quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

No volante, mas sem habilitação

Aprender a dirigir não se limita às autoescolas, o resultado disso são as mais de 9 mil infrações registradas só neste ano

Nas turmas de Centro de Formação de Condutores (CFCs), antigamente conhecidos como autoescolas, os inscritos supostamente deveriam ter contato pela primeira vez com a teoria e prática da condução de um veículo. No entanto, não é isso que normalmente acontece.

No primeiro dia de aula de legislação, o professor pergunta quem já sabe dirigir. Alguns confessam sem nenhum medo, outros preferem esconder a informação. Segundo César Carrico, que há quinze anos está no mercado de formação de condutores, 50% dos seus alunos na capital dirigem ou já dirigiram sem ter a CNH. Quando a realidade é no interior, a porcentagem sobe para noventa do total e grande parte desses motoristas são de motocicletas.

A justificativa sempre permeia a necessidade de mobilidade. É o caso da jovem Janaína (nome fictício) de 21 anos que há quase dois anos segue na direção do seu próprio carro.

Na realidade, ela aprendeu a dirigir com 14 anos com um antigo namorado, mas somente agora sentiu precisão de utilizar a habilidade aprendida. "O que me leva a dirigir é porque eu trabalho e tenho que ir fazer o curso (de autoescola). Então, pelo período que eu saio, não tem condições de eu chegar a tempo da aula", explica.

São vários na multidão

Também em condições de irregularidades está o seu colega de CFC Roberto (nome fictício). Com 38 anos, há dez anos ele segue pelas vias de Fortaleza montado em sua motocicleta. Por ser eletricista, ele afirma que, além do ônibus demorar muito para seguir o seu caminho, carregar suas ferramentas no transporte público é muito complicado. Além disso, segundo ele, compensava e era mais fácil usar o seu dinheiro para comprar um moto do que pagar pelo processo de tirar habilitação.

O que contribuiu ainda com seu comportamento era que, de acordo com o Roberto, antigamente era mais fácil driblar a fiscalização. Todavia, ela anda cada vez mais acirrada. Ele nunca foi flagrado, mas ultimamente tem sido por pouco. "Segunda mesmo eu consegui fugir de duas blitz", confessa.

Embora tenha medo de ser pego, ainda continua dirigindo e tentando seguir pelas vias na hora de maior tráfego para diminuir o perigo do flagra. "O horário de pico é mais difícil ter blitz, porque teria que parar o fluxo e isso atrapalharia o trânsito", afirma.

Ainda como medida de segurança, resolveu finalmente tirar a sua carteira na categoria A. "Agora vale mais a pena pagar a aula do que a (provável) multa", pontifica.

Porém, nem todos pensam assim. O próprio Roberto conhece dois amigos que dirigem há anos sem ser pego ou ao menos com planos de tirar a CNH: um conduz um carro há 25 anos e outro uma moto há 12 anos.

Prática atrapalha

Erra quem pensa que ter experiência na direção garante vantagens na prova prática do Departamento Estadual de Trânsito do Estado do Ceará (Detran-CE).

De acordo com César, a autoconfiança por já ter dirigido anteriormente ofusca os ensinamentos oferecidos nas aulas práticas. O resultado disso é não perceber algumas "pegadinhas" que os instrutores fazem, como o candidato não notar que o seu avaliador está sem cinto de segurança ao seu lado ou seguir exatamente o que lhe foi mandado sem prestar atenção a via percorrida ou aos sinais de trânsito antes.

Além disso, quem já conduz um veículo acaba adquirindo algumas manias consideradas inadequadas pelo Detran, como não segurar o volante com as duas mãos, ficar com o pé na embreagem ou andar no ponto morto. Por mais que a pessoa tente controlar, pode esquecer e por vezes repetir o erro. "O vício é mais difícil do que ensinar a pessoa a dirigir", acrescenta César.

E continuam contando

Cresce de forma expressiva o número de infrações por condutores não habilitados. Em menos de dois meses, as 6.572 multas registradas até setembro foram somadas com mais 2.604 até 11 de novembro.

Em sua maioria, são flagrados motociclistas, quase 70% dos veículos parados. O perfil dos infratores, de acordo com o Detran-CE, contempla mais jovens da faixa etária de vinte a trinta anos, que representa 75% dos multados.

O número já ultrapassou os dados dos últimos três anos e ainda não para de aumentar. No último fim de semana, que contou com operações extras devido à época de férias, foram registrados mais 240 infrações desse nível.

Mesmo com o aumento significante, o ranking de infrações continua intacto. Segundo o Detran-CE, quem ainda mantém-se em primeiro é a condução de motocicleta sem capacete, que acrescentou 5.481 multas aplicadas desde o último registro datado em setembro. No período natalino, foram flagrados mais 434 motoristas.

Punição

A infração por dirigir sem habilitação ou Permissão Para Dirigir (PPD) é considerada gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro. A penalidade prevista é uma multa de R$574,62, além da apreensão do veículo.

NÚMERO

50% dos alunos que estão tirando pela primeira vez a habilitação dirigem ou já dirigiram sem a carteira de motorista, segundo professor de CFC César Carrico.

Top 5 da infração

A ordem das infrações são as mesmas desde setembro; a mudança está no aumento relevante dos dados em menos de dois meses.

1º Conduzir motocicleta sem usar capacete: 20.511 (15.030 de janeiro a setembro)
2º Conduzir veículo não licenciado: 12.302 (9.528 de janeiro a setembro)
3º Conduzir veículo não habilitado: 9.176 (6.572 de janeiro a setembro)
4º Conduzir veículo sem cinto de segurança: 7.752 (6.384 de janeiro a setembro)
5º Lei Seca: 3.699 (1.985 de janeiro a setembro)

- Diário do Nordeste (Auto) -

O presente de natal mais esperado chegou

A melhor época do ano para as locadores de carros chegou para a felicidade deles e dos baixos lucros de 2011

O ano de 2011 não foi tão generoso para as locadoras de veículos. Com a situação financeira em queda dos europeus, os italianos e espanhóis que tiravam os seus dias de folga no Brasil, não tiveram mais condições de fazer grandes despesas. "O que enfraqueceu muito foi a crise na Europa. Nós tínhamos em agosto, setembro, outubro e novembro as férias dos chamados ´gringos´ e este ano, praticamente, não teve. A situação de lá está pior do que aqui", acrescenta Horácio Bezerra de Menezes, proprietário da Buggy Tur e presente no setor há 25 anos.

Com isso, as lojas tiveram de contentar-se com um julho "razoável", como caracterizou Horácio, e também com as locações voltadas para as empresas. Em sua loja, 60% da frota é dedicada a elas. "Se eu fosse viver só do turista eu estava quebrado", brinca. No entanto, para a felicidade do segmento, já estamos na sua semana de ouro. A alta estação do fim de ano começa em 20 de dezembro, porém é só cinco dias depois, no natal, que o mercado começa a ferver de clientes.

Segundo Horácio, geralmente a véspera do natal é feita em casa, então só depois as pessoas preparam-se para embarcar rumo ao seu destino do reveillón e, para a felicidade do setor, acabam passando alguns dias a mais. É nesse momento que as locadoras aproveitam para compensar qualquer prejuízo.

Na maioria das vezes é o popular, que não é tão simples assim, o mais cobiçado. "O popular mesmo, sem ar ou direção, ninguém aluga", afirma Horácio. Dos seus 80 carros no pátio, 65% é só desse automóvel dito básico, por conta da demanda. A sua média de preço, que já acompanha a taxa de seguro, é R$ 95,00 nesta alta estação.

