificuldade motora, acrescentando apenas um laudo médico comprovando que possui dificuldade de locomoção. Essa credencial tem vigência restrita.

Vaga mal usada

No ano passado, foram emitidas 488 credenciais para deficientes e 3.888 para idosos. De acordo com a AMC, esse número tende a crescer.

O aposentado Beto Rocha é um dos mais recentes cadastrados. Menos de um mês depois dos seus 60 anos completados, ele já foi solicitar o seu direito.

A credencial está em mãos, porém não conseguiu ainda usar. Segundo ele, ou não tinham vagas ofertadas ou elas estavam indevidamente ocupadas. Em 2011, foram aplicadas 1819 multas a quem estacionou em vagas para deficiente e 3234 nas de idoso.

O descumprimento é feito independente de idade, sexo ou classe social. Inclusive, embora o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) preveja a livre parada dos veículos prestadores de serviços de utilidade pública (art. VIII), muitas vezes estes fazem uso desse direito estando fora das obrigações reais do trabalho, fazendo o usufruto da vaga apenas como um cidadão comum.

- Diário do Nordeste (Auto) -

terça-feira, 24 de abril de 2012

Abra a felicidade, ops, uma Coca


Não condeno quem é devoto de uma marca, porém passar TRINTA HORAS em uma fila, junto com mais mil pessoas, só para adquirir em primeira mão o novo Ipad já é DEMAIS, não é? Diante dessa situação, só posso admirar o trabalho de construção de imagem da empresa. Realmente, como estudante de comunicação, esqueço por alguns minutos da consequente paixão que é causada nos clientes para prender-me ao incrível desempenho dos profissionais de marketing, publicidade e jornalismo.

Entre os meus queridos investidores está a Coca-Cola. Consolidada em rocha firme no mercado, a empresa não precisa de muita inovação para continuar a ser lembrada entre jovens e aduldos, no entanto está sempre fazendo o diferencial em sua divulgação. Os comerciais são incríveis e condizente com o perfil  construído pela marca desde o seu início, isso só a fortalece cada vez mais.

Nas últimas campanhas, resolveu ultrapassar apenas a construção do slogan "Abra a felicidade" e interagir com o seu cliente. Já imaginou abraçar uma máquina e receber uma lata de refrigerante de graça? Ou, então, pedir a ajuda dos amigos e tentar alcançar o botão para ganhar duas bebidas pelo preço de uma?

São esses detalhes e, provavelmente, GRANDES investimentos que fazem a Coca permanecer na memória dos clientes e garantir a relação de fidelidade com a marca, ou melhor, de amor com ela. Apenas o site, fica a dica para empresa, que eu faria algumas alterações e melhoria na disposição das informações, tirando isso, nota MIL para a organização comunicacional.

Eu só digo mais um desabafo, bem que eu queria uma dessas máquinas especiais em minha cidade...







sexta-feira, 20 de abril de 2012

Quem precisa de Two and a half men?

Pensa que Charlie Sheen está na rua da amargura? Nada disso. Ele foi substituído no seriado por sua vida polêmica, mas não faltam outras contratações em sua vida que, por sinal, usam da sua fama de mulherengo e bêbado para contextualizar as campanhas. Já postei um comercial da Fiat, lembram?! E, agora, coloco a mais nova publicidade que liga o histórico de Sheen ao seu produto. Dessa vez, a marca é a cerveja Bavaria com 0% de álcool. A criação é da Selmore de Amsterdam.

Dos gatos, minhas teorias

Dizem os gatos de rua serem traiçoeiros, talvez seja pela natureza selvagem intrínseca de alguma forma em seu gene felino. Todavia, aos domésticos, há uma ponta de credibilidade em sua docilidade, um voto a mais de confiança que estes não aprontariam nenhuma armadilha. Afinal, eles perderam em seu berço o conhecimento da selvageria que é a "lei da selva", moldaram-se a receber comida, carinho e moradia ao seu alcance, sem delongas ou grandes esforços.

Diante disso, tenho uma teoria. Comprei dois guarda-chuvas em um mesmo local e, consequentemente, de igual procedência. Dei credibilidade ao serviço de ambos, embora usasse a proteção exclusiva de um. Quando este, por ventura, escondeu-se do alcance de minhas mãos, resolvi apostar minhas fichas e aparência seca a minha segunda opção.

Em sua estreia, não me deixou na mão, manteve-se prontamente de forma aberta, firme e acalentadora. No entanto, em seu posterior teste, uma de suas abas mostrou-se frágil e mal acostumada. Na sua domesticidade, restrita ao espaço do canto perto da porta, acostumou-se ao estado letárgico, a inércia do tempo, e resolveu dizer, sem palavras, que não fugiria do que tinha ambientado-se.

Se isso não for, talvez o culpado da situação defasada de meu guarda-chuva tenha sido a carona solidária de ontem. Sim, não dirijo, mas já sou solicitada a dividir o mesmo espaço à locomoção das pessoas. Dito esse detalhe, preciso abrir um parêntese. Na manhã dessa quarta-feira, em meio a uma enxurrada de água caída dos céus, um olhar de "cachorro molhado" é emitido por uma das pedestres que caminhava na passarela. Não tinha amizade, muito menos conhecia de vista, porém a situação não intimidou o pedido de abrigo.

Dividi a proteção, apesar de molhar-me mais no final das contas. Enquanto isso, ela puxava o objeto para si, como uma maneira de garantir mais segurança, esquecendo totalmente da física que havia aplicado no espaço anteriormente para menos gotas atingirem-me. Enfim, eu a acompanhei até quase o bloco de sua aula, recebi  um breve obrigada e hoje pela manhã ficou a dúvida se ela havia deixado um defeito em sua proteção temporária. Bom, para minha gentileza ficar intacta, acho que vou ficar com a primeira teoria.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Preço baixo em seminovo ainda é o principal atrativo

Para o primeiro carro ou na hora de trocar de veículo, os modelos populares são fortes opções no mercado

O preço continua sendo o maior atrativo para escolher um seminovo. Há até quem use esse quesito para extravasar e investir o valor de um popular novo para comprar um luxuoso usado. No entanto, essa não é a regra. Carros como Uno Mille, Palio Fire, Ka, Fiesta e Celta continuam sendo a sensação de vendas das revendedoras.

A lista de prós apresentada por vendedores de seminovos põe em xeque a compra de um zero quilômetro. Embora o automóvel popular encontre-se com vantagens de preço, parcelamento e financiamento, os mesmos itens são assegurados a um veículo já usado.

"O seminovo já depreciou e, além disso, quando o novo está em promoção, o seminovo também entra, porque força baixar o preço. Então, ainda continua sendo um grande negócio comprá-lo", enfatiza o presidente do Sindicato dos Revendedores de Veículos do Ceará (Sindivel), Roberto Nestor.