Para 2012, o plano do segmento é zerar o pátio além do período de fim de ano. "A expectativa é boa, pois vai ser inaugurado o Centro de Eventos e, então, vamos ter muitos eventos aqui. Nós chegamos a perder para Natal e Recife. Com a inauguração do Centro, o turismo vai melhorar muito", pontifica Horácio, satisfeito.

Sob nova direção

Além de empresário do ramo, Horácio em janeiro também será o novo presidente da Associação Cearense das locadoras de Automóveis (Acla). Ele não é estreante do cargo, na verdade, essa função será exercida pela quinta vez.

Juntamente com mais cinco empresários do setor, Horácio fundou a associação, em 1992, e logo assumiu a presidência pelos quatro primeiros mandatos da Acla. Mesmo não estando nessa posição, nunca se afastou ou deixou de contribuir na direção, sendo este ano secretário.

Atualmente, são 55 associados. Para participar é preciso primeiro ter o interesse e também seguir algumas exigências, como ter um ano de locadora e dez carros para alugar. "Nós não temos interesse em quantidade e, sim, qualidade", afirma.

- Diário do Nordeste (Auto) -

Necessário, embora não seja obrigatório

O conjunto de primeiros socorros há 12 anos não é mais obrigatório, mas isso não significa que ele seja desnecessário

Em 1997, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabeleceu os materiais que deveriam compor um conjunto de primeiros socorros para ser guardado obrigatoriamente dentro do veículo. Aqueles que descumprissem seriam punidos com multa de R$ 127,69, retenção do veículo para regularização e cinco pontos no prontuário.

No interior do estojo, deveria constar um rolo pequeno de esparadrapo, dois rolos de ataduras de crepe, dois pacotes de gaze, dois pares de luvas de procedimento, uma bandagem de tecido de algodão do tipo triangular e uma tesoura de ponta rombuda.

No entanto, no dia 14 de abril de 1999, o mesmo equipamento a pouco exigido foi dado como obsoleto. A contradição é: como uma infração de natureza grave tornou-se, em menos de dois anos, algo dispensável?

Segundo a Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), o Contran tornou o equipamento obrigatório, conforme mandava o art. 112 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), entretanto, não cobrou dos Departamentos Estaduais de Trânsito que só emitissem carteira para quem tivesse curso de primeiros socorros, também previsto na lei.

"Exigiu o kit, mas não exigiu o conhecimento para manuseá-lo. Os médicos que definiram o conteúdo, em vez de especificar cada produto, soltaram uma lista vaga. O kit de primeiros socorros no carro tornava-se inútil, pois, na opinião de especialistas em primeiros socorros, quem se atrevesse a usá-lo para socorrer alguém, sem nenhum preparo, poderia fazer ainda mais mal a esta pessoa", acrescenta.

Orientação

Para exatamente evitar que um motorista despreparado, ao ajudar um acidentado, possa deixá-lo paraplégico ou até mesmo matá-lo, desde 2006 é dado noções de primeiros socorros para quem está tirando a sua habilitação. Orienta-se, principalmente, o que não fazer ao prestar os cuidados, como evitar remover ou movimentar a vítima.

Outra medida recomendada é inicialmente fazer a sinalização da área para garantir a segurança do local. Depois, é fundamental que um serviço médico especializado e as autoridades, como Polícia Militar (190) e Corpo de Bombeiros (193), sejam avisadas do ocorrido para fazerem uma ação mais profissional e sem riscos à saúde da vítima. A ligação é gratuita.

Além disso, só o fato de não abandonar o local do acidente e providenciar o socorro é suficiente para não ser penalizado por omissão de socorro. Lembrando que se o condutor deixar de adotar as devidas providência estará cometendo uma infração gravíssima, com previsão de sete pontos na carteira, multa de R$ 957,70, além da suspensão da habilitação.

Por falta de demanda, as farmácias não estão mais disponibilizando em suas prateleiras o antigo kit obrigatório. Aos que desejarem ter o seu próprio conjunto de primeiros socorros, pode-se montar um por em média de R$ 20,00.

Segundo o coordenador farmacêutico do Dose Certa, Flávio Luiz de Souza, é importante que se escolha produtos relacionados a infecção e ferimentos, como soro fisiológico, antisséptico, esparadrapo, água oxigenada entre outros nove itens por ele listado. Todavia, o que necessariamente não pode faltar é, no mínimo, luvas descartáveis, ataduras e gazes esterilizadas, para lidar com sangramento ou hemorragias.

- Diário do Nordeste (Auto) -

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Os anúncios MAIS da internet

Foram listados e divulgados os dez comerciais mais acessados no You Tube, inclusive todos eles tiveram uma repercussão de sucesso melhor nessa página da internet do que na televisão. De todos, certamente o primeiro lugar fez jus a sua vitória, é MUITO FOFO a propaganda The Force, da Volkswagen, que teve mais de 45 mil views e inclusive foi também o vídeo em sua categoria mais compartilhado, com 4.713,179.

The Force, Volkswagen - 45.248.798


Da lista, não concordei muito com a colocação de alguns comerciais, como o segundo lugar, que ficou com The T-Mobile Royal Wedding com 25.002.622 visualizações, que também foi o quarto mais compartilhado (11.733,419 shares). Apesar de querer ser engraçado e atual, considerei MUITO BOBA a ideia, vocês não acham? Os dois últimos do TOP 10 acredito ser bem melhor e mais interessante.



Unsleash Your Fingers - 5.990.937 (9º lugar)


Adidas D Rose: AdiZero Rose 2 - The Bull - 4.311.093 (10º lugar)


Quanto aos mais divididos na rede, eu ADOREI o que ficou em último no rank: Contrexperience, da Nestlé. O comercial foi muito FELIZ e criativo para divulgar a água mineral. Para quem quiser ver tem duas versões, uma mais compacta e a outra com pouco mais de detalhes...





Obs.: quem também foi destacado entre os dez mais compartilhados foi o viral do Pôneis Malditos, da Nissan, que foi altamente comentado na sua divulgação (Já comentei aqui, lembram?). Ele está em nono lugar, com 956.661 shares.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Para melhorar o espírito

A cada ano, parece que a véspera e o dia de natal são meros números comuns no calendário, ainda mais quando são no fim de semana. Não sei se foi a descrença desde a infância ao longo das comemorações da existência de Papai Noel ou do encanto que tanto permeava essas duas datas.

Alguns detalhes ainda me fazem chamar-me a realidade da data: o almoço na minha avó, a mamãe montando e ajeitando a árvore em todos os dias de dezembro e Luciano Bruno tocando no som, porém cada um desses itens estão perdendo a sua força, este ano mesmo não teve o último quesito. Não digo mais o item da missa de celebração do nascimento de Jesus, pois infelizmente (triste, eu confesso) não vou mais ouvir o padre ou dar paixão de Cristo nesse dia...

Para aumentar o meu espírito, vou colocar três observações:

1º Está muito fofinho a arte feita no Google, vocês já viram?
2º Outro site que é lindo para manter intacta a crença nas crianças ou até mesmo nos adultos: a página de rastreando o Papai Noel. Agora, ele está na Austrália.
3º Michel Bublé resgatou algumas músicas típicas do natal americano para o seu mais novo álbum. Isso me lembrou MUITO da festa em Houston do ano passado e também dos filmes natalinos, bem Esqueceram de mim (I e II). Então, para incrementar o meu e o dia de vocês, aqui está...






quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Troca-troca

Sempre estou aberta a ver todas as lojas, independente da fama de ser cara ou não, para ver as novidades de modelos de vestidos, calças e blusas. Porém, sabe quando a gente encontra uma loja que adequa preço ao nosso estilo de roupa? Eu adoro quando isso acontece, na verdade, às vezes eu desgosto só porque faz-me ficar louca para aproveitar todas as promoções. Já foi C&A, Riachuelo, Renner e, agora, a da vez é a Marisa.