No quesito financeiro, a depreciação é um dos fatores mais fortes, que levam muitos a não querer um carro novo. Segundo Roberto, assim que deixa o ambiente da concessionária, ele perde de 10% a 20% do seu valor inicial, o que varia entre R$ 2mil a R$ 5 mil de diferença.

Para ele, esse valor não é tão relevante para aqueles que pagam à vista, mais aos que financiam, o que são a maioria, quase 90% das vendas na sua loja, Nestor Veículos.

Outro detalhe, ressalta o gerente da Via Sul, Cícero Magalhães, é a queda dos juros nos contratos dos seminovos. "A taxa agora é muito semelhante a de um carro novo. De 2010 para cá, eu consigo uma taxa muito parecida. Então, sendo à vista ou financiado, acaba-se tendo uma boa condição. Antigamente, era mais caro do que comprar um novo", afirma.

Além da economia do valor do carro e de não perder uma grande taxa de depreciação logo no primeiro ano, ainda não precisa desembolsar nenhum centavo com emplacamento.

Atenção com a conservação


O ano do modelo não é quesito único de avaliação da qualidade e do preço do veículo. Tanto os vendedores de semi-novos como os clientes devem estar atentos ainda aos seguintes quesitos: quilômetros rodados, o local de compra, a garantia e as condições do pedal, da direção, do estofado e dos pneus. Dessas observações, o presidente do Sindivel enfoca a importância em procurar uma loja sindicalizada, tanto na compra como na venda.

Para adquirir, há a segurança extra de que o veículo foi inteiramente revisado antes de ser exposto e ainda existe a garantia de, geralmente, três meses fornecida pelas empresas. Excetuando isso, a burocracia das documentações é muito mais rápida e sem surpresas, como um repasse de financiamento, multa ou outras cobranças de responsabilidade do antigo dono.

"O cliente por si próprio tem a insegurança, então ele precisa ter a confiança de que onde está comprando existe uma responsabilidade de revisar o carro, de dar uma garantia e ela realmente funcionar. A partir do momento que se compra de um particular e o veículo der um problema, então a quem vai recorrer", questiona o gerente da Ceará Motor, Felipe Lira.

No outro lado da história, o fato das lojas e concessionárias oferecerem abaixo do preço de mercado pelo carro, cerca de dois a três mil a menos, desestimula os vendedores, apesar da comodidade.

Essa realidade acontece para conseguir revender o carro com o preço adequado ao mercado e ainda pagar os custos envolvidos a taxas e consertos. Essa perda de dinheiro compensa, para Felipe, devido a segurança, rapidez no processo e também por não precisar ficar sem meio de locomoção até comprar outro. "Quando você vende a uma pessoa, você ainda vai atrás de comprar um carro. Então, para algumas pessoas, dois ou três mil reais é vantagem por não passar por todo esse desgaste", acrescenta.

Na verdade, quando envolve a compra de outro veículo, a "permuta" vira um grande negócio. Segundo Cícero, quase 97% dos seus clientes aparecem para trocar e não mais somente vender. Na hora de comprar um outro, o seminovo tem sido também uma grande opção. "Geralmente a pessoa corria para comprar um novo. Mas, hoje, devido a garantia e carros seminovos com 9 mil/km, as pessoas preferem passar para um bem próximo da condição de novo", constata o gerente.

Outro fator é que não há necessidade de emprestar carros a terceiros e poder sofrer constrangimentos, como uma batida em um dos test-drives ou até mesmo um assalto.

Primeiro carro

Embora alguns pais prefiram escolher um 0km para presentear o filho e evitar qualquer dor de cabeça que um seminovo possa apresentar, ainda há a ideia do veículo de estreia da habilitação ser um semi-novo.

Por ser ainda novato na direção, há mais riscos de acidentes e, de acordo com Roberto, um carro usado batido deprecia menos que um novo nessa mesma situação.

Detalhes

É aconselhado pelos profissionais do ramo que, além de inspecionar cada centímetro do automóvel, tente-se evitar carros com mais de dez anos de uso. Outra dica é escolher veículos com até 50 mil/km rodados, lembrando que a média de utilização é 12 mil/km por ano. Além disso, é importante que se faça test-drive do veículo antes do fechamento do contrato. De acordo com Felipe, esse é um item básico da aquisição, é o que vai garantir maior segurança que o carro não é bom somente na aparência.

Vendas

90
dias é a média de garantia dada por concessionárias e lojas revendedoras pela opção de um automóvel seminovo

70%
dos seminovos vendidos na Ceará Motor são populares. Entre eles estão os modelos Gol, Voyage e o Fox 1.0

Negociação da maneira correta

Para evitar surpresas no final do mês, não basta só receber o dinheiro da venda do veículo, tem que pôr tudo por escrito

O momento de compra e venda de automóveis deve envolver mais do que simplesmente os acertos do valor do contrato.

Ambas as partes devem lembrar que, após tudo decidido, tanto o comprador como o vendedor precisam ir pessoalmente ao cartório para registrar firma. O valor depende do local, sendo cobrado, em média, o preço de R$ 60,00 pelo processo.

Após essa ação, o antigo proprietário não terá mais nenhuma ligação com o veículo e o novo dono terá trinta dias para ir até o Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE) para fazer a transferência do carro. Dependendo do sistema da entidade, demora apenas um dia para tudo ser finalizado. O custo envolvido é R$ 36,87.

Os documentos necessários são os seguintes: cópia autenticada ou acompanhada do documento original do RG, CPF e comprovante de residência. Além disso, é preciso estar no dia com o veículo comprado, o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) do último ano e o Certificado de Registro de Veículo (CRV) preenchido e que foi levado em cartório no primeiro procedimento.

Caso passe do prazo estabelecido, uma multa de R$ 142,00 será cobrada sem acréscimos de juros com o passar do tempo. Em situações de perda do CRV, uma segunda via pode ser pedida pelo preço de R$ 25,52.

Mais comodidade



Quando a venda acontece dentro de uma concessionária ou revendedora de carros, há também a possibilidade de usar o serviço do despachante, que é muito útil para aquelas pessoas que não têm tempo.

Para quem não conhece, o despachante documentalista é um profissional regularizado pela lei federal 10.602 de 2002. Executa e gerencia serviços e atividades para seus clientes junto aos órgãos e entidades competentes. É de sua responsabilidade providenciar a solicitação de documentos, regularizar débitos e créditos, instruir processos, realizar inscrições, alterações, baixas em registros e cadastros.

No momento do acordo, o cliente autoriza por meio de uma procuração pública reconhecida em cartório que um representante da loja de carros resolva tudo em seu nome. Também há no contrato um termo de responsabilidades do antigo proprietário sob qualquer multa ou despesas emitidas antes do fechamento da venda.

Depois de entregue o automóvel, a responsabilidade de qualquer imposto ou problema envolvendo o carro é resolvido pelo novo proprietário. A procuração pode ser emitida ainda em casos quando o proprietário vê-se impedido de ir e decide pedir a um familiar para ir em seu lugar.

Multa

142 reais devem ser pagos, caso se esqueça de fazer transferência de propriedade após os 30 dias do CRV ter sido reconhecido em firma no cartório 

Segurança é o forte das vendas automotivas

Do alarme a película de sol, a proteção é quesito básico de investimento; o mais procurado é a "película anti-impacto"

A variedade em entretenimento e estética é dada como opção aos clientes da loja Equipa Mais, porém os acessórios envolvendo a proteção do veículo são os mais requisitados.

No topo da lista encontra-se as películas anti-impacto ou conhecidas ainda como anti-vandalismo. Desde a inauguração da loja, o produto é comercializado, no entanto, pelo desconhecimento de suas características e finalidades, ele ficou "estocado" sem muita procura.

A demanda apareceu em maior quantidade a partir de abril de 2011, quando resolveu divulgar uma promoção da proteção em um site de compra coletiva. O preço atraiu e foi superior às dúvidas envolvendo o item. Com a grande quantidade de pedidos, o segmento automotivo enxergou um novo quesito a ser investido. Segundo Vinícius Paz, já são 35% a participação desse produto no mercado de aplicação em Fortaleza.

"Para uma película que antigamente você fazia dez carros e um colocava um anti-impacto, hoje já são quase quatro entre dez", pontifica.

Proteção popular
Esse produto é uma alternativa para quem deseja segurança aliada a um custo mais baixo. Proprietários de carros populares, como Fiesta, Gol e Ka, são os principais clientes de lojas como a Equipa Mais.

A prevenção também é uma característica comum entre os que procuram a película, mas há exceções como o caso lembrado por Vinícius. "Teve um homem que foi vítima de assalto. O ladrão jogou uma pedra no vidro do veículo que atravessou e quebrou o maxilar dele, levando-o fazer duas cirurgias reparadoras. Se ele tivesse a película, com certeza isso não teria acontecido", recorda.

São comercializadas no mercado os níveis de proteção variando da P1000 a P12000. No entanto, a loja optou por não ter todos. "Para o serviço automotivo, a gente aconselha trabalhar com a P5000, por não apresentar problemas nos vidros dos carros. Da P6000 em diante nós não trabalhamos porque quanto maior a numeração, mais grossa é a película. E, o que acontece? O vidro fica com um trabalho mais pesado. Ou seja, para subir e descer, ele fica muito preso a pestana da porta", explica.

Esse nível resiste até 200kg de pressão no impacto, mas o significado real disso, orienta Vinícius, depende também da velocidade e distância que o objeto for jogado. Protege e evita, em alguns casos, que as janelas ou para-brisas reduzam-se em estilhaços. "Mesmo que quebre, ela impede que o objeto arremessado atinja quem estiver dentro do carro", completa.

Variedade

O produto é oferecido ainda nas opções clear e fumê. Em ambos os casos a instalação demora de duas a três horas e a garantia é de cinco anos.

A diferença entre elas está na proteção extra da segunda, que são 79% de contenção de raios solares e 99% contra ultravioleta. O seu custo, dependendo do carro, de R$ 200,00 a R$ 500,00. Enquanto a versão mais simples varia de R$ 170,00 a R$ 450,00.

Além dos quase 30% das vendas representada pela película anti-impacto na Equipa Mais, outros itens tem parcela significativa entre os seus clientes, como os sensores de estacionamento e alarmes.

Os bloqueadores têm também grande saída na loja nas versões anti-furto (trava quando é desligado: R$ 89,00), inteligente (comandado pela abertura da porta: R$ 149,90) e, sua última novidade, via celular (bloqueador ligado a um telefone: R$ 419,90).

Os aparelhos de GPS estão ainda entre os mais procurados devido a baixa de preço nos últimos meses. De acordo com Vinícius, são sete modelos na loja, de R$ 240,00 a R$ 500,00, os quais os mais simples já têm inclusive a função da televisão.

Aumento

35% é a participação da aplicação de película anti-impacto em aplicações em Fortaleza, segundo o gerente Vinícius Paz, da Equipamais.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Iguais, mas diferentes

A Becky Bloom tem alguma gêmea perdida no mundo cultural? Fazendo a eterna comparação da literatura com o cinema, encontrei uma outra personagem perdida em meio as palavras da inglesa Sophie Kinsella. Sim, a personalidade alvoroçada por compras continua a mesma, porém quanto ao resto, que abarca desde o cenário até o enrredo, muda completamente.

No longa-metragem, Londres foi trocado pelo cenário tipicamente comercial de Nova Iorque. Foi uma mudança coerente, no entanto isso interferiu nos traços de Luke, que por sinal ela já o conhecia desde os primeiros traços do parágrafo de abertura do livro. 

Ainda acha é pouco? Desde o início, diferente do filme, ela trabalha escrevendo na editoria de finanças, nada de cair por acaso por querer uma revista de moda, e aparece na televisão por uma matéria de denúncia feita contra um dos clientes do seu amado e, não, porque sua coluna estava sendo um sucesso.

No final das contas, não há potes de moedas como vingança ao seu cobrador, ela não aprende grandes lições com relação a gastos extraordinários e ainda consegue ter um salário digno de seus sonhos. Li sem querer fazer comparações e terminei a história, realmente, como se estivesse conhecendo Becky pela primeira vez. Foi uma experiência interessante, apesar de, ao terminar cada capítulo, a agonia preencher o espírito por ela não mudar EM NADA o seu descontrole e só comprar e comprar. 

Desembolsando mais alguns centavos

Duas carteiras de estudantes em mãos e, ainda assim, as moedas foram contadas para inteirar as passagens de ontem. A Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) justifica dizendo ser uma simples falha técnica do sistema, no entanto, o problema não é tão simples. Como ficam aqueles que tinham apenas o dinheiro contado? Não foi minha realidade dessa vez, mas já me peguei com a ida e volta restrita na bolsa.

Dizem que vão ressacir com R$2,00 aqueles que se deslocarem até a Etufor. Porém,  e quanto ao valor gasto de forma extra nessa segunda-feira? O constrangmento não conta também? Pedem para os estudantes planejarem-se e pagarem as taxas em dia, para receberem a carteira no prazo adequado. Todavia, do que me adianta agora ter posse de dois objetos inválidos? O preço de dois ônibus pago ontem foi como se tivesse pego quatro, no final da semana o meu orçamento vai estar debilitado. Então, como é que eu fico? Como é que os Antônios, as Marias,os Pedros vão fazer?

Enquanto tomava café da manhã, escutei que desbloquearam as carteiras prejudicadas, aquelas que persistirem com os problemas devem ir para a Etufor. Não sei o porquê, mas estou ainda na parcela bloqueada de direitos e respeito. Bem, sinceramente, não gostaria de gastar um dia inteiro no possível congestionamento de pessoas na bendita Av. dos Expedicionários, número 5677, além disso, qual é mesmo o transporte público que me leva a esse endereço?