Tem VÁRIOS modelos de camisas para serem usadas com legue (estilo que estou viciada no momento) e outras opções mais soltas para fazer sobreposição. Enfim, vale dar uma passadinha e dedicar um pouco da atenção aos seus cabides.

Na minha última passada lá, o que rendeu comentários na saída não foram, porém, as roupas da Marisa e, sim, a troca de informações na loja. Talvez, no aperreio de fim de ano, os atendentes trocaram as referências de peças. Minha cunhada achou A CARA do Kibe Loco e pediu para eu bater uma foto. Aproveitando que tinha a câmera na bolsa, registrei o fato. Só para descontrair...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Nova versão da Ford entende português

O luxo e a tecnologia foi renovada, trazendo mais conforto e também agora um preço mais competitivo de mercado

Os quesitos de entretenimento e segurança estão sendo agraciados com a moderna tecnologia instalada no Edge 2012.

A novidade está, principalmente, na nova geração do sistema multimídia SYNC-Microsoft, desenvolvida para operar com comando de voz em português, além de trazer navegador GPS com mapas atualizados pela rede TeleAtlas.

A possibilidade de operar telefone, navegador, sistemas de entretenimento e climatização a bordo por toques na tela ou comando de voz já era disponível na sua versão anterior, entretanto, o sistema só reconhecia o inglês, francês e espanhol. Agora, o francês foi substituído pela língua portuguesa.

Outro destaque fresquinho é a opção de modelo com tração dianteira (FWD) na versão SEL e Limited, que fez com que o automóvel entrasse no mercado de crossover mais competitivo, tendo o seu preço inicial de R$119.900 (SEL), R$2.200 a menos do menor valor de 2011.

Além disso, vale destacar também que, excetuando as quatro cores já disponíveis na antiga versão, o novo Edge pode ser encontrado ainda no cinza Oregon, vermelho Turim e Azul Sevilha.

No quesito segurança, não foram poupados itens ligados às novas tecnologias. O lançamento manteve os seis airbags, com freios ABS nas quatro rodas, com distribuição eletrônica de frenagem (EBD) e monitoramento de pressão dos pneus. Não esqueceu também de trazer o sistema de monitoramento de ponto cego, o alerta de tráfego cruzado e a câmera de ré, que tem sensor de proximidade e agora oferece três níveis de zoom na tela de 8 polegadas.

Para completar a lista, também há o controle eletrônico de estabilidade (sistema AdvanceTrac com RSC), disponível em todas as duas versões, para evitar derrapagens e capotamento.

Somado a maior proteção, ainda existe o Sistema de Segurança Pessoal Ford, composto de sensor de severidade de acidentes, com cintos pré-tensionados com retrator de gerenciamento de força.

Conforto em alta

Se antes o passageiro poderia invejar a alta comodidade das dez posições do acento do motorista, agora ambos os bancos dianteiros tem esse privilégio de ajuste lombar. A linha 2012 ainda conta com cabine com revestimento em couro preto na versão SEL e em couro cinza nas versões Limited.

O acesso inteligente tornou-se outro diferencial do automóvel. São três opções diferentes de abrir a porta do carro. A primeira é a forma convencional, a segunda está na vantagem de abrir a maçaneta sem a necessidade de usar a chave, apenas tendo-a em sua posse, situação ideal para as mulheres que não sabem onde a guardou na bolsa.

A última forma é para aqueles que não gostam de levar a chave consigo. O motorista pode abrir o carro usando o código no teclado numérico da porta, que é próprio e único de cada unidade do veículo.

Falando em chave, o sistema MyKey permite configurar a chave reserva para limitar a velocidade, o volume do som e impedir a desabilitação dos equipamentos de segurança. Além disso, há ainda a função Valet Mode, que bloqueia o acesso às configurações originais estabelecidas pelo dono.

Conheça aqui o novo Ford Edge (VÍDEO)


Para compor o design


O teto solar panorâmico, encontrado apenas no modelo Limited, pode ser encontrado agora em duas versões e, consequentemente, em dois preços. Com FWD é R$ 142.000 e com tração integral (AWD) custa R$ 147.000. Sem esse item, o valor muda, respectivamente, para R$133.000 e R$138.000. Há um lote para comercializar antes do aumento do IPI, depois disso todos os valores terão aumento de 5%. Na pré-venda, foram vendidas já mais de duas mil unidades.

Ficha técnica

Motor: 3.5 litros, V6 (6 cilindros) Ford Duratec TiVCT 4V, movido a gasolina
Potência: 289 cv/6.500 rpm
Tração: 4x2 ou 4x4 (integral)
Pneus: Radiais P245/60 R18 ou P245/50 R20
CÂMBIO: seis velocidades e uma a ré (transmissão automática)
PREÇOS: De R$ 119.900 à R$ 147 mil (Base São Paulo)

Detalhes sutis

A versão Limited pode ser encontrado com tração dianteira (preço inicial: R$133.000) ou também com tração integral (preço inicial: R$138.000), ambos têm a opção de incluir o teto panorâmico. O modelo traz duas telas de LCD de 4,2 polegadas, piloto automático no volante e uma tela touchscreen colorida de 8 polegadas no painel central, com os controles do SYNC. Além disso, a lista de equipamentos do básico se completa com rodas de 20 polegadas com acabamento cromado, sistema MyFord Touch/SYNC com GPS, banco elétrico com 10 ajustes para motorista e passageiro, sistema de monitoramento de pontos cegos com alerta de tráfego cruzado, sensor de chuva, entre outros quesitos.

A versão sel é a linha mais acessível do novo Ford Edge 2012, custando R$119.900, R$2.200 a menos comparado a mesma versão de 2011. O modelo está disponível apenas com tração dianteira e com sua cabine revestida em couro preto. Outra diferença, comparado ao Limited, está em alguns itens de conveniência, como a opção apenas da tela colorida de 4,2 polegadas no painel com comandos configuráveis, podendo também ter controle no volante, além de dispor também do computador de bordo com diagnóstico e bússola. Mesmo sendo a versão mais básica, não faltam opções no quesito segurança, como controle eletrônico de estabilidade e freios a disco com ABS nas quatro rodas.

- Diário do Norderte (Auto) -

Os centavos não valem o tempo desperdiçado

O tráfego intenso não é visto como vantagem por nenhum motorista, mesmo que o taxista seja recompensado por ficar parado na via

Fortaleza ainda está um pouco longe de ter quilométricas filas de engarrafamento, como por exemplo, em São Paulo, porém também não escapa de, até mesmo em horários fora do rush, fornecer um pouco de dor de cabeça ao motoristas.

Se o trânsito estressa aqueles que precisam do carro apenas para se locomover, imagina para quem trabalha nas vias públicas. Será que, no caso dos taxistas, o fato do taxímetro girar enquanto se está parado ameniza qualquer aborrecimento?Para alguns isso pode parecer vantagem, afinal, o que poderia ser melhor do que ficar parado e ganhando por isso? Bem, ao contrário do pensamento da grande maioria de passageiros, os taxistas abominam engarrafamento, alguns até tentam fugir para não ficar empacado no tráfego intenso. Alexandre Celedônio, taxista autônomo que está no ramo há seis anos, é um deles. "Quando eu pego um trânsito engarrafado, eu prefiro parar, porque não tem como rodar, não tem quem aguente, mesmo ganhando. É complicado", confessa.

Ele só abre exceções quando já é um cliente conhecido, como os turistas que guardam os seus contatos para visitar à cidade em outras oportunidades.