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Correndo na madrugada aparente

Por que é tão difícil querer ser saudável? A madrugada estava pondo o seu ponto final quando o meu relógio alarmou. O sol não havia aparecido, porém me forcei a levantar, tomar um banho frio e vestir a roupa de academia. O cansaço e o sono baixavam a minha pálpebra ao mesmo tempo em que tentava abrir os olhos para colocar as lentes de contato. A luz do banheiro reluziu no verde limão da camisa e, depois, não pude resistir, voltei para cama e tentei dormir de novo.

Queria, não posso negar, desistir de uma tal 10º Meia Maratona de Fortaleza, mas o peso na consciência do compromisso firmado foi maior e não deixou entregar-me aos braços de Morfeu. Sendo assim, ataquei a geladeira e descontei nas mínimas calorias de duas fatias de pão integral. Estava sem fome, na verdade, e sem muito ânimo para o que me esperava no futuro.

Enfim, eis que chega a carona e as companhias da corrida. Éramos seis, como no título de Dupré, no entanto, as tragédias que fizeram resultar em apenas dois na pista, felizmente, foram outras. O sono, uma doença, um sapato rasgado e um mau estar foram os culpados da desistência, mas ao final estavam os resistentes da equipe: eu e o pai do meu namorado.

Ao som da largada que quase me deixa surda, estagnei na multidão. Em passos de formiga, adiantei-me até a lombada que dava início ao meu cronômetro. No início, quis fazer bonito e dar trotes profissionais, porém depois cai na realidade de só ter dormido por três horas na noite anterior e resolvi poupar energias para aguentar os cinco quilômetros com fôlego e conscientemente ainda em pé.

Bem, eu não só tive gás, como corri por vários intervalos de cinco minutos. Sabendo do meu real despreparo e falta de treino nos últimos meses, fiz uma estimativa de terminar o percurso em cinquenta minutos. Para o meu espanto, o relógio marcou quarenta. Fiquei muito feliz, é verdade, todavia acordei ACABADA, com dores nas costas, nas pernas e pescoço. Senti-me atlética, tudo bem, e realmente adoro participar de corridas, mas tudo o que eu quero agora é uma trégua de maratonas, por favor.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Quem aceita o desafio?

Sentadas nas cadeiras de um ônibus lotado e ainda com as fardas, duas meninas conversavam sobre, CLARO, os meninos do colégio. Uma contava as suas histórias, enquanto a outra mostrava a coleção de "autógrafos" dos garotos que mantinha no caderno.

De supetão, como que em um desafio, a proposta de madrugar nesta noite é posta no diálogo. O olhar da resposta era tímido e desconfiado, tudo levava a crer no não nos finalmentes, mas um quase "dane-se as aulas de amanhã" foi dito para fechar a questão. Depois, elas ficavam reforçando a competência para tal ato futuro, como se tivessem fazendo um discurso de pura coragem.

É incrível como ver o sol nascer sem cair no sono ainda é posto em prova. Dá para contar nos dedos, porém foram várias as vezes que improvisei atividades no calar da noite para aguentar o cansaço dos olhos e ver o amanhecer, para depois compensar as horas despendidas em uma boa dormida. É engraçado escrever isso, vejo-me lembrando como uma velha, embora ainda esteja na casa dos vinte. Era maravilhoso, divertido e parecia um pouco aventureiro. Repeti com diversas companhias, desde familiares a amigas de escola. Todas experiências únicas, recheadas de filmes, jogos, piadas, conversas e MUITA comida, na verdade aquela dita como guloseima.

Se a mesma proposta fosse-me posta agora, no meu auge de monografia e trabalho, certamente negaria o convite. Tudo o que mais peço são segundos a mais no meu despertador. Até o domingo, antigo vilão da minha semana, virou data favorita para garantir um sono sem ter hora para acordar. Podem dizer que sou fraca, mas madrugar não é para os fortes e, sim, para quem tem tempo à tarde para gastar.

Saiba como proceder ao causar acidente com vítima

O número baixou no último ano, porém o atropelamento ainda é realidade no Ceará e os socorros desconhecidos

O excesso de velocidade e a negligência por parte de motoristas e pedestres, respectivamente, fazem com que o atropelamento continue fazendo parte dos maiores índices de acidente, perdendo apenas para as colisões.

De 2010 para 2011, reduziu 21,10% o número das estatísticas do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE) de quase 2.400 para 1.877. Porém, mesmo assim, são mais de cem atropelamentos por mês ocorridos no ano passado.

Além do volume, a preocupação está em que nem sempre os cuidados básicos de primeiros socorros são seguidos pelos condutores. O mínimo exigido é uma ligação para o Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS) no número 190.

Lembre-se sempre de falar calmamente a gravidade do acidente, o nome e número da rua, o número de vítimas, se existe vazamento de combustível ou produtos químicos e se há ônibus ou caminhões envolvidos.

Depois disso, é recomendado que o motorista isole e sinalize a área do acidente. A distância varia de 40 a 200 passos, dependendo da velocidade máxima permitida na via e as condições do ambiente, por exemplo se está chovendo, com neblina ou no turno da noite.A demarcação do território facilita o fluxo de veículos, por avisar com antecedência da área interditada e, consequentemente, também permite a chegada da viatura do socorro de forma mais rápida.

O importante, ressalta a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), é mexer na vítima em última hipótese para não correr o risco de agravar uma possível lesão. Então, não desloque a vítima de lugar, não ofereça líquido para ser ingerido e não retire o capacete, no caso de motociclistas.

Porém, aconselha-se que converse com a vítima de maneira calma e confiante, para tranquilizar a situação e ainda manter um estado de lucidez até a chegada do atendimento médico.

Melhor não fugir

Embora seja orientado a não abandonar a vítima de atropelamento, não são raros os casos de condutores que escapam da situação por receio de ser condenado pelos familiares ou pelas testemunhas do local, mesmo quando não são os reais culpados.

Se o motorista realmente sentir-se ameaçado, ele tem o direito de ausentar-se da área do acidente, mas não da obrigação de, ao menos, ligar para o CIOPS, nem que seja de uma distância segura do lugar.

Isso está escrito no artigo 176 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), no qual deixa explícito que o condutor deve fazer tudo ao seu alcance para prestar ou providenciar socorro imediato à vítima. O abandono é considerado infração gravíssima, com multa de R$ 957,70, sete pontos e suspensão do direito de dirigir.

Além de responder pelas leis do CTB, o motorista também poderá cumprir detenção de seis meses a três anos prevista no artigo 304 do Código Penal Brasileiro.

Dependendo dos antecedentes, das circunstâncias e das consequências do crime, a pena ainda pode ser agravada.

É importante ressaltar, no entanto, que, mesmo havendo o socorro, o condutor não é eximido da avaliação posterior da perícia e do juiz para constatar se houve dolo (quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo) ou não na ação realizada.