O que também melhora na condução durante o engarrafamento são as orientações dos próprios clientes. "A maioria das pessoas que pegam táxi já tem rotina de pegar e sabem quais são os caminhos mais rápidos (para chegar ao seu destino)", afirma Alexandre.

No caso das cooperativas, não há escolha de estacionar e deixar o tráfego melhorar. O taxista de 34 anos de profissão, Fernando Moreira Dias, não rejeita corridas, porém sabe que o congestionamento não faz bem para o seu serviço. "É prejuízo. É melhor pegar uma corrida de R$ 5,00, que você demora menos, do que pegar uma de R$ 10,00 ou R$ 15,00 que você passa muito tempo no congestionamento", pontifica. Para ele, seria muito bom se todos os dias fossem como domingo, quando as vias estão um pouco mais tranquilas. Afinal, durante a semana, não tem uma hora dita em consenso que seja calma nas ruas da cidade.

Hora e taxímetro rolando

Enquanto se está parado, o taxímetro gira R$ 0,30 por minuto. Todavia, isso é visto como ínfimo diante do que ele poderia ganhar em tempo e mais passageiros por dia.

Para o presidente do Sindicato dos Taxistas do Ceará (Sinditaxi-CE), Vicente de Paula, o tempo é mais precioso do que os centavos lucrados estando parado. "A questão do companheiro ficar no engarrafamento com o passageiro, nesse momento ele não está tendo prejuízo e, sim, está perdendo tempo de atender outro chamado que ele tem para resolver", esclarece.

A fração cobrada às vezes é vista como "esperteza" ou como mais uma forma de lucrar em cima do passageiro. No entanto, para o presidente da Cooperativa dos Taxistas, Raimundo Ferreira de Menezes, essa taxa é justa pelo tempo de serviço do motorista. "Você já pensou: hoje que a cidade não tem mobilidade, você estar gastando mais de uma hora da Praça da Imprensa ao North Shopping e o motorista ficar parado esse tempo todinho e não ser recompensado com essa fração", questiona.

Atualmente são 4.325 táxis circulando e cadastrados no sindicato. O preço da bandeirada é de R$ 3,62 e, até o final de dezembro, para rodar o valor é o da Bandeira 2 (R$2,72) por quilômetro rodado.

- Diário do Nordeste (Auto) -

Saiba escolher o alto-falante ideal para seu som

Para aqueles que veem o som automotivo como artigo básico do carro, é preciso estar atento aos produtos no mercado

A carroceria mais simples e popular dos automóveis às vezes esconde o alto investimento que é feito no seu interior. Do carro básico ao de elite, não há limites de renda quando a real intenção é a busca por potência e qualidade no som.

Entre os itens do orçamento, segundo Lucas Guerra, proprietário da Yakamotho Car Shop, o som é considerado o quesito mais básico e indispensável que o motorista procura adquirir e incrementar. Tanto que a saída dos seus kits acompanha as vendas de carros das concessionárias e revendedoras.

No entanto, o som não seria completo sem os alto-falantes, variante que faz toda a diferença na potência e qualidade da música tocada. Os mais procurados fazem parte da linha original de fábrica, que também é a mais barata, custando em média R$ 189,00. O pacote completo, com quatro alto-falantes, CD/MP3 player, fiação, tomada e instalação, fica por R$ 554,00.

No entanto, não são todos que se contentam com apenas o básico. A cada dia cresce o número de pessoas que não têm pena de abrir a carteira e fazer um investimento maior na tecnologia do som automotivo. Dependendo dos itens incorporados, a montagem completa pode atingir R$ 12 mil.

São comprados e instalados, em média, 90 pacotes na Yakamotho. Do total, 30 são do modelo interno hi-fi, que se assemelha a qualidade de home theater. A principal diferença, segundo Lucas, entre este e um mais simples está no amplificador e no subwoofer (usado para reproduzir frequências baixas). O kit da JBL, por exemplo, de alto-falantes, junto com o amplificador de cinco canais, custa, em média, R$ 2.889,00.

No entanto, para garantir o melhor funcionamento é preciso estar atento às marcas e empresas de instalação. Não adianta economizar no produto ou técnico contratado. O custo poderia até atrair aos olhos, mas os benefícios podem não ser tão interessantes. "É interessante, quando for comprar um produto, buscar marcas já conhecidas no mercado, porque todo ano é lançada duas ou três fábricas no Brasil, que acabam fechando após um ano, e não dão a garantia do produto", pontifica Lucas.

Ambos são importantes para assegurar uma melhor durabilidade do som, além deles também darem a tranquilidade de que a parte elétrica do carro não será danificada. Fora isso, é preciso estar atento ao pós-compra, tendo cuidados como evitar a exposição à maresia. "O uso e instalação incorreta pode ocasionar desgaste ou queima do produto, o que prejudica a qualidade do áudio e aumenta a necessidade de manutenção constante", afirma Alessandra Amaro, analista de webmarketing da Eros Alto-falantes.

- Diário do Nordeste (Auto) -

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Fio como extensão

Elaborar uma trilha sonora para uma caminhada na praia ou no trajeto de volta para casa no ônibus é realmente relaxante e embala a pessoa como se a música fosse sua companhia, ou melhor, como se você fosse um protagonista de um filme e sua vida está sendo exibida com a sua canção favorita.

Mas quando não se está sozinho ou se os pensamentos já preenchem toda a sua mente, realmente é necessário uma música ao pé da orelha? Os fones agora não são mais acessórios, são verdadeiras extensões dos ouvidos. Estando sozinho ou acompanhado, em inércia ou atividade, lá está o aparelho em suas mais variadas cores e formas.

Não importa nem ao menos se estão em uma conversa, jovens e adultos interagem sem largar os fones, parecem até que as informações necessárias ao seu diálogo estão sendo repassadas por um ponto em seu ouvido. É alguma razão de vida ou morte? Não basta apenas o largo tempo que dispomos aos telefonemas? Demos uma trégua aos tímpanos, por favor, e mais preferência a uma atenção plena às pessoas.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Ai, ai, que dor de cotovelo

O que era para ser O MELHOR SHOW DE DESPEDIDA, sentir ser um fracasso total. De uma caminhada de sucesso e grandes músicas animadas, como pode o Exaltasamba montar mais da metade do seu repertório com músicas SUPER DOWN e ainda concentra-las mais no início da sua apresentação, no qual todos estão esperando dançar até o suor penetrar na camisa?

Eu, que estava com alto astral, rendi-me a cadeira várias vezes. Não só porque não conhecia as músicas, mas também pelo fato de querer dançar e não conseguir pois as músicas faziam-me querer chorar, para o meu exagero. Parecia um dor de cotovelo em conjunto na noite de ontem. Para piorar a situação, quando resolveram voltar para canções mais alegres, intercalavam com outras duas calmas.

Quando pensei que iria melhorar, já que eles resolveram resgatar as antigonas da banda, escutei apenas um pout-pourri. Até por aí eu desculpei, mas resolvi voltar atrás quando no carro, de volta para casa (sim, voltamos antes do show terminar e não nos arrependemos), eu percebo que eles não pouparam tempo para cantar músicas de outros cantores e de estilo totalmente diferentes deles, como Claudinho e Buchecha. Eu até gosto da dupla, porém não fez o menor sentido.

O Exaltasamba fez um show para eles mesmos e não para o seu público. Não organizou e dispôs bem o seu repertório, não contemplou de forma justa as suas músicas e não fez, o que espera e foi-me prometido, o melhor show. Até mesmo a apresentação que eu vi deles no Esquenta foi melhor e fez-me dançar mais, mesmo que tenha sido em casa.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Dieta deve ser balanceada

O sedentarismo e a má alimentação são aspectos frequentes na vida de quase todo caminhoneiro. Quando o tempo permite e os postos contribuem, é possível preparar uma boa comida e ainda fazer exercícios

Não há rotina na vida dos caminhoneiros. São, em média, quatorze horas diárias de estrada percorridas em um período de, no mínimo, um mês, nos quais os motoristas amanhecem em uma cidade e dormem em outra.