Cuidado de ambas as partes

Os cuidados para evitar acidentes não são exclusivos aos condutores. Segundo a PRE, os pedestres também devem tomar algumas precauções para preservar a sua vida.

Atravessar ruas e avenidas em aclives, declives, perto de curvas ou pontes, por exemplo, dificulta a visão dos motoristas. Por isso, há a orientação de evitar esses locais, bem como áreas com pouca iluminação. Utilizar a faixa de pedestre e a passarela estando, no mínimo, a 50m de distância também é recomendação, além de obrigação do pedestre, apesar de muitas vezes serem ignoradas.

No caso da faixa, não basta somente passar por ela, deve-se observar as condições do local e também se andar na perpendicular. Parece um mero detalhe, mas o fato de atravessar na diagonal pode interferir no cálculo da velocidade e distância em que o carro pode atropelar uma pessoa.

- Diário do Nordeste (Auto) -

Uma parada entre um parágrafo e outro ameniza o cansaço visual

Descolamento de retina é mito, porém assistir televisão e ler com o carro em movimento têm suas reações

A história contada pelos pais de que há deslocamento de retina ao tentar ler em movimento é mito, segundo oftalmologistas. No entanto, ele não é inocente em outras acusações.

Segundo o diretor do Centro Avançado de Retina e Catarata, David Lucena, a tentativa de leitura em trânsito pode causar enjoo, cansaço e tonturas. "O esforço que os nossos olhos fazem, todo o tempo, para tentar focar a leitura, nessa situação, provoca reações compensatórias em outros órgãos do nosso corpo. A tontura é resultado da tentativa de compensação do labirinto, responsável pelo equilíbrio e que fica localizado em nosso ouvido interno", explica.

O indicado é escolher o momento do carro parado para ler rapidamente. No entanto, caso o ato seja inevitável, é orientado fazer intervalos de dez minutos a cada trinta de leitura. Isso diminuiria, de acordo com Lucena, a intensidade dos efeitos colaterais da ação.

Porém, vale ressaltar que, quanto maior o tempo dedicado a leitura com o carro em movimento, maior também serão os sintomas. "Estes são mais comuns nos mais jovens, até aproximadamente 38 anos, quando ainda há acomodação do cristalino, lente natural que fica dentro do olho", acrescenta.

Quanto menor a fonte da letra do texto, segundo a oftalmologista Samara Pontes, pior são os sintomas, devido ao fato de ser mais difícil a focalização do objeto. "Consequentemente, as gravuras vão causar menos sintomas por serem mais fáceis de focar", indica.

Com relação ao descolamento de retina, só há um real risco com jovens e míopes em situação de pancadas, com relação a traumas. "O descolamento de retina só ocorre em determinada circunstâncias com fatores predisponentes que não se relacionam com a leitura em movimento", explica Samara.

Cuidado com as distrações

Em meio às novas tecnologias instaladas nos automóveis, destaca-se o kit do encosto de cabeça com DVD, que permite aos passageiros traseiros assistirem filme ou jogarem videogame durante, por exemplo, um trânsito caótico.

Esse é um mecanismo considerado de ouro para entreter as crianças principalmente em longas viagens, porém se deve ter cautelas. Ainda de acordo com Lucena, esses novos acessórios automotivos causam os mesmos sintomas da leitura e, por vezes, em maior gravidade, devido ao fato do carro ter um espaço pequeno e a criança ficar muito próxima da luz emitida pelo monitor.

Será difícil explicar as pausas no meio do filme ou das partidas de jogos. No entanto, é importante evitar os exageros, principalmente com as crianças.

Embora, às vezes, não sinta o desconforto de imediato, é importante seguir a mesma orientação dada a leitura: repouso a cada trinta minutos de uso. Afinal, o sintoma para alguns pode vir muito tempo depois do esforço visual, mais próximo do momento de dormir. "Se forem realizadas as paradas indicadas, não teremos problemas importantes. Os sintomas serão muito mais presentes nas leituras longas para perto em adultos e, principalmente, nas crianças", avisa David Lucena.

Apesar de ter uma reação, a leitura, a TV e o videogame segundo Samara, não prejudica a visão ou, muito menos, causa miopia, hipermetropia ou astigmatismo, como muitos dizem acontecer. No entanto, para evitar essa situação de mal estar, para ela não faltam opções. "As sugestões são aquelas que haviam antes do advento destas novas tecnologias, como conversas, jogos e músicas, proporcionando a união familiar", pontifica.

Pior do que isso, ela acrescenta, são os possíveis acidentes quando os motoristas também resolvem assistir.

Inclusive, embora muitos condutores instalem também para distrair-se durante o congestionamento, o ato é considerado infração grave pelo Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE).

A multa é de R$ 127,69 e o motorista ainda recebe cinco pontos na habilitação e está sujeito a retenção do veículo para a regularização.

Dúvida

No caso, o esforço em tentar enxergar um ponto fixo causa desconforto na pessoa. Porém, por que ver um livro gera enjoo e olhar a paisagem não?

Segundo Samara, a razão está que, quando se olha pela janela do carro não se está, necessariamente, havendo a focalização que é exigida pela televisão que apresenta uma tela pequena e específica. "Desse modo, quando você olha para longe não há a interpretação de perda de equilíbrio pelo labirinto", afirma.

A distância entre o olho e o objeto visto também influencia. De acordo com Lucena, a leitura para perto (de 30cm a 1m) requer maior esforço visual, enquanto que para longe (acima dos 6m) é pequeno, principalmente pelo campo de visão ser maior.

- Diário do Nordeste (Auto) -

Conversão ao Gás Natural diminui por causa da alta dos preços

O que antes era somente vantagem, agora já está sendo revisto até mesmo pela categoria dos taxistas

O preço taxado em centavos fez dos primeiros anos do século XXI a época de ouro do Gás Natural Veicular (GNV).

Os carros não vinham de fábrica prontos para receber tal economia ao bolso do proprietário, porém um custo de quase R$ 2.600 para a adaptação do veículo tornava-se investimento para aqueles que trabalhavam ao volante, como também ao que rodavam muito por prazer.

Embora ocupe muito espaço no bagageiro e exija revisões anuais no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE), os quesitos em menor quantidade de valor, consumo e poluentes sobrepuseram-se para serem feitas 600 conversões mensais nesse período.

Segundo Fernando Fernandes, proprietário da Econogás, era uma economia real de quase 70% até maio de 2007. Aos que não presenciaram, podia-se encontrar nos postos de combustível a diferença de quase R$ 1,50 do preço do gás para o da gasolina.

Atualmente, pelo aumento de preço do GNV, a vantagem de apenas 45% fazem muitos desistirem de permanecer com adaptações quando trocam de veículo. As centenas viraram dezenas e, agora, a média de conversão é 80 por mês.

O preço da adaptação continua o mesmo, de acordo com Fernando, devido ao mercado não favorecer o repasse do aumento dos custos.

Outra opção também é o reaproveitamento do cilindro. São feitas 100 por mês, com valor médio de R$ 600,00, dependendo do veículo.

O público ficou mais restrito a taxistas e frotistas, alguns postos abandonaram o investimento da bomba de abastecimento de gás em seu estabelecimento e também diminuiu a quantidade de empresas convertedoras, foram de 22 para 5 este ano.

A promotora de justiça, Elsuerdia Andrade, foi uma das que viu vantagem na adesão ao GNV em seu veículo.

Há seis anos, ela tinha um Vectra que consumia muito combustível e, para completar, o filho usava o carro para trabalhar em Horizonte. Diante da situação, fez a conversão para aproveitar o preço incrivelmente baixo do gás, até porque tinha ainda a facilidade de parcelar a adaptação dos cilindros no bagageiro.

Por ter o seu automóvel pouco tempo depois furtado, não pôde desfrutar e sentir se houve economia. Para evitar novos gastos, resolveu não fazer um semelhante investimento no automóvel comprado e, agora, continua não pensando nisso, até porque os preços a cada dia continuam menos atraentes.

“Preço é o pior inimigo”

Para Fernando, o valor é o que mais influencia na adesão do GNV como combustível. Na verdade, segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas (Sinditaxi), Vicente Oliveira, esse aspecto é menor aos donos de carros com motor acima de 1.8 litros. Realmente, o que faz os taxistas, por vezes, adiarem a conversão dos seus carros é a escassez ou demora de incentivo financeiro para a sua adaptação. Os 254 novos carros que renovaram a frota de táxi este ano, por exemplo, ainda não converteram esperando que saia a autorização dos 1.200 kits de equipamentos mandados para licitação pelo presidente da Cegás, Antônio Cambraia.

No entanto, mesmo com esse agrado, para alguns as desvantagens ainda são maiores: o alto investimento na adaptação não agrega valor no momento da revenda; o espaço reduzido do bagageiro devido aos cilindros prejudica no atendimento daqueles clientes que, principalmente, tem grandes e várias malas de viagem; perde garantia do veículo por ter feito alterações em sua estrutura e ainda há a despesa anual com vistoria do Detran.

Dos 4.392 carros da frota, atualmente 2.628 tem as três opções de combustível, enquanto 177 é gasolina/GNV, 136 é álcool/GNV e 1393 é apenas flex. Diante dos números percebe-se que o gás ainda é maioria, porém para João Romão, presidente da Cooperativa Rádio Táxi Fortaleza, essa realidade vai mudar. Dos 490 da sua frota, somente em três meses, ele percebeu que de 100% passou a 90% os adeptos do GNV.

De fábrica

A opção para aqueles que querem aproveitar o combustível da estação é o Grand Siena na versão tetrafuel, que está apto a receber gasolina pura, gasolina, álcool e GNV.

O preço é R$ 48.210 com ar, trava e direção hidráulica como itens de série. O automóvel faz 200 a 300 km com os dois cilindros cheios (26m³).

- Diário do Nordeste (Auto) -

terça-feira, 10 de abril de 2012

Dragão ainda oscilando

Quem diria que um dia estressante poderia render um convite inesperadamente agradável? Não estava planejando ir ao Dragão Fashion este ano, porém a oportunidade apareceu em minha porta e resolvi aproveitar para comentar um pouco desse evento no Palavras ou Máscaras.

A entrada com credencialmente, aparentemente, demostrou um crescimento na organização do evento. No entanto, ao final da noite, percebi que esse quesito mais uma vez continua a desejar. Foram mais de trinta minutos de espera até o desfile começar. Além disso, quando terminou as quatro primeiras mostras dos novos talentos, os presentes na sala 3 ainda tiveram que mudar de local para a 2 sem nenhuma explicação e esperar mais algum tempo recheado das mesmas propagandas do telão.

Aproveitando o aspecto MODA, seria estranho dizer que gostei mais do desfile dos novos talentos do que o da marca Melk Z-da? Aqueles tinham o conceito aliado ao comercial em seus modelos, enquanto o oficial do dia estava muito PASTEL ou impossível demais de ser admirado. Talvez tenha sido o fato de ter visto a calcinha estilo vovó aparecendo nas primeiras peças ou cansaço da espera que comprometeu o meu senso crítico, pois realmente as roupas pareceram melhor apresentadas vendo em fotografias no site do DFHouse do que na passarela.

Quanto aos que foram avaliados pelos jurados, tenho os meus favoritos. A UFC certamente foi a com maior caravana de fãs na plateia, porém gostei mais da usabilidade da Novafapi e da utilização do vermelho em sua última intensidade da UFPI. Curiosos para dar uma espiada no primeiro dia de mostra do concurso?










UP na estrutura

Estou enganada ou o Dragão cresceu no Centro de Convenções comparado ao ano passado? Ao que eu me lembro, eram apenas dois espaços: o da entrada principal e o grande lounge perto da saída próxima a rampa. No entanto, nesta edição aflourou-se um local para o reality show dos novos talentos e muito investimento, como de costume, no conforto dos lounges, mas com uma decoração diferente.

Nesse quesito, para completar e elogiar ainda mais, ADOREI as pernas de fora na entrada do salão, deu ares de uma moda ousada, moderna e MUITO feminina, realmente a cada ano fico inspirada com os toques de bom gosto do arranjo do evento.

sábado, 7 de abril de 2012

Verde a perder de vista

Já posso riscar Manaus da minha lista de capitais que não conheço. O norte era um místerio visual para mim, nunca o tinha cruzado ou aterissado. Há duas semana, não só vi de longe, como um pouco mais de perto e, preciso dizer, a vista é simplesmente LINDA do avião.

É tanto verde que nem dá para acreditar na história da devastação. Não consigo imaginar ou ter a dimensão que a floresta era maior comparada a sua situação atual. O rio, bem, eu nem ouso chamá-lo mais assim. Ele é pequeno para essa categoria e para o tamanho de sua palavra. Deveria haver uma nova categoria para enquadrá-lo. É incrivelmente grande. Enquanto cruzava-o para almoçar no restaurante no Jungle Palace, não conseguia ver onde terminava. Havia momentos em que me sentia como na imensidão da calmaria do mar, sendo que este mais escuro, mais negro.

Mesmo com algumas experiências para contar no Palavras ou Máscaras, não posso dizer que conheço realmente Manaus. No entanto, em minha viagem à trabalho, consegui algumas horas de folga, antes do meu embarque, para desvendar ou desmistificar a ideia que Amazonas é só floresta.

Pelo pouco tempo, tive de ser objetiva. Então, eu e mais dois colegas de profissão resolvemos conhecer o que acredito ser coração do turismo do local: o Teatro Amazonas. Quando entrei, parecia estar sofrendo um déjà vu. De alguma forma, parecia que já o conhecia.