Se isso por um lado é visto com um certo encanto pelos seus profissionais, essa inconstância, onde os locais de passagem geralmente não são os mesmos, torna difícil encontrar pontos confiáveis no trajeto que proporcione uma comida de melhor procedência a baixo custo.

Segundo o presidente do Sindicato do Caminhoneiros (Sindicam-CE), José Tavares, os preços de um bom prato em beira de estrada, normalmente, permeiam os R$ 25,00, no entanto, para conseguir custear esse gasto diário, o caminhoneiro deveria desembolsar R$ 18,00 a mais do que lhe é dado no vale refeição.

A saída para alguns é instalar ou fazer uso da caixa de cozinha que por vezes acompanham a estrutura dos caminhões. Ela é utilizada para armazenar e também como superfície para preparar o alimento. "Quem tem, consegue ter uma comida de melhor qualidade. Hoje em dia, uma das coisas mais terríveis de nossa profissão é o stress e, por conta disso, vem a pressão alta. Isso porque você não tem um local adequado para se comer, é obrigado a ir onde dá o horário para parar e as comidas são, muitas vezes, de má qualidade", explica José.

No momento ele parou de dirigir por estar no Sindicato, porém, em seus dias de caminhoneiro, o próprio José também assumia a direção da cozinha. "Eu usei muito. Eu só cozinhava duas vezes na semana e preparava comida para três dias. Então, quando chegava a hora do almoço, eu parava em um local e aquecia na própria caixa, que tem botijão de gás, fogão e tudo. Tem companheiros que têm até micro-ondas dentro da cabine", lembra.

Para aqueles que têm excesso de carga-horária, fica inviável, devido ao curto tempo destinado à hora da refeição, parar para preparar a própria comida. Então, resta escolher o que aparenta melhor ou, quando se faz as mesmas rotas, tentar comer nos locais já conhecidos. "Tem lugares que você tem que andar com um medicamento dentro da cabine do caminhão. Eu mesmo já tive que interromper minha viagem por conta de comida de má qualidade", pontifica.

Se não bastasse tentar adivinhar qual comida vai adequar-se melhor ao estômago e ao paladar, o caminhoneiro também deve prestar atenção ao quão saudável é a sua dieta. Segundo a nutricionista e integrante do programa Medicina Preventiva do Hapvida, Vera Lúcia Batista, o ideal seria fracionar as suas refeições para que o motorista não se alimente com tanta fome e acabe escolhendo mal os alimentos.

Por isso, o profissional deve ter, em média, seis refeições balanceadas, nas quais se devem evitar, ao máximo, gordura, muitas fontes de carboidrato e a ingestão de líquido junto a comida.

Além disso, ela também destaca a importância das carnes magras, como frango ou peixe, tanto no almoço quanto no jantar, para que o prato não fique muito pesado.

Excetuando o caráter prejudicial a digestão e ao aumento de peso, uma refeição rica em gorduras, por exemplo, pode até causar uma sonolência, fator de risco quando aliado à direção.

De barriga cheia

Com o tempo cronometrado para abastecer, tomar banho, descansar e comer, a má digestão e o sedentarismo acabam sendo outro problema. Uma ferramenta para auxiliar os motoristas é a instalação de miniacademias nos postos grandes de serviço. Segundo o presidente, não há nenhum exemplo delas no Nordeste, mas já foram feitas, por exemplo, em São Paulo..

Dicas

1º Reduzir a gordura: ideal é substituir a carne vermelha pela branca, como o frango ou peixe, tanto no almoço como no jantar

2º Aumentar a ingestão de líquido entre as refeições: colocar água em uma garrafa térmica para se hidratar ao longo do dia

3º Não colocar tantas fontes de energia: escolher apenas um alimento rico em carboidratos, por exemplo, macarrão, arroz ou batata

4º Melhorar o teor de fibra: o melhor é incluir barras de cereal ou frutas entre as refeições

5º Fazer ginástica: o indicado é fazer alguns alongamentos, mesmo estando dentro do caminhão

- Diário do Nordeste (Automóvel) -

Viagem de carro sem sustos

A prevenção continua sendo a melhor aliada dos motoristas que adoram viajar. Caso o inesperado aconteça, saiba o que não pode faltar em sua bagagem

Adquirir uma passagem aérea pode até ter ficado mais acessível, porém ainda tem aqueles que não descartam uma viagem de carro.

Com a proximidade das festividades de fim de ano, compensa o motorista fazer uma revisão completa do automóvel e garantir que ele está inteiro e disposto para aguentar seguir a estrada.

Se mesmo depois de toda prevenção acontecer algum problema, a solução pode estar na caixa de ferramenta ou na lista de contatos do celular.

Para o gerente administrativo da Autopeças Padre Cícero, Edmilson Vasconcelos, não há necessidade de guardar tantos equipamentos dentro do carro. Ele justifica que, assim como os médicos carregam consigo materiais clínicos, o mecânico deve ter as ferramentas necessárias para momentos de emergência. Porém, nem o paciente ou o motorista é obrigado a carregar esses instrumentos, afinal, eles não têm plena noção do seu manuseio.

Não compensa nem ao menos carregar material para terceiros, principalmente, porque pelas novas tecnologias, diferentes características e especificidades que permeiam os veículos atuais, fica cada vez mais difícil encontrar um mecânico em beira de estrada que resolva os problemas. "Com esses carros novos, só faz conserto quem tem seu material específico", afirma Edmilson. Sendo assim, segundo ele, o mais importante é ter um seguro ao qual recorrer.

Quanto às ferramentas, é preciso ter apenas aqueles materiais que já vem de fábrica: macaco, chave de roda e triângulos. Afinal, furar o pneu é algo imprevisível e difícil de se evitar. Porém, atualmente, nem lidar com o tradicional e conhecido prego, as pessoas conseguem fazer. "Tem muito motorista dessa geração nova que não sabe trocar o pneu", afirma Edmilson.

- Diário do Nordeste (Automóvel) -

Maior confiança na prática urbana

Há quem acredite que alunos dos CFCs podem atrapalhar o trânsito, no entanto, treinar em vias públicas dá mais segurança no aprendizado do futuro motorista

Não basta teoria para conseguir colocar o carro para funcionar.

Enquanto estudante de Centro de Formação de Condutores (nome atual das antigas autoescolas), o futuro motorista deve ter as típicas aulas de legislação, somadas a algumas aulas de direção defensiva, mecânica, primeiros socorros e convívio social. Porém, quando chega a parte prática, não adianta ficar enclausurado em uma área isolada para treinamento.

Por mais que o aluno tenha noção de como é o trânsito, pelos seus dias como passageiro, somente estando na direção é que se consegue sentir na pele como é enfrentar as ruas e avenidas da cidade. E, para aprender, nada melhor do que com um instrutor ao lado dando indicações.

Com a mão na massa

Depois do teste psicotécnico e a prova teórica, ainda tem a terceira etapa para conseguir a habilitação, que consiste em 20 aulas, das quais as primeiras são para apresentar o carro ao aluno, como as marchas, os freios, a embreagem.

Esse momento inicial é também para mostrar o que o auxiliar administrativo da autoescola Aldeota, Daniel Araújo, chama de BEC. A sigla remete aos artigos de banco, espelho e acento. Eles parecem não ter muito mistério, mas são detalhes importantes para uma perfeita condução do veículo, como ajustar o retrovisor e adequar para uma melhor visibilidade ou então ajeitar o acento de uma forma que o motorista alcance sem esforço os pedais.

Depois, segundo Daniel, a partir da quarta aula já é possível o aprendiz enfrentar a via pública. "Tudo o que foi aprendido na legislação, o instrutor vai passar na parte prática. Como acionar o pisca, ultrapassar", explica.

Não há restrições de ruas ou avenidas a serem trafegadas, muito menos horários.

Na verdade, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), parte das aulas práticas deve ser também realizada no período noturno. Assim, o estudante vai ter a experiência de como é dirigir com menos luminosidade nas vias, além de, dessa forma conseguir lidar com diferentes situações de trânsitos.

A única exigência, segundo o Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE), é que o carro carregue em seu exterior uma identificação de que se trata de um aluno em aprendizagem.

- Diário do Nordeste (Automóvel) -

Educação continuada para formar líderes

A teoria e prática estão aliadas, a cada passo do curso, com a intenção de gerar mudanças. Além da grade de conteúdos, a contribuição das pessoas também dá uma riqueza a mais ao aprendizado

Há três anos o Sincopeças/Assopeças-CE abraçou o projeto de convidar donos de empresas, gerentes, diretores e funcionários que tem influência no seu setor a adentrarem a sala de aula com sua posição de chefe, para sair, ao final de um período de doze meses, com uma postura de líder.

A proposta é ser maior do que uma capacitação, uma reciclagem de conteúdos.

A diferença está na sua longa duração, como também no objetivo de promover discussões de temas relacionados ao cotidiano dos participantes, além de gerar situações que estimulem a superação de desafios e o trabalho em equipe.

"O foco é transformação, principalmente o perfil do chefe em líder e na condução de pessoas, trocando o autoritarismo, do ´manda quem pode, obedece quem tem juízo´, para o conceito do reconhecimento. Ou seja, quando o líder assume uma posição de segurança e formação de confiança entre a sua equipe, a autoridade não é mais do poder e, sim, do convencimento", afirma o idealizador e coordenador do projeto, Cláudio Araújo.

O programa carrega uma perspectiva grandiosa também em seu nome: Universidade de Líderes Sincopeças-CE (ULS). "Nós demos a dimensão de universidade pela carga horária, que é uma das características diferenciadas desse curso, e porque esse conceito, queira ou não, dá uma atratividade maior", explica Cláudio.

Caminho até a formatura

A turma de 2009, a primeira experiência da ULS, não sabia o que lhe esperava e estava um pouco receosa em dispor do seu tempo para um total de dezessete encontros no ano. Mas, ao final do curso, ela foi o maior e melhor meio de divulgação do programa.

Ranieri Leitão, presidente do Sincopeças/Assopeças-CE, foi um dos alunos da primeira graduação. "O mais importante que eu senti e pude perceber é que cada um de nós trazia suas experiências para a classe, discutia os problemas e encontramos as soluções, por meio do que o curso passava de ensinamento", lembra.

Enriquecer a discussão com exemplos pessoais do conteúdo do curso aplicado na vida só foi possível devido ao fato de que os encontros com os cerca de 25 a 30 inscritos eram feitos quinzenalmente.

"Isso faz com que o intervalo de um encontro para o outro provoque uma aplicação do conteúdo na prática. Então, é como se você tivesse uma aula, fosse ao laboratório e depois voltasse para outra aula", justifica Cláudio.

Além disso, o aprendizado também é fortalecido com a aplicação do TEAL, que se trata de um Treinamento Experimental ao Ar Livre. Esse módulo permite aos alunos saírem de sala de aula e realizarem uma atividade, na qual será avaliada se eles estão se comportando como líderes, se houve uma comunicação entre os membros das equipes divididas e também se foi feito o "espírito de vibração". Ou seja, reunir-se quando há problemas, mas também promover o encontro quando há motivos de comemorar e parabenizar.

Para mudar e renovar

Os alunos já formados podem retornar às turmas seguintes para assistir alguma aula perdida. Porém, aqueles que realmente estão sentindo necessidade dá seguimento aos seus estudos, em 2012 será aberta a Universidade de Líderes Sincopeças-CE II, fruto da demanda em continuar a ULS. "Os empresários e executivos se prendem muito em duas coisas: vender e comprar. A gente quer colocar que, além disso, existe algo mais importante: é aprender, qualificar-se e estudar cotidianamente", pontifica Ranieri.

Ambos os cursos já estão com suas inscrições abertas.

- Diário do Nordeste (Automóvel) -

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Alguns pontos negros

Desde que entrou na rede de restaurantes de Fortaleza, o Boi Preto aparentava ser para poucos. Localizado em uma área nobre da cidade, o seu endereço, acompanhado do preço salgado, pareciam ser a sua marca de ferro de demonstração de qualidade.

Atualmente, não sei se a concorrência aumentou o preço ou ele resolveu ser mais acessível, porém a verdade é que não está tão impossível reservar um fim de tarde para um rodízio no Boi Preto. Imagine a vista da Beira Mar, com um serviço de qualidade e uma comida de primeira? É de dar água na boca.

Confesso que no quesito sushi eu prefiro o Sal e Brasa, mas a carne com os acompanhamentos não deixam a desejar. Confesso que comi até ultrapassar os meus limites, mesmo sendo já tarde da noite.

O atendimento, principalmente, é o que mais faz o cliente querer retornar. Estão sempre muito atentos aos desejos pedidos e, se por muito tempo o prato estiver vazio, vem logo alguém perguntar se algo está faltando e de que forma podem satisfazer nossa fome de carne. Totalmente ao contrário de muitos rodízios de massas, nos quais os garçons parecem fugir com as bandejas. É desse jeito que eu gosto!

A parte realmente PRETA do Boi

Tudo estava aparentemente perfeito na visita ao restaurante, até que eu fui ao banheiro. Minha mãe sempre dizia para avaliar a qualidade do lugar pelo seu banheiro. Se isso for verdade, a situação estava um pouco drástica para o Boi Preto.

Esteticamente, a pedra na pia dava um certo luxo ao local, porém foi ofuscada pela falta de luminosidade. Não era porque as luzes estavam apagadas e, sim, simplesmente porque não tinha lâmpada. Além de escuro, as portas dos espaços íntimos batem no vaso sanitário, deixando um espaço estreito e mal projetado para entrar. Não sei quem foi o arquiteto, mas era muito burro por não aproveitar bem o lugar.

Para completar e piorar a situação que ainda estava aceitável, vários vasos estavam sujos no seu interior (sem dar muitos detalhes, lógico) e cheio de papel higiênico no chão. Cadê a limpeza à disposição nesse local? O banheiro deveria ser limpíssimo sempre ou pelo menos ter um aviso de interditado para poupar os clientes de visões desagradáveis.

Para rir ou chorar

Enquanto comentava sobre a "experiência" no banheiro ao meu namorado, olhei para o lado e vi a bendita informação desnecessária para a ocasião na mídia eletrônica. Depois de algumas semanas, eu ainda lembro da frase (pelo menos com certeza o seu início): "nem sempre sangramento pelo ânus é sinal de hemorroidas (ou hemorragia, agora fiquei em dúvida se é?!). Se persistir, consulte o seu médico". De qualquer forma, quem precisa saber disso enquanto come?

Até tentei bater uma foto, mas eu ri tanto e não acreditei que a mensagem demorava na sua emissão, que acabei esquecendo de registrar para colocar aqui. No entanto, acredite em mim, infelizmente é verdade.

Depois de tantos altos e baixos, tentei relevar tudo e aproveitar minha noite. Claro, eu não voltei ao banheiro e, graças, a mensagem não se repetiu enquanto estive lá. Entretanto, tomara que na minha próxima volta ao restaurante eu tenha apenas observações positivas do lugar.