Tudo é lindamente imperial. O luxo brilha em cada uma das colunas de sua estrutura. Realmente, quem entra fica tonto por tamanha cultura e história envolvida por todas aquelas paredes. São as máscaras que homenageiam grandes artistas, a pintura no teto representando todas as artes contempladas no prédio, o piso com toda a madeira regional, a qual representa o encontro das águas, e o mito do corredor de espelhos que expõe o espelho da verdade, que mostra como realmente as pessoas são por fora.

Para completar a visita, tivemos o prazer de sentir o que dizem ser uma das melhores acústicas do mundo. Sentamos um pouco com o grupo guiado e apreciamos alguns segundos do ensaio de uma orquestra.





Do luxo ao popular

Por termos ainda tempo, contemplamos um pouco mais do centro na manhã de visita. Pensei que Fortaleza estava carregada de camelôs, porém me enganei, Manaus está tão repleta como minha cidade. Dizem que também se encontram por aqui, mas lá vi milhares de réplicas de Iphone. Alguém acredita mesmo que vai funcionar? Outro ponto interessante foi ver um homem fazendo o jogo de encontrar a bolinha escondida. Alguém lembra? Pensava que já nem mais faziam isso.

Aos que não sabem, é quando um homem mostra a bola, esconde embaixo de um copo e embaralha com outros objetos semelhantes. Ao final, os espectadores apostam e tentam adivinhar onde está a bolinha. Eu só lembrei do desenho A Caverna do Dragão, quando as crianças perdidas foram enganadas nesse jogo por um homem de três cabeças.

Bem, o período foi curto, porém foi interessante passar pelas ruas, procurar lugares no mapa, beber refrigerantes de circulação exclusiva da região e, por um dia, sentir-me cidadã de um lugar estranho. Como disse, no dia do passeio, meu novo amigo Pablo, é assim que se conhece uma cidade, andando por ela.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

No 2º semestre, Fortaleza receberá Harley-Davidson

Durante a inauguração das novas instalações em Manaus, a capital cearense foi anunciada como sua próxima sede

A primeira linha de montagem fora dos Estados Unidos, existente desde 1999, recebeu um novo visual. No entanto, em meio ao discurso das novidades envolvendo a nova estrutura e aos planos da Harley-Davidson, o Nordeste foi trazido como palco de grandes investimentos.

Das sete cidades confirmadas para a ampliação da rede neste ano, três são dessa região. São elas: Recife, Salvador e a capital cearense. Florianópolis, Ribeirão Preto, Cuiabá e novamente São Paulo, foram contemplados também com essa expansão.

A previsão é anunciar até o fim de abril a nomeação dos concessionários e abrindo ainda este ano, segundo o diretor-superintendente comercial da Harley-Davidson do Brasil, Longino Morawski. Para ele, o Nordeste tem muito cliente em potencial e a região merece esse investimento. Elas serão somadas as dez já existentes no país.


Pronta para ferver


A faixa cortada pela tesoura foi trocada por uma corrente serrada ao som do motor de duas motos roncando em seu fundo musical para o lançamento da repaginada unidade CKD (Complete Knock-Down) em Manaus. Esse regime recebe as peças prontas direto da fábrica americana apenas para montar em sua estrutura.

O espaço de 10 mil m² agora limita-se apenas a um único pavimento. Para Celso Ganeko, diretor-superintendente industrial da Harley-Davidson do Brasil, diante desse novo formato, o processo ficou mais ágil, melhorando a performance e a flexibilidade. "Todos os grupos funcionais trabalham na mesma raia, permitindo que haja mais colaboração e sinergia. Por sua vez, ajuda na nossa capacidade de gerenciar a qualidade e entregar com mais eficiência o nosso produto", afirma.

A unidade atende a demanda de 500 motocicletas produzidas por mês, contemplando dezoito de dezenove modelos vendidos no Brasil e ainda mais dois específicos ao uso policial. O processo de montagem completo tem duração de 14 minutos a 35 minutos, dependendo da sua linha.

Atualmente, a empresa conta com cerca de 130 funcionários diretos e indiretos trabalhando em turno único.

"A inauguração dessa nova linha de montagem é mais uma etapa de um processo que se iniciou em fevereiro de 2011, quando a Harley reassumiu o controle de suas operações comerciais no país", pontifica Celso.

Toque humano

Nada de grandiosas máquinas na produção. Por toda a unidade, o trabalho manual é o que prevalece, com apenas o auxílio de alguns equipamentos mecânicos em seu decorrer.

O processo divide-se em cinco etapas. A primeira é o recebimento e a distribuição de materiais, na qual, as peças importadas são adquiridas, guardadas e, em seguida, preparado para alimentar a linha de produção. Eles são colocados em "carrinhos", os quais acompanham todas as etapas de uma motocicleta. Assim, quando ele estiver vazio, isso significa que uma Harley-Davidson foi montada.

A segunda etapa é a montagem do motor. Parafuso por parafuso é colocado por uma mesma pessoa do início à conclusão do motor. Este tem, dessa forma, a "assinatura" de cada funcionário. O controle de torque, no entanto, é feito eletronicamente.

Mesmo já tendo o seu motor concluído, dizem que a motocicleta só nasce quando é feito a estampagem do número de chassi, que é feito em cunhagem mecânica.

Depois, o próximo passo é a quarta etapa, chamada linha de produção, que é alimentada pela central de sub-montagem, o terceiro nível e considerado o seu fornecedor interno.

A penúltima etapa possui uma estrutura modular a qual permite a ampliação e redução do local de acordo com a sua demanda.

A última fase é o teste de qualidade. Todas as motocicletas rodam os seus primeiros quatro a seis quilômetros nessa seção para ser averiguada a sua performance e se há algum ruído estranho.

O funcionário Eliel Soares recebe a honra e a inveja de muitos amantes da Harley-Davidson de ser o primeiro a conduzir cada modelo. Já foram, ao todo, mais de quinze mil motos, somando cerca de 60 mil quilômetros rodados.

Além dessa fase, ainda 15% de cada lote passa por uma auditoria, enquanto os outros 85% é embalado para venda.

Durante todas as cinco etapas, um cronômetro faz-se presente para os profissionais acompanharem o seu desempenho e saber se estão dentro do tempo previsto de montagem. Outro detalhe da fábrica, é a música de fundo do grande hall. O rock geralmente é a opção, mais especificamente a banda Bon Jovi.

"Liberdade"

Para o presidente e CEO da Harley-Davidson, Keith Wandell a sua motocicleta pode ser descrita na palavra "freedom" ou, em português, liberdade e o Brasil é um bom e bonito lugar para se andar na estrada com a Harley-Davidson.

O vice-presidente Mark Van Genderen ainda acrescenta que há um futuro promissor no país e na América Latina como um todo. Há uma forte cultura no motociclismo e um campo pouco explorado pela sua empresa. "A cada dia fico convencido que o latino-americano é louco por motos", diz.