๏̯͡๏ Boi Preto

Av. Beira Mar, 2500 - Meireles
☏ (85)3242-5053

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Estacionar em local público tem preço

Os flanelinhas já são personagens frequentes nas ruas de Fortaleza. Para olhar os carros, alguns aceitam moedas, outros chegam a cobrar uma taxa específica. Na cidade, não faltam exemplos de histórias envolvendo motoristas e esses vigias

A grande quantidade de carros circulando nas ruas provoca, além do trânsito intenso e engarrafamentos constantes, a difícil tarefa de encontrar uma vaga de estacionamento.

Quando não há um local privado como opção, os espaços em vias públicas parecem um pote de ouro no final do arco-íris. Porém, depois que a raridade é encontrada, o que fazer quando vem um dito vigia exigir uma taxa para olhar o seu carro? E o que você faria se recebesse uma cobrança antecipada de R$ 5,00 para estacionar na rua?

Há os que não se importam em dar algumas moedas ou aqueles que simplesmente ignoram a presença dos flanelinhas no local. Entretanto, não faltam histórias de motoristas que não admitem pagar por um local público e também que se sentem mais inseguros em deixar o seu veículo com alguém que pode irritar-se por não receber nada e danificar o seu automóvel.

Dentre os casos de indignação, está a recente situação vivida pelo professor Samuel Sales. Diariamente, ele estacionava o carro em frente ao seu local de trabalho e lidava com o mesmo flanelinha de sempre. Depois de dois dias sem entregar nenhum trocado, ele ouviu reclamações por sua "inadimplência".

Sendo assim, no dia seguinte, Samuel juntou algumas moedas e foi entregar ao vigia, que não aceitou dizendo que sua dívida estava em R$ 4,00 pelas outras ocasiões não pagas. Isso levou a uma discussão entre eles e o resultado: o professor nunca mais foi parar o carro no mesmo lugar de antes. "Isso me transformaria em refém de um marginal, afinal, o simples fato de negar esmola a um flanelinha é suficiente para fazer nascer rancor e vingança no seu coração. Quando isso acontece, o alvo passa a ser o seu carro ou até mesmo você", explica.

Além dessa experiência, constantemente ele é abordado pelos limpadores de para-brisas nos cruzamentos, também classificados como flanelinhas. Dentro da sua casa, também teve outros exemplos.

"Minha mãe teve o vidro lambido por um deles. Quem nunca vivenciou o episódio de dar uma quantia ao flanelinha e ele não se contentar, exigindo, de maneira intimidadora, mais do que foi oferecido? Muitas vezes, eles são tomados pela vaidade e chegam a jogar teatralmente o dinheiro no chão, pensando em apanhá-lo depois", lembra.

Para Samuel, a grande maioria dos flanelinhas é vista como chantagistas ou um outra forma de ser pedinte. "A prova de que estão apenas mendigando é que se você sentar em um bar a céu aberto, ao lado do seu carro, ele vai cobrar um valor por supostamente ter ´olhado´ seu carro. Adoro quando isso acontece, porque tenho a oportunidade de dizer: eu também estava olhando meu carro, por isso sentei ao lado dele", declara.

O estudante de Gestão de Marketing, Felipe Couto, não tem históricos negativos de seu "relacionamento" com os flanelinhas. No entanto, para ele, esse trabalho é uma questão, na maioria dos casos, da pessoa pagar para não ter seu patrimônio lesado ou danificado.

"Hoje você estaciona na porta de um evento, show e às vezes nos bares, e te pedem R$ 5,00 ou R$ 10,00 por um serviço que não te dá garantia nenhuma que seu carro vai ser preservado, porém muitas vezes confrontar um flanelinha pode resultar no seu carro quebrado. Nunca tive uma experiência porque sempre paguei, mas já estive com amigos no Dragão do Mar que tiveram seu carro arranhado por se negar a pagar. É uma questão de te obrigarem a pagar para estacionar em um local gratuito", afirma.

Entrando na linha

As moedas da carteira parecem poucas diante de tantos flanelinhas nas ruas e avenidas. Somente na zona próxima do 4º Distrito Policial, como Bairro de Fátima, Lagamar e Pio XII, foram cadastrados uma média de cem pessoas. A parcela maior é dos que ficam nos cruzamentos, uma média de 70%, comparado àqueles que ficam olhando os carros em vias públicas.

A identificação começou há três anos e, segundo o delegado José Munguba Neto, depois do início desse projeto, diminuiu em 80% o número de reclamações de pessoas que se sentiam coagidas e perturbadas pelos flanelinhas. O motivo da redução está, principalmente, pelo fato de como todas as referências estão registradas na delegacia, é mais fácil localizar os que estão causando transtornos. "Eles agora pensam duas vezes antes de fazer alguma coisa", afirma o delegado Munguba.

Geralmente quem se encontra nessa situação é por estar desempregado. Além disso, cerca de 30% dos nomes listados têm antecedentes criminais. Essa constatação também foi vista durante a "Operação Flanelinha", realizada em 2005 pela Polícia Civil, que tinha como objetivo gerar um efeito preventivo de crimes e oferecer cursos profissionalizantes aos cadastrados durante o projeto.

Fique atento

De acordo com o gerente comercial da Servis Segurança, Eugênio Ribeiro, os motoristas devem manter um estado de atenção e prevenção.

Na situação dos carros em movimento, para evitar qualquer constrangimento ou abordagem pelos flanelinhas dos cruzamentos, o indicado é reduzir a velocidade quando avistado o sinal vermelho. Assim o tempo do veículo parado será menor ou até nulo, caso a distância percorrida seja suficiente para ficar verde.

Quando for estacionar ou já estiver parado no trânsito, o indicado é não provocar uma situação de irritação ao flanelinha. Então, falar com simpatia que está sem dinheiro ou falar que "deixa para próxima" é mais indicado do que refutar logo quando a pessoa avisa que vai vigiar o carro, pois isso poderia causar uma ira e um desejo de vingança.

Enquete Opiniões variadas

Flanelinhas não garantem a segurança e integridade do nosso carro. Acho uma maneira diferente de pedir esmola.

Heitor Sampaio - Estudante de Publicidade - 23 anos

Sinto-me mais inseguro e vulnerável por ser uma pessoa que desconheço e acompanha a entrada e saída do meu veículo.

Aderson Sampaio - Professor de Produção Gráfica, 32 anos

Nunca tive nenhuma experiência desagradável com os flanelinhas. Acho que é uma alternativa para sobreviver.

Mailson Bruno - Estudante de Jornalismo - 21 anos

COMPORTAMENTO

Diminuir a velocidade: é indicado quando for avistado o sinal vermelho. Assim o tempo do veículo parado será menor ou até nulo, caso a distância percorrida seja suficiente para ficar verde.

Não discutir: dizer que não vai pagar ou que não precisa vigiar o carro, muitas vezes provoca uma raiva no flanelinha. Por isso, a dica é ser simpático e responder da melhor maneira possível. Ou dando algumas moedas, dizendo que "hoje estou a nenhum" ou "fica para a próxima".

Fazer um boletim de ocorrência: quando se sentir ameaçado ou forçado de pagar algo em via pública, é indicado ligar para o Ronda na hora ou ir a delegacia mais perto.

- Diário do Nordeste (Automóvel) -

Carros com duas portas têm fãs

Mesmo com uma venda maior de quatro portas, o mercado de duas portas não está estacionado, ao contrário, ainda há um público fiel que busca economia e outras facilidades

A venda de automóveis com quatro portas é inquestionavelmente maior do que as versões com apenas duas. No entanto, há ainda um mercado procurando pelo modelo mais simples nas concessionárias.

O perfil dos clientes é geralmente aquele iniciante na direção, que está procurando o seu primeiro carro, não tem muito dinheiro em caixa e é solteiro. Na verdade, a questão financeira é o que se destaca mais nesse público. Tanto pessoas físicas, como também jurídicas, recorrem a esse estilo por ser mais econômico no preço e na pós-compra.

O orçamento entre um de duas e quatro portas varia de R$ 1.500 a R$ 2.000, dependendo dos acessórios escolhidos pelo cliente.

Além disso, de acordo com o gerente de vendas da Crasa, Valdemar Xavier, o que também atrai é o fato de o veículo duas portas ser melhor para estacionar, possibilitar uma locomoção mais fácil, ter custo de manutenção menor e ser mais econômico. O Ka, único exemplo da Ford nesse quesito, tem sua procura intensa, mesmo que haja outros seis carros atraindo no salão. São vendidos, em média, trinta por mês.

O Mille, que antigamente ocupava o posto de automóvel mais barato do Brasil, ainda mantém uma procura fiel pela sua promessa de preço. Além dele, outros dois carros são opção na Fiat para quem quer um duas portas. Um deles é o Novo Uno completo, que sai a R$ 30.500, uma diferença de R$ 1.490 do seu modelo quatro portas.

Segundo o gerente de vendas da Iguauto, Bruno Gomes, o valor pode ser significante para muitos, porém, mesmo assim, quando comparada as duas versões, o mais simples tem apenas 20% das vendas conquistadas. Há pessoas que aumentam um pouco as parcelas em detrimento de ter mais comodidade e liberdade no entra e sai do veículo, principalmente aqueles que têm uma família grande.

É o mesmo caso da Saga, autorizada Volkswagen. O Gol G4 apresenta as duas opções ao cliente e uma diferença de preço de R$ 2.000. Dentre os dois, o que mais tem venda é o de quatro portas.

De acordo o gerente de vendas, Carlos Ribeiro, a procura de um duas portas é pequena, uma proporção de um a cada vinte que aparecem na loja.

Apesar do carro duas portas ainda oferecer uma segurança maior com relação às crianças e ao controle da sua saída do veículo, Carlos acredita que as vantagens dos automóveis quatro portas são maiores - além de apresentar um conforto maior no desembarque dos passageiros traseiros, também permite uma melhor circulação de ar, já que os vidros de trás podem ser abertos.

Acrescentando os itens de desvantagem, Roberto Nestor, presidente do Sindicato dos Revendedores de Veículos Automotores do Estado do Ceará (Sindivel-CE), lembra que os carros quatro portas têm melhor valor de revenda.

Para Roberto, a tendência a longo prazo é pedir esse tipo de automóvel apenas por encomenda. Além disso, segundo Carlos, apesar de ter público, há poucas opções de duas portas. Segundo o presidente da Sindivel-CE, além da questão financeira, o que ainda mantém a busca pelo duas portas são mulheres que dirigem sozinhas e sentem-se mais seguras por ter apenas duas para vigiar se está travada ou não.

- Diário do Nordeste (Automóvel) -

Desconto virou forma de divulgação de autoescolas

O setor automotivo também está forte no segmento de compras coletivas. Até mesmo quem não tem habilitação pode tirar a CNH com uma oferta de venda, mas sempre estando atento às regras

O setor automotivo ultrapassa o espaço físico e atinge o virtual. Não se trata das típicas páginas na internet que vendem produtos e, sim, de ofertas em grande escala.

Não são apenas peças, serviços também estão presentes nesse novo modelo de vendas, que ganha espaço a cada dia. Alinhamento, lavagem completa do automóvel, troca de óleo, aplicação de película fumê nos vidros dos carros são alguns dos exemplos que permeiam os sites. O Peixe Urbano, por exemplo, é um dos que oferecem opções nesse quesito, mais especificamente desde agosto de 2010.

"Já oferecemos cerca de mil ofertas do setor automotivo, e este número vem crescendo em todas as cidades, demonstrando que cada vez mais empresas do segmento estão apostando nas compras coletivas como importante ferramenta de marketing para divulgar seus serviços e atrair novos clientes", declara Letícia Leite, diretora de comunicação do Peixe Urbano. Ao todo, já foram vendidas cerca de 250 mil cupons no site.

Recentemente, quem também está aderindo aos recursos das compras coletivas são os Centros de Formação de Condutores (CFCs). A autoescola William é um exemplo em Fortaleza.

O proprietário William Lima observou que o mercado estava crescendo entorno da internet e resolveu apostar no segmento. "Antes era uma média de 80 a 90 alunos em todas as categoria. Colocava por turma, na sala de aula, 35 alunos, divididos em 2 turnos. Agora, somos mais procurados. Temos como resultado da compra coletiva cursos pela manhã, tarde, noite e intensivo aos sábados", afirma.

Foram 316 vendas em um curto espaço de tempo e isso rendeu a divulgação que eles precisavam. Para o dono, foi muito melhor investir em descontos para o bolso dos clientes do que na publicidade em sua forma tradicional.

Quantos aos pontos negativos, segundo William, esses são raros. "Uma vez ou outra aparece algum cliente querendo levar vantagem dizendo que não viu o regulamento e aí nossa medida é mandar ele ligar para a empresa que ele contratou o serviço e fazer o cancelamento", explica.

Para o Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE), não há nenhum problema nas empresas quererem adentrar nesse segmento.

"Essa novidade das compras coletivas, via Internet, tem despertado o interesse de muita gente. O resultado é positivo em sua maioria. Mas, como em tudo na vida, é preciso cautela. O Detran tem autoridade para credenciar os CFCs e fiscalizar o cumprimento das obrigações, conforme estabelece a legislação de trânsito, consolidada no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Mas, não pode interferir nos valores cobrados e nos negócios das organizações privadas. Há mecanismos legais em que o consumidor pode recorrer quando se sentir prejudicado", orienta. Por isso, é importante observar atentamente as regras antes de realizar a compra, como o que está incluso no contrato. As taxas do Detran-CE, por exemplo, geralmente não estão no pacote. O valor cobrado é de R$ 214,90.

Conforme o CTB, o processo de obtenção da primeira CNH é iniciado no centro a partir da inscrição do candidato. Como uma empresa privada, cada CFC elabora a tabela dos seus serviços.

Dependendo do tempo e disponibilidade do aluno, leva de 60 a 90 dias para completar o curso de aulas práticas e teóricas, além de realizar as provas de cada uma dessas etapas. A demora pode decorrer também se o estudante tem aula apenas aos sábados.

Na direção

Atualmente, são 151 CFCs, atual nome das antigas autoescolas, cadastrados no Ceará, sendo que 100 estão instalados em Fortaleza e Região Metropolitana. Segundo o Detran-CE, de janeiro de 2009 até setembro de 2011, 266 mil novas pessoas receberam a sua primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH), numa média mensal de 8 mil pessoas, nos últimos 33 meses. "Há uma demanda significativa, principalmente em Fortaleza, Região Metropolitana e nas Regiões Norte (Sobral) e Sul (Cariri)", acrescenta.

Por dia são realizadas 300 provas para conseguir a habilitação, uma média de 1.500 por semana e 6 mil por mês.

O período mais intenso é novembro e dezembro. "Nos dois últimos meses do ano, anualmente, há crescimento da demanda. Com isso, a direção do Detran realiza exames em vias públicas, conforme autoriza o CTB. Sempre que a demanda cresce, novos exames são realizados próximas à sede do Detran-CE, bairro Maraponga", explica.

- Diário do Nordeste (Automóvel) -
 
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