Diante disso, estão com planos de expandir cada vez mais a relevância da marca, produzir uma relação maior com o cliente e fazer mais desenvolvimento de produto.

Quanto ao crescimento dos clientes multifuncionais, o público feminino, por exemplo, é um foco forte de investimento da marca. Além disso, estão com objetivos de fazer novos modelos para que se veja os jovens e não diga "eles estão com as motos do pai", mas sem perder as características originais da marca.

Segundo o vice-presidente, abrir uma fábrica no país demonstra o compromisso da empresa com os seus clientes. Pontifica também que todos os modelos produzidos no Brasil são exclusivamente para a demanda sua interna.

Outro ponto forte citado é quanto ao investimento no pós-venda da empresa. São disponíveis mais de quinze mil itens para abastecer a demanda do mercado.

Camila Marcelo
Especial para o Auto

*A repórter viajou a Manaus (AM) a convite da Harley-Davidson

- Diário do Nordeste (Auto) -

Cuidado com as propostas indecentes de advogados

Aceitar uma proposta de revisão de contrato pode trazer danos para o bolso e para o setor automotivo também

O anúncio de redução do valor do financiamento apresentado por advogados nos meios de comunicação ou outra forma de divulgação deve ser questionado quando esse aparecer.

Primeiramente, é importante salientar que é vedada pela Ordem Brasileira dos Advogados (OAB) a mercantilização dos serviços jurídicos.

Diante disso, torna-se imprópria o incentivo de ações sem o original interesse e necessidade por parte do cliente.

Além disso, o que está sendo oferecido é baseado no terceiro parágrafo do artigo 192 da Constituição Federal, o qual limitava as taxas de juros a 12% ao ano. No entanto, ela foi revogada ou, em outras palavras, foi anulada.

Ou seja, estão utilizado um artifício não mais válido para entrar na justiça e usam do argumento que os bancos estão cobrando taxas abusivas. No entanto, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a taxa de juros média de financiamento de veículos para pessoas físicas é de 26,80% (janeiro) ao ano, segundo apuração do Banco Central, que não divulga taxas máximas e mínimas.

Esse valor é considerado o menor do mercado quando comparado ao crédito pessoal e ao consignado, que é 50,30% e 27,51% respectivamente. Também é baixo por ter o carro como garantia real caso não haja o pagamento.

A ação é chamada de revisional, que nada mais é que uma demanda judicial para revisar as cláusulas de um contrato de financiamento. Essa atitude é antiga, porém foi em 2004, no Rio Grande do Sul, que a demanda aumentou e o estado detinha nada menos do que 65% de todas as ações revisionais de contratos bancários.

Segundo a Febraban, os estados que têm se destacado ultimamente nesse quesito são Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás e Paraíba. "As ações diminuem em um estado, quando a justiça local percebe se tratar de uma ´indústria das revisionais´, e não de problemas de fato dos consumidores. O que temos visto é uma migração dos estados onde o Judiciário está atento, para aqueles onde a atividade da indústria das revisionais ainda não se instalou. Parece que agora estão tentando fazer isso com o Ceará", declara.

Para dificultar

Antigamente, o método ainda era cabível e aceito devido ao fato do cliente necessitar apenas pagar o valor dito como justo da parcela até a decisão final do juiz e ainda possuir o seu automóvel. Todavia, segundo o advogado Antônio Pinto, os juízes estão tomando uma nova decisão para evitar revisionais sem cabimento.

Agora, a maioria dos juízes pede o depósito integral do preço da parcela do financiamento para se ter a posse do carro. Dessa forma, é pago a quantia desejada pelo proprietário ao banco, enquanto o resto é guardado para decidir o seu destino ao final do processo. Sem o pagamento, o cliente perde a posse e o banco pode entrar com ação de busca e apreensão e, com isso, não há mais objeto da ação.

Para o diretor do Sindivel Everton Fernandes, além do proprietário não conseguir atingir o objetivo de reduzir a sua prestação, ainda ficará com o nome sujo no mercado. Isso, futuramente, dificultará no pedido de novos financiamentos, pois a taxa de risco envolvida ficará maior.

Além disso, enquanto o processo estiver em julgamento dificilmente o proprietário poderá desfazer-se do automóvel, já que é difícil aceitarem um produto que não se sabe o destino final. No caso, se o banco irá tomar posse ou o cliente irá ganhar a causa. "Eu não vou conseguir vender o carro, então eu não posso comprá-lo", explica.

"A principal consequência reside em redução da oferta de empréstimos, maior seletividade e taxas de juros mais altas. Isso prejudica os consumidores, prejudica o comércio e a economia em geral do estado onde essa indústria das revisionais prospera", acrescenta o Febraban.

Por isso, a opinião contrária unânime dos envolvidos direto e indiretamente no ramo de veículos ao anúncio de redução de financiamento.

"Creio que esta atitude dos advogados em refazer as parcelas de dívidas de financiamentos de automóveis, pode elevar as taxas de juros como também dificultar o credito para uma grande parte dos consumidores", declara Ranieri Leitão, presidente do Sistema Sincopeças/Assopeças.

É possível ver, realmente, se há algo errado no contrato se a taxa de juros está muito acima da média do mercado. Segundo a Febraban, os juros são definidos de acordo com uma série de variáveis, como o valor do automóvel financiado, o prazo do financiamento (quanto mais longo, maior a taxa de juros), as taxas de juros que os bancos pagam aos aplicadores em certificados de depósitos (CDBs), entre outros. São condições que mudam quase que diariamente.

Outro quesito envolve a cobrança na emissão de boleto não é cobrado desde 2009. "Para uma reclamação ser realmente viável é preciso comprovar um abuso muito evidente ou quando a instituição cobra uma tarifa proibida pelo Banco Central, o que é muito raro, pois os bancos observam todas as regras da autoridades monetárias", esclarece a Febraban.

O QUE ELES PENSAM

Com a palavra os especialistas

Os juros são definidos de acordo com uma série de variáveis, como o valor do automóvel financiado, o prazo do financiamento risco, modelo do carro, mas as oscilações não são distantes uma da outra. Eles são os menores se compararmos com outras, então elas não são abusivas.

Everton Fernandes
Diretor do Sindvel

Ao assinar o contrato, o cliente vê que está assumindo um compromisso e ficando ciente do que vai pagar. O que não pode ocorrer é a pessoa, na 5º prestação, por exemplo, e vai dizer que foi enganado e pedir para reduzir, procurando um advogado, que vai entrar com a revisional

Fernando Pontes
Presidente da Fenabrave-CE

Todos os consumidores, quando vão adquirir um veículo, têm a oportunidade de ler e ter o conhecimento na íntegra o contrato que está assinando. Portanto, é injusto que depois do negócio realizado, o consumidor entre na justiça para pagar preço menor que os valores que estão no contrato.

Ranieri Leitão
Presidente do Sistema Sincopeças/Assopeças

- Diário do Nordeste (Auto) -
 
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